Maioria dos baleeiros não vai participar de caça às baleias na Islândia este ano

Por David Arioch

Por outro lado, o Ministério da Pesca da Islândia anunciou em fevereiro que os baleeiros estão autorizados a caçarem 2080 baleias nos próximos cinco anos (Foto: Getty)

De acordo com o jornal islandês Visir, a temporada de caça às baleias na Islândia em 2019 não saiu como os baleeiros esperavam. E como resultado, muitas vidas de mamíferos marinhos poderão ser poupadas no país.

O que aconteceu é que as licenças para a caças às baleias são renovadas anualmente e em 2019 elas foram liberadas tarde demais, o que impede que haja tempo hábil para os baleeiros prepararem suas embarcações.

Ao Visir, o capitão do Hval 9, Ólafur Ólafsson, disse que os navios baleeiros ficarão no cais para serem utilizados na próxima temporada. Apenas uma embarcação, o Hrafnreyður, conseguiu a licença e estará pronto para perseguir baleias-anãs (baleias-de-minke) este ano. Já as baleias-comuns estão livres da caça, pelo menos por enquanto.

Embora para quem defende os direitos animais o ideal seria que nenhum navio chegasse à estação baleeira em Hvalfjörður, ainda assim isso significa que os baleeiros islandeses não serão capazes de matar 146 baleias como fizeram no ano passado – quando precisaram de vários navios e 150 pessoas atuando na caça em Hval Hf.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Pesca da Islândia anunciou que os baleeiros estão autorizados a caçarem 2080 baleias nos próximos cinco anos, mesmo com a queda no consumo global de carne de baleia e a redução de apoio político. Isso permite que os islandeses matem 209 baleias-comuns e 217 baleias-anãs por ano até 2023. No entanto, pelo menos por enquanto muitas baleias estão seguras com a chegada tardia das licenças.

Segundo o ministro da Pesca, Kristjan Thor Juliusson, esses números são sustentáveis e baseados em pesquisas científicas. Por outro lado, o anúncio não inspirou muita confiança, considerando que no último verão a Islândia autorizou até a morte de baleias grávidas.

Embora a justificativa para a caça seja econômica, uma pesquisa da Universidade da Islândia aponta que o turismo de observação de baleias trouxe o equivalente a 3,2 bilhões de coroas (98,2 milhões de reais) contra 1,7 bilhão da caça às baleias.

Vale lembrar que no ano passado, durante o Encontro Anual da Comissão Baleeira Internacional em Florianópolis, países como Islândia, Japão e Noruega fizeram oposição à manutenção da moratória de proibição da caça baleeira. O Japão anunciou a sua saída da comissão no final de 2018.


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Projeto de lei exige criação de mais hospitais veterinários no Brasil

Por David Arioch

Hospitais públicos veterinários deverão contar com equipes permanentes de veterinários especializados e disponibilizar atendimento de especialidades (Fotos: Pixabay)

A deputada Jéssica Sales (MDB-AC) protocolou ontem na Câmara dos Deputados um projeto de lei que prevê a criação do Fundo Nacional de Preservação da Qualidade de Vida Animal. Além disso, estabelece a obrigação de se criar hospitais veterinários públicos em todos os municípios com mais de 850 mil habitantes.

A criação do fundo tem a finalidade de promover “políticas públicas voltadas à garantia da vida, proteção bem-estar e saúde dos animais domésticos e silvestres.” Segundo a autora do projeto, os hospitais públicos veterinários deverão contar com equipes permanentes e disponibilizar atendimento de especialidades como anestesia, cirurgia, dermatologia, endocrinologia, fisioterapia, oftalmologia e ortopedia, além de exames laboratoriais e por imagem.

“O projeto busca primeiro, instituir um fundo nacional, que terá como fonte de receita, entre outras, um percentual obtido pela arrecadação de multas ambientais, dotações específicas junto ao orçamento da União, as doações ou contribuições destinadas por governos e organismos estrangeiros e os recursos resultantes de doações, contribuições em dinheiro, valores, bens móveis e imóveis, que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas”, destaca Jéssica.


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Refugiado do Sudão do Sul se dedica a plantar árvores para o bem das próximas gerações

Por David Arioch

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas” (Foto: Acnur)

Aos 32 anos, Bidal Abraham já teve que fugir de sua casa no Sudão do Sul três vezes. Em cada uma delas, conseguiu chegar de forma segura ao país vizinho, Uganda. E nas viagens, notou que havia cada vez menos árvores no caminho.

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas”, diz.

Bidal não podia parar a guerra que deixou para trás, mas podia plantar árvores e cuidar da terra que o recebeu, assim como seus colegas refugiados.

“Plantar árvores é importante porque árvores são vida. Elas podem fornecer sombra para nós e para os animais e mais oxigênio para o ar que respiramos. Cortamos árvores para fazer lenha e é importante que plantemos constantemente para que, se algum dia voltarmos para o Sudão do Sul, podemos deixar esse local como o encontramos”, explica.

À medida em que as árvores crescem, elas amenizam a mudança climática ao absorver dióxido de carbono do ar, armazenando carbono nas árvores e no solo e liberando oxigênio na atmosfera. Uma árvore pode absorver mais de 21 quilos de dióxido de carbono por ano e pode sequestrar uma tonelada de dióxido de carbono no momento em que atinge 40 anos de idade.

“Precisamos plantar árvores para substituir as que cortamos para carvão e para construir nossos abrigos. Eu sempre falo com as pessoas [sobre plantar árvores]. Se você fala com 100 pessoas em um dia, as que captam a mensagem positivamente são poucas. Mas não desistimos, nós continuamos”, enfatiza.

A fuga mais recente de Bidal ocorreu em maio de 2018, quando os combates irromperam em sua cidade natal, Yei. Ele cruzou a fronteira com sua esposa grávida e sua filha e se estabeleceu em um pequeno terreno em Omugo Extension, uma área de 5,4 quilômetros quadrados que abriga cerca de 30 mil refugiados na região norte do Nilo, no norte da Uganda. Uma vez coberto de árvores e mato, o assentamento agora é usado em grande parte para residências e áreas agrícolas.

Atualmente, Uganda abriga 1,2 milhão de refugiados. Eles têm acesso à terra para que possam construir uma casa e cultivar os próprios alimentos. Tanto os refugiados quanto a comunidade local usam lenha para as necessidades cotidianas, como cozinhar. Além disso, centenas de milhares de novos refugiados precisam de madeira para construir abrigos. As atividades afetaram o meio ambiente e a tensão sobre os recursos naturais estava aumentando.

“Há algumas pessoas na comunidade que apenas vão até o mato e cortam árvores. A comunidade que nos acolheu se sente preocupada e às vezes nos confrontamos”, pontua.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e seus parceiros encorajam os refugiados a plantar mudas de árvores no perímetro de suas terras. Algumas serão cortados, mas outros sobreviverão à medida que formas alternativas de energia se tornarem mais disponíveis para os refugiados e as comunidades de acolhida.

“Sem árvores não haverá paz”, explica Asiku Dalili, um oficial de projeto da Iniciativa Rural para o Empoderamento da Comunidade (Rice) que trabalha com o Acnur para implementar atividades de reflorestamento e reduzir as tensões decorrentes da competição por recursos.

“Mesmo antes dos refugiados, já haviam desafios ambientais aqui e a comunidade estava lidando com muitos problemas”, informa Asiku, acrescentando que havia problemas como as queimadas, o desflorestamento e a venda de carvão:

“Porque eles precisam sobreviver, você não pode persegui-los, eles precisam usar a lenha, eles precisam usar o solo, eles precisam usar os recursos hídricos.”

O Acnur também apoia viveiros de árvores dentro dos campos, a distribuição de mudas para refugiados e comunidades de acolhida e a educação sobre os benefícios do reflorestamento.

Além disso, o Acnur está trabalhando com o governo de Uganda para produzir 8,4 milhões de mudas de árvores este ano e restaurar centenas de hectares de árvores dentro de reservas e plantações.

Mais de 1,1 milhão de árvores foram plantadas em quatro campos na região do Nilo Ocidental desde 2017, mas apenas 55% sobreviveram ao clima severo e à condições variáveis do solo.

Todas as manhãs, Bidal rega as pequenas mudas que plantou em torno de sua casa e se orgulha de vê-las crescer. Sua paixão é importante.

“Me lembro que da segunda vez que estive em Uganda, encontrei as árvores que eu mesmo plantei. Alguém está vivendo lá agora, essa é a sua casa”, comenta com satisfação.


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Audiência na Câmara vai discutir uso de cães em testes de agrotóxicos

Por David Arioch

Discussão é motivada por denúncia feita em março de cruéis testes em animais realizados pela multinacional agroquímica Dow AgroSciences por exigência da Anvisa (Imagem: Reprodução)

Na próxima terça-feira (11), a partir das 14h, o uso de cães em testes de agrotóxicos vai ser discutido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no Plenário 8 da Câmara dos Deputados.

A audiência é uma iniciativa do deputado Fred Costa (Patri-MG), que manifestou preocupação após denúncia feita em março pela organização Humane Society International de que testes em cães estavam sendo financiados pela multinacional Dow AgroSciences para atender as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, apontou Fred Costa. Após a repercussão de um vídeo denunciando a crueldade da prática, a multinacional reconheceu que os testes em animais não são essenciais e destacou que está trabalhando em pareceria com a Humane Society para que a Anvisa altere os requisitos de testes.

No vídeo divulgado em março, 36 beagles aparecem sendo alimentados à força com altas doses de agroquímicos. A escolha dos beagles é justificada pelo seu comportamento dócil, pela facilidade em confiar nas pessoas.

Na terça-feira, também foram convidados para participar da discussão a promotora de Justiça do Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) e do Ministério Público da União, Luciana Bertini Leitão; os veterinários Luiz Cesar Cavalcanti Pereira da Silva e Flávia Quadros Campos Ferreira; e as ativistas Alexia Deschamps e Carolina Mourão.


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Nação Vegana Brasil realiza ato contra Festival de Carne de Cachorro na próxima semana

Por David Arioch

Já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China (Acervo: HSI)

Na próxima quarta-feira (12), a partir das 11h, o movimento Nação Vegana Brasil vai realizar na Embaixada da China, em Brasília, um ato contra o Festival de Carne de Cachorro, que ocorre entre os dias 21 e 29 deste mês.

Na ocasião, será entregue um abaixo-assinado com mais de 2,2 milhões de apoios contra a realização do evento em Yulin, na província de Guangxi, onde anualmente são mortos cerca de 10 mil cães, segundo a organização Humane Society International (HSI).

O primeiro festival foi realizado em 2009, e surgiu a partir da crença de que comer carne de cachorro durante o verão chinês traz sorte e boa saúde. Há até mesmo uma crença de que afasta doenças e aumenta o desempenho sexual dos homens.

O problema é que o custo disso é a morte violenta de milhares de cães, além de gatos, que com certeza não gostariam de ter suas vidas precocemente usurpadas para atender interesses humanos não imprescindíveis, assim como fazemos com bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, etc.

Embora tenha se tornado tradicional, já tem alguns anos que o Festival de Yulin, como também é conhecido, conquistou má fama fora da China. Além disso, não são poucos os cães e gatos servidos no evento que são abatidos aos olhos do público.


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Dia Mundial dos Oceanos é oportunidade para repensar hábitos e preservar os mares

Foto: Pixabay

O Dia Mundial dos Oceanos foi instituído em 1992 durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92). Há 27 anos já se destacava a importância da preservação dos mares, que, segundo dados da ONU, ocupam 99% de todo o espaço vital do planeta. No entanto, esse poderoso recurso hídrico está sob ameaça e a data é uma oportunidade para discutir a importância do envolvimento e mobilização de toda a população mundial para a sobrevivência deste habitat gigante.

Para marcar a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que além de abrigar uma rica e vasta biodiversidade, os oceanos são responsáveis por absorver 90% do calor gerado pela emissão de gases causadores pelo efeito estufa. “Eles abrigam uma vasta biodiversidade e são uma defesa vital contra a emergência climática global”, alertou.

Guterres lembra ainda que “os oceanos estão sob ameaça sem precedentes” e, citando alguns dados, informa que “nos últimos 150 anos, cerca de metade de todos os corais vivos foram perdidos” e que “nas últimas quatro décadas, a poluição plástica nos oceanos aumentou 10 vezes”. O chefe das Nações Unidas deixa como recado que a comunidade mundial precisa “atuar em vários setores para atender às demandas conflitantes da indústria, pesca, transporte, mineração e turismo que estão criando níveis insustentáveis de estresse nos ecossistemas marinhos e costeiros”.

Segundo dados da ONU, cerca de 13 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos anualmente causando a morte de 100 mil animais marinhos por todo o mundo. Plásticos de uso único permanecem intactos na natureza por séculos, aqueles que sofrem erosão se tornam micro-plásticos e são confundidos com alimento por espécies marinhas. Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Viena descobriu que o consumo de frutos do mar introduziu micro-plásticos no corpo de seres humanos em níveis alarmantes.

O tema do Dia Mundial dos Oceanos é “Gênero e o Oceano” e visa fomentar a igualdade de gênero na luta pela preservação dos oceanos e o empoderamento das mulheres na área de pesquisas e produção de conhecimento sobre meio ambiente e sustentabilidade.

Pintor britânico pula em canal para salvar filhote de cervo de afogamento

Por David Arioch

Reprodução | YouTube

Na semana passada, o pintor Marc Headon, de Gainsborough, no Reino Unido, estava passando ao lado de um canal com o amigo Jamie Toyne quando viu um filhote de cervo com dificuldade para nadar e prestes a se afogar. Sem demora, Marc saltou canal adentro e nadou ao encontro do animal para resgatá-lo.

O cervo foi trazido à superfície em pouco tempo. Em seguida, eles tentaram acalmá-lo e mantê-lo aquecido, até que ligaram para a organização Wildlife Trust para se encarregar de levá-lo de volta à natureza em segurança. O registro do resgate foi disponibilizado em vários canais no YouTube.


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Ex-presidente da Dolce & Gabbana lança marca de calçados veganos

Por David Arioch

Objetivo é minimizar cada vez mais o impacto do processo produtivo (Foto: AERA/Divulgação)

A ex-presidente da Dolce & Gabbana, Tina Bhojwani, anunciou na semana passada em entrevista à Forbes, o lançamento da sua marca de calçados veganos, criada em parceria com outro renomado veterano da indústria da moda – Jean-Michel Cazabat.

Tina disse que o mundo não precisa necessariamente de outra empresa convencional de calçados. Por isso eles decidiram criar uma marca que tivesse como norte a preocupação com questões éticas de produção e com o meio ambiente.

“Acreditamos que a sustentabilidade e o luxo podem ser análogos”, declarou Bhojwani, acrescentando que os calçados da AERA serão fabricados em Veneto, na Itália, onde experientes profissionais do ramo aprenderam a trabalhar com materiais veganos em vez de couro.

Para garantir que os produtos da AERA sejam realmente veganos e sustentáveis, a marca recorreu à certificadora SCS Global Services, que acompanhou todo o processo de desenvolvimento dos calçados.

“Nós literalmente medimos tudo, o potencial de aquecimento global, quanta energia está sendo utilizada, que tipo de emissão está sendo liberada durante o transporte, tudo isso”, garantiu Tina Bhojwani.

Ela acrescenta ainda na página da marca que o objetivo é minimizar cada vez mais o impacto do processo produtivo.


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Documentário conta a história da mulher que arriscou tudo para resgatar e abrigar aves

Foto: Supplied

Foto: Supplied

O documentário premiado, For The Birds (Pelos Pássaros, na tradução livre), dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, tem atraído a atenção do publico e da crítica por onde passa.

O filme consta a história de Kathy cujo amor por seus patos, galinhas, gansos e perus – todos os 200 deles – chama a atenção de resgatadores de animais locais e coloca seu casamento em perigo”, diz a sinopse do filme.

Miron conheceu Kathy em 2011, quando ele estava trabalhando como voluntário para o santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron seguiu com sua câmera enquanto os trabalhadores do abrigo tentavam negociar com Kathy a liberação de seus animais domésticos.

Mas a devoção de Kathy a seus pássaros – e seu fervor em proteger a vida que construiu com eles – logo fascinou Miron, cujo filme contempla o impacto do amor de Kathy pelas aves.

“For the Birds” permanece com Kathy por mais de cinco anos, documentando as consequências pessoais e jurídicas da paixão de Kathy, observando sem julgamentos sua luta, seu sofrimento e suas alegrias, segundo o site Plant Based News.

“Quando fui fazer esse filme, meu plano inicial era contar uma história sobre resgate de animais, mas apresentá-lo sob de vários pontos de vista”, diz Miron.

“Mas como a história teve incontáveis reviravoltas nos últimos cinco anos, ela se transformou em algo que eu nunca poderia ter previsto. Quanto mais eu filmava, mais inspirado eu era para me aprofundar na história humana permeando a história dos pássaros.”

Mas o que faz “For the Birds” se destacar é sua edição primorosa de acordo com o New York Times, que cuidadosamente constrói uma história a partir de múltiplas perspectivas, simpatizando com Kathy, Gary e os trabalhadores do santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron evita conclusões fáceis sobre o que leva Kathy a resgatar as aves e seu amor por elas, e ele fica com ela o tempo suficiente para a sua história surpreender.

A recompensa de sua paciência é um retrato psicológico que desenvolve mais mistérios quanto mais revela. De sujeira e do abandono, brota a vida – não menos preciosa por suas origens enlameadas ou tristes.

O documentário, que foi exibido em mais de 20 festivais de cinema ao redor do mundo, recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no New Orleans Film Festival e no Ridgefield Independent Film Festival.

Senador defende uso de agrotóxicos genéricos para ampliar lucro dos produtores

Por David Arioch

Assunto vai ser debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na próxima quarta-feira (Fotos: Agência Senado/Getty)

O senador Lasier Martins (Pode-RS) solicitou uma audiência pública com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para a próxima quarta-feira (12), às 11h, com a finalidade de discutir o mercado de agrotóxicos, principalmente o impacto das políticas de propriedade industrial nesse segmento.

A reunião que vai ocorrer na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa foi justificada pelo senador como de grande importância porque, segundo ele, os agricultores que trabalham com as culturas de soja, milho e algodão não têm o poder de definir o preço de seus produtos porque dependem de fatores externos, como o mercado internacional.

Considerando isso, Lasier Martins defende que uma das formas de garantir maior rentabilidade ao produtor é reduzir custos de produção, o que, de acordo com o senador, seria possível com o uso de agrotóxicos genéricos, que chegam a ser até 25% mais baratos do que os oferecidos por grandes empresas multinacionais.

Conforme informações da Agência Senado, Lasier sustenta que maior competição nesse mercado, hoje concentrado nas mãos de poucas empresas, poderia vir pelo aumento da oferta de agroquímicos genéricos, possibilitando oferta de insumos mais baratos.

O senador aponta ainda que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) é moroso na análise dos pedidos de quebra de patentes nesse setor (requisito para a produção de genéricos) que, em alguns casos, chegou a superar 14 anos.

“Para se ter uma noção de valores, só em 2009 foram movimentados no mercado de defensivos agrícolas no Brasil R$ 12,9 bilhões. Segundo matéria divulgada no jornal O Estado de S. Paulo, em 2014, apenas três produtos — um herbicida e dois inseticidas — movimentaram cerca de R$ 300 milhões por ano, sendo que tais produtos ainda estavam protegidos por patentes”, informa Lasier Martins.

Foram convidados para o debate representantes da Secretaria de Governo da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).