DxE SP vai realizar manifestação contra o consumo de animais no Dia das Mães

Por David Arioch

Os membros do DxE vão percorrer ruas e estabelecimentos de São Paulo no domingo (Foto: DxE São Paulo)

O grupo Direct Action Everywhere (DxE) São Paulo vai realizar uma manifestação contra o consumo de animais no próximo domingo, no Dia das Mães.

Os membros vão percorrer ruas e estabelecimentos de São Paulo, visando conscientizar sobre a importância de mães de outras espécies terem o direito à liberdade, amor e respeito, assim como o direito à companhia de seus filhos, segundo o DxE.

O grupo faz uma referência ao fato de os bezerros serem separados precocemente das vacas, como parte da realidade comum da cadeia de produção leiteira.

A manifestação terá como ponto de encontro a Estação Oscar Freire, do metrô, de onde os manifestantes devem partir às 13h. Para participar, basta estar no local nesse horário. Os cartazes utilizados durante a manifestação serão disponibilizados pelo DxE.

ONG Four Paws resgata 47 animais mantidos em zoo em Gaza

Por David Arioch

Animais foram encaminhados para o santuário da vida selvagem Al Ma’wa for Nature and Wildlife, na Jordânia (Foto: Four Paws/Divulgação)

A organização Four Paws International resgatou 47 animais do zoológico de Rafah, na Faixa de Gaza no mês passado. Entre os resgatados estavam leões, macacos, lobos, porcos-espinhos, raposas, avestruzes, emas, aves exóticas, cães, gatos e uma hiena.

De lá, os animais foram encaminhados para o santuário da vida selvagem Al Ma’wa for Nature and Wildlife, na Jordânia, com exceção dos leões enviados para o santuário Lionsrock, na África do Sul, que é mais apropriado para grandes felinos.

Além dos animais estarem vivendo em condições insalubres, segundo a Four Paws, outro problema é que eles poderiam ser pegos no fogo cruzado entre israelenses e palestinos. A organização lamenta que em janeiro quatro filhotes de leões congelaram até a morte no zoológico de Rafah em decorrência do frio extremo e da negligência.

Outro caso de maus-tratos envolve uma leoa que teve as unhas cortadas para que os visitantes do zoológico pudessem” brincar com ela”.

“Vários outros animais morreram no zoológico por causa da completa falta de cuidados veterinários. Essa missão de resgate foi adiada várias vezes devido à escalada da violência e ao fechamento de fronteiras na região de Gaza”, justifica a organização.

No entanto, o chefe da missão Amir Khalil, que é médico veterinário, declarou que durante o transporte dos animais houve uma união que contribuiu para que tudo acabasse bem.

“Graças à cooperação de todas as autoridades foi possível trazer os animais em segurança. De Israel à Palestina e à Jordânia, foi impressionante ver como essas três nações trabalharam juntas pelos animais de Rafah”, enfatiza Khalil.

Saiba mais

A Four Paws atua na Faixa de Gaza desde 2014 e já havia resgatado todos os animais de dois zoológicos em 2014 e 2016 – de Al-Bisan e Khan Younis. O trabalho deve prosseguir ainda para a retirada de animais de mais dois zoológicos situados em Gaza.

ONGs, pesquisadores, artistas e políticos assinam manifesto contra a caça a animais

Instituições da sociedade civil, técnicos, pesquisadores, artistas e políticos assinaram um manifesto contra projetos de lei que visam liberar a caça a animais silvestres no Brasil.

O manifesto lembra que existem atualmente quatro propostas na Câmara dos Deputados que querem liberar a caça. “Todas elas ignoram o Princípio da Dignidade Animal (art. 225, §1º, VII, da Constituição Federal de 1988), e de que animais são seres sencientes (Tratado de Amsterdã, 1999 e Declaração de Cambridge, 2012), não podendo ser
tratados como meras coisas ou mercadorias que podem ser mortos para diversão ou comercialização”, diz o documento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

De acordo com o manifesto, os projetos contrariam a opinião da maioria da população brasileira, que é contra a caça. “Em 2003, o PNUD/IBAMA realizou a mais abrangente pesquisa para aferir o que pensa o brasileiro sobre a caça. Denominada “Pesquisa de Opinião Pública – Utilização de Animais Silvestres”, envolveu um público aleatório de 1.676 pessoas, nas 27 unidades federativas brasileiras, totalizando 81 (oitenta e uma) cidades (incluindo todas as capitais dos estados brasileiros). Os entrevistados em momento algum souberam que o contratante era o IBAMA, para não influenciar nos resultados. Uma das perguntas do questionário, a ser respondida com “sim” OU “não”, foi a seguinte: “Deve ser permitido caçar animais?”. O resultado apontou que dos pesquisados, 1.521/1.676 (90,8%) são contra a caça, 92/1.676 (5,5%) são favoráveis e 63/1.676 (3,7%) não souberam ou não responderam”.

O documento expõe também a existência de “diversas outras manifestações da sociedade civil, do Ministério Público e da população foram realizadas, demonstrando a ampla rejeição aos projetos que pretendem liberar a caça, especialmente o PL 6.268/2016”, como as “cerca de 400 mil assinaturas eletrônicas (nas plataformas Change, Avaaz e outras) já foram coletadas contra o referido PL, sendo a mais conhecida a da Change.

Os responsáveis pelo manifesto também expuseram argumentos contrários à caça, dentre eles, o fato da fauna brasileira ser de alta biodiversidade e de baixa densidade populacional por espécie, o alto endemismo da fauna e a possibilidade de grande instabilidade nas populações faunísticas serem causadas pela caça, a falta de recursos humanos, logísticos e financeiros dos órgãos fiscalizadores e o risco de animais de outras espécies serem mortos pelos caçadores.

“A eventual aprovação destes PLs e a liberação da caça no Brasil também acarretará em implicações na
diminuição da geração de renda e empregos com atividades de turismo da natureza, bem como ameaças à
segurança pública e privada. Os biomas brasileiros atraem turistas do mundo todo. Caso seja liberada a caça,
haverá um declínio drástico da fauna em locais turísticos, como Amazônia e Pantanal Mato-grossense, e uma
consequente redução de turistas e de divisas para o país”, afirma o documento.

No texto, consta também o estímulo à violência, inclusive de crianças, por parte da prática da caça. “Ademais, a segurança àqueles que frequentam áreas naturais pode ser drasticamente afetada. Em uma rápida procura no Google é possível encontrar notícias sobre acidentes com caçadores ou terceiros (trabalhadores rurais, pesquisadores em atividades de coleta de campo, observadores de aves e trilheiros da natureza), vítimas de acidentes com armas e armadilhas durante caçadas”, afirma. “Na França, por exemplo, durante a temporada de caça 2017-2018, o Office National de la Chasse et de la Faune registrou 113 acidentes, incluindo 13 mortes (3 dos mortos não eram caçadores). Em 2013, mais de 7.000 americanos estiveram envolvidos em acidentes de caça”, completa.

O documento trata também do aumento da violência no campo, “uma vez que naturalmente haverá
conflito de interesses entre proprietários rurais que não desejam a atividade em suas propriedades”.

Por fim, o manifesto lembra que os cachorros explorados para caçar animais silvestres também sofrem maus-tratos. “A cada ano, cerca de 50 mil galgos são descartados na Espanha ao final da temporada de caça, que se encerra sempre no fim de fevereiro. Segundo a organização SOS Galgos, os cães são abandonados ou mortos pelos próprios caçadores – com tiros, amarrados em trilhos de trem, enforcados, degolados, queimados vivos ou lançados em poços de onde são incapazes de sair”, reforça.

Confira o manifesto na íntegra clicando aqui.

Cachorro idoso volta a andar após ficar paraplégico devido à agressão

Um cachorro idoso foi brutalmente espancado e abandonado na Turquia. A agressão brutal o deixou paraplégico. Encontrado caído próximo de uma pilha de lixo, ele foi resgatado. Apesar de tanto sofrimento, o animal abanou o rabo ao ver os voluntários.

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Khan, como passou a ser chamado, foi levado para o abrigo do “Vamos Adotar Centro de Resgate”. Os veterinários temiam o pior, mas a força de vontade do cachorro surpreendeu a todos. As informações são do portal I Love My Dog.

Com o passar dos dias, ele passou a dar sinais de recuperação. Logo, Khan iniciou a fisioterapia e, aos poucos, voltou a conseguir ficar em pé e, depois, a caminhar.

Cercado de amor e cuidados no abrigo, ele se recuperou totalmente e foi disponibilizado para adoção. Foi então que uma mulher se comoveu com a história de Khan e decidiu adotá-lo.

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Carteiro salva a vida de cachorro idoso abandonado no frio e o adota

O carteiro Nate Ohlman salvou a vida de um cachorro no estado do Missouri, nos Estados Unidos. Ele encontrou o cão em um dia extremamente frio. Temendo que o animal morresse por hipotermia, ele decidiu ajudá-lo.

Facebook/ Nate Ohlman

Nate se aproximou do cão e o chamou, foi então que ele percebeu que o animal era idoso, não enxergava e não ouvia bem. “Quando percebeu que eu estava tentando fazer com que ele se aproximasse, o cachorro veio rapidamente para perto do meu caminhão. Ele estava muito magro e com queimaduras de frio”, contou Nate ao The Dodo.

Batizado de Sloan, ele foi levado para uma clínica veterinária, onde foi diagnosticado com desnutrição severa. Do local, ele foi transferido para para o abrigo da ONG KC Pet Project.

No abrigo, o cachorro foi medicado e recebeu todos os cuidados necessários. Com cerca de 12 anos, ele é um animal da raça Pit Bull Terrier.

Após algumas semanas no abrigo, Sloan estava pronto para ser adotado. A ONG, então, decidiu ligar para Nate para saber se ele tinha interesse em ficar com o cachorro. O carteiro, então, concordou com a adoção e levou o cão pra viver em sua casa.

Audiência discute projeto que proíbe venda de animais em Santos (SP)

Uma audiência pública irá discutir, na Câmara Municipal de Santos (SP), um Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a proibição da venda de cachorros e gatos no município. O debate será realizado nesta terça-feira (7), a partir das 19h.

Foto: Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos

O projeto, de autoria do vereador Benedito Furtado, proíbe a concessão e a renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais em Santos.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é incentivar a população a adotar animais e reduzir o abandono. Para ele, é preciso “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

Furtado explicou que foram convidados para a audiência proprietários de pet shops, entidades de proteção e bem-estar animal, as Secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Ouvidoria, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Municipal de Proteção Animal, a Polícia Ambiental e a ativista e apresentadora de televisão Luisa Mell.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, afirmou o vereador ao se referir a Petz, que optou por parar de comercializar animais recentemente, após um caso de maus-tratos em um canil que repassava animais para a rede.

A Câmara Municipal está localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova.

Um milhão de animais e plantas estão ameaçados de extinção, diz ONU

O relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU), revelou que um milhão de animais e plantas estão ameaçados de extinção. Trata-se do relatório mais extenso sobre perdas do meio ambiente, elaborado por 145 cientistas de 50 países.

O estudo foi feito com base na revisão de mais de 15 mil pesquisas científicas e fontes governamentais e destacou cinco principais causas das mudanças de grande impacto no meio ambiente nas últimas décadas. São elas: perda da habitat natural, exploração das fontes naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras. As informações são do G1.

Foto: Maxim Blinko v/Shutterstock.com

Desde 1900, houve uma queda de pelo menos 20% na média de espécies nativas terrestres. O estudo concluiu também que mais de 40% das espécies de anfíbios, quase 30% dos corais e mais de um terço dos mamíferos marinhos estão ameaçados de extinção e pelo menos 680 espécies de vertebrados foram extintas desde o século 16.

“Ecossistemas, espécies, populações selvagens, variedades locais e raças de plantas e animais domesticados estão diminuindo, deteriorando-se ou desaparecendo. A rede essencial e interconectada da vida na Terra está ficando menor e cada vez mais desgastada”, disse o Prof. Settele, que participou do estudo. “Esta perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo”, completou.

A pesquisa concluiu ainda que as emissões de gás carbônico dobraram desde 1980, levando a um aumento das temperaturas do mundo em pelo menos 0,7 ºC.

Segundo os cientistas, a perda da biodiversidade é prejudicial para o meio ambiente, mas também para o desenvolvimento, a economia, a segurança e as questões social e moral do país. As atuais tendências negativas expostas, de acordo com o relatório, irão impedir em 80% o progresso das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, relacionadas a pobreza, fome, saúde, água, cidades, clima, oceanos e terra.

Três quartos do ambiente terrestre e aproximadamente 66% do ambiente marinho foram alterados significativamente por ações humanas. Em áreas indígenas e comunidades locais, as alterações foram menos severas ou até mesmo evitadas.

O estudo descobriu ainda que 1/3 das áreas terrestres e 75% da água limpa são usados para plantação e criação de animais para consumo humano. A derrubada da madeira aumentou 45%, o valor da produção agrícola, cerca de 300% e cerca de 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos a cada ano no mundo.

A produtividade da superfície global caiu em 23%, entre 100 e 300 milhões de pessoas correm risco de ser vítimas de enchentes e furacões devido à redução de habitats e de proteção da costa. Em 2015, 33% dos animais marinhos estavam sendo pescados em níveis insustentáveis e as áreas urbanas dobraram desde 1992. Além disso, desde 1980, a poluição plástica aumentou dez vezes, anualmente são despejados de 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos industriais nas águas do mundo e mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, o que representa 245.000 km², foram criadas por fertilizantes que entram nos ecossistemas costeiros.

Apesar das más notícias, o relatório apresenta soluções. Segundo os cientistas, os governos devem trabalhar em conjunto para implementar leis e uma produção mais sustentável. Na agricultura, é preciso planejar áreas de plantação que forneçam alimentos ao mesmo tempo em que protejam espécies nativas, realizar uma reforma de cadeias de suprimento e reduzir o desperdício de comida.

Para proteger a vida marinha, o relatório sugere cotas de pesca, demarcação de áreas protegidas e redução da poluição.

Escultura feita de lixo plástico critica a morte de baleias pela poluição

Artista se inspirou nas baleias de verdade que morreram ao ingerir plástico em seu organismo.

Foto: Associated Press

A quantidade de plástico descartado no mar tem crescido gradativamente ao longo dos anos, causando imensos problemas no habitat de animais marinhos. Em casos recentes, baleias morreram ao ingerir quantidades descomunais de dejetos de plástico que flutuam nas águas ao confundi-los com comida.

Para atrair a atenção para o problema, um artista nas Filipinas expôs uma instalação enorme que estranhamente se assemelha a uma baleia morta, com seu intestino feito de plástico esparramado no chão.

O artista Biboy Royong projetou a peça, denominada “O Choro da Baleia Morta” em português, para ser exposta no lado de fora do Cultural Center of Philippines. A baleia é feita de lixo, incluindo garrafas plásticas, canudos, e sacos encontrados espalhados na costa. Com 23 metros de comprimento, a intenção é de parecer com uma baleia real ao ser olhada à distância.

Foto: Biboy Royong

Royong expôs uma peça parecida em Naic, Cavite, em 2017.

É estimado que cerca de 100 mil mamíferos marinhos morrem com a poluição do plástico todo o ano, segundo dados do World Wide Fund for Nature.

Em março, a carcaça de uma baleia de 4 metros de comprimento e pesando quase 500 Kg encalhou em uma praia no Vale de Compostela nas Filipinas. O mamífero ingeriu cerca de 40 Kg de plástico, levando-a a morrer de fome e desidratação, segundo especialistas que a encontraram.

Poucos dias depois, uma baleia que estava grávida foi encontrada morta na costa de Sardinia, Itália. Ela tinha 22 Kg de plástico em seu corpo.

Filipinas é um dos maiores poluidores do oceano no mundo, de acordo com um relatório de 2015, publicado pela revista Science. Em abril de 2018, um estudante da San Beda University gravou imagens de ondas cobertas de lixo, durante uma ação voluntária de limpeza do mar.


Infelizmente, países como as Filipinas são culpados pela poluição de plástico no oceano, mesmo que os detritos sejam produzidos pelos Estados Unidos e Europa, segundo o Greenpeace.

Um relatório de março da Global Alliance for Incinerator Alternatives revelou que a Nestlé e a Unilever eram as principais fontes de poluição plástica nas auditorias de resíduos realizadas nas Filipinas.

Os países estrangeiros também enviam seus resíduos para países em desenvolvimento, como as Filipinas, para serem processados e descartados. Na semana passada, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, ameaçou travar uma guerra contra o Canadá ao longo de uma disputa de um ano sobre o lixo que o país norte-americano envia para os portos das Filipinas.

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Maior evento de produtos veganos e vegetarianos da Europa chega à China

O potencial de vendas para empresas estrangeiras já é enorme e aumentará maciçamente nos próximos anos” (Foto: VeggieWorld)

A VeggieWorld, considerada a maior feira de produtos veganos e vegetarianos da Europa, vai ser realizada na China entre os dias 17 e 19 deste mês. Segundo os organizadores, 40 marcas internacionais devem participar, atraindo pelo menos 10 mil pessoas.

“A China ainda é uma gigante adormecida no mercado de produtos veganos. O potencial de vendas para empresas estrangeiras já é enorme e aumentará maciçamente nos próximos anos”, avalia o diretor-geral da VeggieWorld, Hendrik Schelkes.

Entre as marcas que confirmaram participação estão a Beyond Meat, Green Monday e JUST – esta última criadora do “ovo vegano” baseado em feijão mungo e cúrcuma, lançado nos Estados Unidos no final de agosto de 2018.

“Oferecemos aos participantes uma plataforma especializada para testar produtos junto ao consumidor, estabelecer novos canais de vendas e trocar ideias com parceiros internacionais”, informa Schelkes.

A VeggieWorld será em Hangzhou, na província de Zhejiang, considerada a cidade com o maior número de veganos e vegetarianos na China. Além disso, a realização da feira um mês antes do Festival de Carne de Cachorro de Yulin, realizado em outra província, é vista como mais uma forma de mostrar como o consumo de animais é desnecessário.

No ano passado, o instituto de pesquisas Plant & Food (PFR), da Nova Zelândia, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Mintel e o Ministério das Indústrias Primárias da Nova Zelândia, concluiu uma pesquisa que revelou que 39% da população da China está reduzindo o consumo de carne – o que inclui chineses e estrangeiros vivendo no país.

Os participantes que representam esse percentual informaram que estão dando mais prioridade ao tofu, algas marinhas e outras fontes de proteínas de origem vegetal. O resultado chamou a atenção do governo da Nova Zelândia que tem a China como um dos maiores destinos de suas exportações.

O relatório surpreendeu também porque historicamente os chineses sempre foram grandes consumidores de carne, principalmente de porco. Porém, segundo a Plant & Food, o cenário está mudando.

O resultado também abriu um precedente para a Nova Zelândia se inteirar ainda mais do mercado de fontes de proteínas de origem vegetal. “Precisamos construir nossa compreensão do consumo de proteínas e das atitudes dietéticas nesse mercado para nos prepararmos para quaisquer mudanças futuras em relação ao comportamento do consumidor”, enfatiza o relatório.

Kim Kardashian posta foto ao lado de elefante explorado

Detalhes mostram que a famosa esteve em um local onde o animal é explorado.

Foto: Kim Kardashian | Instagram

Recentemente, a socialite Kim Kardashian publicou uma foto em seu Instagram posando ao lado de um elefante em um parque da agência de turismos Mason Adventures, em Bali. Na legenda, constava que era um santuário, mas ativistas em defesa dos direitos animais apontaram para detalhes que não indicam isso.

Em uma das fotos, claramente se pode ver que há um trabalhador do parque montado na nuca do elefante, e tal prática não é aceitável pela tortura e o sofrimento que o animal passa.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Missing Bali! 🌿🐘 and the amazing elephant sanctuary 📷 @kristennoelcrawley

Uma publicação compartilhada por Kim Kardashian West (@kimkardashian) em

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O processo de preparar o elefante para a montaria vai além da exploração. Os filhotes são tirados de suas mães, encarcerados em jaulas minúsculas, e torturados com anzóis e paus de bambu com pregos fixados. Tudo isso para forçar a sua submissão.

A coluna destes mamíferos não suporta o peso de um ser humano. Forçá-lo a carregar turistas durante um dia inteiro, repetidas vezes, pode causar lesões permanentes no animal. Aqueles que instalam uma cadeira de ferro na nuca do elefante, formam-se bolhas em sua pele, levando à infecção.

Santuários, pelo contrário, são as instituições que resgatam esses animais que sofrem com a subjugação humana; na mesma ilha em que a Kardashian estava, haviam verdadeiros santuários como Elephant Nature Park e Boon Lott’s Elephant Sanctuary que proporcionam um contato mais saudável para os elefantes.