Artista britânico evidencia o quanto não somos bons para os animais

Por David Arioch

Nascido em Liverpool, na Inglaterra, Mark Cawood é um artista conhecido entre ativistas dos direitos animais no Reino Unido. Inúmeras de suas obras abordam o quanto não somos bons para os animais. Ou seja, o impacto do domínio humano sobre outras espécies – que vão desde animais domesticados até os retirados de seu habitat e submetidos aos nossos interesses.

“Em inteligência e consciência, os porcos são iguais aos cães, além de serem animais sociáveis que vivem em grandes grupos. Se você confinar um cão permanentemente em uma gaiola pequena demais para ele se virar, isso será considerado pela nossa sociedade como crueldade, mas esse é o tratamento padrão para os porcos que vivem em nossas fazendas hoje”, lamenta o artista.

Algumas obras de Cawood são viscerais e exploram a degradação não humana em nosso benefício enquanto outras revelam um romantismo taciturno – como a impossibilidade da liberdade. Participante ativo ou não dessa realidade, o espectador é conduzido a uma reflexão sobre as suas próprias responsabilidades em relação a outras criaturas.

A mão, diversas vezes representada no trabalho do artista, parece ter sempre um caráter simbólico atrelado à posse que decorre da subjugação, à opressão e ao descalabro da desconsideração. Afinal, enquanto espécie, somos as mãos que capturam, agarram, confinam e desvalidam a valoração da vida. Nos colocamos como mais e classificamos os outros como menos, tão menos que nos afugentamos na crença de que não merecem viver.

Sobre o seu trabalho, Mark Cawood, que estudou arte e design na Barking College, e mais tarde artes gráficas na Universidade do Leste de Londres, declara que as imagens são imprevisíveis, talvez até erráticas, e ninguém pode ter certeza do impacto que elas terão no espectador.

“A imagem tem o poder de evocar estados de espírito e sentimentos intensos, no entanto, apenas por um preço, deve permanecer compreensível, caso contrário toda a credibilidade é perdida”, enfatiza. Suas séries de pinturas costumam ser exibidas na Academia de Artes de Liverpool e também comercializadas para arrecadar recursos para instituições de caridade.


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Varejistas estão rejeitando produtos de marca da Coca-Cola após vídeo de violência contra bezerros

Por David Arioch

Vídeo da Animal Recovery Mission (ARM) mostra a violência por trás dos produtos da Fairlife, que pertence à Coca-Cola (Imagem: Reprodução)

Após a divulgação de um vídeo denunciando a violência contra bezerros nos laticínios Fair Oaks, grande fornecedora da Fairlife, que pertence à Coca-Cola, varejistas já estão rejeitando os produtos lácteos da marca nos Estados Unidos.

Esta semana a Jewel-Osco, maior rede de supermercados de Chicago (IL), começou a retirar os produtos da Fairlife de suas lojas. Na mesma esteira, seguem redes como a Tony’s Fresh Market e Family Express, e a tendência é de que mais varejistas se juntem a essas empresas.

“Na Jewel-Osco, nos esforçamos para manter altos padrões de bem-estar animal em todas as áreas de nossos negócios e trabalhamos em parceria com nossos fornecedores para garantir que esses padrões sejam mantidos”, disse um porta-voz da Jewel-Osco em comunicado enviado à imprensa.

Em sua defesa, o fundador da Fair Oaks Farms, Mike McCloskey, alegou grande surpresa em relação ao que foi denunciado pela organização Animal Recovery Mission (ARM), e disse que quatro dos cinco funcionários que aparecem no vídeo espancando os animais foram demitidos, e que medidas mais rigorosas serão tomadas no futuro.

Já o fundador da ARM, Richard Couto, disse que nem tudo que eles investigaram foi divulgado ainda, e que o que testemunharam na Fair Oaks, no estado de Indiana, é um terrível exemplo de violência infantil.

A filmagem da ARM, que já ultrapassa 438 milhões de visualizações desde terça-feira (4) e aborda desde a realidade do transporte até o confinamento dos animais, mostra bezerros sendo chutados, socados e empurrados – além de receberem golpes na boca e no rosto com vergalhões e garrafas.

O vídeo apresenta ainda cenas de animais sendo submetidos a queimaduras, temperaturas extremas e nutrição inadequada. Há momentos em que os funcionários espancam os animais enquanto tentam obrigá-los a mamar.

“[Tudo] isso resultou em extrema dor e sofrimento para os bezerros e, em alguns casos, lesões permanentes e até mesmo a morte”, enfatiza Couto.

Deputado quer ampliar para até cinco anos de detenção a pena de maus-tratos aos animais

Por David Arioch

O deputado cita ainda que em 2018 houve um aumento de 24% no número de denúncias – 3,6 mil contra 2,9 mil em 2017 | Foto: Pixabay

O deputado Junior Bozzella (PSL-SP) quer ampliar para até cinco anos de detenção a pena de maus-tratos aos animais. Por meio do Projeto de Lei (PL) 3403/2019, apresentado hoje na Câmara dos Deputados, ele defende alteração na Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que prevê de três meses a um ano de detenção.

“Esta punição não tem surtido o devido efeito de inibir a prática de maus-tratos aos animais. Por isso, propomos a alteração na lei supracitada, com pena que vai de um a cinco anos de detenção e multa, mantendo o aumento da pena em um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”, defende.

No projeto, Bozella cita 21 situações que se enquadram como maus-tratos, incluindo, além de violência, manter animais em más condições de higiene, usá-los para alimentar outros animais, abater animais em período de gestação, não prestar socorro a animal atropelado, obrigar animais a trabalhos exaustivos e transportá-los em local inadequado e desproporcional ao seu tamanho, além de outros exemplos.

O deputado cita ainda que em 2018 houve um aumento de 24% no número de denúncias – 3,6 mil contra 2,9 mil em 2017. E referencia Descartes em sua justificativa, parafraseando uma de suas reflexões:

“Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam!”

Vale lembrar também que está tramitando na Câmara o Projeto de Lei (PL) 1095/19, que altera a Lei dos Crimes Ambientais (9.605/98), de autoria do deputado Fred Costa (Patri-MG), que prevê aumento da pena para maus-tratos de um a quatro anos e multa. A proposta abrange animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.


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Brasil já perdeu 85,5% da floresta nativa da Mata Atlântica

Por David Arioch

Outro risco apontado pelo biólogo é a ameaça às espécies endêmicas desses biomas (Foto: Dmitry V. Petrenko/Shutterstock)

Na quarta-feira, especialistas presentes na audiência pública que discutiu o papel dos biomas na produção de água, biodiversidade e estratégias de conservação na Comissão de Meio Ambiente (CMA) alertaram para o futuro dos biomas brasileiros, de acordo com informações da Agência Senado. A reunião fez parte da programação do Junho Verde no Senado.

Segundo dados apresentados por João Paulo Capobianco, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade, o Brasil precisa criar 262 mil quilômetros quadrados de unidades de conservação para proteger, pelo menos, 10% dos seus biomas, fora a Amazônia.

Já perdemos a maior parte (85,5%) da floresta nativa da Mata Atlântica; o Pampa tem mais da metade da sua área (54,2%) desmatada; no Cerrado, restam 50% da vegetação natural; a Caatinga desflorestou 46,6% da sua área; e o Pantanal perdeu 15,4%. No caso da Amazônia, o desmatamento, em um intervalo de 20 anos, foi de mais de 370 mil hectares, entre 1967 e 1987.

Outro risco apontado pelo biólogo é a ameaça às espécies endêmicas desses biomas, ou seja, aquelas que existem apenas nessas regiões. Isso significa que se elas forem extintas nesses locais, desaparecem do planeta.

São mais de duas mil espécies de plantas e 1.173 espécies de animais. Só na Mata Atlântica, são 428 espécies vulneráveis ou em perigo de extinção. Diante desses números, outra preocupação de Capobianco é a política ambiental do governo federal.

“Algo que nos apavora são as iniciativas oficialmente declaradas de revisão das unidades de conservação, de cancelamento de novas unidades, de intervenção branca no ICMBio inviabilizando a sua atividade. Isso significa um retrocesso inadmissível dentro de um quadro já extremamente preocupante”, disse.

Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressaltou que todo os fragmentos florestais acima de três hectares totalizam apenas 12,4% do bioma. Ou seja, foi o que restou da área original, ocupada atualmente por mais de 140 milhões de pessoas, em 3.429 municípios, principalmente na Região Sudeste, onde ficam os maiores remanescentes, na Serra do Mar e em áreas protegidas.

Presidente de ONG joga e esfrega um bolo de aniversário no rosto de um leão

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

O curdo Blend Brifkani, que esfregou o bolo de aniversário no rosto do leão, pediu desculpas publicamente depois que o vídeo do incidente cruel provocou fúria na internet. O leão viveria em cativeiro como animal doméstico de Brifkani segundos informações do Daily Mail.

No vídeo, que foi amplamente divulgado no Twitter, um grupo de homens é visto ajoelhado ao lado do leão.

O grupo, que fala curdo nas filmagens, parece estar posando para uma foto ao lado de um bolo de aniversário para a câmera.

Mas um dos homens do grupo, Brifkani, então joga e esfrega agressivamente o bolo no rosto do leão, enquanto os outros ao seu redor riem da cena de violência.

O erorme felino, pego de surpresa com a agressão, salta em seguida assustado e tenta se afastar do grupo, enquanto balança a cabeça e usa as patas para tentar tirar os pedaços do bolo de si.

O responsável pela ação e tutor do leão é também chefe da Organização de Cooperação dos Países Curdos – uma ONG local.

Usuários do Twitter descrevem Brifkani como um cantor muito rico que se tornou ativista e sua página no Instagram apresenta dezenas de fotos de si mesmo posando com seu leão como animal doméstico.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

Um dos vídeos do perfil mostra o leão com suas garras removidas.

Brifkani mencionou o vídeo do bolo na legenda de outro post no Instagram dizendo que jamais pretendia intencionalmente abusar do leão, que ele descreve como seu “melhor amigo”.

“As imagens mostram emoções puras que me levaram a um exagero descontrolado a atitude foi a o resultado da excitação que eu senti enquanto celebrava o aniversário dele”, escreveu ele.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Quando encontrei Leo no deserto, ele estava sozinho, pequeno, fraco e sem a mãe. Se ele tivesse caído nas mãos erradas, ele não teria conseguido sobreviver. Eu forneci a ele uma casa segura, um bom ambiente, cuidados veterinários e tudo o que fosse necessário para manter a saúde do leão até que ele crescesse”.

“O meu plano nunca foi mantê-lo em cativeiro, mas sim criá-lo até que ele estivesse bem o bastante e tivesse idade suficiente para ser solto na natureza novamente”.

“Eu admito que foi errado jogar o bolo no rosto do leão, deixei minhas emoções e minha excitação tomarem conta de mim e peço desculpas àqueles que ofendi com isso”.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Eu não sou um agressor de animais, estou constantemente trabalhando em projetos que mostram como os animais são importantes para mim, especialmente Leo e o quanto eu me importo com o bem-estar dele. Garanto a vocês que Leo está a salvo e logo voltará à vida selvagem”.

O vídeo, que teria sido filmado em Erbil – a capital do Curdistão iraquiano – por garotos ricos de Erbil, foi visto mais de 860 mil vezes no Twitter e provocou milhares de comentários furiosos.

O comediante Ricky Gervais comentou: “Sujeira, imundice sem valor”.

Outro usuário do Twitter, Adam Yeend, escreveu: “A absoluta ignorância repugnante e a crueldade do homem para tirar proveito da inocência e vulnerabilidade de outro ser são um sinal absoluto de fraqueza”.

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Cão morre após ser abandonado dentro de saco de lixo em Goiânia (GO)

Um cachorro morreu após ser encontrado dentro de um saco de lixo em Goiânia (GO). Fred, como passou a ser chamado, tinha feridas repletas de larvas pelo corpo, estava quase sem pelo e desnutrido.

Foto: Protetores dos Animais de Goiânia/ Divulgação

“De ontem para hoje, foi se agravando o quadro dele. Ele tinha doença do carrapato, estava com uma carga parasitaria bastante alta”, explicou ao G1 o veterinário Rafael Naves de Abreu, que socorreu o cachorro.

Da raça shih-tzu e com idade entre 5 e 7 anos, o cachorro foi resgatado, no último domingo (2), no Setor Estrela do Sul após uma mulher ver o saco de lixo, no qual ele estava, se mexer. Ela acionou o grupo Protetores dos Animais de Goiânia, que resgatou o animal e o internou em uma clínica veterinária.

“Ele estava com miíase [larvas] abaixo da região ocular, tinha algumas no olho também. Ele chegou bem desnutrido, pesando 3 kg, sendo que a média é de 5 a 6 kg. Também estava desidratado, cheio de carrapatos e pulgas”, disse o veterinário.

Para arcar com os gastos do tratamento do cachorro, a coordenadora do grupo Protetores dos Animais de Goiânia, Morgana Fioramonte, iniciou uma mobilização. Segundo ela, o dinheiro que não foi usado, devido à morte do animal, será destinado a outros animais resgatados.

Foto: Protetores dos Animais de Goiânia/ Divulgação

“Já falamos com algumas pessoas que doaram e todas não querem o valor de volta, querem que a gente use para alimentar os animais do abrigo e para novos resgates”, explicou Morgana, que agradeceu a ajuda dos doadores.

Segundo ela, para cuidar dos animais, o grupo tem um gasto fixo de R$ 8 mil mensais. Atualmente, os Protetores de Animais de Goiânia são responsáveis por manter 80 cães e gatos, que estão abrigados, e por alimentar cerca de 70 gatos que vivem nas ruas.


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Cão que se feriu após ficar preso em parapente é operado em MG

O cachorro que se feriu após cair do alto da Serra de Santa Helena, em Sete Lagoas (MG), após ficar preso em um parapente, foi submetido à cirurgia nesta quarta-feira (5). O acidente aconteceu no último domingo (2).

Foto: Reprodução / Teclemidia

Luck, como passou a ser chamado, acidentou-se enquanto mordia com uma mochila carregada por um homem que iniciava um voo de parapente. As informações são do portal Teclemidia.

Logo após voar preso à mochila, Luck caiu e quebrou o cotovelo esquerdo. Por essa razão, precisou ser operado.

A próxima etapa é o pós-operatório, que deve levar cerca de 15 dias. Após se recuperar da cirurgia, o cachorro será encaminhado para adoção.

Confira, abaixo, o vídeo do momento em que Luck voa preso ao parapente e se acidenta.


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Canadá esta prestes a aprovar duas leis históricas sobre direitos animais

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

A luta em prol dos animais tem sido difícil, às vezes até mesmo desanimadora, para os incansáveis ativistas pelos direitos animais canadenses, mas eles estão prestes a ter uma notícia muito boa.

E melhor ainda para os animais que os ativistas há muito procuram proteger e nutrir.

Duas leis históricas estão prestes a passar no Parlamento do Canadá.

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Um proíbe a importação de barbatanas de tubarão para o país; e a outra proíbe baleias e golfinhos de serem mantidos em cativeiro.

Foi a proibição da barbatana de tubarão que veio na calada da noite.

O Canadá proibiu o a prática do finning (prática cruel de arrancar as barbatanas de tubarões) em águas territoriais em 1994, mas nunca proibiu sua importação.

Foto: Beawiharta/Reuters

Foto: Beawiharta/Reuters

Atualmente o país é o terceiro maior importador de barbatanas de tubarão fora da Ásia, perdendo apenas para a China e Hong Kong.

No ano passado, o Canadá importou mais de 148 mil quilos de barbatanas de tubarão, no valor estimado de 3,2 milhões de dólares.

Em 2018 em todo o mundo, 73 milhões de tubarões foram mortos.

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

A população global de tubarões está agora devastada em cerca de 90%.

Mas uma vitória suada para aqueles que amam animais parece estar no horizonte.

A política tem sido dura e os ativistas tiveram mais do que sua parcela de decepções, mas Camille Labchuk, diretora executiva da ONG Animal Justice, tem sorrido muito nos dias de hoje.

Ela deu a declaração por telefone na quarta-feira em seu escritório em Ottawa.

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Homem é detido após ser acusado de estuprar e envenenar animais

Um homem de 82 anos foi acusado de estuprar e envenenar animais em Vila Velha, no Espírito Santo. Os crimes teriam acontecido no bairro Alvorada. O idoso foi detido pela polícia na quinta-feira (6).

Foto: Reprodução / Gazeta Online

Participaram da ação a deputada estadual Janete de Sá, que é presidente da CPI Contra Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o delegado Eduardo Passamani, responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e protetores de animais.

Janete conta que a equipe chegou à casa do homem às 11 horas, com um mandado de busca e apreensão contra ele. O idoso, no entanto, não estava no local, mas chegou momentos depois. As informações são da Gazeta Online.

“Há cerca de 15 dias recebemos uma denúncia onde uma moradora da região de Alvorada, contando que o idoso estava abusando dos dois cachorros dele, um macho e uma fêmea. Orientamos que ela fosse até a delegacia e fizesse um boletim de ocorrência. Foi aí que conseguimos o mandado”, disse.

Foto: Reprodução / Gazeta Online

A moradora que fez a denúncia tinha imagens no celular que provavam que a ação criminosa do homem. “Ele negou as acusações, mas quando viu as imagens não teve como desmentir. Contou que era ele mesmo”, destacou.

Buscas por produtos que seriam usados para envenenar animais foram feitas na casa do idoso, que foi levado para a Delegacia de Meio Ambiente e prestou depoimento. Em seguida, o homem foi liberado para responder pelo crime em liberdade.

Os cachorros foram resgatados e levados para o CRMV. Eles passaram por exames e, em seguida, foram encaminhados para um abrigo em Manguinhos, na Serra, onde irão aguardar por adoção.


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Cadelinha resgatada adora passear com seu mais novo amigo: um cavalo

Foto: Instagram/dally_and_spanky

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Quando uma mulher abordou Francesca Carsen e Steve Rother sobre um cavalo em miniatura de 2 anos de idade que aparentemente era agressivo tanto com seres humanos quanto com outros animais, eles não tiveram certeza do que fazer.

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Foto: Instagram/dally_and_spanky

A dupla administra um rancho e tem experiência com animais de resgate, e assim que encontraram Spanky pessoalmente, eles souberam na hora que ele voltaria para casa com eles.

“Fomos dar uma olhada e vimos o pequeno cavalinho de apenas 2 anos de idade fazendo com os outros soubessem que ele era o chefe de todos ali”, disse Carsen ao The Dodo. “Então, nós concordamos com ele”.

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Quando Spanky chegou pela primeira vez em sua nova casa, ele deixou claro que não iria desistir de seus modos mandões e agressivos sem lutar. O cavalo causou estragos no rancho durante suas primeiras semanas, mas sua nova família de resgate foi persistente e, finalmente, após um ano de paciência, amor e treinamento, Spanky era um cavalo completamente diferente. Ele ainda era um pouco mandão, é claro, e ainda hesitava em se relacionar com os outros – até conhecer Dally.

Dally era a menor cachorrinha de uma ninhada nascida de um dos cães de amigos de Carsen, e ninguém parecia querê-la. Carsen ouviu falar da situação de Dally e ofereceu-se para levar a pequena cadelinha e, desde o início, Dally ficou absolutamente obcecada por Spanky.

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Foto: Instagram/dally_and_spanky

“Com apenas 4 meses de idade, Dally se sentava no banquinho e me observava trabalhar com Spanky”, disse Carsen. “Ele estava severamente acima do peso, então eu tive que exercitá-lo regularmente. Onde quer que ele estivesse, ela queria estar também”.

No começo, Spanky era meio indiferente a Dally. Ele era cuidadoso em torno dela e saia do seu caminho para se certificar de que ele não pisaria nela, naquela época um bebê apenas, mas fora isso, ele não correspondeu igualmente ao seu fascínio por ele. Isto é, até um dia, quando Dally decidiu tentar montar Spanky.

Instagram/dally_and_spanky

Foto: Instagram/dally_and_spanky

“Após cerca de dois meses, ela pulou do banquinho pras costas de Spanky e daquele dia em diante eles se tornaram inseparáveis”, disse Carsen. “Percebemos no dia seguinte que ela estava mais animada do que nunca. Ela adora andar nas costas do amigo e se sente muito importante. Ela nem precisa mais do banquinho, ela consegue pular nas costas de Spanky do chão.

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Foto: Instagram/dally_and_spanky

Assim que Dally subiu nas costas de Spanky, de repente ele correspondeu ao seu amor com toda a intensidade e, a partir de então, os dois se tornaram os melhores amigos. Eles tiram cochilos do lado de fora e ficam no piquete do Spanky. Sua mãe decidiu escrever um livro sobre suas aventuras, e 20% dos rendimentos vão para a caridade. Dally e Spanky tocaram e inspiraram tantas pessoas – apenas por serem amigos.

Mesmo que Spanky tenha relutado no começo, Dally rapidamente mudou a opinião dele, e agora o par adora passar todos os momentos possíveis juntos. Ambos começaram a vida indesejados e incompreendidos, mas agora eles têm um ao outro. Para sempre.