O que está no seu hambúrguer? Mais do que você pensa

A grande demanda comercial pelo consumo de carne tem inúmeras consequências (Fotos: Getty/Reuters)

Você entra em um restaurante para comer um hambúrguer. O que passa pela sua cabeça? Duas carnes, bacon extra e queijo? Pão com gergelim ou molho especial? Degradação ambiental ou preservação ecológica? Você provavelmente não pensa na última opção. Mas talvez devesse pensar.

Segundo pesquisas, se as vacas formassem um país, este seria o terceiro maior emissor de gases causadores do efeito estufa no mundo. A produção de carne provoca um dos impactos ambientais mais destrutivos no planeta.

Hectares de floresta na América do Sul são devastados para criação de gado, com o objetivo de produzir hambúrgueres e bifes. Em média, uma carne de hambúrguer de 110 gramas drena 1.695 litros de água, dependendo de onde for feita, utilizando preciosos recursos naturais.

Ainda assim, nossa demanda por carne está crescendo. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) projeta um aumento de 76% no consumo global de carne até 2050. Mais carne será consumida do que em qualquer período da nossa história. E nós iremos pagar o preço ambiental e humano – a menos que façamos uma mudança agora.

A grande demanda comercial pelo consumo de carne tem outras consequências. A agricultura usa mais água fresca do que qualquer outra atividade humana. Enquanto a criação de animais ocupe o equivalente a 80% das terras agrícolas, o gado contribui para 18% do consumo de calorias no mundo.

A alimentação de animais baseada em soja – uma das commodities mais exportadas pela América do Sul – está gerando amplo desmatamento e deslocamento de agricultores e povos indígenas no mundo todo.

Antibióticos usados para o gado e para manter animais livres de doenças frequentemente terminam em nossos alimentos, contribuindo para a resistência antibiótica em humanos. Preocupações recentes também destacam que redes de fast food usam carnes repletas de antibióticos.

Fabricantes de alternativas à carne destacam que seus produtos normalmente possuem menos gorduras e colesterol do que bifes equivalentes processados. Há uma pequena, porém crescente, tendência para carnes sem carne.

Os vencedores do prêmio da ONU Meio Ambiente, Impossible Foods e Beyond Meat, realizaram pesquisas para retirar os blocos básicos de construção da carne para proteína, gordura, água e minerais, recriando carne inteiramente a partir de plantas – a uma fração do custo ao meio ambiente.

A pesquisa da Beyond Meat e um estudo da Universidade de Michigan descobriram que a quantidade de água em uma piscina padrão de natação pode produzir 312 hambúrgueres ou 60.837 Beyond Burgers.

As duas companhias dizem que seus hambúrgueres necessitam de 75% a 99% menos água; 93% a 95% menos terra; e geram 87% a 90% menos emissões do que hambúrgueres comuns de carne, consumindo quase metade da energia para produção.

Estes cálculos se baseiam em materiais primários como ingredientes, incluindo óleo de coco, extrato cítrico, amido de batata e água, e transporte, iluminação e distribuição em frigoríficos. É hora de pesar o custo real do hambúrguer.

Após decisão do STF que libera fogos com ruídos, campanha pede apoio pela proibição

No início do mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu a lei municipal que proibia fogos de artifícios com ruídos em São Paulo, sancionada pelo prefeito Bruno Covas em maio do ano passado. A decisão veio em apelo da Associação Brasileira de Pirotecnia (Assobrapi), que defende o uso de fogos de artifícios com estampidos.

No interior de São Paulo, uma cadela morreu durante os fogos no Réveillon de 2018 e imagem repercutiu em todo o país (Foto: @thais.siqueira.106/Facebook)

Segundo Moraes, proibir ou não fogos de artifício é uma decisão de competência federal, não municipal. Mas o problema subsiste no fato de que a medida liminar que suspende a proibição desconsidera as consequências da prática.

Ainda que haja um grande número de pessoas em todo o país que são contra fogos com estampidos pelo mal que causam aos animais e às pessoas, a decisão do ministro, mesmo que sob mérito constitucional, não deixa de ser uma decisão que acolhe uma ação movida apenas com interesses econômicos.

Além disso, Alexandre de Moraes está colocando em risco todas as leis municipais que proíbem o uso de fogos com estampidos.

“Retrocesso daqueles que deveriam cuidar da proteção dos autistas, animais, idosos em leitos de hospitais e dar exemplo. É principalmente uma falta de respeito para a sociedade e meio ambiente”, lamenta Rogério Nagai, autor de um abaixo-assinado no change.org que se aproxima de 105 mil assinaturas contra a decisão do ministro do STF.

A iniciativa pede apoio popular para a aprovação do Projeto de Lei (PL 6881/2017), de autoria do deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), que prevê a proibição da fabricação, comércio, transporte e manipulação de fogos com estampidos (rojões, morteiros, bombas, etc).

Abaixo-assinado

Se você é contra os fogos de artifício com ruídos, assine o abaixo-assinado – clique aqui.

Você também pode compartilhar o abaixo-assinado e enviar um e-mail para o ministro Alexandre de Moaraes: gabmoraes@stf.jus.br

Guitarrista Brian May incentiva fãs a optarem por produtos veganos

O guitarrista e compositor britânico Brian May, da lendária banda de rock Queen, publicou esta semana no Instagram uma foto do seu par de calçados veganos da marca italiana Yatay. Ele deixou claro que realmente não faz muito sentido um ativista dos direitos animais usar calçados com matéria-prima de origem animal.

“Prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais” (Fotos: Brian May/Instagram

May elogiou a Yatay e disse que pretende incorporá-los às apresentações da sua nova turnê. E visando estimular 1,6 milhão de fãs a optarem por produtos veganos, declarou:

“Não é preciso ser vegano para comer comida vegana ou comprar coisas veganas. Mas toda vez que você investe em produtos veganos, você investe na saúde do planeta e nos animais que vivem nele, incluindo nós mesmos.”

Há alguns anos, o jornal britânico Sunday Express publicou um artigo intitulado Why I have to speak for the Animals (Por que eu tenho que falar pelos animais). No texto assinado por Brian May, ele enfatiza que prefere ser lembrado por ajudar a diminuir a crueldade contra os animais:

“Alguém me perguntou recentemente como eu gostaria de ser lembrado. We Will Rock You? Tocando no Palácio de Buckingham? Eu disse, dada a escolha, que prefiro ser lembrado por acelerar o fim da crueldade contra os animais e por ter semeado as sementes de verdadeiro respeito em relação a maneira como tratamos todas as criaturas. Parece uma mudança radical de carreira para mim, não é?”

E acrescenta: “Meu amor pela música é inabalável, juntamente com meu amor pela astrofísica, estereoscopia e Photoshop, mas o meu amor pelos animais me levou a deixar a minha guitarra em segundo plano para tentar dar voz aos animais. Então, diariamente, me torno impopular com várias pessoas, que ainda acreditam que os animais foram colocados na Terra para serem usados e abusados pelos seres humanos. Humano é o nome que damos a nós mesmos, e há um adjetivo derivado disso, implicando compaixão, sensibilidade e justiça: a palavra “humano”.

Equatoriano transforma frutas que seriam descartadas em sorvetes e smoothies veganos

Sabe aquelas frutas que não são comercializadas porque não atendem os padrões estéticos do mercado, que não podem ser exportadas? Estamos falando de frutas que não são consideradas bonitas, que são pequenas demais, grandes demais ou que trazem alguma pequena deformação.

Produtos são oferecidos nos sabores Goiaba, cacau, coco, café tropical, cacau com menta e green vibe (Fotos: Divulgação)

Contra o desperdício de alimentos, é exatamente esse tipo de fruta que a empresa equatoriana Takay Foods está transformando em mistura para sorvetes e smoothies veganos. Cerca de 80% da matéria-prima da Takay são frutas esteticamente indesejadas pelo mercado exportador, e que costumam ser descartadas pela indústria.

Goiaba, cacau, coco, café tropical, cacau com menta e green vibe (uma combinação de frutas e sementes que refletem a biodiversidade do Equador) são os seis sabores oferecidos pela marca até agora. A Takay também utiliza ingredientes como sementes de linhaça e chia, além de sal marinho.

Sediada em Guayaquil, a maior cidade do Equador, a empresa idealizada e fundada por Lucho Escobar já está comercializando seus produtos livres de glúten e de organismos geneticamente modificados (OGM) também nos Estados Unidos – nas redes Whole Foods, Heb, Sprouts, Gelsons e Bristol Farms.

Cerca de 40% dos irlandeses considerariam transição para o veganismo

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal | Foto: Pixabay

De acordo com matéria publicada hoje no Irish Independent, 37% dos irlandeses considerariam uma transição para o veganismo por questões ambientais e éticas.

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal. A pesquisa realizada com centenas de pessoas na Irlanda é uma iniciativa da empresa Vitabiotics.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa Deliveroo Ireland, a entrega de alimentos vegetarianos a domicílio cresceu 119% na Irlanda em comparação com 2017.

Já uma pesquisa de mercado da Kantar Worldpanel, aponta que um a cada cinco consumidores compra produtos vegetarianos na Irlanda. Além disso, desde 2016, o país tem registrado crescimento de vendas de 50% de alimentos vegetarianos.

O que também tem contribuído para uma mudança de hábitos por parte dos irlandeses, e especialmente em Dublin, é o trabalho desenvolvido pelo Vegan in Ireland.

O projeto tem promovido atividades, turnês, viagens e jantares mostrando como ser vegano não é nenhum sacrifício e, que além do benefício para os animais e para o planeta, pode ser muito saudável, divertido e prazeroso.

Outro ponto de mudança é que atualmente o governo da Irlanda está motivando a população a experimentar uma dieta vegetariana.

A iniciativa faz parte das novas diretrizes de saúde elaboradas e divulgadas pela Autoridade de Segurança Alimentar do país, que recomenda que as pessoas se abstenham do consumo de alimentos de origem animal por pelo menos alguns dias da semana.

O Guia de Apoio à Pirâmide Alimentar Saudável da Irlanda diz que ervilhas, feijões e lentilhas fornecem proteínas de boa qualidade e são uma alternativa de baixo teor de gordura, além de ricas em fibras, em comparação à carne.

O guia também indica o consumo de oleaginosas por serem ricas em fibras, gorduras boas e terem boas quantidades de proteínas.

Cerca de 280 tartarugas morrem por ingestão de lixo nos Lençóis Maranhenses

As tartarugas ingerem o microplástico ao confundirem o material com alimentos (Foto: AFP)

Só em 2018, 280 tartarugas morreram por ingestão de lixo nos Lençóis Maranhenses, situados a 265 quilômetros da capital São Luís. É um número surpreendente, porque representa mais do que o triplo de 2015, quando morreram 80 tartarugas em decorrência do mesmo problema.

Na região, há um acúmulo de lixo proveniente de 19 países. E o agravante é que em contato com a água e a radiação do sol, materiais descartados como garrafas, tampas e outros objetos plásticos dão origem ao microplástico, segundo a biológa Talita Esposito em publicação do G1.

E o que dificulta ainda mais a situação é que esse material não é visto a olho nu, mas ainda assim pode incorporar agentes contaminantes como metais pesados, que se incorporam às células do animal.

As tartarugas ingerem o microplástico ao confundirem o material com alimentos e, como consequência, além da morte de muitos animais, isso interfere no comportamento reprodutivo das espécies.

Danos ao planeta serão desastrosos para a saúde humana se ações não forem tomadas

Foto: Pixabay

No mês passado, a ONU Meio Ambiente publicou um relatório que é resultado de um trabalho desenvolvido por 250 cientistas de mais de 70 países ao longo de cinco anos. A publicação faz um alerta de que os danos ao planeta são tão desastrosos que a saúde humana será cada vez mais ameaçada se ações urgentes não forem tomadas.

O relatório afirma que se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século.

A publicação também alerta que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050 e com que disruptores endócrinos afetem a fertilidade masculina e feminina, bem como o desenvolvimento neurológico infantil.

Mas o estudo também destaca que o mundo tem a ciência, a tecnologia e os recursos financeiros de que precisa para seguir na direção de um caminho de desenvolvimento mais sustentável, embora ainda falte apoio suficiente do público, das empresas e de líderes políticos, que se agarram a modelos ultrapassados de produção e desenvolvimento.

“A ciência é clara. A saúde e a prosperidade da humanidade estão diretamente ligadas ao estado do nosso meio ambiente”, afirmou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente:

“Esse relatório é um panorama para a humanidade. Estamos numa encruzilhada. Vamos continuar no nosso caminho atual, que levará a um futuro sombrio para a humanidade, ou vamos dar uma guinada para um caminho de desenvolvimento mais sustentável? Essa é a escolha que nossos líderes políticos têm que fazer, agora.”

A projeção futura de um planeta saudável com pessoas saudáveis baseia-se em um novo modo de pensar, em que o modelo “cresça agora, limpe a bagunça depois” é substituído por uma economia de “lixo-quase-zero” até 2050.

De acordo com o relatório, investimentos verdes de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países trariam um crescimento no longo prazo tão alto quanto o previsto atualmente, mas com menos impactos das mudanças climáticas, escassez de água e perda de ecossistemas.

Atualmente, o mundo não está no caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 ou mesmo até 2050. Ações urgentes são necessárias agora, uma vez que qualquer atraso nas ações climáticas aumenta o custo de alcançar as metas do Acordo de Paris, pode reverter o nosso progresso e, em algum momento, tornar essas metas impossíveis.

Para ler o relatório completo, clique aqui.

Pecuarista reconhece que o veganismo veio para ficar

McCullough: “Os agropecuaristas precisam parar de alegar que se tivéssemos que depender de veganos para alimentar o mundo, todos iríamos passar fome. É uma fraca tentativa de ignorar a realidade” (Damien Eagers/INM)

O pecuarista e jornalista irlandês Darragh McCullough publicou hoje um artigo no jornal Irish Independent destacando que, na sua concepção, o veganismo veio para ficar, e que a redução do consumo de alimentos de origem animal é uma realidade que tende a se solidificar cada vez mais. Segundo McCullough, que é referência no meio rural irlandês, está na hora da comunidade agropecuária para de fazer “acusações idiotas” sobre o veganismo.

“Os agropecuaristas precisam parar de alegar que se tivéssemos que depender de veganos para alimentar o mundo, todos iríamos passar fome. É uma fraca tentativa de ignorar a realidade”, critica.

E acrescenta: “Igualmente, alegações de que você não pode obter nutrientes suficientes em uma dieta vegana ignora o fato de que uma grande parte da população mundial em lugares como a Índia tem efetivamente vivido de uma dieta vegetariana por séculos.”

McCullough, que atua no ramo de laticínios, destaca que sempre fica irritado quando alguém questiona o que aconteceria com os “animais de fazenda” se o mundo se tornasse vegetariano.

“Isso é um absurdo, já que a única razão pela qual bilhões de bovinos, ovelhas, cabras, aves e outros animais são criados é porque há um mercado para eles. O mundo nunca vai mudar para uma dieta vegetariana da noite para o dia, de modo que encontrar um número assustador de animais vagando pelas estradas do mundo é apenas um pesadelo mal concebido por um consumidor de carne”, reprova.

O pecuarista e jornalista frisa também que o Parlamento Europeu está considerando a proibição do uso de termos como hambúrguer, linguiça e bife para qualquer alimento que não seja de origem animal – o que ele considera uma bobagem que segue na mesma esteira dos lobistas da indústria da carne nos Estados Unidos:

“A teoria é que a indústria de laticínios está perdendo as vendas para todas as alternativas aos lácteos, como soja, amêndoas e aveia porque não agiu rápido o suficiente para impedir que outras empresas usassem a palavra leite. Mas você pode ver o quanto isso é sem sentido se pensar que o leite de coco sempre foi conhecido como, er, leite.”

Darragh McCullough lembra que ao revelar em um recente artigo que cuscuz é parte regular da sua dieta, seus colegas da pecuária reagiram com estranhamento: “Aceite que estilos de vida e preferências mudam. Aposto que essas mesmas pessoas hoje comem menos carne do que há 10 anos.”

Deputado Célio Studart protocola projeto que proíbe adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos

Por enquanto, quem já foi condenado por crimes de maus-tratos ainda pode adotar animais | Foto: Pixabay

O deputado federal Célio Studart (PV-CE), da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos dos Animais, protocolou na última terça-feira o Projeto de Lei nº 2317/2019, que proíbe a adoção de animais por quem já foi condenado por crime de maus-tratos.

Atualmente a legislação permite que mesmo aqueles que já foram flagrados e condenados por praticarem maus-tratos possam adotar outros animais, algo que, segundo Studart, não deve ser permitido pelo poder público.

O projeto de lei se ampara no artigo 32 da Lei nº 9605/1998, que classifica abuso e maus-tratos contra animais como crime ambiental.

População está se manifestando mais contra do que a favor do Estatuto dos Animais no site do Senado

Foto: Pixabay

Em consulta pública criada no site do Senado a população está se manifestando mais contra do que a favor do PLS 631/2015, que institui o Estatuto dos Animais e altera a redação do artigo 32 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

Até o momento, mais de duas mil pessoas votaram contra o Estatuto dos Animais, e apenas pouco mais de mil saíram em defesa da iniciativa.

Vale destacar que o projeto é de grande importância para a causa animal, já que estabelece obrigações em relação à proteção animal e proíbe práticas e atividades classificadas como cruéis ou que causem danos à integridade física e emocional dos animais.

Também define regras de guarda e trata da proibição de práticas de maus-tratos. Defensor da vaquejada, o senador Otto Alencar (PSD-BA) já se manifestou contra o Estatuto dos Animais, preocupado com a possibilidade de proibição da atividade que, segundo ele, “gera empregos”.

Na semana passada, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou uma proposta para que “animais de produção” e de “interesse econômico” sejam excluídos do Estatuto dos Animais PLS 631/2015).

O projeto obriga cada pessoa física ou jurídica a garantir espaço adequado e apropriado para a manifestação do comportamento natural, individual e coletivo dos animais. A exigência foi criticada por Kátia Abreu que a qualificou como um risco à criação de animais em confinamento no Brasil.

A mesma defesa foi feita na última discussão sobre o projeto no CAE pelo senador Telmário Mota (PROS-RR). No texto original do projeto de lei do Senado consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Ao ler a matéria do projeto, Mota exigiu que o texto fosse alterado para “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”.

Tudo indica que na consulta pública a oposição à criação do Estatuto dos Animais está vencendo porque há pessoas que desconsideram a violência de atividades recreativas que envolvem animais e também porque resumem muitos animais a objetos ou produtos.

Se você concorda com o Estatuto dos Animais, confirme seu apoio clicando aqui.