Três elefantes são encontrados mortos por envenenamento

Foto: AFP

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Acuados e espremidos pela invasão humana em seus habitats naturais os elefantes acabam entrando nas plantações de alimentos cultivados que encontram por seu caminho, inocentes e herbívoros os animais querem apenas se alimentar.

Suspeitas apontam que esse pode ter sido o caso dos três elefantes que foram mortos por envenenamento nos arredores de uma plantação de óleo de palma na Malásia, conforme informações das autoridades do país divulgadas na sexta-feira (7).

Este é o último caso de que se tem notícias envolvendo esses belos animais, que estão ameaçados de extinção, sendo mortos perto de assentamentos humanos.

A polícia local do estado de Johor, no sul do país, encontrou os cadáveres dos animais e alertou os oficiais da vida selvagem na terça-feira, disse à AFP o diretor-geral do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Abdul Kadir Abu Hashim.

Acredita-se que os animais mortos façam parte de um grupo de 30 elefantes que vivem na reserva florestal próxima.

“Fizemos um exame ‘post mortem’ nos três elefantes do sexo feminino com idade entre 18 e 22 anos, e o resultado revelou que eles foram envenenados”, disse Abdul Kadir.

“Estou chocado e triste com este incidente. Se esta tendência continuar, todos os nossos elefantes selvagens serão exterminados.”

“As cercas elétricas usadas para manter os elefantes longe das plantações da aldeia não estavam funcionando e permitiam que os animais invadissem a área”, disse Abdul Kadir.

As amostras de fígado e rim dos elefantes estavam sendo examinadas para determinar o tipo de veneno usado, disse o ministro do departamento de Recursos Naturais, Xavier Jayakumar Arulanandam.

A Malásia tem sido palco de uma série de mortes de elefantes como consequência de assentamentos humanos ou plantações agrícolas se expandindo para os habitats das criaturas.

Ano passado, seis elefantes pigmeus foram encontrados envenenados em plantações de óleo de palma no leste do estado de Sabah.

Conservacionistas estimam que há apenas cerca de 1.500 elefantes selvagens na Malásia.

A Malásia abriga vastas áreas de floresta tropical e uma variedade de espécies exóticas da vida selvagem, que vão desde elefantes a orangotangos e tigres, mas o número de representantes de muitas espécies raras caiu drasticamente nas últimas décadas.

Muitos animais em extinção também são covardemente caçados pelas partes de seus corpos que são vendidas por valores elevados para o uso na medicina tradicional chinesa e em outros lugares da Ásia.

Abdul Kadir disse que o último incidente foi um ato criminoso de crueldade.

“Culpados neste incidente de envenenamento, cuidado. Vamos ‘caçar’ você”, avisou Kadir.

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Startup vegana é finalista de competição internacional no Canadá

Por David Arioch

A Spero pretende oferecer opções à base de vegetais em todas as principais categorias de produtos derivados de leite e ovos (Foto: Divulgação)

Fundada em 2016, a startup vegana Spero Foods, sediada em Los Angeles, na Califórnia, é uma das três finalistas da WebSummit’s Pitch, uma competição internacional realizada em Toronto, no Canadá, que seleciona 60 startups promissoras para uma batalha ao vivo em um painel com grandes investidores e jornalistas influentes.

O que levou a Spero a ser uma das finalistas foi a produção de uma alternativa ao ovo chamada Scramblit, à base de sementes de abóbora, cúrcuma, alho e sal preto, além de versões veganas de cheesecakes e queijos do tipo chèvre, camembert, bluebert.

“Acho que isso é uma evidência de que as pessoas ‘entendem’ nossa abordagem”, declarou a fundadora e CEO da Spero, Phaedra Randolph.

A foodtech tem se preocupado basicamente em criar opções de qualidade que possam estimular as pessoas a substituírem laticínios e ovos por opções de origem vegetal – mas alternativas que sejam saudáveis, ricos em nutrientes naturais e sem conservantes, segundo a empresa.

A Spero pretende oferecer opções à base de vegetais em todas as principais categorias de produtos derivados de leite e ovos, e diz estar empenhada em fazer a diferença nesse mercado oferecendo produtos a preços acessíveis.


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Gatinha leva seus brinquedos em suas aventuras fora de casa

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Esta linda gata mancha de preto e branco tem 12 anos vive no Reino Unido com sua humana, Beth Wilson.

Mas Pixie não é apenas uma gata linda e carinhosa quando se trata de humanos – ela também é muito generosa com objetos inanimados.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Curiosa como todos os gatos são por natureza, Pixie gosta de explorar. Dentro ou fora, Pixie está sempre de olhos arregalados e interessada no que está por vir na próxima esquina. E parece que a Pixie também quer passar esse espírito de aventura para seus muitos brinquedos de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Por exemplo, se Pixie gosta de deitar de costas no jardim, ela parece deduzir que um membro de seu acervo recheado de bichinhos pelúcias também poderia gostar disso, então ela o traz junto com ela.

Outras vezes, quando Pixie está procurando algo um pouco mais emocionante do que ficar deitada de costas com as patas para cima, ela também traz um de seus brinquedos consigo – seja um pequeno leão, um tigre ou um mini gatinho de pelúcia que se parece com ela.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Se ela percebe que eu estou olhando para ela, ela pára e coloca o brinquedo no chão”, disse Wilson ao The Dodo. Mas às vezes Wilson consegue tirar uma foto antes que Pixie perceba.

“No verão, ela gosta de levá-los ao jardim”, explicou Wilson. “Às vezes, ela apenas os leva para uma turnê e depois volta para casa. Outras vezes, eles são deixados na estufa. Se eu colocar um cobertor na grama para sentar, ela colocará brinquedos nele.”

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Só porque o tempo fica mais frio não significa que as aventuras de Pixie com seus brinquedos vão parar.

“No inverno ela apenas os carrega em volta da casa mesmo”, disse Wilson. “Ela pode levar vários deles para um quarto”.

Uma vez por semana, quando uma faxineira chega, Pixie mostra o quão conscienciosa ela é com seus companheiros de aventura de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Ela coloca todos os brinquedos de volta na caixa”, disse Wilson. “Assim que a faxineira sai, ela tira vários deles da caixa e os coloca em volta da casa.”

As aventuras de Pixie não são apenas pura diversão e brincadeiras – mas elas realmente têm um impacto positivo nas pessoas ao seu redor.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Eu a peguei ainda um gatinho filhote há 12 anos”, disse Wilson. “Ela mudou totalmente minha vida … Ela cuida de mim quando me sinto mal e ela sempre me anima”.

Certamente seus brinquedos se sentiriam da mesma maneira, se pudessem.

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Chefe da ONU defende fim dos subsídios aos combustíveis fósseis

Por David Arioch

Subsidiar combustíveis fósseis significa gastar o dinheiro de contribuintes para “impulsionar furacões, espalhar secas, derreter geleiras, branquear corais: destruir o mundo” (Foto: Getty Images)

“É necessário taxar a poluição, não as pessoas, e acabar com os subsídios para combustíveis fósseis”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no final do mês passado durante a Cúpula Mundial da Coalizão R20, uma organização ambiental apoiada pela ONU e fundada por Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia.

A ideia de subsidiar combustíveis fósseis como uma maneira de melhorar a vida das pessoas não poderia estar mais errada, disse o chefe da ONU na capital da Áustria, Viena. Subsidiar combustíveis fósseis significa gastar o dinheiro de contribuintes para “impulsionar furacões, espalhar secas, derreter geleiras, branquear corais: destruir o mundo”, declarou Guterres.

Ele pediu também a descarbonização de infraestruturas urbanas, uma pausa na construção de minas de carvão e a promoção de consumo e produção sustentáveis. “Em resumo, precisamos de uma economia verde, não de uma economia cinza.”

Financiar uma sociedade “pós-carbono”

Na preparação para a Cúpula da ONU sobre o Clima, em setembro, o secretário-geral encarregou o presidente da França, o primeiro-ministro da Jamaica e o emir do Catar de mobilizar apoio internacional para assegurar a meta de 100 bilhões de dólares.

O valor foi aceito por Estados-membros da ONU na Conferência de Paris sobre o Clima, em 2015, e é necessário para avançar medidas climáticas de mitigação e adaptação no mundo em desenvolvimento.

Investidores precisam parar de “financiar a poluição, ampliar empreendimentos verdes e aumentar empréstimos para soluções de baixa emissão de carbono”, insistiu, acrescentando que o setor privado e comunidades de investimentos precisam apoiar uma “agenda climática ousada e ambiciosa”, à medida que ações climáticas não são boas apenas para pessoas e para o planeta, mas também podem ser boas para os negócios.

“Lado positivo da nuvem ameaçadora”

Relembrando sua recente viagem a Tuvalu, um Estado insular no Pacífico Sul que corre o risco de ser inundado pelos crescentes níveis dos oceanos, Guterres destacou o fato de que “raramente um dia se passa” sem notícias de outro desastre, como enchentes, secas, incêndios florestais e tempestades extremas.

No entanto, há um “lado positivo da nuvem ameaçadora”, porque, embora a situação atual seja extremamente séria, a mudança para uma economia verde irá render benefícios profundos para as sociedades do mundo todo, com ar e água mais limpos, menos poluição e uma agricultura livre de produtos químicos.


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Cachorra abandonada que corria de medo de tudo e de todos finalmente aprende a confiar

Foto: Jillian

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Jillian estava deixando o lixo em frente a sua casa, na rua em que mora, uma noite durante a semana, como sempre faz, quando notou alguém se escondendo na escuridão.

Dois olhos brilhantes na escuridão corresponderam ao seu olhar, e ela podia apenas ver o contorno de um cachorro agachado no jardim da frente. Ela sabia que aproximar-se do animal perdido muito rapidamente poderia assustar o cão tímido de vez, então Jillian tomou o maior cuidado com seus movimentos.

“Ela fugiu quando me ouviu chegando perto”, disse Jillian, que pediu para não incluir seu sobrenome, contou ao The Dodo, “mas quando eu falei com ela, ela parou e ouviu”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

No dia seguinte, o cachorro (que na verdade era uma menina) voltou, ainda que cautelosamente e mantendo distância. Quando Jillian voltou sua atenção para a cachorrinha, mais uma vez ela correu – mas não foi tão longe como da primeira vez.

Foi quando Jillian percebeu que a cachorra assustada queria alguma coisa; ela simplesmente não sabia como perguntar o que era.

“Quando me virei para voltar para dentro, percebi que ela estava me seguindo a distância”, disse Jillian. “Foi quando eu percebi que poderia fazê-la confiar em mim. Peguei uma tigela com água e comida para cachorro e deixei no canto do meu quintal antes de caminhar até uma distância segura para ela”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

O animal faminto comeu com gratidão a comida e continuou a seguir Jillian, ainda se certificando de manter uma boa distância.

Quando Jillian viu a cachorrinha em sua vizinhança novamente no dia seguinte, ela bolou um plano com a ajuda do marido.

“Conseguimos mais comida para cães e deixamos um rastro para ela seguir de volta ao nosso quintal, onde a alimentei novamente”, disse ela. “Desta vez, sentei-me perto da comida. Eu esperava que ela fugisse depois que ela comeu, mas em vez disso ela ficou ao meu lado e até começou a me cheirar”, conta Jillian emocionada.

“Quando me levantei, ela me seguiu até o meu quintal e sentou-se ao meu lado”, acrescentou Jillian. “Eu nunca tive um cachorro em situação de rua se aproximando de mim assim. Ela estava apenas esperando que alguém lhe desse uma chance”.

Jillian soube então que a cachorrinha deveria ser parte de sua família, e ela a chamou de Luna.

“Nós decidimos mantê-la porque não poderíamos nos afastar dela mais”, disse ela. “Eu também sempre amei mistura de pit bull que deixou ela linda, então me apaixonei por Luna imediatamente e para sempre”.

Faz apenas uma semana que ela esta conosco, mas Luna se adaptou perfeitamente bem a sua nova vida de cão doméstico e está ansiosamente mostrando à mãe que está pronta para aprender muitas coisas.

“Luna parece ser muito inteligente”, disse Jillian. “Ela aprendeu seu nome em um dia e já está respondendo a alguns comandos básicos, embora estivesse claro que ninguém lhes havia ensinado antes”.

Luna ainda tem um pequeno caminho a percorrer antes de se acomodar completamente, mas sua nova mãe está feliz em levar as coisas devagar.

“Ela ainda está um pouco assustada, especialmente com barulhos altos, como portas fechando, mas ela é a mais doce das criaturas”, disse Jillian. “Ela gosta de correr com a gente no quintal e se aconchegar conosco na cama e nos dar beijos quando nos sentamos”.

“Ela só quer mostrar o quanto esta grata, mal sabe ela que quem mais ganhou eu”, conclui emocionada a mais nova tutora.

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Guia turístico afunda filhote de elefante no mar para turistas tirarem fotos

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A exploração dos elefantes pela indústria de turismo nos países em que a espécie habita é notória e vergonhosa. Abusos de toda espécie são noticiados diariamente com animais tendo que fazer truques para plateias, pintar quadros com a tromba, dançar e até dirigir quadrículos.

O último ato de violência contra os elefantes, movido pela indústria do turismo, foi protagonizado por um guia turístico foi filmado afundando um bebê elefante no mar para que uma turista que também estava na praia pudesse tirar fotos do animal.

O mahout (nome dado aos manipuladores de elefante) arrastou o filhote para o oceano em Phuket, no sul da Tailândia, em 14 de maio, após os dois turistas pagarem por passeios ao lado dos animais, elefantes são explorados.

Um homem é visto no vídeo, tirando selfies enquanto estava sentado em cima de um elefante adulto que estava ao fundo com água até os joelhos no mar.

Uma mulher usando um biquíni branco – que provavelmente estava de férias – tirou fotos do bebê elefante preso pelo guia no mar.

O elefante bebê parecia nervoso e desconfortável na água, mas o mahout colocou as mãos no pescoço do elefante e o empurrou de volta para o mar, prendendo-o.

Quando o filhote acenou com a tromba em aparente desconforto, o mahout colocou a mão na cabeça do animal enquanto continuava a prendê-lo na água.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

O comportamento cruel praticado conta o filhote era uma tentativa de manter o elefante imóvel para que o turista pudesse tirar uma foto dele no mar, segundo informações do Daily Mail.

Ela bate a foto do elefante bebê e em seguida, vira a câmera em direção ao seu parceiro, que está montando o outro elefante, porém adulto.

A cena provocou revolta dos defensores dos direitos animais que afirmaram que além de ser uma violência levar os elefantes contra a vontade para o mar também danificou os recifes de corais na área.

Thammarat Suwannaposri do Spotlight Phuket disse: “Os elefantes eram parte da atração turística organizada por um restaurante próximo e eles não pediram permissão para fazê-lo”.

“A praia é muito rochosa, mas está cheia de antigos recifes de coral, cuja retirada não foi autorizada de acordo com a lei. Mas eles trouxeram um profissional para escavar e limpar a área, para que esses elefantes pudessem entrar na água e posar para fotos com os turistas”.

“O que eles fizeram foi considerado ilegal e deveriam ser punidos por destruir o meio ambiente e abusar dos animais”.

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Extintas na natureza, 50 ararinhas-azuis chegarão ao Brasil por meio de acordo com a Alemanha

Por David Arioch

Depois de um período de adaptação em viveiro, elas serão, enfim, soltas na natureza (Foto: Camile Lugarini/ICMBio)

Em cinco meses, 50 ararinhas-azuis devem chegar ao Brasil, repatriadas da Alemanha. O retorno à casa foi anunciado ontem (sexta-feira) durante a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), que mantém as aves.

Ao chegarem, provavelmente no mês de novembro, as ararinhas serão levadas para o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada no ano passado, em Curaçá, na Bahia, especialmente para receber as aves. O local é habitat histórico da espécie, considerada extinta na natureza desde 2000 após ser alvo durante anos de caçadores e traficantes de animais.

Depois de um período de adaptação em viveiro, elas serão, enfim, soltas na natureza. Atualmente, existem apenas 163 ararinhas-azuis em cativeiro no mundo – 13 estão no Brasil, 147 na Alemanha, quatro em Singapura e duas na Bélgica.

Em território nacional, as 13 aves estão alojadas em criadouro na Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais. Duas delas são filhotes e nasceram na semana passada. O dono do criadouro na Fazenda Cachoeira, Edson Gontijo, mostrou-se empolgado com a assinatura do acordo. Ele disse estar feliz em contribuir para um projeto tão importante para a biodiversidade brasileira, que é o repovoamento da ararinha-azul.

Ao chegar ao Brasil, as ararinhas vão para o Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-azul, que está sendo construído no interior do Refúgio de Vida Silvestre, em Curaçá.

Durante o período de adaptação, as aves ficarão sob a guarda da ACTP, que mantém 90% das ararinhas-azuis em cativeiro do mundo após receber os exemplares que estavam em instituição no Catar, recentemente fechada.

“É uma responsabilidade enorme”, disse Martin Guth, presidente da ACTP, que pagará pelo novo Centro de Reintrodução. A analista ambiental Camile Lugarini, do ICMBio, disse que a reintrodução na natureza será um processo cauteloso.

As primeiras solturas serão feitas em conjunto com maracanãs (Primolius maracana), uma outra espécie de arara, com hábitos semelhantes aos da ararinha-azul – ambas utilizam ocos de caraibeira (ipê-amarelo) para fazer seus ninhos, entre outras similaridades. Segundo a analista, antes de desaparecer, o último macho de ararinha-azul chegou a formar par com uma fêmea de maracanã.

A soltura, ainda segundo ela, está prevista no Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha Azul (PAN Ararinha-Azul), coordenado pelo ICMBio e publicado em 2012. As ações do plano têm o objetivo de aumentar a população manejada em cativeiro e recuperar o habitat de ocorrência histórica da espécie, visando à sua reintrodução à natureza.

Saiba Mais

Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, e exclusiva da Caatinga brasileira, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) teve sua população dizimada pela ação do homem. A última ararinha conhecida na natureza desapareceu em outubro de 2000 e até hoje não se sabe se morreu ou foi capturado por alguém.

Desde então, as poucas que restaram em coleções particulares vêm sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro. Quase todas no exterior. A ararinha endêmica da Caatinga é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Em 2000, foi classificada como Criticamente em Perigo (CR) possivelmente Extinta na Natureza (EW), restando apenas indivíduos em cativeiro.


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Mais de 90% da população mundial vive em áreas onde os níveis de poluição do ar estão abaixo dos padrões de segurança

Por David Arioch

Milhões de mortes prematuras em todo o mundo podem ser atribuídas a substâncias nocivas na atmosfera como resultado de atividades humanas (Foto: Flickr/Thomas Hobbs)

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 90% da população mundial vive em áreas onde os níveis de poluição do ar estão abaixo dos padrões de segurança.

Milhões de mortes prematuras em todo o mundo podem ser atribuídas a substâncias nocivas na atmosfera como resultado de atividades humanas. A poluição do ar custa à economia global cinco trilhões de dólares por ano em gastos com saúde e bem-estar.

A poluição atmosférica põe em perigo a nossa saúde, os nossos habitats, mas também o nosso patrimônio ambiental comum. Tem um impacto negativo nas áreas terrestres, marinhas e costeiras e causa perturbações nos ecossistemas reguladores que são fundamentais para a qualidade de vida global das sociedades humanas e para a saúde das terras, mares e outras espécies vivas:

“Reduzir a poluição do ar é proteger o meio ambiente, preservando a biodiversidade e mitigando a mudança climática, o que compõe um dos desafios mais prementes de hoje.”

Essa observação está destacada no primeiro Relatório de Avaliação Global sobre Biodiversidade, lançado em maio pela Unesco, durante o encerramento do plenário da Plataforma Intergovernamental para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

O relatório alerta para a deterioração sem precedentes da natureza e de seus processos ecológicos e evolutivos que nos fornecem ar de qualidade, água fresca e solos saudáveis.

Também enfatiza a necessidade de tomar ações coletivas urgentes e imediatas para preservar a estrutura viva do planeta. Fazer isso é nosso dever de solidariedade para as gerações futuras, segundo a Unesco.

“Reduzir a poluição do ar exige não apenas mudança tecnológica, mas também uma mudança de mentalidade em relação a questões ambientais, políticas inovadoras e regulação social”, defende a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

E acrescenta: “Sabemos que quanto mais as pessoas se aproximam de seu ambiente natural, mais provável é que apreciem a natureza e sua biodiversidade, tenham consciência de nossa herança comum e compreendam a importância fundamental do ar puro de que todos dependemos para a vida, bem-estar e para o futuro do nosso planeta.”

Ex-estrela da NBA, John Salley defende que um atleta se tornar vegano é uma escolha inteligente

Por David Arioch

“Eu defendo o direito dos animais de viver, defendo a cannabis, defendo a vida” (Foto: Elysabeth Alfano Podcast/Vlog)

Quatro vezes campeão da NBA, o ex-jogador de basquete John Salley defendeu ontem em entrevista ao Yahoo Finance que um atleta se tornar vegano é uma escolha inteligente.

Depois de destacar que uma boa dieta à base de vegetais é muito benéfica para qualquer atleta, ele disse ainda que sua recusa em se alimentar de animais não é simplesmente pela sua saúde, embora isso o tenha motivado a adotar uma dieta vegetariana estrita em 2017. “Eu defendo o direito dos animais de viver, defendo a cannabis, defendo a vida”, acrescentou.

Durante a entrevista, que tinha como foco principal o seu investimento na marca de alternativas à carne Beyond Meat, Salley frisou ser um defensor do veganismo, o que significa que o seu interesse nesse mercado também tem um viés ético, não simplesmente econômico.

“Bom produto, bom sabor e nenhum animal precisa morrer”, declarou em referência à Beyond Meat. Em seu site, John Salley também faz questão de estimular as pessoas a abandonarem o consumo de alimentos de origem animal, relatando suas experiências pessoais como motivação.

No caso da ex-estrela da NBA, uma dieta livre de ingredientes de origem animal transformou sua vida e o livrou de vários problemas de saúde. “Uma dieta à base de plantas te mantém vivo”, defende.


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Em benefício do planeta, Whoopi Goldberg defende o fim do uso de plásticos descartáveis

Por David Arioch

Whoopi Goldberg disse que “uma pessoa, duas pessoas já podem fazer uma grande diferença” (Fotos: Reuters)

Esta semana a atriz Whoopi Goldberg participou da inauguração de uma exposição na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York que visa alertar sobre as consequências da poluição por plástico de uso descartável.

Durante o evento que é resultado de uma parceria entre a ONU e a National Geographic, a atriz disse que “uma pessoa, duas pessoas já podem fazer uma grande diferença”.

Na exposição, Fotografias, vídeos e infografias contam como o uso desse material e a falta de reciclagem contaminam os oceanos. “Precisamos usar um trilhão de sacolas plásticas por ano? Precisamos?”, questionou a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa.

Atualmente 13 toneladas de plástico acabam nos oceanos. Os plásticos provocam a morte de 100 milhões de animais marinhos por ano, além de outros danos.

Em março, a organização de conservação da vida marinha, Sea Shepherd começou a divulgar uma nova campanha que mostra que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de animais que habitam os oceanos.

Criada em parceria com as equipes Tribal Worldwide São Paulo e DBB Guatemala, a campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. A campanha contou com produção em 3D do Notan Studio.

Na arte da campanha, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.

Segundo o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, cientistas já alertaram que em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes no mar. “A Shepherd está comprometida em desfazer esse cenário negativo porque se os oceanos morrerem, nós também morreremos”, alerta Watson.


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