Cães comunitários permanecerão no Cemitério de Osasco (SP) em novas casinhas

A prefeitura de Osasco desistiu de expulsar os dez cães que viviam há mais de dez anos no cemitério Santo Antônio e ainda comprou novas casinhas de madeira para substituir as que tinham sido quebradas na tentativa de desalojar os animais. A situação dos cães mobilizou as redes sociais, afinal, todos já passam dos oito anos de idade e um deles, o Negão, é um idoso de 15 anos que certamente não resistiria à remoção do local para viver num canil municipal superlotado.

A protetora Janaína comemora com o cão Sorriso a volta das casinhas (Foto: Arquivo Pessoal)

Janaína Dornellas, a principal protetora responsável pela manutenção dos animais, respirou aliviada: “O canil de Osasco já tem 80 cães e seria improvável a adoção desses animais idosos. Além do mais, eles são comunitários e tem quem cuide deles. Estou muito feliz com a decisão da prefeitura que reconheceu que esses animais não fazem mal a ninguém e que o cemitério se tornou a casa deles”.

A decisão de remover os animais partiu das secretarias de Obras e Meio Ambiente. mas a Lei estadual 12.916/2008, conhecida como Lei Feliciano, que pôs fim às “carrocinhas”, também estabelece proteção aos animais comunitários. A Lei dita:

“O animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Para efeitos desta lei considera-se cão comunitário aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”.

Caramelo vive há 8 anjos no cemitério Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)

Obviamente a lei se refere a animais comunitários instalados em locais públicos já que em áreas particulares quem decide se deve ou não ter animais são os proprietários dos imóveis.

São 30 milhões no Brasil e 600 milhões no mundo

É claro que todo animal deseja e merece uma família, mas não há possibilidade de se arranjar lar para 30 milhões de animais de rua no Brasil. No mundo são 600 milhões segundo estimativa da OMS – Organização Mundial da Saúde feita em 2014. Por isso, a própria OMS recomenda o controle populacional dos animais de rua por meio do método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao local de origem.

O método também é benéfico para a saúde humana já que animais castrados, vacinados e alimentados estão menos sujeitos a doenças transmissíveis ao homem. Além disso, remover um grupo de cães ou colônia de gatos de cemitérios, parques e outros locais públicos gera o chamado “efeito vácuo” possibilitando que novos animais rapidamente tomem o local. Nas remoções não há vantagem econômica para as prefeituras e muito menos para a saúde pública.

“O CED é uma ótima ferramenta para cães e gatos que não podem ser resgatados, sociabilizados ou adotados rapidamente. Infelizmente não existem lares para todos os animais que estão nas ruas e em algumas situações esta é uma estratégia de controle humanitária, sustentável e efetiva. Os programas CED ou CVED (capturar-vacinar- esterilizar-devolver) ajudam a diminuir a população de cães e gatos de uma determinada área, prevenindo a entrada de novos animais sem o controle reprodutivo ou sanitário”, explica Rosângela Ribeiro, gerente de campanhas veterinárias da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Segundo a especialista, “vários estudos demonstram que em locais onde foram implantados projetos de CED, a população de cães ou gatos se estabilizou e até diminuiu ao longo dos anos, enquanto que a simples e ineficaz retirada de animais, sem nenhuma ação de castração, não contribui para o efetivo controle desta população”.
Prêmio para cidades “amigas dos animais”.

Pretico é um dos dez cães comunitários que permanecerão no cemitério de Osasco (Foto: Arquivo Pessoal)

Para identificar as melhores práticas no manejo humanitário de cães e gatos em cidades da América Latina, a Proteção Animal Mundial apresenta o prêmio “Cidade amiga dos animais”. As inscrições estão abertas para qualquer município latino americano, que deve submeter as suas estratégias, políticas e práticas para garantir um manejo ético, efetivo e sustentável de cães e gatos. O objetivo é premiar propostas inovadoras que possam ser adotadas e replicadas por outras cidades ao redor do mundo.

“Uma vez que os animais são abandonados, eles passam a ser responsabilidade de todos, ou seja, da comunidade, das ONGs e também do poder público. Mas é na esfera dos governos municipais, que o problema dos animais de rua pode ter soluções concretas com a implementação de políticas públicas que lidem com essas populações da forma coordenada, permanente e mais humanitária possível”, explica Rosângela.

O responsável/gestor do município mais bem avaliado irá ganhar uma viagem para participar da 3ª Conferência ICAM sobre Manejo Populacional de Cães, que acontecerá em setembro de 2019, em Mombasa, no Quênia. As inscrições estarão abertas até o dia 10 de junho de 2019 pelo site da World Animal Protection.

Gatos comunitários

Os Parques da Independência e do Ibirapuera em SP são referência no método de CED já adotado com gatos de Nova York, Paris e Roma. Mas os últimos relatórios internacionais apontam que o método de CED deve ser acompanhado por uma forte política pública contra o abandono. Estudo com 103 colônias de gatos em Roma, na Itália, onde houve a castração e devolução ao local de origem de cerca de 8 mil felinos em 10 anos, constatou-se que em paralelo a esse trabalho, as colônias cresceram em torno de 21% por conta de novos abandonos.

Gato em ponto turístico de Roma identificado por corte na orelha (Foto: Divulgação)

A fim de tornar as colônias mais estáveis foram inseridos câmeras e programas de conscientização nos principais pontos turísticos onde os gatos escolheram para viver. O governo italiano assimilou que, mesmo com esse residual de 21% de crescimento registrado ao longo dos anos, ainda é mais seguro, tanto para os animais quanto para a população humana, que os gatos sejam castrados pelos órgãos públicos e tratados pelos voluntários, afinal, com a retirada dos felinos, novas colônias sem tratamento veterinário se formariam e se reproduziriam rapidamente.

A Associação dos Animais de Rua de Lisboa já vem aplicando o método de CED em muitas colônias de gatos. A recém-criada Patrulha Gato aprimora esse trabalho dando uma chance de vida melhor aos felinos e, ao mesmo tempo, colaborando para que a Limpeza Pública trate da questão dos ratos de forma mais ética.

Gatos em cemitério de Paris viraram atração turística (Foto: Divulgação)

A medida se inspira no Programa “Blue Collar Cats” (gatos de colarinho azul) desenvolvido pela Humane Rescue Alliance em cidades dos Estados Unidos. O gato de colarinho azul é aquele que pertence a uma colônia, mas por razões de saúde (doenças crônicas, adquiridas ou acidente) vai parar em algum abrigo e passa a ter necessidade de cuidados especiais. Esse gato então pode ser adotado por uma empresa, escola ou outro estabelecimento. Para tanto, é preciso providenciar uma série de medidas com relação a nutrição, acomodação, cuidados com a saúde e higiene para ter o felino como uma espécie de “guardião” contra os ratos.

“Os estudos demonstram que os gatos não assumem o papel de predador, como seria de se esperar, mas que a sua presença já previne o aparecimento de ratos e outros roedores à superfície, coadjuvando assim, de forma ética e ambientalmente limpa, o trabalho da Higiene Urbana de Lisboa”, explica Marisa Quaresma dos Reis da Provedoria dos Animais de Lisboa.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista atuante na causa animal.

Caça dizima populações enormes de mamíferos nas florestas tropicais

Foto: travelforsenses

Foto: travelforsenses

A caça está causando um declínio catastrófico nas populações de mamíferos que vivem nas florestas tropicais remanescentes do mundo, alerta um novo estudo.

Onças-pintadas, leopardos, elefantes e rinocerontes tiveram uma queda populacional de 40% em apenas 40 anos e o estudo alertou que a caça deixou muitas florestas tropicais “vazias” de vida selvagem.

Mesmo as selvas mais intocadas do mundo estão tendo seus ecossistemas danificados à medida que espécies-chave são exterminadas por caçadores que buscam coletar chifres e ossos (altamente valorizados no mercado pararelo), descobriu uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela Universidade Radboud, na Holanda.

Nos trópicos, apenas 20% dos habitats restantes são considerados intactos.
“Sem medidas adequadas, a caça da vida selvagem aumentará no futuro”, disse o pesquisador-chefe Benítez-López ao The Independent.

“Nossos cálculos mostram que, mesmo em áreas protegidas, as populações de mamíferos podem estar sob pressão de caça, particularmente na África Ocidental e Central e no Sudeste Asiático. Se as projeções do crescimento da população humana na África forem verdadeiras, a demanda continuará aumentando. Além disso, há muitas estradas planejadas que vão atravessar as florestas tropicais”.

Florestas do Laos | Foto: Divulgação

Florestas do Laos | Foto: Divulgação

Até agora, havia vastas áreas não estudadas nos trópicos, onde os impactos da caça nas comunidades de mamíferos eram desconhecidos, de acordo com o estudo publicado na revista Plos Biology.

Os maiores declínios foram vistos na África Ocidental, com mais de 70% de reduções populacionais. Pesquisadores descobriram que primatas e pangolins estavam em maior risco.

Os declínios foram em grande parte causados pelo aumento da acessibilidade humana a áreas remotas.

O Dr. Benítez-López disse: “Os caçadores atacam principalmente espécies de grande porte porque rendem mais carne relativamente e subprodutos comercialmente valiosos, como chifres e ossos. Além disso, grandes mamíferos se reproduzem em taxas lentas, o que significa que leva mais tempo para suas populações se recuperarem quando exploradas”.

O estudo estima o impacto da caça em 4 mil espécies de mamíferos nos trópicos. Mais da metade das florestas tropicais estão sob pressão da caça.

Benítez-López disse: “A caça de carnívoros pode levar a um aumento de herbívoros com consequências negativas para a vegetação, enquanto a caça a espécies que se alimentam de frutas e dispersam suas sementes pode ter consequências negativas na regeneração da floresta”.

O declínio dos mamíferos pode ter implicações profundas no funcionamento do ecossistema.

“Nos trópicos, a perda de habitat devido à mudança no uso da terra (desmatamento e conversão para terras agrícolas ou pastagens) ainda é a principal causa de defaunação (perda da fauna), mas a caça tem efeitos comparáveis e, mais importante, é responsável por declínios maciços em populações animais em florestas aparentemente não perturbadas”, disse o Dr. Benítez-López.

“Mesmo as florestas consideradas intactas de acordo com imagens de satélite – nas quais não há desmatamento ou extração de madeira visível – podem ser parcialmente defaunadas”.

“Efeitos de caça não foram considerados em avaliações de biodiversidade em larga escala e nossos resultados podem ajudar a preencher essa lacuna e eventualmente produzir estimativas mais representativas da perda de biodiversidade induzida pelo homem”, disse ela.

O estudo analisou mais de 3.200 estimativas de dados dos últimos 40 anos. Incluiu mais de 160 estudos e centenas de autores estudando cerca de 300 mamíferos nos trópicos.

Pesquisadores dizem que este novo estudo deve ajudar a informar as avaliações de risco de extinção de espécies e o planejamento de conservação.

Vídeo flagra veado que se afogava no mar sendo salvo por surfistas

Um grupo de surfistas salvou a vida, ajudando no resgate de um veado que se afogava após ser tragado pela força das ondas e não conseguir retornar à praia. O animal aflito lutava para manter a cabeça acima da água no mar da costa atlântica.

O veado, também conhecido como cervo, estava com água pelo pescoço enquanto se debatia no mar agitado e gelado de Belmar, Nova Jersey (EUA).

O vídeo filmado por banhistas na última terça-feira (7) mostra que o animal está caminhando na areia próximo da água ao ser atingido por ondas que o fazem perder o equilíbrio atingindo a lateral do seu corpo.

Um banhista aspirante a salvador corre para o oceano para tentar puxar o cervo para fora da água, mas a maré muito forte tornava impossível chegar até o animal.

O cervo começa a se afastar mais e mais para o alto mar – até uma distancia preocupante da praia, de acordo com algumas testemunhas oculares – e toda a esperança de salvar a vida do animal parece perdida.

Só então, um grupo de surfistas, alertado para a situação do cervo pela comoção que tomou conta da praia, vem em socorro do animal. Entrando no mar em direção ao veado e vencendo as ondas.



Após ser salvo pelos surfistas o animal aliviado é então visto saltando na praia depois de ser libertado completamente ileso.

Os veados geralmente são nadadores bastante fortes e não é incomum que eles cruzem rios e riachos rasos enquanto caçam, embora seja mais raro para eles irem para o mar.

Terry Strobel, que estava surfando com sua filha Sienna e gravou o resgate inteiro, disse: “Eu notei algo no mar, se debatendo muito, já longe e não consegui descobrir o que era. Eles tentaram movê-lo para a praia e, quando se aproximaram, mesmo com a maré forte, alguns dos rapazes conseguiram ajudá-lo e regatá-lo”.

“Um dos salvadores se aproximou do cervo na intenção de espantá-lo para se certificar de que ele não voltaria para a água, o animal então fugiu a salvo para longe”.

Dezenas de filhotes de foca são resgatados e devolvidos à natureza na China

Por David Arioch

Muitos dos filhotes ainda eram bebês com duas semanas de idade e estavam em fase de amamentação (Foto: VShine)

Este mês a polícia chinesa em parceria com a associação de proteção animal VShine libertou 71 filhotes de focas que eram mantidos em cativeiro em uma fazenda costeira em Wafangdian.

Os animais foram retirados da natureza por traficantes para serem vendidos e enviados para aquários de lojas e restaurantes. Além dos 71 filhotes encontrados, outros 49 estavam mortos – incluindo 20 enterrados sob uma área de concreto.

Muitos dos filhotes ainda eram bebês com duas semanas de idade e estavam em fase de amamentação, segundo a associação de proteção animal – o que demandava cuidados veterinários de emergência. Infelizmente alguns filhotes não resistiram e acabaram falecendo. No entanto, todos os sobreviventes foram devolvidos ao oceano.

Ainda que as focam sejam animais protegidos por lei na China, elas continuam sendo vítimas de caça. Além de serem enviados para aquários, há casos em que os filhotes são mortos para que partes de seus corpos sejam utilizadas na medicina chinesa.

População dizimada: o triste fim dos elefantes do Laos

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

O elefante é um símbolo cultural no Laos. Isso se deve provavelmente ao fato de que em certa época, o país era conhecido por ter um grande número desses poderosos mamíferos vivendo em suas terras livres, tanto que antes de ser conhecido como Laos, as pessoas costumavam chamar partes do país Lan Xang (Terra de Um Milhão de Elefantes).

Hoje, tanto o governo quanto grupos de conservação acreditam que a enorme população de elefantes asiáticos que o país uma vez possuiu, agora diminuiu para cerca de 800 animais, onde 400 são elefantes selvagens e 400 estão em cativeiro; e até mesmo essas populações cada vez menores estão ameaçadas.

“Ambas as populações não são sustentáveis e na verdade estão em declínio. E os problemas que cada população enfrenta são completamente diferentes ”, disse Anabel López Pérez, bióloga da vida selvagem do Centro de Conservação dos Elefantes.

Os elefantes em cativeiro estão em risco, pois são alimentados com dietas pouco saudáveis, forçados a trabalhar em condições precárias nos campos de turismo de elefantes, ou se machucam e não recebem cuidados adequados.

Para completar, López disse que os tutores de elefantes não permitem que os animais se reproduzam em cativeiro, já que uma gravidez afetaria a capacidade de um elefante do sexo feminino de trabalhar por até quatro anos.

Enquanto isso, os elefantes machos são agressivos e tendem a ser mais imprevisíveis do que as fêmeas, devido às suas alterações hormonais. Assim, os detentores de elefantes não preferem usá-los para o trabalho.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A situação dos elefantes na natureza também não é muito melhor. Segundo López, a raiz dos perigos que os elefantes selvagens enfrentam no Laos advém do desmatamento, que é exacerbado pela demanda de madeira proveniente de países vizinhos como China e Vietnã. Especialistas dizem que o Laos, hoje, tem apenas cerca de 40% de cobertura florestal, em comparação com os 70% registrados na década de 1950.

O desmatamento no Laos levou à fragmentação de habitats e, como os elefantes não conseguem seguir seus padrões normais de migração, isso resulta em conflitos entre humanos e elefantes.

“Assim, os elefantes saem da floresta e encontram infraestruturas humanas e culturas locais. Eles comem tudo ao redor e às vezes quebram as instalações e comem as colheitas, e os moradores locais não estão muito satisfeitos com a situação”, disse López.

A caça ameaça populações domesticadas e selvagens. López revelou que a demanda por partes do corpo de elefantes continua a aumentar em países como a China e Mianmar, onde a pele de elefante e o marfim são usados na medicina tradicional.

Nem tão verde assim

No início do ano passado, o progresso das metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável para o Sudeste Asiático revelou resultados decepcionantes para o tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que mede florestas e proteção florestal, restauração e uso sustentável.

No entanto, apesar da tendência regional, o Vietnã experimentou um ressurgimento da cobertura florestal nas últimas décadas, atingindo 48% a partir de 2017. O Vietnã atingiu sua cobertura mais baixa em 1990, 27% devido à conversão de terras florestais em fazendas e resquícios de reações a bombas e desfolhantes durante a Guerra do Vietnã. A melhoria foi atribuída ao movimento do governo em restringir a extração e processamento de madeira para exportação, atividades de reflorestamento e regeneração natural.

Alguns, no entanto, estão chamando o desempenho melhorado do Vietnã de enganoso, alcançado em detrimento de seus vizinhos, especificamente do Laos e do Camboja. Supostamente, o Vietnã deixou suas florestas intocadas enquanto exigia madeira de seus países vizinhos.

Se isso for verdade, também explicaria o desmatamento no Laos que, como mencionado anteriormente, é a maior ameaça para os elefantes que vivem em estado selvagem.

Seria injusto dizer que o governo do Laos não tentou enfrentar a questão da diminuição das populações de elefantes. Uma das iniciativas de sucesso do governo tem sido impor restrições rigorosas ao uso de elefantes para transportar madeira para a indústria madeireira.

Além disso, o governo do Laos também manteve uma relação saudável com o Centro de Conservação dos Elefantes, que está tentando reabilitar a população de elefantes do país. Fundado em 2010, o centro é o único parque de conservação do país.

No entanto, mais deve ser feito se o Lao quiser reviver suas, outrora fortes, populações de elefantes. Considerando o pequeno número deixado, o tempo é certamente da essência do sucesso.

Governo federal negocia habilitação de mais 78 frigoríficos para exportar carne para a China

Por David Arioch

Dentro de uma semana, a equipe do Ministério da Agricultura vai encaminhar às autoridades chinesas as informações finais sobre os frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves | Foto: Pixabay

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, está negociando na China a habilitação de mais 78 frigoríficos para exportar carne para o país asiático.

Em reunião realizada hoje de manhã, ficou acertado que dentro de uma semana a equipe do Ministério da Agricultura vai encaminhar às autoridades chinesas as informações finais sobre os frigoríficos de carnes bovina, suína e de aves.

Segundo o Mapa, a ministra disse que o Brasil está preparado para ampliar a oferta “de proteína animal com qualidade ao mercado chinês”.

“Quero aumentar substancialmente a confiança mútua nos nossos respectivos sistemas sanitários de inspeção e de quarentena para que novas habilitações de estabelecimentos ocorram de maneira célere e simplificada no futuro”, acrescentou Tereza Cristina.

Segundo o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a meta é buscar o processo contínuo de habilitação de frigoríficos para ampliar a produção e exportação de carne.

Tereza Cristina classificou a reunião com o chefe da Aduana chinesa como um sucesso. “Saio satisfeita com o encaminhamento. Se fecharmos datas, prazos e metodologia, será mais fácil para nós e para eles”, destacou.

Hambúrguer e filés de peixe veganos chegam ao Brasil

Foto: VegNews

Foto: VegNews

A marca brasileira de alimentos veganos Superbom recentemente lançou um hambúrguer “que sangra” como o produto de origem animal e filés de peixe já prontos para a seção de congelados de supermercados no Brasil.

O Hambúrguer Gourmet – que é feito de proteína de ervilha e é isento de glúten e soja – tem um aroma, sabor e textura semelhantes aos hambúrgueres tradicionais.

“Para garantir o máximo de benefícios para os consumidores, desenvolvemos uma fórmula com alto teor de proteína – 15g de proteína por hambúrguer – suculência, fibra alimentar, vitaminas A, B12 e B9 e minerais como ferro e zinco”, Cristina Ferriera Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Superbom, disse ao site Food Navigator-Latam.

O maior desafio da empresa ao formular o hambúrguer foi conseguir uma textura comparável a um hambúrguer tradicional feito à base de animais, e a companhia conta que levou quase um ano para acertar. Os novos filés de peixe vegano do Superbom também são feitos com proteína de ervilha.

“O filé de peixe vegano é um item inovador porque há poucos alimentos veganos que simulam a carne de peixe no mercado brasileiro”, disse David Oliveira, Diretor de Marketing da Superbom. “Portanto, temos boas expectativas de receptividade dos consumidores com essa novidade.”

Semelhante às tendências em outras partes do mundo, a popularidade e a disponibilidade de hambúrgueres veganos inovadores estão crescendo no Brasil. Neste mês, a startup Fazenda Futuro começou a distribuir o Futuro Burger vegano – feito com a ajuda de inteligência artificial – em lojas e restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Prejuízos para o meio ambiente causados pelo Brasil

O jornal The New York Times publicou uma reportagem especial e interativa destacando que carnes e laticínios produzidos no Brasil são piores para o meio ambiente em comparação aos produzidos nos Estados Unidos. A justificativa, referenciada por um estudo da Universidade de Oxford, é que a agropecuária brasileira ultrapassa a dos EUA em emissões de gases do efeito estufa.

Ainda assim, o NYT aponta que alimentos de origem animal como carnes e laticínios, independente de região ou país, juntos são responsáveis por 14,5% dos gases do efeito estufa gerados a cada ano – o que equivale às emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do mundo todo.

Enquanto a carne tem a maior pegada climática por proteína, alimentos baseados em plantas têm o menor impacto. No ano passado, o estudo da Universidade Oxford publicado na revista Science calculou as emissões médias de gases de efeito estufa associadas a diferentes alimentos – reforçando e detalhando diferenças.

Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa intitulada “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, e realizada pela Universidade de Oxford, que reúne dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa ainda que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo, o que é bastante prejudicial ao meio ambiente.

A reportagem do NYT também ressalta que alguns tipos de queijos podem ter impacto maior do que alguns tipos de carne – como a costeleta de cordeiro. Além disso, o que gera ainda mais preocupação, segundo a publicação, é que alguns especialistas acham que esses números podem subestimar o impacto do desmatamento associado à agropecuária, o que significa que pode ser ainda pior.

Porém há uma certa unanimidade em classificar os alimentos à base de plantas como mais benéficos ao meio ambiente do que qualquer dieta que contenha alimentos de origem animal. Para quem quer reduzir o seu impacto ambiental, o New York Times recomenda que comece cortando carnes e laticínios. A publicação também sugere o consumo de leguminosas em substituição às proteínas de origem animal.

Apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados

Por David Arioch

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados (Foto: Getty Images)

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Proteção Animal Mundial, apenas 17% dos brasileiros que tutelam cães adotam animais abandonados nas ruas, embora 47% dos entrevistados dizem que se preocupam com a questão do abandono.

O relatório faz parte da campanha “A vida é melhor com cães” que, além de apresentar um retrato da relação entre seres humanos e cachorros, também revela a importância de mudanças sobre a percepção que as pessoas têm dos animais e suas necessidades.

Segundo a Proteção Animal Mundial, 8% dos entrevistados no Brasil não veem problema em envenenar cães abandonados. Já o percentual de pessoas que afirmam ter ajudado cães em situação de abandono é de 49%.

“O abandono causa muito sofrimento. Sozinhos nas ruas, eles passam fome, adoecem, são atropelados, envenenados e ficam vulneráveis a todo tipo de violência”, enfatiza a organização.

E acrescenta: “A maioria não consegue sobreviver por muito tempo. Em torno de 75% dos filhotes abandonados morrem antes de completar seis meses de idade.” Há uma estimativa de que no Brasil o número de cães e gatos abandonados ultrapassa os 30 milhões.

Primeiro santuário de baleias beluga em águas abertas do mundo recebe suas duas primeiras moradoras

Baleias beluga | Foto: Sea Life Trust Beluga Sanctuary

Baleias beluga | Foto: Sea Life Trust Beluga Sanctuary

Nesta primavera, o primeiro santuário de baleias beluga em águas abertas do mundo foi inaugurado em Klettsvik Bay, na ilha de Heimaey, que fica ao largo da costa sul da Islândia. E no dia 19 de junho próximo, o Santuário Beluga receberá suas duas primeiras moradoras: Little Grey e Little White.

Little Grey e Little White são ambas belugas de 12 anos originárias da Rússia, com cerca de 13 pés (cerca de 4 metros) de comprimento e pesando cerca de 2.000 libras (cerca de 900 kg). Esse é o tamanho médio das fêmeas de belugas (os machos são maiores).

Ambas foram capturadas quando ainda bebês e passaram a maior parte de suas vidas em tanques se apresentando no Changfeng Ocean World de Xangai, o primeiro aquário marinho da China.

O Santuário Beluga tem 30 metros de profundidade, mas cerca de 34.455 metros quadrados – cerca de seis campos de futebol, o que representa um aumento maciço das condições semelhantes às do Sea World que foi o que as baleias conheceram durante toda a sua vida adulta.

Eles comem arenque e capelim, peixes de água fria que subsistem em grande parte do plâncton. De acordo com o santuário, Little Grey é a mais extrovertida dos dois – brincalhona, curiosa, ávida para aprender e com um lado bastante travesso. Ela gosta de cuspir água em quem se aproxima. Little White é mais tímida e reservada em comparação, mas também gosta de brincar.

As belugas são capazes de mergulhar mais de 2.000 pés, mas geralmente se mantêm a cerca de 60 pés abaixo da superfície do oceano.

A Sea Life Trust passou os últimos sete anos trabalhando na logística da próxima jornada das baleias. Primeiro, Little Grey e Little White serão levadas do Chengfeng Ocean World por caminhão para um dos dois aeroportos internacionais de Xangai.

Em seguida, elas voarão 5.581 milhas até o aeroporto de Keflavik, na Islândia. Em seguida, outro caminhão os levará para um terminal de balsas, e a balsa os levará as últimas milhas até a ilha de Heimaey. Klettsvik Bay, que é aliás, onde o filme Free Willy foi filmado; a cena da baleia saltando heroicamente para a liberdade marcou gerações, mas na vida real é improvável que as baleias criadas em cativeiro sobrevivam na natureza.

Little White e Little Grey estão passando por um treinamento especial para adaptá-las ao equipamento e às condições de sua viagem, para que experimentem o mínimo de estresse possível.

Elas também estão sendo gradualmente aclimatados a águas mais frias – belugas são baleias do Ártico, mas seu novo habitat islandês será muito mais frio do que os tanques com os quais se acostumaram – então elas comerão mais e absorverão a gordura extra que precisarem.

Elas nem imaginam o que as aguarda após passar tantos anos sendo exploradas para entretenimentos em shows aquáticos e vivendo em tanques de proporções insuficientes.

Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Por David Arioch

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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