Festival de Carne de Cachorro de Yulin será no mês que vem

Por David Arioch

Não são poucos os cães servidos no festival que são abatidos aos olhos do público (Foto: Billy H.C.Kwok)

A cada ano, ativistas dos direitos animais têm livrado pelo menos mil animais da morte no Festival de Lichia e Carne de Cachorro, onde cerca de dez mil cães são mortos para consumo. Com duração de dez dias, o festival que ocorre em Yulin no mês que vem, na província de Guangxi, oferece carne de cachorro, carne de gato, lichias frescas e licores.

O primeiro festival foi realizado em 2009, e surgiu a partir da crença de que comer carne de cachorro durante o verão chinês traz sorte e boa saúde. Há até mesmo uma crença de que afasta doenças e aumenta o desempenho sexual dos homens.

O problema é que o custo disso é a morte violenta de milhares de cães, que com certeza não gostariam de ter suas vidas precocemente usurpadas para atender interesses humanos não imprescindíveis, assim como fazemos com bois, vacas, porcos, frangos, galinhas, etc.

Afinal, senciência é senciência, não é mesmo? E todos os animais que os seres humanos comem partilham dessa mesma capacidade. Embora tenha se tornado tradicional, já tem alguns anos que o Festival de Lichia e Carne de Cachorro, mais conhecido internacionalmente como Festival de Yulin, conquistou má fama fora da China, inclusive por práticas nada ortodoxas de abate de animais.

Não são poucos os cães e gatos servidos no festival que são abatidos aos olhos do público. Outro problema é que o festival incentiva o roubo de cães. Prova disso é que visitantes de passagem pelo festival já testemunharam que viram animais com coleira de identificação – cães que também foram mortos para consumo.

No entanto, o que não pode ser desconsiderado é que o Festival de Yulin representa muito pouco quando analisamos o cenário nacional chinês. Há uma estimativa de que pelo menos 10 milhões de cães são mortos por ano na China para serem reduzidos a pedaços de carne, segundo a Humane Society International.

E talvez a prática tenha alguma relação com a Revolução Cultural Chinesa iniciada em 1966, e idealizada por Mao Tsé-tung, que à época proibia que cães fossem criados como animais de estimação, impedindo o desenvolvimento de vínculos afetivos.

Por outro lado, e felizmente, a China se tornou um país onde muitos não concordam nem com a realização do festival nem com o consumo de carne de cachorro. Uma prova disso é que há mais de 62 milhões de cães e gatos domésticos registrados no país.

Há uma estimativa de que mais de 60% dos chineses são contra o festival, incluindo a maioria dos moradores de Yulin. Mas se há tantas pessoas que não concordam com o festival, por que ele continua sendo realizado?

(Foto: Billy H.C.Kwok)

Provavelmente porque muitos o reprovam, mas não o suficiente para deixarem suas casas e protestarem contra a matança de animais iguais aqueles que eles mantêm ao seu lado. Quem sabe, com exceção dos ativistas chineses que fazem o que podem, impere algo como o clichê:

“O que os olhos não veem o coração não sente.” Sobre a possibilidade de se interromper o festival, o governo municipal de Yulin alega que não “há nada a ser feito porque o festival não existe como evento oficial”. Em síntese, o clássico “lava mãos”.

Talvez o Festival de Yulin, que hoje é um evento que ocorre em uma época auspiciosa, afinal, é isso que o verão também simboliza para os chineses, tivesse um potencial muito maior se fosse transformado em um festival só de lichias frescas e licores.

Acredito que atrairia muito mais visitantes. Afinal, lichia e licor combinam muito mais com a fausta representatividade do verão, com sua luz e cores, do que o sangue derramado de criaturas que gostariam de viver.

Claro, não há como negar que a oposição ao festival tem o seu aspecto positivo, de conscientização em relação à coisificação de cães e gatos, mas talvez seja válido ir um pouquinho além, e estender essa mesma preocupação a outros animais que todos os dias matamos aos milhões mais para satisfazer os nossos paladares que sem muitas dificuldades poderiam ser reeducados.

Saiba mais

Desde 2017, uma campanha criada no site Avaaz pede o fim do Festival de Yulin, que normalmente é realizado no dia 21 de junho. A iniciativa já conta com mais de 3,4 milhões de apoiadores. Se você também é contra, clique aqui e assine a petição.

Cão precisa de ajuda para tratamento após ter pata dilacerada em atropelamento

Um cachorro teve a pata dilacerada após ser atropelado e precisará ser submetido à cirurgia. A família dele não tem condições financeiras para arcar com os custos do tratamento e, por isso, pede ajuda. O caso aconteceu no Residencial Monte Pascoal, em Goiânia (GO).

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A tutora de Rex, Nielly Keslly, conta que a pata do cachorro está em “carne viva”. “Meus três cachorros fugiram quando meu pai e meu irmão chegaram em casa, mas a gente não percebeu. Quando saí para a faculdade, encontrei o Rex com a pata muito machucada. Levamos no veterinário, que explicou que precisaria fazer alguns exames e provavelmente uma cirurgia. Mas, atualmente, não temos condições de pagar o tratamento, que deve ficar em torno de R$ 3 mil. Aí só pagamos a consulta e o curativo no dia, que ficou em R$ 110”, contou ao G1.

Nielly disse que o veterinário diagnosticou o cão com fratura exposta e dilaceração na pata traseira esquerda. Desde então, a família tem feito curativos no cachorro, de 1 ano e 6 meses, mas a ferida não tem apresentado melhora.

“Trouxemos para casa, porque a gente não tinha dinheiro para deixar na clínica veterinária. De lá para cá, já gastamos mais de R$ 80 com materiais para fazer os curativos. Infelizmente, a gente não consegue bancar o custo do tratamento e da cirurgia”, afirmou Nielly.

A tutora buscou ajuda em ONGs de escolas veterinárias de universidades, mas não obteve sucesso. Segundo Nielly, a família de Rex está psicologicamente abalada com a situação. “É muito difícil para a gente ver ele assim. Está na carne viva, é um machucado muito grande. Ele parou até de se alimentar de tanta dor que está sentindo. Nem os remédios para a dor ele está querendo tomar e o machucado não melhora. Estamos psicologicamente abalados”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Para ajudar o animal, Nielly, o irmão dela, Bergsten, e os pais criaram uma campanha para tentar arrecadar R$ 3 mil para arcar com os custos de exames, cirurgia e medicamentos.

Inicialmente, a campanha foi feita de forma improvisada, pedindo dinheiro pessoalmente a parentes e amigos. Mas agora os tutores de Rex decidiram criar um perfil no Instagram com o nome “Ajude o Rex”.

Interessados em colaborar podem acessar o perfil feito para a campanha em rede social, entrar em contato com a família de Rex pelo e-mail: eurycesantana@gmail.com ou pelos telefones (62) 99266-9809 e (62) 999172-1234 para solicitar dados bancários para transferência de valores.

“Aguardamos confiantes que tudo vai dar certo”, disse Nielly.

Caçador se torna protetor de animais após ver pássaro chorar

Um caçador se tornou protetor de animais após ver um pássaro da espécie calau chorar. Khaedir já havia matado centenas de animais quando se comoveu com o choro da ave. O caso aconteceu na Indonésia.

Foto: Reprodução / BBC

“Depois de um tempo como caçador, vi um pássaro perto de uma árvore. Disparamos quatro vezes contra ele, e ele não morreu. Foi quando percebi que ele estava chorando. Vi suas lágrimas caírem. Ele ainda estava vivo. Foi quando me dei conta: ‘que vergonha'”, disse.

Khaedir praticava a caça a animais na floresta tropical de Leuser, na ilha de Sumatra. O local é um polo de caça e comércio de partes de corpos de animais, incluindo as espécies calau e calau-de-capuz, que são raras e só podem ser encontradas em florestas asiáticas. As informações são da BBC.

Foto: Reprodução / BBC

Essas aves são vítimas dos caçadores porque são cobiçadas no mercado chinês por terem um bico colorido que é usado para fazer peças ornamentais, o que está levando a espécie à extinção.

Mas se antes Khaedir matava os calaus para lucrar com a morte deles, hoje ele os protege. O homem, inclusive, passou a atuar como guarda-parques em Leuser e ajuda a desmontar armadilhas e a deter caçadores.

“Eu mudei. Se algum forasteiro tentar caçar, posso prendê-lo. É a minha redenção por ter matado tantos animais, é o meu pedido de desculpas a eles. Hoje eu os protejo”, concluiu.

Mais de 6 cavalos foram baleados e outros 5 morreram em Valença (RJ)

Mais de seis cavalos foram baleados e outros cinco foram mortos nos primeiros meses deste ano em Valença, no Rio de Janeiro. A série de atentados contra cavalos, promovida por um atirador ainda desconhecido, demonstra um aumento nos casos de maus-tratos a animais no município.

Foto: Reprodução / RJTV

Uma égua foi a única a conseguir sobreviver após sofrer com violência na cidade. Resgatada, ela foi socorrida pela Faculdade de Veterinária após ser baleada e teve que passar por cirurgia para retirada da bala, que estava alojada em uma das pernas.

Os casos dos cincos cavalos assassinados a tiros ocorreram em menos de uma semana. “A pessoa que está atirando, com certeza sabe atirar, porque está visando cavidades fundamentais para a vida do animal, torácica, abdominal, são órgãos vitais e que uma vez perfurados, não tem como salvar o animal”, explicou ao G1 o veterinário Junio Marcos.

Testemunhas relatam que os tiros são disparados por pessoas que passam em automóveis tarde da noite ou durante a madrugada. O alvo do agressor são cavalos que, apesar de terem tutores, são mantidos soltos e, em alguns casos, até andam por avenidas movimentadas.

Maria de Francia, que perdeu em abril o irmão de 25 anos, que morreu após desviar de um cavalo enquanto dirigia uma moto, condena a atitude do atirador e afirma que há outras soluções para evitar acidentes com animais. “A questão é você querer ter responsabilidade enquanto tutor e que as autoridades e o município tome uma atitude em relação a isso, porque realmente a minha perda é irreparável mas eu espero sim de fato, que seja tomada uma atitude”, disse Maria.

A Prefeitura de Valença afirmou, através de nota, que a Guarda Municipal é acionada após a denúncia ser feita para que medidas sejam tomadas. Casos de maus-tratos a animais devem ser denunciados no município pelo telefone 2452-8650. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela RJ-145, onde alguns dos crimes foram registrados, não se pronunciou sobre os casos.

Noruegueses dizem que baleia pode estar sendo explorada como arma pelo governo russo

Por David Arioch

Segundo Hersten, na parte interna do arnês, que foi removido da baleia, estava escrito “Equipamento de São Petersburgo” (Foto/Acervo: Associated Press)

Na semana passada, pescadores noruegueses do vilarejo de Inga encontraram uma baleia-beluga usando um estranho arnês. “Nós íamos lançar a rede quando vimos uma baleia nadando entre os barcos”, disse Joar Hesten à emissora norueguesa NRK.

Segundo Hersten, na parte interna do arnês, que foi removido da baleia, estava escrito “Equipamento de São Petersburgo”. A situação trouxe suspeitas de que o animal pudesse ter sido treinado pela marinha russa para transportar câmeras ou até mesmo algum tipo de arma, embora sejam apenas hipóteses.

O pescador declarou que a baleia era muito mansa e parecia acostumada a interagir com seres humanos. “Se essa baleia vem da Rússia, e há grandes razões para acreditar nisso, então não são cientistas russos, mas sim a Marinha que fez isso”, concluiu Martin Biuw, do Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega.

Já o professor do departamento de biologia ártica e marinha da Universidade do Ártico da Noruega (UiT), Audun Rikardsen, disse que a Rússia manteve baleias por cativeiro durante um período e que aparentemente algumas foram libertadas.

Rikardsen conversou com alguns pesquisadores russos que ele conhece, mas estes disseram que a baleia não tem nada a ver com eles, mas talvez com a marinha russa em Murmansk.

O professor cita que na década de 1980 a União Soviética usou alguns golfinhos em treinamento limitar, como “instrumento de detecção de armas”, mas o programa foi encerrado nos anos 1990.

Porém um relatório de 2017 da TV Zvezda, uma estação de propriedade do Ministério da Defesa, revelou que a Marinha russa estava treinando belugas, focas e golfinhos nariz-de-garrafa para fins militares em águas polares. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa em Biologia Marinha de Murmansk, no norte da Rússia.

O objetivo era ver se as belugas poderiam ser usadas para “proteger entradas de bases navais” em regiões árticas e também a “auxiliar mergulhadores em águas profundas”. Há denúncias também de que golfinhos e focas foram treinados para transportar ferramentas para mergulhadores e detectar torpedos, minas e outras munições a uma profundidade de até 120 metros.

Casal de pássaros faz ninho em boné e cinco filhotes nascem

Um casal de pássaros fez um ninho em um boné e se reproduziram em Palmas, no Tocantins. Cinco filhotes nasceram. O caso aconteceu na área da casa da professora Maria Neuma Ferreira.

A professora conta que, há cerca de um mês, lavou um boné do marido e, para secar, pendurou em um gancho, usado para colocar rede.

Foto: Arquivo Pessoal

“Teve um dia que percebemos que havia capim seco e lacre de tampinha dentro do boné. Achamos estranho. Meu marido pensou que era rato, mas descartamos a hipótese porque rato não conseguiria subir. Foi quando vimos a movimentação dos passarinhos. Aí resolvemos deixar para ver o que acontecia”, contou ao G1.

Aos poucos, as aves formaram o ninho e passaram a morar dentro do boné. Dias depois, botaram ovos. “Eu fico emocionada, eles vão num mato que tem perto da minha casa, buscam comida e levam para o ninho para alimentar os filhotes”, disse.

Com a chegada dos pássaros, a rotina da família mudou. “Meus inquilinos me expulsaram da minha própria área”, brincou Maria, que evita passar no local para não incomodar os animais e já avisa aos visitantes que chegam na casa para que tenham cuidado com o ninho.

“Outras aves já fizeram ninho aqui em casa, mas foi no pé de maracujá e no gazebo. Esta é a primeira vez que o boné é usado para o ninho. Fiquei impressionada. Fico pensando: ‘Quando será que os filhotes vão embora’? Mas procuramos não interferir. Espero que demore”, disse a aposentada.

Ativistas denunciam consumo de carne de cachorro na China

Ativistas pelos direitos animais denunciaram o consumo de carne de cachorro na China durante um concurso de cães, que começou na terça-feira (30) em Xangai. A exposição canina, organizada pela Federação Cinológica Internacional, dura quatro dias.

(Johannes Eisele/AFP)

Mais de 730 mil assinaturas foram coletadas em uma petição online para denunciar a organização do concurso em um país que mata cachorros para consumo humano. As informações são do portal UOL.

Atualmente, o consumo de carne de cachorro é minoritário na China. No entanto, isso não impede que uma festa de carne de cães seja realizada todos os anos, em junho, em Yulin, na região de Guangxi.

Cerca de um terço dos 30 milhões de cachorros consumidos no mundo estão na China, segundo o grupo de proteção de animais Humane Society International (HSI).

O Kennel Club britânico se negou a se apresentar no concurso em Xangai e denunciou a morte, muitas vezes brutal, de cães no país. Os ativistas criticam a dicotomia dos chineses entre amar os cães e matá-los para consumo.

“É um duplo critério, que indigna muitos amantes dos cachorros na China, contrariados de ver que este comércio ilegal continua”, afirmou a Humane Society International (HSI), em um comunicado.

Dez pinguins são devolvidos à natureza após tratamento em SC

Dez pinguins-de-Magalhães foram soltos na Praia de Moçambique, em Florianópolis (SC), na última terça-feira (1), após receberem tratamento veterinário no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (Cepram). Os animais estavam sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e são remanescentes da temporada de 2018.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

Os pinguins não haviam sido devolvidos à natureza antes porque estavam em período de muda de penas, segundo a presidente da R3 Animal e Coordenadora do PMP-BS em Florianópolis, a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas.

“Durante a muda o pinguim perde a impermeabilização das penas, o que impossibilita a soltura”, explica Cristiane ao portal NSC Total.

O esperado agora é que os pinguins fiquem por um período em alto mar, depois, nadem até a Patagônia. De todos os animais soltos na praia, o que havia sido resgatado há mais tempo foi acolhido pelo programa em setembro do ano passado.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

O projeto realiza ações de Laguna a Paraty, no Rio de Janeiro, e se divide em 15 trechos. Desde que os pinguins-de-magalhães começaram a chegar, em meados do outono e início do inverno de 2018, 64 deles foram resgatados, reabilitados e soltos pela R3 Animal.

Essa espécie visita o litoral de Santa Catarina anualmente. Quando o inverno se aproxima no Hemisfério Sul, eles migram da Patagônia, na Argentina, rumo ao norte, em busca de alimento. Mortes de pinguins que não conseguem retornar às colônias de origem são comuns, por isso corpos são encontrados na costa brasileira. Há casos também de animais que chegam cansados e debilitados no Brasil, precisando de cuidados. A maior parte desses pinguins é jovem e encara a primeira viagem migratória.

Modelo Chrissy Teigen é cercada por ativistas e criticada por usar pele animal

A modelo Chrissy Teigen foi cercada por ativistas, na última terça-feira (30), durante a 36ª edição anual do City Harvest Gala, no restaurante Cipriani Grand Central, em Nova York, nos Estados Unidos. Indignados, eles criticaram a escolha da modelo de usar roupas feitas com pele de animais.

Chrissy Teigen (Foto: Getty Images)

Chrissy foi vista recentemente usando pele animal, o que gerou muitas críticas contra ela. Na manifestação feita no restaurante, um dos ativistas, Rob Banks, chamou a modelo de assassina. As informações são da revista Quem.

“Que vergonha Chrissy, por que você odeia tanto os animais? Por que você odeia animais? Você é uma assassina sem coração, sua idiota!”, gritou o ativista ao ver Chrissy.

Na ocasião, a modelo não estava usando peças feitas de pele animal. Ela não se pronunciou sobre o caso.

Confira o vídeo do momento em que a modelo é confrontada pelo ativista:

Hospitais permitem visitas de animais a pacientes em Porto Alegre (RS)

Hospitais de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, começaram a permitir que animais visitem pacientes internados. Recentemente, o São Lucas, da PUC-RS, autorizou a entrada de cachorros tutelados pelos pacientes. A iniciativa recebeu o nome de “Pata Amiga”.

Foto: Divulgação/PUCRS

Pessoas que estejam internadas há mais de sete dias podem receber a visita de um animal. “A capacidade de brincar e doar amor diminui muito o estresse”, explica ao G1 a diretora assistencial da instituição, Simone Ventura.

O processo é acompanhado por colaboradores do hospital e é realizado conforme o combinado com a família do paciente. Para ter a entrada liberada, o animal te que estar vacinado, com atestado veterinário que comprove bom estado de saúde e de banho tomado. É necessário, também, ter uma autorização do médico do paciente.

Marieta Pasqualotti ficou internada no São Lucas e recebeu a visita de Phoebe, a cadela da família. “Toda vez que a minha mãe tem que ficar internada, a nossa cadelinha fica muito triste”, conta a filha da paciente, Marilene. “Quando ficamos sabendo que poderíamos trazer a Phoebe, a nossa família ficou muito feliz e, no dia da visita, foi muito emocionante para todos. A mãe se emocionou ao ver ela”, completa.

A enfermeira Roberta Marco, que é uma das coordenadoras do projeto “Pata Amiga”, comenta que estudos comprovam os benefícios psicológicos e físicos da visita de animais para pessoas hospitalizadas.

“No São Lucas, as experiências vêm sendo muito positivas. Temos inúmeros relatos das equipes médicas sobre casos em que a ação trouxe uma grande e positiva evolução assistencial nesses pacientes”, diz.

No Hospital Centenário, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma equipe médica se uniu para levar um cavalo para visitar um paciente internado. O caso aconteceu há pouco mais de dois anos e, logo após a visita, o paciente recebeu alta.

Em Porto Alegre, além do São Lucas, o Hospital Conceição e o Independência permitem a visita de animais, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre.