Ibama fechará dois centros de recebimento de animais silvestres devido a corte do governo

Dois dos três Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Minas Gerais serão fechados devido ao corte orçamentário promovido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo). O anúncio de fechamento foi feito pela Superintendência do Ibama no estado. O órgão sofreu um corte de 24% no orçamento anual.

Foto: Pixabay

O corte retira recursos que cobririam praticamente três meses das despesas previstas para 2019, reduzindo o orçamento do Ibama de R$ 368,3 milhões, conforme constava na Lei Orçamentária (LOA), para R$ 279,4 milhões. As informações são do portal Estado de Minas.

As unidades dos Cetas que serão fechadas são as de Juiz de Fora e de Montes Claros. Os locais são responsáveis por receber animais silvestres resgatados após serem vítimas do tráfico e de acidentes, como atropelamentos. Animais que eram mantidos em cativeiro e são entregues de forma voluntária e também aqueles que estão doentes, resgatados por órgãos parceiros, pelo Corpo de Bombeiros e pelo próprio Ibama, também são levados aos Cetas.

Com o fechamento das unidades, os cerca de cinco mil animais mantidos por elas serão levados para locais adequados ou transferidos para o Cetas de Belo Horizonte ou para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Nova Lima. O número de profissionais desses locais, no entanto, não deve ser aumentado.

O Cetas de Belo Horizonte foi o único que permaneceu com as atividades, por ser o que recebe um maior número de animais – de 8 a 10 mil por ano. Com o fechamento das outras unidades e a transferência dos animais, esse número pode chegar a até 15 mil.

Segundo o Ibama, a decisão de fechar os dois centros tem relação com o impacto ser menor, “apesar de imensurável para as regiões envolvidas, (o fechamento) será menor do que o do fechamento do Centro de Belo Horizonte”.

De acordo com o órgão, o corte orçamentário gera “perdas imensuráveis”. “O Ibama reconhece o enorme impacto negativo que tal decisão gera, não só para a fauna silvestre do Estado, como para toda a biodiversidade brasileira. As perdas são imensuráveis, já que, sem local para destinação, os animais mantidos irregularmente não serão mais resgatados pelos entes fiscalizadores, o que acaba por incentivar o crime contra a fauna a longo prazo”, disse.

Documentário inovador é lançado com o objetivo de salvar os pangolins da extinção

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Pangolins são os animais mais traficados do mundo | Foto: greenme

Eye of the Pangolim foi idealizado e produzido pelos premiados cineastas sul-africanos Bruce Young (Blood Lions) e Johan Vermeulen (Kalahari Tails) que concluíram sua missão de mostrar ao mundo as quatro espécies de pangolim africano todas em um filme desenvolvido para aumentar a consciência sobre essas criaturas tímidas e sedutoras e acabar com a caça e o comércio de suas escamas que esta próximo de levá-los à extinção.

Young conta que Johan o abordou em 2017 com seu sonho de fazer um filme sobre pangolins. Como a maioria das pessoas, ele confessa que sabia muito pouco sobre essas pequenas criaturas estranhas e Young nem sonhava que eles eram o mamífero mais traficado do planeta – ainda mais do que rinocerontes. Johan conhecia o professor Ray Jansen, diretor do Grupo de Trabalho Africano do Pangolim, que os colocaria no mundo dos pangolins.

O apoio inicial da Biggestleaf, uma empresa de viagens e marketing on-line da Cidade do Cabo, ajudou os cineastas a chegar a Gana para a primeira filmagem. Com essa filmagem eles montaram a primeira promo (piloto) que mostrava às pessoas o que era possível com por meio do filme.

O próximo momento chave foi formar uma parceria com a Pangolin Africa, uma nova organização sem fins lucrativos dedicada à conservação de pangolins. Eles ajudaram os produtores a alcançar os financiadores sem os quais o filme não seria possível.

A dupla começou a trabalhar em meados de 2017 e as primeiras filmagens aconteceram em Gana em setembro daquele mesmo ano. A última sessão de filmagem aconteceu no Gabão em fevereiro de 2019.

Para encontrar as quatro espécies africanas de pangolins, foi necessário viajar para longe. Eles cobriram algumas localidades na África do Sul para acompanhar a história do pangolim-terrestre-de-temmincks e também viajaram para Gana em busca do pangolim-de-barriga-branca, e até a República Centro-Africana para encontrar o pangolim-de-barriga-preta, e a última viagem foi Gabão para tentar capturar em filme o pangolim gigante – o mais raro e difícil de encontrar de todos eles.

A ideia toda do filme, segundo seus criadores, é aumentar a conscientização sobre as quatro espécies africanas de pangolim. Se as pessoas souberem mais sobre esses animais e como eles são especiais, podem começar a se importar o suficiente para ajudar a conservá-los e pôr fim ao comércio de suas escamas e carne.

“Para fazer isso, precisávamos contar sua história – as pessoas se lembram de histórias muito mais do que fatos e números. Os pangolins são notoriamente tímidos e evasivos e por isso foi um enorme desafio colocá-los no cinema”, diz Johan.

Foto: Discoverwildlife

Foto: Discoverwildlife

Segundo os produtores, a logística para chegar a algumas das áreas mais remotas para filmar as quatro espécies de pangolim não foi fácil. E isso foi apenas o começo. Nunca houve qualquer garantia, ao chegarem, de que poderíamos encontrá-los.

Três das espécies são principalmente noturnas e duas delas vivem em sua maioria no topo das árvores de algumas das florestas mais densas do continente africano. A busca pelo pangolim gigante no Gabão foi a mais difícil, contam eles: “nós caminhamos por horas à noite e uma ou duas vezes esbarramos em elefantes da floresta no escuro, o que certamente levou a adrenalina a fluir”

O filme que foi realizado com um orçamento muito apertado, dessa forma o tempo no local de filmagem significava uma enorme pressão para obter as imagens necessárias.

A melhor parte das filmagens foi poder aproximar-se e conhecer estes notáveis animais contam os cinetastas. Os pangolins sao descritos por eles como inquestionavelmente algumas das criaturas carismáticas na natureza.

O privilégio passar um tempo com as pessoas que trabalham incansavelmente para ajudar a salvá-las – os pesquisadores, veterinários e enfermeiros veterinários, monitores de pangolim e pessoas ativamente envolvidas em campanhas para resgatá-los do comércio de vida selvagem e devolvê-los à natureza foi um dos benefícios enumerados pela dupla.

Porém ambos confessam que muitas vezes foi difícil testemunhar o tratamento de animais tão doces e inofensivos por pessoas que só os viam como uma mercadoria – algo para ser consumido ou feito dinheiro. Mas o momento mais difícil para Johan, segundo ele, foi ouvir que um pangolim com quem eles passaramo um ou dois dias durante a reabilitação e depois filmaram sua libertação congelou até a morte dois dias depois de voltar à vida selvagem. “Havia muita esperança na liberação dele, assim, quando foi ele morreu, fiquei muito consciente de quão precária é a situação em torno de seu futuro”.

A coisa mais difícil de filmar, segundo Young, foi o comércio de carne de caça em Gana. “No nosso primeiro dia, já havíamos encontrado pangolins cozinhando em fogueiras ao longo da estrada. Era muito difícil ver uma bela criatura como o pangolim de barriga branca, que estamos tão perto de perder para sempre, em circunstâncias como essa. Também foi muito doloroso ver imagens fornecidas a nós sobre o quanto os caçadores tratam os pangolins capturados vivos”.

Joahn conta que um dia, eles viram um pequeno pangolim-de-árvore-de-barriga-preta subindo livremente acima de suas cabeças enquanto ele se movia de árvore em árvore. “Foi emocionante ver um pequeno animal saudável e forte em seu ambiente natural. De repente o galho em que ele estava subindo estalou e ele caiu diretamente por alguns metros antes de ser resgatado por alguns galhos. Eu sei que era projeção minha total, mas o pangolim definitivamente parecia para mim como se estivesse um pouco envergonhado por ter sido pego em um pequeno erro assim”.

Johan e Young refletem que se pessoas que assistirem ao filme se tornarem encantadas por essas pequenas criaturas como eles ficaram, talvez comecem a olhar ao seu redor para outras criaturas na natureza e reavaliem seu relacionamento com aquela parte do nosso mundo que esta tão incrivelmente ameaçada.

“Se as pessoas se perguntarem o que perderiam se perdêssemos o pangolim, então teríamos começado a atingir nosso objetivo com este filme. Se eles começarem a questionar o que significará viver em um mundo com cada vez menos lugares selvagens para criaturas selvagens, então eles começarão a ver com seus corações”, diz Young.

Eye of the Pangolin será disponibilizado gratuitamente como um filme de código aberto, acessível para visualização em todo o mundo através de inúmeras plataformas online.

O filme também será levado a festivais de filmes de conservação e vida selvagem e dirigido por meio de redes de educação, conservação e turismo, para que as exibições cheguem às pessoas em áreas-chave onde a conscientização sobre a situação desse animal é crítica.

Cadela abandonada em local deserto passa por transformação após resgate

Uma cadela que foi abandonada em um local deserto nos Estados Unidos passou por uma transformação após ser resgatada. Quando foi encontrada, ela estava em estado tão deplorável que não era possível identificar se era uma fêmea ou um macho. Ferida e assustada, ela caminhava sozinha por uma estrada.

Foto: JJ Woofinpaws/YouTube

Da raça Cocker Spaniel, ela foi resgatada por uma equipe da ONG JJ Woofin Paws. E apesar de todo sofrimento que viveu, ela abanou o rabo para a equipe que a salvou. As informações são do portal I Love My Dog, com tradução do Histórias com Valor.

O estado de Dorothy, como passou a ser chamada, era tão crítico que em seu pelo havia insetos mortos, fios de telefone e pedaços de vara. O sofrimento dela era tamanho que, no primeiro toque que recebeu de um humano, ela chorou.

Ao ser examinada por uma veterinária, foi descoberto que a cadela sofria com um crescimento de pálpebras e tinha feridas em todo o corpo. Para ser tosada, ela precisou ser sedada. E depois que todo o pelo emaranhado foi retirado, ela parecia outra cadela.

Limpa, tratada e alimentada, ela relaxou e passou a confiar na equipe que a resgatou. Após esse primeiro momento, ela foi submetida a um tratamento veterinário para solucionar os problemas que tinha. Com o tempo, ela se recuperou e encontrou um novo lar.

Foto: JJ Woofinpaws/YouTube

Zimbábue lucra 27 milhões de dólares vendendo elefantes bebês para a China

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

O status de “mercadoria” partilhado pelos animais perante a humanidade prevalece, neste caso são os elefantes classificados de “sub-adultos”, animais de até 3 anos de idade, que são precificados e enviados para longe de seus habitats como se fossem produtos de exportação.

O Zimbábue arrecadou milhões de dólares com essa atividade, exportando elefantes bebês ou ainda bem jovens para a China e os Emirados Árabes Unidos, a informação foi confirmada pela ministra do Turismo, de acordo com o jornal The Chronicle.

A ministra do Turismo, Priscah Mupfumira, disse que, em um período de seis anos, o país exportou 97 elefantes para os dois destinos em que foram vendidos.

“A Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue exportou um total de 97 elefantes sub-adultos para a China e Dubai entre 2012 e 1º de janeiro de 2018. Um total de 93 elefantes foram exportados para a China e quatro foram exportados para Dubai.”

O termo “sub-adultos” descreve os animais exportados que tinham entre dois e três anos de idade. O The Chronicle acrescenta que os elefantes foram vendidos por preços que variam entre 13.500 e 41.500 mil dólares.

A ministra ressaltou que o lucro seria destinado à conservação dos elefantes. “A capacidade de animais do Zimbábue é de 55 mil elefantes, mas agora temos 85 mil”, disse ela.

“Estamos setados em cima de uma fortuna em marfim, no valor de 300 milhões de dólares, que pode ser vendido para financiar nossos programas de conservação, além de beneficiar as comunidades que vivem em áreas de vida selvagem”, acrescentou Mupfumira.

O Zimbábue optou contra a opção de sacrificar elefantes como proposto pelo Cites, o grupo que trabalha na área de comércio de espécies ameaçadas de extinção. Tanto sacrificar como vender elefantes são práticas inaceitáveis pelos defensores dos direitos animais e por qualquer membro consciente da sociedade. As vidas dos elefantes como de quaisquer outros animais não-humanos são tão preciosas como as humanas e dignas do mesmo direito à vida.

Aliás, líderes de quatro nações do sul da África – Argélia, Botsuana, Zâmbia, Namíbia e Zimbábue se reuniram recentemente em uma Cúpula do Elefante em Kasane, Botsuana.

Os relatórios indicam que o quarteto de nações está pressionando pela suspensão da proibição da caça de elefantes e estão apoiando um pedido para que a Cites permita a venda de estoques de marfim para financiar a conservação de elefantes.

Espécie Ameaçada

Um levantamento atualizado realizado pelo departamento de Meio Ambiente da ONU confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência dos elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando uma proporção alarmante de 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

China anuncia construção de cidade com mais de 1 milhão de espécies de plantas

A China anunciou a construção do primeiro município florestal do planeta. Trata-se de uma cidade sustentável, que receberá o nome de “Forest City”, na qual serão plantadas mais de um milhão de espécies de plantas. O objetivo é combater danos ambientais.

Imagem: Stefano Boeri Architetti Milan/Reprodução

O projeto prevê a criação de uma cidade com mais de 175 hectares, que seja capaz de produzir a própria energia de forma autossustentável e que implemente medidas que evitem a poluição do ar. As informações são do portal Razões Para Acreditar.

O município está sendo construído no norte de Liuzhou, na região montanhosa de Guangxi, ao sul do país, e servirá de lar para até 30 mil pessoas. Na região, a população desfrutará de todos os serviços disponíveis em uma cidade normal, como escolas, hospitais, lojas, restaurantes, hotéis, entre outros.

Qualquer construção que for feita na cidade, desde edifícios até casas, deverão ter as fachadas repletas de plantas, para que seja possível melhorar a qualidade do ar, manter os ambientes mais frescos e criar uma espécie de isolamento acústico natural para inibir ruídos externos.

O objetivo é combater a poluição do ar através da absorção de CO2 – cerca de 10 mil toneladas por ano – e por meio da produção de oxigênio – aproximadamente 900 toneladas anuais.

Imagem: Stefano Boeri Architetti Milan/Reprodução

A cidade servirá ainda como habitat para diversas espécies de pássaros e pequenos animais, contribuindo com a biodiversidade local.

Para produzir energia, o plano é instalar painéis solares nos telhados dos imóveis, que farão a captação de energia renovável suficiente para levar luz à cidade.

O responsável pelo projeto é o reconhecido escritório de arquitetura Stefano Boeri Architetti,. A expectativa é que Forest City seja inaugurada em 2020.

Recordação: empresa transforma cinzas de animais mortos em objetos

Uma empresa norte-americana transforma cinzas de animais mortos em objetos. O objetivo é permitir que os tutores tenham uma recordação palpável daqueles animais que um dia viveram com eles.

Foto: Reprodução / GreenMe

A Davenport Memorial Glass, localizada em North Idaho (EUA), é capaz de transformar as cinzas em patas, pingentes circulares, corações, elefantes e outros itens, todos em vidro. As informações são do portal GreenMe.

A ideia foi bem aceita pelos norte-americanos. E, apesar do Brasil não ter um serviço como esse, é possível que um brasileiro consiga um objeto feito com as cinzas de um animal. Para isso, basta cremá-lo e enviar as cinzas à empresa pelos correios.

Para produzir os objetos, técnicas clássicas são combinadas com métodos modernos. As cinzas são processadas de forma a serem transformadas em um objeto decorativo.

As peças são vistas pelos tutores como uma forma de manter mais vivas as lembranças do animal, que mesmo após a morte continua sendo parte da família.

Foto: Reprodução / GreenMe

Foto: Reprodução / GreenMe

Perseguido e apedrejado, urso cai de penhasco ao fugir de humanos

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

A crueldade humana é frequentemente exposta em manchetes e noticiários, mas este vídeo gravado por um dos agressores do animal acuado, causa repúdio até do espectador mais acostumado as inimagináveis proezas cruéis realizadas pelos seres humanos.

Perseguido, acuado e confuso o animal foge enquanto os moradores do vilarejo seguem em seu encalço e mesmo ja fora do alcance eles o apedrejam a distancia causando sua morte.

Quando o urso despenca para a morte é assustador constatar a comemoração dos espectadores e perseguidores do animal diante de seu triste fim.

O vídeo chocante foi divulgado nas redes sociais e mostra a queda vertiginosa de um urso pardo do alto um penhasco que ele tentava escalar na fuga, batendo em alguns pontos do declive acentuado da rocha, até a morte em um rio abaixo depois de ser perseguido por humanos no norte da Índia, no estado de Jammu e Caxemira.

O incidente ocorreu em 10 de maio na cidade de Dras, no distrito de Kargil.

As imagens, que parecem ter sido filmadas em um celular, mostram o urso tentando subir uma encosta íngreme quando uma pedra o acerta.

O urso perde o equilíbrio e cai pelo menos 50 pés abaixo da face rochosa do penhasco enquanto seus perseguidores podem ser ouvidos aplaudindo ao fundo.

Segundo relatos, o urso, que parece ser um adolescente, afogou-se depois.

Também foi relatado que os moradores locais não só perseguiram o animal, mas atiraram pedras enquanto ele tentava escapar.

No começo do dia, o urso conseguiu escapar do arame farpado depois que havia ficado preso.

Foto: Newslions Media

Foto: Newslions Media

No entanto, assim que conseguiu sair, os aldeões cruelmente começaram a atirar pedras nele.

Ursos pardos estão listados como criticamente ameaçados na Índia devido à perda de habitat adequado para os humanos e menos áreas protegidas.

Espancamentos de ursos são comuns

Os ursos pardos estão listados como criticamente ameaçados na Índia, graças à perda de inúmeras e imensas áreas de seu habitat para os seres humanos.

Os confrontos entre homem e urso no país são freqüentemente relatados.

Em maio do ano passado, uma multidão de aldeões indianos espancou brutalmente um urso até a morte com varas de madeira, depois que o animal atacou um homem que tentava tirar uma selfie com ele.

O homem não identificado, de 27 anos, foi resgatado por moradores locais depois que o animal atacou-o, o incidente ocorreu no estado oriental de Odisha.

O animal pode ser visto pulando em cima do homem antes de mordê-lo e arranhá-lo enquanto ele tenta desesperadamente escapar.

Nada mais do que agir em defesa e movido por seu instinto, o animal apenas se assustou com a presença inconveniente e ameaçadora do homem se aproximando com o motivo fútil e inadequado de tirar uma selfie.

Ursos assim como os demais animais merecem respeito e tratamento digno, de maneira nenhuma são inferiores ao ser humano por mais que esta seja a crença vigente na sociedade.

A senciencia animal (capacidade de sentir, sofrer, amar e compreender respondendo aos estímulos do mundo ao seu redor) foi comprovada desde 2012 por especialistas do mundo todo por meio da Declaração de Cambridge.

Indiana se torna o quarto estado americano a aderir a lei anti-aluguel de animais

Famílias são enganadas por esquema cruel de financiamento animal, como se eles fossem algum tipo de propriedade.


No começo deste mês, legisladores de Indiana juntamente com o governador Eric Holcomb implementaram a H.B 1447, a lei que proíbe um dos mais cruéis e repugnantes esquemas de financiamento, conhecido como “aluguel de animais domésticos”.

O fato de que essa opção de tirar vantagem em cima de possíveis tutores compassivos, infelizmente mal informados, é incompreensível! Animais domésticos não são propriedades para serem alugadas, tampouco vendidas, como uma casa ou um carro. Sequer deveriam ser consideradas “propriedade” de companhias de aluguel. Estes animais deveriam ser adotados como membros de família e nunca ser tratado menos que isso.

Este tipo de acordo cruel permite que o adotante pague uma determinada quantia de dinheiro em uma data fixada, por um determinado período de tempo. Dependendo do acordo, a companhia pode cobrar taxas altíssimas nessa “mensalidade” e acabar lucrando muito mais “do valor monetário” de uma certa raça de cachorro ou gato. É um show de horror.

Ainda por cima, a família não tem direitos sobre o animal adotado/alugado. Tecnicamente, a companhia de aluguel que tem “o animal como propriedade”, o que já viola diversos direitos animais, por todo o tempo de contrato, o que pode durar por muitos anos. No final deste contrato, os guardiões podem obter seus direitos familiares sobre o animal por um pagamento adicional.

“Há muito tempo nós temos alertado os adotantes para serem céticos a respeito de pet shops e vendedores online que podem tentar enganá-los a respeito das condições de saúde dos cachorros à venda, e o aluguel de animais é apenas mais um exemplo do desprezo que as pessoas têm por estes indivíduos”, afirma Sana Azem, diretora de legislação estatal da American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

Gigante da moda H&M abandona o uso de caxemira após ONG expor a indústria da lã

H&M abandona o uso de caxemira após vídeo | Foto: PETA/Asia

H&M abandona o uso de caxemira após vídeo | Foto: PETA/Asia

Investigadores da organização de direitos animais PETA Asia filmaram fazendas de caxemira e matadouros na China e na Mongólia e obtiveram imagens de cabras sendo abusadas e feridas. A gigante de moda cotidiana H&M abandonou a “caxemira convencional” – o único tipo que vende – após uma exposição da indústria pela ONG vegana PETA.

A PETA Asia filmou fazendas de caxemira e matadouros na China e Mongólia – os dois países responsáveis por 90% da produção mundial de caxemira.

A filmagem mostra os trabalhadores segurando as cabras, que choram de dor quando suas pernas estão dobradas e seus cabelos arrancados com pentes de metal afiados. Ele também mostra animais sendo atingidos na cabeça com um martelo e tendo suas gargantas cortadas na frente dos outros.

H&M abandona o uso de caxemira

De acordo com a H&M, a empresa deixará de fazer pedidos de caxemira até o final de 2020, em uma tentativa de abordar o que descreve como “os desafios ambientais e de bem-estar animal do fornecimento de caxemira”.

“Se a indústria de caxemira no futuro satisfizesse nossos critérios de sustentabilidade, poderíamos pensar em voltar para a caxemira virgem novamente”, disse a H&M em seu site.

“Além do nosso trabalho para melhorar o setor, também continuaremos a buscar alternativas com uma sensação e um valor igualmente grandes para os clientes, como a caxemira, mas com menos impactos ambientais.”

H&M

“A H&M – a segunda maior varejista de peças de vestuário do mundo – concordou em proibir a caxemira ‘convencional’ (o único tipo que vende) como resultado da investigação”, disse a PETA em um comunicado enviado ao Plant Based News. “A ASOS havia anteriormente banido a caxemira após conversas com a PETA, e depois de receber as conclusões dessa nova investigação, a empresa deu o passo final de remover todas as ações restantes de caxemira de seu site.”

“Pelos de cabra apavoradas são arrancados, e então os animais são atingidos por martelos e espancados até a morte – tudo para fazer cachecóis de caxemira e lenços”, acrescentou a diretora da PETA, Elisa Allen. “A PETA pede a todos os varejistas que sigam a H&M e a ASOS abandonando a caxemira e pedindo aos consumidores que deixem de comprar itens produzidos com crueldade”.

A PETA sugere que varejistas e consumidores optem por alternativas veganas, de menor impacto ao caxemira e lã, incluindo bambu, tencel, cânhamo, modal, viscose, algodão orgânico e caxemira de soja, que é um subproduto da produção de alimentos de soja.

Refeição vegana é um direito dos estudantes na Escócia

Por David Arioch

“Qualquer pai ou responsável que peça uma refeição para atender às necessidades de uma dieta especial, que inclui refeições veganas, será atendido” (Foto: SSP)

Refeição vegana é um direito dos estudantes na Escócia, e isso tem sido reforçado por uma iniciativa legal da organização Go Vegan World. Recentemente, um distrito escolar em East Renfrewshire se recusou a oferecer refeições veganas a pedido dos pais.

Então a Go Vegan World entrou com uma ação alegando que não oferecer refeições veganas é uma violação dos direitos humanos. A organização destacou que os veganos, que têm uma alimentação em conformidade com a sua filosofia de vida, têm direito à mesma proteção que aqueles que possuem crenças religiosas.

“Eles têm o direito de viver de acordo com sua convicção moral de que é errado matar outros animais e não devem ser discriminados por isso”, reforçou a representante legal da Go Vegan World, Barbara Bolton em publicação do Evening Times do último domingo.

E acrescentou: “Estamos trabalhando para que os veganos tenham as informações necessárias para questionar violações de direitos, seja por falta de alimentos adequados na escola, hospital ou prisão; ou dificuldades no trabalho ou algum tipo de doutrinação na escola que entre em conflito com a filosofia de vida vegana.”

Como resultado da ação da Go Vegan World, as opções veganas estão sendo oferecidas mediante solicitação. O porta-voz do Conselho de East Renfrewshire declarou que eles atendem a uma gama de necessidades dietéticas, e que os veganos também estão incluídos.

“Qualquer pai ou responsável que peça uma refeição para atender às necessidades de uma dieta especial, que inclui refeições veganas, será atendido para garantir que continuemos a oferecer um cardápio variado que é inclusivo para todos”, garantiu.