Aquecimento reduz geleiras às dimensões de 115 mil anos atrás

Por David Arioch

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana (Foto: Universidade do Colorado)

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Nature Communications, o aquecimento atmosférico, associado às emissões de gases do efeito estufa, já reduziu geleiras da Ilha de Baffin, a maior do Canadá, às dimensões de 115 mil anos atrás. A conclusão é do cientista do clima da Universidade do Colorado, em Boulder, Simon Pendleton.

O derretimento foi tão severo que expôs fragmentos de plantas que não recebiam luz do sol há pelo menos 40 mil anos. Segundo o estudo, o planeta inteiro está passando por aquecimento desde a Segunda Revolução Industrial.

O que significa que o ser humano começou a liberar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera ainda no século XIX – o que se intensificou ainda mais nas últimas décadas.

E como consequência, o impacto maior do aquecimento acaba sendo em regiões como o Ártico, já que as temperaturas atmosféricas do norte do planeta aumentam muito mais do que em qualquer outra parte do mundo.

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana.

Porém, o cientista destaca que não é possível dizer se isso já aconteceu em algum momento da história da humanidade – ou se houve até mesmo um aquecimento maior. No entanto, se aconteceu, provavelmente não está associado às ações humanas como agora.

Lewis Hamilton diz que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano

Por David Arioch

Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca (Foto: Lewis Hamilton/Instagram/Reprodução)

O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton declarou esta semana aos seus 10,8 milhões de seguidores no Instagram que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano.

Hamilton lembrou que durante 12 anos o seu peso foi de 68 quilos, até que este ano ele conseguiu subir para 75 quilos.

“As pessoas dizem ‘Ah, eu preciso da minha proteína e é por isso que nunca me tornei vegano”. Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca. Queria ter feito isso antes”, enfatizou.

Em julho do ano passado, Lewis Hamilton compartilhou no seu Stories no Instagram dados mostrando o quanto é absurda a realidade da exploração de animais para consumo.

“619 milhões de seres humanos foram mortos em guerras em toda a nossa história já registrada. Humanos matam o mesmo número de animais a cada cinco dias”, lamentou o piloto da Fórmula 1.

Bezerros “do tipo exportação” recebem chutes e golpes de bastão em vídeo de denúncia da L214

Por David Arioch

Homem que aparece no vídeo é o principal responsável pela violência registrada pela organização L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals (Foto: Reprodução)

Um vídeo registrado pela associação francesa em defesa dos direitos animais L214 em parceria com o projeto Eyes on Animals mostra ao longo de três minutos a realidade dos bezerros “do tipo exportação” que são enviados da Irlanda para a Holanda.

Na filmagem divulgada na quinta-feira é possível ver animais com duas a três semanas de idade recebendo chutes, pisadas e golpes de bastão em um centro de trânsito em Cherbourg, na França, antes de seguirem viagem.

Em uma das cenas, um funcionário pula repetidamente sobre um bezerro que ele jogou contra o chão. No trajeto com duração de mais de 50 horas é revelado também o desgaste e o desconforto dos animais – que passam fome e sede ao longo do percurso.

Segundo o cofundador da L214, Sebástien Arsac, o transporte de bezerros jovens por longas distâncias é intolerável.

“Esses bezerros, recém-saídos do ventre de suas mães, suportam mais de 50 horas de transporte em péssimas condições. Até 300 animais amontoados em três níveis, além de sedentos e tratados com violência, vivem um verdadeiro inferno”, lamenta.

E acrescenta: “A União Europeia deve interromper o transporte de bezerros e outros jovens animais. Como consumidores, podemos agir diretamente substituindo produtos lácteos por alternativas vegetais.”

Em 2018, a Irlanda exportou mais de 100 mil bezerros principalmente para a Espanha e Holanda. No entanto, o volume de bezerros transportados entre países europeus ultrapassou 1,3 milhão no ano passado.

Toureira sai de cena com ferimentos graves no México

Por David Arioch

Segundo o jornal mexicano El Heraldo, a toureira terá de passar por cirurgia de reconstrução facial (Fotos: El Popular)

A toureira Hilda Tenorio, de 32 anos, foi surpreendida durante uma tourada realizada ontem no El Relicário, em Puebla, no México.

O touro se antecipou aos movimentos de Hilda, dando-lhe uma chifrada que perfurou seu queixo, fraturando gravemente o maxilar e deixando lesões no palato, lacerações nos lábios e no nariz.

Segundo o jornal mexicano El Heraldo, Hilda está em situação estável, mas terá de passar por cirurgia de reconstrução facial. O touro que atingiu a toureira pesa 580 quilos e é conhecido como “Dear Old”.

Apenas mais uma prova de que enquanto há seres humanos que veem as touradas como entretenimento, ainda que bárbaro, os animais têm outra interpretação e farão o possível pela própria sobrevivência.

Jogadora Marta diz que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana

Por David Arioch

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses (Imagem: Reprodução)

Em entrevista ao jornalista Eduardo de Meneses, da ESPN, Marta, eleita por seis vezes consecutivas a melhor jogadora de futebol do mundo, disse esta semana que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana, quando decidiu experimentar “a dieta vegana” após um desafio.

A revelação foi feita quando Meneses pediu que ela sugerisse alguma receita tipicamente alagoana, ou seja, da terra natal da atleta. Em tom bem-humorado, Marta citou uma saladinha bem simples como sendo essencial na sua rotina.

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses – clique aqui.

Pesca comercial já matou 1,2 mil golfinhos e botos na França este ano

Corpo de um golfinho, vítima da pesca comercial, que foi arrastado até a praia (Foto: Associated Press)

Número de golfinhos e botos encontrados mortos na França já ultrapassou 1,2 mil nos quatro primeiros meses deste ano, segundo informações do Observatório Pelagis, em La Rochelle.

É um número ainda mais chocante, considerando que nos últimos anos o registro mais elevado foi de 846 em 2017 e cerca de 700 em 2018. E o que tem causado essas mortes é a pesca comercial, já que é comum pequenos cetáceos morrerem presos às armadilhas utilizadas pelos pescadores.

Segundo o Observatório Pelagis, os animais morrem asfixiados, e quando os pescadores os retiram de suas redes de emalhar, eles descartam os golfinhos na água. Parte dos corpos costuma ser arrastada até a praia.

A bióloga marinha Hélène Peltier conta que em uma necropsia realizada pelo Observatório Pelagis, eles perceberam que um golfinho teve a cauda cortada pelos pescadores – na tentativa de soltá-los de seus equipamentos. “Seus pulmões estavam cheios de sangue, um sinal claro de asfixia”, conclui.

Em março, a Sea Shepherd anunciou que encontrou um “depósito” de golfinhos mortos em Les Sables d’Olonne, na Baía de Biscaia. Segundo a organização de conservação da vida marinha, o local está servindo como área de despejo de parte dos golfinhos mortos pela pesca comercial.

“É onde eles são despejados antes de serem enviados para uma usina de processamento”, informou. A denúncia foi feita pouco tempo depois que a Sea Shepherd revelou que cadáveres de golfinhos mutilados têm se multiplicado às centenas na costa atlântica francesa.

“Trinta anos de reuniões e discussões com os comitês de pesca levaram à situação catastrófica em que estamos hoje. O tempo para discussão acabou, há uma necessidade urgente de ação”, diz a presidente da Sea Shepherd France, Lamya Essemlali.

Em fevereiro, a Sea Shepherd contabilizou mais de 600 golfinhos, a maioria mutilados, encontrados nas praias francesas, vítimas da pesca comercial. Os animais foram atingidos por redes de arrasto. “Embora esse número possa parecer enorme, está muito abaixo da verdadeira escala de mortes em curso”, garante a organização.

Apresentador da BBC recebe ameaças de morte depois de se posicionar contra matança de aves

Por David Arioch

Chris Packham relatou a Victoria Derbyshire que já penduraram corvos mortos na entrada de sua casa (Fotos: BBC/Chris Packham)

O apresentador inglês e naturalista Chris Packham, da BBC, disse esta semana durante entrevista à jornalista da BBC Victoria Derbyshire que ele tem recebido ameaças de morte.

As ameaças começaram depois que o apresentador liderou uma campanha contra a matança indiscriminada de 16 espécies de aves qualificadas como “pragas” pelo Sindicato Nacional dos Fazendeiros.

Na campanha realizada por Packham em parceria com a organização Wild Justice, eles mostraram que muitas aves estavam sendo mortas sem qualquer relação com a justificativa defendida pelo Sindicato Nacional.

Até então, os produtores tinham permissão para exterminarem as aves, mas agora é necessário solicitar permissão para abatê-las – o que irritou muita gente e fez com que fazendeiros se voltassem contra o apresentador da BBC.

Chris Packham relatou a Victoria Derbyshire que já penduraram corvos mortos na entrada de sua casa e também lhe enviaram inúmeras correspondências ofensivas e obscenas.

No entanto, entre as piores estavam uma carta em que o remetente trazia detalhes de uma suposta “orquestração de sua morte” e uma lista de coisas que seus detratores consideram fazer – como envenená-lo ou sabotar a parte mecânica de seu carro.

“Não posso permitir que essas coisas me influenciem. Há poucas pessoas lutando para proteger o nosso meio ambiente, nossas paisagens e a nossa vida selvagem”, declarou à jornalista.

Packham, que no início do ano decidiu cortar alimentos de origem animal da sua alimentação, lembrou que seu endereço tem sido divulgado nas mídias sociais incentivando mais pessoas a enviarem aves mortas para sua casa.

Acusações contra ativista que libertou leitão de uma fazenda no Canadá são retiradas

Por David Arioch

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais” (Foto: DxE Ontario)

Membro da organização Direct Action Everywhere (DxE), a ativista vegana Jenny McQueen teve uma surpresa quando chegou a um tribunal de Ontário, no Canadá, esta semana para participar de uma audiência em que ela era acusada de invasão de propriedade e danos materiais – todas as acusações foram retiradas.

“Embora seja uma vitória para o ativismo animal, não é uma vitória tão grande para os porcos e para todos os animais no Canadá e em todo o mundo que estão confinados atrás dos muros das fazendas industriais”, comentou Jenny, segundo a CTV News.

A ação foi ajuizada depois que Jenny entrou em uma propriedade da Adare Pork, ao norte de Lucan, descrevendo as más e cruéis condições em que vivem os porcos. No vídeo, a ativista do DxE Ontario liberta um dos leitões da propriedade, em um ato simbólico pela libertação animal.

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais”, diz Jenny McQueen no vídeo. Antes de partir, ela e outros ativistas deixaram flores na entrada da fazenda.

A conhecida ativista canadense Anita Krajnc também foi ao tribunal apoiar Jenny, assim como mais de uma dúzia de pessoas. “O público tem muito poder. Eles são consumidores, por isso, se começarem a consumir alimentos à base de vegetais, não estarão contribuindo com o sofrimento”, disse Anita.

A gerente de comunicações da Ontario Pork, entidade que representa os produtores de porcos de Ontário, Stacey Ash, declarou que, para quem valoriza a propriedade privada, é inadmissível que um processo como esse não tenha ido adiante. Também defendeu que a organização preza por altos padrões de criação de animais.

Por outro lado, o advogado da ativista Jenny McQueen, Gary Grill, revelou à CTV News que os ativistas dos direitos animais vão continuar sacrificando suas vidas e suas liberdades para que a mensagem chegue ao público em geral – já que o objetivo é mudar a mente das pessoas. E a mídia social tem um grande papel nesse trabalho porque permite que os ativistas publiquem e transmitam suas ações.

Projeto que proíbe uso de penas e plumas de animais no Carnaval está em análise na Câmara

Por David Arioch

Projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões | Pixabay

O Projeto de Lei 1097/19, que prevê a proibição da fabricação, comercialização e uso de penas e plumas de origem animal na produção de fantasias, adereços e alegorias, tanto durante o Carnaval quanto com qualquer outra finalidade, está em análise na Câmara dos Deputados.

De autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), o projeto estabelece multas que variam de R$ 5 mil a R$ 2 milhões para quem insistir na fabricação e utilização de penas e plumas de animais – iniciativa que já é uma realidade no estado de São Paulo.

“Não se pode aceitar, em pleno século 21, o uso de partes do corpo de animais para fazer adereços de fantasias”, justifica Studart, que recomenda na matéria do PL que os interessados nesse tipo de produto busquem alternativas mais sustentáveis.

O próximo passo é encaminhar o Projeto de Lei para apreciação das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania.

Quem concorda com a proposta, pode apoiar a iniciativa clicando aqui. Você também pode clicar na opção “compartilhar essa enquete” para motivar mais pessoas a apoiarem o PL.

Fazendas leiteiras dão lugar às plantações de abacate na Nova Zelândia

“Estamos confortáveis ​​com a demanda global favorecendo o aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates” (Fotos: World of Wanderers/NZ Herald)

No Norte da Nova Zelândia as fazendas leiteiras estão dando lugar às plantações de avocado, um abacate menor, com casca mais escura e mais rico em nutrientes.

Essa informação é confirmada por Georgina Tui e Mate Covich, que atuavam no ramo de produção de leite no país e decidiram vender suas terras para produtores de abacate.

De acordo com o portal global agrícola Fresh Plaza, três outras fazendas leiteiras da península de Aupouri, perto de Kaitaia, no noroeste da Nova Zelândia, também foram vendidas e estão se transformando em pomares de abacateiros.

O que tem ajudado na transição é que o solo e o clima são bastante favoráveis às plantações de avocado, incluindo o fácil acesso à água. A diretora executiva da NZ Avocado, associação que representa os produtores de abacate no país, Jen Scoular, disse que o futuro da fruta é bastante animador.

“Estamos confortáveis ​​com a demanda global favorecendo o aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates”, informou Jen ao Fresh Plaza.

Com uma demanda global por abacates aumentando em cerca de 10% ao ano, agricultores da Nova Zelândia viram na fruta um bom negócio enquanto a produção leiteira se torna cada vez menos lucrativa.

Em setembro do ano passado, a multinacional de origem neozelandesa Fonterra, uma das maiores companhias de laticínios do mundo, revelou que registrou prejuízo de 130 milhões de dólares no período de 2017 a 2018.

A queda é bem significativa considerando que de 2016 a 2017 a empresa obteve lucro de 500 milhões de dólares. O que também preocupou a companhia é que essa foi a sua primeira perda de lucros desde que foi fundada há 18 anos.

Por outro lado, produtores de abacate têm motivos para comemorar, e os abacateiros vão ganhando cada vez mais espaço em Northland, Tapora e na Baía de Plenty – esta última já respondeu por 65% da produção de abacate do país.

Hoje a produção neozelandesa da fruta está conquistando novos espaços e isso tem favorecido uma diversificação ambientalmente correta, segundo Jen Scoular.