Fazendas leiteiras estão se convertendo em plantações de abacate

Foto: Theresa Sjoquist

Foto: Theresa Sjoquist

De acordo com a Fresh Plaza, os fazendeiros Georgina Tui e Mate Covich – produtores de leite do extremo norte do país – venderam suas terras para cultivadores e desenvolvedores de pomares de abacateiros. A dupla segue os passos de outras três fazendas na península de Aupouri (Nova Zelândia), que também foram vendidas para o desenvolvimento de um pomar de abacate.

Jen Scoular, chefe-executiva da NZ Avocado, observa que o clima e o solo da Nova Zelândia são ideais para o cultivo de abacates. Há 3800 hectares produtivos cultivando a fruta popular no país, com mais mil no horizonte nos próximos três anos, disse ela ao Fresh Plaza.

“Estamos confortáveis com a demanda global pelo aumento das plantações e estamos felizes em ver o investimento contínuo em abacates”, disse ela.

Aumento da demanda por abacates

Em todo o mundo, a demanda por abacates tem aumentado em uma crescente. A fruta saborosa é rica em nutrientes, com numerosos benefícios para a saúde comprovados.

De acordo com a Healthline, o ingrediente chave para o café da manhã perfeito do Instagram, também conhecido como avo no brinde, é mais potente em potássio do que em bananas, rico em vitaminas e rico em ácidos graxos saudáveis.

O México é atualmente o maior produtor de abacates do mundo, no entanto, mais países estão se esforçando e passando a produzir a fruta. A Nova Zelândia atualmente conta apenas como 1% da produção global, mas com mais agricultores vendendo suas terras para cultivar a safra, isso pode aumentar.

Fazendas de laticínios

A Nova Zelândia é conhecida por suas fazendas leiteiras, com mais de 4,8 milhões de vacas exploradas para este fim presentes no país em 2018. Este é aproximadamente o mesmo número de vacas correspondentes ao número de habitantes do país.

O impacto ambiental da indústria é significativo. Combinado com os bois mortos por sua carne a produção de laticínios representa 50% das emissões de gases de efeito estufa da Nova Zelândia. Em outubro, a organização ambientalista internacional Greenpeace pediu ao governo da Nova Zelândia que proibisse novas fazendas leiteiras.

“Já existem muitas vacas em comparação aos benefícios de nossas hidrovias”, disse Gen Troop, ativista pela crise da água do Greenpeace. “No entanto, há novas fazendas leiteiras sendo construídas e as fazendas existentes ainda estão adicionando mais vacas”.

A petição do Greenpeace para proibir novas fazendas leiteiras alcançou quase 50 mil assinaturas no final do ano passado.

Crise do leite afeta também os EUA

De acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 2.731 fazendas leiteiras fecharam as portas nos EUA em 2018. Somente no estado de Wisconsin o total de fazendas que saíram do mercado chegou a 590 no ano passado. Já o estado da Pensilvânia teve 370 fazendas fechadas em 2018.

A Dairy Farmers of America, associação de produtores de leite dos Estados Unidos, divulgou recentemente um relatório informando que em 2018 a indústria de laticínios sofreu queda nas vendas no valor de 1,1 bilhão de dólares em comparação com 2017.

Um relatório publicado pelo The Washington Post mostrou que a população dos EUA está consumindo 37% menos leite do que nos anos 1970. Como consequência, alguns laticínios foram além e mudaram completamente de ramo nos últimos anos, como é o caso da Elmhurst, de Nova York, que fechou sua indústria de produtos lácteos em 2016, após 80 anos, para inaugurar a Elmhurst Milked, de alternativas vegetais.

Independente de causa, e na contramão da crise no mercado leiteiro, estão as alternativas aos laticínios baseadas em vegetais, que têm ocupado cada vez mais espaço e atraído até mesmo a atenção e interesse de empresas do ramo leiteiro.

Nos Estados Unidos, além do surgimento de novas marcas não lácteas a cada ano, a Dean Foods, segunda maior companhia leiteira do país, além de fechar laticínios e romper contratos com dezenas de produtores de leite só no estado da Pensilvânia, se tornou acionista da marca de leites vegetais Good Karma, que segue em ascensão nos EUA.

A previsão é de crescimento global de alternativas aos lácteos de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets. Vale lembrar também que foi em 2018 que a Marcus Dairy, um dos maiores laticínios de Connecticut, anunciou o encerramento do contrato com 52 fazendas por causa da queda na demanda por leite.

Porquinho e galinha se tornam amigos inseparáveis

Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Arnold tem apenas 7 anos de idade. Como como acontece com muitos porcos domésticos, ele passou por diversas mudanças e circunstancias difíceis em sua vida.

“Arnold teve três casas anteriores além da que ele mora atualmente”, disse Jenny Nichols, diretora executiva do Cottontail Cottage Animal Sanctuary, no Maine (EUA) ao The Dodo.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Porcos domésticos geralmente acabam desabrigados ou negligenciados quando as pessoas percebem que são animais muito inteligentes que exigem tempo, atenção e dedicação.

Felizmente, no caso de Arnold, houve algo em sua vida que se tornou uma fonte de conforto constante – pelo menos na memória recente.

Esta é Sammie, a galinha melhor amiga de Arnold.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Arnold e Sammie se conheceram e tornaram-se inseparáveis na casa atual ode vivem.

Como Arnold não consegue enxergar muito bem, Sammie ajuda a fazê-lo sentir-se calmo. Observar Sammie em pé sobre as costas de Arnold não é apenas adorável – é uma maneira de o casal de amigos se sentir conectado.

Mais uma vez, porém, Arnold está sendo abandonado por sua atual família. Foi assim que Nichols se envolveu com a dupla de amigos.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

“Fomos questionados por seus tutores se eles poderiam entregá-los aqui para nós”, explicou Nichols. “Nós dissemos sim, mas o celeiro tem que ser construído primeiro”.

A amizade entre espécies fez Nichols se apaixonar instantaneamente pelos futuros moradores do santuário.

Determinada a manter o par unido, Nichols começou uma campanha para construir o celeiro o mais rápido possível para que os dois amigos pudessem desfrutar de alguma estabilidade e tivessem a oportunidade de viver sua amizade sem medo de se separarem.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

É difícil saber se Arnold percebe que há algo novo chegando no horizonte para ele e sua amiga – mas ele certamente parece estar sorrindo de novo.

Em um verdadeiro trabalho de amor e dedicação, as pessoas no santuário estão correndo para levantar os fundos necessários para construir o celeiro em apenas dois meses.

“Arnold e Sammie precisam vir para”, disse Nichols. “Eles se amam”, completou ela.

Não há como escapar da contaminação por microplásticos

Foto: Paula Funell

Foto: Paula Funell

Por Cathleen O’Grady*

Os microplásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de microplásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os microplásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nanoescala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade freqüentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os microplásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Microplásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os microplásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

*Traduzido por Eliane Arakaki

Vegan Society condena proibição do uso de nomes como “hambúrguer”, “salsicha” para produtos veganos

Lobby da indústria de carne quer que os produtos veganos tenham novos nomes | Foto: Adobe

Lobby da indústria de carne quer que os produtos veganos tenham novos nomes | Foto: Adobe

As propostas da União Europeia para proibir o uso de nomes tradicionais como “hambúrguer” e “salsicha” para produtos alimentares vegetarianos e veganos seriam ilegais, segundo a The Vegan Society.

No início deste mês, o comitê de agricultura do parlamento da UE aprovou a proibição de nomear alimentos livres de carne com nomes que contenham o termo carne ou termos já usados em suas contrapartidas tradicionais (hambúrgueres, salsichas). Se as propostas forem votadas pelo Parlamento da UE em maio, os hambúrgueres vegetarianos e veganos podem se tornar “discos” e “tubos de salsichas”, entre outros nomes.

Alguns políticos acreditam que a indústria da carne está por trás da repressão proposta, embora os defensores insistam que querem evitar que os consumidores “sejam enganados”.

Lobby da carne

“O lobby da carne não está envolvido nisso”, disse o eurodeputado socialista francês Éric Andrieu, responsável pela supervisão da legislação. “Isso gerou um debate considerável entre os grupos políticos e uma grande maioria queria esclarecer as coisas. Particularmente à luz da história, a história que compartilhamos, você pode ter um bife ou hambúrguer, você não pode isso chamar de outra coisa”.

“Nós sentimos que o bife deve ser mantido para o verdadeiro bife com carne e chegar a um novo nome para todos esses novos produtos. Há muito a ser feito nesta frente, muita criatividade será necessária.”

“As pessoas precisam saber o que estão comendo. Então, as pessoas que querem comer menos carne sabem o que estão comendo – as pessoas sabem o que está no prato.”

Legalmente desafiados

A Vegan Society contestou legalmente as propostas em uma carta formal aos funcionários da UE, assinada por seu CEO e preparada por um especialista em leis, com base na violação dos direitos humanos fundamentais dos veganos estabelecidos pela União. A UE tem 21 dias para responder à carta, após o que o assunto será levado a instâncias superiores pela The Vegan Society.

De acordo com a Sociedade, se colocadas em prática, as novas medidas afetariam não apenas os veganos, mas também as autoridades públicas que atualmente servem comida vegana, como departamentos governamentais, provedores de saúde, estabelecimentos de ensino, forças policiais e prisões.

A carta afirma que as medidas propostas violam o direito dos consumidores da UE de serem adequadamente informados sobre como as mercadorias podem ser usadas e nega à comunidade vegana os benefícios oferecidos pela legislação da UE em matéria de rotulagem clara.

Demanda Vegana

“Como os consumidores estão cada vez mais se afastando do consumo de animais, a demanda por produtos veganos está crescendo”, disse George Gill, CEO da The Vegan Society, que assinou a carta.

“Não há como negar que as indústrias de carne, laticínios e ovos estão se sentindo ameaçadas por isso e tentando restringir desesperadamente a comercialização de produtos veganos.

“Essas propostas têm pouco a ver com a proteção do consumidor e são motivadas por preocupações econômicas da indústria da carne. Estamos pedindo aos funcionários da UE que rejeitem essas medidas irracionais para que as alternativas à carne vegana sejam proibidas de usar os termos convencionais qualificados que todos já usam por décadas.”

Política da diversidade

“Esta medida proposta não está alinhada com a política da UE sobre o respeito à diversidade”, Dr. Jeanette Rowley, advogado de direitos veganos na The Vegan Society, acrescentou. As autoridades públicas são obrigadas a fornecer alimentos a base de vegetais para veganos para seu bem-estar na medida em que o veganismo é um protegido como crença filosófica sob a Lei da Igualdade de 2010.

“Não é do interesse público e, se implementado, teria um impacto desproporcional em toda a sociedade, afetando o funcionamento diário normal de todas as entidades públicas e privadas que fornecem alimentos”.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

“Esta medida da UE ameaça causar amplo caos administrativo, confusão e desperdício de tempo tentando entender como planejar uma refeição que inclua um disco vegano e ou um tubo vegetariano. O impacto generalizado desta proposta irracional e cara não deve ser subestimado”.

Sem clareza

De acordo com o Dr. Rowley, as leis europeias de rotulagem de alimentos que afirmam que “a informação alimentar deve permitir que os consumidores identifiquem e façam uso adequado dos alimentos” e ele argumenta que o uso de nomes “similares” informa ao consumidor como os produtos vegetais podem ser cozidos e usados.

Acrescenta que o vocabulário alternativo apresentado, tal como o “disco vegetal”, não constitui uma clara rotulagem dos gêneros alimentícios ao abrigo da legislação dos consumidores da UE, porque não descreve nem facilita a interpretação muito menos facilita a percepção do alimento em questão.

Tereza Cristina diz que exportação de “gado em pé” para o Vietnã é um mercado novo que se abre

Por David Arioch

Eles querem a carne brasileira. É um mercado novo que se abre, um país que tem 100 milhões de pessoas”, destacou (Fotos: Mapa/Save Movement)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que se reuniu com o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc, disse ontem que o país asiático está disposto a abrir o mercado de carne bovina para o Brasil no segundo semestre deste ano.

De acordo com a ministra, os vietnamitas demonstraram grande interesse na compra de “boi em pé”. “Eles querem a carne brasileira. É um mercado novo que se abre, um país que tem 100 milhões de pessoas”, destacou.

Em contrapartida à compra de “gado em pé”, o Vietnã quer exportar camarão e ampliar a venda de peixe da espécie panga no Brasil.

Shopping inaugura banco de doação de sangue animal em São Paulo

O Continental Shopping, localizado na Zona Oeste da cidade de São Paulo, inaugurou um banco de doação de sangue animal. O objetivo é incentivar a coleta e doação de sangue de animais, prática que ainda não é comum no país.

O local recebeu o nome de Pets & Life e funciona não só como banco de sangue, mas como um centro de diagnósticos. As informações são do portal iG.

Foto: shutterstock

Para doar sangue no shopping, as regras para os gatos são: ter mais de 4 kg, estar em boa condição de saúde e com as vacinas em dia. No caso dos cachorros, é necessário ter mais de 28 kg, estar vacinado e com boa saúde.

Para confirmar que o animal está saudável, exames gratuitos são realizados. E antes do sangue ser repassado ao animal receptor, um teste de compatibilidade é feito, já que os animais podem apresentar reações alérgicas à doação.

Cada bolsa de sangue doada pode ajudar até três animais receptores. O atendimento na Pets & Life é feito de segunda a sexta, das 8h às 21h, de sábados das 8h às 18h e aos domingos das 10 às 16h, na Avenida Leão Machado, 100.

Caçadores e madeireiras ameaçam lêmures e florestas em Madagascar

Em Vohibola, uma das últimas florestas primárias no leste de Madagascar, caçadores estão matando os lêmures, primatas que lutam contra a ameaça de extinção e estão derrubando árvores, algumas delas de madeiras raras, para queimarem com intuito de fazer carvão.

A patrulha de Michael Tovolahy rastreia esses caçadores diariamente, em alerta para o menor movimento e som, criminosos que estão causando danos graves a essa jóia da biodiversidade.

“Nesta floresta, existem pelo menos 20 espécies de animais indígenas, incluindo seis tipos de lêmures e 150 espécies de árvores”, diz Tovolahy, cujo apelido é Nabe.

“Por causa desses caçadores-madeireiros, temo que essa floresta não exista mais no futuro, será apenas um espaço vazio, onde os desenvolvedores e progressistas cultivarão muros de concreto”.

Uma ironia terrível é que um documentário de 2014, “Island of Lemurs”(A ilha dos Lemures, na tradução livre), que fez tanto para chamar a atenção para a situação dos animais “fofinhos”, sem querer encorajou pessoas, e criou um mercado, daqueles que querem tê-los como animais de estimação em gaiolas.

Alguns matam as criaturas inofensivas por comida, outros as vendem como animais de estimação – e para pegar suas presas indefesas, eles derrubam preciosas árvores tropicais.

“Os lêmures dão criaturas noturnas por isso são muito fáceis de capturar pois dormem durante o dia”, explica Tovolahy.

Os caçadores cortam as árvores que cercam o ninho deles, as quais permitem que os lêmures possam dar longos saltos de uma pra outra.

Tudo o que os caçadores precisam fazer é sacudir a árvore até que o animal caia.

Madeira recém cortada de árvore de ébano, rara e protegida | Foto APF

Madeira recém cortada de árvore de ébano, rara e protegida | Foto APF

Os lêmures estão entre os muitos tesouros da vida selvagem que são exclusivos de Madagascar.

Das 111 espécies de lêmures registradas, 105 enfrentam a ameaça de extinção, diz a Rede de Conservação dos Lêmures (LCN).

Outros danos a floresta de Vohibola e sua população natural estão sendo infligidos pela simples necessidade de madeira para cozinhar.

A patrulha da floresta freqüentemente se depara com uma visão desanimadora: enormes espaços vazios e montes de cascas de árvores – vestígios da extração ilegal de madeira que são levadas, queimadas e vender o carvão a madagascanos.

“Eles derrubam árvores de madeiras raras como o ébano e as usam para fazer carvão – é tão triste ”, diz Tovolahy.

Eric Rabenasolo, diretor-geral de florestas do Ministério do Meio Ambiente, diz que os nove milhões de hectares de florestas de Madagascar estão diminuindo a cada ano, entre 50 mil e 100 mil ha – um campo de futebol tem aproximadamente um hectare.

Vohibola em si é um paraíso para uma espécie extraordinária – o lêmure-rato.

Cecilien Ranaivo, prefeito de Ambinaninony,, acusado de receber propina de empresas madeireiras e caçadores | Fotos: AFP

Cecilien Ranaivo, prefeito de Ambinaninony,, acusado de receber propina de empresas madeireiras e caçadores | Fotos: AFP

De sua cabeça até a ponta de sua cauda, esse animal noturno (gênero Microcebus) mede menos de 27 centímetros, tornando-se o menor primata do mundo – e, de acordo com a Conservação Internacional da Natureza (IUCN),esta entre os mais ameaçados de todos os vertebrados.

O estado está tentando aumentar a conscientização sobre os perigos de tal tráfico, pedindo às pessoas, por exemplo, que verifiquem a fonte do carvão que usam para cozinhar e incentivando as aldeias a denunciar a extração ilegal de madeira às autoridades.

A mensagem muitas vezes não chega a ser ouvida em um país onde três quartos da população vivem na pobreza.

Os caçadores têm uma reputação conhecida pela população de violência e vingança e suas conexões com os habitantes locais significam que a polícia raramente pode fazer prisões.

“Nunca cheguei muito perto desta floresta no meu barco”, confidenciou Parfait Emmanuel, um pescador da aldeia de Andranokoditra. “Eu não tenho vontade de ser cortado em pedaços por um caçador”.

“São os próprios moradores que alertam os caçadores de que a polícia está chegando”, diz Cecilien Ranaivo, prefeito do distrito de Ambinaninony, que inclui Andranokoditra.

“Então, obviamente, eles não conseguem fazer muitas prisões.”

Durante a patrulha de Tovaly, a equipe se depara com um esconderijo de caçadores – um acampamento do tamanho de uma pequena aldeia, com cerca de 20 cabanas improvisadas que foram claramente abandonadas às pressas.

Esconderijo de caçadores | Foto: AFP

Esconderijo de caçadores | Foto: AFP

Tovolahy expressa sua frustração. Seus recursos são limitados: a patrulha é formada por voluntários armados com paus ou arcos e flechas e só pode tentar assustar os caçadores, em vez de atacá-los de frente.

“Nós nunca seremos capazes de lutar contra os madeireiros-caçadores por nós mesmos”, diz ele. “O que é necessário são homens armados, habilitados por lei a usar a força, em caso de necessidade”.

Exasperado pela impotência das autoridades, o ambientalista Stephane Decampe decidiu lançar-se em sua própria missão para proteger os lêmures.

Decampe, um cidadão d dupla nacionalidade franco-malgaxe, é co-proprietário do Jungle Nofy Hotel, uma pousada que acomoda turistas que descem o Canal de Pangalanes, uma série interconectada de rios, lagos artificiais e cursos d’água que percorre a costa leste de Madagascar.

Ele patrulha o canal três noites por semana em seu barco para rastrear os caçadores.

Patrulha de voluntários de Michael Tovolahy armados com paus e arco e flecha | Foto: AFP

Patrulha de voluntários de Michael Tovolahy armados com paus e arco e flecha | Foto: AFP

“Eles vêm da cidade de Tamatave (70 quilômetros ao norte de Ambinaninony), junto com sua esposa e filhos”, disse Decampe.

“Eles são deixados aqui de barco e têm comida, mas não carne … então eles comem lêmures”, disse ele.

Ele e sua esposa Angelique também resgatam e recuperam os lêmures que as famílias usam como animais de estimação.

“Nós os libertamos”, disse ela. “Mas quando nós fomos pela última vez, de férias, os caçadores os envenenaram em um ato de vingança.”

A batalha para salvar os lêmures tem provocado tensas relações com as autoridades – autoridades locais, dizem ativistas, recebem propina de alguns dos traficantes.

Essa insinuação faz com que o prefeito Ranaivo responda as acusações furiosamente, acusando os ativistas de terem “motivações políticas”.

Uma dúzia de ambientalistas foi presa no início de abril.

“Eles nos acusaram de cortar ilegalmente árvores e destruir negócios de madeireiros”, suspirou Tovolahy.

“E enquanto tudo isso acontecia, os verdadeiros caçadores saqueavam a natureza”.

Fazendeiros de laticínios se tornam cultivadores de amêndoas para escapar da crise

A Banyan Hill, uma fonte on-line de informações sobre ações e investimentos, comentou sobre o contínuo e muito comentado declínio da indústria de laticínios, apontando que o mercado de bebidas à base de amêndoas (leite) vem crescendo na mesma medida e citando especificamente o leite de amêndoas como a “tendência número 1 em alternativas ao produto de origem animal”.

O artigo de Banyan Hill dá o exemplo de um vídeo postado nas mídias sociais na semana passada, mostrando um produtor de leite de Minnesota (EUA), falando de forma honesta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas em uma fazenda leiteira moderna.

O vídeo recebeu mais de 400 mil visualizações até agora, a publicação vem de encontro ao declínio acentuado que o site de investimentos descreve como o “desmantelamento” da indústria de laticínios. Em 2017, a renda média de um produtor de leite era de 43 mil dólares e agora esse produtor ganha menos de 15 mil dólares.

A indústria de laticínios está em declínio constante há anos; de acordo com a Dairy Farmers of America (DFA), as vendas de leite caíram cerca de 1,1 bilhão de dólares no ano passado. Ao mesmo tempo, estima-se que o mercado de alternativas lácteas ultrapasse 37,5 bilhões de dólares até 2025, de acordo com um novo relatório de pesquisa da Global Market Insights.

Vários produtores de leite no estado da Califórnia (EUA), por exemplo, estão aparentemente se adaptando a esse “desmantelamento” do setor, ao fazer uma transição para a produção de amêndoas, de acordo com o artigo.

O Presidente e CEO da Almond Board of California, diz que os produtores de leite estão agora “diversificando-se e investido em amêndoas” como o caminho mais lucrativo.

Órgão dos EUA pede cuidado com ninhos de beija-flor durante poda a árvores

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS, na sigla em inglês), órgão federal que zela pelos animais silvestres e habitats deles, fez um alerta sobre os ninhos de beija-flor que são feitos pelas aves em árvores e arbustos.

Foto: Pixabay

Por serem animais pequenos, que na vida adulta podem ter de 6 a 20 centímetros e pesar de 1,5 a 20 gramas, conforme a espécie, o beija-flor não precisa fazer um ninho robusto para por os ovos. Por isso, essas aves costumam construir ninhos feitos com teia de aranha e saliva, que são frágeis, têm cerca de 3 a 4 centímetros de raio, e podem ser facilmente destruídos.

Devido a essa delicadeza, é comum que os ninhos sejam derrubados e desfeitos de forma acidental, especialmente durante a prática da poda de árvores de arbustos. As informações são do portal Almanaque SOS.

Preocupado com essa realidade, o órgão decidiu publicar um comunicado, nas redes sociais, pedindo mais cuidado aos norte-americanos durante a poda.

“Ovos de beija-flor são minúsculos, do tamanho de jujubas! Por favor, lembre-se de verificar cuidadosamente se há ninhos antes de aparar árvores e arbustos nesta primavera”, diz a publicação.

O cuidado simples, de verificar se há ninhos no local antes de fazer a poda, é primordial para a preservação da espécie.

Galinha maltratada e doente passa por uma transformação após conhecer o amor

Animal Justice

Animal Justice

Geoff Regier e alguns outros socorristas estavam resgatando e salvando galinhas de uma fazenda em Abbotsford, British Columbia, Canadá.

A primeira coisa que eles notaram foi o cheiro. Então, pelo brilho das lanternas, conseguiram identificar os pássaros.

Regier se abaixou e pegou no colo uma galinha muito frágil. Até pouco tempo atrás, quando foi resgatada ela estava coberta de fezes e severamente desidratada, disse Regier ao The Dodo.

Foto: Animal Justice

Foto: Animal Justice

“Suas unhas estavam absurdamente grandes e seus pés deformados por terem passado toda a sua vida em pé no chão de uma gaiola de criação de aves em escala industrial”.

“A ave estava tão fraca e magra que foi uma luta para que ela apenas conseguisse manter o equilíbrio e ficar em pé”, acrescentou ele.

Ficou claro para Regier que a pequena galinha sem penas, mais tarde batizada de Penny, não sobreviveria se a deixassem para trás.

Foto: Animal Justice

Foto: Animal Justice

Próximo a ela havia um “ovo gelatinoso” caído no chão, nome dado aos ovos que as galinhas botam sem casca. “Ela estava tão deficiente em cálcio pela intensa produção de ovos que seu corpo tinha feito, que não tinha o cálcio suficiente para produzir uma casca para o óvulo”, disse Regier.

“Com pouco mais de um ano de idade, aquela galinha severamente explorada havia chegado ao fim de sua vida útil para a indústria de ovos”.

Regier imediatamente levou Penny e algumas outras galinhas de aparência doentia ao veterinário. Penny foi colocada em um regime de antibióticos, desparasitação medicamentos e suplementos vitamínicos e de cálcio. Regier tentou limpá-la o melhor que pôde, mas Penny estava fraca demais para suportar um banho completo.

Foto: Animal Justice

Foto: Animal Justice

Depois de alguns dias de descanso em um ambiente especial aquecido, Penny começou a recuperar sua força. Mas a vida na fazenda a deixara com medo das pessoas.

Regier fez o melhor que pôde para ganhar sua confiança – e, quando as penas de Penny começaram a crescer, sua personalidade também floresceu.

“Penny passou de uma galinha medrosa a tolerante a mostrar claramente que preferia minha companhia”, disse ele.

Um ano depois de passar por toda aquela provação, e Penny esta irreconhecível: da galinha careca encontrada no fundo da lama, ela se tornou uma ave plena, bela e garbosa. Mas não é apenas a aparência dela que mudou.

Foto: Animal Justice

Foto: Animal Justice

Penny é obcecada por seu pai e insiste em segui-lo aonde quer que ele vá. Ela até exige compartilhar sua cama, em vez de dormir em um galinheiro como as outras galinhas resgatadas.

“Quando vou para a cama, ela me segue para a cama e dorme lá agora”, disse Regier. “Todas as manhãs, por volta das 7h30, ela começa a espiar para me avisar que está pronta para sair. Quando eu levanto ela me segue para fora do quarto até a porta da frente, que eu abro para deixá-la sair”.

Penny passa seus dias no quintal, socializando com as outras galinhas, tomando banho de sol e arranhando a terra atrás de insetos. Mas quando o pai dela está por perto, Penny nunca fica muito atrás.

Foto: Animal Justice

Foto: Animal Justice

“Se eu chamar o nome dela, ela vem correndo. Se estou trabalhando no quintal, ela está bem ao meu lado “, disse Regier.

“Todas as noites, antes de o sol se pôr, Penny vem até a frente da casa e começa a cacarejar para me avisar que ela está pronta para entrar. Ela vai se sentar ao meu lado no sofá enquanto eu trabalho no meu laptop ou assisto TV. Quando vou para a cama ela segue”.

“Penny ainda fica nervosa com a proximidade de novas pessoas”, ele acrescentou, “mas ela está ganhando confiança a cada dia”.