Filhote de cachorro desce as escadas com três patas copiando o irmão mais velho

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

Depois de perder a perna em agosto devido a algumas complicações de saúde que se prolongaram, Bowie, de 2 anos, teve que reaprender a fazer praticamente tudo. Com a ajuda de sua família, ele descobriu novas maneiras, com um pequeno ajuste, de fazer coisas mais comuns do dia a dia, incluindo subir e descer as escadas.

Desde que perdeu sua pata traseira, Bowie se encosta na parede e salta um pouco ao descer as escadas, a fim de facilitar o processo de descida – e, como ele repetiu esse processo várias e várias vezes, sua irmãzinha assistia a tudo.

Bowie | Foto: Karisa Maxwell

Bowie | Foto: Karisa Maxwell

Quando Zeppelin se juntou a sua família em janeiro, Bowie já estava acostumado a viver com três pernas e, claro, imediatamente ela se tornou uma melhor amiga e ele o modelo para sua nova irmãzinha mais nova. Os dois se tornaram inseparáveis desde o começo, e por isso não é surpresa que Zeppelin tenha aprendido como ser um cachorro com seu irmão mais velho Bowie.

Eles estão sempre se aconchegando um no outro ou brincando juntos, mesmo quando há outros cachorros por perto”, disse a mãe dos irmãozinhos, Karisa Maxwell, ao The Dodo.

“Estávamos nervosos e temíamos que Bowie tivesse medo de brincar com ela quando ela ficou maior do que ele, mas ela é tão gentil com Bowie, brinca no ritmo dele, sem força-lo e protege-o sempre.”

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

A medida que Zeppelin ficou maior, parecia que ela queria mais e mais ser como seu irmão mais velho – e um dia, seus pais notaram algo absolutamente adorável sobre a maneira como ela desce as escadas.

“Zeppy sempre descia as escadas desse jeito, mas quando ela era pequena, nós pensamos que era porque suas pernas não eram longas o suficiente”, disse Maxwell.

“Mas quando ela ficou maior, notamos que ela se encosta na parede como Bowie e mantém as pernas juntas.”

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

Bowie e Zeppelin | Foto: Karisa Maxwell

Como o Zeppelin tira todas as suas dicas de Bowie, ela agora desce as escadas como se tivesse apenas três pernas, assim como seu amado irmão mais velho.

Enquanto seus pais tentam mostrar a ela que ela não precisa descer as escadas dessa maneira, Zeppelin não parece se importar com isso, e continua a descer as escadas exatamente do mesmo jeito que Bowie faz, porque não importa o quê ou como, ela sempre quer ser como ele.

“Essa é a única maneira que ela sabe”, disse Maxwell. “Nós tentamos fazê-la andar um pé na frente do outro, mas ela apenas olha para todos nós confusa e continua a pular”.

Zeppelin ama tanto seu irmão mais velho Bowie mais do que qualquer coisa no mundo. Para ela, nunca importará que ele tenha apenas três pernas. Ele é o favorito dela e, como ela continua a crescer, não há dúvida de que ela continuará sempre tentando ser exatamente como ele.

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Tigre é acorrentado e forçado a posar para fotos com turistas em zoo

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Ativistas afirmam que as imagens divulgadas nas mídias sociais mostrando o tigre acorrentado no zoológico de Phuket na Tailândia, mostram as reais condições do sofrimento e crueldade em que os animais são mantidos nas instalações do local.

Uma cena angustiante mostra um tigre majestoso do sexo feminino, incapaz de se mover de um pódio por causa de uma enorme corrente colocada em volta de seu pescoço, posta ali para que os turistas pudessem tirar fotos dela.

Agora, milhares de pessoas estão pedindo que o animal covardemente preso seja libertado, classificando o tratamento dado ao animal de “cruel e bárbaro”.

Ativistas dos direitos animais pediram aos turistas que evitem atrações “bárbaras e brutais” para acabar com cenas angustiantes como essas.

Uma investigação foi iniciada depois que o vídeo foi compartilhado online, junto com alegações de que o tigre foi drogado para que os visitantes pudessem tirar fotos dele, cobrando cerca de 10 dólares por cada foto.

Uma petição pedindo ao zoológico para libertar o tigre, filmado incapaz de sair do pódio por causa de uma corrente de 3 pés (em torno de 90 cm) presa ao pescoço, atraiu mais de 10 mil assinaturas.

Os responsáveis pelo zoológico reconheceram que alguns dos 15 tigres foram acorrentados, mas negaram tê-los drogados – e disseram que os animais não são tratados de maneira cruel.

Mas indignado Rob Osy, que criou a petição, escreveu: “Um tigre é acorrentado no zoológico de Phuket para que você possa tirar fotos dele por 300 baths (cerca de 10 dólares)”.

Um defensor dos animais postou: “Isso é cruel e bárbaro, nem deveria estar preso mas no mínimo, já que esta, não deveria ser acorrentando assim, o tigre deveria se mover livremente”.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Depois de ver o vídeo, Elisa Allen, diretora da PETA, disse ao Mirror Online: “A miséria documentada no Zoológico de Phuket não é única nem isolada, mas ela reflete as condições dos zoológicos em geral.

“Imagens recentes da PETA Ásia da fazenda de criação de crocodilos Samutprakarn Crocodile Farm e do zoológico na Tailândia mostram elefantes acorrentados com ferimentos sangrentos, tigres perseguidos e usados como adereços em fotos, e primatas mantidos em gaiolas extremamente lotadas, sem qualquer estimulação mental ou física”.

“Esses ‘lugares infernais’ permanecerão nos negócios enquanto as pessoas os apoiarem com suas carteiras (dinheiro), e é por isso que a PETA incentiva todos, em todos os lugares, a evitar qualquer estabelecimento que mantenha animais selvagens cativos para o chamado ‘entretenimento’”, disse a ativista.

De acordo com relatos na Tailândia, inspetores do departamento do governo responsável pela vida selvagem foram ao ao zoológico depois que as filmagens surgiram no fim de semana.

O gerente do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse que defendeu as imagens para o Phuket News, afirmando: “A maioria dos clientes que vêm aqui querem tirar fotos com vários animais”.

“Aqueles que gostam de tirar fotos com animais, em sua maioria, não consideram acorrentar os animais como crueldade, mas sim como uma medida de segurança para proteger os turistas, especialmente dos tigres, porque os tigres são perigosos, instáveis e imprevisíveis”, disse Sakunsorn.

“É uma maneira de evitar que o animal prejudique os turistas”, afirmou o gerente do zoológico.

Os tigres não foram feitos para viver em cativeiros, e só oferecem “perigo” por estarem em locais inadequados servindo de entretenimento. Eles possuem seu habitat natural, na selva, onde podem viver como seu instinto permite e livres da exploração ambiciosa dos seres humanos.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Mas ele negou que os funcionários do zoológico drogassem animais.

O jornal relata ainda que os oficiais que foram até o zoológico depois de ver o vídeo não encontraram “evidências” de crueldade com animais.

A Mirror Online informa que entrou em contato com o zoológico de Phuket no sábado para comentar, mas ainda não recebeu uma resposta.

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ONG acusa a Grécia de acobertar tratamento cruel contra burros em Santorini

A organização internacional de proteção animal PETA acusou autoridades da Grécia de acobertarem o tratamento cruel ao qual burros são submetidos na ilha de Santorini e de impedir os esforços da entidade para chamar atenção para o sofrimento dos animais.

Foto: Reprodução / CNN

A ilha atrai milhares de turistas por ano. No local, burros e mulas são explorados para o transporte das pessoas. De acordo com a ONG, os animais são forçados a carregar visitantes e bagagens em colinas íngremes. As informações são da Reuters.

Imagens feitas em 2018 mostram animais sendo açoitados com varas e carregando pesos extremos. A PETA acusa as autoridades de barrar sua campanha em ônibus e táxis que expõe um burro exausto ao lado das palavras “Burros sofrem pelos turistas. Não os montem”.

“As autoridades gregas deveriam estar reagindo e impedindo que os burros sejam usados até a exaustão em Santorini, não acobertando a crueldade de forçá-los a carregar cargas pesadas de turistas”, disse Elisa Allen, diretora da Peta, em um comunicado.

Segundo a ONG, cerca de 100 dos 2 mil burros e mulas que vivem na ilha estão sendo explorados em passeios turísticos.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, afirmou que as autoridades se importam com o bem-estar dos animais, respeitam as leis gregas de proteção animal e que a municipalidade não tem jurisdição sobre campanhas em ônibus e táxis.


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Encalhe em massa de baleias na América do Norte atinge recorde em 2019

O encalhe em massa de baleias-cinzentas na América do Norte atingiu um recorde em 2019. A última vez em que uma situação semelhante ocorreu, segundo o ecologista da NOAA, Elliott Hazen, foi há duas décadas, durante um El Niño particularmente forte.

“Nós simplesmente não temos tantos exemplos de mortes de baleias-cinzentas como essas no passado. Agora estamos em uma situação parecida, já que em 2015 também houve um forte El Niño”, afirmou Hazen.

Baleia-cinzenta encalhada em praia da Califórnia, nos EUA (FOTO: ACADEMY OF SCIENCES/ NOAA)

Desde janeiro deste ano, cerca de 70 baleias-cinzentas apareceram mortas em praias da América do Norte, segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Diante da situação, o governo dos Estados Unidos anunciou que iniciará uma investigação para entender o episódio, classificado como um Evento de Mortalidade Unusual (UME). As informações são da revista Galileu.

Uma das situações que podem explicar os encalhes é o El Niño. O fenômeno natural é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre em intervalos médios de quatro anos, geralmente no mês de dezembro. Como o fenômeno registrado em 1999 teve efeitos que duraram 20 anos, os desdobramentos do El Niño de 2015 podem estar sendo sentidos nos ecossistemas apenas agora.

O fenômeno natural, porém, não é o único problema. Segundo Hazen, o aquecimento global também tem afetado as baleias. “Estamos vendo um recorde de nível baixo no mar gelado do Ártico, onde as baleias-cinzentas se alimentam, e há ainda derretimento extremo e precoce do gelo do mar”, explicou.

As mudanças nos padrões de derretimento estão mudando a forma de destruição dos alimentos nos ecossistemas da região, de acordo com o ecologista. “No caso das baleias-cinzentas, a maioria dos encalhes foram de baleias desnutridas, o que sugere falta de alimento, especialmente no Ártico”, disse.

Shawn Johnson, diretor veterinário do Centro de Mamíferos Marinhos da Califórnia, relatou ao site IFLScience casos de desnutrição de baleias que tem buscado comida na baía de São Francisco, onde passam cada vez mais tempo – o que é considerado anormal e as coloca em risco, devido aos navios que circulam pelo local e podem atingi-las.


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Cão é amarrado a linha de trem e maquinista freia veículo para salvá-lo

Um cachorro que foi amarrado para morrer em uma linha de trem no Chile teve a vida salva pelo maquinista do veículo, que efetuou uma frenagem de emergência, impedindo o atropelamento. O ato do homem fez com que ele passasse a ser tratado como herói pela população.

Foto: Reprodução / Instagram

Após parar o trem, o maquinista desceu da cabine para ajudar o animal. “Quem é que é capaz de ser tão mau a ponto de fazer uma coisa destas?”, questionou. “Espero que um dia a raça humana mude”, completou. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

O homem, então, caminhou até o cachorro e o soltou. Assustado, o animal saiu correndo e fugiu. O caso de crueldade contra o cão aconteceu na cidade de Llay.Lalay, na região de Valparaiso.

A administração local afirmou que a situação será investigada para que se tente descobrir quem cometeu o ato de abuso contra o animal e que uma queixa por maus-tratos será apresentada.

 

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Cão adotado por funcionário de companhia de limpeza ganha roupa de gari

Pretinho, como é chamado o cachorro adotado por Alcenir de Aguiar Oliveira, de 50 anos, ficou famoso em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Isso porque Mineiro, como é conhecido o tutor dele, trabalha na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) há 18 anos e pediu para uma costureira fazer uma roupa de gari, usando um uniforme velho, para o cão, que às vezes acompanha Mineiro no trabalho, chamando atenção por onde passa.

Foto: Reprodução / Comlurb

Oliveira adotou o animal há dois anos, enquanto trabalhava nas Olimpíadas. “Eu conheci o ‘Pretinho’ à serviço da Comlurb durante as Olimpíadas. Quando eu estava em Magalhães Bastos. Estava abandonado em um posto de gasolina e doente, estava com a doença do carrapato, nem comia. Cuidei dele. Agora está aí. Meu amiguinho, que me dá toda a alegria”, contou Mineiro ao jornal O Dia.

“Pelo menos dois dias na semana ele me ajuda e enquanto eu varro ele fica do meu lado. Quem adotar um cachorro na rua faz um bem a si mesmo. Não somos um tutor, é tipo pai e filho. O segredo é tratar com carinho. Eles sempre retribuem o amor”, completou.

Foto: Reprodução / Comlurb

De acordo com o gari, o cachorro faz sucesso em Campo Grande. “Aonde eu passo com ele é sucesso. Todo mundo fica alegre. Para mim ele é o melhor cachorrinho do mundo. Tipo um filho para mim. Ele até parece que entende o que eu falo”, explicou.

Mineiro contou ainda que, apesar de acompanhá-lo no trabalho, o cachorro faz o que tem vontade e muitas vezes fica na sombra enquanto ele trabalha.


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Barulho de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas em animais

O barulho provocado pela soltura de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas nos animais, além de convulsões, fugas e da possibilidade de levá-los à morte, em caso de parada cardíaca. O alerta é feito pelo médico veterinário Tito Luiz devido ao aumento da soltura desses explosivos durante este período do ano, graças as festas juninas e julinas.

Os sons dos fogos podem ser ouvidos pelos animais a quilômetros, segundo Tito, já que eles têm uma audição mais aguçada que a humana. O especialista lembra que não é necessário provocar tamanho sofrimento aos animais, já que existem no mercado fogos que não omitem som. As informações são do Portal O Dia.

Foto: Pixabay

“Assim, podemos apreciar apenas as imagens criadas sem o incômodo do barulho, poupando dos transtornos tanto os animais como bebês recém-nascidos, pessoas doentes, entre outros”, comentou. Algumas cidades do país – como Tietê (SP), Araguari (MG), Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), Sorriso (MT), Tatuí (SP), Araraquara (SP), entre outras – já proibiram fogos de estampido.

Aos tutores, o veterinário orienta realizar a dessensibilização de longo prazo para acostumar o animal com o barulho dos fogos. “Quanto mais cedo na vida do animal se iniciar esse processo, melhor o resultado. É importante lembrar que essa dessensibilização sempre deve ser acompanhada por um profissional em comportamento animal”, reforçou.

O veterinário recomenda ainda adotar medidas paliativas para reduzir o sofrimento do animal ao ouvir o barulho dos explosivos, como colocar algodão nos ouvidos do animal, deixá-lo em um ambiente fechado e, caso ele esteja acostumado, colocar um som ambiente interno, como música ou TV ligada, para distraí-lo. E nunca deixá-lo sozinho durante a soltura dos fogos.

Quanto à técnica de amarrar uma faixa no corpo do animal, o veterinário afirma que é preciso usa-la associada a outras medidas paliativas para aumentar a chance de sucesso. “Os cães aceitam melhor essa técnica do que os gatos, mas pode ser testada em ambos. O nome da técnica é Tellington Ttouch e consiste em passar uma faixa larga de tecido em volta dos ombros e tórax do animal, de modo que gere uma sensação de proteção”, explicou.

Tito lembra que o comportamento de cada animal diante do barulho dos explosivos terá relação com sua espécie e suas características, o que significa que os animais podem apresentar reações diferentes em situações semelhantes.

“No caso dos cães, eles demonstram mais medo e sentem necessidade de ter alguém por perto para se sentir seguro, enquanto que os gatos, por serem mais independentes, apesar de também sofrerem com o barulho dos fogos, podem apenas procurar um local seguro para se esconder”, finalizou o médico veterinário.


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Proposta da União Europeia quer proibir que nomes como ‘hambúrguer’ sejam usados em produtos veganos

Uma proposta da União Europeia (UE), apresentada em abril, quer impedir que alimentos veganos sejam chamados, por exemplo, de “salsicha”, “hambúrguer” ou de qualquer outro nome usado em produtos de origem animal. Para discutir a proposta, o Reino Unido marcou uma audiência para a próxima quarta-feira (26), na Câmara dos Lordes, em Londres, na Inglaterra. Ativistas e especialistas devem participar do debate.

Na opinião de ativistas vegetarianos e veganos, a aprovação da proposta, que a transformaria em lei, em setembro, faria com que produtores de alimentos tivessem que adotar nomes alternativos desagradáveis, como “tubos vegetais” ou “discos de vegetais” para se referir a salsichas e hambúrgueres, o que faria com que os fabricantes perdessem consumidores em um momento de alta do interesse global pela redução do consumo de carne. As informações são do G1.

Foto: Wellington Nemeth / Divulgação/Wellington Nemeth

A proposta, conhecido como Alteração 41, foi apresentado pelo Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu como parte de um projeto de lei que pretende atualizar a Política Agrícola Comum da União Europeia. Deputados apoiadores da medida argumentam que a proibição do uso de palavras como “hambúrguer” em produtos veganos contempla o “bom senso” e evita confusões. No entanto, David Lindars, diretor de operações técnicas da Associação Britânica de Processadores de Carnes (BPMA, por sua sigla em inglês), que defende que “termos como salsicha, bife, hambúrguer e escalope são sinônimos de carne e isso deve ficar claro no rótulo”, admite que não existem provas, nem mesmo evidências, de que os consumidores confundem termos como “hambúrguer vegetariano” e admite que essas expressões caíram no senso comum.

Defensores da proposta pedem que as proibições relacionadas a produtos que imitam laticínios, como leites vegetais, sejam estendidas para imitações vegetarianas e veganas de carne. Em 2017, a Corte Europeia de Justiça proibiu que o leite de soja continuasse a ser vendido com esse nome. O produto passou a ser rotulado como “bebida de soja”.

O Sindicato Nacional de Agricultores do Reino Unido, que participará do debate, apoia a proposta parcialmente. “Gostaríamos de proteger termos tradicionais baseados em carne. Por isso, nos opomos a termos como ‘carne moída sem carne'”, disse um porta-voz. “Mas não achamos que palavras como hambúrguer e salsicha caiam nessa categoria”, completou.

Para a Vegan Society, proibir o uso dos termos vai “criar confusão” e fazer a indústria de alimentos vegetais recuar. “Isso teria um impacto sobre a capacidade dos veganos de escolher alimentos de acordo com suas crenças facilmente”, diz Mark Banahan, diretor de campanhas e política da organização.

Banahan explica que termos como “hambúrguer” e “salsicha” transmitem a forma, o sabor, a maneira de cozinhá-los e como devem ser servidos – por exemplo, hambúrguer com batata frita ou dentro do pão.

O argumento da Vegan Society é reforçado por Lynne Elliot, presidente-executiva da Sociedade Vegetariana, que acrescenta ainda que, caso o projeto se torne lei, os produtores de alimentos terão que arcar com enormes custos para mudar sua marca, marketing e embalagem.

“O McDonalds tem um hambúrguer vegetariano há muito tempo. Greggs apresentou sua receita vegana de salsicha e o KFC lançou seu hambúrguer vegano esta semana. Eles estão satisfeitos com esses termos porque isso significa algo para seus clientes”, disse.

Alguns deputados e ONGs de caridade consideram a Alteração 41 como uma medida usada para proteger a indústria de carne. Isso porque, segundo uma pesquisa feita pela Waitrose em 2018, um em cada oito britânicos é vegetariano ou vegano, outros 21% afirmam comer carne apenas ocasionalmente.

Uma previsão da União Europeia prevê que o consumo per capita de carne irá sofrer uma queda de 69,3 kg por ano para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Relatos indicam que há boa chance da Alteração 41 ser aprovada pelo Parlamento Europeu em setembro. Banahan, no entanto, considera que é possível que a legislação não chegue tão longe. Segundo ele, o Parlamento acaba de realizar eleições e, portanto, o Comitê de Agricultura será reconvocado e não se sabe o novo grupo irá apoiar ou não a proposta, devido à polêmica que envolve o tema.

Além disso, a Grã-Bretanha também estaria livre para não seguir a lei, segundo Banahan, após sair da UE. No entanto, segundo o diretor de campanhas da Vegan Society, ainda assim os regulamentos afetariam os produtos do Reino Unido vendidos para a UE.

“Muitos fabricantes podem ter de adotar novas linguagens de qualquer maneira… Assim como tudo relacionado ao Brexit, é complicado”, conclui.


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Filhotes de coruja são abandonados em gaiola na rua no interior de SP

A Polícia Militar Ambiental resgatou, na quinta-feira (20), três filhotes de coruja que foram abandonados dentro de uma gaiola na rua. O caso aconteceu na cidade de Pindamonhangaba, no interior do estado de São Paulo.

Foto: Divulgação / Polícia Militar Ambiental

Da espécie suindara, as corujas, que são popularmente conhecidas como ‘coruja de igreja’, foram encontradas por um morador do bairro Araretama, que acionou a PM Ambiental, solicitando o resgate das aves. As informações são do G1.

Segundo a PM, os animais foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, em Lorena, e receberão cuidados para, posteriormente, serem devolvidas à natureza.

Manter animais silvestres em cativeiro, sem autorização ambiental, é crime. O infrator pode ser multado, caso seja flagrado. No caso da animais ameaçados de extinção, a multa é de R$ 5 mil por animal.

A PM orienta pessoas que tenham animais silvestres em cativeiro, que os entregue de maneira voluntária em qualquer base da Polícia Ambiental. Essa entrega livra a pessoa de ser punida pelo crime ambiental e permite que o animal seja levado para um centro de reabilitação.


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Vacas grávidas são mortas e fetos são jogados no lixo, denuncia ex-funcionário de matadouro

Os horrores provocados por matadouros foram expostos por um ex-funcionário de um dos maiores matadouros da França. Maurício García Pereira trabalhava retirando as vísceras dos corpos de animais mortos e o gatilho que o fez perceber a crueldade promovida por seu local de trabalho foi encontrar um feto, ainda com vida, entre os órgãos de uma vaca. Naquele dia, Maurício confrontou seu chefe, que ordenou que ele desse ao feto o mesmo destino que todos os outros tiveram: o lixo.

O ex-trabalhador fez as primeiras denúncias sobre o caso em 2016, gerando uma onda de indignação na França. De origem espanhola, Maurício expôs as crueldades promovidas pelo matadouro de Limoges. Durante quase sete anos de trabalho no local, ele filmou e fotografou cenas que comprovam os maus-tratos. A câmera usada por ele foi fornecida pela L214, entidade que luta pelos direitos animais desde que foi fundada, em 2008. As imagens foram divulgadas e repercutiram em todo o mundo. O espanhol também escreveu o livro, em francês, “Maus-tratos Animais, Sofrimento Humano”, que foi lançado em 4 de junho de 2018 na França – não há versão em português.

Fetos são jogados no lixo em matadouro (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

“Quem vem trabalhar para aqui não pode ter escrúpulos”, disse Maurício, em certa ocasião, ao diretor do matadouro.

No entanto, a repercussão do caso não impediu que a crueldade continuasse a ser cometida no matadouro. “Falei com antigos colegas do matadouro e pouco mudou. Fizeram obras para melhorar a maneira de receber e matar os animais, mas a cadência é a mesma e continuam a matar vacas prenhas”, denunciou.

Mauricio afirmou, em entrevista ao jornal Público, que durante os anos em que trabalhou no matadouro entre 20 a 30 bezerros, ainda dentro das placentas de suas mães, eram mortos diariamente. Ter feito essa denúncia lhe custou seu emprego. Ele, no entanto, disse que não se arrepende e que faria tudo novamente.

Em entrevista ao jornal El Mundo, Maurício contou que passou a lutar contra as atrocidades cometidas pelos matadouros. E embora trabalhe em prol da redução do sofrimento dos animais explorados para consumo humano, ele admite que não é possível matar animais de forma ética.

No matadouro em que trabalhava, 35 vacas eram mortas por hora. “Soava um ruído e o tapete avançava. Recordo o som e o odor de sangue seco que te obrigam a aprender a respirar pela boca”, disse. Além de tirar as vísceras dos animais, Maurício também furou a cabeça de bezerros com uma pistola de ar comprimido para que os corpos flutuassem na água fervente.

Animal entra em desespero e tenta fugir ao perceber que será morto (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

Os horrores presenciados pelo ex-trabalhador do matadouro o afetou psicologicamente, fazendo com que ele fosse obrigado a recorrer a remédios para dormir e, quando os medicamentos não funcionavam, a bebidas alcoólicas. “Tinha de tomar remédios e álcool, sobretudo álcool, para poder dormir sem pesadelos durante sete horas seguidas”, contou.

“Nem todos podem trabalhar num matadouro. Você pode tapar os ouvidos, mas acaba sempre ouvindo os gritos dos animais, o ruído das mães a chamar pelos bezerros (…) e os gritos agudos dos porcos”, relatou ao portal Público.

Restaurante vegetariano

Depois de tudo que viveu, Maurício decidiu abrir um restaurante vegetariano em Limoges. No cardápio, não haverá carne. “A Transição” foi o nome escolhido por ele para o local, devido a todo o processo vivido por aquele que um dia trabalhou limpando corpos de animais mortos e que hoje luta contra as atrocidades da indústria alimentícia.

Feto é retirado de placenta (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

“A minha mentalidade deu uma volta enorme”, disse ao ser questionado sobre voltar a trabalhar num matadouro – o que, segundo ele, não faria novamente.

Atualmente, Maurício dá palestras pela Europa e se considera otimista em relação às consequências que o consumo desenfreado de carne têm sobre o meio ambiente. “Os jovens têm uma consciência ecológica que não existia antigamente. A sociedade começa a perceber que ou mudamos as coisas ou a este ritmo não veremos o próximo milênio.”

Confira, abaixo, as imagens feitas por Maurício no matadouro. O vídeo contém cenas fortes.


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