Atleta vegana leva ouro em competição nacional multiesportiva

Por David Arioch

Ellen, que é corredora, competiu nas sete distâncias disponíveis nos jogos (Foto: Divulgação)

A atleta vegana Ellen Jaffe Jones, de 66 anos, conquistou uma medalha de ouro no National Senior Games realizado entre os dias 14 e 25 deste mês em Albuquerque, nos Estados Unidos.

Ellen, que é corredora, competiu nas sete distâncias disponíveis nos jogos – indo de 50 metros a 1,5 mil metros, e garantiu o ouro na disputa de revezamento do Senior Games.

Ao Great Vegan Athletes, ela explicou que a parte mais difícil foi lidar com a altitude, mas que consumir bastante água, alimentos ricos em ferro e suco de beterraba a ajudou bastante, assim como manter uma alta ingestão de verduras frescas.

Ellen Jaffe Jones também é jornalista e autora fitness. Ela é mais conhecida nos EUA pelo livro “Eat Vegan on $4 a Day”, publicado em 2011 e que oferece instruções para quem quiser ser vegano gastando no máximo quatro dólares por dia.


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Mudança climática e desmatamento podem cortar Amazônia pela metade em 2050

Por David Arioch

O resultado sinistro vem de uma análise da distribuição atual de mais de 10 mil espécies arbóreas (Foto: Think Stock)

De acordo com o Observatório do Clima, a combinação entre desmatamento e mudança climática pode reconfigurar radicalmente o mapa da Amazônia em 2050. Um estudo publicado na segunda-feira (24) por pesquisadores do Brasil e da Holanda indica que esses dois fatores podem cortar a maior floresta tropical do mundo ao meio, com uma imensa porção a sudeste reduzida a fragmentos. A riqueza total de espécies de árvore pode cair em 58%, com quase metade delas sob algum grau de ameaça de extinção.

O resultado sinistro vem de uma análise da distribuição atual de mais de 10 mil espécies arbóreas, cruzada com modelos de projeção de desmatamento e com dois cenários dos modelos climáticos do IPCC, o painel do clima das Nações Unidas. Os resultados estão num artigo científico no periódico Nature Climate Change.

O grupo liderado pelo cientista ambiental Vítor Gomes, da Universidade Federal do Pará, mostrou que, embora o desmatamento seja hoje a maior causa da perda de habitat na Amazônia, nas próximas décadas ele deverá ser suplantado pela crise do clima.

No meio deste século, as motosserras e os tratores podem causar perdas de 19% (no melhor cenário) a 36% (no pior) na riqueza de espécies da Amazônia, enquanto a mudança climática causaria reduções de 31% a 37%. “O resultado nos surpreendeu”, contou o pesquisador paraense ao OC.

A explicação para isso reside na ubiquidade do clima. “O desmatamento está concentrado em determinadas faixas e seu impacto no oeste e no norte da Amazônia é menor”, afirmou Gomes. “O clima, por outro lado, age em toda a floresta, alterando a precipitação e a temperatura.”

Quando isso acontece, a área de distribuição ideal de uma espécie muda. Em geral, as criaturas impactadas pelo clima migram em busca de locais mais adequados. No caso da Amazônia, os climas mais adequados daqui a 35 ou 40 anos poderão estar a mais de 300 km das zonas de distribuição atuais das espécies.

O problema, claro, é que árvores são lentas para migrar. “A gente sempre brinca que elas não vão subir num ônibus e dizer, ‘tchau, pessoal, vamos para um lugar melhor’”, diz Gomes.

Durante os períodos secos do Holoceno, período geológico iniciado 12 mil anos atrás, comunidades de árvores da Amazônia também precisaram migrar. Isso ocorreu a uma taxa de menos de 100 quilômetros em três mil anos. Ou seja, a perspectiva de deslocamento de 300 quilômetros em 35 ou 40 anos simplesmente não existe.

Já hoje o desmatamento vem causando impactos graves na diversidade de espécies. Estima-se que a Pan-Amazônia, ou seja, o bioma em todos os seus nove países, já tenha perdido 11% de sua cobertura.

Isso causou uma perda de 7% no habitat das espécies. Para 2050, a projeção com políticas de controle de desmatamento mostra 21% de redução da floresta (e 19% na diversidade); sem controle, isso vai a 40% (e 36% de perda de diversidade).

Para a mudança climática foram considerados dois cenários: o melhor, o qual o Acordo de Paris é cumprido e o mundo esquenta menos de 2oC, causa uma perda de 31% na diversidade de espécies na Amazônia; no pior, no qual não se faz nada, esse número sobe para 37%.

Quando se somam os dois efeitos, a Amazônia literalmente quebra. Uma linha diagonal de nordeste a sudoeste passa a dividir o bioma a partir do leste do Amapá. Os maiores remanescentes de floresta permanecerão na porção noroeste.

Toda a metade sudeste consistirá de matas altamente fragmentadas, e o que sobrar estará praticamente confinado a áreas protegidas e terras indígenas. No pior cenário de desmatamento somado com o pior cenário de mudança do clima, a riqueza de espécies declinaria 65% e 22% delas estariam criticamente ameaçadas de extinção.

Ima Vieira, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi e coautora do estudo, afirma que a situação pode ser ainda pior: o trabalho, afinal, não considera os potenciais efeitos do projeto de lei do Senado 2362/2019, de autoria de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O texto propõe simplesmente o fim da reserva legal nas propriedades rurais, o que autorizaria o desmatamento de 89 milhões de hectares na Amazônia. “O valor é 30 vezes maior do que prevê o pior cenário de desmatamento usado neste estudo”, afirma. “Se já ficamos assustados com os resultados dessa pesquisa, imaginem o que pode vir pela frente com esse nível de retrocesso ambiental?”

Para evitar um desastre maior do que o que o estudo já aponta, afirma a cientista, “a rede de proteção da floresta amazônica deve sempre considerar as áreas protegidas e as reservas legais, que são complementares na proteção da biodiversidade”.

As áreas protegidas, vale lembrar, também estão sob cerco, com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo-SP), propondo a revisão de 334 unidades de conservação federais e considerando reduzir 67 delas alegadamente a pedido do Ministério da Infraestrutura.


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Projeto de Flávio Bolsonaro pede fim da reserva florestal obrigatória em propriedades rurais

Por David Arioch

Flávio Bolsonaro sustenta que a exigência de reserva legal atrapalha o trabalho dos produtores rurais que querem expandir suas atividades agropecuárias nos estados da Amazônia Legal | Foto: Agência Senado

Enquanto pesquisadores discutem cada vez mais sobre o impacto da agropecuária no desmatamento no Brasil, está tramitando no Senado um projeto dos senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Marcio Bittar (MDB-AC), que propõe o fim da reserva florestal obrigatória, área que não pode ser desmatada por produtores rurais, como forma de favorecer a expansão da agropecuária nos estados da Amazônia Legal.

O Projeto de Lei (PL) 2.362/2019 pede exclusão de todo o capítulo que trata da reserva legal no Código Florestal. No último dia 11, o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), deu parecer favorável à proposta.

A justificativa dos autores, de acordo com a Agência Senado, é que “a reserva legal impede a expansão do agronegócio”, e que as exigências do Código Florestal estão atrapalhando o trabalho dos produtores rurais que querem expandir suas atividades agropecuárias nos estados da Amazônia Legal.

Flávio Bolsonaro e Marcio Bittar afirmam que “hoje a ecologia radical, fundamentalista e irracional está impedindo o desenvolvimento e abrandando a concorrência”. E apontam que com a expansão da agropecuária haverá muito mais geração de empregos e contribuição para o desenvolvimento do país.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Fabiano Contarato (Rede-ES) se opõe à medida e lembrou, segundo a Agência Senado, que a legislação que existe hoje em defesa da reserva legal foi construída com a participação da sociedade.

“Nossas leis e políticas públicas na área ambiental são resultado de décadas de esforços de sucessivos governos que, desde os anos 1960 até recentemente, vinham buscando criar as condições institucionais para assegurar a todos os brasileiros o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”, argumentou

E acrescentou: “Essas leis e políticas foram construídas dialogando com o Congresso Nacional, empresários, cientistas, trabalhadores e ambientalistas e têm grande potencial de promover dois dos grandes objetivos que a sociedade brasileira almeja: desenvolvimento econômico e social e conservação do meio ambiente.”


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Ativistas resgatam 249 vacas e bezerros após fechamento de grande fazenda leiteira

Por David Arioch

Animais foram resgatados da Big Island Dairy, uma das maiores fazendas leiteiras do Havaí (Foto: Lava Flow/Divulgação)

Depois que a Big Island Dairy, uma das maiores fazendas leiteiras do Havaí, encerrou atividades, ativistas da rede em defesa dos animais Lava Flow começaram a negociar o resgate dos animais remanescentes. Embora fosse praticamente impossível conseguir abrigo para todos os animais que viviam na propriedade, os ativistas já resgataram 249 vacas e bezerros desde que a Big Island Dairy encerrou formalmente seus negócios em Ookala em fevereiro.

Para garantir que os animais não fossem abatidos ou enviados para outra fazenda leiteira, a Lava Flow fez um acordo com a Big Island Dairy para pagar 100 dólares por cada bezerro e 350 dólares por cada vaca. Como havia 2,6 mil animais na propriedade, o grupo criou uma campanha de financiamento coletivo no GoFundMe para resgatar os animais. Eles já arrecadaram 51 mil dólares de uma meta de 65 mil.

O motivo do fechamento da Big Island Dairy foi um processo por despejar quase oito milhões de galões de resíduos líquidos nos canais locais nos meses de maio e agosto de 2018. Considerando a multa, as condições econômicas da empresa e as exigências regulatórias, a companhia achou melhor encerrar as atividades.


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Suécia ganha escola vegana em Solna

Por David Arioch

“Quando os estudantes deixam a escola, esperamos que eles se transformem em pessoas livres e responsáveis que podem fazer a diferença” | Pixabay

Recentemente a Suécia ganhou uma escola vegana em Solna. A Hagaskolan, que atende 185 alunos com faixa etária de 9 a 15 anos, se baseia na Pedagogia Waldorf, que, além da transmissão de conhecimento, prioriza o desenvolvimento integral dos estudantes, também considerando o cultivo do intelecto e da sensibilidade.

A escola já existia em Estocolmo, mas ainda não defendia uma filosofia de vida vegana. Com a transição, a instituição passou a oferecer um cardápio livre de ingredientes de origem animal e a estimular o respeito pelo meio ambiente e também pelos animais não humanos.

Os alunos têm uma disciplina dedicada à sustentabilidade e saúde, além de aulas de teatro e música. E no ano que vem deverão ganhar uma disciplina específica de ética.

Segundo a diretora da escola, Veronica Blixt Myrsell, a Hagaskolan oferece um ambiente familiar e seguro e quem visita a instituição reconhece uma atmosfera bastante calorosa. “Quando os estudantes deixam a escola, esperamos que eles se transformem em pessoas livres e responsáveis que podem fazer a diferença”, enfatiza.

No Brasil, entre as instituições de ensino que promovem o veganismo está a escola Movimento Infância In Natura, sediada na Tijuca, no Rio de Janeiro, que atende crianças com faixa etária de um a seis anos, e também preza pelo respeito aos animais e ao meio ambiente, além de oferecer uma proposta pedagógica mais humanizada. A instituição surgiu da necessidade de dois casais que não encontravam uma alternativa satisfatória que acolhesse seus filhos enquanto trabalhavam.

Outro exemplo é a Nativa Escola, considerada a primeira escola vegana do Brasil, que também defende tanto o respeito à vida humana quanto não humana. Fundada no Aeroclube, em João Pessoa, na Paraíba, e de frente para o mar, a instituição que recebe crianças de um a seis anos conta com turmas de educação infantil divididas em três ciclos multisseriados. Como cada criança possui um desenvolvimento cognitivo, psicológico e social diferente, elas passam por uma análise antes de serem admitidas ou irem de um ciclo para o outro.


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Boi que seria morto para consumo após cair em buraco é resgatado e tem a vida salva

Divulgação

Um boi que caiu em um buraco em uma obra paralisada foi resgatado por uma ONG após pessoas sugerirem que ele fosse morto para consumo humano. O caso aconteceu no bairro Bela Vista, em Conselheiro Lafaiete, no estado de Minas Gerais.

O animal se acidentou no último domingo (23) ao cair em um buraco de mais de dois metros de profundidade. As informações são do Portal Lafaiete.

Resgatado pelo Corpo de Bombeiros, o boi foi transportado na segunda-feira (24) pela Associação Lafaietense de Proteção aos Animais (ALPA), com auxílio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A entidade também conseguiu que o animal fosse examinado e medicado.

De acordo com o veterinário que examinou o boi, ele deve se recuperar em breve. Levado para um local seguro, o animal ainda está fraco, mas já se alimenta sozinho.

O caso foi registrado em uma delegacia e, caso o tutor do boi apareça, ele terá que arcar com todas as despesas médicas e de transporte do animal.


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Oceanos recebem 400 milhões de toneladas de lixo químico por ano

Por David Arioch

A poluição química também contribui para a mudança climática, destrói a Camada de Ozônio e ameaça nossos ecossistemas | Pixabay

Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lama tóxica e outros dejetos de estabelecimentos industriais são despejados anualmente nas água do mundo. Além disso, fertilizantes nos ecossistemas costais já deixaram mais de 400 zonas oceânicas mortas, totalizando mais de 245 mil quilômetros quadrados – uma área maior que o Reino Unido.

A principal abordagem global para promover a segurança química é a Abordagem Estratégica Internacional de Gestão de Químicos, das Nações Unidas, adotada de maneira não vinculativa em 2006. Infelizmente, seu objetivo de boas práticas de gestão de químicos até 2020 não deve ser atingido e ações continuadas serão necessárias.

“O segundo Panorama de Químicos Global da ONU Meio Ambiente demonstra que as soluções existem, mas ações mais ambiciosas em todo mundo são urgentes para que possamos reduzir maiores danos para o planeta, a saúde humana e as economias”, disse Jacob Duer, diretor de químicos e saúde da ONU Meio Ambiente.

Químicos são parte integral de nossas vidas e estão presentes nos produtos que utilizamos em nosso cotidiano. No banheiro, por exemplo, o formaldeído integra o shampoo, as microesferas, as pastas de dente, os ftalatos, os esmaltes e os antimicrobianos os sabonetes, enquanto o armário de remédios contém um universo de fármacos sintéticos.

Na cozinha, um morango pode carregar vestígios de até 20 tipos diferentes de pesticidas. Sacos de lixo com cheiro e purificadores de ar contêm compostos orgânicos voláteis que podem causar náusea e dores de cabeça.

E a lista não para aí. O aumento dramático da variedade e número de químicos significa que é vital gerir seus ciclos e garantir que não acabem afetando negativamente a saúde humana e o meio ambiente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,6 milhão de pessoas foram expostas a químicos nocivos em 2016. Um estudo de 2015 estimou que o custo de déficits neuro comportamentais causados por químicos tóxicos é superior a 170 bilhões de dólares por ano, apenas levando em conta a União Europeia.

A poluição química também contribui para a mudança climática, destrói a Camada de Ozônio e ameaça nossos ecossistemas. A Suécia está promovendo compromissos internacionais ambiciosos em relação a químicos e resíduos a partir de 2020.

Em março de 2018, o governo sueco acolheu o segundo encontro do chamado processo Pós – 2020 e, em julho de 2018, a Suécia e o Uruguai lançaram a aliança de químicos e resíduos, formada por países e atores que desejam fazer mais para enfrentar este desafio.

“Nossa ambição é liderar uma agenda global para químicos e dejetos para 2020 em diante. A aliança altamente ambiciosa está aberta a todos que quiserem liderar este trabalho importante”, disse Isabella Lövin, ministra do Meio Ambiente e do Clima, e vice-primeira ministra da Suécia.

Com a população mundial se aproximando de oito bilhões, a boa gestão de químicos e resíduos é cada vez mais importante. Até 2025, as cidades do mundo produzirão 2,2 bilhões de toneladas de dejetos a cada ano, mais de três vezes a quantidade produzida em 2009. Em 2018, 48,5 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram produzidos — uma quantidade que também deve crescer.

Um número limitado de químicos tem sido regulado a nível global, incluindo as convenções de Basel, Roterdã e Estocolmo; o Protocolo de Montreal; e a Convenção de Minamata.

Na opinião de Isabella, é necessária uma nova abordagem que elimine a maior parte dos químicos mais nocivos. Ela também pontua a importância de as pessoas receberem melhores informações sobre os químicos que estão nos produtos.


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Cerca de 350 kg de carne de animais vítimas da caça são encontrados em um dos maiores parques do país

Foto: Batalhão Ambiental/Divulgação

Em uma operação feita em parceria do Batalhão Ambiental da Polícia Militar (PM) com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o maior do Amapá e um dos maiores do país, foram encontrados cerca de 350 kg de carne de animais, sendo quase 200 kg de animais silvestres e aproximadamente 150 kg de peixe. Armas e munições também foram apreendidas.

Havia no local carne de animais como jacaré, paca, capivara, mutum e quelônios. Entre os peixes, espécies como trairão e curupeté. A operação foi realizada entre 19 e 24 de junho. As informações são do G1.

Entre as armas apreendidas estavam três espingardas, duas calibre 20 e uma calibre 28, e uma arma caseira chamada “bulldog”, usada para caça, além de mais de 20 cartuchos com munições, sendo algumas deflagradas.

Ninguém foi preso devido à distância da localidade, o que, segundo a PM, representa risco para o transporte dos presos. Os suspeitos foram identificados e as informações sobre eles foram entregues à Delegacia de Polícia do Interior (DPI). Eles devem ser intimados pela Polícia Civil a prestar depoimento sobre os crimes de caça de animais silvestres e posse ilegal de arma de fogo.

O parque no qual os crimes foram praticados foi fundado em 2002 e tem cerca de 3.867.000 hectares. O local é considerado o maior Parque Nacional do Brasil e uma das maiores áreas de floresta tropical protegidas do mundo.

Localizado na Floresta Amazônica, o parque é uma Unidade de Conservação que detém características únidas e pouco conhecida. Ele fica em uma região chamada de Escudo das Guianas.

O local é administrado pelo ICMBio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente, e abrange parte dos municípios de Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio e Laranjal do Jari, além de um pequeno pedaço da cidade de Almeirim, no Pará.


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PLP prevê redução de impostos para clínicas veterinárias que realizarem dez castrações gratuitas por mês

Por David Arioch

“A exigência da realização de cirurgias gratuitas de castração poderia trazer benefícios para toda a sociedade” (Foto: Getty)

O deputado Marcos Aurélio Sampaio (MDB-PI) apresentou ontem na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar (PLP) 167/2019, que prevê redução de impostos para clínicas veterinárias que realizarem pelo menos dez castrações gratuitas por mês de animais enviados por organizações de proteção aos animais.

A justificativa do deputado é que no Brasil a maior parte das clínicas veterinárias é de pequeno porte, o que demanda “tributação mais branda”, assim como já ocorre com clínicas médicas e odontológicas de pequeno porte. “Para fazer jus a tal benefício, as clínicas de veterinária deverão comprovar a realização das castrações, a fim de evitar fraude”, informa Sampaio.

E acrescenta: “A exigência da realização de cirurgias gratuitas de castração poderia trazer benefícios para toda a sociedade, com maior controle da população de dezenas de milhões de cães e gatos no país, e com benefícios para os próprios animais, já que a castração previne doenças, reduz agressividade e agitação, e acaba com cios e gestações indesejadas.”


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‘Faça da adoção sua única opção’, incentiva youtuber Maíra após morte de seu cachorro

Reprodução

Ralf, um cachorro tutelado pela youtuber Maíra Medeiros, morreu no último domingo (23). O animal foi adotado por ela já idoso e com uma doença cardíaca. Recentemente, ele passou a ter problemas pulmonares e foi internado, mas não resistiu. Ainda abalada pela morte do cão, Maíra decidiu fazer um vídeo para o seu canal do YouTube, onde tem milhares de seguidores, para incentivar a adoção de animais.

No vídeo, a youtuber conta o quanto está sofrendo com a morte de Ralf e o quanto ele a ensinou. Segundo ela, ter adotado o animal lhe deixou um legado sobre a adoção que ela precisaria passar adiante, conscientizando mais pessoas. “Faça da adoção a sua única opção”, disse Maíra, que pediu aos seus seguidores que não comprem animais.

Maíra lembrou que o comércio de animais é cruel e contou, inclusive, que já teve uma cadela de raça que, depois, ela veio a descobrir que tinha sido criada em um canil clandestino, que explorava cães em prol do lucro. Essa descoberta, segundo a youtuber, a motivou a tomar a decisão de nunca mais comprar animais e de passar a adotar aqueles que eram rejeitados pelas pessoas – o que a fez chegar em Ralf, um animal preterido pelos adotantes porque era idoso e tinha problemas de saúde.

“Esse cachorro, que na minha cabeça eu estava salvando, acabou fazendo o contrário, esse cachorro me salvou”, disse Maíra ao falar sobre Ralf, que viveu cinco anos em uma ONG antes de ser adotado por ela. O animal sofreu maus-tratos na rua e tinha cicatrizes no corpo.

“Ele veio com tanta coisa boa, ele me mostrou o que é um amor completamente incondicional. Ele mostrou o que é dar uma segunda chance, porque ele estava dando uma segunda chance para os humanos, mesmo depois de sofrer maus-tratos”, afirmou. “Ele me mostrou que nós precisamos usar todas as oportunidades para incentivar as pessoas a adotar os animais”, completou Maíra.

A youtuber disse ainda que as pessoas não devem se importar com a aparência dos animais e, assim, comprar os que têm raça. Segundo ela, todos devem adotar animais para que eles tenham a chance de mostrar que são perfeitos, independemente da aparência que possuem.

“Tem milhares de cachorros perfeitos, de gatos perfeitos. Existem milhares de Ralfs que estão em ONGs, que estão na rua e só precisam de uma casa para mostrar que são perfeitos. Eles só precisam de uma chance. Enquanto o mundo movimenta um mercado completamente sem sentido, que é o mercado de venda de animais, tantos outros estão aí”, reforçou.

No final do vídeo, Maíra pediu ainda que seus seguidores repassassem aquela mensagem transmitida por ela, de incentivo à adoção e repúdio à venda de animais, a outras pessoas, para ampliar a conscientização da sociedade sobre o tema.


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