Startup irlandesa vai doar 200 mil refeições veganas para crianças carentes até o final do ano

Por David Arioch

Por meio da Mary’s Meal, a fiid já está proporcionando refeições para 77 crianças ao longo do ano escolar (Fotos: Divulgação/fiid/Mary’s Meal)

A startup irlandesa fiid anunciou este mês que vai doar 200 mil refeições veganas para crianças carentes de países em desenvolvimento até o final do ano.

Por enquanto, a empresa vegana já doou 20 mil refeições, e para ajudar a ampliar o seu alcance, a fiid, que tem doado uma refeição a cada produto vendido, fez uma parceria com a organização Mary’s Meal Ireland.

“Estamos muito satisfeitos por nos associarmos à fiid. Somente essa doação irá alimentar 77 crianças por um ano escolar. A Mary’s Meals espera trabalhar com a empresa para permitir que mais crianças estudem e recebam pelo menos uma refeição diária saudável”, informa o diretor-executivo da Mary’s Meal Ireland, David Rose.

A organização leva refeições para crianças em países como Malawi, Sudão, Quênia, Síria e Etiópia. O fundador da fiid, Shane Ryan, diz que a sua intenção em contribuir com crianças carentes é resultado de um esforço em desafiar a si mesmo a ser um ser humano melhor que cause um impacto positivo no mundo.

“Estou muito contente que nossos clientes tenham participado com tanto entusiasmo para nos ajudar a tornar esse objetivo uma realidade”, enfatiza.

A fiid, que atua no ramo alimentício, produz três opções de refeições pré-prontas – Italian Ragu, Mexican Chilli e Moroccan Tagine, ricas em fibras, proteínas e sem qualquer ingrediente de origem animal.

Bolsonaro pede que Banco do Brasil reduza juros do setor agropecuário

Por David Arioch

“Agradeço aqui o nosso prezado Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, que traz um bilhão de reais para investir nessa área”, disse Bolsonaro durante o discurso (Foto: Agrishow/Divulgação)

Ontem, durante a cerimônia de abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, reduza os juros dos empréstimos destinados ao setor agropecuário, visando incentivar principalmente o mercado de produção de carne e de leite.

“Agradeço aqui o nosso prezado Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, que traz um bilhão de reais para investir nessa área”, disse Bolsonaro durante o discurso.

E acrescentou: “Eu apenas apelo, Rubens, me permite fazer uma brincadeira aqui, né? Eu apenas apelo para o seu coração, para o seu patriotismo, para que esses juros, tendo em vista você parecer um cristão de verdade, caiam um pouquinho mais. Tenho certeza que as nossas orações tocarão o seu coração”, declarou.

No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinou o Certificado Zoossanitário com o Cazaquistão, para que o Brasil exporte gado vivo ao país transcontinental.

O documento foi assinado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal e pela vice-ministra de Agricultura do Cazaquistão, Gulmira Isayeva. Leal disse que esse acordo representa mais uma abertura de mercado para a exportação de gado brasileiro.

Cerca de 250 estudantes terão festa de formatura vegana

Por David Arioch

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury (Foto: Divulgação/MIIS)

O Instituto Middlebury de Estudos Internacionais (MIIS), em Monterey, na Califórnia, vai realizar uma festa de formatura vegana para 266 estudantes em maio. De acordo com a instituição, o evento de graduação que contará com 1,6 mil convidados vai ser totalmente vegano.

Entre os pratos estão lanches de salada de substitutos de frango, sushi sem peixe, samosas de batata, crudités de vegetais, falafels, dolmades, homus, pitas e pratos gourmet à base de queijos vegetais.

A iniciativa é do professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional do Instituto Middlebury. Scorse também instituiu uma política que estabelece que todos os eventos do instituto precisam oferecer pelo menos 50% de pratos veganos.

“Tenho muito orgulho de nossa instituição ter assumido o compromisso de promover alimentos à base de vegetais em todas as atividades do campus”, declarou Jason Scorse em comunicado enviado pelo Instituto Middlebury à imprensa.

Mercado de alimentos orgânicos cresce no Brasil

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15% (Foto: Luiz Prado)

O mercado brasileiro de alimentos orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor.

Já o mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro.

De acordo com a federação internacional estão identificados cerca de 3 milhões de produtores orgânicos em um universo de 181 países. E a agricultura orgânica cresceu em todos os continentes atingindo área recorde de 70 milhões de hectares, aproximadamente.

O Brasil é apontado na pesquisa como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Contudo, quando se leva em consideração a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo.

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15%. O Sul e o Centro-Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Os dados são de 2017, quando foi divulgada a única pesquisa feita sobre a percepção do consumo de orgânicos no Brasil.

De acordo com o estudo, as verduras lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país, com destaque para alface, rúcula e brócolis. Na sequência estão as opções orgânicas de legumes, frutas (como banana e maçã) e cereais, como o arroz.

Companhia de água é atacada depois de recomendar que a população comece a cortar o consumo de carne

Por David Arioch

“Experimente ficar sem carne pelo menos um dia”, sugeriu a companhia (Foto: Blockstocks)

Ontem, uma publicação da Companhia de Água do País de Gales, a Welsh Water, recomendando que as pessoas experimentem ficar sem comer carne, começando a fazer isso pelo menos uma vez por semana, gerou bastante repercussão.

A companhia recebeu tantos comentários enraivecidos e ofensivos que optou por apagar a publicação. Na postagem feita no Facebook, a Welsh Water ressaltou que um terço da água consumida no mundo está relacionada à cadeia de produtos de origem animal.

“Experimente ficar sem carne pelo menos um dia”, sugeriu a companhia, também oferecendo dicas de como proceder em um link disponibilizado em sua página no Facebook.

Os comentários irritadiços iam desde a negação de que a agropecuária utilize tanta água até a qualificação da postagem como “idiota”, “ridícula” e “vergonhosa”. Infelizmente, diante da enxurrada de críticas negativas, a Welsh Water se desculpou com os seguidores e deletou a postagem.

 

Pinguim-rei que sofreu mutação é visto na Geórgia do Sul

Por David Arioch

Registro foi feito perto da Antártida pelo fotógrafo Jeff Mauritzen, da National Geographic

Em recente expedição da National Geographic à ilha Geórgia do Sul, perto da Antártida, onde há milhares de animais como focas e pinguins, mas apenas algumas dezenas de seres humanos, o fotógrafo Jeff Mauritzen encontrou um pinguim-rei que sofreu mutação.

Segundo a National Geographic, o pinguim foi visto em uma manhã chuvosa e, e assim que o tempo clareou por dez minutos, Mauritzen conseguiu registrar algumas fotos. O animal passou por um tipo de mutação que interfere na pigmentação.

Segundo o ornitólogo Hein van Grouw, do Museu de História Natural de Tring, no Reino Unido, no caso do pinguim-rei isso é consequência de um gene recessivo envolvido da produção de eumelanina, o pigmento responsável pelas cores preta, cinza e marrom nas penas.

A mutação causa a incompleta oxidação do pigmento, e o torna sensível à luz do sol, que gradualmente descora as penas até que se tornem um branco “quase sujo”. “Você também pode ver que as outras penas não foram afetadas, já que essa cor não é derivada da melanina, mas de carotenoides, que não são afetados pela mutação marrom”, diz a bióloga da Unisinos, Júlia Finger.

Coreano cria canudos comestíveis de arroz

Por David Arioch

“Pensei em ingredientes que os sul-coreanos geralmente não depreciam. E arroz me veio à mente imediatamente” (Foto: Divulgação)

A empresa sul-coreana Yeonjigonji está fabricando canudos comestíveis a partir do arroz. A ideia de criar o produto veio depois que o CEO, Kwangpil Kim, leu um artigo sobre a marca Loliware, dos Estados Unidos, que produz xícaras comestíveis.

“Se eles podem fazer um copo comestível, não poderíamos fazer um canudo comestível? Pensei em ingredientes que os sul-coreanos geralmente não depreciam. E arroz me veio à mente imediatamente”, disse ao jornal diário indiano The Hindu.

Kim então optou por fabricar os canudos em Ho Chi Minch, a maior cidade do Vietnã que, segundo ele, tem um arroz menos aderente e mais adequado para a produção de canudos. Atualmente o seu maior desafio é reduzir custos de produção para competir com os canudos de plástico.

Após um ano e meio de pesquisa, os primeiros canudos foram criados em agosto de 2018, e atualmente Kwangpil Kim produz 500 milhões por mês. O produto já está sendo comercializado em países como Canadá, Singapura e Malásia.

Ao The Hindu, ele disse também que uma das maiores vantagens dos canudos de arroz é que eles são biodegradáveis. O que significa que o produto da Yeonjigonji se decompõe em até 100 dias enquanto os canudos de plástico levam cerca de 200 anos.

Já em contato com a água do mar, a versão de arroz se decompõe mais rápido – em oito dias. Por enquanto os canudos biodegradáveis estão sendo comercializados por 35 won. Em reais, o equivalente a 12 centavos.

“Se conseguirmos produzir de 2 a 2,5 bilhões de canudos de arroz por mês, poderemos reduzir o custo de produção em cerca de 120%”, declarou Kim, que não considera os canudos de papel uma boa alternativa porque exigem que árvores são cortadas.

Criadores de gado se tornam veganos e investem na produção de cogumelos

Por David Arioch

A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela (Acervo: Jennifer Barrett/Free From Harm)

Jennifer e Rodney Barrett vivem em uma fazenda no sudoeste do Arkansas, nos Estados Unidos, onde criaram bovinos e frangos para consumo por 18 anos. Em 2011, Rodney foi diagnosticado com colite ulcerativa e Jennifer sofria de artrite, depressão, obesidade e hipertensão.

Na busca por mais saúde, eles começaram a reduzir o consumo de alimentos de origem animal. E isso teve um resultado positivo para os dois. Jennifer conseguiu perder peso e passou a se sentir melhor, segundo seu próprio relato no artigo “Our journey from cattle & chicken farmers to vegan mushroom farmers”, publicado na semana passada no site Free From Harm.

Em maio de 2016, eles decidiram ir além e experimentaram uma dieta sem nada de origem animal. Jennifer relata que na terceira semana do programa se sentiu uma nova pessoa. “Minha mente estava tão clara. Eu estava dormindo como um bebê e tinha muita vitalidade, energia e alegria. Foi revolucionário, mas trouxe um milhão de perguntas”, enfatiza.

A partir daí, o casal começou a considerar não apenas eles mesmos – foi como se um véu tivesse caído.

“Me lembro de estar em um dos nossos galinheiros um dia antes do abate e me senti tão pesada, foi como sentir a dor de todos que iriam morrer. E foi difícil, duro para nós, em todos os sentidos. Fazíamos isso com orgulho porque acreditávamos que estávamos fornecendo um produto que servia a um bem maior, e que nos permitia viver em nossa amada terra”, explica.

Jennifer admite que pensou que poderia seguir adiante nesse negócio, mas em dezembro de 2018 a situação se tornou insustentável. “Foi tão frustrante reconhecer que todo esse sofrimento e morte e decadência, essa situação de holocausto, é tão desnecessário, mas ainda existe. Comecei a ver os frangos de forma diferente. Nunca tinha olhado par eles como indivíduos”, reconhece.

E acrescenta: “Após meses de incerteza, tomamos a decisão de cancelar nosso contrato de produção de aves e parar de criar e vender gado. O dinheiro rapidamente acabou e nosso plano backup falhou.”O casal se tornou vegano e conheceu Renee King-Sonnen do Rowdy Girl Sanctuary, que também foi pecuarista, abraçou o veganismo e fundou um santuário.

Renee e a equipe do Rancher’s Advocacy Program (RAP) os ajudaram a deixar a agropecuária e a colocar em prática um plano para evitar que perdessem a fazenda.

“O RAP garantiu a nossa sobrevivência enquanto fizemos a transição para a cultura de cogumelos. Ainda estamos em um processo de mudanças, mas nossos corações foram abertos e continuamos a evoluir à medida que abraçamos nossa reverência por animais que por tanto tempo foram reprimidos. A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, revela.

Atriz Mena Süvari faz apelo pelo fim do uso de animais em programas de treinamento médico

Por David Arioch

“Os corpos dos porcos e de outros animais são muito diferentes do corpo humano” (Acervo: PETA)

A atriz Mena Süvari, bastante conhecida por filmes como “American Pie” e “Beleza Americana”, escreveu recentemente uma carta à Câmara dos Representantes de Rhode Island, nos Estados Unidos, declarando seu apoio ao projeto de lei 5267, que prevê a proibição do uso de animais vivos em programas de treinamento médico.

“Usar animais para ensinar medicina humana não é apenas antiético, é ilógico. Os corpos dos porcos e de outros animais são muito diferentes do corpo humano”, declarou Mena. Atualmente a Universidade Brown ainda utiliza animais em seu programa.

“Felizmente, existem métodos de treinamento eficazes baseados em modelos artificiais humanos projetados para ensinar os procedimentos que os residentes de medicina emergencial precisam aprender”, enfatiza a atriz.

O Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos (PCRM), formado por 12 mil médicos, está liderando uma campanha para dissuadir a Universidade Brown e o Hospital de Rhode Island a pararem de usar animais vivos, que costumam morrer durante ou depois dos procedimentos.

Em sua página, a entidade publicou sobre os seus esforços contra a prática e destacou o apoio de Mena Süvari. Na semana passada, eles realizaram uma manifestação em frente ao Hospital de Rhode Island. Nos Estados Unidos, a prática já foi banida de 95% dos programas de residência médica, segundo o PCRM.

Mena Süvari abraçou o veganismo em 2017

Mena Süvari contou em entrevista à US Weekly que se tornou vegana em 2017. Desde então, participou de alguns protestos contra o uso de peles e tem ajudado em campanhas de santuários de animais.

Segundo a atriz, é importante que as pessoas entendam as razões para irem por esse caminho. Em 12 de novembro de 2017, ela começou a compartilhar no Instagram as suas experiências e impressões como vegana:

“Hoje foi a primeira vez em minha vida que conheci pessoalmente qualquer um desses animais [criados para consumo] e passei algum tempo conhecendo-os. Não posso acreditar que demorei tanto tempo. Nós nos tornamos tão dessensibilizados, desiludidos e desconectados das nossas interações e entendimento sobre as belas criaturas com as quais vivemos.”

Deputado Célio Studart quer que empresários do ramo de produtos veganos recebam benefícios tributários

Por David Arioch

“As práticas veganas valorizam a ética e a compaixão, e trazem benefícios para a sociedade e todo o ecossistema”, enfatiza Célio Studart (Foto: Divulgação)

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) protocolou ontem o Projeto de Lei (2556/2019), que prevê benefícios tributários para empresas que atuam exclusivamente no ramo de produtos veganos.

“Entende-se por produtos veganos aqueles que seguem convicções éticas com base na igual consideração para com animais humanos e não humanos, visando abolir toda a forma de exploração ou abuso”, frisa o projeto de lei.

O PL, que destaca que o veganismo tem crescido no Brasil e no mundo, defende redução de 25% dos tributos federais que incidirem sobre produtos e serviços veganos.

E a justificativa para o benefício, segundo o texto do projeto lei, é que o veganismo é uma prática louvável e ética, que leva o bem às pessoas, aos animais e ao meio ambiente.

“As práticas veganas valorizam a ética e a compaixão, e trazem benefícios para a sociedade e todo o ecossistema”, enfatiza Célio Studart.