Homens são presos por levar porcos de chácara e matar os animais

Dois homens foram presos após serem acusados de levar dois porcos de uma chácara e matar os animais. O caso aconteceu em São José dos Quatro Marcos, a 309 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.

Foto: PMMT

Os homens foram levados ao 17º BPM, após uma denúncia indicar que os dois, identificados apenas com as iniciais W.A.F.R e I.G.S, de 28 e 37 anos, respectivamente, que eles tinham pulado a cerca de uma chácara carregando os porcos no colo. As informações são do portal O Livre.

Os policiais receberam, também, a informação de que um dos homens já tinha matado os porcos. Os animais teriam sido mortos na casa dele. Os corpos dos porcos foram encontrados pela polícia no local indicado pelas testemunhas.

No momento em que a polícia chegou na residência, os homens não estavam no local. Mais tarde, eles foram localizados. Os dois estavam escondidos em uma propriedade rural localizada nas proximidades da chácara de onde os porcos foram levados.

Os homens já têm passagem na polícia por roubo e furto.

Foto: PMMT

Cão cego encontra companheiro inseparável que o acompanha em todo lugar

Toby e Amos | Foto: Caters

Toby e Amos | Foto: Caters

A lealdade e o amor entre os animais já foi flagrada em diversas situações: cães que não saem do lado de seus amigos mesmo mortos, sejam eles humanos ou não-humanos, outros que acordam entes queridos quando algum de seus familiares passa mal, salvando suas vidas e uma infinidade de outras histórias envolvendo não apenas cães, mas as mais diversas espécies de animais.

Neste caso, é Amos, o cão cego, que vai conhecer e se beneficiar da amizade profunda e sincera de outro companheiro de quatro patas, que vai ajuda-lo a caminhar pelo mundo.

Amos e Toby, inseparáveis | Foto: Caters

Amos e Toby, inseparáveis | Foto: Caters

Amos foi resgatado em agosto do ano passado por sua tutora, Jess Martin, de 27 anos, do centro de resgate em que trabalhava ao lado de seu emprego em relações públicas para o serviço de atendimento do Cheshire Fire and Rescue.

O amigo fel de Amos é Toby, um cão da raça border terrier de nove anos de idade. Toby foi cauteloso com Amos no início, mas agora o adorável cão ajuda Amos a andar por todo lado e até encontrar sua tigela de água.

Apesar de seu tamanho, Toby teria até mesmo defendido Amos em situações de perigo.

Toby e Amos curtindo um passeio | Foto: Caters

Toby e Amos curtindo um passeio | Foto: Caters

O vínculo de confiança entre os dois é notável e profundo, o adorável cão cego encontrou na amizade do amigo a capacidade e a coragem que lhe faltava para sair por aí e conhecer o mundo e Toby se tornou seu melhor amigo.

Jess ja tinha na família Toby há nove anos, mas adotou Amos no ano passado, quando ele nasceu no abrigo.

Amos nasceu cego, o que significava que seria complicado encontrar um lar para ele.

Aventuras e carinhos | Foto: Caters

Aventuras e carinhos | Foto: Caters

Ela conta que Toby foi inicialmente um pouco distante com seu novo melhor amigo. “No começo Toby rosnou para ele algumas vezes e depois o ignorou – Amos veio de um canil e não sabia ainda como se relacionar com outros cães”, diz ela.

Mas os dois rapidamente se encantaram um com o outro, e Jess diz que viu Amos lutando para encontrar sua tigela de água e que “Toby cutucou e ajudou-o a encontrá-la”.

Quando Amos precisou ter seu olho removido, Toby não saiu do seu lado e foi muito protetor em relação a ele.

Amos e Toby, passeando juntos em uma aventura nas montanhas | Foto: Caters

Amos e Toby, passeando juntos em uma aventura nas montanhas | Foto: Caters

Jess e seu parceiro fazem muitas aventuras com os dois cachorros e dizem que Amos cutuca Toby toda vez que ele precisa de ajuda quando estão fora, passeando.

Ela acrescentou: “Quando saímos para caminhar juntos pela primeira vez, Amos estava muito assustado, especialmente com os ruídos e Toby rapidamente percebeu que ele precisava de ajuda – então, toda vez que Amós estava parando, Toby ia deitar-se ao lado dele até que ele estivesse pronto para seguir em frente”.

Infelizmente, Amos não tem outros amigos porque não sabe se comunicar com outros cães, mas Toby está sempre presente para protegê-lo. Jess chama Toby de “guarda-costas” de Amos.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

Filhote de peixe-boi é resgatado na Flona de Caxiuanã (PA)

Por David Arioch

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú (Foto: ICMBio)

Servidores da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA) resgataram um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). O animal é um macho de aproximadamente um mês de idade, pesa seis quilos e foi batizado de Itaperúzinho, em homenagem à comunidade ribeirinha onde o localizaram.

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú, se debatendo às margens do rio, e, segundo os moradores, não estava junto da mãe. Os moradores resgataram o animal e entraram em contato com a chefia da Flona de Caxiuanã. Foi acionado então um plano de resgate do mamífero, já que devido ao pouco tempo de idade e a identificação de ferimentos, havia risco de morte.

Itaperúzinho foi colocado num tanque improvisado e transportado até o município de Portel, com apoio da Coordenação Regional do ICMBio de Belém, que disponibilizou um veterinário especializado para prestar as orientações sobre os cuidados preliminares a serem adotados. Depois o mamífero foi transportado para Santarém, onde existe um centro de reabilitação e reintrodução da espécie à natureza.

Este é o segundo resgate de peixe-boi da Amazônia na Flona de Caxiuanã. Em 2016, foi resgatada na Vila do Brabo, na comunidade Santo Antônio, uma fêmea chamada Kaluanã. Ela também recebeu os cuidados iniciais da equipe da Flona e posteriormente foi auxiliada pelo Grupo de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM) e veterinários do grupo Bioma, pertencente à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Kaluanã foi transferida para o zoológico da Unama, em Santarém, para receber os cuidados necessários para sua reabilitação e devolução ao seu habitat.

Flautista toca para vacas em santuário e elas se aproximam para apreciar a música

Foto: PETA

Foto: PETA

Em um santuário na Índia, equipes de resgate recebem alguns dos animais mais negligenciados do mundo: bois, burros e outros tantas vítimas dos seres humanos, muitos deles forçados a realizar trabalhos pesados, transportando cargas imensas, durante dias e anos seguidos nas comunidades agrícolas e pobres da Índia.

Os amigos da ONG PETA no abrigo Animal Rahat (“rahat” significa “alívio”) conhecem muitos desses animais há um longo tempo: os funcionários saem para as comunidades vizinhas e tratam animais que sofrem de desidratação, desnutrição, tensões musculares, claudicação (mancam) e lesões não tratadas.

Eles estão de prontidão para emergências envolvendo animais de qualquer tipo, seja de dia ou de noite, o ano todo. Muitas vezes, eles conseguem persuadir um proprietário a deixar um animal idoso ir viver no santuário de animais, Animal Rahat.

Lá, os animais de trabalho aposentados têm a liberdade de fazer o que quiserem e podem viver seus dias como bem desejarem.

Eles gostam da companhia de amigos, lambem blocos de sal, mastigam a grama verde fresca, comem iguarias deliciosas como bolo de amendoim e grão de bico, nadam ou rolam nas caixas de areia.

Ou eles apenas descansam na sombra, livres da ameaça de chicotes e outros instrumentos de tortura pelo resto de suas vidas.

E às vezes, os animais recebem um tratamento muito especial

Animal Rahat convidou o tocador de flauta Rasul Mulani para dar a todos os residentes do santuário um relaxante e belíssimo concerto privado. Um membro da equipe gravou o vídeo, e as images impressionam pela pureza, sensibilidade e gratidão dos animais.

Quando se trata de apreciar música, formar vínculos e amizades duradouras, nadar, brincar, relaxar ao sol e apenas apreciar a liberdade de fazer nossas próprias escolhas, todos os animais – incluindo humanos – são muito parecidos.

Reconhecer aos outros animais como indivíduos e permitir que eles sejam livres e vivam em paz é o mínimo que se pode esperar de uma escolha moral condizente com o status de espécie racional que a humanidade ostenta.

Circos com animais selvagens estão a um passo de serem proibidos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O sofrimento e a exploração dos animais de circo pode acabar em breve nos Estados Unidos. Um projeto de lei que proíbe o uso de animais selvagens em circos itinerantes acabou de ser introduzido no congresso americano.

A medida, chamada de Viagens com Animais Exóticos e Lei de Proteção à Segurança Pública (TEAPSPA), foi apresentada hoje à Câmara dos Representantes, Common Dreamsreported.

O projeto de lei alteraria a Lei de Bem-Estar Animal, uma lei que monitora o tratamento humano dados aos animais em pesquisa, transporte, entretenimento e muito mais desde 1966.

A TEAPSPA proibiria que circos itinerantes e atos semelhantes que exibissem animais exóticos e selvagens. O site do projeto explica os “efeitos adversos” do cativeiro e do transporte em animais usados para entretenimento.

“Devido ao confinamento severo, falta de exercício ao ar livre e a restrição de comportamentos naturais, os animais usados em circos itinerantes sofrem constantemente e são propensos a problemas de saúde, comportamentais e psicológicos”, explica o texto do projeto.

“É comum a equipe de circo maltratar os animais usando ganchos, chicotes, bastões elétricos e barras de metal, o que muitos considerariam ´tortura pura´”, diz a TPSPSPA.

O texto acrescenta que as autoridades policiais tem que lutar para conseguir monitorar efetivamente os circos devido à sua mobilidade constante, o que significa que a “brutalidade” enfrentada pelos animais geralmente não é documentada.

“O Congresso tem a responsabilidade de proteger o bem-estar dos animais e garantir a segurança pública”, afirma o site.

A proibição do envolvimento de animais exóticos e selvagens em circos também beneficiaria a economia, segundo a TEAPSPA, que a chama de “solução menos dispendiosa para esse problema”.

O projeto aponta que entre 2007 e 2010, o USDA inspecionou o circo Carson & Barnes Circus, 42 vezes, gastando um total de 57.246 dólares para fazer isso.

ONG Patre anuncia parceria com hospital veterinário em Taboão da Serra (SP)

Divulgação

A ONG Proteção Animal de Taboão da Serra anunciou uma parceria de peso com o Centro Médico Veterinário Polivet, o mais novo hospital veterinário da cidade de Taboão da Serra.

Localizado na Av. Felicio Barutti, nº 74, o Polivet oferece aos pacientes de quatro patas um atendimento diferenciado. Além de recursos tecnológicos para realização de exames laboratoriais e de imagem, o hospital reúne uma equipe multidisciplinar de especialistas, tais como dermatologista, oftalmologista, cardiologista, neurologista, clinico geral, especialista em felinos e silvestres.

Segundo a presidente da Patre, o hospital tem um preço justo para o público em geral e terá preços especiais para protetores independentes e voluntários que fizeram seu cadastro através do site da ONG.

“Fomos convidados pelo Dr. Marco Aurélio e Dra. Daniela para uma reunião onde pudemos expor as necessidades dos nossos protetores e voluntários. Lidamos diariamente com animais resgatados, precisamos de mãos estendidas, com valores possíveis e justos para quem está nessa luta”, disse Sheila de Oliveira, presidente da Patre.

“Saímos da Polivet muito felizes, porque a excelência dos serviços oferecidos pelo hospital é incrível. Ficamos encantadas com os detalhes e com tudo que vimos, não tenho duvida que encontraremos ali não apenas qualidade ímpar nos tratamentos, mas também acolhimento da equipe de veterinários com nossos resgatados”, concluiu a presidente.

Segundo o Dr. Marco Aurélio, a Polivet chegou para fazer a diferença em Taboão da Serra.
“Chegamos em Taboão da Serra para trazer um novo conceito de atendimento, além de humanizado e extremamente profissional, os pacientes terão de nossa equipe internação de qualidade, conforto de estrutura e o principal, todos os exames serão feitos nas dependências do Polivet, exames laudados realizados com equipamentos de ultima geração, tudo por um preço justo”, disse Dr. Marco, sócio proprietário.

Dra. Daniela, sócia proprietária do hospital, diz que os veterinários da equipe trabalham com técnica e muito amor pelos animais.”Quem escolhe ser veterinário faz isso primeiramente por amor, então vai a luta, conclui a faculdade, se especializa e sempre se atualiza para poder oferecer o melhor que a ciência permite, lembrando sempre que tão importante quanto o profissional, que é o amor, respeito e humanidade no atendimento. Aqui chamamos os tutores de pai e mãe, pois é isso que são, pais e mães de filhos com quatro patas, e tratamos os pacientes com o mesmo respeito e carinho que temos com crianças”, disse a veterinária.

Para maiores informações sobre consultas e valores entre em contato com o Hospital no telefone (11) 4787-1421.

Bulgária se torna exemplo em manejo florestal

Por David Arioch

Os recursos permitiram que o país ampliasse ainda mais seus programas ambientais (Foto: Valentin Valkov/Shutterstock)

A Bulgária, cujas florestas cobrem mais de um terço de sua área terrestre, é um dos pontos de maior biodiversidade da Europa. Ursos marrons, linces e lobos podem ser encontrados em suas florestas, que também abrigam centenas de espécies de aves, bem como uma grande variedade de tipos de árvores, incluindo faias, pinheiros, abetos e carvalhos.

O país tem uma longa tradição de práticas de manejo florestal. Programas de monitoramento em grande escala estão em vigor e as comunidades locais são conhecidas por manter um olhar atento sobre o ambiente natural. Juntos, esses fatores permitiram que as autoridades nacionais aproveitassem ao máximo sua biodiversidade.

Mais de 90% da colheita anual de ervas silvestres e cultivadas são vendidos como matéria-prima para Alemanha, Itália, França e Estados Unidos, tornando a Bulgária um dos principais fornecedores mundiais neste setor. Ao ganhar experiência na proteção e uso sustentável de produtos florestais não madeireiros, o país se tornou modelo para outras nações dos Bálcãs.

Nos últimos doze anos, a Bulgária recebeu 335,3 milhões de dólares em financiamento da União Europeia para projetos de conservação. Essas iniciativas foram implementadas pelo Ministério do Meio Ambiente e da Água, por parques nacionais e naturais, municípios e organizações sem fins lucrativos.

Os recursos permitiram que o país ampliasse ainda mais seus programas ambientais e assegurasse que seus recursos florestais continuassem sendo utilizados de maneira sustentável. No entanto, Miroslav Kalugerov, diretor do Serviço de Proteção da Natureza da Bulgária no Ministério do Meio Ambiente e da Água, sabe por experiência que receber dinheiro para proteção ambiental não leva necessariamente ao sucesso.

Ele afirma que, embora o acesso a informações abrangentes seja vital para o bom gerenciamento de qualquer recurso natural, é apenas um primeiro passo em direção às soluções ambientais. “Sem dados, a conservação da natureza é caótica, os objetivos podem não ser cumpridos e a conservação de produtos florestais não madeireiros é impossível”, diz Miroslav.

Ministro do STJ defende que é preciso amadurecer discussão sobre a dignidade dos animais não humanos

Por David Arioch

Para o ministro, grande parte das leis de bem-estar animal ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica (Acervo: STJ)

Em julgamento realizado em março, envolvendo um caso de alegação de maus-tratos e guarda provisória de um papagaio domesticado apreendido pelo Ibama em São Paulo, o relator e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), OG Fernandes, reconheceu e utilizou conceitos dos direitos animais e da natureza para fundamentar seu voto, que também foi compartilhado pelos ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães, Francisco Falcão e Herman Benjamin.

No acórdão, o ministro concluiu que, como o animal convivia há mais de 23 anos com a mesma tutora, inclusive criando laços afetivos, a retirada do papagaio depois de largo período de domesticação implica na violação dos direitos do próprio animal.

No entanto, deixou claro que é necessário tomar medidas que assegurem o bem-estar animal e não permita a eternização de situação irregular de criação não autorizada de animal silvestre. “É certo que a criação irregular deve ser reprimida e combatida, até porque é esse tipo de atitude que fomenta o comércio ilícito de animais silvestres”, pontuou.

OG Fernandes acrescentou que a justiça deve ser repensada sob uma nova racionalidade distinta da lógica hegemonicamente traçada e reproduzida nas instâncias ordinárias – de forma a impulsionar o Estado e a sociedade a pensarem de maneira radicalmente distinta dos atuais padrões jurídicos.

“Portanto, faz-se necessária uma reflexão no campo interno das legislações infraconstitucionais, na tentativa de apontar caminhos para que se amadureça a discussão acerca do reconhecimento da dignidade aos animais não humanos, e, consequentemente, do reconhecimento dos direitos e da mudança da forma como as pessoas se relacionam entre si e com os demais seres vivos”, defendeu o ministro, antagonizando a objetificação e a inferiorização que priva os animais não humanos de serem reconhecidos como sujeitos de direitos.

O ministro também admitiu que, mesmo com a existência de um significativo rol de legislações voltadas para a proteção e cuidados com os animais, grande parte dessas leis ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica.

Fernandes utilizou como referência a obra “Reflections on Animals, Property, and the Law and Rain Without Thunder”, de 2007, do professor Gary Francione, e destacou que ainda nos encontramos em um processo de construção de uma consciência ecológica. Porém, a sociedade ainda considera o bem-estar dos animais apenas quando não estão em conflito com seus interesses particulares e econômicos:

“A rigor, o que vem acontecendo é a condenação de determinados atos intoleráveis de violência para que o próprio ser humano veja seus padrões morais atendidos. Os animais não humanos são poupados da crueldade considerada nociva à preservação dos bens fundamentais do homem, e, portanto, isso impede que sejam enjaulados, exibidos, caçados, mortos, submetidos a experiências e usados como meio de diversão).”

O ministro OG Fernandes também fundamentou seu voto informando que a corte colombiana reconheceu em 2016 o Rio Atrato, o rio mais caudaloso da Colômbia, como sujeito de direitos, o que resultou em sanções contra o poder público em decorrência de negligência e degradação ocasionadas pela iniciativa privada contra o rio, sua bacia e afluentes, situados no departamento de Chocó.

O ministro citou ainda a obra “Direitos da Natureza”, de 2016, de autoria da diretora da organização Métodos de Apoio à Práticas Ambientais e Sociais (Mapas), a advogada Vanessa Hasson de Oliveira:

“A natureza não é algo apartado da espécie humana e os demais seres da coletividade planetária, assim como os seres humanos, são a própria natureza em sua universalidade e diversidade”, referenciou Fernandes. O Mapas é uma ONG que cria métodos e práticas que visam melhorias para a saúde do meio ambiente e da sociedade.

Saiba Mais

O julgamento do Recurso Especial 1.797.175/SP foi feito pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 21 de março.

Golfinho morre após ingerir chuveiro de plástico

Reprodução

Um chuveiro de plástico foi encontrado no interior do estômago de um golfinho encontrado sem vida no litoral da Flórida, no Sul dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês), que usou sua página na rede social Facebook para alertar sobre as consequências do descarte irregular de lixo.

O cadáver do golfinho foi encontrado na praia de Fort Meyers. A presença do objeto de plástico de 60 cm foi detectada durante a necrópsia. Segundo a FWC, em menos de um mês é o segundo golfinho que morre no local com plástico no interior do estômago. No fim de abril uma fêmea foi encontrada agonizando após engolir um pedaço de balão e sacolas plásticas. O animal não sobreviveu.

Em sua página no Facebook, a FWC fez um alerta sobre a importância da preservação dos ecossistemas marinhos. “Este é o segundo golfinho encalhado em apenas um mês nesta região que ingeriu plástico. É importante relembrar de olhar de perto os nossos hábitos. As suas ações podem fazer a diferença. Descarte devidamente o lixo, participe de mutirões de limpeza de praias e regiões costeiras e compartilhe informações com outras pessoas sobre como reduzir o lixo marinho”, diz a postagem.

Infelizmente, casos como os de Fort Meyers estão sendo registrados em todo o mundo. Recentemente, uma baleia cachalote de aproximadamente sete anos foi encontrada morta no litoral da Itália. Um exame de necrópsia identificou que a presença de vários quilos de plástico. Segundo especialista, o material se acumulou e formou um bloco que obstruiu o estômago do animal causando sua morte.