No Reino Unido, um a cada dez jovens de 8 a 16 anos não consome carne

Por David Arioch

44% daqueles que não consomem carne estão seguindo esse caminho para “serem mais gentis com os animais (Foto: Getty)

De acordo com pesquisa realizada pela empresa alimentícia britânica Linda McCartney Foods e divulgada este mês pelo tabloide The Sun, um a cada dez jovens de 8 a 16 anos do Reino Unido não consome carne. Além disso, 44% estão tentando consumir menos alimentos de origem animal.

A pesquisa realizada com 1,5 mil crianças e adolescentes apontou também que a proporção de jovens na faixa etária de 8 a 16 anos se tornando veganos é duas vezes maior do que a de adultos.

Outra observação feita é que 44% daqueles que não consomem carne estão seguindo esse caminho para “serem mais gentis com os animais”. Já 31% justificaram que optaram por não comer carne porque é melhor para o planeta.

Por outro lado, 70% dos entrevistados alegaram que ainda é preciso oferecer mais opções veganas ou pelo menos livres de carne nas escolas. Além disso, 21% dos jovens que participaram da pesquisa pretendem abandonar o consumo de carne nos próximos anos.

120 mil refeições veganas para estudantes no Reino Unido

A empresa vegana Devil’s Kitchen, inaugurada recentemente em Stroud, na Inglaterra, vai preparar e servir 120 mil refeições veganas para estudantes britânicos por semana.

Além de não oferecer nada de origem animal, a empresa desenvolveu uma linha de embalagens sustentáveis e toda a energia utilizada para a produção dos alimentos é da Ecotricity, empresa que produz energia considerada 100% verde e que conta com certificação da The Vegan Society.

A iniciativa é do empresário Dale Vince, que disse que sua meta é incentivar a alimentação livre de ingredientes de origem animal nas escolas. Inclusive Vince já fala na internacionalização da iniciativa.

Atualmente a Devil’s Kitchen tem como meta ajudar a garantir que proteínas de origem vegetal se tornem elementos centrais nas refeições diárias dos estudantes

OMS pode prejudicar animais silvestres ao promover a tradicional medicina chinesa

Por David Arioch

Que destino os animais silvestres já ameaçados de extinção pela MTC podem esperar? (Fotos: Getty/WWF/Shutterstock)

Na última versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu pela primeira vez “medicamentos” que fazem parte da medicina tradicional chinesa (MTC).

O problema é que no desenvolvimento desses “remédios” são utilizadas partes de animais silvestres – o que ajuda a financiar e a estimular o comércio e tráfico de animais, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o pangolim.

Considerada a maior vítima do tráfico de animais silvestres, somente nos últimos 18 anos mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores. As oito espécies de pangolins, animal pré-histórico que vive na Terra há mais de 80 milhões de anos, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na MTC.

Na busca por ingredientes de origem animal a medicina chinesa também afeta tigres, rinocerontes, ursos-negros, cervos-almiscarados, cavalos-marinhos e focas. No total, são 36 espécies de animais e cerca de mil plantas utilizadas na MTC, segundo informações do Advocacy for Animals, da Encyclopædia Britannica.

Embora a medicina tradicional chinesa seja realizada há mais de dois mil anos, ainda assim os dados que apoiam a sua suposta eficácia são classificados como insatisfatórios. E acredita-se que a OMS tenha incluído a MTC na nova classificação estatística mais pelo apelo global alcançado nas últimas décadas com a sua popularização do que por dados consistentes sobre os métodos e recursos utilizados.

Porém, a preocupação subsiste no fato de que a OMS é a organização que estabelece normas e padrões que influenciam tratamentos médicos em mais de 100 países. Sobre isso, a Scientific American publicou em abril que pesquisadores da Universidade de Maryland concluíram, depois de avaliar 70 artigos de revisão sobre a MTC, que os dados são insignificantes ou não atendem aos padrões de avaliação.

“Dar crédito a tratamentos que não cumpriram esses padrões aumentará seu uso, mas também diminuirá a credibilidade da OMS. […] Embora seja uma boa ideia catalogar a MTC e conscientizar os profissionais de saúde sobre os tratamentos usados ​​por milhões, sua inclusão na CDI equivale de forma imprudente a medicamentos que foram submetidos a testes clínicos”, aponta a publicação.

A Scientific American também chama a atenção para os impactos ambientais, contribuição à destruição dos ecossistemas e aumento do comércio ilegal de animais selvagens a partir do endosso da OMS. Vale lembrar que em outubro de 2018, a China anunciou que estava regulamentando o “comércio controlado” de chifres de rinocerontes e ossos de tigres. E com a promoção da OMS, que destino os animais silvestres já ameaçados de extinção, inclusive no continente africano, que se tornou bastante visado por fornecedores de matéria-prima para a MTC, podem esperar?

ONG busca ajuda após chuva destruir abrigos e matar animais em Vitória (ES)

A ONG Amizade É Um Luxo, que auxilia entidades que abrigam cães e gatos abandonados, está buscando ajuda após uma forte chuva, que atingiu Vitória (ES), no último sábado (18), ter matado animais e destruído abrigos.

Michelle Jorio, presidente da ONG que doa ração, produtos diversos para animais e custeia castração, exames e tratamento veterinários, explica que a chuva é um problema antigo no município e que, agora, o trabalho é para recuperar os abrigos destruídos e os materiais perdidos na enxurrada.

Reprodução/ Abrigo LASFA

“Sempre que chove tem problema. Dessa vez choveu muito em pouco tempo, e por isso o estrago foi muito grande”, conta. As informações são do portal O Documento.

Apesar dos alagamentos, a maioria dos animais que estavam nos abrigos que foram atingidos pela chuva foram salvos com vida. Alguns, no entanto, não sobreviveram, e outros ficaram doentes.

“Foram poucos animais que morreram, tivemos algumas fugas e alguns adoeceram por causa da umidade, mas a perda maior foi material. Ração, por exemplo, é algo que estamos precisando muito”, afirma.

O LASFA, localizado na cidade de Serra, e o SOS Peludinhos, em Vila Velha, foram os mais atingidos. Alguns locais já conseguiram recuperar parte da estrutura e deixar o abrigo habitável para os animais. Outros permanecem realizando um trabalho pesado de recuperação e limpeza.

“Os lares temporários também ajudaram a conciliar essa falta de espaço causada pelo estrago da chuva”, completa Marcelle.

Os abrigos precisam, com urgência, de ração, material de limpeza (pano de chão, rodo, vassoura, balde), produtos de limpeza (desinfetante, vinagre de álcool), toalhas e lar temporário para os animais.

Reprodução/ Abrigo LASFA

Os pontos de coleta das doações são:

OAB Vila Velha
Na sede: Praça Almirante Tamandaré, Prainha, Vila Velha
Na sala de apoio do Fórum de Vila Velha

Cantina Fiorentina do Mário
Rua Eugênio Neto, 366, Praia do Canto

Animallis Petshop
Rua Madeira de Freitas, 100, loja 2, Praia do Canto

Mont Pet Ami
Shopping Vitória, subsolo

C.E.S.A. – Centro de Especialidades em Saúde Animal
Rua Almirante Tamandaré, 123, Praia do Suá

PROVEL
Avenida Luciano das Neves, 1055

ANIMED – Centro Médico Veterinário e Petshop
Rua Vinicius Torres, 242, Praia da Costa

Mon Ami Pet
Rua Sergipe, 155, Loja B, Praia da Costa

Jornal Tempo Novo
Rua Euclides da Cunha, 394, Salas 103/104, P.R. Laranjeiras, Serra

Fonte: Canal do Pet

Cães explorados para venda são salvos após maus-tratos em Itaguaí (RJ)

Dezenas de cachorros explorados para reprodução e venda foram encontrados, nesta terça-feira (28), em situação de maus-tratos em um canil em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ). O canil era legalizado, mas o proprietário não aparecia no local há pelo menos uma semana.

Foto: Reprodução/TV Globo

A ação de resgate foi realizada pela Polícia Civil. Protetores de animais que acompanharam os trabalhos afirmaram que os cachorros eram mantidos no canil sem água e sem comida. Muitos deles estavam doentes e apresentavam feridas pelo corpo. As informações são do G1.

Os cães foram resgatados e encaminhados para três entidades de proteção animal, segundo a polícia. Todos eles serão submetidos a cuidados veterinários.

De acordo com a Polícia Civil, o proprietário do canil irá responder pelo crime de maus-tratos a animais.

Como denunciar

Denúncias de casos de maus-tratos a animais no Rio de Janeiro podem ser feitas, de forma anônima, pela Central de Atendimento da Linha Verde, que é um canal ambiental do Disque Denúncia, através do número (21) 2253-1177, também pelo Facebook ou ainda pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ.

Foto: Reprodução/TV Globo

Morador faz banners contra envenenamento após morte de animais

Moradores da cidade de Maringá, no Paraná, estão revoltados com casos de animais que estão aparecendo mortos no município. Na tentativa de coibir o crime, um deles fez banners contra o envenenamento de animais. “Você está fazendo com que crianças entrem em depressão pela perda de seu animalzinho”, alerta um dos avisos colocado pelo florista Edivaldo Ramos em frente a casa onde mora.

Foto: Reprodução / Massa News

Outra faixa colocada na residência por Ramos lembra que envenenar animais é crime. Segundo a lei, é crime praticar “ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A punição varia de três meses a um ano de detenção, além de multa.

A Secretaria de Meio Ambiente da cidade afirmou que investiga os casos. As informações são do portal Massa News.

Um dos últimos casos registrados foi o de uma gata tutelada por Sara, de 11 anos. A criança procurou pelo animal e não o encontrou em casa. De acordo com a mãe da menina, Sara não brinca mais e só chora por sentir falta da gata.

A Prefeitura de Maringá orienta os moradores a denunciar os casos pelo telefone 156. Até o momento, nenhum suspeito pela prática do crime foi identificado.

Deputado quer invalidar norma que permite explorar cães em caça a javalis

Uma proposta de decreto legislativo, que pretende invalidar uma norma do Ibama que passou a valer em abril e que autoriza a exploração de cachorros na prática da caça aos javalis, está tramitando no Congresso. O projeto é de autoria do deputado Célio Studart (PV-CE), que apresentou a medida por considerar que o Executivo extrapolou seu poder ao regulamentar a norma.

Foto: MrsBrown

A norma do Ibama também autoriza o uso de armas brancas na caça ao javali, o que também foi criticado pelo parlamentar. “O abate dos javalis é comumente feito com arma branca, empregando-se bastante violência, desferindo golpes em animal ainda consciente”, justifica o deputado no documento. “O Parlamento brasileiro não pode ser conivente com prática tão desumana como essa, e deve sustar as normas do Poder Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, conforme mandamento constitucional”, completa.

Sobre os cães, o deputado lembrou que é comum que eles se machuquem durante a perseguição aos javalis, e na maior parte das vezes de maneira grave, podendo até perder a vida. As informações são do portal O Eco.

A caça ao javali, único animal que pode ser caçado de forma legal no Brasil, foi autorizada em 2013, como forma de tentar controlar a espécie, que não tem predador natural no país. Especialistas, no entanto, reforçam que a tática é ineficaz. Sendo assim, a atividade apenas causa sofrimento ao animal, mas não é efetiva no controle da espécie.

O projeto apresentado por Studart deve ser analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, seguirá para o Plenário da Câmara.

Outra proposta

Na Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei que transforma a exploração de cachorros na caça aos javalis em crime. O PL 9980/18 foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e, agora, precisa ser avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça para, depois, seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para o Senado.

Cão espera todos os dias do lado de fora de sala de aula pelo seu amigo professor que morreu

Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução

Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução

Um cão fiel esteve esperando do lado de fora de uma sala de aula todos os dias por seu amado amigo humano que morreu recentemente.

Um vídeo comovente mostra o cão sentado na frente a uma sala de aula de uma universidade, esperando para ser recebido pelo professor Carmelito Marcelo.

O amigo de quatro patas arranha a porta na esperança de que Carmelito venha abri-la, mas infelizmente isso jamais vai acontecer de novo.

Carmelito, de 58 anos, se tornou amigo do cão em situação de rua, Buboy, há mais de dois anos, enquanto lecionava no Mabalacat City College, em Pampanga, nas Filipinas.

Tornou-se uma rotina para Buboy ir à sala de aula do professor para comer de manhã e voltar na hora do almoço para um lanchinho e petiscos.

Buboy ficava em volta do campus e vigiava os prédios à noite.

Infelizmente, Carmelito parou de ir à escola lecionar quando sofreu um derrame no início deste mês e faleceu no sábado último, 18 de maio.

Nas últimas duas semanas, o cão leal vem até a sala de aula todas as manhãs, esperando para cumprimentar o professor.

Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução

Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução

A atitude de Buboy tocou o coração dos alunos de Carmelito e eles decidiram levar o cachorro para a igreja onde o corpo do professor esta sendo mantido.

Em um ponto durante a reunião, Buboy se inclinou na beira do caixão aberto de Carmelito e choramingou com ganidos baixos e doloridos enquanto olhava para o corpo do professor.

Buboy então chegou ao chão e se colocou na frente do caixão, deitando.

O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução

O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução

O estudante Mark Christian Arceo, que tirou as fotos e fez o vídeo do momento, postou o conteúdo nas redes sociais e escreveu: “‘Um cachorro é a única coisa na terra que mais te ama do que ele ama a si mesmo’ – Josh Billings”.

“É difícil e triste ver o cachorro esperando por seu amigo. Ele não sabe que seu companheiro especial foi embora e não vai retornar”.

Foto: Metro UK/Reprodução

Foto: Metro UK/Reprodução

“Todo mundo se uniu para ajudar com a alimentação de Buboy. A equipe, alunos e professores estão fornecendo comida para ele”.

Os funcionários da faculdade Mabalacat City College disseram que agora planejam ajudar a conseguir um novo lar para Buboy.

Motorista é parado por policial que se surpreende ao encontrar um porco de 250 kg em seu colo


Chapéu: Explicação de peso

Título: Motorista é parado por policial se que surpreende ao encontrar um porco de 250 kg em seu colo

Olho: Para evitar que seu companheiro porco se resfriasse na viagem de mudança, o tutor resolveu trazê-lo bem pertinho de si, assim o animal se manteria protegido, seguro e tranquilo

Quando guardas de trânsito ou policiais param carros de motoristas distraídos, geralmente é porque eles estão tentando mandar mensagens no celular ou comendo atrás do volante.

Então, quando um oficial em Minnesota (EUA) recentemente ordenou que um carro estacionasse e encontrou um porco de 250 quilos no banco do motorista, mais especificamente no colo dele, ele com certeza tinha algumas perguntas a serem feitas.

O sargento Jason Foster estava patrulhando com sua viatura de polícia no condado de Chisago quando notou um motorista distraído. Quando o policial olhou pela janela, ficou chocado ao ver um porco no colo do motorista e outro porco menor ao lado no banco do carona, disse Foster à KMSP-TV.

Os dois porcos eram animais domésticos e pareciam estar posando para uma foto quando Foster pegou o celular para tirar uma foto da cena inusitada e engraçada.

“Esta entrou para o top 10 das coisas mais malucas que vemos nesta profissão”, disse Foster.

O porco menor é mostrado de pé ao lado do banco do motorista, enquanto o porco grande ocupa o centro do palco no colo do pai.

Como o proprietário explicou a Foster, ele estava no processo de se mudar para outra parte do estado e não queria que seus porcos domésticos passassem frio durante a viagem.

Embora os porcos tenham sido definitivamente uma surpresa adorável para Foster, ao viajar de carro com animais domésticos, recomenda-se colocá-los em caixas ou suportes seguros e bem ventilados dentro do carro.

No entanto, Foster deixou o tutor dos porcos ir mas com um aviso – lembrando-o de que carregar animais no carro por aí sem segurança apropriada pode se tornar muito perigoso, especialmente se esse animal é um porco de 250 quilos.

“Ver um porco no colo de alguém realmente foi a primeira vez- até mesmo para nós”, Foster brincou ao escrever sobre o episódio no Twitter depois.

Bezerro é poupado do matadouro e recebe o nome de Oreo

Por David Arioch

Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário (Foto: Unity Farm Sanctuary/ivulgação)

Na semana passada, um bezerro foi poupado do matadouro depois de pular de um reboque em movimento em Hopkinton, uma cidade de pouco menos de 15 mil habitantes em Massachusetts, nos Estados Unidos.

O animal da raça escocesa Belted Galloway, criado como “gado de corte”, estava correndo pelo arborizado subúrbio da cidade quando alguém achou que seria uma boa ideia ligar para Tyla Doolin, do santuário de animais Unity Farm, de Sherborn, a cerca de 16 quilômetros de Hopkinton.

Tyla conseguiu encontrar o bezerro, que logo recebeu dos moradores da cidade o nome de Oreo, em referência às suas cores que lembram o biscoito recheado.

Encaminhado para o santuário, o animal já está se familiarizando com os outros moradores. “Ele está morando com uma alpaca no momento (e os dois parecem confusos sobre isso)”, informou a Unity Farm em tom bem-humorado em sua página.

“Nosso veterinário o avaliou e ele parece saudável, e está se recuperando do estresse. Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário.

Pit bull é abandonado na porta de abrigo com uma nota de despedida

Facebook/Villalobos Rescue Center

Facebook/Villalobos Rescue Center

Os funcionários do Centro de Resgate Villalobos (VRC) foram recebidos por uma visão triste e desoladora quando chegaram ao trabalho, no mês passado.

Amarrado a uma cerca na propriedade do abrigo de resgate em Nova Orleans (EUA), havia um jovem pit bull. O cão nervoso e agitado, se encolheu de medo quando os funcionários se aproximaram dele.

Eles podiam ver que a perna do cão estava toda enrolada na coleira, o que impedia a circulação de sangue para o membro.

No entanto, libertar o cão de sua situação desconfortável se mostrou uma situação difícil e delicada.

Facebook/Villalobos Rescue Center

Facebook/Villalobos Rescue Center

“O cão estava todo enrolado na coleira e não nos deixava realmente nos aproximarmos dele”, disse um dos socorristas em um vídeo feito na época. “Tivemos que descobrir como soltar o animal sem machucá-lo”.

Uma sacola de plástico cheia com os poucos pertences do cão foi deixada ali perto. Quando as equipes de resgate pegaram a bolsa, encontraram uma nota manuscrita que partiria seus corações mais uma vez:

“Conheça o Rock”, dizia a nota. “Eu não posso mais ficar com ele devido a problemas pessoais com minha família. Ele ficou isolado no meu quarto a vida inteira, pois meus pais não o queriam fora do quarto e, além disso, o dono da casa não queria cachorros aqui. Ele tem 1 ano e 4 meses e nunca teve nenhuma interação humana além da minha família, então por favor construa uma interação humana com ele”.

“Uma vez que você o conhece, ele é o cão mais doce que você vai encontrar” a nota continuava. “Ele aceita animais domésticos, mas pode ficar nervoso ao redor de pessoas estranhas. Por favor, dê um tempo a ele e providencie uma casa melhor para Rocky. Eu sempre doarei o máximo que puder para a lista de desejos (lista de necessidades dos cães, que fica exposta no site do abrigo). Ele sabe de suas possibilidades”.

Facebook/Villalobos Rescue Center

Facebook/Villalobos Rescue Center

Já sobrecarregados com cães indesejados, os funcionários do abrigo de resgate não tinham ideia de como poderiam acomodar mais um – especialmente um com problemas de medo e ansiedade incapacitantes.

Então eles postaram o vídeo do resgate do cachorro no Facebook, esperando que algum indivíduo gentil se apresentasse para ajudar.

“Honestamente, não tínhamos muita esperança nesse cachorro, especialmente depois de abandonado, vivendo em um ambiente de abrigo”, escreveu o VRC em um post no Facebook. “Não tínhamos meios para colocar Rocky em outro lugar, para que ele pudesse relaxar e se aclimatar ao mundo exterior ao seu redor. Ele não deixava que nenhum de nós chegasse perto dele”.

Facebook/Villalobos Rescue Center

Facebook/Villalobos Rescue Center

Por acaso, e numa reviravolta surpreendente, o irmão do antigo tutor viu o post nas redes sociais e correu para o centro de resgate. “Ele estava sobrecarregado de tristeza e desespero”, escreveu o VRC. “Ele conhecia Rocky desde que era um filhote e, como não morava mais com a família, imaginou que tudo corria bem com o cachorro”.

Os funcionários hesitaram em entregar o filhote problemático, mas quando Rocky viu seu antigo irmão novamente, tudo mudou. Em questão de segundos, o cachorro passou de um cão agressivo que rosnava e se encolhia e se se transformou correndo para seu novo pai (e ao mesmo tempo antigo conhecido) com beijos e lambidas, implorando para que ele lhe coçasse a barriga.

Você pode assistir a reunião tocante deles aqui:

Rocky agora tem uma nova vida, e alguém para ajudá-lo de verdade a se aclimatar ao mundo em seu próprio ritmo. Longe do confinamento de um quarto ou de um canil, Rocky pode finalmente experimentar a vida como um animal doméstico amoroso.

“Você está comigo agora”, diz o novo tutor de Rocky no vídeo. “Você finalmente está na sua casa”, finaliza satisfeito ele.