Justiça proíbe realização de prova de laço com animais em evento em Cuiabá (MT)

A Justiça de Mato Grosso proibiu a realização de provas de laço com animais em um evento que acontece até o próximo domingo (2) em Cuiabá. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Foto: Rogério Aderbal

Em caso, de descumprimento, os organizadores devem pagar multa de R$ 5 mil por dia.

Como argumento para pedir a proibição, o MPE apontou os maus-tratos aos animais que participam das provas.

A constatação baseia-se em estudos científicos e técnicos realizados em todo o país. As provas em laço envolvem diversas modalidades, onde o objetivo é imobilizar o animal por meio do laço.

A Polícia Ambiental acompanha o caso para garantir que a decisão judicial seja respeitada.

Fonte: G1

Bombeiros lançam ações educativas contra as queimadas em Sorocaba (SP)

Como parte da programação de abertura da Semana do Meio Ambiente, a Prefeitura de Sorocaba (SP), por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), e o Corpo de Bombeiros lançam nesta segunda-feira (3) ações educativas para conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo fogo e diminuir o número de focos de incêndio na cidade.

Foto: Adival B. Pinto / Arquivo JCS

Chamada de Campanha Educativa de Prevenção às Queimadas, a programação contará ainda com exposição de animais taxidermizados, além da apresentação da Brigada de Incêndio. O evento é uma das iniciativas da Sema para marcar a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é celebrado anualmente no dia 5 de junho.

O capitão João Luiz Gomes Carneiro, do Corpo de Bombeiros de Sorocaba, afirma que a corporação também lançará na abertura da semana — que acontecerá em cerimônia às 9h na sede da Sema (rua Santa Maria, 197, na Vila Hortência) — sua ação de combate às queimadas, que é um crime ambiental, por meio da operação Corta Fogo.

Segundo ele, o objetivo é alertar os sorocabanos sobre o aumento dos incêndios e das queimadas em vegetações e matas nativas, por conta do tempo seco e da estiagem dessa época do ano. “Durante o período de outono e inverno, devido ao ar seco e à falta de chuva, o acúmulo de poluição aumenta e torna as queimadas mais propensas, trazendo uma série de problemas ambientais. Por isso, é importante que a população evite colocar fogo em terrenos baldios, evite jogar bitucas de cigarro às margens de rodovias, evite soltar balões, além de nunca queimar o lixo e ainda evitar acender fogueiras perto de matas, principalmente em dias de vento. Estamos com viatura e equipe preparadas, pois nessa época do ano as ocorrências de incêndios e queimadas aumentam consideravelmente, mas é preciso evitá-las e combatê-las”, destaca Gomes.

O capitão recomenda que as ocorrências devem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros pelo 193, à Patrulha Ambiental pelo 199 ou ainda para o Disque Denúncia, pelo 181. “Para os infratores, vale o alerta de que queimada é crime e a multa pode chegar a até R$ 2.800. É importante também que a população entenda que queimada faz mal às pessoas, aos animais e ao ambiente. Além de ser crime ambiental”, aponta.

Segundo o titular da Sema, Jessé Loures, a programação da Semana do Meio Ambiente pretende sensibilizar a população sobre a importância da conservação e recuperação da biodiversidade em Sorocaba. “Teremos plantio de árvores, visitas monitoradas, exposições, blitz, doação de mudas, workshop, lançamento da Plataforma do Observatório da Biodiversidade, entre outras atividades”, diz.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Foca exibe expressão de “tristeza” ao ser encontrada com rede de pesca presa ao pescoço

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Imagens mostram uma rede azul grossa e apertada, enrolada ao redor do pescoço da foca, que segundo especialista pode restringir o crescimento do animal, cortando sua pele e carne que não pode crescer e se desenvolver adequadamente. A longo prazo, pode levá-la a morte.

A foca provavelmente trata-se de um bebê e seu crescimento, com o objeto estranho preso ao pescoço será provavelmente sua sentença de morte caso não seja retirado a tempo.

O consultor de TI, Geoff Smith, 54, tirou a fotografia comovente após de alertar uma instituição especializada em focas que atua em defesa dos animais em Norfolk (Inglaterra).

Infelizmente, os voluntários da ONG Friends of Horsey Seals não conseguiram pegar a foca para ajudá-la e o animal desapareceu no mar ainda preso na rede.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

Se não fosse pela rede presa a seu pescoço, provavelmente essa jovem foca teria uma vida normal e plena pela frente, a intervenção humana e seu lixo corrosivo e irresponsável faz mais uma vítima indefesa.

Geoff, de Ipswich, disse: “Você pode ver que o pescoço da foca já tinha sido ferido e cortado e que ela já cresceu desde que se emaranhou na rede.

“É uma tragédia que o lixo seja uma praga de impacto tão terrível na vida selvagem causada exclusivamente por nosso descuido e preguiça, ambos que podeiam ser evitados através da conscientização e educação das pessoas e da indústria sobre as reais consequências e impactos de suas ações”.

David Vyse, da ONG Friends of Horsey Seals, disse: “As focas machucadas tendem a ficar perto do mar, pois estão com os movimentos limitados ou ficam dentro de sua colônia por segurança.

Foto: Geoff Smith/Caters News

Foto: Geoff Smith/Caters News

“Quando um ser humano se aproxima, ela rapidamente entra no mar ou se move com a colônia para ‘segurança e proteção’”.

“Nós vimos esta foca algumas vezes desde que a foto foi tirada em fevereiro, e parece estar comendo bem.

“Vamos tentar o nosso melhor para pegá-la e remover a rede plástico quando as condições estiverem corretas, causando o mínimo de invasão ou desequilíbrio na colônia de focas”.

A poluição plástica nos oceanos

Poluição plástica é uma catástrofe que está devastando a superfície do planeta. Agora, ela já atinge o fundo dos oceanos.

Na parte mais profunda do oceano é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição plástica está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.
Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

De todos os itens produzidos pelo homem encontrados abaixo de 20.000 pés (6.000 metros), os índices aumentaram para 52% para o plástico macro e 92% para o plástico descartável.

O dano direto que isto causou ao ecossistema e ao meio ambiente é evidente, já que os organismos do fundo do mar foram observados em 17% das imagens de detritos plásticos registradas pelo estudo.

Mais focas vítimas de lixo no mar

Além do lixo plástico que chega ao oceano contaminar as águas e muitas vezes espalhar resíduos tóxicos, esses materiais nocivos causam os exaustivamente noticiados estrangulamento a animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente flagrada em janeiro deste ano mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos assistiam a cena consternados.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon (Inglaterra).

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.
“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.
Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

A mesma sorte não teve a foca marinha que foi avistada em fevereiro com uma rede de pesca enrolada em seu pescoço, como mostra o início dessa matéria, até hoje o animal está preso ao lixo embora já tenha crescido mais.

Pelo de cânhamo é alternativa vegana ao pelo de origem animal

A empresa ucraniana DevoHome, fabricante de tecidos á base de fibra de cânhamo, desenvolveu um inovador pelo de cânhamo como alternativa natural e vegana ao pelo verdadeiro e pelo sintético à base de petróleo. O material é feito de 50% de cânhamo e 50% de viscose.

Foto: Reprodução / Instagram /@panorama.cosmos

As aplicações incluem mantas, almofadas e forro para casacos e calçados. O pelo de cânhamo é um produto único, porque é 100% biodegradável, 100% de origem vegetal, leve, caloroso, hipoalergênico, vegano e sustentável. O aspecto é idêntico a lã.

A DevoHome produz têxteis de cânhamo natural na Ucrânia. A empresa cultiva o cânhamo para a produção de fios e tecido, depois confecciona produtos como roupas, cobertores, mantas, capas de colchão e travesseiros feitos de cânhamo.

O cânhamo industrial é cultivado sem pesticidas ou herbicidas, pois não é necessário. A planta não atrai nenhuma praga. Devido às propriedades antissépticas naturais da fibra de cânhamo, têxteis de cânhamo, roupa de cama e outros produtos são naturalmente hipoalergênicos.

Foto: Reprodução / Instagram / @devohome_hemp

Foto: Reprodução / Instagram / @thehempplaceuk

Fonte: Stylo Urbano


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Caminhão carregado com bois tomba na BR-365 em Uberlândia (MG)

Um caminhão que transportava cerca de 60 bois da raça nelore tombou na madrugada deste sábado (1º), por volta das 4h30, no km 585 da BR-365, próximo à Usina de Miranda, em Uberlândia (MG). O motorista estava sozinho e não ficou ferido. Ao menos 20 animais morreram.

Foto: Michele Ferreira/MG1

O caminhão saiu de Montes Claros em direção ao município de Fronteira, que fica na divisa com São Paulo. A carreta ficou atravessada na pista. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pista teve que ser interditada nos dois sentidos.

O motorista do caminhão disse à Tenente Grazielle Ferreira, do Corpo de Bombeiros, que saiu da pista para tentar desviar de outra carreta e acabou tombando o veículo.

Fonte: G1


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Ministério da Agricultura confirma caso atípico de vaca louca em MT

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura acaba de confirmar nesta sexta-feira (31), a ocorrência, em Mato Grosso, de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “mal da vaca louca”.

Foto: Pixabay

Segundo o Ministério da Agricultura, a doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. Em nota, o Ministério informa que trata-se de uma vaca com idade de 17 anos.

O Ministério relata também que em conjunto com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea- MT) iniciou imediatamente as investigações de campo, com interdição da propriedade de origem. “Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final por laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).”

Após a confirmação o Brasil notificou oficialmente a OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. O Ministério da Agricultura observa que, segundo as normas da OIE, não haverá alteração da classificação de risco do Brasil para a doença, que continuará como país de risco insignificante, a melhor possível para a EEB. Em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB atípica e nenhum caso de EEB clássica.

Fonte: Globo Rural


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Após anúncio de recompensa de R$ 20 mil, cachorro é encontrado

O cachorro Bento, da raça chow-chow, que havia sumido no dia 24 de maio em Belo Horizonte (MG), foi encontrado neste sábado (1º) no bairro Arvoredo, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso chamou a atenção depois que a empresa que havia ficado responsável por tomar conta dele ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil.

Empresa ofereceu R$20 mil para quem encontrar chow-chow — Foto: Dog Hero/Divulgação

O chow-chow estava com um anfitrião de um aplicativo de hospedagens de cães quando fugiu no bairro Castelo, na Região da Pampulha. Ele foi encontrado em uma região de mata por dois moradores do bairro Arvoredo.

Os tutores de Bento, que estão em Portugal, reconheceram o animal por meio de um vídeo. O cachorro foi encontrado em bom estado de saúde e foi levado para uma clínica veterinária. A recompensa será paga para as duas pessoas que o encontraram.

Fonte: G1


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Alpinista completa primeira subida vegana da história do Everest

Em 2015, Kuntal Joisher teve certeza de que iria morrer.

Um terremoto havia provocado uma avalanche que atingiu o acampamento base do Everest. Joisher estava preso ao lado de outros alpinistas.

“Aquela noite, quando fui dormir, revisei minha vida inteira”, ele lembra.

A tragédia matou 17 pessoas e feriu mais 60.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

Joisher, de 39 anos, sobreviveu, mas rapidamente se deu conta de uma coisa: “Se você tem quaisquer sonhos ou paixões, o melhor momento para cumpri-los é agora. Não amanhã, não o dia seguinte, não em 60 anos quando você tiver todo o tempo do mundo e dinheiro guardado. Agora”.

Quatro anos depois, ele orgulhosamente declarou ter cumprido a primeira subida “100% vegana ao Monte Everest”.

Joisher se descreve como um alpinista vegano que mudou sua vida para realizar um sonho.

“Eu queria provar para o mundo que não precisamos comer ou usar animais para obtermos êxito nos maiores sonhos das nossas vidas, incluindo subir as mais altas e difíceis montanhas”, ele disse à BBC em uma entrevista por e-mail.

De vegetariano para vegano

O alpinista se tornou vegano há 16 anos, enquanto estudava em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Um dos amigos que moravam comigo na universidade me mostrou os horrores das indústrias de laticínios e couro. Como vegetariano, sempre achei que estivesse cuidando do mundo animal. Mas me dei conta que estava contribuindo para o aumento da exploração, então mudei meu estilo de vida.”

Mas a ideia de escalar a montanha mais alta do mundo não tinha lhe ocorrido ainda. Ele se mudou de volta para a Índia e começou sua carreira como engenheiro de TI.

Em 2009, quando estava de férias nos Himalaias, decidiu que escalaria o Everest. “Era uma ideia louca na época. Eu prometi a mim mesmo que ou escalaria como um vegano, ou não escalaria.”

Na época, ele pesava 110 quilos, e se deu conta que precisaria de treinamento físico intenso para realizar seu sonho. Então, começou uma rotina de treinamento baseada em resistência cardiovascular e treinamento funcional e de força de alta intensidade.

Joisher diz que as pessoas a seu redor pensavam que seria impossível para ele alcançar o nível necessário para um ambiente tão desafiador. Mas ele não achou difícil.

“Nunca tive problemas para formar massa muscular magra em uma dieta vegana. Meu foco é comer uma variedade de frutas, legumes e grãos misturados com pequenas doses de nozes e sementes ao longo do dia para obter proteína suficiente.”

Ele trabalhou suas habilidades de alpinismo com um curso na Patagônia chilena e completou uma série de expedições antes do grande desafio.

Sua primeira tentativa de escalar o Everest, em 2014, falhou por causa de um desastre natural. Um avalanche em 2015 acabou com suas chances novamente.

“Depois disso, várias pessoas tentavam me convencer a desistir, dizendo que a montanha não me queria lá. Outros até disseram que eu não era capaz. Mas não dei ouvidos.”

Ele fez sua terceira tentativa em maio de 2016.

Ele adaptava a comida vegana local para suprir sua necessidade calórica diária. Com o aumento da altitude, a necessidade calórica aumenta. “Durante uma expedição, desde que a comida seja vegana, não me importo se é saudável. Eu como porque preciso das calorias”, explica.

Joisher chegou até o cume.

Ficou feliz, mas ainda não estava satisfeito. Embora tivesse completado o desafio fazendo uma dieta vegana, se sentiu culpado por usar roupas com materiais de origem animal.

Ele usou roupas feitas de penas de ganso para aguentar temperaturas tão baixas quanto -50ºC e luvas com partes de couro.

Sua próxima missão seria cumprir uma escalada 100% vegana.

Subida 100% vegana

Kuntal conseguiu alternativas para itens feitos de couro, seda e lã. Mas o casaco feito de penas de ganso foi difícil de substituir.

Ele entrou em contato com diversas fábricas pedindo um casaco sintético para sua expedição, mas não conseguiu respostas.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

“Decidi construir meu próprio casaco usando microfibra sintética que cria isolamento térmico. Mas me dei conta que o produto final seria tão grande e pesado que não seria prático para escalar uma montanha.”

Sua procura por uma alternativa vegana continuou até 2018, quando ele se deparou com a solução de uma marca italiana para isolamento térmico sem penas. Kuntal convenceu a fábrica a fazer um casaco sintético para ele antes de sua expedição ao monte Lhotse, a quarta montanha mais alta do mundo, próxima ao Everest.

Deu tudo certo, e Kuntal escalou 8.848m com seu novo casaco livre de materiais com origem animal.

“Foi uma das expedições mais difíceis da minha vida. Mas minha maior alegria foi escalar sem usar um casaco com penas de ganso ou couro.”

Missão final

Agora, neste mês, ele usou o mesmo casaco para chegar ao topo do Everest mais uma vez.

“Escolhi o lado Norte (lado chinês) pelo seu clima notório – muito vento e muito frio. Também é difícil escalar dentro da zona de morte, acima de 8.000 metros.”

Pode-se chegar ao topo do Everest – na fronteira entre o Nepal e a China – pelo lado nepalês também.

Mas essa foi uma temporada perigosa. Ao menos 11 pessoas foram registradas como mortas ou desaparecidas.

O tempo ruim atrasou todo mundo. No lado tibetano (chinês), Kuntal esperava por uma janela de tempo bom para escalar até o topo – de 22 a 24 de maio.

E finalmente aconteceu.

Nas primeiras horas do dia 23 de maio, ele chegou ao topo do Everest.

Estava acompanhado de Mingma Tenzi Sherpa. Sherpas são guias experientes que preparam a rota, colocam cordas e carregam mantimentos e oxigênio para alpinistas estrangeiros.

“Com isso, acredito que completamos o que podemos chamar de primeira subida 100% vegana ao Everest sem congelamentos ou retiradas. Foi a coisa mais desafiadora que eu já fiz. Estou feliz que minha comida e meu equipamento veganos tenham resistido tanto ao longo do caminho.”

Fonte: BBC News Brasil


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Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


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Cavalo debilitado é resgatado após ser abandonado em Batayporã (MS)

A Prefeitura de Batayporã (MS), através do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), atendeu na última terça-feira (28) uma denúncia de um animal que estava em situação de abandono e maus-tratos, na Rua José Antônio Mourão.

Foto: PMB / SIM

Na ação, que aconteceu em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, o diretor do SIM, o médico veterinário Rafael Olegário realizou a avaliação do cavalo, constatando violência física, psíquica e nenhum tipo de manutenção para sua vida.

Criação e abandono de animais em vias urbanas são práticas terminantemente proibidas no município, conforme prevê a Lei Complementar Municipal nº 008/2003. A normativa determina que o tutor deve possuir propriedade rural ou ser arrendatário de algum imóvel rural que tenha condições para manter e preservar o bem-estar do animal.

De acordo com a legislação municipal, o tutor do cavalo foi notificado e responderá pelo crime. Coube a ele ainda a aplicação da Lei 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, bem como praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; e prevê detenção de três meses a um ano, e multa.

O Serviço de Inspeção Municipal, que é um órgão vinculado à Secretaria de Obras, Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente (SODETA), vem planejando iniciativas que façam com que o trabalho na proteção animal seja efetivo e eficaz.

Para registrar denúncias de casos semelhantes, basta entrar em contato com a SODETA, por meio do telefone (67) 3443-1288, ou com a Vigilância Sanitária do Município, pelo (67) 3443-2637. O SIM tem atuado de forma colaborativa em situações como a que ocorreu nesta semana.

Fonte: Nova News


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