A startup de biotecnologia Shiok Meats, sediada em Cingapura, fechou recentemente uma rodada de financiamento que arrecado 4,6 milhões de dólares, liderada pela Monde Nisson (controladora da marca de carne baseada em vegetais Quorn) e a incubadora Y Combinator.
Liderada pelos biólogos Sandhya Sriram e Ka Yi Ling, a Shiok pretende quebrar a indústria global de camarão com seus camarões feitos de um pequeno número de células animais cultivadas em laboratório, por meio da técnica em desenvolvimento em outras partes do mundo, conhecida como agricultura celular.
“O sabor é muito bom, muito promissor”, disse o CEO da Monde Nissin, Henry Soesanto, sobre o camarão Shiok que foi exibido pela primeira vez na Cúpula da Inovação em Alimentos e Sustentabilidade em 29 de março no hotel Grand Hyatt Singapore.
Camarões são tratados com crueldade pela indústria de frutos do mar | Foto: Wet Tropics Healthy Waterways Partnership
A empresa usará o financiamento conseguido como resultado dessa rodada de investimentos para aumentar sua equipe, investir em pesquisa e desenvolvimento de combustíveis e ampliar a produção com o objetivo de começar a comercializar os produtos em dois ou três anos.
Além de camarão, a Shiok planeja desenvolver caranguejo e lagosta para combater a cruel indústria de crustáceos na região da Ásia-Pacífico, onde a Associated Press informa que o trabalho escravo continua a ser também uma questão de direitos humanos.
A Ásia e o consumo de carne
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) o vegetarianismo já se estabeleceu há muito tempo na Ásia, e a “culinária do templo” apresenta carne vegana feita de glúten de trigo e preparada especialmente para se parecer com peixe, camarão e carne. Para muitos não-veganos ou não-vegetarianos que apreciam a carne de origem animal, no entanto, carne vegana é apenas carne falsa. Muitos nem tocam no prato.
Defensor do meio ambiente, Yeung, 42, co-fundador e CEO da empresa Green Monday (Segunda-feira Verde, na tradução livre), diz que seu produto substituto da carne de porco é feito com cogumelos shiitake, proteína de soja, proteína de ervilha e arroz, para obter uma textura e um sabor mais robustos.
Ele faz parte de uma nova onda de empreendedores e investidores da Ásia que estão em uma corrida de tecnologia X preço, para criar substitutos de carne capazes de convencer os consumidores a mudar para alternativas desenvolvidas com base em vegetais.
Nos últimos seis anos, eles lançaram substitutos de carne, frango, porco e frutos do mar que podem ser transformados em tudo, de hambúrgueres a filé de peixe e arroz de frango Hainanese.
Seus esforços levam em conta as preocupações com segurança alimentar, meio ambiente, surtos de doenças em animais, como a gripe aviária e a peste suína africana, e questões sobre como alimentar a crescente população mundial.
Um relatório recente, publicado na revista médica The Lancet, diz que a adoção de uma alimentação com mais alimentos à base de vegetais e menos alimentos de origem animal “melhora a saúde e evitará danos potencialmente catastróficos ao planeta”.
Michelle Teodoro, analista de ciência alimentar e nutrição da empresa de pesquisa de mercado, Mintel, com sede em Londres, afirma que a tendência da carne à base de vegetais está acontecendo em um momento em que as pessoas também estão preocupadas com o impacto ambiental de criar e comer animais e com os maus-tratos aos animais criados na agricultura industrial.
“O mercado asiático, com sua imensa população e aumento crescente da classe média e por consequência do consumo de carne, tem investidores lambendo os lábios por antecipação”, diz ela.
Para empresas que trabalham com os novos produtos de carne vegana, há muito dinheiro a ser feito.
O mercado global de substitutos de carne foi avaliado em 4,1 bilhões de dólares em 2017 e deve dobrar de valor para 7,5 bilhões até 2025, com a região da Ásia-Pacífico projetada para crescer à taxa mais alta em termos de valor (9,4%) de 2018 a 2025, de acordo com a Allied Market Research.
A ação foi realizada em uma madrugada no matadouro da Carey Bros, onde 20 manifestantes se acorrentaram aos equipamentos (Foto: Green Shirts Movement QLD)
No mês passado, durante manifestação em um matadouro em Yangan, a 100 quilômetros de Toowoomba, no estado de Queensland, na Austrália, ativistas dos direitos animais receberam três cordeiros vivos para que fossem embora do local.
A ação foi realizada em uma madrugada no matadouro da Carey Bros, onde 20 manifestantes se acorrentaram aos equipamentos como forma de protesto contra a exploração de animais para consumo.
O protesto teve duração de duas horas até que um porta-voz da Carey Bros disse que dariam a eles três cordeiros vivos para que deixassem a propriedade. Os ativistas foram embora do matadouro por volta das 5h30, e nenhuma prisão ou acusação foi feita até as 7h, segundo o Brisbane Times. Além dos 30 ativistas que entraram no matadouro, havia mais de 100 do lado de fora.
O deputado James Lister do Partido Nacional Liberal de Queensland, defendeu que os ativistas deveriam “enfrentar a prisão” por suas ações. “Greg e Mark Carey têm um grande negócio, empregam pessoas, pagam impostos e nos alimentam. Esses manifestantes não têm o direito de fazer o que fizeram e precisam ser presos”, declarou o deputado.
Lister exigiu também que a premier de Queensland, Annastacia Palaszczuk, defenda prioritariamente as indústrias e não as “preferências verdes”. Na semana seguinte ao protesto, 11 ativistas foram acusados de transgressão e multados pela ação.
Segundo o Brisbane Times, a premier anunciou que embora não tenha intenção de prender os ativistas, eles serão multados por suas ações que envolvem invasão de propriedade.
Brad King, do santuário Farm Animal Rescue em Dayboro, que participou da manifestação em Yangan, disse que o documentário vegano “Dominion” mudou a sua forma de ver os matadouros:
“Depois de ver esse filme ficou absolutamente claro para mim que o medo e o sofrimento são inerentes aos matadouros. Há várias ocasiões em que eles [os animais] não são atordoados corretamente, mas, mesmo quando são, as imagens mostram inequivocamente que é impossível matar ‘de forma humanizada’ um animal que não quer morrer.”
O cantor, compositor e autor canadense Bryan Adams recentemente atuou como um escudo humano para salvar a vida de uma baleia.
Adams remou em direção a baleia em seu paddleboard (uma espécie da caiaque) após testemunhar caçadores indo atrás dela nas águas em torno de Mustique, uma ilha privada no São Vicente e Granadinas do Caribe.
Há uma zona de conservação de mil metros ao redor da ilha – um local conhecido e muito frequentado por ricos e famosos – onde a baleia estava nadando.
Falando sobre o incidente para o Searchlight, Adams explicou: “Eu fui testemunha de uma baleeira (barco que caça baleias) e lanchas que encurralam a baleia; vários barcos circulando, encurralando e ferindo o cetáceo. Eu assisti a tudo em primeira mão e saí depressa no meu paddleboard em direção a cena, e fiquei entre a baleia e o baleeiro”.
Mudando para o ecoturismo
A celebridade possui uma propriedade na ilha particular e se considera um cidadão de São Vicente e Granadinas. Ele é co-fundador e presidente da função Saint Vincent and the Grenadines Environment Fund (Fundo para o Meio Ambiente de São Vicente e Granadinas, SVGEF) e defende que o conjunto de ilhas deve se concentrar no ecoturismo e passar da caça para a observação de baleias.
“Meu papel é o de alguém que quer ter certeza de que o protegeremos (SVG) para o futuro, para nossos filhos e filhos de nossos filhos”, disse ele.
Foto: Instagram
“Não estou interessado em prejudicar o país”, acrescentou ele. “Eu quero que as pessoas venham para o SVG (São Vicente e Granadinas no Caribe) e vejam como o ambiente é lindo aqui”. “É tão amplo e bonito e raro”, continuou ele.
“O ecoturismo deve ser o foco do futuro, já que é uma coisa muito mais viável para se pensar em vez de caça às baleias, porque os turistas com certeza ficariam horrorizados ao verem isso acontecendo”.
Esta não é a primeira vez que Adams agiu em nome dos animais. Ele frequentemente pública posts nas redes sociais sobre o veganismo e encoraja seus seguidores a adotar uma alimentação baseada em vegetais para o bem de sua saúde, o meio ambiente e os animais.
Em junho de 2018, ele falou sobre o uso de gelatina em doces. Ele twittou: “você sabia que, se você está comendo gummybears, está comendo ‘frituras’ feitas de subprodutos de animais, como cascos e chifres?”
Bryan Adams e o ativismo em defesa dos animais
Adams abandonou o consumo de carne em 1988, até que mais tarde se tornou vegetariano e então vegano. A primeira grande campanha de sucesso que contou com a participação do músico foi a construção de um santuário de baleias na Antártica na década de 1990.
Há alguns anos, em entrevista à ONG PETA, ele mandou uma mensagem bem clara para quem defende alguns animais, mas come outros: “Se você ama os animais, não os coma. Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais. Não como eles, e não me visto com eles”, declarou.
Foto: Instagram
“Bem, não acredite na propaganda da indústria da carne dizer que se você está comendo animais e peixes, você está consumindo proteína, porque todos os alimentos precisam ser transformados em aminoácidos no estômago antes que o corpo os transforme em proteínas.”
O cantor afirma que uma das perguntas mais frequentes aos veganos é sobre as fontes as proteínas, devido ao mito de que os produtos animais são as únicas. Mas de acordo com especialistas, é possível não apenas obter proteína adequada, mas também ter sucesso em vários aspectos com uma dieta baseada em vegetais.
“Então a resposta é: se você está comendo legumes frescos, incluindo saladas e frutas, seu corpo naturalmente encontra o que precisa e expulsa o resto”, afirma o cantor.
Adams é vegano por quase três décadas e revelou em uma entrevista ao The Tribune em outubro do ano passado que ele acredita que animais são amigos, não comida.
“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos”, disse ele. O músico canadense também falou dos encontros mágicos com animais que ele teve na Índia, relembrando como, em sua primeira viagem ao país, seu táxi foi forçado a parar “porque um elefante estava dormindo no meio da estrada”.
A dieta vegana é saudável?
Bryan Adams acrescentou que comer animais é “perigoso para uma boa saúde a longo prazo”.
A celebridade já creditou a sua dieta vegana o motivo para não ficar doente, observando como a alimentação saudável baseada em vegetais fortalece o sistema imunológico.
Evidências médicas revelam que alimentos à base de animais, particularmente carnes vermelhas e processadas, têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo várias formas de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG
Na aposentadoria, o cabo veterano da polícia mudou seu foco e passou a defender os direitos animais, que agora o colocam regularmente do outro lado das linhas de frente de protesto e, ocasionalmente, atrás de uma máscara de Guy Fawkes, símbolo de rebelião e luta, muito utilizado em manifestações por ativistas.
Na última década, Moskaluk, de 56 anos, era porta-voz para o público do departamento de polícia de British Columbia no Canadá -Distrito Sudeste da RCMP. Ele se aposentou em 30 de janeiro de 2019, depois de mais de 33 anos servindo na força policial.
No domingo, ele se juntou a ativistas dos direitos animais em um protesto em uma fazenda de porcos em Abbotsford cidade no Canadá, onde vestiu uma camiseta “Meat the Victims” e usou suas habilidades e antecedentes para se relacionar com a mídia e a polícia e ajudar a garantir a segurança dos animais e dos manifestantes fora da fazenda.
Protestantes se reuniram na Fazenda Excelsior Hog depois que a PETA divulgou um vídeo na semana passada que afirmava ter sido filmado lá. As imagens mostram filhotes de porcos mortos entre os animais vivos, assim como porcos adultos com deformações tumores e ferimentos.
“Eu estive em ambos os lados das linhas de protesto, e dado o que vi ontem acho que não poderíamos ter pedido um cenário muito melhor para realizar o que queríamos fazer, que era essencialmente puxar o véu que cobria as atrocidades praticadas por uma indústria que é representada por esta fazenda, para mostrar ao público as condições em que esses animais estão sendo criados antes de serem mortos”, disse Moskaluk.
O ativismo de Moskaluk não veio da noite para o dia.
Sua esposa, Sheanne, 55, mudou para uma alimentação baseada em vegetais, em 2011, depois de pesquisar um suplemento de musculação para o filho e aprender sobre alguns riscos à saúde em consumir carne e laticínios.
Em 2013, aos 51 anos de idade, Moskaluk foi diagnosticado com câncer renal no estágio 4 e o médico disse que ele poderia morrer dentro de alguns meses. Naquele dia, ele também completou sua mudança definitiva para uma alimentação baseada em vegetais.
O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG
Ela conta que a mudança ajudou-a a perder mais de 50kg. Já ele diz acreditar que a mudança foi um fator-chave em sua recuperação e o policial aposentado está livre do câncer desde 2015.
O casal Naramata, casados desde 1989, participou de um documentário de 2016 chamado “Eating You Alive”, que explora o impacto de uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais em condições crônicas de saúde.
Conhecidos como os “Indian Rock Vegans” nas mídias sociais, eles também compartilharam sua história com milhares de pessoas através de seus posts e como palestrantes voluntários em festivais e conferências.
Mas pouco se sabia sobre o ativismo deles na raiz.
Moskaluk disse que há “três portas” pelas quais uma pessoa normalmente entra no estilo de vida vegano: saúde, direitos animais ou preocupações ambientais.
Ele e sua esposa gravitaram em direção ao movimento como “cidadãos preocupados”, mas em pouco tempo começaram a estudar o impacto da indústria de alimentos na exploração animal e na mudança climática, disse ele.
Enquanto se recuperava do câncer, Moskaluk passava seus dias em seu iPad lendo sobre o veganismo e encontrando pessoas que pensavam da mesma maneira online.
Eventualmente, o casal conectou-se com uma rede de Britsh Columbia de ativistas dos direitos animais.
Em 10 de junho de 2017, eles fizeram parte da Marcha de Vancouver para Fechar Todos os Matadouros, sua primeira vez fazendo ativismo pessoalmente. Moskaluk, ainda membro da polícia, sentiu-se obrigado a falar no evento e pediu a um organizador dois minutos para compartilhar sua história com centenas de pessoas que estavam do lado de de fora da Vancouver Art Gallery.
“Como policial, eu só estive do lado de lá da linha de protesto, agindo em defesa da segurança e da ordem pública”, disse ele. “Avançando para 2017 e eu estou lá com esse grupo de ativistas nesses degraus, e todos nós sabemos o que isso simboliza. Foi um discurso bastante emotivo que eu dei e me senti muito bem”.
Depois ele agradeceu aos policiais de Vancouver que estavam fazendo a guarda do evento um deles o reconheceu e sabia de sua história, ele disse.
Os Moskaluks são agora membros do grupo Okanagan do The Save Movement, que trabalha para “aumentar a conscientização sobre a situação dos animais de criação, para ajudar as pessoas a se tornarem veganas e para construir um movimento de justiça animal popular e que que atinja as massas”.
O casal participa do “Cubo da Verdade” com o grupo pró-vegano Anonymous for the Voiceless. O grupo ativista de rua, que mantém uma postura abolicionista contra a exploração animal, faz campanha pacífica enquanto usa máscaras de Guy Fawkes e exibe vídeos de matadouros ao público.
Os Moskaluks juntaram-se às “vigílias” fora dos matadouros em toda a América do Norte, onde os ativistas param os caminhões de entrega para confortar os animais dentro. Eles fotografam, filmam e dão água aos animais, muitas vezes com a cooperação de motoristas, operadores de matadouros e policiais, disse ele.
“Não é para atrasar, desligar ou causar tristeza à operação, mas apenas para transmitir dois minutos de amor e compaixão a um animal que está prestes a entrar em um matadouro e a ser morto”, disse Moskaluk.
Os movimentos a que eles se juntaram não são agressivos e não são do tipo que empurram suas mensagens goela abaixo das pessoas, disse ele.
“Não se trata de violência”, disse ele. “Na verdade, o que todos vêem e sabem é que vivemos em uma sociedade de violência normalizada. O que estamos tentando alcançar é conscientizar as pessoas de que precisamos viver em uma sociedade de não-violência normalizada – e que a não-violência começa no seu prato”.
Mas ele reconhece que pode ser surpreendente para alguns membros do público e também da polícia saber de suas atividades recentes.
Moskaluk estava na linha de frente dos protestos da APEC em 1997 durante o infame “Sgt. Pepper “, onde um policial montado foi flagrado em vídeo jogando spray de pimenta em estudantes que faziam parte da manifestação
Ele tem visto a polícia no seu melhor e pior em protestos, mas está preocupado que os manifestantes dos direitos animais sejam tratados de forma diferente dos outros grupos, com algum preconceito e desdém, disse ele.
Ele reconhece que os ativistas podem ir longe demais.
Mas um policial deve ocupar a linha de protesto? Moskaluk fez isso por 19 meses.
Ele foi verdadeiro e transparente com a polícia sobre isso, ele disse.
Na semana em que ele se aposentou, no entanto, a força enviou uma nota informativa aos policiais sobre a escalada do ativismo pelos direitos animais na província, particularmente no Okanagan, disse ele. Isso fez com que seus ex-colegas soubessem de um “membro regular recém-aposentado” se organizando com um dos grupos.
“Participamos de uma ampla variedade de ativismo e exercemos nosso direito legal e constitucional de fazer isso”, disse Moskaluk. “Eu não me conduzi de nenhuma maneira ilegal ou cometi delitos criminais, e estamos fortemente envolvidos neste ativismo para avançar e não retroceder.”
Moskaluk disse que recentemente começou a fazer apresentações informais a outros ativistas. Ele ensina como o Código Penal pode ser aplicado a eles, mas também sobre como a polícia deve se comportar durante um protesto.
“Minha observação e opinião humilde é que nossas forças policiais não têm uma visão de todo o espectro dos movimentos de ativismo pelos direitos animais”, disse Moskaluk.
“Eles estão baseando-o (suas estratégias) em duas coisas – o que viram no passado distante, porque era isso que era mais coberto pelas notícias – Animal Liberation Front, décadas atrás. Já faz um tempo desde que vimos pessoas quebrando um laboratório de testes em animais ou incendiando uma instalação”
Moskaluk disse que o ativismo de sua esposa é compassivo e baseado no amor.
Eles não têm má vontade em relação aos agricultores e pecuaristas, mas acreditam que eles devem ser encorajados e apoiados a se mudar para a agricultura baseada em vegetais, disse ele.
O ativista vê o sucesso dos restaurantes de Vancouver, Heirloom, Meet e The Acorn, a popularidade do Beyond Meat Burger em A & W, e os seguidores e frequentadores maciços de locais veganos como Erin Ireland como provas concretas de que as dietas baseadas em vegetais não são mais uma moda passageira”.
Moskaluk e sua esposa planejam continuar seu trabalho de divulgação e ativismo, para que outros possam ser encorajados a conhecer e considerar como a ingestão de produtos animais afeta o mundo ao seu redor.
“Queremos deixar um planeta para nossos filhos e seus filhos”, disse ele.
“Temos um período de tempo muito curto para mudar as coisas, considerando a ameaça existencial que enfrentamos com a mudança climática e o meio ambiente”, conclui ele.
Os críticos destacam que é possível perceber que o animal foi colocado na arena contra a sua vontade, senão ele não fugiria (Imagem: Reprodução/YouTube)
Desde ontem, ativistas dos direitos animais de diversas regiões do Brasil estão criticando nas mídias sociais a “pega do porco” realizada durante a Festa do Trabalhador, que reuniu mais de três mil pessoas em São Pedro do Ivaí (PR).
No vídeo disponibilizado na íntegra no YouTube, e compartilhado pelo movimento Nação Vegana Brasil, é possível ver uma arena de madeira, com o interior cheio de lama, e os participantes perseguindo um leitão, que faz o máximo que pode para evitar ser agarrado pelos atacantes. Na prática considerada “tradicional”, o vencedor é aquele que conseguir pegar o animal em menos tempo.
Os críticos destacam que é possível perceber que o animal foi colocado na arena contra a sua vontade, e apontam que a gritaria do público, a narração do locutor e outros barulhos acabam por amedrontar ainda mais o porco, que faz o que pode para tentar escapar.
Além disso, os defensores dos animais frisam que a festa popular, realizada pela Prefeitura de São Pedro do Ivaí no Estádio Natal Breda, é destinada à família, o que significa que crianças também são motivadas a participarem do festejo e a acharem normal a perseguição de um porco apenas por diversão – ainda que este animal demonstre não estar nada satisfeito em estar ali.
No intuito de atrair crianças (e ganhar dinheiro às custas dos animais) com uma experiência “única e mágica”, um empresário inglês criou uma turnê (Unicorn Land) da Unicorn Dream, que viaja com cavalos fantasiados unicórnios, pintando suas crinas de várias cores e colocando um “corno” em suas testas.
A aberração em forma de evento passa a mensagem que as criaturas míticas são reais e de uma só vez consegue explorar e abusar de animais e passar a mensagem errada às crianças: de que animais são brinquedos e podem ser “usados” como quiserem.
Crianças e pais são convidados a participar da oportunidade especial de conhecer unicórnios coloridos da “vida real” – mas nem todos estão felizes com isso. A Unicorn Land oferece aos visitantes a oportunidade de tocar, dar um passeio e tirar fotos com as criaturas míticas por um preço entre 48 e 168 dólares.
Muitos pais indiferentes ao nem-estar animal disseram que “mal podem esperar” para a turnê com os animais chegar em sua cidade, porém outros mais conscientes e compassivos afirmaram que isso é “cruel” e “humilhante”: pintar a crina de um cavalo e prender um cone em sua cabeça vendendo-os como produtos.
Um usuário do Facebook escreveu: “Isso é terrível”, enquanto outro os chamava de “pobres criaturas “. Uma pessoa insistiu: “Os cavalos não deveriam ser usados para entretenimento”. Outro escreveu: “48 dólares por uma hora não é um dia fora”. os unicórnios são criaturas míticas (não existem), mantenham-nos assim, parem de brincar com cavalos e enganar as pessoas.
Outros ainda zombaram da ideia dos “unicórnios reais” e disseram: “Bem, eles não são reais, não é mesmo? O que eu vejo são cavalos com casquinhas de sorvete na cabeça [sic]”. Mas o CEO da Unicorn Dream, Stafford Carrington, disse ao jornal Metro que os “unicórnios” são “muito bem cuidados” por seu tutor que tem 10 anos de experiência na execução de tais eventos.
Ele alegou que a tintura de cabelo é orgânica e não causa prejuízo à saúde sos animais, além de ser facilmente lavada, e seus unicórnios não são “diferentes dos cavalos de adestramento ou dos saltadores”. Carrington disse ao Metro: “Sua segurança e seu bem-estar são fundamentais para nós. Os unicórnios parecem amar a atenção que recebem, eles são muito felizes”.
Iludido pelo que quer ver, talvez por uma ambição cega, esse empresário fecha os olhos para o fato de que os animais estão ali de forma forçada, tintas e chifres artificiais são antinaturais e esses cavalos nasceram para ser livres e não escravizados por interesses humanos ambiciosos e fúteis.
A organização que atua pelos direitos animais, PETA, disse ao Metro que fantasiar animais envia a mensagem errada para as crianças e os cavalos podem ser “facilmente assustados” em um ambiente de festa.
A diretora da instituição, Elisa Allen, disse: “Embora isso não seja a pior coisa que as pessoas estão fazendo com os animais, eventos com unicórnios ensinam as crianças a ver cavalos como brinquedos ou objetos de festa, em vez de animais inteligentes e complexos que devem ser apreciados por sua beleza natural”
A PETA orienta os pais a optarem por atividades livres de animais – como um castelo inflável ou pintura facial para as crianças.
Carrington tenta se defender dizendo que eles só permitem grupos de até três crianças por animal e que os eventos são pré-agendados para dar aos animais um descanso adequado entre eles.
Os organizadores da turnê dizem que distribuem 500 ingressos gratuitos para crianças com doenças terminais e realiza eventos sem fins lucrativos com instituições de caridade para levar os “unicórnios” a hospitais e escolas.
A turnê da Unicorn Land vai passar por várias cidades britânicas, vendendo a imagem de unicórnios falsos s diversas família, explorando seus corpos e ganhando dinheiro em cima dos animais.
O empresário finaliza se defendendo: “Eu não entendo porque as pessoas ficam com tanta raiva. Nós fizemos isso porque nós realmente queríamos ver as crianças sorrirem”.
Há muitas maneiras de se fazer uma criança sorrir, entre elas ensinar aos pequenos o valor e o respeito a cada vida que habita o planeta. Assim como os humanos, os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Eles não são inferiores ao ser humano como o especismo quer fazer a sociedade crer. Eles são iguais.
E iguais merecedores do mesmo respeito, dignidade e amor que crinas pintadas e chifres de plásticos, para servir de enfeite de foto e engodo mítico, os privam totalmente.
Câmeras de segurança flagram o momento cruel em que um tosador e banhista de cães de uma pet shop chinesa localizada em Taiwan, bate com uma sandália em seu próprio cachorro poodle até a morte, para impedi-lo de latir.
O funcionário do pet shop, identificado nos relatórios apenas pelo seu sobrenome, Pan, cometeu a violência fatal e gratuita contra o animal em um salão na cidade de Taipei, Taiwan (China), em agosto do ano passado.
Pan agora foi condenado a dois anos de prisão e uma multa de 65 mil dólares pelo crime, e antes de sua sentença ser divulgada, imagens do circuito interno de câmeras no local (CCTV) foram liberadas ao público.
A filmagem mostra Pan repetidamente acertando o cachorro no rosto violentamente com uma sandália.
De acordo com a proprietária do salão de pet shop, sra. Chen, de 36 anos, Pan foi contratado como o ajudante de banho e tosa em animais domésticos da empresa em 2016.
Chen disse que pagava a Pan cerca de 1.100 dólares por mês por seus serviços e ele parecia “completamente normal” até as semanas que antecederam o incidente.
Mas a sra. Chen conta que o comportamento de Pan mudou e que ele teria recebido dinheiro de clientes sem o conhecimento dela no período que antecedeu o ataque.
Imagem do cão assassinado | Foto: Asia Wire
Então em agosto, ele retirou o poodle, do qual ele era o tutor, de sua gaiola, diante de funcionários chocados e começou a espancá-lo sem parar.
Quando seus colegas protestaram e tentaram detê-lo, ele lhes disse: “Ele é barulhento. Não parou de latir por todo o caminho até aqui” e continuou a agressão.
Em estado de choque, seus colegas de trabalho tentaram verificar o estado do cão e prestar socorro ao animal ferido, Pan acrescentou: “Não há necessidade de verificar. Eu já bati nele até a morte”.
Questionado pela polícia, Pan disse que “perdeu o controle” de suas emoções.
A autoridade responsável pelos direitos animais no país diz que Pan enfrentará pena de prisão de até dois anos e multa máxima de 65 mil dólares pelo crime.
O escritório notou que a severidade de sua punição não seria afetada por sua profissão de banhista ou tosador ou pelo fato de que ele era o tutor legal do cão.
Arco do desmatamento em benefício da agropecuária na região amazônica (Foto: Alberto César Araújo)
O jornal The New York Times publicou no final de semana uma reportagem especial e interativa destacando que carnes e laticínios produzidos no Brasil são piores para o meio ambiente em comparação aos produzidos nos Estados Unidos. A justificativa, referenciada por um estudo da Universidade de Oxford, é que a agropecuária brasileira ultrapassa a dos EUA em emissões de gases do efeito estufa.
Ainda assim, o NYT aponta que alimentos de origem animal como carnes e laticínios, independente de região ou país, juntos são responsáveis por 14,5% dos gases do efeito estufa gerados a cada ano – o que equivale às emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do mundo todo.
Enquanto a carne tem a maior pegada climática por proteína, alimentos baseados em plantas têm o menor impacto. No ano passado, o estudo da Universidade Oxford publicado na revista Science calculou as emissões médias de gases de efeito estufa associadas a diferentes alimentos – reforçando e detalhando diferenças.
Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa intitulada “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, e realizada pela Universidade de Oxford, que reúne dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa ainda que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo, o que é bastante prejudicial ao meio ambiente.
A reportagem do NYT também ressalta que alguns tipos de queijos podem ter impacto maior do que alguns tipos de carne – como a costeleta de cordeiro. Além disso, o que gera ainda mais preocupação, segundo a publicação, é que alguns especialistas acham que esses números podem subestimar o impacto do desmatamento associado à agropecuária, o que significa que pode ser ainda pior.
Porém há uma certa unanimidade em classificar os alimentos à base de plantas como mais benéficos ao meio ambiente do que qualquer dieta que contenha alimentos de origem animal. Para quem quer reduzir o seu impacto ambiental, o New York Times recomenda que comece cortando carnes e laticínios. A publicação também sugere o consumo de leguminosas em substituição às proteínas de origem animal.
A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018 (Fotos: Penguin Books/Reuters)
A tradicional editora britânica Penguin Books anunciou esta semana que vai publicar um livro baseado em discursos da vegana e ativista pelo clima Greta Thunberg. A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018.
Publicado em edição popular em brochura, o livro que já recebeu o título “No One is Too Small to Make a Difference”, em referência ao discurso que Greta fez em Katowice, na Polônia, na Conferência do Clima da ONU do ano passado, será lançado no dia 6 de junho e poderá ser adquirido por 2,99 libras esterlinas, o equivalente a 15,4 reais.
Sobre a justificativa para o lançamento, a Penguin classifica a jovem ativista como “a voz de um geração que enfrenta a catástrofe climática” e que tem motivado muitos jovens em todo o mundo.
“Sua mensagem é tão urgente e tão essencial que estamos trabalhando para disponibilizá-la para tantos leitores quanto pudermos, e o mais rápido que pudermos. Este pequeno livro documentará um momento extraordinário e sem precedentes em nossa história e convidará você a participar da luta pela justiça climática: acordar, divulgar e fazer a diferença”, destaca a editora.
Greta Thunberg entrou recentemente para a lista da revista Time de cem pessoas mais influentes de 2019. “Greta viu seu poder em nós e nós vimos o nosso poder nela. Lutando em seu país de origem, a Suécia, por um futuro livre de poluição, degradação ambiental e mudanças climáticas, Greta está inspirando os estudantes e envergonhando adultos apáticos”, justifica a Time.
Aos 16 anos, Greta, que no mês passado pediu o apoio do Papa Francisco na luta contra as mudanças climáticas, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho à frente dos projetos Youth Strike for Climate e Fridays for Future, que visam conscientizar autoridades do mundo todo sobre a importância de se combater as mudanças climáticas. Ela começou esse trabalho sozinha em agosto do ano passado, e desde então tem inspirado muitos no mundo todo.
Embriões de peixe-zebra foram vítimas de um teste sobre a toxicidade da lama que atingiu Brumadinho (MG) após o rompimento de uma barragem. Casos de anomalias e mortes foram registrados. O estudo foi feito por cientistas de universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro e de São Paulo e incluiu dosagem de poluentes, quantificação de micro-organismos potencialmente perigosos e testes ecotoxicológicos.
Rio Paraopeba 30 dias após a barragem romper em Brumadinho (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
A lama foi coletada cinco dias após a ocorrência do crime ambiental e, mesmo após ser diluída 6.250 vezes, matou embriões e causou defeitos graves neles, segundo Mônica Lopes-Ferreira, cujo laboratório funciona no Instituto Butantan, em São Paulo.
Os testes feitos com água retirada de locais mais próximos da área do rompimento da barragem resultaram em maior letalidade aos embriões. O material coletado junto à mina gerou mortalidade de até 100%. Deformações no cérebro, na boca, na coluna, na cauda e hemorragias foram causadas pela água retirada de todos os pontos abaixo do local onde a barragem rompeu.
“Para testar a lama tivemos que diluí-la até 6.250 vezes e ainda assim ela continuou letal para os embriões, o que atesta sem dúvida seus risco para a saúde”, diz Mônica Lopes-Ferreira. As informações são do O Globo.
Corpo de Bombeiros trabalhando em Brumadinho após crime ambiental (Foto: WASHINGTON ALVES / REUTERS)
No experimento, cinco embriões de peixe-zebra foram deixados dentro de 50 microlitros de água contaminada misturados com dois mililitros de água limpa. Cada mililitro é equivalente a mil microlitros. Os embriões tinham de 30 minutos a três horas de nascidos. Eles foram explorados nos testes por um período de 24 horas até 96 horas.
“Não há dúvida que um material tóxico foi lançado no [rio] Paraopeba. Não sabemos como a situação está agora, mas a área precisa ser acompanhada porque esse material é muito fino, pode permanecer por muitos anos. Ele fica no leito do rio, no solo e entra em contato com pessoas e animais”, destaca a pesquisadora do Butantan.
Por falta de dinheiro, os pesquisadores interromperam os testes, mas pretendem fazer novas coletas. “O dano potencial desse tipo de acidente perdura por décadas. Toda a região afetada precisa ser monitorada com extremo rigor”, frisa Rezende.
Manifestantes protestaram contra a Vale em São Paulo e no Rio de Janeiro ( Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)
Para Fabiano Thompson, as águas do Paraopeba representam uma ameaça à saúde pública. “A saúde do rio pode estar comprometida por décadas. Uma vergonha”, diz.
Com as coletas feitas, os cientistas identificaram uma concentração elevada de mercúrio, metal altamente tóxico, no Rio Paraopeba. A concentração encontrada é pelo menos 720 vezes maior que o máximo estabelecido como seguro pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) para águas de classe 2, como a do rio. Essa classificação indica que a água é destinada ao abastecimento humano, após tratamento.
Um relatório oficial, recentemente divulgado pela ANA, Capasa, CPRM e Igam, aponta elevada concentração de mercúrio na água entre 25 de janeiro e 10 de março deste ano, além de indicar turbidez média (NTU), ferro dissolvido (mg/L) e mercúrio dissolvido (ug/L) acima dos limites estabelecidos pela resolução Conama 357. Os cientistas lembram, porém, que uma interpretação mais abrangente sobre a situação atual do rio está sendo dificultada pela ausência de dados a partir de 11 de março.
O estudo foi feito por pesquisadores do Instituto Butantan, da Uenf e da UFRJ e amostras foram coletadas em seis localidades ao longo do Paraopeba, incluindo pontos localizados 26 quilômetros antes da área atingida e até 150 quilômetros após o local.
Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP
O resultado da pesquisa indicou concentração de ferro 100 vezes maior que a estabelecida pelo Conama e de alumínio, mil vezes superior. O mercúrio, no entanto, é o que preocupa os pesquisadores, devido à elevada toxicidade e persistência no ambiente. Fabiano Thompson, do Instituto de Biologia e da Coppe da UFRJ e autor de uma análise sobre os efeitos dos rejeitos da lama de Mariana (MG), acredita que uma possibilidade para explicar essa situação é que a forte lama lançada contra Brumadinho após o rompimento da barragem pode ter revirado o leito do rio e liberado sedimentos de antigos locais de extração de ouro.
Carlos Eduardo de Rezende, da Uenf, que é um dos coordenadores do estudo, lembra que o mercúrio é um dos piores poluentes existentes, já que causa uma espécie de contaminação crônica.
Além do metal, foram encontrados também micróbios potencialmente tóxicos na água do rio, com concentrações dez vezes superior à máxima tolerada pelo Conama.
O outro lado
De acordo com a Vale, após três meses do rompimento da barragem, “é possível avaliar que o rio Paraopeba poderá ser recuperado. Tal afirmação é baseada em estudos de quase 900 mil análises da água, solo, rejeitos e sedimentos.”
A empresa diz que está realizando um monitoramento detalhado do rio, com coletas diárias de amostras de água e solo, além de avaliação dos níveis de turbidez.
Ainda segundo a mineradora, análises feitas em 48 pontos mostraram que os rejeitos não são perigosos à saúde e que os níveis de toxicidade estão abaixo dos limites legais para “rejeitos de mineração, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”.
Um relatório feito em conjunto pela Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), concluiu que a concentração de mercúrio no local está “abaixo do limite de detecção do método analítico” e que a densidade de micro-organismos e toxinas derivadas deles está dentro do padrão legal.
Nota da Redação: explorar embriões de peixes em testes sobre a toxicidade da lama de rejeitos do rime ambiental de Brumadinho (MG) é uma prática antiética. Esses experimentos contrariam os direitos animais, já que tratam embriões de peixes como objetos e os condenam à morte e a anomalias. É de extrema necessidade avaliar o risco que a água do rio Paraopeba representa, após o rompimento da barragem, não só para os seres humanos, como também para os animais. Isso, no entanto, deve ser feito de forma ética, através da avaliação em laboratório de amostras da água, sem o envolvimento de seres vivos.