Carne com coliformes fecais leva 12 mil médicos a entrarem com ação contra o governo nos EUA

A entidade aponta que em 2013 já havia solicitado que as fezes encontradas em produtos alimentícios fossem como classificadas como um adulterante | Pixabay

Na última terça-feira, o Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos (PCRM), organização sem fins lucrativos que representa 12 mil médicos, entrou com uma ação contra o governo dos EUA após a identificação de coliformes fecais na carne comercializada no país.

O processo aberto no Tribunal do Distrito de Columbia responsabiliza o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) por ignorar as preocupações sobre contaminação fecal.

A entidade aponta que em 14 de março de 2013 já havia solicitado ao Departamento de Agricultura para que qualificasse as fezes encontradas em produtos alimentícios como um adulterante sob a Lei Federal de Inspeção de Carnes e Lei de Inspeção de Produtos Avícolas, o que foi ignorado pelo órgão.

“Embora o USDA implemente uma política de ‘tolerância zero’ para contaminação fecal, essa política aplica-se apenas à contaminação fecal visível. Carne de frango, por exemplo, é aprovada na inspeção desde que as fezes não sejam visíveis a olho nu”, aponta o PCRM.

Na ação, a entidade incluiu depoimento de um inspetor federal que disse que cansou de ver aves descendo pela linha de produção com os intestinos ainda presos. “Uma vez que a ave entre no tanque de resfriamento [um grande tanque de água fria], a contaminação fecal entrará na água e contaminará todas as outras carcaças do resfriador. É por isso que às vezes chamamos de ‘sopa fecal’”, revela o inspetor.

Guia ensina a identificar mamíferos aquáticos do Brasil

A publicação mostra as principais diferenças físicas entre peixe-boi, baleias e golfinhos | Foto: Pixabay

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acaba de lançar o Guia Ilustrado de Identificação de Cetáceos e Sirênios do Brasil.

A publicação mostra as principais diferenças físicas entre baleias, golfinhos e peixe-boi. No guia, o interessado encontrará os tipos de nadadeiras (dorsal, caudal, peitoral), as características da cabeça, o peso, as medidas, além de hábitos alimentares de cada espécie.

Segundo o guia, muitos mamíferos aquáticos ocorrem em áreas costeiras e fluviais e, por consequência, estão sujeitos a uma variedade de ameaças impostas por atividades antrópicas. As principais ameaças estão relacionadas ao crescimento desordenado ou irregular de atividades urbanas, pesqueiras, industriais, agrícolas e portuárias.

A publicação traz ainda o mapa de distribuição dos mamíferos aquáticos no Brasil. O objetivo é permitir que leigos, amantes da natureza e pessoas que trabalham próximo ao habitat dos animais (turistas, pescadores, mergulhadores, salva-vidas, estudantes e outros) possam identificar, de forma rápida e eficiente, os cetáceos e sirênios.

Para ter acesso ao Guia Ilustrado de Identificação de Cetáceos e Sirênios do Brasil, clique aqui.

Câmara de Osasco aprova PL que gera multa de R$ 3,1 mil para quem abandonar animais

Maus-tratos como violência e privação de alimento ou água também geram multo no mesmo valor | Foto: Pixabay

A Câmara Municipal de Osasco (SP) aprovou esta semana o Projeto de Lei Substitutivo 9/2018, de proteção animal, que prevê multa de R$ 3.146,60 para quem abandonar animais em espaços públicos ou privados. Maus-tratos como violência e privação de alimento ou água também geram multo no mesmo valor, mas em caso de morte o valor é dobrado.

O projeto de lei também obriga o pagamento de multa de R$ 619,28 para quem não vacinar animais de estimação e R$ 314,64 para quem não recolher as fezes do animal nas ruas da cidade. Em caso de reincidência, o valor é dobrado. Aprovado em segunda discussão, o projeto teve somente votos favoráveis e agora segue para ser sancionado pelo prefeito Rogério Lins (PODE).

Rede de fast food australiana serve apenas veggie burgers em apoio à campanha Segunda Sem Carne

No último ano a rede de fast food teve um aumento de mais de 100% na demanda por veggie burgers (Fotos: Divulgação)

Em apoio à campanha Segunda Sem Carne (Meatless Monday), a rede de fast food Grill’d, que tem 137 restaurantes espalhados pela Austrália, decidiu oferecer apenas veggie burgers aos seus clientes na última segunda-feira.

Questionado se a empresa não começaria a semana perdendo receita ao não oferecer pelo menos uma opção com carne, o fundador e diretor da Grill’d, Simon Crowe, declarou que de modo algum. A explicação é que no último ano a rede de fast food teve um aumento de mais de 100% na demanda por veggie burgers.

Crowe enfatizou que a demanda por opções veganas é real e não há qualquer indicativo de que isso vá diminuir – muito pelo contrário. Também destacou que inúmeros clientes que eram grandes consumidores de carne estão optando por hambúrgueres vegetais.

Os consumidores que frequentam a Grill’d e estão preferindo principalmente as opções sem carne têm menos de 30 anos. Simon Crowe promete mexer no cardápio da rede até 2020, reduzindo a oferta de alimentos de origem animal e oferecendo pelo menos 50% das opções baseadas somente em vegetais.

Matadouros lideram ranking de acidentes de trabalho

São pelo menos 54 ocorrências por dia, e apenas em 2017 foram contabilizados 20.595 acidentes em matadouro (Foto: Getty)

A agropecuária lidera o ranking de acidentes de trabalho no Brasil. Só no Mato Grosso, de um total de 18 mil acidentes envolvendo alguma atividade agropecuária entre 2012 e 2017, 10 mil foram no setor de abate de animais, ou seja, em matadouros.

Segundo dados disponibilizados no site do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, criado pelo Tribunal Regional do Trabalho, os tipos de acidentes mais comuns são fraturas, cortes, lacerações, contusões, esmagamentos e amputações.

Mas não é apenas o Mato Grosso que contabiliza acidentes de trabalho em matadouros. Segundo a Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a indústria frigorífica é líder em acidentes de trabalho em todo o Brasil.

São pelo menos 54 ocorrências por dia, e apenas em 2017 foram contabilizados 20.595 acidentes em matadouros, o que representa crescimento de 7,90% em comparação com 2016, que somou 19.087 acidentes.

Vale lembrar também que este ano duas pessoas morreram em decorrência de choque elétrico em um matadouro em Caracol (PI). Em síntese, o local onde vidas não humanas são reduzidas a alimentos também é aquele onde os funcionários têm a maior probabilidade de sofrer algum grave acidente.

Mundo produzirá 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano até 2050

Criança se expondo a químicos cancerígenos na busca por algum material de valor em lixo eletrônico (Foto: Tash Morgan)

O nível de produção de lixo eletrônico global deverá alcançar 120 milhões de toneladas ao ano em 2050 se as tendências atuais permanecerem, de acordo com recente relatório da Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e da Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico.

O relatório revela o valor anual de lixo eletrônico global como superior a 62,5 bilhões de dólares, mais que o PIB de muitos países. Mais de 44 milhões de toneladas de lixo eletrônico e elétrico foram produzidas globalmente em 2017 – equivalente a mais de 6 quilos para cada habitante do planeta. Isto é o equivalente ao peso de todos os aviões comerciais já produzidos.

Menos de 20% do lixo eletrônico é formalmente reciclado, com os 80% restantes indo para aterros ou sendo informalmente reciclados – em grande parte manualmente em países em desenvolvimento, expondo trabalhadores a substâncias perigosas e cancerígenas como mercúrio, chumbo e cádmio. A presença de lixo eletrônico em aterros contamina o solo e os lençóis freáticos, colocando em risco sistemas de fornecimento de alimentos e recursos hídricos.

De acordo com o relatório, além de impactos à saúde e poluição, gestão imprópria de lixo eletrônico está resultando em uma perda significativa de materiais brutos escassos e valiosos, como ouro, platina, cobalto e elementos terrestres raros.

No relatório, membros da PACE, da ONU, do Fórum Econômico Mundial e do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável pedem uma inspeção do sistema atual de eletrônicos, enfatizando a necessidade de uma economia circular na qual recursos não sejam extraídos, usados e descartados, mas avaliados e reutilizados de maneira que minimize impactos ambientais e crie empregos.

Soluções incluem design de produtos duráveis, sistemas de compra e retorno de eletrônicos usados, “mineração urbana” para extrair metais e minérios de lixo eletrônico e a “desmaterialização” de eletrônicos ao substituir propriedade direta de aparelhos por modelos de empréstimo e aluguel para maximizar reutilização de produtos e oportunidades de reciclagem.

Recentemente, o governo da Nigéria, o Fundo Mundial para o Ambiente e a ONU Meio Ambiente anunciaram investimento de dois milhões de dólares para dar início a uma indústria formal e segura de reciclagem de lixo eletrônico na Nigéria.

Segundo a ONU, o investimento deve alavancar mais de 13 milhões de dólares em financiamentos adicionais do setor privado. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), até 100 mil pessoas trabalham no setor informal de lixo eletrônico na Nigéria.

Franceses criam “salmão” de microalgas

O biólogo diz ainda que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3 (Foto: Divulgação)

A startup francesa Odontella já lançou no mercado um “salmão” baseado em microalgas que pode ser preparado da mesma forma que o verdadeiro salmão.

O produto que recebeu o nome de “Veggie Marine Salmon” começou a ser desenvolvido em 2016, quando a empresa foi fundada por especialistas em microalgas e nutrição.

Em referência à matéria-prima, o biólogo Pierre Calleja, da Odontella, disse ao France Info que nós a encontramos em diferentes formas na cadeia alimentar nos oceanos.

“Agora ela [a microalga] chega aos nossos pratos em forma de peixe. Tem todas as moléculas que são benéficas para os seres humanos e podemos usá-la como salmão, mariscos e vieiras”, garante.

O biólogo enfatiza que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3, e tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes.

Além do produto não ter impacto sobre a biodiversidade ou fauna marinha, segundo Calleja, a Odontella está usando embalagens ecologicamente certificadas.

Kátia Abreu quer que “animais de produção” sejam excluídos do Estatuto dos Animais

A senadora alegou que, da forma que está, o projeto poderá gerar insegurança jurídica para a pecuária e trazer prejuízo econômico para o Brasil (Fotos: Ueslei Marcelino/Globo Rural)

Na semana passada, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou uma proposta para que “animais de produção” e de “interesse econômico” sejam excluídos do Estatuto dos Animais (PLS 631/2015), de autoria do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), atual prefeito do Rio de Janeiro.

A senadora alegou que, da forma que está, o projeto poderá gerar insegurança jurídica para a pecuária e trazer prejuízo econômico para o Brasil. A matéria ainda está em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O projeto de lei que cria o Estatuto dos Animais obriga cada pessoa física ou jurídica a garantir espaço adequado e apropriado para a manifestação do comportamento natural, individual e coletivo dos animais. E essa exigência foi criticada por Kátia Abreu que a qualificou como um risco à criação de animais em confinamento no Brasil.

A mesma defesa foi feita na última discussão sobre o projeto no CAE pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No texto original do projeto de lei do Senado consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Vale lembrar que o estatuto define regras referentes aos direitos, ao bem-estar e à guarda dos animais, além de alterar a Lei de Crimes Ambientais, para aumentar a pena do crime de maus-tratos. No entanto, desde 2015, o projeto tem passado por modificações que vêm descaracterizando o seu propósito inicial.

Campanha vegana doa 100 mil dólares a sobreviventes de furacão

Genesis: “Foi maravilhoso ver como a comida vegana – como uma escolha alimentar sustentável – pode ajudar sobreviventes de furacões em um país onde muitas pessoas foram forçadas a passar fome” (Fotos: Carlos Garcia Rawlins/Reuters/Genesis Butler Instagram)

A campanha mundial Million Dollar Vegan, que convidou o papa Francisco a se abster do consumo de alimentos de origem animal na Quaresma, doou 100 mil dólares à organização humanitária vegana Chilis on Wheels para ajudar os sobreviventes do furacão Maria, que matou mais de 2,9 mil pessoas em Porto Rico entre os dias 16 de setembro e 2 de outubro de 2017.

A doação realizada este mês contou com a participação da ativista vegana mirim Genesis Butler, que estrelou a campanha Million Dollar Vegan. Genesis visitou Porto Rico para conhecer o trabalho desenvolvido pela Chilis on Wheels, que após o furacão, serviu 15 mil refeições veganas, além de mantimentos, filtros de água, lanternas solares e produtos de higiene aos sobreviventes.

A organização que surgiu em Nova York (EUA) fundou um centro comunitário permanente na capital San Juan, onde serve comida vegana a pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de realizar workshops, exibições de documentários e eventos comunitários que tornam o veganismo mais acessível.

Durante a visita, Genesis Butler participou de um workshop em que pais e filhos foram ensinados a preparar pratos veganos como panquecas de frutas vermelhos e snacks de banana e outras frutas. A jovem ativista também entrevistou três crianças locais que lhe falaram das suas vivências durante o furacão e sobre o motivo pelo qual o veganismo se tornou tão importante em suas vidas.

“Foi muito gratificante e inspirador conhecer as pessoas em Porto Rico que estão ajudando a reconstruir vidas depois do furacão Maria. Foi maravilhoso ver como a comida vegana – como uma escolha alimentar sustentável – pode ajudar sobreviventes de furacões em um país onde muitas pessoas foram forçadas a passar fome”, declarou Genesis.

Xuxa apoia campanha contra testes em animais na indústria cosmética

Xuxa, que se tornou vegana há pouco mais de um ano, declarou hoje apoio à campanha global contra testes em animais na indústria cosmética idealizada pela organização Humane Society International (HSI). No Brasil, a iniciativa conta com a parceria da organização Te Protejo.

Intitulada “Liberte-se da Crueldade”, a campanha convida os brasileiros a contribuírem assinando a petição disponibilizada no site libertesedacrueldade.org. Assim que a campanha conquistar um bom número de apoiadores, o documento será apresentado ao Congresso Nacional.

A campanha também conta com o apoio das modelos Fernanda Tavares e Ellen Jabour, além da YouTuber Nátaly Neri e do blogueiro Jonas Maria.

“Ainda em 2019, coelhos, porquinhos-da-índia, ratos e camundongos são cegos, envenenados e mortos para que sejam testados ingredientes de uso cosmético usados em produtos desde shampoos até batons e perfumes. A beleza não deveria custar tão caro”, justifica a campanha.

No Brasil, segundo a HSI, três entre quatro brasileiros são contra a realização de testes em animais na indústria cosmética. Estados como o Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Amazonas já não permitem a prática, assim como 40 países.

Para contribuir com a campanha, clique aqui.