Capivaras somem após correnteza arrastá-las de lagoa para o mar no RJ

Duas capivaras desapareceram após serem arrastadas pela correnteza em Macaé, no Rio da Janeiro. Os animais foram levados da Lagoa de Jurubatiba para o mar no domingo (19).

Chefe do Parque de Jurubatiba, Marcelo Pessanha entrou na água para tentar ajudar os animais, mas precisou sair devido à força da correnteza. Ele resgatou cobras que foram parar na praia. As informações são do G1.

Foto: Marcelo Pessanha/Arquivo pessoal

Na segunda-feira (20), um filhote de jacaré, uma capivara e vários peixes foram encontrados mortos na área da restinga. Moradores também ajudaram cobras e aves que estavam na praia para que pudessem voltar à restinga.

Não se sabe ainda se a capivara encontrada morta é uma das que sumiam. “Embora sejam ótimas nadadoras, o mar não estava nos planos delas”, disse Marcelo, Ele registrou o ocorrido e disse que viu as capivaras quando foi monitorar a área norte do canal formado após o rompimento da barra.

“Na chegada, encontrei na praia algumas cobras, que consegui transferir para a área de restinga, e as duas capivaras na arrebentação. Estavam na linha de arrebentação da praia a uns 800 metros do canal formado”, disse Marcelo.

Ele estava sozinho porque havia ido monitorar o local apenas e por ser domingo, dia em que boa parte da equipe estava de folga.

“Fiquei um bom tempo para ver se elas apareciam, mas não consegui. Não conseguimos encontrar os corpos, o mar ainda está muito agitado. Creio que em alguns dias começarão a aparecer na praia diversos animais e partes de vegetação que foram lançados ao mar”, afirmou Marcelo. “Acabei o trabalho muito triste […] fiz o que podia, mas não foi suficiente”, lamentou.

Cães explorados para comércio são resgatados após maus-tratos no PR

Nesta segunda-feira (20), 17 cachorros da raça yorkishire, explorados para reprodução e venda, foram encontrados em situação de maus-tratos em um canil clandestino no bairro Santa Cândida, em Curitiba (PR). Eles foram resgatados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e pela Rede de Proteção Animal.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

O proprietário do local foi multado em R$ 12,5 mil e autuado por comércio ilegal e maus-tratos. Ele foi levado à delegacia e assinou um termo circunstanciado de ocorrência. As informações são do G1.

No local, foram encontrados machos, fêmeas grávidas e filhotes que eram vendidos pela internet. O caso foi descoberto após uma denúncia ter sido feita pelo telefone 156 da Prefeitura de Curitiba.

Os cachorros foram entregues a protetores de animais independentes do grupo Cãopanheiro.

De acordo com a administração municipal, mais de 200 animais foram resgatados e mais de R$ 250 mil em multas foram aplicados nos três primeiros meses das operações da Rede de Proteção Animal e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Empresária resgata cachorro-do-mato atropelado e relata omissão da polícia

A empresária Ana Maria Immer encontrou uma fêmea de cachorro-do-mato atropelada em Campinas (SP), em uma estrada que dá acesso ao distrito de Sousas, quando passava pelo local com o marido. Ela ajudou a salvar o animal, mas denunciou o descaso da polícia. O caso aconteceu no domingo (19).

Foto: Reprodução / EPTV

Ana Maria ligou para a fundação responsável pela Mata Santa Genebra para buscar ajuda, mas foi informada de que deveria ligar para a Polícia Ambiental. Porém, o órgão não tomou providências.

“Aí veio o pior da história porque a orientação da polícia foram duas opções: deixar o animal lá [na via] ou levar o animal para a minha casa […]”, ressaltou. As informações são do G1.

Com a ajuda de outras duas pessoas, Ana Maria e o marido transportaram o animal, que foi colocado dentro de uma caixa de papelão, até a Associação Mata Ciliar, 40 minutos distante do local do atropelamento.

Foto: Reprodução / EPTV

A coordenadora da ONG, no entanto, faz um alerta. “Ninguém é apto para socorrer um animal silvestre. Pode ser que aquele animal estivesse doente e veio a ser atropelado posteriormente […] É claro que órgãos públicos são competentes, o que acontece muito em fim de semana principalmente é que um empurra para o outro”, disse Cristina Harumi Adania.

Levado dentro do porta-malas de um veículo, o cachorro-do-mato chegou à entidade e recebeu atendimento. Ele foi diagnosticado com ferimentos internos graves e a sobrevivência dele é incerta.

“Bastante preocupante”, falou a veterinária da Associação Mata Ciliar Ana Beatriz de Oliveira Gomes.

A assessoria da prefeitura de Campinas disse que a Polícia Ambiental é responsável por resgatar animais silvestres. A EPTV, afiliada à TV Globo, tentou contato com a corporação, mas não obteve respostas.

Peixe raríssimo de 3,6 metros e 202 kg é encontrado morto no litoral de SP

Com 3,6 metros de comprimento e 202 kg, um agulhão-negro, peixe gigante e raríssimo, foi encontrado morto em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O corpo do animal foi submetido à análise para que a causa da morte seja descoberta.

Foto: Divulgação/Instituto Biopesca

O peixe foi encontrado por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). O corpo dele foi levado à Unidade de Estabilização do Instituto Biopesca, em Praia Grande. As informações são do portal G1.

De acordo com o instituto, o professor e biólogo Teodoro Vaske Junior, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), considerou “rara” a aparição do peixe. De acordo com ele, esse é primeiro animal da espécie encontrado encalhado em uma praia da região.

“É uma espécie oceânica de águas quentes, e que tem um bico mais curto do que as demais espécies de agulhões”, explicou ao instituto. O animal se alimenta de outros peixes e lulas e pode passar dos 600 kg. Não se sabe o que o fez chegar à praia.

Foto: Divulgação/Instituto Biopesca

Poluição gerada por plástico leva cada vez mais animais marinhos à morte

O plástico tem tirado a vida de animais marinhos com cada vez mais frequência. Nos Estados Unidos, recentemente um golfinho fêmea foi encontrado morto com dois sacos de plástico e um fragmento de balão no estômago, segundo o Instituto de Pesquisa de Peixes e Animais Selvagens da Comissão de Conservação da Vida Selvagem.

Baleia cachalote morta por lixo plástico na Sicília (Crédito: Greenpeace Itália)

Na segunda-feira (15), um exame de necrópsia concluiu que outro golfinho, encontrado também em Fort Myers Beach, tinha dois metros de uma mangueira de plástico de 24 polegadas, com bocal e braçadeira de metal, no estômago. O objetivo aparenta ser um equipamento de camping.

Na Itália, uma baleia cachalote foi encontrada morta na praia de Cefalu, segundo o Greenpeace, na última semana. Ela tinha sacos e outros objetos de plástico no estômago. As informações são da revista Planeta.

“Estas são as lulas que a baleia comeu – e isso é tudo plástico”, narra em um vídeo Carmelo Isgro, funcionário do museu de história natural da Universidade de Messina. “O plástico provavelmente criou um bloco que não deixou a comida entrar. É muito provável que seja a causa da morte. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão.” Segundo ele, a baleia era uma fêmea tão jovem que “seus dentes ainda não saíram”. A estimativa é de que ela tinha sete anos, o que não representa nem 10% do que as cachalotes geralmente vivem – 70 a 80 anos.

Golfinho encontrado morto na Flórida (Crédito: Especial para o News-Press)

Essa, no entanto, não foi a última cachalote a morrer recentemente devido ao plástico. Em abril, uma baleia da espécie, que estava grávida, morreu em Sardenha. Ela tinha 22 kg de plástico no estômago. Nos três meses anteriores, outros três casos foram registrados.

Diante do cenário alarmante, o Greenpeace e o Blue Dream Project iniciarão um projeto de monitoramento dos níveis de poluição de plástico no mar, que irá durar três semanas. O foco será o Mar Tirreno, na costa oeste da Itália.

Mangueira encontrada no estômago do animal (Crédito: Especial para o News-Press)

Milhares de pessoas marcham pelos direitos animais pedindo por penas mais duras

South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

Milhares de pessoas enfrentaram o calor escaldante de Hong Kong, na tarde de domingo para protestar pelos direitos dos animais, pedindo por punições mais duras para os agressores de animais, de acordo com informações do South China Morning Post.

Alguns manifestantes trouxeram seus animais de estimação, enquanto outros carregavam cartazes com slogans que diziam “parem com o abuso de animais” e “10 anos de prisão”, enquanto caminhavam num calor de quase 33ºC do Chater Garden, na Central, para a sede do governo no Almirantado.

Os organizadores afirmaram que cerca de 6 mil pessoas participaram do protesto, enquanto a polícia estimou a participação em 900 pessoas.

O parlamentar do Partido Democrata Roy Kwong Chun-yu, que ajudou a organizar o evento, disse que o comparecimento foi maior que o esperado.

“Isso nos dá um impulso enorme”, disse ele. “Agora podemos mostrar à comunidade internacional que estamos prontos e vamos tomar medidas para proteger os animais”.

Outro organizador, Mark Mak Chi-ho, presidente executivo do grupo de bem-estar animal sem fins lucrativos, a Veterinary Services Society (Sociedade de Serviços Veterinários, na tradução livre), também disse: “Os abusadores de animais devem ser presos por 10 anos. Eles estão tirando vidas”.

Uma participante, Lily Chung, que levou seu cão à marcha, disse: “Trata-se de respeitar a vida. O governo não deveria mais continuar ignorando a questão. É hora de agir”.

A preocupação pública com o abuso de animais aumentou recentemente após um caso terrível de crueldade em um abrigo de animais em Ta Kwu Ling, onde um quarto dos cerca de 150 cães e gatos morreram de fome.

A marcha de domingo coincidiu com uma consulta pública em andamento com duração de três meses sobre a alteração das leis para melhorar o bem-estar animal.

Crueldade animal que envergonha Hong Kong

A lei proposta define a obrigação dos tutores de animais domésticos de cuidar deles, sejam essas pessoas, detentores ou criadores, bem como os trabalhadores que manipulam animais vivos em locais públicos como mercados.

Estes cuidados incluem levar os cães para caminhar regularmente, vacinar os animais domésticos e levar os animais doentes ao veterinário provendo os medicamentos e tratamento adequado e necessário.

As autoridades também terão poderes extras para intervir em casos de suspeita de abuso, incluindo aqueles que exigirem inspeção e supervisão. A lei proposta prevê aumentar as penas, como os prazos de prisão, para até 10 anos.

A Lei de Prevenção contra a Crueldade Animal, promulgada em 1935 e atualizada em 2006, é a principal legislação de proteção animal em Hong Kong.

A pena máxima é atualmente de três anos de prisão e multa de HK $ 200.000 (cerca de 25 mil dólares) por atos de crueldade contra animais. De 2016 a 2018, o governo recebeu uma média de cerca de 300 casos suspeitos de crueldade com animais por ano, e houve um total de 47 casos de acusação bem-sucedidos (denúncia e acusação legal). A sentença mais pesada proferida pelo tribunal desde 2006 foi de 16 meses de prisão.

Em seu discurso político no ano passado, a líder da cidade, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, prometeu alterar a lei para proteger o bem-estar animal.

Em Hong Kong, uma em cada 10 famílias mantêm animais domésticos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria do Conselho Legislativo em 2017, o número de cães e gatos mantidos por famílias aumentou 40%, de cerca de 297 mil para mais de 400 mil entre 2005 e 2010.

Nelson Barbudo (PSL) quer mais apoio do governo para a pesca esportiva

Por David Arioch

“A pesca do tucunaré-açu atrai pescadores esportivos de todo mundo” (Foto: Agência Câmara)

Na semana passada, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) protocolou o Projeto de Lei (PL) 2877/2019, que propõe alterações na lei de Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca com o objetivo de beneficiar os praticantes da pesca esportiva.

Barbudo defende que a biodiversidade de peixes e a variedade de ambientes de pesca (bacias hidrográficas, lagos, reservatórios de hidrelétrica e mais de oito mil quilômetros de costa) confere ao Brasil um enorme potencial para atrair pescadores do mundo inteiro.

“A atividade carece, entretanto, de apoio governamental e normas específicas que possibilitem a plena organização do segmento”, afirma.

O deputado do PSL afirma que a diferenciação dos conceitos de pesca amadora e pesca esportiva na Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca é essencial para a posterior regulamentação específica da pesca esportiva.

“Como exemplo, citamos o Estado do Amazonas, no qual a atividade de pesca esportiva movimenta cerca de R$ 70 milhões ao ano, sendo cerca de R$ 10 milhões apenas no município de Barcelos, onde a pesca do tucunaré-açu atrai pescadores esportivos de todo mundo”, argumenta.

Baleia cachalote é encontrada morta com o estômago cheio de sacolas plásticas

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Imagens fortes e tristes mostram pilhas de sacolas plásticas e outros objetos retirados do estômago de uma baleia ainda jovem, da espécie cachalote, após o cetáceo ter sido levado pelas águas do mar até uma praia turística em Cefalu, na Sicília (Itália).

Especialistas acreditam que a baleia tinha cerca de sete anos de idade. O Greenpeace Itália foi chamado para ajudar na operação de investigação e limpeza – compartilhando imagens no Facebook que mostram a quantidade chocante de lixo removido do cadáver.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

A representante da organização, Giorgia Monti, disse em um comunicado: “Como você pode ver pelas imagens que estamos compartilhando, muito plástico foi encontrado no estômago desse animal marinho”.

“Uma sonda especial esta sendo utilizada no corpo da baleia para investigar as causas de sua morte já começou e ainda não sabemos se o animal morreu por causa disso, mas certamente não podemos fingir que nada está acontecendo”.

“Cinco baleias cachalotes encalharam nas costas italianas nos últimos cinco meses”.

Especialistas realizaram uma investigação de necropsia no domingo, auxiliada por Carmelo Isgro, que trabalha no museu de história natural da Universidade de Messina.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Ele também compartilhou vídeos e imagens horríveis no Facebook, mostrando uma pilha de sacolas plásticas e outras detritos tirados de dentro do cadáver.

Isgro disse: “Estou chocado – outra cachalote com o estômago cheio de plástico”.

“Aqui estão as fotos que contam a incrível operação de necropsia e escarificação realizada ontem diretamente na praia em Cefalù”, disse o especialista.

“São imagens fortes, mas quero que todos entendam o que estamos fazendo com nosso mar e seus habitantes”.

Embora não tenha havido confirmação oficial de que a baleia morreu como resultado do plástico por ela, Isgro acrescentou que “é muito provável que esta seja a causa da morte”.

Foto: Greenpeace Italy

Foto: Greenpeace Italy

Isgro disse à CNN que havia “vários quilos de plástico” no estômago do cetáceo.

Ele disse: “O plástico provavelmente criou um bloco, um obstáculo no organismo do animal que não deixou a comida entrar”.

“É muito provável que seja a causa da morte da baleia. Não encontramos sinais que possam indicar outra possível razão”.

“Eu ainda estou chocado porque a barriga dela estava completamente cheia, inchada de plástico, a baleia deve ter morrido em sofrimento, com muita dor”.

Duas baleias são encontradas mortas em área de proteção ambiental em SC

Por David Arioch

Um dos animais era uma fêmea de baleia jubarte medindo aproximadamente 7,8 metros (Foto: Udesc/Divulgação)

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), duas baleias foram encontradas mortas na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca em Santa Catarina no final de semana.

Um dos animais era uma fêmea de baleia jubarte medindo aproximadamente 7,8 metros, que encalhou na Praia da Cigana, em Laguna, na noite de sexta-feira. A outra baleia era da espécie minke, e já estava em avançado estado de decomposição. Apenas a coluna vertebral foi localizada em meio às pedras no costão da Praia do Luz, em Imbituba.

A Secretaria de Obras da prefeitura de Laguna recolheu a carcaça da jubarte e a enterrou após exames e coletas de amostras por pesquisadores da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Já a ossada da baleia-de-minke foi recolhida e destinada pela equipe da Udesc e do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Como ajudar em caso de encalhe de algum mamífero marinho?

– Entre em contato com autoridades responsáveis

– Não tente remover a rede, caso o animal esteja enroscado em uma;

– Registre o local da ocorrência;

– Fotografe o animal para possibilitar a identificação da espécie e documentação do caso;

– Em caso de animais vivos, jamais tente devolver o animal para a água por conta própria. Pode ser perigoso devido ao tamanho e peso;

– Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados;

– Evite respirar ar expirado pelos animais, pois há risco de contágio de doenças;

– Não se aproxime da cauda. Animais grandes em situação de debilidade física podem se tornar ariscos e usar a cauda como meio de defesa.

Volkswagen considera adotar uso generalizado de couro vegano de maçã em seus veículos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Na maior feira de automóveis da China, a Shanghai Auto, a Volkswagen apresentou recentemente seu novo modelo que une mobilidade e sustentabilidade: ID.ROOMZZ, com capas de assento de couro vegano. Como um modelo estilo SUV de emissão zero na classe dos veículos de cinco metros, o carro pretende ser um modelo versátil, adequado às necessidades familiares e empresariais. A versão em série será lançada na China em 2021.

As capas dos assentos foram feitas usando o AppleSkin (couro de maçã). Este é um material cuja produção utiliza, entre outras coisas, polpa de maçã – um resíduo da produção de suco de maçã. Isso economiza o equivalente a 50% da pele de uma vaca por cada assento.

De acordo com a empresa, o objetivo é usar este ou um material similar mais extensivamente e de forma mais abrangente nos veículos da marca. As possibilidades para isso seja feito estão sendo investigadas, já que o material tem que suportar uma ampla variedade de fatores externos, como abrasão, luz, calor, frio e muito mais.

Em geral, os desenvolvedores e designers do grupo automotivo também estão à procura de materiais inovadores. Recursos sustentáveis estão cada vez mais na vanguarda dos lançamentos. Além disso, há planos para oferecer versões veganas de mais modelos.

O designer francês Philippe Starck anunciou recentemente que projetou uma coleção de móveis com estofamento em pele de maçã em colaboração com a empresa italiana Frumat, e bolsas luxuosas de uma grife de Berlim também foram produzidas usando o mesmo material.

Em geral, espera-se que o mercado de alternativas de couro vegano cresça rapidamente, e materiais inovadores semelhantes ao couro estão sendo desenvolvidos regularmente e em profusão, como aqueles feitos de fibras de abacaxi ou cogumelos, ou criados em laboratório usando micro-organismos.

Couro de maçã em móveis veganos

O designer francês Philippe Starck criou uma coleção de 16 peças de móveis livres de crueldade usando resíduo de maçãs.

Starck, que desenhou a coleção para a marca Cassina, usou o material apple ten lork da empresa Frumat.

‘Nós fingimos não ouvir a pergunta’

Ao criar o couro falso, Starck disse “Nós fingimos não ouvir a pergunta, mas realmente precisamos descobrir outras soluções. Hoje, talvez maçãs sejam o início de uma resposta. Como Eva, Newton e William Tell, acreditamos nas maçãs, no poder das maçãs”, afirmou.

E completou: “vamos comer maçãs e esperar que este sofá da cassina feito de maçãs seja um novo caminho vegetal de respeito mútuo”. Esta coleção está atualmente exposta no show room da Cassina, em Paris.

A indústria de couro vegano decola

A indústria de couro vegano está decolando e mais e mais pessoas optam por roupas livres de sofrimento.

De acordo com a Companhia de Pesquisa Grand View (GVR), o mercado global de couro falso atingirá 85 bilhões de dólares até 2025 com grandes nomes, tais como Stella McCartney, empenhados em se tornar livres de couro animal.

No site de Stella McCartney vemos: “Como uma marca vegetariana, acreditamos que temos que tratar os animais e seu habitat com respeito. Promovemos um ideal livre de crueldade e continuamos a inovar nos meios de criação de materiais sustentáveis”.

“Nunca utilizamos couro, pele ou penas e em seu lugar usamos materiais alternativos”.