Cadeia de churrascarias decide investir em alternativas à carne

Por David Arioch

A carne já não é vista pela Fogo de Chão como uma aposta única e integral (Foto: Experimente SP/Fogo de Chão)

A cadeia brasileira de churrascarias Fogo de Chão, que tem sua história iniciada na Serra Gaúcha, anunciou na semana passada por meio de sua sede global no Texas, nos Estados Unidos, que pretende investir em alternativas à carne.

Com 53 unidades espalhadas pelo Brasil, Estados Unidos, México e Oriente Médio, a rede com sede global na cidade texana de Plano é mais conhecida pelo rodízio, modalidade oferecida a um preço fixo. Mas a carne já não é vista como uma aposta única e integral.

Há dois anos a rede tem acompanhado a realidade do mercado de proteínas à base de vegetais e agora quer incluí-las em seu cardápio. “Nossos preços incluem tudo, então por que não ofereceríamos isso? Não há riscos”, disse o CEO da Fogo de Chão, Barry McGowan, ao Nationl Restaurant News, em referência ao fato de que os substitutos da carne estão ganhando cada vez mais mercado.

McGowan não entrou em detalhes se a intenção é trabalhar com produtos de marcas já conhecidas como Beyond Meat ou Impossible Foods ou se pretendem buscar uma outra alternativa menos conhecida. Mas deixou claro que em breve as opções sem carne serão uma realidade na Fogo de Chão.

Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

Por David Arioch

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

A Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Startup dos EUA está desenvolvendo leite vegetal a partir da lentilha d’água

Por David Arioch

A partir da erva-de-pato, já surgiram alguns suplementos em pó no mercado, como o Lentein, da Parabel (Foto: Parabel/Divulgação)

A startup Parabel, dos Estados Unidos, está desenvolvendo leite vegetal a partir da lentilha d’água, também conhecida como erva-de-pato. Segundo a Parabel, a ideia de desenvolver o produto surgiu pelo rico potencial da matéria-prima, que contém níveis de aminoácidos essenciais e BCAAs comparáveis aos encontrados no whey protein.

A empresa já conseguiu autorização da agência federal Food and Drug Administration (FDA) para a produção, qualificando o produto como “seguro para consumo”. “Nosso leite de lentilha d’água é similar na cor ao leite de vaca e capta as extraordinárias proteínas e minerais de alta qualidade da erva-de-pato, e não contém alérgenos”, informou o vice-presidente de tecnologia da Parabel, Peter Sherlock, ao Food Navigator-USA.

Um estudo publicado no Food Chemistry Journal, intitulado “Nutritional value of duckweeds (lemnaceae) as human food” revelou que a lentilha d’água, da família lemnoideae, é uma fonte de proteínas de alta qualidade, com um perfil nutricional de aminoácidos que cumpre tranquilamente os requisitos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o pesquisador alemão Klaus J. Appenroth, enquanto a carne vermelha oferece de 25 a 30% de proteínas a cada 100 gramas, a erva-de-pato pode fornecer até 40%. Isso significa que a plantinha aquática, que em algumas partes do mundo é considerada uma praga, também pode ser uma aliada no combate à fome.

Em determinadas regiões da Ásia, a erva-de-pato é consumida há muito tempo. Na Europa também, mas até então era destinada somente aos animais – sem qualquer estudo em profundidade. Somente em 2011, a empresa Parabel decidiu pesquisar sobre a planta e chamou a atenção para o seu uso.

A partir da erva-de-pato, já surgiram alguns suplementos em pó no mercado, como o Lentein, da Parabel, que oferece 68 gramas de proteínas a cada 100 gramas. Segundo a empresa, a erva-de-pato é benéfica ao meio ambiente porque a sua produção não exige modificação genética ou uso de terras agrícolas – apenas uma fonte de água.


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Hambúrgueres vegetais da Beyond Meat já estão fora de estoque em mais de três mil supermercados na Alemanha

Por David Arioch

Muitos consumidores querem entrar na “era sem carne” na Alemanha (Foto: Beyond Meat/Divulgação)

De acordo com o jornal alemão Die Welt de hoje, o Beyond Burger, da Beyond Meat, há pouco tempo chegou às três mil unidades da rede de supermercados Lidl e já está fora de estoque.

Segundo a publicação, isso revela a tendência crescente por alternativas à carne na Alemanha e mostra que a Lidl subestimou o interesse do consumidor por esse tipo de produto – atraindo reclamações de muitos consumidores que “também queriam entrar na era sem carne”.

Também diz muito também sobre as mudanças nos hábitos dos consumidores, ainda mais considerando que uma pesquisa global de mercado realizada pela Mintel no ano passado apontou a Alemanha como líder no lançamento de produtos sem ingredientes de origem animal.

Ainda assim, a Alemanha não apenas produz como também está importando produtos de outros países – como é o caso das alternativas à carne da Beyond Meat, dos Estados Unidos. Só de julho de 2013 a junho de 2018, o país o número de veganos no país teve crescimento de 240%.

Outro fato interessante e digno de menção é que a antiga Federação Vegetariana da Alemanha, atual ProVeg International, sediada em Berlim, inaugurou em novembro uma incubadora para dar suporte a quem quer investir no mercado de produtos vegetarianos e veganos.

A iniciativa é coordenada por Sebastian Joy, CEO e fundador da ProVeg, e por Jan Bredack, fundador da rede vegana de supermercados Veganz, além de outros empresários e investidores do mercado vegetariano e vegano.

“Muitas empresas iniciantes que querem atender à crescente demanda por novos produtos de origem vegetal acham difícil entrar nesse mercado. Muitas vezes há falta de recursos financeiros, know-how econômico ou infraestrutura”, informa Sebastian Joy.

E acrescenta: “Por isso, a Incubadora ProVeg oferece suporte a empresas iniciantes no desenvolvimento de seus produtos e em todas as etapas do processo de entrada no mercado.”

Iniciativas como essa mostram que não é por acaso que atualmente a Alemanha é o país que mais lança produtos veganos no mundo. Segundo a ProVeg, somente em Berlim, mais de 40 mil startups surgem a cada ano. Esse senso de união, inovação, contribuição e coletividade talvez seja o que falte em outros países para que mais empreendedores possam prosperar nesse mercado.


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Ativistas dos direitos animais realizam intervenção no Centro do Recife (PE)

Na última semana, ativistas dos movimentos 269life Nordeste e Vozes em Luto Nordeste aproveitaram a manifestação contra os cortes na Educação para realizar uma intervenção pelos direitos animais no Centro do Recife (PE).

A intervenção dos ativistas começou na Rua da Aurora, em Boa Vista, seguindo pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no centro do Recife (Foto: 269life Nordeste/Vozes em Luto Nordeste)

Além de distribuição de panfletos, os ativistas conversaram com os manifestantes e passantes sobre liberação da caça, desmatamento, rodeios e vaquejadas, e também a respeito da alimentação baseada na exploração e morte de animais.

“A intervenção não teve cunho político partidário, mas sim o objetivo de conscientizar as pessoas a respeito da situação dos animais no Brasil. Foi uma ação muito proveitosa, gerou curiosidade e estimulou a adesão de participantes da manifestação”, informa Hapha, do 269Life Nordeste.

A intervenção dos ativistas começou na Rua da Aurora, em Boa Vista, seguindo pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no Centro do Recife.

Fonte: Vegazeta


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Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Festival vegano vai oferecer opções a partir de R$ 7 em Belo Horizonte (MG)

No dia 9, das 11h às 18h, o Galpão Paraíso, na região leste de Belo Horizonte (MG) recebe o Festival Paraíso Veg, que vai oferecer opções de alimentos veganos a partir de R$ 7. A entrada é gratuita.

Evento pet friendly vai contar com a participação de 34 expositores (Fotos: Galpão Paraíso/Veggie Roots/Divulgação)

Além da gastronomia, outros atrativos oferecidos por 34 expositores incluem cervejas artesanais (da Cervejaria Protótipo), artesanato, moda, cosméticos, produtos de higiene pessoal e plantas ornamentais. Haverá ainda stand de tatuagem, participação de ONGs de proteção animal e roda de conversa com nutricionista vegana.

Segundo os realizadores do evento, Rodrigo Oliveira e Miguel Rocha, entre as opções gastronômicas estão hambúrgueres, pizzas, cachorros-quentes, feijão tropeiro, moqueca, salgados, pães artesanais, molhos, geleias, antepastos, cogumelos, bolos, bombons, sorvetes, bebidas probióticas e alimentos congelados.

A empresa Veggie Roots vai participar oferecendo veggie burgers livres de conservantes, aromatizantes e corantes artificiais. “Teremos burgers com tempero indiano, mexicano, árabe, tailandês e baiano”, informa Oliveira.

Já a Litta Massas Veganas confirmou a oferta de seis sabores de pizzas veganas no Paraíso Veg: de massa de beterraba com milho, cebola, pimentão e brócolis; de massa de abóbora com shitake e tomate; de massa de espinafre com palmito e pesto; e três versões com queijo vegano. A bandeja com seis minipizzas será vendida por R$ 20.

Saiba Mais

O Galpão Paraíso fica na Rua Cachoeira Dourada, no bairro Paraíso.

Fonte: Vegazeta


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Para cientistas, impacto humano no aquecimento global é consenso

A pesquisa científica relacionada à influência das atividades humanas no aumento da concentração de CO2 na atmosfera é “robusta” mundialmente, permitindo projeções climáticas em nível regional e global. Segundo informações da Agência Senado, esta foi a tônica da fala de alguns cientistas brasileiros vinculados a organismos que se debruçam em pesquisas sobre o fenômeno do aquecimento global, durante audiência conjunta das Comissões de Relações Exteriores (CRE) e do Meio Ambiente (CMA) na quinta-feira (30).

— É importante ressaltarmos que esta é uma área de investigação muito ativa mundialmente. A cada semana são publicados pelo menos quatro ou cinco papers de impacto internacional. Só nos últimos seis meses, foram divulgados trabalhos de pesquisas coletando esforços de quase três mil cientistas, todos apontando questões preocupantes quanto à sustentabilidade ambiental no que tange às atividades humanas.

O ser humano já emite cerca de 40 bilhões de toneladas por ano de dióxido de carbono (CO2) (Arte: Getty)

A experiência indica que é improvável que três mil cientistas estejam equivocados em suas investigações, e apenas dois ou três estejam corretos — afirmou Paulo Artaxo, físico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também colabora junto ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.

A manifestação de Artaxo se deu devido a indagações de internautas, e também de alguns senadores, quanto a posições manifestadas por grupos de cientistas de diversos países que renegam a interpretação de que as atividades humanas possam colaborar para alterações climáticas profundas no planeta. Chamados de “negacionistas” durante audiência na quinta-feira, dois deles, o climatologista Luiz Carlos Molion e o geógrafo Ricardo Felício, participaram de audiência conjunta da CRE e da CMA na terça-feira (28).

Críticas aos negacionistas

O astrogeofísico Gylvan Meira, que colaborou com o IPCC até 2015, alertou que especialmente nos EUA — país que mais abriga negacionistas no mundo — esta vertente de cientistas tradicionalmente é ligada ao lobby de poderosos setores industriais, como o do petróleo.

O que não impede os EUA de serem, por outro lado, a nação mais avançada nas pesquisas científicas tratando do impacto humano para o acúmulo de CO2 na atmosfera, e de ser onde mais organizações e empresas já adotam medidas mitigadoras concretas, aliadas a um pujante engajamento social, de acordo com Meira.

Os pesquisadores presentes à audiência ainda reiteraram que os trabalhos dos negacionistas apresentam fortes lacunas em relação ao rigor cientifico. Pediram aos internautas que consultem a Plataforma Lattes, onde, segundo eles, torna-se claro que a produção desta vertente no Brasil é “muito inferior” à tese predominante. Por fim, ainda afirmaram ser “público e notório” o vínculo de alguns negacionistas no país com o lobby do agronegócio.

Consenso mundial

Meira ressaltou ser um consenso mundial já há décadas, por meio de investigações em laboratório no âmbito da mecânica quântica, que as partículas de CO2 absorvem os raios infravermelhos. E é justamente a concentração destes gases na atmosfera, em grande medida emitidos por atividades humanas, um dos responsáveis pelo agravamento do efeito estufa, impedindo que o calor seja devolvido ao espaço.

Artaxo informou que hoje o ser humano já emite cerca de 40 bilhões de toneladas por ano de dióxido de carbono (CO2). Meira ainda enfatizou que estes gases permanecem na atmosfera, gerando efeitos por décadas.

Os pesquisadores também mostraram inúmeros gráficos e tabelas atestando que a concentração do CO2 tem crescido de forma consistente desde a Revolução Industrial (século 18), com sazonais períodos de declínio, e apresenta hoje seus índices mais altos. E seria justamente o recrudescimento da poluição ambiental, a partir da década de 1960, o principal responsável por um franco período de aquecimento global verificado desde então, segundo Artaxo.

Inclusão social

O biólogo Gustavo Luedemann, doutor em ecofisiologia vegetal pela Universidade Técnica de Munique (Alemanha) e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lembrou que o IPCC controla um fundo de U$ 100 bilhões voltado ao financiamento de ações de mitigação aos danos ambientais.

Para ele, esta apresenta-se como uma oportunidade para que o Brasil incremente seu modelo econômico visando uma lógica mais sustentável, fomentando por exemplo ações de manejo florestal, que no seu entender, podem incluir sócio-economicamente regiões inteiras do país ainda marcadas por alarmantes índices de miséria e pobreza.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou algumas diretrizes que percebe como “preocupantes” do governo, sobre a gestão do Fundo Amazônia. Este fundo, mantido principalmente pela Noruega, destina cerca de R$ 2 bilhões por ano para programas voltados à preservação ambiental na região.

O senador lembrou que centenas de ações com esta finalidade estão paralisadas na Amazônia, enquanto o governo manifesta sua intenção de utilizar estes recursos para pagar indenizações a fazendeiros, “em sua maioria grileiros de terra”, segundo Randolfe.

A geobotânica Mercedes Bustamante também criticou o governo de Jair Bolsonaro. Para ela, tem sido adotada uma política de desmonte na área da gestão ambiental.

Fonte: Vegazeta


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Instituto Americano para Pesquisa do Câncer firma parceria com empresa de refeições veganas

Por David Arioch

“Isso reforça uma tendência na área da saúde, como a da [operadora de saúde dos EUA] Kaiser Permanente, que recomenda dietas à base de vegetais para a prevenção de doenças” (Foto: MamaSezz/Divulgação)

O Instituto Americano para Pesquisa do Câncer (AICR) firmou recentemente uma parceria com a empresa de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições que ajudem a prevenir e a tratar o câncer nos Estados Unidos.

“O Instituto Americano para Pesquisa do Câncer traz para você a melhor comida quando você mais precisa”, diz a cofundadora da MamaSezz, Meg Donahue, acrescentando que o compromisso é fornecer alimentos frescos à base de vegetais para quem está realizando algum tratamento associado ao câncer.

Entre as opções oferecidas pela empresa, que realiza as entregas, estão o dahl de lentilha com quinoa, grão-de-bico mexido com açafrão-da-índia e estufado marroquino de vegetais.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e hábitos diários é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, diz a diretora de Programas Nutricionais do Instituto Americano para Pesquisa do Câncer, Alice Bender.

Sobre a ideia de firmar uma parceria para estimular o consumo de refeições sem ingredientes de origem animal, o instituto e o MamaSezz citam o relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global” como referência, que defende que uma dieta à base de vegetais pode ajudar a prevenir o câncer e auxiliar no tratamento da doença.

“Isso reforça uma tendência na área da saúde, como a da [operadora de saúde dos EUA] Kaiser Permanente, que recomenda dietas à base de vegetais para a prevenção de doenças”, reforça o comunicado da MamaSezz enviado à imprensa.


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Popular marca de calçados do Canadá deixa de usar matéria-prima de origem animal

Por David Arioch

“Estamos extremamente orgulhosos de oferecer as opções acessíveis de sempre” (Fotos: Divulgação)

Popular marca de calçados do Canadá, a Call It Spring anunciou este mês que não vai mais utilizar nenhuma matéria-prima de origem animal em seus calçados e acessórios. A revelação veio após o lançamento da coleção Primavera 2019, que já não possui nada de origem animal, e traz produtos com um símbolo “V” como forma de distinção.

“Estamos extremamente orgulhosos de oferecer as opções acessíveis de sempre, mas com o benefício adicional de que agora nossos calçados, acessórios e bolsas são completamente livres de derivados de animais”, disse a diretora de marketing global da marca, Alyssa Whited, em comunicado enviado à imprensa.

Segundo a Call It Spring, a empresa conduziu uma avaliação completa de todos os seus produtos para identificar quais materiais e componentes precisavam ser substituídos. “Planejamos medidas para garantir que não haja nada de origem animal”, informou.

Alyssa destacou que essa mudança na marca é um passo fundamental em direção ao futuro, e aponta como diferencial a Call it Spring ter feito isso sem aumentar os preços de seus produtos.

“Estamos felizes com esse passo mais recente em nossa jornada rumo a um futuro melhor, mas também reconhecemos que ainda temos muito a fazer e estamos trabalhando em iniciativas de sustentabilidade ainda para este ano”, garantiu a diretora de marketing.


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