Projeto quer garantir que condôminos tenham direito de viver com animais domésticos

Por David Arioch

São recorrentes as reclamações contra condomínios que proíbem, limitam ou impõem regras injustificadas à tutela de animais de estimação (Foto: Revista Bichos S/A)

Um projeto de lei pode garantir que condôminos do Brasil todo tenham o direito de viver com animais domésticos. De autoria da deputada Maria Rosas (PRB-SP), o PL 3576/2019, protocolado esta semana, defende que impedir a convivência com animais domésticos em condomínios é injustificável.

Segundo Maria Rosas, são recorrentes as reclamações contra condomínios que proíbem, limitam ou impõem regras injustificadas à tutela de animais de estimação. “Muitas vezes provocam a separações de cães ou gatos das famílias com que moram, e abalam emocionalmente aqueles que têm carinho e dedicação por esses animais”, enfatiza.

A deputada acrescenta que garantir o sossego e a segurança de todos já é uma das obrigações dos condôminos, então não há por que estabelecer a proibição de animais domésticos. “Surgindo uma situação inaceitável, como um cão agressivo solto, um animal com doença contagiosa, ou barulho constante, há mecanismos legais para proteger o bem-estar de todos”, argumenta.

E acrescenta: “Esses casos extremos, quando não forem resolvidos com advertência e bom senso, serão devidamente sanados pela via judicial. Não se justifica, no entanto, impedir a todos que colham os benefícios, inclusive terapêuticos, da convivência com animais de estimação.”

Ministro do STJ é favorável a animais domésticos em condomínios

No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu a uma enfermeira de Samambaia, cidade satélite de Brasília, o direito de manter uma gata em seu apartamento.

Embora o condomínio a tivesse proibido, a moradora entrou com uma ação em 2016 justificando que a gata Nina não representava “nenhuma interferência ou perturbação na saúde e sossego dos demais moradores”.

Depois de ter o pedido negado em primeiro e segundo grau, a enfermeira recorreu ao STJ e a análise do caso foi acolhida recentemente pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

A favor do direito da moradora de viver com a gata Nina, o ministro argumentou que a restrição é ilegítima, “visto que o condomínio não demonstrou nenhum fato concreto apto a comprovar que o animal (gato) provoque prejuízos à segurança, à higiene, à saúde e ao sossego dos demais moradores”.


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Conheça os cuidados com os animais domésticos durante as temperaturas mais baixas

Foto: GLADSKIKH TATIANA/SHUTTERSTOCK

Foto: Tatiana Gladskikh/SHUTTERSTOCK

Dia 21 de junho marca a chega oficial do inverno, estação em que as temperaturas normalmente caem, os dias se tornam mais nublados e secos e os cuidados com os animais requerem atenção especial.

Em janeiro de 2016 um cãozinho que morreu congelado na rua em Seaville em Nova Jersey no EUA comoveu o mundo. A foto do animal foi utilizada em uma campanha de conscientização para tutores manterem seus animais dentro de casa no inverno.

Sujeitos ao frio, resfriados e condições de saúde como nós, os animais precisam de cuidados redobrados e atenção especial na estação mais fria do anos pois só tem aos tutores para protege-los e prover-lhes os cuidados adequados em caso de necessidade.

Muitos tutores de cães acreditam equivocamente que, como os animais domésticos têm um “cobertor próprio” de pelo, eles podem tolerar o frio melhor do que os humanos. Este não é necessariamente o caso. Como nós, essas criaturas cobertas de pelos estão acostumadas com o calor do abrigo interno de uma casa e o frio pode ser tão duro para eles quanto é para nós seres humanos. Seja qual for o ponto de vista adotado pelo tutor no inverno, uma coisa é certa: é uma época em que os animais domésticos precisam de um pouco de cuidado extra.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Embora o animal doméstico da família possa amar passear e passar o tempo ao ar livre, no inverno até mesmo o cão mais agitado pode ficar com frio. Orelhas, patas e rabos são suscetíveis ao frio.

É importante levar seu cachorro para passear, fazer exercícios e brincar, mas dê preferencia a sair com ele apenas no sol, quando a temperatura cair, não o deixe ao ar livre por longos períodos de tempo. Uma boa regra é sair com ele e voltar quando você estiver pronto para entrar, ele provavelmente também estará. Se ele estiver sozinho no seu quintal, verifique com frequência para se certificar de que ele não está mostrando sinais de frio.

Alguns cães são abençoados com uma pelagem espessa que os mantém aquecidos naturalmente, mesmo em temperaturas muito baixas, mas cães com pelagem fina podem precisar usar um suéter ou agasalho quando saem para passear no inverno.

Uma boa pelagem deve ir do pescoço até a base da cauda e também proteger a barriga. Mas mesmo os casacos caninos não evitam o frio nas orelhas, nos pés ou da cauda, por isso, mesmo com um agasalho confortável, não mantenha o seu cão de pelo curto por muito tempo exposto a temperaturas muito baixas.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Animais domésticos não devem dormir em um piso frio no inverno. Escolher a cama certa é vital para garantir que seu cão ou gato fique aquecido. Cobertores podem criar um ambiente confortável; camas levemente levantadas podem manter seu cão fora dos pisos frios ou do concreto, e camas aquecidas próprias para pets podem ajudar a manter a rigidez das articulações do envelhecimento. O ideal é colocar a cama do cão ou gato num local quente, longe de correntes de ar, azulejos ou pisos frios, de preferência em seu local favorito onde ele já durma todos os dias, para o animal não se sinta desconfortável em uma área desconhecida.

Se está muito frio para uma pessoa ficar na rua sem casaco, provavelmente está muito frio para um cachorro também, então é importante prestar atenção ao seu comportamento enquanto ele estiver ao ar livre.

Foto: Barkinglotinc

Foto: Barkinglotinc

Ao perceber que o cão está choramingando, tremendo ou aparentando ansiedade, e parou de brincar e parece estar procurando por lugares para cavar, então é hora de trazê-la para dentro.

Cães idosos

O tempo frio freqüentemente agrava condições médicas existentes em cães, particularmente artrite. É muito importante manter um regime de exercícios com o seu cão artrítico, mas tenha em atenção as superfícies escorregadias e certifique-se de que o seu cão tem uma área de descanso quente e suave para recuperar após a atividade.

Se você ainda não deu ao seu cão sênior um suplemento comum natural para lubrificar as articulações e aliviar o desconforto da artrite, talvez seja melhor adicionar uma delas no inverno. Assim como as pessoas, os cães são mais suscetíveis a outras doenças durante o inverno.

Foto: Petradioshow

Foto: Petradioshow

O clima rigoroso do inverno traz uma grande variedade de preocupações aos proprietários responsáveis. O frio intenso, a umidade paralisante ou os ventos cortantes podem causar desconforto para esse cão especial em sua vida. Prestar atenção especial ao bem-estar do seu amigo durante a temporada de inverno irá garantir que ambos aproveitem a temporada ao máximo.

Mantenha estas dicas de cuidados de inverno em mente e aproveite tudo o que o inverno tem para oferecer. E não se esqueça de que o inverno aconchega-se ao seu amigo canino e é uma ótima maneira de todos se aquecerem.

Fonte: Dogs Naturally Magazine

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Em audiência na Câmara, ativistas criticam norma do Ibama que permite exploração de cães na caça ao javali

Foto: Pixabay

Ativistas pelos direitos animais participaram, na terça-feira (18), de uma audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Na ocasião, os defensores dos animais criticaram a instrução normativa do Ibama (IN 12/2019) que, além de criar o Sistema Integrado de Manejo de Fauna (Simaf), por meio do qual os caçadores informaram atividades de caça, regulamentou a exploração de cães na caça ao javali – e também de armas de fogo e armas brancas.

A norma, de acordo com os participantes da audiência, estimularia um mercado clandestino de armas, de munições e de criação cachorros, além de dar espaço para que outros mamíferos, aves e répteis fossem mortos, além dos javalis, pelos caçadores e colaborar para a transmissão de doenças como a febre maculosa. E, segundo o biólogo Frank Alarcón, a normativa também submeteria os cães à violência. As informações são da Agência Câmara Notícias.

“Caçadores, chamados aqui eufemisticamente de controladores, portando armas, de fogo ou brancas – aqui estou me referindo a facas de grandes dimensões, algumas vezes eles usam umas pontas de lanças chamadas zagaias –, eles têm que de alguma maneira usar esses cães para encurralar esses animais que, sob um estresse gigantesco, acabam tendo que atacar de volta aqueles que estão intermediando esse acesso, que são os cães”, explicou Alarcón.

O representante do Ibama, João Pessoa Riograndense, defendeu a exploração de cachorros para a caça e lembrou que o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil existe desde 2017.

Vídeos que mostram cenas de crueldade envolvendo cães e javalis foram expostos por ambientalistas durante a audiência. O diretor do Ibama defendeu a fiscalização, a autuação e a prisão, se for o caso, de infratores e alegou que não acredita “que um criador de cães vai expor o seu animal a essas condições”. Casos de maus-tratos cometidos por criadores de cães que os exploram para venda, no entanto, são comuns, o que demonstra que não é difícil que criadores de cães para caça também os maltrate. A chance disso acontecer, inclusive, pode ser ainda maior devido ao fato de serem cães criados por pessoas que sabem que eles podem se ferir durante a caça e que mesmo assim insistem nesta prática, demonstrando descaso com o bem-estar e a integridade física dos animais.

O deputado Ricardo Izar (PP-SP), que solicitou que a audiência fosse realizada, a norma do Ibama precisa ser revista porque a eficácia da exploração de cães na caça ao javali é questionável.

“É comprovado que a caça com cão dispersa os bandos de javalis, então isso faz com que eles vão para regiões novas, regiões diferentes. Isso está errado. É uma prática que, ao meu ver, é considerada errada, e, na visão da Constituição Federal, implica em maus-tratos aos animais”, disse Izar.

Influenciadora digital publica fotos com cachorrinha pintada de rosa

Por David Arioch

Críticos disseram que animais não são brinquedos (Fotos: Virgínia Fonseca/Instagram)

Esta semana a influenciadora digital Virgínia Fonseca, que tem mais de quatro milhões de seguidores no Instagram, atraiu polêmica ao publicar fotos com uma cachorrinha pintada de rosa.

Diante das críticas de que animais não são brinquedos, Virgínia disse que a cachorra foi pintada em pet shop com shampoo e autorização de médico veterinário.

Ainda assim, defensores dos animais enfatizaram que pintar um animal é “apenas um desnecessário capricho humano”, e que “animais não precisam desse tipo de intervenção humana que não acrescenta nenhum benefício a eles”, entre outras colocações.


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Cães estão abandonados há 3 meses em casa vazia sem água e comida no Tocantins

Cachorros estão abandonados em uma casa vazia, sem água e comida, em Palmas, no Tocantins. O caso foi denunciado à Polícia Militar nesta quarta-feira (19). Os animais foram deixados no local há três meses.

Vizinhos, comovidos com o sofrimento dos cães, passaram a jogar comida para eles por cima do muro para impedir que morressem de fome. As informações são do G1.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado. A residência na qual os cães estão abandonados fica na quadra 507 Sul. A Polícia Militar Ambiental esteve no local.

Os policiais tentam agora contato com os proprietários da casa e com os tutores dos animais. Caso seja preciso, uma ordem judicial permitirá que os cachorros sejam resgatados.

O crime foi registrado na Delegacia Especializada de Repreensão aos Crimes de Meio Ambiente. Abandonar animais é passível de multa que varia de R$ 500 a R$ 3 mil, além de detenção de até um ano. No entanto, por ser infração de menor potencial ofensivo, a detenção costuma ser revertida em penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade.


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ONG tenta impedir construção de aquário por privar animais da liberdade

A Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) está tentando impedir a construção do maior aquário do sul do Brasil, em Balneário Camboriú (SC). Para isso, a entidade lançou um abaixo-assinado destinado ao Ibama e ao Instituto do Meio Ambiente (IMA).

A Acapra questiona o confinamento dos animais marinhos e afirma que eles serão privados da liberdade de maneira “arbitrária e cruel”.

Foto: Reprodução

Sócio do empreendimento, Maurício Bruns alegou, em entrevista ao portal NSC Total, que os trâmites para encaminhar os animais ao aquário estão de acordo com a legislação.

Bruns argumentou que, na natureza, os animais estão sujeitos à poluição e ao plástico, o que não acontece no aquário. Ele ignorou, no entanto, o fato de que a solução para a contaminação da água, que interfere na vida marinha, é diminuir a produção de lixo, especialmente de plástico, e estabelecer tratamento mais eficaz do lixo produzido, não forçar seres vivos a viver confinados eternamente, sendo tratados como objetos em exposição.

O sócio do aquário também alegou que os animais que serão mantidos em cativeiro são “de alimentação humana” e que no aquário “estão salvaguardados”. A exploração para consumo, no entanto, não pode ser usada como desculpa para submeter animais à exploração para entretenimento humano. O direito à vida e à liberdade dos animais devem ser considerados premissas a serem sempre respeitadas.


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Cães ficam “preocupados” com seus problemas antes de dormir, diz estudo

Cachorros ficam “preocupados” com seus próprios problemas antes de dormir. É o que descobriu um estudo húngaro que analisou 16 cachorros de diferentes raças.

O estudo descobriu também que as dificuldades emocionais dos animais resultam em um sono de pior qualidade. As informações são da revista Galileu.

Foto: Pixabay

Os cachorros foram submetidos, com a ajuda dos tutores, a acontecimentos bons e ruins – como, no caso das coisas boas, receber carícias e brincar ou, como exemplo de experiência ruim, ficar preso em um cômodo por um tempo sendo ignorado pelo tutor e ter um pesquisador olhando diretamente em seus olhos.

Equipados com sensores, os cães foram autorizados a ir para um local para dormir após viver as experiências positivas e negativas. Os que ficaram estressados dormiram duas vezes mais rápido que os que estavam relaxado – comportamento já registrado antes.

Os que viveram experiências ruins registraram 20 minutos a menos, em média, de sono profundo, o que indica que a qualidade do sono deles foi inferior.

“Esse resultado fornece a primeira evidência direta de que os estímulos emocionais afetam a fisiologia do sono subsequente em cães”, afirmaram os pesquisadores.

“A descoberta de que tratamentos emocionais breves influenciam a macroestrutura do sono também sugere que a pesquisa do sono poderia ser implementada de maneira útil no campo do bem-estar canino”, completaram.


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Comissão Nacional da OAB diz que explorar cães na caça ao javali é inconstitucional

Em audiência pública realizada na última terça-feira (18) na Câmara Federal, o presidente da Comissão Nacional de Proteção e Defesa dos Animais da OAB, Reynaldo Velloso, afirmou que a norma do Ibama que autoriza a exploração de cachorros na caça ao javali é inconstitucional.

Foto: Reprodução / Fauna Comunicação / JusBrasil

“A Instrução Normativa não só contraria o ordenamento descrito pela Constituição Federal, mas também a própria Lei de Crimes Ambientais. Estamos diante da terceirização da morte. Ao invés de promover o controle, o governo fomenta a matança, sem critérios, bastando apenas um simples cadastro. É a delegação do poder estatal sem maiores cerimônias. Um absurdo”, disse Velloso. As informações são do portal Fauna Comunicação, do JusBrasil.

“A Constituição Federal veda qualquer exposição dos animais às crueldades e a Lei de Crimes Ambientais tutela os animais contra maus-tratos. Como é possível o IBAMA fomentar esta prática? Deveriam se preocupar com o tráfico de animais e não apoiar a matança de cães.”, continuou.

O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do IBAMA, João Riograndense, defendeu a norma e disse que o órgão está finalizando um sistema para controle do manejo do javali. Ele disse ainda que a instrução normativa foi analisada e aprovada pela AGU.

Durante o debate, Velloso questionou se o Ibama tem detalhes sobre os prejuízos causados, a quantificação dos danos, os impactos e a quantidade aproximadamente de javalis que vivem no Brasil. “Sem estas premissas não há o que se falar em”praga”ou discursos de prejuízos, pois nem se sabe onde acontece. Onde estão os gráficos pormenorizados e detalhados?”, disse o presidente da Comissão, referindo-se ao argumento do Ibama de que o javali é uma “praga” que deve ser combatida.

“Não estão controlando a entrada de cervos. Daqui há uns 10 anos teremos novamente o discurso de praga. Qual a intenção? Realizar um controle ou preparar um entretenimento?”, reforçou Velloso, que questionou ainda sobre quem introduziu o javali no Brasil. “A lei é permissiva. E as responsabilidades? Temos javali na Ilha Bela. Eles não voam nem nadam. Como foram parar lá?”, completou. O diretor do Ibama não respondeu aos questionamentos.

O biólogo Frank Alarcón, que também participou da audiência, afirmou que “estamos de volta aos tempos medievais, com estas práticas inconsequentes”. O gerente da Word Animal Protection, Maurício Forlani e a presidente da ONG Peludos, Arlene Lazzari, também estiveram presentes no debate, presidido pelo deputado Ricardo Izar (SP), que convocou a reunião. Outro debate deve ser convocada para agosto.


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Governo prepara pacote de medidas para facilitar licenciamento ambiental e criar ‘Cancún brasileira’

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) está preparando um pacote de medidas que tem como objetivo incentivar investimentos no setor turístico. Dentre outras questões, o pacote pretende facilitar o licenciamento ambiental simplificado para empresas que queiram se instalar em “áreas especiais de interesse turístico” e criar a “Cancún brasileira”, área destinada ao turismo que seria implementada em Angra dos Reis (RJ), em uma área de proteção ambiental.

O pacote de medidas, denominado “A Hora do Turismo”, define benefícios tributários para empresas do ramo turístico que se estabelecerem nas chamadas “áreas especiais”. Foram estabelecidos descontos de até 50% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e no Imposto de Importação para produtos sem similar no Brasil.

Jair Bolsonaro e Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

As medidas foram apresentadas pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ao presidente Bolsonaro, que autorizou que estudos mais aprofundados sejam feitos. De acordo com o ministro, faltam ajustes, mas a intenção é editar uma medida provisória nas próximas semanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na “área especial”, as empresas vão receber descontos de 50% no ICMS, que é um imposto estadual, e no ISS, que é um tributo municipal. No entanto, para que essas áreas sejam criadas, estados e municípios terão que abrir mão de parte de sua arrecadação.

No plano, é apresentado também o licenciamento ambiental simplificado – com redução de etapas e de tempo de análise, e a permissão para que ele seja feito via procedimento eletrônico – como vantagem para as empresas que venham a se instalar em “áreas especiais”. O licenciamento seria regulado posteriormente pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo ICMBIO, segundo o Ministério do Turismo. Esse licenciamento facilitado preocupa defensores do meio ambiente e dos animais, que dependem da natureza para sobreviver, já que pode abrir brecha para impactos negativos nos ecossistemas.

A definição das “áreas especiais” será feita, de acordo com Antônio, em conjunto com os estados e municípios que decidirem aderir à proposta. Critérios rigorosos, a serem definidos, serão criados, garantiu o ministro. Qualquer região poderá se candidatar, a princípio. No entanto, questões como a proximidade com aeroportos, acesso a estradas duplicadas e atrativos naturais serão levados em consideração pelo governo na hora de definir a criação das áreas.

No caso de Angra dos Reis, onde Bolsonaro quer construir a “Cancún brasileira”, seriam necessários ajustes na legislação ambiental, de acordo com o ministro. Esses ajustes, porém, retirariam o status de proteção que a região detém atualmente e colocaria a fauna e a flora em risco eminente.

O ministro do Turismo planejava as medidas desde que assumiu o cargo. “Será uma iniciativa tripartite: União, Estados e municípios. E vai resolver diversos gargalos que temos hoje no setor”, afirmou Marcelo Álvaro Antônio.

O plano do ministro, no entanto, pode encontrar resistência. Isso porque o pacote de medidas vai contra o desejo da equipe econômica do governo, que pretende reduzir desonerações fiscais, e pode ser negada pelos estados e municípios, que devem encontrar dificuldades para abrir mão de receitas em período de crise.

De acordo com Antônio, o plano foi avaliado pelo Ministério da Economia, mas uma análise mais aprofundada ainda deve ser feita pela pasta e o pacote pode sofrer modificações. Procurado, o Ministério não se posicionou. No entanto, ao Estadão, uma fonte afirmou que a pasta tem grande dificuldade em apoiar iniciativas que resultem em queda de arrecadação.

Não foram feitos cálculos que demonstrem o tamanho da renúncia fiscal que o pacote acarretaria caso fosse executado.


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Professores de Direito Ambiental divulgam carta contra retrocessos ambientais do governo

A Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (APRODAB) divulgou uma carta, nesta terça-feira (18), por meio da qual expõem a preocupação com o “acelerado processo de retrocessos e desmontes da Política Nacional do Meio Ambiente”. O documento é assinado por 77 profissionais da área do Direito Ambiental.

Os professores descrevem, na carta, em dez itens, os fatos que ameaçam a proteção do meio ambiente, dentre eles a transferência do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Foto: AFPamento-fl

O MAPA ter se tornado gestor das florestas públicas e responsável pela demarcação e titulação de territórios ocupados por novos quilombolas também foi um tema criticado pela associação. As informações são do portal O Eco.

Os professores apontaram também a intenção do governo de rever as 334 unidades de conservação federais, a tentativa do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, de descredibilizar o Fundo Amazônia ao reunir, em maio, a imprensa para anunciar que encontrou irregularidades no Fundo, sem apresentar documentos que comprovassem sua alegação.

“O meio ambiente é um bem comum de todos, um direito fundamental da sociedade brasileira, que tem o dever de protegê-lo e preservá-lo para as atuais e futuras gerações. Por isso, num momento da história em que o mundo enfrenta diversos desafios para garantir o futuro de todas e todos, não nos parece sensato que o Brasil retroceda e desmanche nossas políticas e programas de ação em prol de um ambiente ecologicamente equilibrado”, afirmam os signatários.

Leia a carta na íntegra:

Carta em Defesa do Meio Ambiente, do Direito Ambiental e da Política Nacional do Meio Ambiente

Os professores que esta subscrevem, membros do Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil, no mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, tornam pública sua preocupação e irresignação com o acelerado processo de retrocessos e desmontes da Política Nacional do Meio Ambiente, patrimônio jurídico-institucional da sociedade brasileira, que se dá pelas alterações e propostas de alteração normativas, administrativas e legislativas que ameaçam e comprometem a proteção do Meio Ambiente em nosso país.

Os fatos – gravíssimos – são do conhecimento público:

A transferência do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e, ainda, o estabelecimento do MAPA como órgão gestor das florestas públicas e responsável por demarcar e titular territórios ocupados por povos quilombolas;
A extinção da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, fundamental para apoiar as comunidades quilombolas e tradicionais);
A transferência da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) do MMA para o Ministério de Desenvolvimento Regional, esvaziando ainda mais a pasta do meio ambiente e vinculando a política de recursos hídricos aos interesses econômicos e desenvolvimentistas;
O esvaziamento do IBAMA e do ICMBio, seja pela delegação de competências federais, na sua quase totalidade, para os Estados e Municípios, seja por sua militarização nas direções, em detrimento de seus quadros técnicos;
A autorização para a realização do leilão de petróleo nas proximidades do santuário ecológico de Abrolhos;
A acelerada liberação de novos agrotóxicos (foram 197 novos registros autorizados até o final de maio de 2019), comprometendo a saúde humana, a segurança alimentar e a preservação dos solos e recursos hídricos;
A redução, em número e representatividade, das cadeiras do CONAMA, órgão fundamental para a realização da Política Nacional do Meio Ambiente, que garante, por sua ampla representatividade, o Princípio Democrático na elaboração das políticas públicas ambientais;
A diminuição drástica das ações de fiscalização ambiental, que resultou num crescimento exponencial da devastação ambiental, em especial, do desmatamento da Amazônia;
A ameaça de transformação de unidades de proteção integral em centros comerciais de turismo insustentável – modelo “Cancún” – em total desconformidade com os termos do art. 225, parágrafo primeiro, inciso III, da Constituição Federal, e da Lei 9.985/2000;
As tratativas tendentes à flexibilização da caça, ameaçando concretamente a fauna, em benefício da indústria armamentista.
Além de todas essas ações já efetivadas, seja por meio de medidas provisórias, seja por decretos, ainda temos as ameaças apresentadas seja pelo presidente, seja por seu ministro, seja por sua bancada parlamentar, quais sejam:

a) A revisão de todas as 334 unidades de conservação federais;
b) O esforço para tirar a credibilidade do Fundo Amazônia, com acusações vagas e não comprovadas de irregularidades na aplicação de seus recursos, especialmente por ONGs parceiras, além da tentativa de desvio de finalidade do Fundo Amazônia, para destinar os recursos para objetivos diversos dos estabelecidos pelos seus doadores;
c) A reforma do Código Florestal para desobrigar desmatadores a restaurar APPs e reservas legais, por meio de edição de nova medida provisória, já que a original já caducou;
d) O fim da reserva legal, já proposta por meio de projeto legislativo.
Todos esses ataques, em tão pouco tempo, já levaram a que ex-ministros do Meio Ambiente, de posições político-partidárias e governos diversos, tenham denunciado publicamente a política anti-ambiental do governo federal e que o TCU tenha aberto uma sindicância para investigar as irregularidades no âmbito do Ministério do Meio Ambiente.

Mas, é preciso mais para deter essa marcha insensata de destruição de um patrimônio jurídico-institucional que foi conquistado ao longo das últimas décadas pela sociedade brasileira.

Por isso, ao tempo em que apresenta essa denúncia pública os professores que esta subscrevem conclamam:

O Congresso Nacional a deter esses retrocessos, aprovando os diversos decretos legislativos que tornam sem efeito os instrumentos normativos que os apresentaram;
O Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil a promoverem ADI, com base no Princípio da Vedação do Retrocesso, contra todas as medidas atentatórias ao meio ambiente;
III. A sociedade brasileira a se mobilizar fortemente em defesa de nosso patrimônio natural, de nossa legislação ambiental e de nossos órgãos de defesa do meio ambiente.

O meio ambiente é um bem comum de todos, um direito fundamental da sociedade brasileira, que tem o dever de protegê-lo e preservá-lo para as atuais e futuras gerações. Por isso, num momento da história em que o mundo enfrenta diversos desafios para garantir o futuro de todas e todos, não nos parece sensato que o Brasil retroceda e desmanche nossas políticas e programas de ação em prol de um ambiente ecologicamente equilibrado.

Ana Maria de Oliveira Nusdeo – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Ana Maria Jara Botton Faria – Membro da APRODAB – Curitiba/PR
Ana Maria Moreira Marchesan – Membro da APRODAB – Porto Alegre/RS
Ana Stela Vieira Mendes Câmara – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
André Gustavo de Almeida Geraldes – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Andréia Mello – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Anete Fiuza – Membro da APRODAB – Cuiabá/MT
Antonio Augusto Souza Dias – Membro da APRODAB – Porto Velho/RO
Beatriz Souza Costa – Membro da APRODAB – Belo Horizonte/DF
Carlos Frederico Marés de Souza Filho – Membro da APRODAB – Curitiba/PR
Clarice Ferreira Macedo D’Isep – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Danielle de Andrade Moreira – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Danielle Denny – Membro da APRODAB – Santos/SP
Edson Ricardo Saleme – Membro da APRODAB – Santos/SP
Elida Lucia Sá Séguin – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Elizabeth de Almeida Meirelles – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Elizabeth Harkot de la Taille – Membro Honorário da APRODAB – São Paulo/SP
Erika Bechara – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Fernanda de Salles Cavedon-Capdeville – Membro da APRODAB – Florianópolis/SC
Fernando de Azevedo Alves Brito – Membro da APRODAB – Vitória da Conquista/BA
Fernando Fernandes da Silva – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Fernando Rei – Membro da APRODAB – Santos/SP
Fernando Walcacer – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Flávia de Sousa Marchezini – Membro da APRODAB – Vitória/ES
Francelise Pantoja Diehl – Membro da APRODAB – Balneário Camboriú/SC
Geovana Cartaxo, Prof. UFC – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
Gert Winter – Membro honorário da APRODAB – Bremen/Alemanha
Giovanna Paola Primos Ribas – Membro da APRODAB – Ponta Grossa/PR
Guilherme José Purvin de Figueiredo – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Heline Sivini Ferreira – Membro da APRODAB – Curitiba/PR
Ibraim Rocha – Membro da APRODAB – Belém/PA
Isabella Franco Guerra – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/SP
Joana Setzer – Membro da APRODAB – Londres/Inglaterra
João Alfredo Telles Melo – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
João Carlos V. Veiga Junior – Membro da APRODAB – Concórdia/SC
João Paulo Miranda – Membro da APRODAB – Santana do Livramento/RS
Jorge Alberto Mamede Masseran – Membro da APRODAB – Campinas/SP
José Nuzzi Neto – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
José Rubens Morato Leite – Membro da APRODAB – Florianópolis/SC
Julia Mattei de Oliveira Maciel – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
Júlio Cesar de Sá da Rocha – Membro da APRODAB – Salvador/BA
Luciana Cordeiro de Souza Fernandes – Membro da APRODAB – Limeira/SP
Luciana Martins de Araújo – Membro da APRODAB – Goiânia/GO
Luciana Uchôa Ribeiro – Membro da APRODAB – Lisboa/Portugal
Luciola Maria de Aquino Cabral – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
Marcelo Abelha Rodrigues – Membro da APRODAB – Vitória/SC
Marcelo Gomes Sodré – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Márcia Brandão Carneiro Leão – Membro da APRODAB – Campinas/SP
Márcia Diegues Leuzinger – Membro da APRODAB – Brasília/DF
Maria Luiza Machado Granziera – Membro da APRODAB – Santos/SP
Marialice Antão de Oliveira Dias – Membro da APRODAB – Porto Velho/RO
Marise Costa de Souza Duarte – Membro da APRODAB – Natal/RN
Maurício Duarte dos Santos – Membro da APRODAB – Santos/SP
Nina Nicksue Mouro Carneiro – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Norma Sueli Padilha – Membro da APRODAB – Florianópolis/SC
Oscar Alexandre Teixeira Moreira – Membro da APRODAB – Caratinga/MG
Patrícia Bianchi – Membro da APRODAB – Lorena/SP
Paulo Velten – Membro da APRODAB – Vitória/ES
Pedro Curvello Saavedra Avzaradel – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Petruska Canal Freitas – Membro da APRODAB – Vitória/ES
Ricardo Antônio Lucas Camargo – Membro da APRODAB – Porto Alegre/RS
Ricardo Stanziola Vieira – Membro da APRODAB – Itajaí/SC
Rogério Emílio de Andrade – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Rogério G. Rocco – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Sandra Cureau – Membro da APRODAB – Brasília/DF
Sheila Pitombeira – Membro da APRODAB – Fortaleza/CE
Solange Teles da Silva – Membro da APRODAB – São Paulo/SP
Suyene Rocha – Membro da APRODAB – Palmas/TO
Themis Aline Calcavecchia dos Santos – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Ubiracy Araujo – Membro da APRODAB – Brasília/DF
Valmir César Pozzetti – Membro da APRODAB – Manaus/AM
Vanêsca Buzelato Prestes – Membro da APRODAB – Porto Alegre/RS
Virgínia Totti Guimarães – Membro da APRODAB – Rio de Janeiro/RJ
Vitório Sorotiuk – Membro da APRODAB – Curitiba/PR
Mauro F. de Figueiredo – Membro da APRODAB – Florianópolis/SC
Alessandra Galli Aprá – Membro da APRODAB – Curitiba/PR
Álvaro de Azevedo Alves Brito – Membro da APRODAB – Vitória da Conquista/BA


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