Elefante luta contra suas correntes antes de desmaiar e morrer em parque nacional indiano

Foto: NewsLions

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Explorados até as últimas consequências os elefantes são utilizados na indústria do turismo e também no dia a dia dos indianos, para transportar cargas e em celebrações religiosas.

Livres e altamente sociais por natureza, esses animais inteligentes e belos são submetidos a vontade humana sem o mínimo respeito por sua individualidade, mortos por caçadores por seu marfim ou por troféus, outras vezes obrigados a carregar turistas em suas costas ou serem vestidos de adereços e fantasias e terem seus corpos pintados para enfeitar eventos.

Desrespeitados, agredidos e cruelmente acorrentados esses animais tem mortes tristes e solitárias, a maioria das vezes antes da previsão natural de vida de um elefante em estado selvagem, presos eles morrem afastados dos seus iguais e de seu habitat

Esse é o caso de Drona, um elefante indiano de 37 anos que teve sua morte documentada em um vídeo triste e chocante.

Após a morte do elefante os mahouts (tratadores e manipuladores de elefantes) na Índia acusaram as autoridades de negligência quando as imagens de vídeo surgiram e se propagaram pelas mídias sociais, mostrando o animal explorado para trabalho desmaiando e em seguida morrendo.

Esses manipuladores (fruto da cultura local de exploração aos animais), disseram à mídia local que já haviam notado que o elefante, identificado em relatórios pelo nome de Drona, não estava bem, mas seus pedidos por um veterinário ficaram sem resposta.

O vídeo comovente foi filmado na última sexta feira, 26 de abril, no Nagarahole National Park, no estado de Karanatka (Índia), no sudoeste do país.

Foto: NewsLions

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Homens são vistos jogando baldes de água no imenso elefante, numa tentativa desesperada de ajudá-lo, que se agita em suas correntes, trêmulo e já quase sem equilíbrio ou forças para se manter de pé.

Sua perna esta presa por uma corrente que ele tenta em vão se librar com a tromba.

O elefante então desmorona sob seu peso de quatro toneladas e cai sob seu lado esquerdo.

Oficiais do campo de elefantes disseram que Drona morreu quando foi beber água em um tanque, e de repente desmoronou.

Ele teria mostrado sintomas de alguma doença desde a manhã de sexta-feira.

O primeiro mahout a ver Drona morto disse que suspeitava que um ataque cardíaco fosse a causa, porém não há dados oficiais ou médicos divulgados.

Foto: NewsLions

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Esta prevista a realização de uma autópsia por veterinários para determinar a causa da morte do elefante.

Drona ganhou fama em 2017 e 2018 quando carregou o howdah dourado, ou platfrom, em procissões para marcar o festival religioso hindu de Dasara na cidade de Mysuru.

A cavalgada anual de 15 elefantes coloridos trazidos da floresta de Nagarahole é o destaque da procissão religiosa de cinco quilômetros.

Onde os animais são obrigados a carregar humanos e adereços religiosos por todo o percurso

A morte é uma cena triste de ser presenciada em qualquer espécie, o momento em que a vida deixa um corpo é marcante e cruel, porém real.

Drona encerra sua jornada de exploração e crueldade e finalmente esta livre de seus captores.

Infelizmente da pior maneira possível.

Mortes de elefante na Índia

Acidentes de trem, caça ou envenenamento são algumas das causas, mas a eletrocussão, sozinha, causou mais de 60% das mortes, segundo dados obtidos sob a Lei de Direito à Informação (RTI).

A ANDA já noticiou sobre os perigos das cercas elétricas e cabos de força para os elefantes. Usadas como bloqueio, as cercas impedem a entrada de animais e humanos indesejados em propriedades e protege o gado e a vida selvagem que ali habitam, as também tem um efeito colateral letal: ela mata elefantes e dezenas de outras espécies.

Desde 2009 até 31 de dezembro de 2018, 565 elefantes morreram devido à eletrocussão, de acordo com os dados da Divisão de Projetos do Ministério do Meio Ambiente e Florestas.

Outros 151 elefantes morreram em acidentes com trens, enquanto 150 foram caçados e mortos, afirmou o ministério. O envenenamento foi a causa da morte de 62 elefantes.

“O gasto orçamentário total para o ano fiscal de 2018/2019, sob o censo ‘Projeto Elefante’, para proteger os elefantes, seu habitat e corredores e para abordar questões de conflitos e bem-estar dos elefantes cativos é de 30 crore”, disse Ranjan Tomar, advogado de Noida (New Okhla, uma cidade satélite de Delhi). As informações são do New Indian Express.

No entanto, o número de mortes de elefantes devido à caça (150) difere do divulgado pelo Departamento de Controle de Crimes contra a Vida Selvagem (WCCB).

O WCCB declarou em janeiro que 429 elefantes foram caçados e mortos desde 2008 no país.

Tomar, também ativista da vida selvagem e dos direitos humanos, disse que a diferença provavelmente se deve ao fato de que os números do Projeto Elefante são limitados a reservas, enquanto os dados do WCCB são para todo o país.

Malásia incinera 4 toneladas de marfim em ato contra o tráfico de animais

É a segunda destruição de chifres de marfim e outros itens originados destes animais desde 2016.

Foto: Unknown

Malásia incinerou nesta terça (30) cerca de 4 toneladas de marfim originado de elefantes do continente africano. Os itens foram apreensões de 15 invasões policiais dos últimos 7 anos.

Entre os itens, constavam: 3,7 toneladas de chifres, quase 229 Kg de marfim confeccionado, incluindo miçangas, hashis (“pauzinhos”), blocos não esculpidos e jóias.

É a segunda ação de queimadas de marfim na Malásia, que tem refletido cada vez mais sobre seu papel no tráfico do marfim africano para a Ásia.

“Apreensão e destruição do contrabando sempre são bem-vindas, mas apenas banindo aqueles que nós conseguiremos acabar com problemas que vem seguindo há décadas, onde a Malásia é vista como o grande centro do tráfico”, declara Kanitha Krishnasamy, diretora da TRAFFIC no Sudeste Asiático.

Grande parte do marfim que foi incinerado hoje foram apreensões de 2016. O maior caso de execução das autoridades aconteceu em 2011, quando 664 peças de chifres inteiros e itens confeccionados de marfim foram confiscados, pesando 1,6 toneladas. A primeira destruição de marfim na Malásia foi em abril de 2016, envolvendo a queima de 9,5 toneladas de chifres de elefantes.

As 15 remessas ilícitas têm origem dos países Moçambique, Zâmbia e Nigéria, e eram destinadas ao Vietnã e China. Doze delas foram contrabandeadas pelo Aeroporto Internacional de Kuala Lampur.

O aeroporto já foi palco de outros tráficos de itens originados de animais além de marfim, como chifres de rinoceronte, escamas de pangolins africanos e tartarugas que estão em risco de extinção.

Tais crimes destacam o crítico e crescente papel que a indústria de exportação aérea atua no tráfico de marfim. As invasões policiais foram feitas pela agência governamental Royal Malasian Customs e pelo Departamento da Vida-selvagem e Parques Nacionais da Malásia (PERHILITAN, na sigla em inglês).

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Índia sedia sua primeira conferência mundial vegana

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

A World Vegan Organization (Organização Mundial Vegana, WVO) está pronta para lançar sua quarta conferência vegana anual na Índia, juntamente com a primeira exposição vegana do país.

A Vegan India Conference (VIC) 2019 é um evento de dois dias organizado pela WVO em parceria com a Vegan First, a primeira publicação impressa e digital do país para todos ao assuntos veganas.

A organização do evento espera mais de 650 participantes, cerca de 150 delegados internacionais, mais de 250 empresas e marcas, e algo em torno de 10 instituições, funcionários do governo e celebridades veganas.

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

De acordo com a WVO, o VIC 2019 visa “fomentar o veganismo de uma forma unificada e estratégica que beneficiará empresas veganas, projetos ativistas, que busca promover mudanças políticas e ajudar a colocar o veganismo indiano no mapa do mundo”.

“O futuro é vegano, e acreditamos que agora é a hora de espalhar a mensagem e reunir o maior número possível de pessoas para experimentar o potencial do ecossistema vegano indiano”, disse a VIC em um comunicado enviado ao Vegan News.

O VIC 2019 apresentará especialistas da indústria vegana, pesquisadores científicos, donos de empresas veganas, médicos e defensores dos animais do movimento vegano global.

Ele também contará com palestras, painéis de discussão e workshops mais aprofundados com alguns dos maiores nomes da indústria, como Seth Tibbot, fundador da Tofurky; Keegan Kuhn, diretor de Cowspiracy e What the Health; Ken Spector, diretor da Happy Cow; Shriti Malhotra, CEO da The Body Shop India; e o Dr. Zeeshan Ali, especialista em programas do PCRM.

“[VIC] apresenta uma oportunidade única para participar de palestras informativas, palestras, workshops aprofundados e demonstrações de especialistas da indústria internacional e indiana e líderes de pensamento no movimento baseado em plantas”, disse o site.

“Ele também serve como uma plataforma para as marcas mostrarem seus produtos e serviços para uma reunião concentrada de instituições do setor de hotelaria e comércio, formuladores de políticas, importadores, investidores de impacto e acionistas da indústria alimentícia”.

O VIC acontecerá nos dias 6 e 7 de julho de 2019 no Suryaa, Nova Delhi. Os ingressos antecipados, disponíveis até 20 de maio, são vendidos por 2600 rúpias, enquanto os ingressos regulares são vendidos por 3600 rúpias.

Os ingressos incluem entrada para a conferência e expo, bem como 1 buffet de almoço vegano e 2 chás altos em cada dia.

Para inscrição, programação de palestrantes, agendamento e mais detalhes, o site da VIC 2019 contém todas as informações.

*Conheça os três princiais países que estão aderindo ao veganismo*

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).
*Quais são as populações “mais veganas”?*

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

*O apelo vegano*

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Crescimento do veganismo favorece o mercado global de leite de coco

Por David Arioch

“O leite de coco é uma das principais substâncias visadas pelos fabricantes de produtos veganos” (Foto: Getty)

De acordo com uma pesquisa realizada pela Market Research Future e divulgada este mês, o crescimento do veganismo está favorecendo o mercado global de leite de coco. Outros fatores que também têm contribuído é a conscientização sobre os benefícios do leite de coco para a saúde e também consumidores que estão abandonando o consumo de laticínios por motivos diversos.

Esses fatores combinados deram ao mercado de leite de coco uma projeção de taxa de crescimento anual composta de pelo menos 14,61% até 2023 – o que pode significar um crescimento de cerca de 2,35 bilhões de dólares nos próximos quatro anos.

“Um dos principais fatores que impulsionam o mercado global de leite de coco é a crescente popularidade do movimento vegano no mundo todo”, informa o relatório.

E acrescenta: “O leite de coco é uma das principais substâncias visadas pelos fabricantes de produtos veganos, já que os veganos não consomem leite animal e, portanto, dependem de alternativas vegetais, como leite de soja ou leite de coco.”

Embora a Market Research Future também tenha citado outros fatores, a empresa conclui que a popularidade do movimento vegano em áreas desenvolvidas do mundo provavelmente impulsionará o mercado global de leite de coco durante o período de previsão de crescimento.

Entre as empresas citadas como líderes nesse mercado e que devem investir ainda mais na produção de leite de coco está a brasileira DuCoco, que conta com mais de 1,5 mil funcionários, distribuídos em sete fazendas no Ceará, duas fábricas em Itapipoca (CE) e Linhares (ES), e três centros de distribuição e um escritório central em São Paulo.

Como uma largatixa caribenha rara parou no mercado europeu de animais domésticos?

A espécie ameaçada de extinção conta com apenas 10 mil indivíduos em sua população.

Foto: Jeremy Holden

Descoberta por um padre amante assíduo e observador da natureza, a lagartixa das Granadinas se tornou objeto de estudo para os heptologistas americanos Robert Powell, professor da Avila University, e Robert Henderson, zoólogo do Museu de Milwaukee.

Em dezembro de 2005, Powell e Henderson lançaram seu estudo, contendo todas as informações possíveis a respeito do pequeno gecko, como a localização de seu habitat, suas características físicas, entre outros. No entanto, eles não esperavam que sua pesquisa fosse servir de mapa do tesouro para os traficantes de animais.

“Era para fins científicos, biológicos, mas foi atraente demais para os colecionadores de animais”, lamenta Powell.

É estritamente proibido, portanto ilegal, remover as lagartixas das Granadinas de seu habitat, segundo o Ato de Proteção da Vida-Selvagem de 1987 sem permissão escrita. Entretanto, a sede insaciável de exploração de animais raros acabou se sobrepondo à lei, e foram tantos indivíduos dessa espécie que foram traficados, que a International Union for Conservation of Nature (IUCN) declarou que esse réptil é ameaçado criticamente de extinção.

Mesmo assim, os caçadores ilegais continuaram com o tráfico. Entre 2010 e 2018, a população dessas lagartixas caiu aproximadamente 80%, como declara Jenny Daltry, bióloga sênior e especialista da Fauna and Flora International. “É inacreditável quão rápido os números caíram. Se escuta muito a respeito dos tigres e leões, mas não se vê sequer um vislumbre do número de répteis sendo traficados”, denuncia ela. Daltry afirma que é possível que a população das lagartixas de Granadinas resuma-se em não mais de 10 mil indivíduos em sua espécie.

As pesquisas de Powell e sua equipe não terminaram na descoberta do réptil. Ao examinar a localização do animal, descobriram que seu habitat não vai além da floresta da baía Chatham, e sua extensão não passa de dois quarteirões de uma cidade. Se esse pedaço de terra for destruído, a espécie pode ser extinta. “Nós esperamos que ela possa existir em outros lugares, mas até então não encontramos nada”, comenta.

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Mais de um milhão de bezerros morrem nas inundações recordes que atingiram o país

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

As condições meteorológicas extremas vistas no último mês levaram um número impressionante de animais a serem engolidos pelas águas geladas. Aqueles que sobreviveram provavelmente morrerão pela falta de comida e água potável ou serão enviados para o matadouro, de acordo com a PETA.

A ONG está colocando dois outdoors para aumentar a conscientização da população em torno dos cerca de um milhão de bezerros que morreram como resultado das inundações nos estados do Meio-Oeste americano nas últimas semanas.

O New York Times descreveu as condições climáticas extremas de março como “enchentes recordes”, dizendo que elas estavam causando um “estrago devastador para fazendeiros e pecuaristas em um momento em que eles tem menos recursos para arcar com isso”, em função da crise da indústria leiteira.

Mas a organização que atua em prol dos direitos animais, PETA, diz que enquanto os humanos que seriam afetados pelo ciclone e as inundações “tiveram aviso prévio e ajuda para evacuar as residências, os animais presos em fazendas de carne e laticínios não tiveram essa chance”.

Animais afogados

“Muitos desses animais se afogaram ou sofreram outras mortes dolorosas e terríveis nas enchentes, incluindo cerca de 700 porcos em apenas uma fazenda e mais de 1 milhão de bezerros”, conforme informações da PETA.

Foto: Beth Vavra

Foto: Beth Vavra

“Os bezerros, a maioria dos quais estavam sendo criados pela indústria de carne, foram arrastados para as águas congeladas e apareciam mortos pelas margens dos rios. As vacas que sobreviveram às enchentes provavelmente morrerão como resultado da falta de comida e água potável ou serão enviadas para o matadouro”, lamentou a ONG.

Outdoors Veganos

Agora, a ONG está colocando outdoores nas regiões afetadas pelas enchentes, que segundo ela, buscam alertar para o fato de que situações como estas vão ocorrer novamente e demonstram “como é possível evitar futuros desastres como este”.

Os outdoors mostram vacas em paisagens e dizem: “Parem de comer carne! Elas morrem por seu hábito cruel e sujo”.

“Se esta mensagem de compaixão inspirar apenas uma pessoa a deixar as vacas e bois de fora do seu prato, isso já contribuirá para que o número de milhões de animais que sofrem uma morte aterrorizante todos os anos não aumente ainda mais, seja em um matadouro ou em um desastre natural”, disse o vice-presidente executivo da ONG, Tracy Reiman, em um comunicado.

“O outdoor da PETA incita os carnívoros a ouvirem a enxurrada de razões pelas quais eles deveriam mudar seus hábitos e abraçar uma alimentação vegana e compassiva”.

Mortes de animais por inundação

Esses afogamentos seguem o número de mortos do furacão Florence em setembro passado, onde mais de 3,4 milhões de animais foram deixados para morrer, trancados em instalações de fazendas de onde seria impossível escapar, por fazendeiros que por sua vez, fugiram para se salvar.

O furacão – uma tempestade de categoria 4 – causou inundações recordes. Ativistas veganos da ONG que atua pelos direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) e o Brother Wolf Animal Sanctuary, além de ativistas independentes, entraram em fazendas industriais inundadas após o furacão Florence para mostrar a extensão da devastação.

“Ativistas encontraram celeiros com milhares de galinhas afogadas e lixeiras cheias de centenas de leitões mortos, assim como porcos adultos”, disse um porta-voz da DxE em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Esses animais são indivíduos sensíveis e inteligentes, mas as corporações intencionalmente os negligenciam fazendo com que sofram mortes brutais como essas por causa da linha de produção”, acrescentou o ativista Arwen Carlin.

Justiça determina realização de estudo de impacto para turismo de observação de baleias embarcado

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região acatou um pedido do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), feito por meio de ação judicial, e determinou, nesta terça-feira (30), que seja feito um estudo de impacto e um processo de licenciamento ambiental para o turismo de observação de baleias embarcado no Berçário das Baleias Franca, em Santa Catarina.

Foto: Reprodução / Projeto Berçário Livre

Esta forma de turismo está suspensa pela Justiça desde 2013 para garantir a segurança dos turistas e proteger as baleias. Um documento apresentado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na ação movida pelo ISSB, embasou a suspensão. No documento, constava o relato de uma operadora de turismo, por meio do qual ela admite que os motores dos barcos não podem ser desligados por questão de segurança, mesmo com a aproximação das baleias, já que o avistamento embarcado é visto na zona de arrebentação das ondas. Além disso, o ruído dos motores nas enseadas pequenas e rasas ocasiona poluição acústica, o que afeta a comunicação entre mãe e filhote e prejudica a visão biosonar das baleias, fazendo que elas mudem de comportamento. Nessas condições, os riscos de acidentes entre embarcações e baleias aumenta. As informações são do site oficial da campanha Berçário Livre.

A suspensão protegeu as baleias e os turistas e não trouxe prejuízos econômicos para a região. Isso porque, em 2015, o SEBRAE começou a investir no turismo de observação de baleias por terra, com a captação de empresários locais, que recebem os turistas. Guias para acompanhar as pessoas nos passeios também foram formados pelo SEBRAE. Com a criação da Rede Tob Terra, que oferece três roteiros turísticos para avistar baleias, o projeto alcançou sucesso.

Foto: Reprodução / Projeto Berçário Livre

Em 2015, a Associação Catarinense de Proteção aos Animais (ACAPRA) lançou a campanha Berçário Livre! para exigir o direito das baleias à maternidade em seu próprio berçário. Diversas denúncias relevaram fontes de molestamento ao berçário, como a duplicação do Porto de Imbituba, helicópteros, jet skis e redes de pesca. Além da ACAPRA, outros grupos se uniram para proteger as baleias, como o coletivo Não ao Turismo Embarcado e SOS Baleia Franca.

A ACAPRA, que atuou como amicus curiae na ação do ISSB, está organizando um documento para requerer o reconhecimento do Berçário das Baleias Franca em Santa Catarina como sítio sagrado, devido a sua importância ecológica, cultural e espiritual.

A ACAPRA está preparando um documento para requerer o reconhecimento do Berçário das Baleias Franca em Santa Catarina como sítio sagrado, diante de sua importância ecológica, cultural e espiritual para diversas comunidades ao longo dos séculos.

Golfinho é sacrificado após engolir balão e sacos plásticos

Autoridades de conservação da natureza tiveram de induzir morte de golfinho fêmea por seu sofrimento.

Foto: Source Images

A necrópsia de um golfinho fêmea encontrada encalhada na costa da praia de Fort Myers, na Flórida, revela um punhado de sacos plásticos e um pedaço de balão que estavam em seu estômago.

Ao ser encontrado na terça-feira passada (23), os trabalhadores de resgate tentaram salvar a vida do animal, mas ela estava tão magra e em péssimas condições de vida que as autoridades permitiram que sua morte fosse induzida, considerando ser a melhor ação a ser tomada.

Na sexta (26), a Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC) publicou fotos sobre os itens encontrados no estômago do animal. Ainda que autoridades apontam para as descobertas como “significativas”, eles dizem que a causa da doença e do encalhe do golfinho ainda são incertas.

“Há mais fatores para se considerar, como doença subjacente, enfermidades, separação maternal, antes que a causa possa ser determinada”, o instituto escreveu, complementando que os dejetos encontrados estão sendo analisados.

Ainda assim, a postagem do FWC diz que a presença do plástico em mais um caso de encalhe “destaca para a necessidade de reduzirmos o uso único de plástico, e para não jogarmos balões no meio ambiente”.

Relatos de mamíferos marinhos encontrados presos com plástico em seus estômagos estão se tornando assustadoramente comuns.

Em março, uma filhote de baleia grávida morreu morta na costa da Itália com 22,2 Kg de plástico no estômago, incluindo sacos de lixo, redes e linhas de pesca e um saco de fluído de máquina de lavar roupa.

No mesmo mês, uma baleia encalhada encontrada morta na costa das Filipinas tinha 40 Kg de plástico em seu estômago, incluindo muitos sacos plásticos. E em novembro do ano passado, uma baleia morta que apareceu em um parque nacional na Indonésia tinha 13 Kg de lixo plástico no estômago, incluindo chinelos, dezenas de sacas e mais de 100 copos.

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Abaixo-assinado pede fim do abate de animais resgatados da farra do boi em SC

Por David Arioch

Animal se refugia em riacho durante farra do boi em Itapema (Foto: PM/Divulgação)

Um abaixo-assinado criado no site change.org está pedindo o fim do abate de animais resgatados da farra do boi em Santa Catarina. Autor da iniciativa, o farmacêutico e servidor público Roberto dos Passos destaca que ainda que escapem da violência dos farristas, os bois acabam executados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que qualifica a medida como uma ação de “segurança sanitária”.

A justificativa do órgão público é que boi sem brinco “é um risco para a saúde de outros animais e dos seres humanos”. Por outro lado, é de conhecimento comum que os bois sempre estão sem brinco porque os farristas o retiram ou pagam para que o retirem, visando evitar a identificação da procedência do animal.

E como consequência, o destino do boi é decretado por essa ausência associada à alegação de não ser um boi saudável. O animal que sobrevive à farra não é deixado em quarentena nem avaliado por um período mínimo que possa realmente provar que ele apresenta algum risco, conforme defendido pelo movimento Brasil Contra Farra (BCF), que realiza inúmeras campanhas contra a prática no estado.

Passos qualifica a farra do boi como uma vergonha para os catarinenses, já que a violenta tradição envolve a tortura de animais que são vítimas de agressões físicas e emocionais.

“Esses animais são daqui mesmo da região onde ocorrem essas ‘festinhas’ e não trazem nenhum risco sanitário à população. A Lei Estadual nº 10.366 e o Decreto nº 2919, que tratam da segurança sanitária, não contemplam essa matança. Além do que, a Cidasc, com boa vontade, pode dar garantia disto”, aponta Roberto dos Passos.

O autor do abaixo-assinado lembra que no mês passado em Bombinhas, a 40 quilômetros de Florianópolis, um boi nadou por mais de 400 metros para escapar da farra do boi, mas nenhum farrista foi preso e o animal acabou morto pela Cidasc.

“E sem nenhuma comprovação de doença que coloque em risco a população. Queremos que os animais resgatados da farra do boi sejam entregues a instituições de proteção animal e passem a usufruir do que lhes pertence, ou seja, o direito à vida”, defende Roberto dos Passos.

Para apoiar o abaixo-assinado, clique aqui. 

Iniciativa plantará cerca de 70 pomares até 2025 para atrair pássaros e abelhas

O número de habitats de pássaros e abelhas caiu mais da metade desde 1950 na Inglaterra

Foto: Steven Haywood (National Trust Images)

Dezenas de pomares tradicionais serão cultivados ao longo da Inglaterra e do País de Gales, pelo fundo National Trust, em uma iniciativa para acabar com o trágico declínio de um dos habitats mais adorados do Reino Unido.

A organização plantará 68 pomares tradicionais até 2025, uma parte de um amplo programa para impulsionar a vida selvagem no país.

A National Trust, que cuida de quase 200 pomares, constata sua preocupação a respeito do desaparecimento de mais de 60% dos pomares tradicionais ingleses desde 1950, sendo este um resultado de mudanças nas práticas agrícolas, novas forças de mercado, negligência e desenvolvimento do capitalismo.

David Bullock, especialista em conservação de espécies e habitats da organização, afirma: “Cada árvore é preciosa, pois tem o potencial de se tornar um lar para os pássaros, como o não muito visto pica-pau, morcegos e Comocrus behri. O incrível número de maçãs e outros variados tipos de frutas que podemos plantar reflete na maravilha da diversidade da vida”.

Aqui no Brasil, existe o projeto Pomar Urbano, em São Paulo. A iniciativa público-privada sob gestão do governador Mário Covas, lançada em 1999 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, visava promover a recuperação ambiental e paisagística do canal do Rio Pinheiros, localizado na zona sul da capital.

A manutenção, de acordo com o site do governo paulista, ficaram aos cargos de empresas como a Vivo, responsável pela implantação de projetos paisagísticos e conservação das áreas verdes, e as Reservas Votorantim, que administraram as iniciativas na margem oeste do rio.

Nota da redação: segundo dados da Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, o rio Pinheiros e sua bacia hidrográfica são alvos de dejetos 290 indústrias e 400 mil famílias. 82% desse esgoto é tratado, mas a vida animal simplesmente não volta com o embelezamento do rio. Não há árvores que façam parte da mata atlântica nativa de São Paulo, não há arbustos, não há nada a não ser descaso e muita, mas muita, poluição por parte dos paulistas que fazem uso da linha de trem CPTM. Temos uma geografia resumida em concreto, com exceções de parques concentrados na zona sul e norte da capital, que recebem pouco tratamento e pouco estudo para solucionar os problemas da nossa invasão ao habitat natural dos animais que aqui sempre viveram. Pomar Urbano é uma piada de mal gosto quando comparada a iniciativa britânica da National Trust.