Família multiespécie é tema da “3ª Cãominhada da Diversidade”

Por Sabrina Pires (em colaboração para a ANDA)

Foto: Divulgação | Parou Tudo

Pelo terceiro ano seguido, cachorros, gatos e tutores vão dominar as ruas do centro de São Paulo durante a terceira edição da “Cãominhada”. O passeio de uma hora, no dia 20 de junho, está programado para começar às 11h, com concentração às 10h, na Praça da República, em frente ao prédio da Secretaria de Educação. A “Cãominhada” faz parte da programação da Feira Cultural LGBT, tradicional no calendário da semana da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. A ação é gratuita e os participantes são convidados a doar 1kg de ração para cão ou gato. O que for arrecadado será repassado às ONGs participantes. A expectativa é que a “Cãominhada” reúna cerca de 400 pessoas acompanhadas dos animais.

Durante o dia, até às 15h, o evento terá ainda diversas atividades interativas e de recreação como sessões de fotos, contação de histórias, espaço de agility, realidade virtual e plantão de dúvidas sobre direitos animais. A “Cãominhada” é uma iniciativa da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB/SP, Celebridade Vira-Lata e Marcelinho Protetor em parceria com a Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT SP). Outras ONGs e instituições independentes ligadas à causa também estarão presentes na feira com serviços gratuitos, degustação de produtos para animais domésticos e sorteios.

Como todo ano, a “Cãominhada da Diversidade” chama atenção para um tema polêmico, que demanda discussão da sociedade. Desta vez é a “família multiespécie” – formada por humanos e seus animais domésticos. O debate gira em torno da falta de reconhecimento desse novo formato familiar. “O vínculo entre humano e seu animal é comprovado cientificamente ser equivalente ao vínculo de um pai com um filho de até cinco anos de idade. Não reconhecer isso é uma violência”, afirma Luli Sarraf, fundadora do Celebridade Vira-Lata.

Para Marcelo da Silva Vieira, conhecido como Marcelinho Protetor, são os mais pobres que sentem as consequências dos animais não serem oficialmente reconhecidos como integrantes da família. “Em desocupações pela cidade, o cidadão é obrigado a abandonar seu animal porque faltam políticas públicas de inclusão de animais em atendimentos de tragédias! Em comum com a causa LGBT é que somos todos vítimas de preconceito”, afirma.

A necessidade de amparo legal para o novo conceito de família é defendida pela Comissão de Direitos dos Animais OAB/SP Jabaquara. “Com a evolução social, a lei precisa se atualizar para que os animais não humanos sejam caracterizados como sujeitos de direitos”, argumentam as advogadas Paula Bigatto e Cinthya Pimentel.

Os organizadores da “Cãominhada da Diversidade” acreditam que a ação divertida e com propósito é uma forma de criar consciência. Nada melhor do que famílias multiespécies nas ruas mostrando que elas existem! E são muitas!

A Associação da Parada do Orgulho LGBT abre espaço para outras causas que lutam por valores em comum como tolerância, respeito, aceitação e direitos. É aí que a causa animal se inspira na luta LGBT. Os direitos dos homossexuais já foram considerados algo menor, sem importância. E hoje reconhecidos ao redor do mundo. Para lembrar essa história o tema da 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, no dia 23 de junho de 2019, é “50 anos de Stonewall: nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+”. Foi em 28 de junho de 1969 que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) frequentadores de um bar, o Stonewall Inn, em Nova York, nos Estados Unidos, fizeram história ao resistir às agressões que sofriam e enfrentaram policiais por três dias.

Programação:
10h00 – Concentração para a Cãominhada
11h00 – Largada
12h00 às 15h00 – Sorteios, dicas de comportamento animal, brindes, informações sobre o mundo dos bichos,
atividades para você e seu animal de estimação.

Serviço:
“3ª Cãominhada da Diversidade”
Dia: 20 de Junho de 2019 – (Quinta-feira, feriado Corpus Christi)
Horário: 10h às 15h
Local: Praça da República (em frente ao prédio da Secretaria de Educação /  junto a 19ª Feira Cultural LGBT)
Endereço: Centro de São Paulo/SP (na saída da Rua do Arouche no metrô República)
Realização: OAB-SP / Celebridade Vira-Lata / Marcelinho Protetor e Parada do Orgulho LGBT de São Paulo – APOGLBT

Inscrições gratuitas aqui.
Confirme sua presença através da página do evento no Facebook.

*Os inscritos ganharão brindes com amostras de parceiros.
*Os 300 primeiros (que estiverem presentes) participarão de sorteios de produtos.

Informações gerais para a participação da Cãominhada:

–  Todos os cães devem estar com guia e coleira;

– Certifique-se de que a guia, coleira ou peitoral que ele está usando são adequados ao porte e temperamento dele;

– Coloque no seu animal plaquinha de identificação com o nome e seus telefones;

– Cães de maior potencial agressivo e animais bravos devem utilizar focinheira;

– Não esqueça de levar o “cata-cacas” para deixar o local limpo para outros usuários;

– Leve água para você e, também, não esqueça a do seu cão;

– Cães doentes ou sem vacinação não devem participar do evento.

 

Um dos maiores mercados de carne de cachorro da Coreia do Sul é fechado

Foto: HSI

Foto: HSI

Um dos maiores mercados de carne de cachorro da Coréia do Sul será fechado definitivamente até o final do mês.

O Gupo Livestock Market, em Busan, um dos maiores mercados do país, que vende carne de cachorro congelada, assim como cachorros vivos que são mortos mortos por encomenda, será transformado em um parque público.

As autoridades locais chegaram a um acordo com os 19 vendedores de carne de cachorro do mercado para encerrar seus negócios no final do mês.

Nara Kim, ativista que luta contra o comércio carne de cachorro da ONG Humane Society International (HSI), elogiou o encerramento como um “fim da era da carne de cachorro” e elogiou os dois lados por trabalharem em prol de um objetivo comum que beneficie a comunidade.

O declínio da indústria de carne de cachorro da Coréia do Sul

“A HSI tem trabalhado com produtores de carne de cachorro na Coréia do Sul por quase quatro anos, ajudando-os a fechar seus negócios, à medida que mais pessoas do condado se afastam da carne de cachorro”, disse Kim.

A Coreia do Sul é a única nação que cria cães para consumo humano. Segundo a HSI, mais de 2 milhões de cães são mortos por carne a cada ano. Cães são mantidos em gaiolas de arame e a morte acontece lentamente, por eletrocussão. É normal nessas instalações cruéis que os cães demorem até cinco minutos para morrer.

Mas a opinião pública em relação a carne de cachorro está mudando. O consumo também está em declínio; 70% dos sul-coreanos dizem que não comerão carne de cachorro no futuro, de acordo com uma pesquisa realizada junho de 2018 conduzida pela Gallup Korea.

A HSI também observa que o setor está em um “limbo jurídico”. As disposições da Lei de Proteção aos Animais da Coreia do Sul proíbem a matança de animais de forma “brutal” e na frente de outros animais da mesma espécie.

O grupo internacional ajudou a fechar uma dúzia de fazendas de carne de cães desde que lançou sua campanha coreana em 2015. O fim do Gupo Livestock Market segue o fechamento de Taepyeong, o maior matadouro de cães da Coreia do Sul, em novembro passado. Seu fechamento foi um esforço colaborativo entre a HSI e o grupo local de direitos animais, a Korean Animal Welfare Association.

Assim ocorreu com o Gupo, o mercado de Taepyeong será transformado em um parque público. Em novembro passado, a HSI ajudou um criador de cães por carne – que realizava a atividade há 14 anos – a fechar sua fazenda para começar a cultivar ervas medicinais.

“Este é o golpe de misericórdia a um comércio de carne de cachorro cada vez mais impopular”, disse Kim. “E esperamos que inspire novos fechamentos no futuro, em locais e mercados onde os cães também sofrem pelo comércio de carne, como o mercado de Chilsung em Daegu”.

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Cão com defeito facial não consegue ser adotado até que um post na Internet muda tudo

Foto: Atlanta Humane Society

Foto: Atlanta Humane Society

Mosley pode parecer um pouco diferente ao primeiro olhar – mas a equipe que o resgatou acha que seu diferencial o deixa ainda mais bonito e carismático.

Quando o cão jovem apareceu pela primeira vez em um abrigo rural da Geórgia (EUA), ele foi esquecido por vários meses, ninguém queria adotá-lo, porque havia tantos outros cães disponíveis lá. O abrigo estava lotado e ocupado, e ninguém realmente prestou atenção nele.

Foto: Atlanta Humane Society

Foto: Atlanta Humane Society

Isso até que Amanda Harris, gerente de programas de marketing da Atlanta Humane Society, viu a foto de Mosley on-line e soube instantaneamente que o cachorro era especial. Ela saiu logo depois para ir buscá-lo no abrigo rural.

“Seu sorriso torto ganhou nossos corações, e sabíamos que isso o ajudaria a encontrar rapidamente a casa e a família perfeita para ele”, disse Harris ao The Dodo sobre Mosley.

Ele era inegavelmente adorável, muito doce, carinhoso e as pessoas nas mídias sociais também acharam isso. Enquanto ninguém sabe ao certo como o sorriso de Mosley se tornou torto, Harris disse que é provável que ele tenha nascido assim.

Lindsey Ramsey

Foto: Lindsey Ramsey

“Pegamos algumas fotos e vídeos dele, e ele rapidamente se tornou muito popular nas mídias sociais, onde dezenas de famílias perguntaram sobre adotá-lo”, disse Harris.

Lindsey Ramsey e sua família estavam entre os possíveis adotantes interessados – e, felizmente, o abrigo achou que eles seriam família perfeita para Mosley.

Os Ramseys então adotaram Mosley, e ele tem estado tão empolgado quanto feliz desde então.

“Ele só quer ser acariciado e se aconchegar conosco, Mosley nos segue onde quer que formos na casa”, disse Ramsey ao The Dodo. “Ele é cheio de energia e podemos contar com momentos intensos de brincadeiras e risadas quando estamos no quintal”.

Ele está até se preparando para ter uma irmã gata.

“Ele está aprendendo em como viver com um gato”, disse Ramsey. “Atualmente, ele e nossa gata, Barbara, gostam de gritar um com o outro, mas estou confiante de que eles serão amigos em breve”.

Embora ninguém saiba de onde Mosley veio, esta bem claro que ele escolheu exatamente onde ficará: em sua nova casa, com sua nova família ao seu lado.

“Alguém até nos parou porque o reconheceu daquela imagem que a Atlanta Humane Society publicou nas mídias sociais”, disse Ramsey. “Se nos deitamos no chão, ele automaticamente já vem para o nosso lado e se encaixa de conchinha. Totalmente encantador!”.

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Cachorro ouve as pessoas cantando e se junta a elas toda semana

Um cachorro na Índia tornou-se uma espécie de lenda por sua participação, cheia de entusiasmo, em uma das cerimônias mais importantes da região.

De acordo com um amigo do tutor do cachorro, que conseguiu capturar algumas filmagens do peludo em ação, o cão ouviu uma música vindo de um templo vizinho de sua casa há um tempo atrás – e então ele decidiu participar do canto.

E não foi apenas uma coisa de uma vez só.

“Esse cachorrinho devoto fica na fábrica do meu amigo”, escreveu Sushma Date no Twitter. “Toda quinta-feira à noite, sem falta, ele caminha até o templo ao lado e se junta ao keertan (canto religioso)”.

O keertan, ou kirtan, é uma espécie de narrativa religiosa tradicional musicada e remonta a centenas de anos.

O cachorro certamente não percebe a história do que ele está cantando – mas algo sobre a narrativa ressoa claramente dentro dele enquanto ele segue cantando, uivo após o uivo.

Enquanto as pessoas estão cantando e tocando seus instrumentos, elas parecem ter se acostumado à participação do cachorro e até mesmo lhe darem algumas palmadinhas encorajadoras na cabeça.

Talvez uma das coisas que mantém o cachorro voltando à cerimônia assiduamente seja a comida envolvida: “Então ele tem sua cota de prasad e caminha de volta para casa”, escreveu Date.

O prasad é uma variedade de lanches tipicamente vegetarianos que são abençoados e depois compartilhados entre as pessoas durante essas cerimônias – neste caso, compartilhadas entre pessoas e um único animal.

As tradições, sejam elas religiosas ou culturais, são importantes porque encorajam a união e dão às pessoas algo em que confiar, uma esperança. E parece que essa necessidade não é exclusivamente humana.

O cão continua voltando fielmente para mais cantos no templo, sempre de acordo com a data: “Toda quinta-feira”.

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Única espécie de urso da América do Sul está ameaçada pela caça

O urso-de-óculos, também conhecido como urso-andino, única espécie de urso nativa da América do Sul, é considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A caça reduziu a população da espécie a cerca de 13 mil a 18 mil animais, de acordo com uma estimativa de 2017 da IUCN. Em 1996, o número era de 18.250 animais, o que já, na época, já era considerado pouco pela organização, que dizia que “em vista da área ocupada pelos ursos, essa quantidade poderia ser muito maior”. No Peru, a população desse urso, que vive também na Bolívia, no Equador, na Colômbia e na Venezuela, é de cerca de 5 mil animais.

Um dos motivos que leva caçadores a tirar a vida desses animais é o uso do osso do pênis deles em uma bebida peruana batizada de “Sete Raízes”, que traz consigo a falsa promessa de cura da impotência sexual e até mesmo da conquista da força do urso, quando um osso inteiro é consumido.

Urso-de-óculos está ameaçado pela caça (FOTO: KEVIN SCHAFER, MINDEN PICTURES)

Ao portal National Geographic Brasil, uma peruana que comercializa a bebida afirmou que o osso do urso é trazido da floresta em Lamas – uma comunidade indígena na região de San Martín, no Peru. “É preciso atirar bem no coração. Se errar, ele pode atacar, porque é um animal muito forte”, disse ela.

Questionada sobre o risco dos ursos serem caçados até a extinção, a mulher respondeu: “é dinheiro! Nós ganhamos. Os caçadores também ganham. Com esse dinheiro, compram arroz, óleo e açúcar”.

No Peru, desde 1970 a caça aos ursos é proibida. No país, eles são protegidos também por uma lei geral de combate ao tráfico de animais silvestres. A caça e a venda de ursos-de-óculos e de partes de seus corpos é proibida ainda por lei ambientais e florestais de todos os países em que há incidência da espécie. A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção também proíbe a prática.

No Peru, no entanto, a caça de ursos para usos xamânicos é comum. Em mercados de Lima, Chiclayo, Chachapoyas, Tarapoto e Yurimaguas é possível encontrar partes de mais de 20 ursos sendo comercializadas, além da “pasta de urso” – que nada mais é do que a gordura desses animais, comercializada sob o pretexto de aliviar dores e doenças, sem qualquer eficiência comprovada cientificamente.

Há peruanos que matam ursos para se vingar dos animais, já que eles matam bois para comer e entram em milharais. É o que conta Roxana Rojas-Vera Pinto, diretora de conservação da Sociedade Zoológica de Frankfurt.

Ossos penianos de urso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Segundo a IUCN, além da caça, essa espécie tem sofrido com a perda de habitat e as mudanças climáticas, que tem alterado padrões de vegetação e prejudicado ecossistemas. A diminuição do número de ursos, no entanto, ameaça ainda mais os ecossistemas, já que esses animais os mantém em equilíbrio ao dispersar sementes nas fezes e atuar como polinizadores devido ao transporte de pólen feito através da sua densa pelagem. Além disso, segundo Rojas, preservar o habitat dos ursos-de-óculos nas florestas nubladas ajuda a proteger as bacias fluviais que levam água para as comunidades localizadas rio abaixo.

O dente do urso também é utilizado por mestres xamanicos, que acreditam que ele afasta maus espíritos. Um desses mestres, que vive na cidade de Chiclayo, capital da região de Lambayeque,  contou, em entrevista ao portal National Geographic Brasil, que tem, além dos dentes, quatro peles de urso, uma de onça-parda e outra de onça-pintada.

“Há dez dias, eu estava com cinco garras de urso, mas já vendi. Negocio todos os dias”, relevou o mestre xamanico. No armazém do homem, cada dente de urso-de-óculos é vendido por R$ 60. No local, há à venda também ossos penianos do animal.

“Estes eu escondi”, afirmou ao se referir aos ossos penianos. “Não podemos expô-los. Do contrário, o pessoal da florestal aparece, já tive problemas com eles”, completou. A Agência Florestal e de Fauna Silvestre do Peru administra a fauna silvestre e as florestas nacionais e apreende produtos provenientes de animais silvestres, que foi o que ocorreu com o mestre xamanico. O problema a que ele se refere, ainda segundo ele, foi resolvido “fazendo um acordo diretamente com o oficial”.

Espécie é considerada vulnerável (FOTO: PETE OXFORD, MINDEN PICTURES/NAT GEO IMAGE COLLECTION)

O mestre disse que raspa os ossos até que se transformem em farinha e os coloca na bebida Sete Raízes, que é comercializada, em uma garrafa, por cerca de R$ 580.

Em Moshoqueque, um mercado em Chiclayo, uma mulher comercializa a gordura pura do urso-de-óculos. Segundo ela, a gordura é retirada da pele do animal com uma faca e colocada em uma panela. Após ser derretido, o produto é vendido em uma garrafa plástica de meio litro.

“O caçador nos traz o urso inteiro e selecionamos as partes que queremos comprar”, contou a vendedora, que vende também, por R$ 3 mil, um pênis de urso desidratado que ela afirma ter tirado do animal por conta própria.

Um dos produtos vendidos era etiquetado com o nome Vergel S.A. Não há, no entanto, nenhum registro nesse nome na Superintendência Nacional de Aduanas e Administração Tributária (Sunat), órgão responsável por arrecadar impostos e identificar contrabandos e evasão fiscal.

Judith Figueroa, ecologista de fauna silvestre da Associação Peruana de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, realizou uma investigação sobre esses produtos entre 2002 e 2007, mas não teve sucesso. “Das 16 diferentes apresentações observadas de bálsamos de urso, 81,2% não tinham registro ou eram falsas de acordo com a Superintendência Nacional de Administração Tributária”, disse. Segundo a pesquisadora, “é provável que a Sunat não tinha conhecimento das vendas de bálsamos de urso feitas por pessoas físicas ou jurídicas.’’

Os produtos costumam ser vendidos com diversos rótulos, segundo Figueroa. Muitos deles têm imagens de ursos-polares, ursos-pardos, ursos-negros-norte-americanos e pandas, mas os vendedores garantem que o produto é feito a partir da gordura do urso-de-óculos. Os rótulos falsos provavelmente tem o objetivo de enganar as autoridades.

Tráfico oculto

Sam Shanee, diretor da Neotropical Primate Conservation (Conservação de Primatas Neotropicais), organização do Reino Unido, com filiais regionais no Peru e na Colômbia, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres na América do Sul, explica que “o tráfico de animais silvestres está mais oculto – não é mais tão aberto, mas ainda persiste” no Peru, país que aumentou de R$ 700 para R$ 6 mil a multa para a caça, o armazenamento, a coleta e a venda de quaisquer produtos e derivados de animais silvestres e que estabelece, através do código penal, pena de prisão de até cinco anos para crimes contra animais silvestres.

Antes, o comércio era feito livremente. Hoje, segundo Shanee, são usados códigos como coloca um papagaio em frente à loja para indicar que lá tem produtos derivados de animais silvestres à venda. Segundo ele, se o consumidor pedir, os vendedores “trazem macacos, aves, bichos-preguiças ou tudo que você desejar, praticamente como uma encomenda”.

“A polícia ecológica, as autoridades ambientais regionais e os promotores públicos têm que trabalhar em conjunto para realizar operações. Por isso, é muito difícil a atuação de todos e esse é um grande ponto fraco”, disse.

Segundo Yuri Beraún, especialista de manejo da fauna silvestre do Ministério do Meio Ambiente, “as instituições responsáveis por aplicar a lei possuem dificuldades técnicas e operacionais, pois não dispõem de equipamentos para transportar os animais que resgate” e a rotatividade das equipes responsáveis por aplicar a lei é elevada.

Líquido laranja amarronzado é vendido como gordura de uso-de-óculos (FOTO: EDUARDO FRANCO BERTON)

Para compensar falhas na legislação, Shanee criou, em 2014, o projeto Denuncia Fauna, por meio do qual a população faz denúncias anônimas de tráfico de animais. As denúncias são recebidas pela Neotropical Primate Conservation, que alerta as autoridades. A organização já esteve envolvida no resgate de sete ursos vivos que eram mantidos em cativeio.

Entretanto, das 175 denúncias apresentadas entre 2014 e 2016, 74% não resultaram em punição e 26% resultaram no resgate de um animal. De todas elas, apenas 3% geraram investigações e aproximadamente 15 estavam relacionadas ao urso-de-óculos. Esses animais, porém, não constaram em nenhuma das 619 ações criminais sobre animais silvestres ajuizadas no Peru desde 2010, conforme dados do Ministério da Justiça.

O presidente do Instituto de Defesa Legal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Henry Carhuatocto, acredita que, “como estratégia em litígios referentes a assuntos ambientais, devem ser punidos não apenas aqueles que matam os ursos, mas também aqueles que alimentam a demanda por seus produtos. Assim, fechamos o ciclo”.

Segundo ele, faltam juízes voltados para a área ambiental no Peru. “Acho que o copo está meio cheio. O que nos faltam são juízes especializados em assuntos ambientais. A única região que possui um foro ambiental é Madre de Dios e não é permitido levar para a prisão alguém que cometa um crime de tráfico de animais silvestres em outra região”, contou.

A necessidade é confirmada por Flor María Vega, coordenadora nacional do Ministério Público Especializado em Assuntos Ambientais do Peru (Fema, na sigla em espanhol). “Consideramos importante que juízes e promotores públicos adquiram conhecimento especializado no manejo da fauna silvestre para entenderem a importância de sua conservação e unificarem critérios que garantam justiça ambiental em crimes de tráfico de animais silvestres”, disse.

De acordo com Vegas, o Fema não dispõe de recursos para monitorar mercados que comercializam produtos derivados de animais silvestres e para fazer buscas e apreensões.

“O número de funcionários especializados nesse trabalho é insuficiente, considerando a burocracia de cada gabinete. Assim, podemos presumir que a iniciativa do governo peruano para pôr em prática a convenção Cites e coibir o tráfico ilegal de animais silvestres não está funcionando completamente”, afirmou Vegas, que considera que o Ministério do Meio Ambiente deveria destinar verbas para o Fema – o que não é feito atualmente.

Segundo Beraún, do Ministério do Meio Ambiente, a Estratégia Nacional para Redução do Tráfico Ilegal da Fauna Silvestre do Peru conseguiu avançar na identificação das principais rotas de tráfico de produtos derivados dos ursos-de-óculos. De acordo com ele, o próximo passo “é conduzir ações de inteligência e punir não apenas o consumidor final, mas aquele que provoca o maior dano: o intermediário.”


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Touros jovens são torturados por crianças em arena

Foto: Pen News

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Imagens revoltantes de touros com menos de dois anos de idade sendo torturados até a morte por crianças na Espanha foram descritas como “impróprias para um país civilizado”.

As cenas ultrajantes foram filmadas ontem em uma arena em Córdoba, onde aprendizes de toureiros – alguns aparentemente menores – foram convidados a enfiar espetos nos filhotes de touros indefesos para entretenimento.

O vídeo mostra as orelhas de um dos animais moribundos sendo arrancadas e apresentadas a um matador infantil como troféu, enquanto outro menino recebe a cauda do animal.

As imagens também revelaram um estudante de toureiro – aparentemente um adolescente – que parecia ter sido ferido, com o rosto coberto de sangue conforme ele ataca o animal.

Segundo os ativistas das ONGs Animal Guardians e La Tortura No Es Cultura, a atividade bárbara é repetida anualmente em um evento chamado de “homenagem” às mulheres de Córdoba.

“Todo ano eles realizam essa luta com touros bebês e dizem que isso é feito como uma homenagem às mulheres de Córdoba”, disse Marta Esteban, da Animal Guardians.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Pouquíssimas pessoas comparecem, cerca de 2 mil em uma arena de touros com capacidade para 17 mil pessoas”.

“Eles também fazem isso para promover os alunos aprendendo touradas em diferentes escolas de toureiros na Andaluzia”, diz Marta.

Ela continuou: “A orelha e/ou a cauda dos animais são oferecidas aos toureiros se tiverem um bom desempenho e então estes “troféus” são dados ao público como um ‘presente’.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Como pode ser visto no vídeo, um dos animais ainda está vivo quando a orelha é cortada. A outra orelha está se movendo enquanto eles fazem isso.

“Não temos como saber a idade exata dos estudantes de touradas envolvidos. Alguns parecem ter menos de 18 anos. Eles podem matar animais a partir de 14 anos.

“Então, esses meninos seriam os que realmente torturariam os touros adultos e se apresentariam na tourada”.
“Há espectadores de todas as idades e aqueles que são convidados para entrar na arena estão vestidos com suas roupas típicas de cordobenses para pegar as orelhas”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Ela acrescentou: “Esta violência gratuita praticada contra seres nobres e inocentes é levada a cabo por jovens, alguns provavelmente menores de 18 anos e na presença de outros menores. Isso é impróprio para um país civilizado”.

“Exigimos que os políticos tomem medidas imediatas para que esse tipo de evento deixe de ocorrer em nosso país e as crianças e adolescentes sejam protegidos dessa violência”, afirma a ativista.

Ativistas alegam que a dor sofrida por esses jovens touros provavelmente teria sido pior do que a que os touros adultos sofrem em outras touradas, devido à inexperiência dos alunos.

Isso pode significar que os animais sofrem ataques e investidas malsucedidos que atingem seus órgãos internos sem matá-los, prolongando seu sofrimento.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Como forma de protesto as ONGs estão convocando as mulheres para inundar os gabinetes dos chefes do Conselho em Córdoba com reclamações, dizendo a eles que elas não aceitam o espetáculo horrível e cruel feito em seu nome

Eles também estão pedindo às mulheres que usem a hashtag #NoQuieroTuHomenaje (eu não quero sua homenagem) nas mídias sociais.

Carmen Ibarlucea, presidente da La Tortura No Es Cultura, disse: “Realizar um ato de violência e tortura contra touros jovens em homenagem às mulheres é um insulto.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“A mulher é por natureza protetora e compassiva, não uma amante do sadismo e da indiferença em relação ao sofrimento dos outros”, disse Carmen.

“Se você quiser prestar homenagem às mulheres, basta proibir esses shows em toda a Espanha e construir uma sociedade onde a cultura é livre de violência.”

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Estudo revela que 20% dos mexicanos são veganos ou vegetarianos

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

De acordo com um artigo publicado pelo jornal Excelsior, 20% dos consumidores mexicanos “reduziram ou eliminaram completamente o consumo de carne ou alimentos derivados de animais como parte das novas tendências vegetarianas ou veganas”, que são predominantes entre os jovens.

A pesquisa de dados foi encomendada por um dos principais festivais gastronômicos do México, o The Gourmet Show, e demonstra que as gerações mais jovens, especialmente as mulheres, não consomem mais carne ou produtos de origem animal.

Alfredo Cordero, diretor de criação da Tradex, principal empresa de exposições e eventos mexicana que traz para o México a 12ª edição do Gourmet Show, explicou aos leitores mexicanos que agora existem diferentes tipos de consumidores gastronômicos, enquanto anteriormente existiam apenas duas categorias – vegetarianas e onívoras.

No entanto, nos dias atuais, “a classificação se diversificou em regimes muito rigorosos e especializados, e há números que indicam que 20% dos mexicanos já estão em uma classificação vegetariana ou similar”. Ele lista flexitariano, vegano, frugívoros e vegano cru, entre outros.

María Fernanda Villalobos, gerente do restaurante mexicano Vegano Inc, diz que a tendência vegana está se tornando moda no país, e de 60% a 70% das pessoas que praticam a alimentação à base de vegetais são mulheres que buscam uma dieta mais rica em nutrientes por razões de saúde.

No México, os problemas com alimentação são predominantes; por exemplo, uma em cada três pessoas é declaradamente intolerante à lactose.

No Brasil

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE e encomendada pela SBV (Sociedade Vegetariana Brasileira) em 2018 revela que o Brasil tem 14% de vegetarianos e 81% de adeptos à dieta com carne. Sendo que 49% dos entrevistados disseram que acham que não se cuidam como deveriam.

Os adeptos da alimentação vegetariana, aqueles que excluem a carne do cardápio, somam 30 milhões (14% da população brasileira), diz a pesquisa. O levantamento foi feito em 102 municípios brasileiros.

Nas regiões metropolitanas, houve um crescimento no índice de vegetarianos. Pesquisa feita pelo Ibope em 2012 só nessas áreas apontava para 8% de adeptos da dieta. Hoje, esse índice é de 16% (um pouco maior que a média nacional).

De olho na demanda crescente

De olho na mudança de hábitos dos consumidores brasileiros as empresas tem investido na produção de alimentos à base vegetais, recentemente a maior empresa de carne do mundo, a companhia brasileira JBS S.A. lançou seu primeiro hambúrguer à base de vegetais.

O novo produto será vendido sob a marca Seara e é feito de uma mistura de soja, trigo, cebola, alho e beterraba.

À medida que a popularidade dos hambúrgueres à base de vegetais feitos por empresas como a Beyond Meat e a Impossible Foods continua a crescer, várias marcas tradicionalmente centradas na carne de origem animal estão se focando no desenvolvimento de produtos veganos concorrentes.

No início deste ano, a Nestlé estreou seu Incredible Burger na Europa e planeja lançar uma opção similar (chamada “Awesome Burger”) nos Estados Unidos por meio de sua marca Sweet Earth.

A gigante da carne Tyson Foods – que anteriormente detinha uma participação de 6,5% na Beyond Meat – pretende lançar seu primeiro produto de carne à base de vegetais até o final deste verão.

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Dezenove gatos são abandonados presos em carrinho de supermercado

Uma câmera de segurança de uma pet shop flagrou o abandono de 19 gatos no bairro Rebouças, em Curitiba, no Paraná. O caso aconteceu no último domingo (2) e os animais foram deixados dentro de um carrinho de supermercado, presos por uma tela de arame. O carrinho foi colocado embaixo de uma cobertura da Casa do Produtor. Os proprietários da pet shop vão registrar o crime em uma delegacia da Polícia Civil.

Foto: Adriane de Melo/Reprodução

Usando um guarda-chuva para impedir que o rosto fosse filmado pela câmera, uma pessoa passa em frente ao estabelecimento comercial empurrando o carrinho. Após caminhar até metade da quadra, ela volta e abandona os gatos.

“A pessoa foi até a metade da quadra para ver se não tinha ninguém na loja ou no estacionamento ao lado”, conta o dono da pet shop, Adriani de Melo, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo. “Quem deixou os gatinhos aqui sabia que tínhamos câmeras de segurança. Por isso usou um guarda-chuva para esconder o rosto”, completa.

Outros casos de abandono já ocorreram no local, porém, segundo Melo, nunca tantos animais foram abandonados de uma só vez. “A população sabe que nós oferecemos os cuidados necessários e deixam aqui na frente para cuidarmos e doarmos”, afirma.

Até a manhã de terça-feira (4), 14 gatos já tinham sido adotados. Os outros 5 aguardam adoção. De acordo com Melo, os animais não estão doentes, o que agilizou a adoção. “A única coisa que constatamos é que eles estão um pouco desnutridos. Mas todos os exames de doenças deram negativos”, explica. Ele lembra que os gatos precisam de vacinação e de boa alimentação para que se recuperem da desnutrição.

Interessados em adotar os gatos que ainda procuram um lar devem comparecer a Casa do Produtor, na Rua Engenheiro Rebouças, 1826, no bairro Rebouças.

Abandonar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de três meses a um ano, além de multa.


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Tubarão da espécie mais rápida do mundo aparece morto em praia de SC

Um tubarão da espécie anequim (Isurus oxyrinchus), conhecida por ser a mais rápida do mundo e por ter uma das mordidas mais fortes que existe, foi encontrado morto, nesta quarta-feira (6), em uma praia no município de Itapema, em Santa Catarina.

Foto: Reprodução / NSC Total

A aparição do anequim na costa catarinense é rara e, quando é registrada, segundo o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, é relacionada a animais juvenis. Na fase adulta, os anequins podem medir mais de três metros de comprimento. As informações são do portal NSC Total.

“São muito grandes e poderosos, muito fortes. É o tubarão mais rápido que existe e um dos que possui maior força na mordida, é da família do tubarão-branco”, diz Soto.

O professor explicou que esses animais costumam ser vítimas da pesca de espinhel de fundo, realizada longe da costa para captura de animais marinhos como atuns, meças e tubarões-azuis. A pesca somada ao fato de que o anequim tem poucos filhotes – dois, no máximo, a cada ninhada -, a espécie passou a ser considerada vulnerável.

O anequim seria observado por funcionários do Museu Oceanográfico, mas o corpo dele desapareceu. Não há informações sobre quem retirou o tubarão da praia.

Na terça-feira (4), um tubarão semelhante foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros em Itapema enquanto se debatia na arrebentação. Ele foi devolvido ao mar. Não se sabe, no entanto, se é o mesmo animal encontrado morto no dia seguinte.

O museu orienta a população a entrar em contato com a própria fundação ao encontrar animais marinhos, mortos ou vivos, nas praias, pelo telefone (47) 992455218. Nesses casos, é possível também acionar a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) através do número 08006433341.


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Mais um estado americano proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O estado de Nevada acaba de aprovar uma lei (SB 197) que proíbe a venda de cosméticos testados em animais.

O governador, Steve Sisolak, sancionou a lei de cosméticos livres de crueldade de Nevada 04 de junho. O projeto proíbe fabricantes de cosméticos de vender qualquer produto testado em animais após 1º de janeiro de 2020, quando a lei entrar em vigor.

Nevada é o segundo estado a proibir a venda de cosméticos testados em animais depois da Califórnia.

O projeto foi criado e apresentado pela senadora Melanie Schieble em fevereiro passado. “A compaixão exige a eliminação de testes em animais. Os cidadãos de Nevada pode se orgulhar de uma legislação que exige que as empresas de cosméticos eliminem os testes em animais para continuar fazendo negócios aqui ”, disse Schieble em um comunicado.

Enquanto os testes em animais já foram considerados a única opção para garantir a segurança do produto, o projeto de lei observa que os métodos modernos e livres de animais são mais rápidos, mais baratos e mais precisos.
Há mais de 50 anos de ingredientes existentes que já possuem dados de segurança validados e que as empresas podem usar na composição de produtos sem a necessidade de testes adicionais, poupando animais como ratos, cobaias, coelhos e, em casos raros, cães, de danos.

A legislação federal é próximo passo?

Monica Engebretson, diretora norte-americana de campanha da ONG Cruelty Free International, disse em um comunicado que a aprovação do projeto pode abrir caminho para a legislação federal, “já que a história mostrou que a atividade estatal leva a mudanças no nível federal”.

A ONG trabalhou para promover a Lei de Cosméticos mais Humanos (H.R.2790), que proibiria testes em animais para cosméticos, bem como a venda de produtos acabados testados em animais.

O projeto tem 186 co-patrocinadores e o apoio de mais de 150 empresas de cosméticos, incluindo a Unilever. No entanto, o projeto tem avançado lentamente desde que foi introduzido em junho de 2017.

No ano passado, a Lei de Cosméticos sem Crueldade da Califórnia foi sancionada pelo governador Jerry Brown. A lei, que também entra em vigor em janeiro de 2020, recebeu lapoio da Cruelty Free International. Uma legislação semelhante está pendente de aprovação no Havaí.

“Esta nova lei ajudará a informar um caminho para a legislação federal para que os EUA possam se juntar aos mais de 30 países que já se posicionaram contra os testes em animais para cosméticos”, continuou Engebretson.

O aumento da oposição aos testes com animais para cosméticos levou ao aumento das vendas dos produtos de beleza veganos. De acordo com dados da Mintel, a categoria de cosméticos veganos cresceu 175% entre julho de 2013 e junho de 2018.

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