Cachorro abandonado em abrigo por anos finalmente encontra uma casa só sua

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Por que vocês simplesmente não colocam ele para dormir?”

Esse era o refrão interminável que Leslie Renner, diretora executiva do abrigo da The Humane Society de Preble County, em Ohio (EUA), ouvia como sugestão infeliz quando o assunto “Higgins” surgiu. O morador mais antigo do abrigo passara quase toda a sua vida atrás das grades do canil – mas Renner não ia desistir do mestiço de pastor alemão.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

Mais importante ainda, Higgins não queria desistir de encontrar uma casa também.

Higgins veio para o abrigo ainda filhote como um cachorro bem jovem, onde ele foi adotado imediatamente. No entanto, a vida em sua primeira casa estava longe de ser a ideal. Em 2012, Higgins foi devolvido ao abrigo.

“Ouvimos dizer que ele não passava de um cachorro que vivia acorrentado a uma casa de cachorro”, disse Renner ao The Dodo. “Cerca de um ano depois, alguém deu entrada no abrigo com um cachorro perdido – e era ele.”

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Ninguém nunca veio procurá-lo”, acrescentou ela, “ninguém se importou”.

Higgins ficava mais à vontade sem outros animais por perto, o que limitava seu grupo de possíveis adotantes. Renner sabia que ela só tinha que ser paciente até que a pessoa certa aparecesse, mas de novo e de novo, Higgins foi preterido.

“As pessoas estão procurando filhotes ou cachorros com até seis meses”, disse Renner.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Quando ele voltou, tinha um ano e depois dois e depois três e o tempo continuava a passar”.

Depois de tanto tempo no abrigo, os potenciais adotantes assumiram que havia algo errado com Higgins. Por que mais ele ainda estaria lá todo esse tempo, ano após ano?

“O rosto dele sempre parecia tão preocupado que ele parecia um pouco intimidado quando estava em seu canil”, disse Renner. “As pessoas simplesmente passavam por ele.”

Então, no dia de número 2.381 no cãozinho no abrigo, Brendon Reed entrou e disse: “Estou aqui para levar Higgins para casa”.

Renner ficou chocada.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

O rapaz de 22 anos tinha acabado de comprar sua primeira casa, e depois de ver a foto de Higgins on-line e ouvir sua história, Reed sabia que Higgins seria o único cachorro para ele. “Ele era apenas um cachorro lindo”, Reed disse ao The Dodo. “Ele parecia tão fofo eu não sei como ele não foi adotado”.

Depois de seis anos e meio, Higgins finalmente está desfrutando de uma família e uma casa só dele, as mordomias de dormir no sofá, assistir TV, correr em volta do seu próprio quintal e rolar na grama.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

Longe do estresse da vida em abrigos, Higgins está aprendendo o que significa ter um pai que o ama e que o faz se sentir seguro e desejado todos os dias.

“Ele é tão feliz, e animado”, disse Reed. “Ele só gosta de brincar.”

Estudante de química da UFMT desenvolve maquiagem vegana com ingredientes naturais

Por David Arioch

Sandynara (de jaleco) desenvolveu 15 produtos veganos para maquiagem (Fotos/Acervo: Sandynara Aguiar Gama/Divulgação)

Estudante do curso de química da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, desenvolveu recentemente 15 produtos veganos para maquiagem e os apresentou no mês passado na Feira Nacional do Empreendedorismo (FNE), do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac), que teve como tema a sustentabilidade.

Moradora de Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá (MT), Sandynara conta que sua intenção desde o princípio era desenvolver uma linha de maquiagem natural, que não fosse prejudicial à pele e que não contasse com ingredientes de origem animal nem testados em animais.

Com esse objetivo em mente, a estudante de química produziu delineador em creme, batom, batom líquido, protetor labial, base, pó, sombra em pó, sombra em base, blush, esfoliante de café, máscara de aveia, iluminador líquido, gloss, demaquilante bifásico e tônico facial.

Para o desenvolvimento dos produtos que possuem laudos técnicos comprovando que são naturais, Sandynara utilizou ingredientes como argila branca, azeite, beterraba, cacau em pó, farinha de amora, flor de alecrim, óleo de manga e óleo de pequi e óleo de rícino.

Para evitar a oxidação e contaminação, ela também recorreu à vitamina E. A estudante, que investiu cerca de dois mil reais no projeto, agora pensa em transformá-lo em um negócio.

Saiba Mais

O desenvolvimento das maquiagens foi supervisionado pela professora e orientadora Kenya Rafaela e os laudos foram assinados pela química Fábia Elaine Ferreira.

Esquilo selvagem volta todos os dias para visitar seu salvador

Foto: Tyler Gregory

Foto: Tyler Gregory

Quando Tyler Gregory encontrou um pequeno esquilo bebê, frágil e faminto, em sua propriedade no Kansas (EUA), ele soube imediatamente que faria o que fosse necessário para salvar aquela pequena vida.

O esquilo filhote havia sido uma das vítimas da terrível tempestade que havia atingido a região e foi arrastado para longe da segurança de seu ninho e de sua mãe. Gregory trouxe o esquilo do sexo feminino para dentro de casa para aquecê-la, mas ele estava com medo de que ela não conseguisse sobreviver durante a noite.

“Ela era tão pequena que seus olhos ainda nem estavam totalmente abertos”, disse Gregory ao The Dodo. “Começamos a dar mamadeira com uma fórmula fortificante especial para ela e esperando o melhor”.

Foto: Tyler Gregory

Foto: Tyler Gregory

Gregory e sua namorada colocaram o despertador para acordá-los a cada três horas e se revezaram para dar as mamadas frequentes ao bebê esquilo. Felizmente, seus horários flexíveis permitiam-lhes que tivessem o tempo necessário para cuidar do pequeno esquilo, a quem chamavam Annie.

“Isso ajuda no nosso cronograma de trabalho, já que sou músico e minha namorada trabalha com arte de casa mesmo”, disse Gregory.

Durante as primeiras semanas, Annie dormiu em uma pequena gaiola com uma almofada de aquecimento para mantê-la confortável e, à medida que foi crescendo, o mesmo aconteceu com o tamanho de sua hospedagem.

Foto: Tyler Gregory

Foto: Tyler Gregory

Mas assim que seus olhos se abriram, o curioso esquilo queria mais espaço para andar – e seu pai estava feliz em apaziguá-la e satisfazer suas vontades.

Gregory começou a levar Annie em passeios frequentes para o lado de fora da casa, onde ela podia rastejar pela grama e tomar sol. Logo, o pequeno esquilo estava testando sua força, dando saltos voadores de troncos de árvores e postes da cerca.

Mas não importava para o quão longe ela fosse, Annie sempre corria de volta para o pai para ganhar uma coçadinhas no pescoço e – seu carinho favorito – uma esfregada na barriga.

Foto: Tyler Gregory

Foto: Tyler Gregory

“Ela sempre foi muito apegada a nós enquanto crescia”, disse Gregory. “Ela gostava de correr pela casa ou ir para fora, no quintal, mas sempre voltava e vinha direto para nós. Sempre que as pessoas apareciam, como visitas, ela vinha dizer “olá” sentada no meu ombro.

Quando Annie não estava andando por aí no ombro do pai ou rastejando pelo labirinto de seu cabelo, ela pegava carona na parte nas costas do irmão cachorro.

Em novembro, Annie subiu em sua primeira árvore – um sinal claro para Gregory de que ela estava se preparando para viver sozinha. No entanto, as más condições inclementes do tempo atrasou sua despedida.

“Nós não pudemos liberá-la porque o inverno começou a chegar e o frio estava muito forte”, disse Gregory. “Sua gaiola ainda estava dentro de casa – no entanto, em dias de sol, nós a levamos para fora para que ela pudesse se acostumar com o ambiente.”

Foto: Tyler Gregory

Foto: Tyler Gregory

Gregory queria que fosse escolha de Annie a hora de deixar o ninho, então ele começou a abrir a porta da gaiola para ela poder sair por conta própria.

“Estávamos nervosos e tristes, mas precisava ser feito”, disse Gregory. “Eu não aguentava mais vê-la na gaiola e ela estava começando a ficar selvagem ao invés de ser um bebezinho doce”.

Um dia, no mês de março, ele abriu a porta e Annie correu para os bosques que circundavam a residencia.

Enquanto Gregory e sua namorada brincavam e comparavam Annie a um adolescente crescendo e saindo para a faculdade, pois ainda doía dizer adeus. “Eu não a vi por cerca de uma semana e fiquei muito triste que talvez ela nunca mais voltasse”, disse Gregory.

Mas assim como uma criança se afastando pela primeira vez – Annie ainda queria voltar para casa para uma refeição grátis e para brincar com o cachorro.

“Eu abri a porta da frente no outro dia e lá estava ela!” Gregory disse. “[Ela] veio e me cumprimentou pulando no meu ombro”.

“[Isso] me fez muito feliz”, escreveu Gregory no Reddit. “Eu estava preocupado como qualquer pai ou mãe”.

A visita dela foi breve, mas significou muito para Gregory saber que Annie estava feliz e saudável.

“Ela passou algum tempo conosco, cerca de uma hora e depois seguiu seu caminho”, acrescentou Gregory.

“Ela volta todos os dias por um tempinho para se divertir abrindo nozes e depois segue seu caminho. Ela parece muito feliz e gosta de subir nas árvores”, conclui o orgulhoso pai.

“Aquece o meu coração saber que ela anda por aí, mas ainda volta pra casa”, acrescentou Gregory.

Gatinho recebe carta de admirador desconhecido e o gesto viraliza no Twitter

Foto: Karen Miele

Foto: Karen Miele

Todos os dias, Karen Miele, voltava para casa feliz para encontrar seu companheiro fiel: o gato Chips. Mas aquele dia era diferente.

Karen estava chateada e triste, mas mesmo assim, feliz por saber que o gato a aguardava em casa, com aquele olhar de sonhador que tanto que lhe era peculiar.

Animais domésticos geralmente trazem alegria para a casa e ajudam a animar sua família, e como Karen estava tendo uma semana particularmente ruim, o bom humor e carinho constante do felino somados a atitude de devaneio sempre sonhadora de Chips, eram particularmente bem-vindos.

Foto: Karen Miele

Foto: Karen Miele

O que Karen não esperava e que elevaria seu ânimo definitivamente, era encontrar um envelope misterioso que havia sido deixado em sua caixa de correspondência.

Chips gosta de sentar no peitoril da janela que dá para a rua onde ela e Karen moram em Nottingham, no Reino Unido. E aparentemente, Chips chamou a atenção de alguém enquanto fazia o que ela mais ama fazer: sentar-se à janela e observar a rua.

Dentro do envelope havia uma foto bem tirada e impressa de Chips olhando pela janela. No envelope havia uma pequena nota que dizia:

“Para você e seu adorável gato. Eu sempre procuro por ele ao passar por aqui. – Jean.”

Foto: Karen Miele

Foto: Karen Miele

Jean até se deu ao trabalho de escrever o ano em que a fotografia foi tirada no verso da foto.

Que belo gesto, pensou Karen . Então ela tirou uma foto da carta e a compartilhou no Twitter.

Foi quando o segundo acontecimento inesperado aconteceu na vida de Karen: milhares e milhares de pessoas viram a foto postada pela tutora do gato, mostrando a doce mensagem de Jean e os sentimentos desas pessoas também se elevaram e se encantaram com a carta.

“Eu honestamente não achei que receberia mais do que 5 curtidas neste post!” Karen disse ao The Dodo no momento em que seu tweet foi favoritado de 200 mil vezes. “Eu ainda estou em choque”, confessou ela.

Foto: Karen Miele

Foto: Karen Miele

Claro que Jean não sabia nada sobre isso – ela nunca tinha conhecido Karen antes e nem estava no Twitter.

Mas então Laura Patterson, outra vizinha, viu o tweet e acontece que ela conhecia Jean. Ela resolveu então mostrar a Jean o quão longe seu belo gesto chegou.

“Ela leu todas as respostas e ficou encantada e emocionada ao perceber que as pessoas gostaram realmente de seu gesto”, disse Karen. “Eu a convidei para tomar chá e conhecer Chips e avisei que ela pode voltar sempre que quiser”.

Foto: Karen Miele

Foto: Karen Miele

Muitas pessoas no Twitter comentaram que eles e seus gatos queriam o seu próprio “Jean”, um admirador secreto – alguém que parasse e notasse os belos e pequenos momentos e fizesse um esforço extra apenas para compartilhar esses momentos mesmo que com um perfeito estranho.

“Imagine como seria bom se mais pessoas fossem assim”, observou uma pessoa em um comentário. “O mundo seria um lugar tão melhor”, concluiu o usuário da rede social

Norte-americanos são condenados a mais de 30 anos de prisão por zoofilia

Os norte-americanos Matthew Brubaker, de 31 anos, Terry Wallace, de 41, e Marc Measnikoff, de 34, foram condenados a penas de prisão que vão de 30 a 41 anos por zoofilia. Eles estupraram mais de onze animais durante anos. As vítimas são nove éguas, uma vaca, uma cabra e um número indefinido de cadelas. O caso aconteceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / The Independent

Um adolescente de 16 anos foi o responsável por denunciar os estupradores. Ele acionou as autoridades do condado de Clearfield, em agosto de 2018, e contou que era obrigado a amarrar os animais para que eles fossem abusados sexualmente. No mesmo dia, os três homens foram detidos pela polícia. As informações são do portal SOL.

Uma grande quantidade de vídeos de zoofilia caseiros e equipamentos de gravação foram encontrados na propriedade. Segundo o jornal The Independent, os estupros aconteciam “num curral específico para esse fim”.

Brubaker, Wallace e Measnikoff foram acusados de mais de 1,4 mil crimes relacionados à zoofilia, à crueldade animal, ao risco que eles representavam para crianças que moravam com eles e à corrupção de menores de 18 anos.

O procurador William Shaw afirmou, em entrevista ao The Independent, que “este é um dos casos mais extremos de abuso animal” dentre os quais ele já se deparou em sua vida profissional. Shaw relevou que os menores que viviam com os estupradores estão sob a custódia do estado da Pensilvânia.

Todos os animais vítimas de abuso foram resgatados. Eles estão sob a responsabilidade da Sociedade de Prevenção da Crueldade Animal, uma ONG que trabalhará em conjunto com as autoridades para disponibilizá-los para adoção.

Lei que prevê multas para maus-tratos a animais é sancionada em Candelária (RS)

Uma lei que prevê multas para a prática de maus-tratos a animais foi sancionada, na quarta-feira (29), pelo prefeito de Candelária (RS), Paulo Butzge. O objetivo da medida é coibir o alto número de casos de crueldade contra animais registrado no município.

Foto: Pixabay

Com a nova legislação, qualquer morador da cidade poderá denunciar casos de maus-tratos mediante a apresentação de provas – como fotos e vídeos -, de testemunhas ou de boletim de ocorrência registrado em uma delegacia.

A administração municipal ficará responsável por tomar as devidas providências, inclusive relacionadas à aplicação das multas. As informações são do portal GAZ.

Confira abaixo a íntegra do texto da lei, de autoria do vereador Jorge Willian Feistler (PTB):

“Art. 2º Para os efeitos desta Lei, entende-se por maus-tratos contra animais toda e qualquer ação direta ou indireta que intencionalmente ou por imprudência, imperícia, negligência atente contra a saúde e as necessidades naturais, físicas e mentais ou provoque dor ou sofrimento desnecessários aos animais, conforme estabelecido nos incisos abaixo:

I – mantê-los sem abrigo ou em lugares em condições inadequadas ao seu porte e espécie ou que lhes ocasionem desconforto físico ou mental;
II – agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao animal;
III – privá-los de necessidades básicas, tais como água, alimentação, descanso, movimentação e temperatura compatíveis com as suas necessidades e em local desprovido de ventilação e luminosidade adequadas, exceto por recomendação de médico veterinário ou zootecnista, respeitadas as respectivas áreas de atuação, observando-se critérios técnicos, princípios éticos e as normas vigentes para situações transitórias específicas como transporte e comercialização;
IV – lesar ou agredir os animais (por espancamento, por instrumentos cortantes, por substâncias químicas, escaldantes, tóxicas, por fogo ou outros), sujeitando-os a qualquer experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes dor, sofrimento, dano físico ou mental ou morte;
V – abandoná-los, em quaisquer circunstâncias;
VI – obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores as suas forças e a todo ato que resulte em sofrimento, para deles obter esforços ou comportamento que não se alcançariam senão sob coerção;
VII – castigá-los, física ou mentalmente, ainda que para aprendizagem ou adestramento;
VIII – criá-los, mantê-los ou expô-los em recintos desprovidos de limpeza;
IX – utilizá-los em confrontos ou lutas, entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes;
X – provocar-lhes envenenamento, podendo causar-lhes morte ou não;
XI – eliminação de cães e gatos como método de controle de dinâmica populacional;
XII – não propiciar morte rápida e indolor a todo animal cuja eutanásia seja necessária;
XIII – exercitá-los ou conduzi-los presos a veículo motorizado em movimento;
XIV – abusá-los sexualmente;
XV – enclausurá-los com outros que os molestem;
XVI – promover distúrbio psicológico e comportamental;
XVII – deixar, o motorista ou qualquer outro passageiro do veículo, de prestar o devido atendimento a animais atropelados;
XVIII –deixar o tutor ou responsável de buscar assistência médico-veterinária ou zootécnica quando necessária;
XIX – manter animais em número acima da capacidade de provimento de cuidados para assegurar boas condições de saúde e de bem-estar animais, exceto nas situações transitórios de transporte e comercialização;
XX – utilizar animal enfermo, cego, extenuado, sem proteção apropriada ou em condições fisiológicas inadequadas para realização de serviços;
XXI – transportar animal em desrespeito às recomendações técnicas de órgãos competentes de trânsito, ambiental ou de saúde animal ou em condições que causem sofrimento, dor e/ou lesões físicas;
XXII- mutilar animais, exceto quando houver indicação clínico-cirúrgica veterinária ou zootécnica;
XXIII – induzir a morte do animal por métodos não aprovados pelos órgãos ou entidades oficiais e sem profissional habilitado;
XXIV – estimular, manter, criar, incentivar, utilizar animais da mesma espécie ou de espécies diferentes em lutas;
XXV – outras práticas que possam ser consideradas e constatadas como maus-tratos pela autoridade ambiental, sanitária, policial, judicial ou outra qualquer com esta competência.”

Homem pula no rio congelado para salvar filhote de urso que se afogava

Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Quando Elijah Barkley saiu para uma viagem de pesca com alguns amigos e familiares em West Virginia (EUA), ele nunca imaginou que acabaria salvando uma vida.

Mas foi exatamente isso o que ele fez.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Na viagem de volta para o acampamento seguindo pelo rio de águas geladas, Barkley foi parado por um guarda florestal acompanhado por um especialista em ursos. Eles pediram que ele ficasse alerta a um urso jovem e solitário na área.

O filhote era órfão, aparentemente tendo perdido a mãe – e com base em avistamentos recentes, estava se saindo muito mal por conta própria, inexperiente e sozinho o animal provavelmente estava confuso e faminto.

Pouco depois de continuar seu caminho, contudo, Barkley avistou o urso em questão.

“Ele parecia estar completamente exausto e desgastado ou algo estava errado, porque chegamos perto dele e ele não se mexeu”, disse Barkley ao The Dodo. “Ele meio que só ficou lá.”

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

O patrulheiro florestal e o especialista de ursos ainda estavam na vizinhança, de modo que Barkley fez sinal para o local na beira do rio, onde o filhote parecia estar à beira de um colapso.

O especialista em ursos, Joel Rosenthal, dirige um centro de reabilitação de animais selvagens chamado Point of View Farm. Ele estava tentando rastrear o filhote solitário a fim de levá-lo para suas instalações e salvá-lo.

Acontece que Barkley encontrou o filhote no momento certo.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Antes que Rosenthal tivesse a chance de sedá-lo, as patas do filhote cederam bem debaixo dele enquanto os dois homens tentavam atravessar o rio. Exausto demais para levantar a cabeça da água, o filhote estava começando a se afogar.

Com o filhote se afastando rio abaixo, e a mercê da morte aparentemente iminente, Barkley decidiu entrar em ação.

“Eu vi a cabeça dele afundar debaixo d’água, e foi aí que tomei a decisão instintiva de correr atrás do urso”, disse ele.

“Minha mente estava tão focada, pensando exclusivamente em chegar àquele urso o mais rápido que na hora não pensei nos risco”.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

Barkley atravessou as pedras escorregadias da beira do rio e pulou na água gelada – nadando em direção ao filhote antes que fosse tarde demais.

“Eu o alcancei rapidamente e imediatamente peguei o urso pela nuca”, disse Barkley.
Ele então arrastou o filhote para a praia.

Por vários momentos, o jovem urso permaneceu sem vida, desacordado – mas então ele lentamente começou a despertar. Barkley havia chegado até ele a tempo.

Foto: Elijah Barkley

Foto: Elijah Barkley

“Eu imediatamente o levei para [Rosenthal] para que ele pudesse checar a situação do bebê”, disse Barkley.

O urso, agora salvo, foi tranqüilizado e envolto em toalhas enquanto dormia no caminhão do cuidador de ursos.

O heroísmo das ações de Barkley impressionou àqueles que testemunharam a cena – mas ele está simplesmente apenas feliz por poder ajudar.

“Todos me agradeceram”, disse Barkley. “Eu nunca na minha vida pensei que faria parte de um evento assim. Acredito que fomos feitos para estar lá naquele momento no tempo certo”.

Agora, as coisas estão melhorando para o filhote.

O jovem urso está recuperando sua força sob os cuidados vigilantes de Rosenthal no centro de reabilitação – e provavelmente, voltará à vida selvagem em plena saúde nos próximos meses.

“Ele é muito pequeno e faminto, mas acreditamos que ele vai se sair bem”, disse Rosenthal ao The Dodo. “Ele vai ganhar peso e depois ser colocado em outro espaço com outros filhotes que chegaram ano passado e também perderam suas mães para caçadores. Esperamos poder libertá-lo ainda neste verão”.

Mercearia substitui embalagem de plástico por folha de bananeira em SP

A Casa Santa Luzia, mercearia quase centenária localizada na cidade de São Paulo, decidiu trocar as embalagens plásticas por folhas de bananeira, optando por uma alternativa sustentável, que tem agradado os clientes.

A mercearia se inspirou em um supermercado tailandês que está testando a folha de bananeira como alternativa para o excesso de plástico usado para embalar alimentos. As informações são do portal Ciclo Vivo.

Foto: Agência Twist

“Resistente, impermeável e flexível, ela também é biodegradável, ou seja, pode ser usada na compostagem ou, se descartada, irá se decompor naturalmente, de forma muito mais rápida em relação ao plástico”, disse Ana Maria Lopes, diretora da Casa Santa Luzia.

Segundo ela, a iniciativa partiu dos funcionários do local. Foi então que a loja buscou um fornecedor e verificou a viabilidade de implantação das folhas e também a aceitação do público.

“Este fornecedor foi muito receptivo com a ideia e rapidamente nos enviou uma amostra e, na mesma semana, efetuamos a primeira compra”, afirmou Ana Maria. E a novidade foi muito bem aceita pelos clientes. “De imediato tivemos a aceitação do consumidor tornando possível manter o produto em linha”, completou Ana Maria.

Atualmente, um terço do lixo doméstico brasileiro é composto por embalagens que são usadas uma única vez, gerando um forte impacto no meio ambiente.

Além de proteger a natureza, a opção por embalagens sustentáveis, segundo a diretora da Casa Santa Luzia, também pode ser lucrativa. De acordo com Ana Maria, desde que a mercearia passou a usar a folha de bananeira para embalar os produtos, foi registrado um aumento nas vendas, o que, inclusive, levou a loja a cogitar uma expansão da alternativa ecológica. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, concluiu.

Câmara aprova medida que anistia desmatadores no Brasil

Por David Arioch

Pesquisadores e especialistas em meio ambiente repudiaram a medida 867, apontando que além da anistia aos desmatadores, a proposta fragiliza o código (Foto: Reuters)

Ontem foi aprovado na Câmara dos Deputados a Medida Provisória 867/18, de autoria do deputado Sérgio Souza, que prevê mais anistia para os desmatadores no Brasil ao mudar vários pontos do Código Florestal. Agora a matéria será enviada ao Senado.

A proposta desobriga proprietários de imóveis rurais de recuperarem a vegetação nativa de áreas desmatadas até 22 de julho de 2008. A princípio, a medida surgiu como uma forma de permitir que os ruralistas não sofram sanções envolvendo restrições de crédito em decorrência do desmatamento.

Com o projeto de Sérgio Souza, os ruralistas que desmataram o Cerrado podem ter suas propriedades regularizadas desde que a área de reserva legal seja de 20% em relação ao que existia de vegetação nativa em julho de 1989, ano da Lei 7.803/89. O que também não significa que esses 20% sejam referentes à área real de mata nativa na época.

O mesmo percentual vale para áreas desmatadas do Pantanal, Pampa, Caatinga e Campos Gerais, mas em relação à área que existia até 2000 (MP 1.956-50). Nessas últimas áreas citadas, se a exploração tradicional for de pecuária, o pastejo animal e o manejo estão liberados em toda a área consolidada.

Segundo a Agência Câmara, se em 1989 a propriedade já contava apenas com 10% de vegetação nativa, os 20% incidirão sobre esses 10% restantes, perfazendo apenas 2% da área total. A mesma regra se aplica à Amazônia, mas com variações correspondentes às diferentes legislações.

O percentual de 50% incidirá sobre o que havia de vegetação nativa em 1965, 1989 e 1996. Vale lembrar que o projeto de Sérgio Souza dispensa ainda a anuência do órgão ambiental competente da época na qual os índices foram mudados.

A medida também acaba com o prazo para adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), exigido pelo Código Florestal Brasileiro, que previa recolhimento de informações sobre o uso das terras, visando o fortalecimento do programa de regularização ambiental e recuperação de áreas de proteção permanente e de reservas legais.

Ontem, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente (CMA) sobre os sete anos do Código Florestal, pesquisadores e especialistas em meio ambiente repudiaram a medida 867, apontando que além da anistia aos desmatadores, a proposta fragiliza o código.

Ornitorrinco é sacrificado após ser encontrado preso em elástico de cabelo

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Um filhote de ornitorrinco do sexo feminino teve que ser sacrificada depois de ter sido encontrada presa e toda enrolada em elásticos de cabelo jogados no lixo.

Bushwalkers Gill e Steve Bennett viram o pequeno pássaro claramente em perigo enquanto caminhavam em Bright, Victoria (Austrália).

Acredita-se que ela só tenha deixado seu ninho há cerca de dois meses e estivesse “vivendo em agonia” desde que se envolveu nos quatro elásticos.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Eles se enrolaram e ficaram presos em torno de seu pequeno corpo frágil de forma tão apertada que seu pescoço e uma de suas pernas estavam feridas até o osso.

O abrigo Staghorn Wildlife Shelter e a ONG especializada em ornitorrincos Geoff Williams da Austalian Platypus Conservancy juntos decidiram que a recuperação das lesões seria impossível.

“Logo ficou claro que esse belo e pequeno animal, tão jovem teria que ser sacrificada”, disse Jo Mitlehner, do abrigo Staghorn Wildlife Shelter.

Um veterinário local abriu sua clínica em um sábado, apenas para “fornecer uma morte assistida rápida e humanitária”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Mitlehner disse que o desfecho trágico para este ornitorrinco bebê destaca os perigos que as espécies enfrentam na vida cotidiana.

As principais ameaças ao ornitorrinco são a mudança de habitat, a poluição, a mudança dos fluxos do rio, as redes de pesca, o atropelamento nas margens dos rios e o emaranhamento no lixo”, disse ela.

Apesar de todos esses obstáculos, o ornitorrinco consegue sobreviver em cursos de água próximos aos humanos.

“É essencial aprendermos a parar de jogar lixo em nossos cursos d’água”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

A vítima mais recente é o terceiro ornitorrinco a ser retirado do rio Ovens, em Bright, com ferimentos que ameaçam sua vida, causados por lixo e elásticos de cabelos.

Talvez a sinalização que descreve essa questão seja apropriada em lugares especialmente onde os turistas se reúnem?

Ornitorrincos

O Ornitorrinco é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia, ele possui hábito crepuscular e/ou noturno. Preferencialmente carnívoro, a sua dieta baseia-se em crustáceos de água doce, insetos e vermes.

O animal que é um ícone e símbolo australiano possui diversas adaptações orgânicas para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras.

O ornitorrinco é uma animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não têm dentes.

A fêmea não possui mamas, e o leite destinado aos filhotes é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais.

Os machos têm esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Os ornitorrincos possuem também uma cauda similar à de um castor.

É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Em 2008 pesquisadores começaram a sequenciar o genoma do ornitorrinco e descobriram vários genes compartilhados tanto com os répteis como com as aves, mas cerca de 82% dos seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cão, a ratazana e até o homem.