Governo mineiro cria campanha de devolução voluntária de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres acarreta graves consequências em todo o mundo (Foto: Sisema/Divulgação)

O governo de Minas Gerais, por meio do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), criou uma campanha de devolução voluntária de animais silvestres sem risco de penalização.

Por isso, esta semana equipes do Sisema estão em pontos estratégicos de municípios da Zona da Mata mineira para receber animais silvestres, sejam eles criados irregularmente ou aqueles que o tutor não tem mais interesse em manter em sua residência. A ação que visa coibir a prática de criação irregular de animais silvestres em cativeiro teve início ontem em Visconde do Rio Branco.

Hoje (10), a caravana do Sisema se desloca para Astolfo Dutra e amanhã (11) chega em Tocantins. Os animais silvestres serão recebidos das 9h às 16h. A entrega também pode ser realizada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Ubá, para onde serão encaminhados os animais recolhidos durante a ação voluntária. Lá, eles receberão cuidados e, posteriormente, serão reintroduzidos à natureza.

Na ação, a população também é orientada com relação ao crime ambiental referente à criação de animal silvestre em cativeiro. De acordo com a Lei Federal 9.605, de 1998, é crime ambiental “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”.

O tráfico de animais silvestres acarreta graves consequências em todo o mundo. A retirada desses animais da natureza causa danos ambientais que comprometem as funções ecológicas exercidas pelas espécies. Além do trauma da captura, os animais são transportados de forma precária, sendo expostos a diversos tipos de maus-tratos.

A Zona da Mata é a segunda região de Minas Gerais com o maior número de criadores amadores cadastrados no SisPass. A região também possui histórico de alto índice de irregularidades encontradas nas últimas fiscalizações de fauna realizadas na região. Devido à localização e riqueza de espécimes do bioma de Mata Atlântica, a região é também rota de tráfico de animais silvestres para o Rio de

Mercado de alternativas à carne deve valer US$ 3 bilhões só nos EUA até 2024

Empresas estão levando a sério fatores como sabor, cor e textura para conquistarem consumidores que não se imaginam sem comer carne (Foto: Beyond Meat/Divulgação)

O mercado de alternativas à carne segue em expansão. De acordo com uma recente pesquisa da Research & Markets, o segmento deve valer US$ 3 bilhões só nos EUA até 2024. Há uma estimativa de crescimento anual de 24% nos próximos cinco anos.

O relatório cita marcas como Beyond Meat, Greenleaf Foods, Hungry Planet, Impossible Foods e Next Level como responsáveis pelo aquecimento do mercado de substitutos da carne. E a justificativa para tal crescimento é o aumento do número de consumidores reduzindo o consumo de alimentos de origem animal ou buscando novas opções baseadas em vegetais.

O diferencial, segundo a Research & Markets, é que as empresas estão levando a sério fatores como sabor, cor e textura para realmente conquistarem consumidores que não se veem abandonando ou substituindo a carne.

“Parcerias estratégicas são vitais para expansões no mercado de carne baseada em vegetais nos EUA”, aponta o relatório. Outro diferencial desse mercado é que as opções vegetais são consideradas mais saudáveis do que as oferecidas pela indústria convencional de carnes.

“O crescente número de lojas que vendem produtos orgânicos ou naturais baseados em vegetais têm ganhado imensa popularidade e impulsionado as vendas desse segmento [de alternativas à carne]”, aponta a Research & Markets. Hoje em dia, grandes redes como a Walmart estão despontando entre as mais interessadas nesse tipo de produto nos EUA.

Governo do Paraná lança campanha contra a venda de coelhos como presentes de Páscoa

Há quem comercialize inclusive coelhos pintados nesta época do ano para chamar a atenção dos consumidores (Foto: Getty)

O Governo do Paraná lançou ontem, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo a campanha Páscoa Consciente!, que tem o objetivo de conscientizar as pessoas a não darem coelhos como presentes no período que antecede a Páscoa.

O motivo é que muitos desses animais são abandonados em lixeiras, parques e praças, e acabam morrendo de frio e fome. Outros são atropelados ou atacados por cães.

“As pessoas podem encontrar outras opções em vez da compra de coelhos como animais de estimação, o que é comum nessa época por serem considerados dóceis e associados a um dos símbolos da Páscoa”, destaca a secretaria.

A campanha frisa ainda que nem sempre quem ganha um coelho de presente está disposto a arcar com os cuidados que o animal necessita – e que não são poucos. “Além disso, em geral, os coelhos são mantidos em gaiolas e encontram dificuldades para sobreviver sem cuidados humanos”, justifica.

Em vez de coelhos de verdade, a Páscoa Consciente! recomenda que as pessoas optem por coelhos de pelúcia ou de chocolate. “Além de trazer a mesma representatividade, essa atitude evita futuros abandonos”, argumenta.

Centenas de ativistas pelos direitos animais protestaram ontem na Austrália

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion” (Foto: AFP)

Ontem, centenas de ativistas percorreram as ruas de Melbourne, na Austrália, e de mais algumas cidades do estado de Victoria, protestando contra a exploração animal e cantando: “O que queremos? Libertação animal – agora!”

Em Melbourne, a movimentação começou por volta das 5h30 e bloqueou um importante cruzamento da cidade, nas imediações da Estação Flinders Street. A polícia foi enviada para intervir e 38 pessoas acabaram presas, incluindo três adolescentes.

Os manifestantes seguravam cartazes informando que se tratava de um protesto pacífico e de uma emergência para alertar sobre a realidade dos animais explorados para consumo. Entre os detidos estavam desde garotos de 15 anos até senhoras com mais de 70 anos. Durante a prisão de alguns manifestantes, alguns transeuntes celebraram, segundo o news.com.au

Um homem debochou em sua conta no Twitter, declarando que estava saindo para comer uma salada no café da manhã, mas em vez disso, depois que viu os veganos tomando as ruas de Melbourne, optou por um hambúrguer com uma quantidade extra de bacon.

Em tom sensacionalista, alguns veículos da mídia australiana classificaram o evento como um exemplo de como o “ativismo vegano está causando o caos no país.” Em referência aos protestos, que foram além de Melbourne, o primeiro-ministro Scott Morrison declarou que os “criminosos de colarinho verde” devem enfrentar a “força da lei”. Também os chamou de “criminosos anti-australianos”.

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Apesar das críticas, não houve registros de violência por parte dos manifestantes, mas apenas discursos e interferências pontuais no tráfego. Protestos também estão planejados para serem realizados em Sydney, Brisbane e Hobart nos próximos dias, mas os locais não foram divulgados para evitar ações que possam prejudicar as mobilizações.

Núcleo da UFPB denuncia morte de animais a pauladas e exploração de trabalho análogo ao escravo em dezenas de matadouros

O que chama a atenção também é que todos os matadouros investigados são legais, não clandestinos (Foto: Reprodução)

Um trabalho do Núcleo de Justiça Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) concluído no mês passado denuncia que 71 matadouros da Paraíba abatem animais a pauladas e estão envolvidos em exploração de trabalho análogo ao escravo, além de atuarem sem o mínimo de condições de higiene.

O levantamento também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que se comprometeu em investigar todas as denúncias protocoladas pelo professor Francisco Garcia, coordenador do Núcleo de Justiça Animal da UFPB. Para endossar as queixas, Garcia reuniu dados de seis relatórios do Conselho Regional de Medicina Veterinária, duas dissertações de mestrado e um artigo científico.

Segundo o professor, em todos os matadouros denunciados foram constatados abate de animais a pauladas. Em 34% dos abatedouros foi identificado trabalho infantil realizado por crianças que deixaram a escola. O que chama a atenção também é que todos os matadouros investigados são legais, não clandestinos.

Ainda assim, foram classificados como locais onde a prática de trabalho análogo ao escravo é comum, além de estarem em situação em que é colocada em perigo a saúde dos trabalhadores e dos consumidores.

Nos 71 matadouros, a atuação sem o mínimo de higiene é padrão, além de não haver controle de doenças. Outra observação é que os animais são tratados de forma identificada como visceralmente cruel, o que inclui o abate a pauladas.

Além disso, os trabalhadores não utilizam equipamentos de proteção individual (EPI) e acidentes de trabalho são apontados como comuns. “Há trabalho degradante e análogo ao escravo”, frisa o professor Francisco Garcia.

Resultado de uma pesquisa realizada ao longo de quatro anos, o levantamento destaca também que nenhum dos abatedouros denunciados passou por qualquer fiscalização.

Em resposta às denúncias, o procurador chefe do MPT, Carlos Eduardo de Azevedo Lima, declarou que o objetivo agora é a resolução da situação. No entanto, tudo indica que o Ministério Público deve apenas exigir termos de ajustes de conduta.

Startup produz “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca (Foto: Divulgação)

A startup Perfect Day, fundada em San Francisco, nos Estados Unidos, por Ryan Pandya e Perumal Gandhi, está investindo na produção de um “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana.

No início do ano passado, por meio da companhia de investimentos Temasek Holdings, de Singapura, a dupla arrecadou 24,7 milhões de dólares para investir no projeto.

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca, com a principal diferença de que não há nada de origem animal no processo produtivo.

A ideia do projeto surgiu a partir de um desejo pessoal de encontrar uma alternativa aos laticínios que faça com que até pessoas que são muito apegadas a esses alimentos abandonem tal consumo.

Pandya e Perumal, que se tornaram vegetarianos na faculdade, contam que assim que se informaram sobre as implicações do processo de produção de carne e laticínios decidiram abdicar desses alimentos de origem animal.

O leite desenvolvido e aperfeiçoado pela Perfect Day ao longo de quatro anos, ainda não está no mercado, mas eles adiantam que isso deve mudar em no máximo dois anos, já que a prioridade agora é “refinar o processo de produção”.

Atualmente, Ryan Pandya e Perumal Gandhi estão firmando parcerias com empresas de alimentos e apontam como diferencial o fato de o produto ser livre de hormônios, antibióticos, lactose, corantes e sabores artificiais.

Também enfatizam que o leite a partir de levedura e fermentação microbiana tem condições de competir com a indústria de laticínios em um futuro não muito distante, inclusive em relação a preços.

Estatuto dos Animais vai ser pautado hoje em comissão do Senado

Anastasia inclui no seu voto que o controle de zoonoses, o controle de espécies invasoras e as atividades de ensino e pesquisa científica na área da saúde não serão considerados maus-tratos | Foto: Pixabay

De acordo com informações da Agência Senado, o Estatuto dos Animais está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que se reúne esta terça-feira (9), às 10h. O PLS 631/2015 trata dos direitos dos animais, definindo regras para a sua guarda. O texto também proíbe práticas consideradas maus-tratos, estabelecendo penalidades para as infrações.

Com 15 artigos, o projeto já tinha sido aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde recebeu mudanças do relator, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O texto vai direto para exame terminativo na Comissão de Meio Ambiente (CMA), mas um requerimento do senador Telmário Mota (Pros-RR) pediu o envio do texto também para exame da CAE.

Entre as mudanças no texto, Anastasia inclui no seu voto que o controle de zoonoses, o controle de espécies invasoras e as atividades de ensino e pesquisa científica na área da saúde não serão considerados maus-tratos. Ele declarou que “quando não houver método que evite totalmente a dor e o sofrimento nesses casos, devem ser adotadas todas as medidas disponíveis para reduzi-los ao máximo.” O relator na CAE, senador Plínio Valério (PSDB-AM), acatou o substitutivo de Anastasia.

Centros de apoio atendem animais afetados pelo ciclone Idai na África

“Em Moçambique, entre Chimoio e Beira, cuidamos dos animais machucados e fornecemos medicamentos e suplementos veterinários (Foto: WAP/Divulgação)

De acordo com informações da organização World Animal Protection (WAP), quatro centros de apoio estão atendendo animais afetados pelas inundações do ciclone Idai em Moçambique e Malawi. Até o momento, já atenderam mais de 20 mil animais, entre bois, ovelhas, cabras, porcos, gatos e cachorros.

“Em Moçambique, entre Chimoio e Beira, cuidamos dos animais machucados e fornecemos medicamentos e suplementos veterinários como vermífugos, antibióticos, analgésicos, vitaminas e minerais”, informa a WAP.

Veterinários de quatro províncias receberam orientação sobre como prestar socorro aos animais em situação de desastre. “Também recrutamos voluntários para prestar assistência básica aos mais necessitados”, garante.

A prioridade no momento é ajudar os animais que estão em situação de extrema necessidade em relação à fome, desidratação e alto risco de contaminação. A ajuda também está sendo oferecida no Zimbábue.

Ativistas expõem tortura de animais em uma das fornecedoras da Nestlé

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, os animais sofrem os mais diversos tipos de violência física (Foto: Reprodução)

A organização em defesa dos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou na semana passada um vídeo da sua mais recente investigação. Na filmagem, os ativistas expõem a crueldade contra animais em um dos laticínios da Martin Farms, na Pensilvânia (EUA). A empresa é uma das fornecedoras de leite das marcas de sorvetes Häagen-Dazs e Edy’s, da gigante Nestlé.

Além de receber golpes em diversas partes dos corpos, os animais são hasteados e enforcados na fazenda leiteira; bezerros têm seus crânios queimados e diversos bovinos são arrastados por máquinas. Para forçar os animais a se moverem mais rápido, alguns funcionários jogam água recém-fervida sobre suas cabeças.

Segundo a Compassion Over Killing, não se trata de um raro episódio na indústria de laticínios. “São práticas representativas de como é a vida dos animais em uma fazenda de gado leiteiro”, informa e acrescenta que se trata de abusos terríveis e inadmissíveis.

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, vacas são esfaqueadas e abandonadas sangrando. Alguns animais também são pisoteados. Em sua defesa, a Martin Farms divulgou um comunicado informando que ficou “chocada” com a revelação, e declarou que vai assumir total responsabilidade pelas atividades em seus laticínios.

“Estamos desapontados que essas ações não foram imediatamente trazidas à nossa atenção”, frisou e acrescentou que todos os funcionários que aparecem no vídeo foram demitidos.

Já a Nestlé alegou que rompeu contrato com a Martin Farms. No entanto, a COK destacou que enquanto a população continuar consumindo leite de vaca e derivados, situações como essa se repetirão; e o problema subsiste no fato de que pouco do que os animais vivem na indústria de laticínios chega aos olhos do público.

Ativistas pedem o fim das charretes em Poços de Caldas (MG)

Cena registrada por um dos ativistas no final de março, na Avenida João Pinheiro (Foto: Acervo/Anjos de Patas)

Ativistas que atuam em defesa dos animais estão pedindo o fim das charretes em Poços de Caldas (MG), onde o transporte é oferecido como um serviço turístico.

De acordo com informações do grupo Anjos de Patas, não é difícil encontrar cavalos desmaiando em meio ao trânsito porque já não suportam o desgaste da atividade.

Ainda que as charretes sejam considerada uma tradição, moradores da cidade têm publicado fotos nas mídias sociais denunciando a situação dos animais.

No ano passado a Associação de Amigos e Protetores dos Animais (Aapa), de Poços de Caldas, ajuizou uma ação civil pública que contou com um laudo de uma médica veterinária de Belo Horizonte que esteve na cidade a pedido do Ministério Público.

Depois de vistoriar as charretes por dois dias, a veterinária informou que apenas um dos 70 cavalos utilizados na atividade apresentava bom estado de nutrição.

Os outros traziam algum tipo de problema de saúde – como tendinite crônica causada pela sobrecarga e ferimentos. A médica veterinária também apontou irregularidades nos locais onde os animais passam a noite.

Apesar dos problemas, a juíza Tânia Marina de Azevedo Grandal Coelho, da 5ª Vara Cível de Poços de Caldas, julgou improcedente a ação civil pública da Aapa, sob a alegação de que como há uma lei municipal que estabelece requisitos para a atividade de tração animal, não há necessidade de suspensão do serviço.

No entanto, segundo os ativistas, as reclamações e denúncias continuam, assim como a publicação de recentes flagrantes de cavalos caídos nas ruas da cidade.

“Passamos dia após dia vendo cavalos desmaiando no meio do trânsito, revirando lixo à noite, magros, sem água e, quando tem água, é quente, porque a água fica numa cocheira de pedra que ferve”, denuncia o grupo Anjos de Patas.