Ex-estrela da NBA, John Salley defende que um atleta se tornar vegano é uma escolha inteligente

Por David Arioch

“Eu defendo o direito dos animais de viver, defendo a cannabis, defendo a vida” (Foto: Elysabeth Alfano Podcast/Vlog)

Quatro vezes campeão da NBA, o ex-jogador de basquete John Salley defendeu ontem em entrevista ao Yahoo Finance que um atleta se tornar vegano é uma escolha inteligente.

Depois de destacar que uma boa dieta à base de vegetais é muito benéfica para qualquer atleta, ele disse ainda que sua recusa em se alimentar de animais não é simplesmente pela sua saúde, embora isso o tenha motivado a adotar uma dieta vegetariana estrita em 2017. “Eu defendo o direito dos animais de viver, defendo a cannabis, defendo a vida”, acrescentou.

Durante a entrevista, que tinha como foco principal o seu investimento na marca de alternativas à carne Beyond Meat, Salley frisou ser um defensor do veganismo, o que significa que o seu interesse nesse mercado também tem um viés ético, não simplesmente econômico.

“Bom produto, bom sabor e nenhum animal precisa morrer”, declarou em referência à Beyond Meat. Em seu site, John Salley também faz questão de estimular as pessoas a abandonarem o consumo de alimentos de origem animal, relatando suas experiências pessoais como motivação.

No caso da ex-estrela da NBA, uma dieta livre de ingredientes de origem animal transformou sua vida e o livrou de vários problemas de saúde. “Uma dieta à base de plantas te mantém vivo”, defende.


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Em benefício do planeta, Whoopi Goldberg defende o fim do uso de plásticos descartáveis

Por David Arioch

Whoopi Goldberg disse que “uma pessoa, duas pessoas já podem fazer uma grande diferença” (Fotos: Reuters)

Esta semana a atriz Whoopi Goldberg participou da inauguração de uma exposição na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York que visa alertar sobre as consequências da poluição por plástico de uso descartável.

Durante o evento que é resultado de uma parceria entre a ONU e a National Geographic, a atriz disse que “uma pessoa, duas pessoas já podem fazer uma grande diferença”.

Na exposição, Fotografias, vídeos e infografias contam como o uso desse material e a falta de reciclagem contaminam os oceanos. “Precisamos usar um trilhão de sacolas plásticas por ano? Precisamos?”, questionou a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa.

Atualmente 13 toneladas de plástico acabam nos oceanos. Os plásticos provocam a morte de 100 milhões de animais marinhos por ano, além de outros danos.

Em março, a organização de conservação da vida marinha, Sea Shepherd começou a divulgar uma nova campanha que mostra que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de animais que habitam os oceanos.

Criada em parceria com as equipes Tribal Worldwide São Paulo e DBB Guatemala, a campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. A campanha contou com produção em 3D do Notan Studio.

Na arte da campanha, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.

Segundo o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, cientistas já alertaram que em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes no mar. “A Shepherd está comprometida em desfazer esse cenário negativo porque se os oceanos morrerem, nós também morreremos”, alerta Watson.


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Projeto de lei exige criação de mais hospitais veterinários no Brasil

Por David Arioch

Hospitais públicos veterinários deverão contar com equipes permanentes de veterinários especializados e disponibilizar atendimento de especialidades (Fotos: Pixabay)

A deputada Jéssica Sales (MDB-AC) protocolou ontem na Câmara dos Deputados um projeto de lei que prevê a criação do Fundo Nacional de Preservação da Qualidade de Vida Animal. Além disso, estabelece a obrigação de se criar hospitais veterinários públicos em todos os municípios com mais de 850 mil habitantes.

A criação do fundo tem a finalidade de promover “políticas públicas voltadas à garantia da vida, proteção bem-estar e saúde dos animais domésticos e silvestres.” Segundo a autora do projeto, os hospitais públicos veterinários deverão contar com equipes permanentes e disponibilizar atendimento de especialidades como anestesia, cirurgia, dermatologia, endocrinologia, fisioterapia, oftalmologia e ortopedia, além de exames laboratoriais e por imagem.

“O projeto busca primeiro, instituir um fundo nacional, que terá como fonte de receita, entre outras, um percentual obtido pela arrecadação de multas ambientais, dotações específicas junto ao orçamento da União, as doações ou contribuições destinadas por governos e organismos estrangeiros e os recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis, que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas”, destaca Jéssica.


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Refugiado do Sudão do Sul se dedica a plantar árvores para o bem das próximas gerações

Por David Arioch

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas” (Foto: Acnur)

Aos 32 anos, Bidal Abraham já teve que fugir de sua casa no Sudão do Sul três vezes. Em cada uma delas, conseguiu chegar de forma segura ao país vizinho, Uganda. E nas viagens, notou que havia cada vez menos árvores no caminho.

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas”, diz.

Bidal não podia parar a guerra que deixou para trás, mas podia plantar árvores e cuidar da terra que o recebeu, assim como seus colegas refugiados.

“Plantar árvores é importante porque árvores são vida. Elas podem fornecer sombra para nós e para os animais e mais oxigênio para o ar que respiramos. Cortamos árvores para fazer lenha e é importante que plantemos constantemente para que, se algum dia voltarmos para o Sudão do Sul, podemos deixar esse local como o encontramos”, explica.

À medida em que as árvores crescem, elas amenizam a mudança climática ao absorver dióxido de carbono do ar, armazenando carbono nas árvores e no solo e liberando oxigênio na atmosfera. Uma árvore pode absorver mais de 21 quilos de dióxido de carbono por ano e pode sequestrar uma tonelada de dióxido de carbono no momento em que atinge 40 anos de idade.

“Precisamos plantar árvores para substituir as que cortamos para carvão e para construir nossos abrigos. Eu sempre falo com as pessoas [sobre plantar árvores]. Se você fala com 100 pessoas em um dia, as que captam a mensagem positivamente são poucas. Mas não desistimos, nós continuamos”, enfatiza.

A fuga mais recente de Bidal ocorreu em maio de 2018, quando os combates irromperam em sua cidade natal, Yei. Ele cruzou a fronteira com sua esposa grávida e sua filha e se estabeleceu em um pequeno terreno em Omugo Extension, uma área de 5,4 quilômetros quadrados que abriga cerca de 30 mil refugiados na região norte do Nilo, no norte da Uganda. Uma vez coberto de árvores e mato, o assentamento agora é usado em grande parte para residências e áreas agrícolas.

Atualmente, Uganda abriga 1,2 milhão de refugiados. Eles têm acesso à terra para que possam construir uma casa e cultivar os próprios alimentos. Tanto os refugiados quanto a comunidade local usam lenha para as necessidades cotidianas, como cozinhar. Além disso, centenas de milhares de novos refugiados precisam de madeira para construir abrigos. As atividades afetaram o meio ambiente e a tensão sobre os recursos naturais estava aumentando.

“Há algumas pessoas na comunidade que apenas vão até o mato e cortam árvores. A comunidade que nos acolheu se sente preocupada e às vezes nos confrontamos”, pontua.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e seus parceiros encorajam os refugiados a plantar mudas de árvores no perímetro de suas terras. Algumas serão cortados, mas outros sobreviverão à medida que formas alternativas de energia se tornarem mais disponíveis para os refugiados e as comunidades de acolhida.

“Sem árvores não haverá paz”, explica Asiku Dalili, um oficial de projeto da Iniciativa Rural para o Empoderamento da Comunidade (Rice) que trabalha com o Acnur para implementar atividades de reflorestamento e reduzir as tensões decorrentes da competição por recursos.

“Mesmo antes dos refugiados, já haviam desafios ambientais aqui e a comunidade estava lidando com muitos problemas”, informa Asiku, acrescentando que havia problemas como as queimadas, o desflorestamento e a venda de carvão:

“Porque eles precisam sobreviver, você não pode persegui-los, eles precisam usar a lenha, eles precisam usar o solo, eles precisam usar os recursos hídricos.”

O Acnur também apoia viveiros de árvores dentro dos campos, a distribuição de mudas para refugiados e comunidades de acolhida e a educação sobre os benefícios do reflorestamento.

Além disso, o Acnur está trabalhando com o governo de Uganda para produzir 8,4 milhões de mudas de árvores este ano e restaurar centenas de hectares de árvores dentro de reservas e plantações.

Mais de 1,1 milhão de árvores foram plantadas em quatro campos na região do Nilo Ocidental desde 2017, mas apenas 55% sobreviveram ao clima severo e à condições variáveis do solo.

Todas as manhãs, Bidal rega as pequenas mudas que plantou em torno de sua casa e se orgulha de vê-las crescer. Sua paixão é importante.

“Me lembro que da segunda vez que estive em Uganda, encontrei as árvores que eu mesmo plantei. Alguém está vivendo lá agora, essa é a sua casa”, comenta com satisfação.


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Audiência na Câmara vai discutir uso de cães em testes de agrotóxicos

Por David Arioch

Discussão é motivada por denúncia feita em março de cruéis testes em animais realizados pela multinacional agroquímica Dow AgroSciences por exigência da Anvisa (Imagem: Reprodução)

Na próxima terça-feira (11), a partir das 14h, o uso de cães em testes de agrotóxicos vai ser discutido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no Plenário 8 da Câmara dos Deputados.

A audiência é uma iniciativa do deputado Fred Costa (Patri-MG), que manifestou preocupação após denúncia feita em março pela organização Humane Society International de que testes em cães estavam sendo financiados pela multinacional Dow AgroSciences para atender as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, apontou Fred Costa. Após a repercussão de um vídeo denunciando a crueldade da prática, a multinacional reconheceu que os testes em animais não são essenciais e destacou que está trabalhando em pareceria com a Humane Society para que a Anvisa altere os requisitos de testes.

No vídeo divulgado em março, 36 beagles aparecem sendo alimentados à força com altas doses de agroquímicos. A escolha dos beagles é justificada pelo seu comportamento dócil, pela facilidade em confiar nas pessoas.

Na terça-feira, também foram convidados para participar da discussão a promotora de Justiça do Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) e do Ministério Público da União, Luciana Bertini Leitão; os veterinários Luiz Cesar Cavalcanti Pereira da Silva e Flávia Quadros Campos Ferreira; e as ativistas Alexia Deschamps e Carolina Mourão.


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Nação Vegana Brasil realiza ato contra Festival de Carne de Cachorro na próxima semana

Por David Arioch

Já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China (Acervo: HSI)

Na próxima quarta-feira (12), a partir das 11h, o movimento Nação Vegana Brasil vai realizar na Embaixada da China, em Brasília, um ato contra o Festival de Carne de Cachorro, que ocorre entre os dias 21 e 29 deste mês.

Na ocasião, será entregue um abaixo-assinado com mais de 2,2 milhões de apoios contra a realização do evento em Yulin, na província de Guangxi, onde anualmente são mortos cerca de 10 mil cães, segundo a organização Humane Society International (HSI).

O primeiro festival foi realizado em 2009, e surgiu a partir da crença de que comer carne de cachorro durante o verão chinês traz sorte e boa saúde. Há até mesmo uma crença de que afasta doenças e aumenta o desempenho sexual dos homens.

O problema é que o custo disso é a morte violenta de milhares de cães, além de gatos, que com certeza não gostariam de ter suas vidas precocemente usurpadas para atender interesses humanos não imprescindíveis, assim como fazemos com bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, etc.

Embora tenha se tornado tradicional, já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China. Além disso, não são poucos os cães e gatos servidos no evento que são abatidos aos olhos do público.


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Pintor britânico pula em canal para salvar filhote de cervo de afogamento

Por David Arioch

Reprodução | YouTube

Na semana passada, o pintor Marc Headon, de Gainsborough, no Reino Unido, estava passando ao lado de um canal com o amigo Jamie Toyne quando viu um filhote de cervo com dificuldade para nadar e prestes a se afogar. Sem demora, Marc saltou canal adentro e nadou ao encontro do animal para resgatá-lo.

O cervo foi trazido à superfície em pouco tempo. Em seguida, eles tentaram acalmá-lo e mantê-lo aquecido, até que ligaram para a organização Wildlife Trust para se encarregar de levá-lo de volta à natureza em segurança. O registro do resgate foi disponibilizado em vários canais no YouTube.


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Ex-presidente da Dolce & Gabbana lança marca de calçados veganos

Por David Arioch

Objetivo é minimizar cada vez mais o impacto do processo produtivo (Foto: AERA/Divulgação)

A ex-presidente da Dolce & Gabbana, Tina Bhojwani, anunciou na semana passada em entrevista à Forbes, o lançamento da sua marca de calçados veganos, criada em parceria com outro renomado veterano da indústria da moda – Jean-Michel Cazabat.

Tina disse que o mundo não precisa necessariamente de outra empresa convencional de calçados. Por isso eles decidiram criar uma marca que tivesse como norte a preocupação com questões éticas de produção e com o meio ambiente.

“Acreditamos que a sustentabilidade e o luxo podem ser análogos”, declarou Bhojwani, acrescentando que os calçados da AERA serão fabricados em Veneto, na Itália, onde experientes profissionais do ramo aprenderam a trabalhar com materiais veganos em vez de couro.

Para garantir que os produtos da AERA sejam realmente veganos e sustentáveis, a marca recorreu à certificadora SCS Global Services, que acompanhou todo o processo de desenvolvimento dos calçados.

“Nós literalmente medimos tudo, o potencial de aquecimento global, quanta energia está sendo utilizada, que tipo de emissão está sendo liberada durante o transporte, tudo isso”, garantiu Tina Bhojwani.

Ela acrescenta ainda na página da marca que o objetivo é minimizar cada vez mais o impacto do processo produtivo.


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Senador defende uso de agrotóxicos genéricos para ampliar lucro dos produtores

Por David Arioch

Assunto vai ser debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na próxima quarta-feira (Fotos: Agência Senado/Getty)

O senador Lasier Martins (Pode-RS) solicitou uma audiência pública com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para a próxima quarta-feira (12), às 11h, com a finalidade de discutir o mercado de agrotóxicos, principalmente o impacto das políticas de propriedade industrial nesse segmento.

A reunião que vai ocorrer na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa foi justificada pelo senador como de grande importância porque, segundo ele, os agricultores que trabalham com as culturas de soja, milho e algodão não têm o poder de definir o preço de seus produtos porque dependem de fatores externos, como o mercado internacional.

Considerando isso, Lasier Martins defende que uma das formas de garantir maior rentabilidade ao produtor é reduzir custos de produção, o que, de acordo com o senador, seria possível com o uso de agrotóxicos genéricos, que chegam a ser até 25% mais baratos do que os oferecidos por grandes empresas multinacionais.

Conforme informações da Agência Senado, Lasier sustenta que maior competição nesse mercado, hoje concentrado nas mãos de poucas empresas, poderia vir pelo aumento da oferta de agroquímicos genéricos, possibilitando oferta de insumos mais baratos.

O senador aponta ainda que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) é moroso na análise dos pedidos de quebra de patentes nesse setor (requisito para a produção de genéricos) que, em alguns casos, chegou a superar 14 anos.

“Para se ter uma noção de valores, só em 2009 foram movimentados no mercado de defensivos agrícolas no Brasil R$ 12,9 bilhões. Segundo matéria divulgada no jornal O Estado de S. Paulo, em 2014, apenas três produtos — um herbicida e dois inseticidas — movimentaram cerca de R$ 300 milhões por ano, sendo que tais produtos ainda estavam protegidos por patentes”, informa Lasier Martins.

Foram convidados para o debate representantes da Secretaria de Governo da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).

Artista britânico evidencia o quanto não somos bons para os animais

Por David Arioch

Nascido em Liverpool, na Inglaterra, Mark Cawood é um artista conhecido entre ativistas dos direitos animais no Reino Unido. Inúmeras de suas obras abordam o quanto não somos bons para os animais. Ou seja, o impacto do domínio humano sobre outras espécies – que vão desde animais domesticados até os retirados de seu habitat e submetidos aos nossos interesses.

“Em inteligência e consciência, os porcos são iguais aos cães, além de serem animais sociáveis que vivem em grandes grupos. Se você confinar um cão permanentemente em uma gaiola pequena demais para ele se virar, isso será considerado pela nossa sociedade como crueldade, mas esse é o tratamento padrão para os porcos que vivem em nossas fazendas hoje”, lamenta o artista.

Algumas obras de Cawood são viscerais e exploram a degradação não humana em nosso benefício enquanto outras revelam um romantismo taciturno – como a impossibilidade da liberdade. Participante ativo ou não dessa realidade, o espectador é conduzido a uma reflexão sobre as suas próprias responsabilidades em relação a outras criaturas.

A mão, diversas vezes representada no trabalho do artista, parece ter sempre um caráter simbólico atrelado à posse que decorre da subjugação, à opressão e ao descalabro da desconsideração. Afinal, enquanto espécie, somos as mãos que capturam, agarram, confinam e desvalidam a valoração da vida. Nos colocamos como mais e classificamos os outros como menos, tão menos que nos afugentamos na crença de que não merecem viver.

Sobre o seu trabalho, Mark Cawood, que estudou arte e design na Barking College, e mais tarde artes gráficas na Universidade do Leste de Londres, declara que as imagens são imprevisíveis, talvez até erráticas, e ninguém pode ter certeza do impacto que elas terão no espectador.

“A imagem tem o poder de evocar estados de espírito e sentimentos intensos, no entanto, apenas por um preço, deve permanecer compreensível, caso contrário toda a credibilidade é perdida”, enfatiza. Suas séries de pinturas costumam ser exibidas na Academia de Artes de Liverpool e também comercializadas para arrecadar recursos para instituições de caridade.


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