ANDA lança campanha coletiva para reconstruir site após ser atacada por hackers

Divulgação

A ANDA, em parceria com o e-commerce Sítio do Bem, lançou hoje (08) uma campanha de financiamento coletivo (veja aqui) para reconstruir o site após ser atacada por hackers e ter toda a estrutura do portal destruída. Há aproximadamente um ano, o site vem sofrendo uma série de invasões e ataques que comprometeram o portal da ONG.

Os ataques tiveram início em julho de 2018, após a ANDA publicar uma série de matérias denunciando a política contra os animais e o meio ambiente do então candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e também sobre os agrotóxicos (relembre aqui). Desde então os ataques se tornaram frequentes e mais agressivos. Contas nas redes sociais da ONG foram invadidas e bloqueadas. Há cerca de 15 dias, o site foi invadido e teve toda a sua estrutura quebrada, funcionando atualmente em um modo de visualização básica, mantendo seu compromisso de dar voz à causa animal.

A resiliência da equipe da ANDA de continuar trabalhando sete dias por semana, publicando 40 notícias checadas e produzidas pela redação vem incomodando grupos contrários à defesas dos direitos animais e do meio ambiente, que através do Facebook fizeram comentários levianos, acusações e ameaças (veja foto abaixo). Grande parte dos haters (pessoas que postam comentários com discurso de ódio no ambiente virtual) se identificam em seus perfis como médicos veterinários e acusam a ANDA de ser uma organização criminosa por defender a compaixão, o veganismo e um mundo livre de violência contra todas as espécies.

Reprodução | Facebook

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A ANDA lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha com o objetivo de arrecadar R$33 mil até o dia 07 de julho de 2019. Deste valor, R$28 mil serão destinados exclusivamente à reconstrução do site, enquanto os R$5 mil restantes serão usados para cobrir taxas e outras despesas.

Para premiar os colaboradores, o Sítio do Bem, e-commerce especializado em camisetas temáticas para quem é apaixonado por animais, sorteará cupons de compras no valor de 50 reais entre os doadores, que poderão ser resgatados em produtos no site. Ao final da campanha, todos os doadores receberão um agradecimento público no novo site da ANDA.

Para doar acesse: http://vaka.me/563625

Também é possível colaborar realizando depósitos diretamente na conta corrente da ANDA e enviando o comprovante para o e-mail faleconosco@anda.jor.br:

Agência de Notícias de Direitos Animais
CNPJ: 12.164.456/0001-76
Banco Itaú
Ag. 00367 c/c 82489-3

Para mais informações basta enviar um e-mail para faleconosco@anda.jor.br.

Decreto de Bolsonaro retira exigência de caçador comprovar necessidade para obter porte de arma

O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (7) retirou a exigência, prevista no Estatuto do Desarmamento para obter o direito ao porte de armas, de comprovar “efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física” para determinadas categorias, dentre elas, o colecionador ou o caçador com Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pelo Comando do Exército.

Foto: Marcos Corrêa/PR

O direito ao porte é uma autorização para transportar a arma fora de casa. O decreto facilita o acesso ao porte para as seguintes categorias:

  • Instrutor de tiro ou armeiro credenciado pela Polícia Federal
  • Colecionador ou caçador com Certificado de Registro de Arma de Fogo expedido pelo Comando do Exército
  • Agente público, “inclusive inativo”, da área de segurança pública, da Agência Brasileira de Inteligência, da administração penitenciária, do sistema socioeducativo, desde que lotado nas unidades de internação, que exerça atividade com poder de polícia administrativa ou de correição em caráter permanente, ou que pertença aos órgãos policiais das assembleias legislativas dos Estados e da Câmara Legislativa do Distrito Federal
  • Detentor de mandato eletivo nos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando no exercício do mandato
  • Advogado
  • Oficial de justiça
  • Dono de estabelecimento que comercialize armas de fogo ou de escolas de tiro ou dirigente de clubes de tiro
  • Residente em área rural
  • Profissional da imprensa que atue na cobertura policial
  • Conselheiro tutelar
  • Agente de trânsito
  • Motoristas de empresas e transportadores autônomos de cargas
  • Funcionários de empresas de segurança privada e de transporte de valores

Segundo o Estatuto do Desarmamento, para ter direito ao porte é preciso ter 25 anos, comprovar capacidade técnica e psicológica para uso de arma de fogo, não ter antecedentes criminais, nem estar respondendo a inquérito ou processo criminal, e ter residência certa e ocupação lícita. A comprovação de necessidade do porte também consta no Estatuto, mas foi alterada pelo decreto presidencial, que estabeleceu que essa comprovação será entendida como cumprida para determinadas categorias. As informações são do G1.

O texto do decreto também muda as regras sobre a importação de armas e o número de cartuchos que podem ser comprados.

Para Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, o decreto contorna a limitação imposta pela lei do Estatuto do Desarmamento. “O presidente está legislando por decreto. Há projetos de lei em tramitação no Congresso para dar porte de armas para agente socioeducativo, oficial de Justiça… Se esses projetos estão lá e não foram aprovados, como pode o presidente, por decreto, passando por cima do Congresso, conceder porte de armas para essas categorias?”, questiona Langeani.

Conrado Gontijo, doutor em direito penal pela USP e professor de pós-graduação da Escola de Direito do Brasil (EDB), reitera o posicionamento de Langeani sobre o decreto contrariar a legislação.

“O pretendente ao porte deve demonstrar a necessidade que ele tem, na sua realidade de vida, de ter o porte da arma. O Estatuto do Desarmamento considera que deve haver um exame individualizado. Nesse ponto, eu acho que pode ver um questionamento sobre a legalidade do decreto. O decreto não pode contrariar aquilo que a lei diz”, afirma.

Ativistas pelos direitos animais e ambientalistas também criticam o decreto, devido ao risco que a facilitação ao acesso a armas por parte de caçadores representa para os animais silvestres. Nesta semana, artistas criaram uma campanha contra a medida. O foco da campanha é a defesa da vida selvagem.

Confira a íntegra do decreto clicando aqui.

Cães comunitários podem ser expulsos de cemitério de Osasco (SP), onde vivem há mais de dez anos

Negão é um cão idoso que dificilmente sobreviverá ao impacto de uma expulsão do Cemitério Santo Antônio de Osasco (SP), onde vive há 15 anos. Aliás, Negão é protegido pela lei estadual 12.916/2008, que institui a figura do “cão comunitário”, mas talvez ele sofra e até morra antes de uma remoção abrupta, já que a Secretaria de Meio Ambiente – SEMA quer proibir também que ele e outros 9 cães do cemitério continuem sendo alimentados.

O cão Negão vive há 15 anos no Cemitério Santo Antônio (Foto: Arquivo Pessoal)

Janaína Dornelas é uma das responsáveis pela manutenção dos cães. Ela faz parte da ONG “Animais Alzira”, que tem sob sua tutela mais 35 animais em lares temporários e na casa de uma antiga protetora da região. “Fui surpreendida com a triste notícia de que a secretaria de meio ambiente tinha retirado as casinhas dos cães, algumas que eu havia acabado de comprar e que estavam lá com autorização da antiga administração. Também pediu a retirada dos animais e não quer deixar que a gente dê comida e água”, conta.

A protetora diz ainda que cuida dos cães há oito anos e que não há registro de incidente com eles: “Nunca atacaram ninguém. São conhecidos dos funcionários do cemitério e da comunidade”. Além do Negão tem o Sorriso, Vermelhinho, Orelha, Pretico, Caramelo 1 e 2, Preta, Gorda e Mãe.

As castrações e cuidados médicos saem do bolso da protetora que se mostra apreensiva com o futuro dos cães. “O CCZ de Osasco disse que não tem espaço para eles, então o que farão com esses cachorros que não atrapalham ninguém? A casa deles é o cemitério!”.

Caramelo é um dos cães comunitários que pode ser expulso (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a lei 12.916, “o animal reconhecido como comunitário será recolhido para fins de esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal”. Isso significa que esses animais podem e devem ser oficializados como comunitários nos CCZs de SP.
A lei também diz que “cão comunitário é aquele que estabelece com a comunidade em que vive laços de dependência e de manutenção, embora não possua responsável único e definido”, ou seja, exatamente a condição de Negão e de seus companheiros.

Cão Grandão voltou para o Cemitério da Saudade

Caso semelhante ocorreu ano passado com o cão Grandão, morador do Cemitério da Saudade de Poços de Caldas (MG) . Grandão adotou o cemitério como sua casa depois que seu tutor morreu. Ficou cuidando do túmulo durante muito tempo, virou notícia, ganhou fãs, mas mesmo assim a secretaria de meio ambiente da cidade pediu a “remoção” dele.

Lei 12.916 de 2008 institui a figura do cão comunitário (Foto: Arquivo Pessoal)

Numa tentativa de evitar que Grandão fosse parar numa baia do CCZ, por três vezes conseguiram adoção para ele. Tudo em vão. Grandão dava um jeito de fugir e voltar para o cemitério. Vale lembrar que em MG também existe a lei 21.970/2016 garantindo aos cães comunitários o direito de permanecerem em locais públicos desde que mantidos e monitorados pela comunidade.

Em novembro de 2018, a guerra parecia perdida quando Grandão foi finalmente arrastado para o CCZ. A depressão o fez emagrecer, definhar. Uma petição em favor de sua permanência no cemitério angariou quase 10 mil assinaturas e Grandão voltou para o cemitério em janeiro deste ano.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal.

Cavalo abandonado agoniza até a morte em Goiânia (GO)

Um cavalo agonizou até a morte em uma área de preservação ambiental no Setor Jardim Petrópolis, em Goiânia (GO). O caso será investigado pela Polícia Civil.

Foto: Lasara Felizardo Nunes/Arquivo pessoal

A aposentada Lasara Felizardo Nunes, de 67 anos, encontrou o animal ainda com vida, bastante debilitado e desnutrido, na tarde de sábado (4). Ela afirma que tentou buscar ajuda com órgãos públicos, mas não teve sucesso. Quando retornou ao local à noite, encontrou o cavalo morto.

“Me assustei. Coitado. Jogaram ele ali para morrer sem nenhuma assistência, sem nada. É terrível. A gente fica indignada”, disse ao G1.

Segundo a aposentada, outros cavalos costumam pastar na região, mas aquele foi visto por ela pela primeira vez. Lasara acionou a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para retirar o corpo do animal do local, que afirmou ter feito o serviço no mesmo dia.

A empresa explicou que retira, por mês, cerca de 80 corpos de animais de pequeno e grande porte. Disse também que, em caso de falecimento de animais em área particular, a responsabilidade é do tutor.

Foto: Lasara Felizardo Nunes/Arquivo pessoal

O caso será investigado pelo titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o delegado Luziano de Carvalho.

“Precisamos tentar localizar o tutor. Todo cavalo tem um tutor, não existe cavalo em situação de rua. Esse animal poderia estar doente e, neste caso, se houve o abandono, é considerado um crime ambiental”, explicou.

De acordo com o delegado, em casos como este, a população deve acionar a Dema. Em nota, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) disse que não recebeu nenhum pedido sobre o caso e que se tivesse recebido, teria acionado a Zoonose.

Produção de azeite, estradas e hidrelétricas ameaçam espécies de animais

A produção de azeite de dendê, também conhecido como óleo de palma, a construção de estradas e as represas hidrelétricas estão destruindo a floresta tropical Leuser, na ilha de Sumatra, na Indonésia, em um ritmo preocupante, e colocando em risco espécies de animais que habitam o local.

O agricultor Lahmudin é um dos que trabalham extraindo azeite de dendezeiros – uma espécie de palmeira – em uma área remota de Aceh, em um espaço que faz parte da floresta. “Este campo fazia parte da floresta”, diz o agricultor. Segundo ele, há cerca de uma década a floresta começou a ser desmatada porque as pessoas precisavam plantar dendezeiros para conseguir dinheiro. “Essa é a única coisa que os moradores locais podem fazer”, afirma.

Foto: BBC

Nos últimos 20 anos, mais de 110 mil hectares de floresta primária foram destruídos em Leuser. Com isso, os animais ficaram mais próximos dos humanos, devido à perda de habitat. No distrito de Bener Meriah, em Aceh, à beira da floresta, elefantes frequentemente pisoteiam plantações. Para afastá-los, os moradores estão plantando citronela, já que esses animais não se aproximam desse tipo de capim, que acaba sendo vendido aos exportadores para a fabricação de perfumes e medicamentos.

Segundo Yusuf, as famílias gostam dos elefantes, mas “precisam de seu sustento”, que vem das plantações. As informações são do jornal BBC News.

A situação da floresta, no entanto, tem prejudicado os animais. Em Singkil, ao sul de Bener Meriah, onde a maior parte da terra abriga plantações de palmeiras, um orangotango foi encontrado preso a uma moita de dendezeiros. As propriedades locais estão fragmentando o habitat do animal e limitando a quantidade de alimentos dos quais ele necessita para sobreviver. Há casos, também, de agressão contra esses animais. Um deles foi alvejado com 15 tiros de rifle. “Os moradores locais os veem como um incômodo”, diz Krisna, um trabalhador de resgate do Centro de Informações Sobre Orangotango (CIO).

Os orangotangos, quando filhotes, também são vítimas do tráfico de animais. Capturados, eles são comercializados para pessoas que os mantêm em cativeiro. Quando crescem, devido à força que possuem e à quantidade de alimento que consomem, muitos deles são mortos ou abandonados.

Sri Lia foi uma dessas pessoas que compraram um filhote de orangotango. Com três anos de idade, o animal foi entregue à CIO. “Ele está crescendo e não sabemos o que ele precisa”, afirma Sri. O filhote viveu a vida preso em uma gaiola, de onde saía apenas aos finais de semana.

Foto: BBC

“Essas pessoas sempre dizem que amam os orangotangos. Na verdade, o que minha equipe faz é um verdadeiro ato de amor pelo orangotango. Amar não significa posse”, lembra Krisna.

Apesar de ser crime manter um animal selvagem em casa na Indonésia, ninguém nunca foi punido. “Dos nossos cinco anos de experiência, a maioria dos orangotangos foi confiscada de pessoas poderosas e educadas, como policiais ou oficiais do governo”, afirma Panut Hadisiswoyo, diretor da OIC. O governo indonésio nega. “Eu nunca recebi um relatório sobre isso”, diz o principal funcionário público do Ministério do Meio Ambiente.

O governo, porém, não tem programas de resgate de orangotangos. O serviço, portanto, acaba sendo feito por ONGs como o Programa de Conservação do Orangotango de Sumatra (PCOS), em Sumatra do Norte.

De acordo com Ian Singleton, diretor da PCOS, a Indonésia perde entre 100 e 200 orangotangos por ano. “As estradas são o maior problema”, afirma. As rodovias fragmentam o habitat dos animais e abrem a floresta para a plantação e a mineração, prejudicando as espécies.

Na aldeia de Lesten, no coração de Leuser, muitos trechos de floresta estão sendo dizimados. A área é remota e as 75 pessoas que a habitam estão decidindo se irão deixá-la para que no local seja construída uma barragem hidrelétrica. A dúvida veio após a empresa PT Kamirzu prometer uma vida melhor à comunidade caso a mudança seja feita. “Foram-nos prometidas instalações como casas de 45 metros quadrados, mesquitas, escolas, uma prefeitura e também instalações médicas”, disse Saturudin, o secretário da aldeia.

Foto: BBC

Caso a empresa mantenha as promessas, Saturudin afirma que há uma grande chance da aldeia se mudar. No entanto, caso a hidrelétrica seja construída, a obra irá cortar a última rota de migração restante para os elefantes de Sumatra, única espécie de elefantes no mundo criticamente ameaçada de extinção.

“Este é o último corredor intacto que ainda temos. Se perdermos o habitat, ele fragmentará a população de elefantes e os levará à extinção”, disse Farwiza Farhan, de uma organização local.

Para Singleton, é impossível deter completamente o declínio da vida selvagem de Leuser neste momento. “O objetivo é atrasá-lo o máximo que pudermos, de modo que, quando a Indonésia puder proteger melhor a floresta remanescente, ainda restem alguns orangotangos e outras espécies”, conclui.

Filhote de cachorro cai em bueiro e é resgatado por bombeiros em MG

Um filhote de cachorro caiu dentro de um bueiro em Montes Claros (MG) e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros, na madrugada de segunda-feira (6). Os militares foram acionados por moradores da região. O cachorro caiu na entrada da boca de lobo, na rua Coronel Spyer, e não conseguiu sair sozinho.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Quando os bombeiros retiraram a tampa de concreto do bueiro, o filhote se assustou e caminhou por cinco metros dentro da tubulação, dificultando o resgate. Os militares decidiram, então, manter uma certa distância para que o animal voltasse para a ponta do bueiro e pediram para que um vigia buscasse a mãe do filhote, que, ao se aproximar, o atraiu. Um dos bombeiros desceu dentro do buraco e pegou o cão. As informações são do G1.

“Como eu era o menor da guarnição, desci. Percebi que ele se assustou e entrou cinco metros para dentro do cano. Era impossível acessá-lo, porque nosso equipamento de segurança é mais largo e mais curto. Não teria como retirá-lo da maneira convencional. O pessoal que solicitou chamou a cadela. Quando ela chegou, ficamos fazendo barulho para chamá-lo, ele se aproximou e puxei ele pela cabeça. Se não fosse a cadela, não iriamos conseguir retirá-lo pela largura do cano”, conta o sargento Kollek Pereira, do Corpo de Bombeiros.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Segundo o militar, resgatar o filhote foi gratificante. “Foi muito boa a sensação de ter conseguido retirá-lo, principalmente porque teve a participação da mãe, foi fundamental. Quando puxei ele pela cabeça e ele não estava ferido foi muito bom. Se a cadela não tivesse se aproximado, nós não iriamos poder deixar um bueiro do Centro da cidade aberto e, caso chovesse, ele iria morrer afogado. A gente sente que conseguiu cumprir a missão”, comemora o sargento.

Após ser resgatado, o filhote foi entregue a um morador da região. De acordo com os bombeiros, o filhote e a mãe dele vivem em situação de rua, em um lote vago nas proximidades do bueiro, e recebem cuidados da vizinhança, que se reveza para dar água e comida para eles.

Ao final dos trabalhos, os bombeiros recolocaram a tampa do bueiro no local.

Mercado de leites vegetais deve valer mais de US$ 12,1 bi até 2024

Por David Arioch

Rápida expansão do mercado de bebidas não lácteas é associada ao crescimento da preferência por alimentos veganos (Foto: Getty)

O mercado global de leites vegetais foi avaliado em nove bilhões de dólares em 2018. E a projeção é de que esse mercado cresça substancialmente até 2024.

Segundo relatório concluído no mês passado pela Research and Markets, a previsão é de que o mercado global de leites vegetais ultrapasse o valor de 12,1 bilhões de dólares até 2024, com uma taxa de crescimento anual composta de 4,91%.

De acordo com a pesquisa, isso se deve a uma mudança de hábitos por parte dos consumidores que estão buscando alternativas vegetais por considerá-las mais saudáveis do que as bebidas baseadas em laticínios.

Além disso, a rápida expansão do mercado de bebidas não lácteas é associada ao crescimento da preferência por alimentos veganos.

O relatório que cita o Brasil como um dos mercados que está se abrindo cada vez mais para essas alternativas destaca o crescimento da oferta e demanda de bebidas à base de amêndoas, soja, coco, arroz, aveia, entre outros.

No Brasil, segundo a Embrapa, a indústria leiteira viveu um período de estagnação em 2018. Inclusive no primeiro semestre do ano passado houve um decréscimo de 0,3% e o Brasil fechou o ano com um volume anual menor do que o de 2014.

O mercado brasileiro de alternativas aos laticínios cresceu 51,5% em 2018, e ofertas à base de soja, arroz, aveia, coco e amêndoas lideraram uma movimentação de R$ 545 milhões, segundo a empresa global de consultoria Euromonitor International.

E falando de crescimento global envolvendo não apenas leites vegetais, mas todas as alternativas aos laticínios, a previsão é de crescimento global de mais de 40% até 2023, segundo a ResearchandMarkets.

Há também uma previsão de que os iogurtes à base de vegetais podem superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte, segundo relatório da Data Bridge Market Research (DBMR), que considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e o crescimento da procura e da oferta por alternativas baseadas em vegetais.

Cavalo abandonado com ferimentos é resgatado em Petrópolis (RJ)

Um cavalo abandonado com grandes ferimentos no corpo foi resgatado na tarde de domingo (5) em Petrópolis, na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. O animal foi deixado preso a um poste, sem espaço para se movimentar e sem água e comida. Ele estava no bairro Roseiral, foi salvo pela Guarda Municipal e levado para um curral no distrito de Itaipava.

Foto: Divulgação/Guarda Municipal

“O registro de maus-tratos foi feito e a investigação será realizada para punir o responsável por esse crime”, disse ao G1 o comandante da Guarda, Jeferson Calomeni.

A Coordenadoria de Bem-Estar Animal (Cobea) informou que o cavalo foi examinado por um médico veterinário e passará por exames. Segundo o órgão, o animal está desidratado, com grau extremo de enfraquecimento, ferimentos e grande quantidade de ectoparasitas pelo corpo. Ele foi medicado com antibiótico e anti-inflamatório e vai receber medicação contra carrapatos.

O sangue do cavalo será coletado ainda nesta semana para que sejam feitos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e de Mormo, que são obrigatórios para que os animais sejam mantidos no curral.

“O resultado sendo negativo, acontece a microchipagem desse animal, dando entrada oficial no curral. No futuro, quando forem adotados, podemos acionar o tutor caso aconteça novamente o abandono”, explicou Elisabete Amorim, coordenadora da Cobea.

A Guarda Municipal afirmou que o pai do tutor do animal foi identificado e será chamado para prestar depoimento na 105ª Delegacia de Polícia (DP), onde o caso foi registrado.

Homem é preso após ser flagrado estuprando cadela em Ubajara (CE)

Um homem de 29 anos foi flagrado estuprando uma cadela na madrugada de segunda-feira (6) em Ubajara, no Ceará. A tutora do animal presenciou o abuso sexual e acionou a Polícia Militar, que prendeu o agressor para realização dos procedimentos legais.

A cadela chorou de dor, chamando a atenção da tutora, que quando foi procurá-la encontrou o homem, bêbado e drogado, cometendo o abuso. As informações são do portal G1.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

“A tutora entrou em contato com a Polícia Militar nos informando sobre o ocorrido e logo em seguida chegamos no local, onde encontramos o suspeito deitado na rua com a cadela sangrando do lado”, disse o delegado do Destacamento de Ubajara.

“Eu ouvi a minha cachorra gemendo e já tinha visto esse homem bebendo na minha calçada. Quando ela começou a latir e chorar eu corri, pois pensei que ele estava matando ela. Quando cheguei na rua, encontrei ele abusando da minha cadela”, disse a tutora, que preferiu não ser identificada.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, quem cometer maus-tratos a animais, dentre eles a prática de abuso sexual, poderá ser condenado a detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode sofrer um aumento de um sexto a um terço.

Aprovada em 2018 pela Câmara dos Deputados, uma proposta pretende aumentar a pena para maus-tratos a animais, passando para quatro anos de detenção. A medida propõe ainda que a zoofilia se torne um agravante, podendo aumentar a pena em um terço. O projeto aguarda votação no Senado.

Burros são explorados para servir bebida em casamentos

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

Burros são animais selvagens, extremamente inteligentes e dóceis, esses equinos parentes dos cavalos são explorados pelos humanos para transporte e movimentação de cargas, turistas, e mais recentemente como garçons de festas.

Uma empresa americana chamada Little Burro Events (Eventos Pequeno Burro, na tradução livre), com sede na Califórnia (EUA), aluga seus dois mini-burros – Zoey e Burrito – para qualquer ocasião especial, celebrações, aniversários e casamentos, amarrando cestas em suas costas com as quais os animais circulam pela festa servindo e entretendo os presentes.

Obrigados a carregar diversas (e pesadas) garrafas de bebidas distribuídas em cestas pelas laterais de seu corpo, colocadas em cestas coloridas, que terão que carregar durante o evento para o qual foram contratados os animais são explorados em silêncio e inúmeras vezes. Com o objetivo fútil e cruel de servir os convidados e a ficar andando pelo ambiente com o peso a tiracolo, fantasiados com enfeites desconfortáveis e incômodos os animais são usados como enfeite pela empresa gananciosa.

A empresa vende o serviço cruel anunciando 90 minutos em que os animais “farão rondas na festa, carregando as bebidas e copos e posarão para fotografias com os seus convidados”.

O site diz: “Nós somos a principal companhia de mini-burros para bebidas do norte da Califórnia e ficaríamos honrados em fazer parte de sua ocasião especial. Há uma variedade de opções de eventos e podemos personalizar qualquer evento para torná-lo ainda mais especial e inesquecível”.

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

Dedicados a ganhar dinheiro às custas dos animais, os empresários vendem abertamente as qualidades dos burros como se eles fossem produtos a serem utilizados e dispostos como for do gosto do cliente.

“Com a natureza dócil dos burros em miniatura e suas adoráveis personalidades, você verá quão rapidamente eles fazem de um bom evento um evento memorável e especial sobre o qual todos falarão nos próximos anos. Vestidos para impressionar, esses pequenos burros certamente tocarão os corações de muitos “.

“Mas, como você pode imaginar, usar o trabalho e as qualidades dos animais para tornar o seu grande dia especial, não é barato”.

“Se você quer ter Zoey ou Burrito no seu baile, vai custar mil dólares por uma hora (mínimo) ou 1.500 dólares por 90 minutos”.

“E se você quiser ter o par de burrinhos, eles custarão 2 mil dólares por uma hora e 3 mil por 90 minutos. O site continua: “Você pode ter certeza de que os burros chegarão pelo menos 30 minutos antes do evento e estarão limpos, com acessórios colocados e prontos para trabalhar”.

Os pobres animais são oferecidos e descritos como mercadorias dispostas em prateleiras prontas para serem compradas e descartadas desde que se pague o preço por elas.

“Haverá de um a dois manipuladores por animal para ajudar a servir a bebida do evento, com direito a fotos, e para responder a quaisquer perguntas relacionados aos nossos amados pequenos burros”.

Os explorados alegam ainda que os pequenos burros “normalmente” podem carregar metade do seu peso, mas que eles limitam a carga a 45 libras (cerca de 20 kg) por razões de segurança. “Eles carregaram tudo: garrafas de água, cerveja, barris de vinho, champanhe, tequila e materiais de marketing. Se não for muito pesado, pode ser tão criativo quanto você gostaria”, diz a empresa.

Foto: Jornal Metro

Foto: Jornal Metro

E os exploradores vão mais longe mencionando até as necessidades orgânicas dos animais, avisando que os burros vão até a festa “equipados” com sacos coletores que são específicos para coletar a “bagunça”.

“Little Burro Events irá tornar sua festa única”, concluem os empresários inescrupulosos.