Brasil pode ganhar lei que classifica desastre ecológico como ecocídio

Por David Arioch

A criação do PL 2787/19 é uma sugestão da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanhou o caso de Brumadinho (Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo)

Na quarta-feira (12) vai ser discutido no Plenário da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 2787/19, de autoria coletiva, que defende a tipificação do ato de provocar desastres ecológicos como ecocídio.

A ideia é criar um tipo penal específico para acabar com a impunidade em casos de rompimento de barragens e em outras situações de grande impacto ambiental que decorrem diretamente da ação humana.

O projeto defende que ações que resultem na destruição significativa da flora, mortandade de animais ou estado de calamidade pública, devem gerar pena de quatro a 20 anos de prisão.

Além disso, prevê multa que pode variar de dois mil reais a um bilhão de reais, indo muito além do teto atual que é de 50 milhões de reais. Sobre casos de rompimentos de barragens, a matéria do PL destaca o seguinte:

“Em primeiro lugar, cria um tipo penal específico para aquele que der causa a rompimento de barragem pela inobservância das normas técnicas aplicáveis ou das determinações da autoridade licenciadora e da entidade fiscalizadora da segurança de barragem, com modalidades dolosa e culposa.”

A justificativa para a criação do projeto de lei foram os trágicos acontecimentos em Mariana (MG), no final de 2015, e de Brumadinho (MG), no início deste ano, que expuseram de forma clara a fragilidade da legislação penal em relação ao tema.

Ainda que haja uma tentativa de atribuir responsabilidades nesses casos, a legislação brasileira permite hoje questionamentos jurídicos e protelação de processos – o que impede a possibilidade de se aproximar de uma resolução que possa ser classificada como justiça.

Em caso de rompimento de barragens, ocultação de informações também passa a ser crime. A criação do PL 2787/19 é uma sugestão da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanhou o caso de Brumadinho.


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Deputado defende que ampliação de pena contra maus-tratos aos animais pode facilitar o trabalho da polícia

Por David Arioch

“Estamos sim em um novo tempo, um tempo em que os animais não estão sendo vistos apenas como se fossem coisas, mas como sujeitos de direitos” (Fotos: Agência Câmara/Getty Images)

Na semana passada, em entrevista ao programa Jogo Rápido, da Agência Câmara, o deputado Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ), coordenador do estado do Rio de Janeiro da defesa da causa animal, disse que a ampliação da pena para quem pratica maus-tratos aos animais pode dar mais autonomia à polícia para prender os agressores em flagrante.

“Há dez anos eu já acompanhava casos de maus-tratos de animais e a pessoa assinava um termo de compromisso e era liberada”, cita Furtado e acrescenta que ainda hoje o agressor só precisa comparecer ao juizado especial – isto “porque se trata de um crime de menor potencial ofensivo”, segundo a atual legislação brasileira.

O deputado enfatiza que iniciativas como a do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que teve o seu projeto aprovado pelo Senado no final do ano passado, e que visam alterar a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, ampliando a pena contra maus-tratos, são realmente válidas para garantir mais proteção aos animais.

Antônio Furtado defende que crimes contra animais são realmente graves: “A gente não pode aceitar por exemplo que um dano a uma coisa possa chegar a uma pena de três anos de prisão enquanto ofensa à saúde de um animal tem uma pena de até um ano. Isso é inadmissível.”

Segundo o delegado, a sociedade pode sair fortalecida com a mudança legislativa. “Estamos sim em um novo tempo, um tempo em que os animais não estão sendo vistos apenas como se fossem coisas, mas como sujeitos de direitos”, declarou.


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Sociedade Vegetariana Judaica abre as portas do primeiro Centro Vegano Judaico do mundo

Por David Arioch

A inauguração foi prestigiada por mais de 300 apoiadores, além da parlamentar e vegana Kerry McCarthy, do Partido Trabalhista Britânico (Foto: JVS/Divulgação)

A Sociedade Vegetariana Judaica abriu esta semana as portas do primeiro Centro Vegano Judaico do mundo na sua sede na Finchley Road, na Grande Londres, na Inglaterra. E a iniciativa só foi possível graças a centenas de apoiadores que realizarem doações por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

“Estamos muito satisfeitos em abrir as portas para o primeiro Centro Vegano Judaico do mundo no momento certo, quando os centros comunitários estão em falta, e quando a produção de produtos de origem animal se tornou mais cruel do que nunca”, disse a diretora da JVS, Lara Balsam, ao Jewish News.

E acrescentou: “Esperamos inspirar a criação de muitos desses centros ao redor do mundo, atendendo à crescente demanda e interesse pelo veganismo judaico.”

A inauguração foi prestigiada por mais de 300 apoiadores, além da parlamentar e vegana Kerry McCarthy, do Partido Trabalhista Britânico.

Fez parte da programação oficinas de culinária vegana, de jardinagem e discussões sobre ética alimentar no judaísmo com os rabinos Jonathan Wittenberg e Debbie Young-Somers. Além de uma nova cozinha, o Centro Vegano Judaico conta com salas de reuniões e jardim.


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Rede de fast food vegana decide doar parte dos lucros para a limpeza dos oceanos

Por David Arioch

“Se deixar circular, o plástico terá impacto em nossos ecossistemas, saúde e economia”, informa a Ocean Cleanup (Fotos: Copper Branch/Getty)

Ontem (8), no Dia Mundial dos Oceanos, a rede de fast food vegana Copper Branch, sediada em Montreal, no Canadá, decidiu doar parte dos lucros com a venda do Crab Cake Burger para a organização The Ocean Cleanup, que realiza ações de limpeza dos oceanos.

Segundo o Copper Branch, a conservação oceânica é de suma importância para a sobrevivência do planeta e de seus habitantes, humanos ou não.

“Se deixar circular, o plástico terá impacto em nossos ecossistemas, saúde e economia. Resolver esse problema exige fechar a fonte de acúmulo do lixo e limpar o que já se acumulou no oceano”, destaca a Ocean Cleanup.

O Copper Branch, que conta com mais de 40 restaurantes no Canadá, iniciou no começo do ano um projeto de expansão para abrir 230 filiais até o final de 2020. Por enquanto, as prioridades são Canadá, Estados Unidos e França, países que tem experimentando um crescimento bastante significativo do veganismo.

A cadeia oferece café da manhã, almoço e jantar. Além de pratos completos, há opções como veggie burgers, sanduíches, wraps, saladas, sopas, aperitivos, sobremesas e smoothies.

Diferente das redes de fast food mais tradicionais, o Copper Branch destaca que tem uma preocupação em oferecer comida de qualidade, que não é baseada em calorias vazias ou rica em gorduras ruins.

Recentemente, o presidente da cadeia de restaurantes, Rio Infantino, explicou que outra prioridade é atrair clientes que não sejam veganos ou vegetarianos, até para inspirarem boas mudanças de hábitos.

Elefantes em luto carregam o corpo de filhote morto em procissão funerária

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

As imagens comoventes mostram uma procissão de elefantes indianos carregando o corpo sem vida de um membro do grupo, em cenas que lembram as cerimônias humanas de luto.

Um vídeo pungente dos elefantes acompanhando um “funeral” para um de seus jovens companheiros, se tornou viral, provocando emoção e repercutindo intensamente nas mídias sociais.

A impressionante filmagem foi postada no Twitter por Parveen Kaswan, um guarda florestal do Serviço Exterior da Índia, na sexta-feira última.

As imagens mostram um elefante indiano adulto saindo de uma área arborizada em uma estrada, carregando o corpo sem vida de um filhote de elefante morta com sua tromba.

Ele descansa o corpo no chão por um momento, em seguida parece protegê-lo enquanto espera por outros membros do grupos que seguem o cortejo e chegam após alguns momentos.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Andando em linha – não muito diferente de uma procissão fúnebre – elefantes jovens e adultos se reúnem em volta do corpo.

Com o grupo reunido, o corpo é levado para a floresta enquanto os transeuntes observam.

As cenas provocaram uma explosão de emoção nas mídias sociais, depois de ter sido re-tweetado mais de 5 mil vezes, e recebido pouco menos de 12 mil curtidas.

Devika comentou: “Isto é uma prova dos sentimentos dos animais e dilaceram um coração. Há muito que os humanos podem aprender com os animais”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Sumita Bhatt acrescentou: “Meu Deus! É a primeira vez que vi esse vídeo… Realmente muito tocante”.

Mohan Alembath disse que o “vídeo é muito comovente e emocionalmente perturbador”, observando que “a capacidade dos elefantes para emoções complexas como o luto é verdadeiramente notável”.

Enquanto os cientistas alertam contra a interpretação de tais exibições como sendo motivadas por “luto”, os elefantes são uma das várias espécies que foram observadas a lamentar seus mortos, segundo informações do Daily Mail.

Sabe-se que os elefantes têm interesse especial nos ossos de seus mortos, segundo a revista Smithsonian, e foram vistos realizando “funerais” anteriormente.

Durante esses memoriais, os animais foram vistos passando repetidas vezes pelo falecido companheiro de grupo – até às vezes cheirando e tocando o cadáver.

Ano passado, foram divulgadas imagens de uma baleia orca que carregava o corpo de seu filhote falecido nas costas por mais de duas semanas em águas canadenses antes de liberá-lo.

Os chimpanzés também foram repetidamente observados em práticas similares.

Em um caso relatado, um pequeno grupo de chimpanzés em cativeiro foi flagrado examinando o corpo de um companheiro do grupo em busca de sinais de vida, e limpou pedaços de palha de seu pelo. Eles se recusaram a ir para o lugar onde ela havia morrido por vários dias depois.

Em 2017, uma equipe de pesquisadores de primatas na Zâmbia filmou uma mãe usando um pedaço de grama seca para limpar detritos dos dentes de seu falecido filho.

A implicação, segundo os cientistas envolvidos, é que os chimpanzés continuam a sentir laços sociais, mesmo após a morte, e sentem alguma sensibilidade em relação aos cadáveres.

Magpies (pássaros australianos) foram observados enterrando seus mortos sob galhos de grama.

Em um dos exemplos recentes mais fascinantes, um menino de oito anos capturou imagens de pecarídeos, uma espécie de porco selvagem, encontrado em algumas partes dos Estados Unidos, observando rituais de luto.

Os queixadas visitavam o cadáver repetidamente, acariciando-o e mordendo-o, bem como dormindo ao lado dele.

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Onda de calor leva macacos à morte enquanto as temperaturas batem recordes na região

Foto: AFP

Foto: AFP

Um grupo de 15 macacos morreu de suspeita de insolação na Índia, vítimas das temperaturas escaldantes, que já duram mais de uma semana, atingem um número crescente de pessoas e animais, segundo a imprensa local.

Diversas áreas do país têm sofrido com o mormaço e o mal-estar causado pelas temperaturas que subiram para mais de 50°C no estado do Rajastão na Índia.

Os macacos morreram na floresta de Joshi Baba, no estado de Madhya Pradesh, onde o termômetro atingiu 46°C.

O policial florestal do distrito, P. N. Mishra, disse que os primatas teriam lutado com uma tropa rival pelo acesso a uma fonte de água.

“Isso é raro e estranho, já que os macacos herbívoros não são dados a tais conflitos”, disse Mishra à rede NDTV.

“Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a suspeita de conflito entre grupos de macacos por causa da água, o que levou à morte de 15 macacos de um grupo forte de 30 a 35 macacos que viviam nas cavernas”, disse Mishra.

“Certos grupos de macacos que são mais numerosos e dominam essa parte da região em particular podem ter afugentado o pequeno grupo que estava em busca de água”, disse Mishra.

Uma autópsia revelou que a insolação provavelmente causou as mortes.

Também foi relatado que os tigres estão se mudando das reservas florestais para as aldeias em busca de água, causando alertas e preocupação.

As temperaturas atingiram 50,3°C na cidade de Churu, no Rajastão, na semana passada, perto do recorde da Índia de 51°C graus.

A onda de calor expôs a queda dos níveis de água em reservatórios subterrâneos, uma série de mortes humanas também foi relatada.

No estado de Jharkhand, um homem esfaqueou seis pessoas depois que ele foi impedido de encher outros barris de água em um tanque público, informou a imprensa no sábado.

Na sexta-feira, um homem de 33 anos morreu após uma briga semelhante no estado de Tamil Nadu.

A península indiana sofreu uma drástica mudança nos padrões de precipitação (chuvas) na última década, marcada por frequentes secas, inundações e tempestades súbitas, especialistas aventam a possibilidade da mudança climática estar afetando o equilíbrio da região.

No estado de Uttar Pradesh, 26 pessoas morreram após tempestades de poeira, chuvas e relâmpagos que atingiram as planícies do norte na quinta-feira, disseram autoridades.

Kerala, no sul, recebeu uma pausa do calor no sábado, depois que as chuvas anuais de monção chegaram, mais de uma semana depois do esperado, causando desequilíbrio.

Tanto os agricultores do sul da Ásia como os animais da região dependem da estação de monções de quatro meses devido à falta de fontes alternativas de irrigação.

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Gatinho em situação de rua invade diariamente casa durante a noite até que é pego em flagrante

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

Na primeira noite em que Johanna King percebeu que havia um intruso invadindo a casa dela em Long Island, Nova York (EUA), ninguém o viu. O marido ouviu um barulho na cozinha no meio da madrugada uma noite dessas e foi verificar o que era, mas quando chegou lá, o intruso já estava escapando pela porta do cachorro (abertura móvel na porta pela qual só passa um animal). O marido de Johanna achou que poderia ser uma raposa, por mais estranho que isso parecesse, e voltou para a cama.

Mas Johana não acreditou na história de seu marido de início – mas depois ela se lembrou de que tinha comprado muito mais comida de gato do que o habitual ultimamente, o que era estranho porque seu único gato não comeu tanto assim para causar esse déficit.

Ela começou a se perguntar se realmente poderia haver alguma verdade na história de intruso contada por seu marido, e decidiu montar uma câmera na cozinha para que os dois pudessem acompanhar o que estava acontecendo no andar de baixo enquanto dormiam, só por precaução.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

E foi assim que o casal descobriu que havia um gato invadindo sorrateiramente sua casa a cada noite, todas as noites.

Johana ficou absolutamente perplexa com essa descoberta. Ela achava que seus cães e gatos teriam uma reação mais forte e dariam algum alarme se um animal estranho passeasse pela casa deles, mas, além de uma briga inicial que não durou muito, os animais residentes acabaram parecendo aceitar que o gato intruso morava lá agora também. O gato também parecia quase idêntico ao gato que vivia com a família, então, na verdade, ele se misturou ao pessoal da casa.

“Meus cães foram inúteis neste processo”, disse Johana ao The Dodo. “Não tenho certeza se é porque esse gato se parece com meu gato, ou porque esse gato já entrou na casa como se fosse o dono do lugar. É possível dizer isso desde a primeira vez que o peguei na câmera, ele estava confiante e conhecia o layout inteiro da casa. Ele andava como se fosse dono do lugar!”.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

Johana começou a assistir o gato intruso na câmera todas as noites, e ficou francamente impressionada com o quão corajoso ele era. O gatinho não parecia se importar com o fato de que aquela não era sua casa – ele se sentia bastante confortável a cada vez que passava por ali, apreciando completamente cada uma de suas estadias.

“Quando o vi pela primeira vez na câmera, ele dormiu na minha mesa de jantar por cerca de 20 minutos”, disse King. “Meu gato andou bem debaixo dele e nem percebeu! Ele entrava pela porta do cachorro, passeava um pouco e ia até a lavanderia, onde fica a comida de gato. Então terminava seu tour com uma soneca em cima da mesa! Eu também o peguei brincando na minha pia, derrubando louça e andando por todo o meu sofá!”.

Com o passar do tempo, o gato intruso só ficou mais descarado, e até começou a passar na casa enquanto o casal ainda estava acordado.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

“Algumas vezes, eu estava sentada no sofá com as luzes apagadas (e meus cães aos meus pés) e via dois enormes olhos brilhantes olhando para mim da cozinha”, disse a dona da casa.

“Então ele se virava e voltava para fora. Eu também assisti a câmera on-line enquanto estava no trabalho ou fora de casa. Era tão difícil dizer se eu estava assistindo o Gato Assaltante (como meu marido o chamava) ou meu gato!”.

Johana e seu marido finalmente decidiram que era hora de começar a pegar o gato intruso no ato. Eles montaram uma armadilha dentro da casa – e então assistiram na câmera enquanto o gato apenas caminhava direto em volta dela. Eles então tentaram montar a armadilha do lado de fora, mas parecia que o gato era esperto demais para cair em qualquer um dos seus truques. O casal finalmente se resignou ao fato de que eles nunca iriam pegar o gato, e que ele morava em sua casa agora também.

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

“Eu até coloquei uma toalha na mesa da minha sala de jantar, onde ele gostava de tirar uma soneca”, disse King. “Eu imaginei que se ele mesmo fosse invadir, poderia muito bem se divertir enquanto fazia isso”.

O casal manteve a armadilha montada do lado de fora, no entanto, apenas por deixar – e de alguma forma, uma noite, eles finalmente pegaram seu pequeno invasor.

“Eu deixei meus cachorros do lado de fora da casa… Meu cachorro estava obcecado com a armadilha do gato, latindo sem parar”, disse King. “Eu estranhei pois se a armadilha está lá há quase uma semana, por que de repente, só agora? Então, fui até lá e notei que o alçapão estava fechado. Estava escuro como breu, voltei para dentro e peguei uma lanterna. Eu levantei a armadilha e vi um gato!”

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

No início, Johana estava convencida de que o casal havia pegado seu próprio gato na armadilha, mas depois de encontrar o gato deles dormindo dentro de casa, eles perceberam que o gato intruso havia finalmente sido ‘pego em flagrante’.

Johana já tinha um grande caixote de cachorro guardado em casa, caso eles conseguissem pegar o gato, e ela o colocou dentro dele para que o gatinho não fugisse. Ela conta que ele estava perplexo e provavelmente um pouco chocado por ter sido realmente pego, mas depois de algum tempo ele começou a se apaixonar por seu novo amigo, e o gatinho até deixou que ela o acariciasse.

Ao longo de toda a aventura, King estava postando sobre o gato intruso no Facebook, e todos estavam amando suas histórias. Ela esperava que entre as diversas curtidas de todas as postagens e atualizações, alguém eventualmente se apresentasse como a família do gato, e ela poderia levá-lo de volta para eles e parar com esse hábito de invadir as casas de outras pessoas.

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

“Minha intenção inicial era encontrar o tutor desse gato e torná-lo ciente de que seu animal doméstico era um criminoso”, disse King.

Mas depois de interagir com ele e ver a condição em que ele estava, King tinha uma suspeita de que o gato intruso era um animal em situação de rua ou tinha sido abandonado, e estava invadindo sua casa para encontrar um pouco de conforto e amor. Ela decidiu nomeá-lo como Hunter, e esperava que ela pudesse ajudá-lo a encontrar o lar amoroso que ele merecia.

Enquanto ela inicialmente pensava em adotá-lo, depois de levá-lo ao veterinário, eles descobriram que Hunter tem FIV (feline immunodeficiency vírus) vírus da imunodeficiência felina, e portanto, não pode viver com o atual gato da família.

Hunter | Foto: Johanna King

Hunter | Foto: Johanna King

Johana está agora trabalhando com o grupo resgate em que ela é voluntária e para o qual as vezes oferece lar temporário, For Our Friends, para ajudá-lo a encontrar o lar perfeito – para que, com sorte, ele não sinta mais a necessidade de invadir a casa de ninguém.

“Acho que ele invadiu a casa certa”, disse King. “Talvez outra pessoa não estivesse tão disposta a ajudá-lo! Eu não posso mudar o mundo, mas espero ter ajudado a tornar o mundo dele um pouco melhor”, concluiu ela.

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Cientistas alertam que haverá mais plástico que peixes nos oceanos em 2050

Foto: Getty

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Não há como negar que a poluição plástica é uma das maiores ameaças aos oceanos do planeta – os cientistas agora advertem que, a menos que sejam realizadas mudanças urgentes, haverá mais plástico do que peixes nos mares até 2050.

Muitos países pelo mundo proibiram o uso de sacolas plásticas ou passar a desestimular seu uso por meio de cobranças de valores. No Reino Unido por exemplo, um ano após o governo introduzir a legislação forçando grandes varejistas a cobrar por cada sacola plástica, os sete maiores supermercados do bloco de países distribuíram mais de 6 bilhões de sacolas a menos.

Mais iniciativas se juntaram ao movimento do governo, a especialista em alimentos congelados “Iceland” prometeu remover todas as embalagens plásticas de sua linha até 2023, e uma proibição oficial de canudos de plástico – que muitas empresas já abandonaram em favor das de papel – junto com paletes plásticos de mexer café e cotonetes de plástico entrarão em vigor em Abril de 2020, segundo informações do jornal The Mirror.

Todos estes são passos na direção certa, mas ao abordar essa questão urgente, contudo, itens como canudos e sacolas plásticas são apenas a ponta do iceberg. Medidas efetivas para conter a poluição plástica que está tomando conta dos oceanos e matando a vida marinha, envolveriam uma mudança na alimentação banindo bacalhau e atum e demais peixes da dieta alimentar.

Essa afirmação esta baseada no fato comprovado de que a pesca e o lixo que ela gera causam muito mais danos à vida selvagem do que os canudos ou sacolas de plástico. É fácil entender por que itens menores de plástico estão sob fogo – ninguém que tenha visto o vídeo de um canudo sendo puxado para fora da narina de uma tartaruga marinha ou um golfinho enroscado em um sacola plástico jamais conseguirá esquecê-lo.

Mas, de acordo com Adam Minter, autor do livro Junkyard Planet: Travels in the Billion-Dollar Trash Trade (Planeta do Lixo: Viagens pelo comércio de lixo de bilhões de dólares, na tradução livre), “mesmo que todos os lixos de canudos de plásticos deixados nas praias pelo mundo caíssem nos oceanos, elas representariam cerca de 0,03% das 8 milhões de toneladas métricas de plásticos que entram nos oceanos em um determinado ano’.

E apesar da redução no uso de sacolas plásticas no Reino Unido, a quantidade total de poluição marinha por plásticos permaneceu igual, principalmente devido a um aumento nos detritos oriundos da pesca. Tartarugas marinhas e outros animais são muito mais propensos a serem prejudicados por redes de pesca perdidas, abandonadas e descartadas do que por outros resíduos de plástico.

Cientistas afiliados ao The Ocean Cleanup, um grupo que trabalha para reduzir a poluição plástica, determinaram que, em peso, as redes de pesca compõem pelo menos 46% do plástico da Great Pacific Garbage Patch, uma pilha flutuante de lixo que é três vezes maior que a França.

Armadilhas de enguia, cestos, cordas e outros equipamentos de pesca abandonados, também conhecidos como “engrenagem fantasma”, compõem a maioria do resto do lixo. Cerca de 640 mil toneladas de equipamento fantasma entram nos oceanos do mundo a cada ano e podem mutilar e matar animais marinhos ainda por muitos anos depois.

É uma morte horrível. Os animais que se emaranham e se enroscam em armadilhas pesadas de pesca e podem se afogar, morrer exaustos depois de semanas lutando para se libertar, ou morrer de fome lentamente se o lixo plástico estiver alojado em suas bocas ou estômagos e impedi-los de se alimentar. No mês passado, uma foca presa em uma enorme massa de redes de pesca e outros lixos foi avistada na costa da Cornualha.

Após os socorristas não conseguirem localizá-la viva, seu corpo acabou sendo levado para uma praia próxima, embrulhado em 35 quilos de plástico. “Este animal sofreu uma morte prolongada e torturante, não há dúvida disso”, disse um voluntário que inspecionou o animal.

Um destino semelhante recai sobre milhões de outras focas, tartarugas, baleias, golfinhos, tubarões, pássaros e outros animais.

Os seres humanos que consomem peixe também estão em risco, recentemente um estudo descobriu que o consumidor médio de “frutos do mar” inconscientemente come 11 mil pedaços de micro plásticos a cada ano.

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ONG revela histórias de sucesso de cães resgatados do festival chinês de carne de cachorro

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Com a aproximação do bárbaro festival de carne de cachorro de Yulin na região de Guangxi, na China, a ONG britânica Humane Society International (HSI) compartilha algumas histórias de sucesso de cães que seus parceiros ativistas chineses já resgataram dos matadouros de Yulin.

Snorki, Rosie, Fred mais dois cachorros e Lily, são apenas cinco das centenas de cachorros e gatos que ativistas chineses salvaram da morte no cruel Yulin Dog Meat Festival, onde os animais indefesos são mortos e queimados em frente aos demais e aos compradores de carne. Muitos resgates ocorrem em matadouros em toda a China também.

Embora o evento do solstício de verão que ocorre em 21 de junho em Yulin seja realizado como símbolo do comércio de carne de cães e gatos na China, muitas pessoas não sabem que a brutalidade desse comércio alimentado pelo crime, que motiva roubos e mortes de animais durante todo o ano e em todo o país, com uma estimativa de 10 a 20 milhões de cães e 4 milhões de gatos sendo mortos anualmente.

Foto: animalpeople.com

Foto: animalpeople.com

Acredita-se que muitos desses animais sejam cães e gatos em situação de rua e animais roubados dos quintais de residências. Eles são amontoados em gaiolas de arame e levados em viagens que duram horas ou mesmo dias pelo país, antes de chegar ao matadouro onde são espancados até a morte, alguns ainda usando coleiras que provam que tinham uma família e um lar.

Ano passado, ativistas chineses apoiados pela ONG HSI resgataram 135 cães dos matadouros de Yulin, cinco dos quais – Lily, Harley, Fred, Coco e Rosie – a entidade levou para o Reino Unido, onde encontraram famílias para eles.

Em 2016, a ONG resgatou 170 cães doentes e feridos de matadouros e mercados em Yulin, sendo que quatro cães sortudos – Lily, Snowy, Snorki e Lucy – e dois gatos – Simon e Li – estão agora vivendo seguros e felizes com suas famílias no Reino Unido. O grupo de 170 animais tinha sido resgatados há apenas um dia de ser morto no festival de Yulin.

Alguns dos sobreviventes resgatados do comércio de carne de cachorro fizeram amigos famosos. Li, a gata, teve a sorte de encontrar a atriz de Harry Potter, Evanna Lynch, quando a HSI filmou as duas para um vídeo sobre o sofrimento dos gatos no comércio de carne chinês.

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Lily, Snowy, Snorki e Lucy foram todos muito bem-vindas ao novo continente pelo ator e ativista pelos direitos animais Peter Egan, que lhes deu seu primeiro abraço em solo britânico, acompanhado pela ONG que proporcionou o resgate.

“Esses cães e gatos conheceram o inferno e voltaram, sobrevivendo ao aterrorizante comércio de carne da China, e é tão humilhante dizer que, apesar de sua provação e sofrimento, sua resiliência e natureza indulgente saltam aos olhos. Eles são apenas alguns dos milhões de cães e gatos que são roubados e capturados para esse comércio cruel durante todo o ano ”, disse Claire Bass, diretora para Reino Unido da HSI, em um comunicado.

“Yulin é um exemplo relativamente pequeno de uma questão muito maior e mais feia, que milhares de ativistas chineses dedicados estão trabalhando para impedir. Ao contrário dos pressupostos de muitos no Ocidente, a maioria das pessoas na China não come cachorro e, de fato, fica horrorizada com o pensamento de um comércio que tira seus companheiros caninos deles”.

Rosie foi salva de um matadouro Yulin em 2018 e agora vive com Kirsten McLintock em Norfolk (Inglaterra). “Já se passaram seis meses desde a primeira vez que recebi Rosie e ela tem sido um encanto absoluto; amigável com outros cães, sem ansiedade de separação, uma viajante perfeita no carro. É claro que ela deve ter sido um animal doméstico roubado de alguém, quando ela chegou, foi treinada em casa e costumava ter uma coleira e andar na frente nos passeios”, disse McLintock. “Sua mais recente descoberta foi a praia. Ela dança e pula de felicidade quando chegamos à praia, é tão lindo de assistir o contentamento dela. Eu a amo de todo o meu coração, ela é o cão mais doce, intuitivo, suave e gentil qu eeu ja vi na vida”.

Rosie | Foto: HSI

Rosie | Foto: HSI

Lily foi salva de um matadouro Yulin em 2018 por ativistas chineses. O resgate produziu uma foto icônica de Lily sentada pacientemente no chão onde seria morta, encarando suplicante aos seus salvadores. Ela agora vive com sua irmã Sophie, uma cocker spaniel e sua mãe e adotante Susie Warner em Berkshire.

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Susie disse: “Lily é uma diva superstar e ela é adorável. Agradeço de todo o meu coração àqueles que tornaram possível que ela chegasse até mim e a salvaram da morte, permitindo que ela viva a melhor vida possível”.

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

O pequeno Fred foi salvo da morte em 2018 e agora mora em Londres com Fernanda Gilligan, seu marido e sua filha de três anos. Fernanda disse: “Somos muito gratos por sermos a nova família de Fred. Ele é realmente um membro de nossa família e é tão dedicado. Fred adora passear e correr no parque. As aventuras no campo são ainda mais agradáveis com Fred ao nosso lado e adoramos tê-lo conosco o máximo de tempo possível. Ele é verdadeiramente um acréscimo notável à nossa família”.

Feed | Foto: HSI

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Lily foi resgatada em 2016 e adotada por Lynn Hutchings em Kent, que disse: “Lily floresceu de uma garota assustada e esquiva, que não confiava muito em humanos para um cachorro confiante e feliz, membro da nossa família e que ama a todos incondicionalmente, especialmente se ela puder convencê-los com seus encantos a dar muitos petiscos para ela”.

Lily | Foto: HSI

Lily | Foto: HSI

Snorki, foi resgatado em 2016 e encontrou sua família e casa em Clapham, no sul de Londres, com Angelina Lim, onde vive hoje. Angelina disse: “Snorki está muito melhor do que estava no começo, mas ainda tem medo de estranhos. Uma vez que ela conhece você, ela vai aceitar alegremente carinhos e coçadinhas na barriga, mas você tem que ganhar sua confiança primeiro. Estou convencida de que ela foi um animal doméstico roubado porque ela aprendeu tudo muito rápido. Snorki também tinha uma pequena protuberância nas costas, que desde então desapareceu, eu creio que isso era uma sequela por ter sido esmagada em uma gaiola por um bom tempo antes de ser resgatada. Minha vida é tão feliz com Snorki, ela é uma alegria completa, apesar de ser uma máquina de comer 24 horas por dia”.

Snorki | Foto: HSI

Snorki | Foto: HSI

O belo e dedicado trabalho desses ativistas tornou possível que esses animais tivessem uma nova chance em lugar de morrer nas mãos de comerciantes cruéis para abastecer um mercado antiquado e desaprovado pela própria população chinesa.

Muitos outros animais não tem essa oportunidade e perecem das maneiras mais bárbaras e tristes aos milhares.

Fatos sobre o comércio de carne de cachorro da China

1. O festival de carne de cachorro Yulin não é tradição como seus defensores alegam. Foi inventado em 2010 por comerciantes de cães para aumentar seus lucros. Antes do início do festival, o consumo de carne de cachorro já estava declinando como uma subcultura culinária, e nenhum festival de carne de cachorro jamais existiu anteriormente.

2. A Organização Mundial da Saúde adverte que o comércio de cães se espalha a raiva e aumenta o risco de cólera.

3. A maioria das pessoas na China não come cachorro; na verdade, a carne de cachorro é consumida com pouca freqüência por menos de 20% da população chinesa. Muitos deles comem carne de cachorro sem saber.

4. Em sua primeira edição, cerca de 15 mil cães foram mortos durante os principais dias do festival de Yulin, mas a pressão chinesa e internacional reduziu esse número para cerca de 3 mil cães. No entanto, muitas centenas ainda são mortas todos os dias nas semanas que antecedem o festival.

5. Cães e gatos são espancados até a morte, um em frente do outro, e a carcaça é queimada para venda nos mercados. O massacre de cães e gatos continua ocorrendo em lugares públicos, expondo crianças pequenas a uma brutalidade horrenda e potencialmente dessensibilizando as gerações mais jovens da China.

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Passeios com elefantes chegam ao fim na maior atração turística do Camboja

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

O grupo sobrecarregado de 14 elefantes explorados para carregar turistas nas costas, nas temperaturas mais quentes, sob um sol escaldante e sem descanso, não será mais obrigado a trabalhar no templo de Angkor Wat, onde mais de 2,5 milhões de visitantes internacionais chegam a cada ano.

Eles serão transferidos para um centro de conservação da vida selvagem até o início de 2020, confirmou o Comitê do Grupo de Elefantes de Angkor.

Em 2016, um elefante desmaiou e morreu enquanto transportava dois turistas para o monumento religioso, provocando indignação internacional com a prática cruel.

Dois anos depois, uma petição para acabar com os passeios de elefantes ganhou mais de 14 mil assinaturas em apenas 48 horas depois que outro animal morreu de exaustão no mesmo local.

Oan Kiry, diretor do Comitê do Grupo Angkor Elephant, disse: “No início de 2020, nossa associação planeja acabar com o uso de elefantes para transportar turistas.

“Os turistas ainda poderão observar os elefantes e tirar fotos deles em nosso centro de conservação e reprodução”.

Queremos que os elefantes vivam da maneira mais natural possível. ”O grupo de campanha Moving Animals, que trabalha para aumentar a conscientização sobre a crueldade por trás dos passeios com elefantes, celebrou a medida, chamando-a de “grande alívio “.

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

Um porta-voz da ONG disse: “O fim dos passeios com elefante em Angkor Wat é verdadeiramente um momento decisivo que mostra que a maré está se voltando contra o turismo cruel que explora a vida selvagem”.

“Um número cada vez maior de turistas não quer mais pagar para ver os animais acorrentados ou em cativeiro, e as atrações onde os passeios nas costas dos elefantes continuam, terão que proibir essa prática se quiserem ficar a favor dos turistas e amantes dos animais”.

Acredita-se que ainda existam cerca de 70 elefantes domesticados no Camboja, enquanto especialistas acreditam que há cerca de apenas 500 na natureza.

Foto: Moving Animals

Foto: Moving Animals

Isso inclui cerca de 110 representantes da espécie vivendo no Santuário de Vida Selvagem Keo Seima e quase 200 nas Montanhas Cardamomo.

O número de elefantes selvagens no Camboja e outros países do sudeste da Ásia diminuiu no passado devido à caça, à destruição de habitats e ao conflito entre os animais e as pessoas, sugerem estudos sobre o assunto.

O porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, Neth Pheaktra, disse: “O governo está trabalhando com organizações relevantes e especializadas para formular estratégias de proteção e preservação dos elefantes no Camboja para as gerações futuras”.

“Para proteger efetivamente os habitats naturais de elefantes, é necessário fortalecer a lei para combater de forma sólida a caça de animais silvestres e o uso de armadilhas”.

Ele acrescentou que a conscientização entre os agricultores locais em florestas protegidas precisa ser aumentada pois eles frequentemente usam produtos químicos nas plantações ou ferem os elefantes quando eles invadem suas terras.

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