Vegano entra na lista da Forbes como um dos empreendedores mais promissores com menos de 30 anos

“Ganhei um propósito, um estilo de vida em que posso tornar o mundo um lugar melhor” (Foto: Divulgação)

Aos 22 anos, o empreendedor vegano Abhay Rangan, de Bangalore, na Índia, está na edição deste ano da “30 Under 30 Asia”, da Forbes, que lista os empreendedores asiáticos mais promissores com menos de 30 anos. Rangan é o fundador da marca vegana Goodmylk, que realiza serviços de entrega de leites vegetais e manteigas vegetais, entre outros produtos livres de qualquer ingrediente de origem animal.

Rangan foi premiado não apenas por investir em um mercado considerado promissor, mas também por suas preocupações éticas e sociais. Em sua conta no Instagram, ele celebrou dizendo que é empolgante ser reconhecido por um trabalho que consiste em tornar alimentos baseados em vegetais mais acessíveis aos indianos, inclusive em relação aos preços.

Há dois anos, o jovem empreendedor percorria dezenas de quilômetros para realizar a entrega de seus produtos em uma scooter. Tudo era preparado por ele e por sua mãe na cozinha de casa. Mas a situação mudou no ano passado, quando Abhay Rangan conseguiu investimento de 400 mil dólares para expandir o negócio.

“Eu acho tolice quando as pessoas dizem que você precisa desistir de algo para ser vegano. Eu não perdi nada. Só substitui algumas coisas por coisas melhores. Ganhei um propósito, um estilo de vida em que posso tornar o mundo um lugar melhor”, declarou.

A Forbes define Rangan como um defensor dos direitos animais na Índia desde os 16 anos, e que depois de administrar uma organização sem fins lucrativos pautada no veganismo, lançou a Goodmylk em 2016 com a missão de criar alternativas aos lácteos acessíveis e livres de crueldade. “Rangan criou originalmente cada produto da Goodmylk com a mãe na cozinha de sua casa, mas seus alimentos à base de vegetais já chegam a milhares de famílias em todo o país”, informa.

Extinção de aves no Brasil é preocupante

Ararinha-azul desapareceu da natureza e hoje só pode ser encontrada em cativeiro (Foto: Patrick Pleul/AFP)

Quatro espécies brasileiras estão entre as oito aves declaradas extintas no mundo ao longo desta década, de acordo com um levantamento da BirdLife International. A instituição aponta ainda que uma quinta espécie, a emblemática ararinha-azul, desapareceu da natureza, sendo encontrada apenas em cativeiro.

A eliminação desses animais também é considerada preocupante porque as aves desempenham importante papel no equilíbrio dos ecossistemas. Em pesquisa realizada ao longo de oito anos, a ararinha-azul, a arara-azul-pequena, o caburé-de-pernambuco, o limpa-folha-do-nordeste e o gritador-do-nordeste tiveram seu status de conservação revisado pela BirdLife International.

A ONG recomendou no ano passado que as espécies fossem acrescentadas à lista de extinções presumidas ou confirmadas, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). “A gente está empobrecendo o planeta, mas não foi da noite pro dia”, lamenta Pedro Develey, ornitólogo e diretor-executivo da SAVE Brasil, instituição que representa a BirdLife no país.

Para o especialista, o fim das espécies brasileiras é o resultado de anos de degradação do meio ambiente e consequente destruição do habitat natural dessas aves, sobretudo na Mata Atlântica da região Nordeste.

Em todo o Brasil, o bioma — que cobria 15% do território nacional — sofreu perdas de 1,9 milhão de hectares no período 1985-2017, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. A extensão de floresta destruída equivale à área total do estado de Sergipe. A mesma organização estima que restaram apenas 12,4% das florestas originais do bioma no país.

O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum) era uma pequena espécie de coruja, com tamanho em torno de 10 cm, endêmica desse tipo de vegetação tropical úmida, bem como do estado que lhe dava nome.

Situação semelhante era a do limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi), encontrado apenas em dois lugares em todo o planeta — o município de Murici (AL) e a Reserva Frei Caneca, em Jaqueira (PE). Nas duas localidades, também em trechos de Mata Atlântica, o animal foi avistado pela última vez em 2007 e 2011, respectivamente. O gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) também era endêmico das duas regiões.

Personagens se encontram em loja de rosquinhas veganas em especial da Marvel

Na última semana, foi lançado nos Estados Unidos o especial “Marvel Rising: Heart of Iron”, que tem como um dos cenários a loja de rosquinhas veganas Excelsior!, referência a uma das palavras preferidas de Stan Lee. Ele passou a utilizar a expressão latina em suas HQs como forma de se diferenciar de seus concorrentes que, segundo ele, sempre copiavam suas expressões.

Foto: Reprodução / Vegazeta

Excelsior pode significar incrível, majestoso, grandioso, etc. Então o nome da loja de rosquinhas em “Heart of Iron” é um tributo ao mestre das HQs de super-heróis, falecido em 18 de novembro de 2018. “Essa foi a nossa pequena homenagem a Stan”, explicou Cort Lane, vice-presidente de animação da Family & Animation Entertainment, em publicação de ontem no site da Marvel.

A loja de rosquinhas veganas faz parte de uma cena com a protagonista Riri Williams, Ironheart, que no filme de 44 minutos passa por uma adaptação e se sente isolada por ser mais jovem do que os outros estudantes. Apesar disso, ela traça um plano para derrotar Hala, que destruiu a escola de engenharia e sequestrou a sua melhor amiga.

Alemanha fecha sua última fazenda de extração de peles de animais

De acordo com informações da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), a Alemanha fechou a sua última fazenda de extração de peles de animais. A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Oposição à indústria de peles está crescendo no mundo todo (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022. No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles está definitivamente banida do país.

A decisão já era bastante esperada, considerando que a Lei de Bem-Estar Animal criada em 2009 deu um prazo de dez anos de transição para quem atua ou atuava nesse ramo. Agora, quem for flagrado insistindo nesse mercado vai responder criminalmente.

“A imposição da proibição é o resultado bem-sucedido de uma década de luta decisiva e persistente de cidadãos, especialistas e ativistas dos direitos animais”, informou a organização Fur Free Alliance, lembrando que a indústria de peles fez lobby para reverter a proibição, mas ainda assim foi derrotada.

Esta semana a fotojornalista Jo-Anne McArthur lançou o documentário “The Farm in My Backyard”. Com duração de pouco mais de 15 minutos, o filme mostra os impactos éticos e ambientais da criação de animais silvestres com a finalidade de extrair suas peles e comercializá-las.

Segundo o documentário, é importante que o público saiba que além do mal causado aos animais, a cadeia que envolve a produção de artigos baseados em peles também prejudica os ecossistemas ao interferir no ciclo de vida dos animais silvestres.

“The Farm in My Backyard” tem como mote a realidade da Nova Escócia, no Canadá, onde quem atua no mercado de peles se recusa a migrar para outra atividade. E para piorar, a prática tem o apoio do governo da província.

Geltor desenvolve colágeno vegano com biocompatibilidade superior ao colágeno convencional

A companhia californiana de biodesign Geltor lançou recentemente o HumaColl21, considerado o primeiro colágeno vegano de uso humano do tipo XXI criado de forma sustentável para ser utilizado na formulação de cosméticos. O produto, que tem biocompatibilidade superior ao colágeno convencional, foi apresentado esta semana na feira global in-cosmetics realizada em Paris, na França.

O produto já faz parte da formulação de um creme facial antienvelhecimento da coreana AHC – o “Ageless Real Eye Cream for Face” (Fotos: Divulgação)

“Existem tantas proteínas naturais com funções incríveis fora do atual ecossistema animal. Nosso objetivo é liderar o uso de proteínas bioativas como o colágeno em novas categorias. O HumaColl21 abre as portas não apenas para melhores resultados, mas para um processo superior que pode ser usado com segurança na indústria da beleza, de alimentos, bebidas e até além”, informou o CEO da Geltor, Alex Lorestani, em comunicado à imprensa.

Dos 28 tipos de colágeno que o corpo humano produz, o tipo XXI é identificado como um precursor dos colágenos tipos I e III, considerados essenciais para a manutenção da elasticidade e da juventude da pele.

Segundo a Geltor, agora é possível estabelecer um paradigma revolucionário de biocompatibilidade de cuidados com a pele. Uma das vantagens do HumaColl21 é que o processo de fermentação sustentável das proteínas de origem não animal requer apenas uma fração da terra, água e tempo necessários para a produção do colágeno de origem animal.

“Atualmente a maior parte do colágeno disponível no mercado é proveniente da pele e dos ossos de porcos, bois e vacas criados em fazendas, sem considerar a biocompatibilidade com a pele humana”, enfatiza.

Entre as promessas do HumaColl21 estão a redução de rugas, firmeza da pele, elasticidade e hidratação. O produto já faz parte da formulação de um creme facial antienvelhecimento da coreana AHC – o “Ageless Real Eye Cream for Face”.

Chocolife lança ovo de páscoa de chocolate ao leite de coco com creme de gianduia

Para esta Páscoa, a Chocolife lançou o ovo “We Loov Páscoa”, com chocolate ao leite de coco e coberto com chocolate branco ao leite de coco com avelãs.

Produto é recheado com creme de gianduia – uma mistura de 70% de chocolate e 30% de creme de avelã (Fotos: Divulgação)

O produto livre de ingredientes de origem animal é recheado com creme de gianduia (uma mistura de 70% de chocolate e 30% de creme de avelã) e não contém glúten, soja ou gordura trans.

Sediada em São Paulo, a Chocolife está comercializando o ovo em sua loja virtual e em dezenas de lojas físicas. Para saber onde encontrá-lo, você pode utilizar a guia “Onde encontrar” no site da empresa.

Cresce número de animais fugindo dos matadouros em Nova York

“Ela parecia ter se deitado, como se fosse dormir, e nunca mais acordou. Foi devastador, pobre menina” (Foto: Centro de Cuidados Animais de Nova York)

Desde março, Nova York tem registrado crescimento do número de animais fugindo dos matadouros. Em 2018, o Centro de Cuidados Animais da cidade registrou 11 casos de fuga.

Já este ano, só em um período de dez dias do mês passado, foram encontrados quatro animais que escaparam de serem reduzidos a pedaços de carne. Segundo o Centro de Cuidados Animais, é difícil explicar o que está acontecendo, mas parece que os animais estão se antecipando ao triste destino planejado para eles.

Bois, vacas, bezerros, cabras, cordeiros, porcos estão entre os animais que tem ganhado às ruas de Nova York, na tentativa de encontrar abrigo seguro ou alguém que possa zelar por eles.

E as fugas continuam, superando facilmente em um trimestre o total registrado pelo Centro de Cuidados Animais ao longo de 2018. Outra observação feita pelo órgão é que os animais encontrados normalmente são jovens.

Uma das mais recentes resgatadas foi a bezerra Major Deegan, nome que recebeu do Departamento de Polícia de Nova York após ser retirada da via expressa Major Deegan. Com uma etiqueta plástica na orelha, ela conseguiu escapar do matadouro e foi encontrada ofegante, assustada e bastante estressada.

Após ser encaminhada para o santuário Skylands, em Wantage, no condado de Sussex, a bezerra recebeu o nome de Kristin, mas acabou não gozando da merecida liberdade.

Embora recebesse cuidados médicos diários, no final do mês passado, os funcionários do santuário estavam realizando algumas atividades agrícolas quando retornaram e a encontraram sem vida, em decorrência de falência de rins.

“Ela parecia ter se deitado, como se fosse dormir, e nunca mais acordou. Foi devastador, pobre menina”, lamentou o santuário em sua página.

Em menos de um mês, quatro matadouros foram fechados no Brasil

Matadouros em Santa Cruz do Capibaribe (PE) e Nossa Senhora das Dores (SE) foram fechados recentemente (Fotos: Ministério Público de Pernambuco e Sergipe)

Em menos de um mês, quatro matadouros foram fechados no Brasil após denúncias do Ministério Público. Os abatedouros se situavam em Nossa Senhora das Dores (SE), Siriri (SE), Santa Cruz do Capibaribe (PE) e Itacoatiara (AM).

Atê o mês passado, no matadouro de Nossa Senhora das Dores os animais eram abatidos no concreto do estacionamento. No matadouro de Siriri, os bovinos, além de maltratados antes do abate, eram mortos à marretadas.

Realidade parecida foi testemunhada e denunciada pelo Ministério Público em Santa Cruz do Capibaribe, onde caprinos, ovinos e suínos eram abatidos com o uso de marretas. O local também apresentava precárias condições de higiene.

Além da realidade dos animais, a Segunda Promotoria de Justiça Cível de Santa Cruz do Capibaribe declarou que a situação do matadouro demonstrou alto e elevado risco de contaminação.

“Há consequente perigo de contaminação da população que consome tal tipo de carne, sujeita a contrair doenças graves, infectocontagiosas, por bactérias, vermes e resíduos de antibióticos e [esteroides] anabolizantes, que podem matar, provocar câncer, tuberculose e alterações hormonais, além de vários outros prejuízos à saúde”, frisou o promotor Carlos Eugênio do Rego Barros Quintas Lopes.

Em Itacoatiara, a 270 km de Manaus, um matadouro foi fechado por más condições de higiene e por maus-tratos aos animais. O espaço também era utilizado para a realização de “brigas de galo”. Além disso, o Ministério Público denunciou que havia esteroides anabolizantes no local.

O MP e a Polícia Civil recolheram porcos e 50 galos. Três homens que eram responsáveis pelo matadouro foram encaminhados à delegacia e indiciados por crimes ambientais e maus-tratos.

“O lugar não tem condição de higiene nenhuma, há proliferação de insetos, bichos. A carne que sai deste abatedouro é altamente imprópria para o consumo”, destacou a promotora do Ministério Público do Amazonas, Tânia Azevedo.

Startup que desenvolve alternativas à carne deve atender mais de cinco mil estabelecimentos espanhóis em 2020

Carne à base de vegetais da linha Heura é muito parecida com a carne de frango (Foto: Divulgação)

A startup espanhola Foods for Tomorrow, que está se dedicando ao desenvolvimento de alternativas à carne, já está oferecendo no mercado opções sem ingredientes de origem animal de nuggets, tacos, salgadinhos e filés.

A estimativa da empresa é de que até 2020 seus produtos estejam disponíveis em mais de cinco mil estabelecimentos comerciais na Espanha – o que é resultado do interesse dos espanhóis por mais opções de alimentos à base de vegetais.

Além disso, a Foods for Tomorrow já prevê uma expansão internacional para países como França, Reino Unido, Holanda, Portugal e Áustria. Atualmente a marca está ganhando espaço com a linha de produtos Heura, que oferece alternativas vegetais e consideradas saudáveis de alimentos que imitam a carne de frango.

A startup prevê que a meta será alcançada em um prazo de até 18 meses. Para conquistar ainda mais o interesse do consumidor, a Foods for Tomorrow também está desenvolvendo veggie burgers, not-dogs (cachorro-quente sem ingrediente de origem animal) e rolos-de-carne.

BBC denuncia uso de centenas de toneladas de antibióticos na avicultura

Antibióticos são utilizados para prevenir surgimento de doenças que surgem em decorrência das condições de confinamento das aves (Foto: Moving Animals)

No último domingo, foi ao ar no Countryfile, da BBC One, um especial abordando o uso de antibióticos na avicultura, principalmente na indústria de carne de frango e de ovos.

Segundo a BBC, só no Reino Unido, onde as restrições quanto ao uso de antibióticos na agropecuária são consideradas mais rigorosas do que no Brasil, foram utilizadas mais de 281 toneladas de antibióticos ao longo de um ano.

O uso mais comum é de ionóforos, com a finalidade de prevenir a coccidiose, doença intestinal que afeta frangos e galinhas quando ingerem os próprios excrementos ou de algum parceiro de confinamento.

No especial, organizações que atuam em defesa dos animais apontam que em regime intensivo, onde o espaço disponível para cada ave é menor do que uma folha de sulfite, o surgimento da doença é praticamente inevitável.

Por outro lado, o presidente do Conselho Britânico de Criadores de Aves, John Reed, se defendeu dizendo que os ionóforos são classificados pela Diretoria de Medicamentos Veterinários como “aditivos alimentares”, não antibióticos.

Mas não é de hoje que o uso de antibióticos na agropecuária tem gerado controvérsias. Inclusive o secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, já havia declarado que a Resistência Antimicrobiana (AMR) é uma ameaça tão grande para a humanidade quanto às mudanças climáticas e pediu uma ação imediata para reduzir o uso de antibióticos. O programa da BBC apresentado por Tom Heap está disponível online.

No ano passado, quando participou do programa “Good Morning Britain”, da ITV, o apresentador do Countryfile disse que, quando as escolas decidem levar as crianças para visitarem uma fazenda e conhecer a realidade dos animais, seria uma boa ideia fazer um leve desvio e visitar o matadouro.

“Acredito sinceramente que os frigoríficos, os aviários de sistema intensivo e os chiqueiros superlotados devem ser abertos ao público. As escolas deveriam encorajar essas visitas e incluí-las como parte do currículo”, destacou Heap, também abordando o assunto na Radio Times Magazine.

De acordo com o apresentador, que faz oposição principalmente às fazendas industriais, as pessoas precisam entender que não existe nada de romântico na origem do produto que elas consomem, e afirmou que está na hora de exigir a instalação de câmeras em todas as etapas do processo de produção de carne.