Polícia finaliza inquérito sobre caso de 1,7 mil cães resgatados de canil após maus-tratos

Foto: Reprodução/TV TEM

A Polícia Civil finalizou a investigação sobre o caso dos 1.708 cachorros explorados para venda e maltratados por um canil em Piedade, no interior de São Paulo. Encaminhado para a Justiça, o caso será julgado como crime de maus-tratos a animais e de canil clandestino.

O canil foi interditado em fevereiro deste ano e parte dos animais já encontrou novos lares, após resgate e tratamento veterinário promovidos pelo Instituto Luísa Mell. A ativista que dá nome à entidade contou que mais de 500 animais receberam tratamento para doença do carrapato e mais de 50 morreram. As informações são do G1.

De acordo com um laudo emitido pela Subsecretaria de Defesa dos Animais, a área de sete hectares do canil estava “totalmente fora dos padrões aceitáveis para tal finalidade”. Nenhum dos animais tinham contato com terra ou grama e ficavam confinados em baias e gaiolas.

“Aparentemente, a limpeza é feita somente uma vez ao dia, visto que várias baias estavam sujas de fezes”, afirma um trecho.

Na época, o Canil Céu Azul disse que iria recorrer de uma multa administrativa de mais de R$ 5 milhões por maus-tratos. O local foi multado também em R$ 13.240, pelo Procon.

Segundo a Polícia Ambiental, havia 1.743 animais em local fechado, sendo 1.708 em condição de maus-tratos.

O canil funcionava na área rural da cidade, no bairro Goiabas. Os crimes praticados pelo estabelecimento foram descobertos após uma denúncia anônima. A Polícia Militar Ambiental esteve no local no dia 13 de fevereiro.

Através da Vigilância Sanitária, a Prefeitura de Piedade, lavrou auto de infração e de interdição do canil. De acordo com a administração municipal, o estabelecimento não dispunha de alvará de funcionamento, inscrição municipal e não pagava impostos.

Na época, a proprietária do local acionou a Justiça para tentar impedir que os animais fossem retirados do canil. No entanto, a juíza Luciana Mahuad negou o pedido.

O Canil Céu Azul funcionava há 20 anos e nunca havia sido submetido à fiscalização. Cães explorados pelo local eram comercializados pela rede Petz

O estabelecimento vendia cães para rede Petz, que após o caso decidiu parar de comercializar filhotes de cães e gatos em suas 82 lojas espalhadas pelo Brasil.

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PL quer proibir que animais sejam mantidos acorrentados no Amazonas

Foto: Pixabay

Um projeto de lei, de autoria da deputada Joana Darc (PR), líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas, quer proibir que animais sejam mantidos acorrentados no estado. A proposta estabelece multa para quem descumprir a proibição.

A matéria caracteriza como maus-tratos o uso de correntes que restrinjam a liberdade de locomoção dos animais e os aprisionem de maneira permanente ou rotineira em um local fixo, de forma contínua.
O descumprimento da medida acarretará, caso o projeto seja aprovado e sancionado, multa de 300 Unidades Fiscais de Referência (Ufir), em casos em que não exista lesão no animal, e 600 Ufir se houver lesão. A multa sobe para 1 mil Ufir se o animal morrer. As informações são do portal A Crítica.

A Ufir, citada no texto, não é mais usada no Amazonas, que tem como referência para multas e similares a Taxa Selic. Ao ser questionada, a vereadora autora da proposta alegou que a referência para a multa será a Unidade Fiscal do Município (UFM) que, no caso de Manaus, é de R$ 105,40. Sendo assim, levando em consideração esse valor, a multa leve seria de R$ 31,6 mil e a severa chegaria a R$ 105,4 mil.

A matéria define ainda que os animais vítimas de maus-tratos sejam resgatados e encaminhados para as prefeituras das cidades ou para ONGs.

Joana Darc disse que a proposta é de interesse público e visa à proteção dos animais. A parlamentar disse ainda que, em situações que os tutores não disponham de outros meios para conter o animal, a corrente deverá ser substituída por uma conhecida como “vai e vem”, que permite que o animal se locomova, sente e deite.

A deputada afirmou que o projeto condiz com o artigo 225 da Constituição Federal, que versa sobre a proteção do meio ambiente, e com a Lei de Crimes Ambientais, que define punição para crimes cometidos contra a natureza e os animais.


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Santuário precisa de ajuda para construir cocheiras para cavalos resgatados de maus-tratos

Por David Arioch

Divulgação

Com um trabalho iniciado em 2015, o Santuário Filhos de Shanti, situado em Pindamonhangaba (SP), já resgatou dezenas de animais vítimas de maus-tratos. E mais de 50 ainda vivem no santuário – como cavalos, cães, gatos, ovelhas e cabras.

No entanto, como todo o trabalho é feito sem fins lucrativos, e com apoio voluntário, hoje o santuário está em busca de ajuda para a construção de seis cocheiras e um brete de contenção.

“Eles precisam dormir em cocheiras. Resgatamos cavalos que necessitam de curativos diários, a falta de brete dificulta o trabalho e nos expõe a riscos”, informa a fundadora do santuário, Rosangela Coelho.

Para alcançar o objetivo, Rosangela criou uma campanha no site Vakinha, com o objetivo de arrecadar 20 mil reais a serem usados para custear mão de obra e material, que inclui costaneiras, pilares, madeiras para o telhado e telhas, entre outros itens.

Divulgação

“Só de cavalos, cuidamos diariamente de 12, e todos os dias há pedidos de resgate. Além de Pindamonhangaba, já acolhemos animais de Taubaté, Tiradentes, Ubatuba e Tremembé, etc”, declara.

A história do Santuário Filhos de Shanti começou em 2015, quando Rosangela e alguns voluntários resgataram uma égua grávida, que estava extremamente magra e com duas pernas machucadas.

“Prometi a ela que jamais a abandonaria e que seu filho nasceria livre. Então mudei toda a minha vida pra cumprir isso. Saí de casa e aluguei uma chácara pequena, e a partir daí nunca mais paramos. Já mudamos de local quatro vezes porque cresceu o número de animais resgatados”, relata.

E acrescenta: “Todos os dias praticamente somos chamados pra resgate, e acolhemos os que podemos, os casos graves, como animal fraturado, lesionado, com falência dos músculos, os que precisam de cirurgias em hospital. Então temos que investir muito neles para recuperá-los. A gente faz brechós, rifas, eventos e uso meu salário (já que tenho emprego), mas nunca é o suficiente.”

Uma das histórias de destaque do santuário é a de Francisco, um cavalo que teve inúmeras fraturas, centelha aberta e foi encontrado sendo atacado por urubus:

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“Ele era potro ainda, tinha cinco meses quando foi atropelado. Levaram sua mãe e o deixaram na rua a noite toda. Ele ficou 11 meses internado no Hospital Veterinário da USP. Fez várias cirurgias, tratamento com células-tronco. O caso dele era eutanásia. Mas lutamos e ele venceu. Continua em tratamento com fisioterapeuta aqui no santuário desde novembro.”

Para contribuir com o Santuário Filhos de Shanti, clique aqui.

Divulgação

Ou você pode realizar uma doação diretamente em conta bancária:

Caixa Econômica Federal

Rosangela A Coelho
Agência: 1817
Operação: 013
Conta Poupança: 18850-2
CPF: 3180116895

Santander

Agência: 0056
Conta Corrente: 01080139-1
Rosangela A Coelho

Para mais informações, ligue para (12) 99641-3053

Acompanhe o trabalho do santuário:

Facebook

Instagram: @santuariofilhosdeshanti


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Alertas de desmatamento e degradação da Amazônia ultrapassam 2 mil km² em 30 dias

Por David Arioch

Os dados são baseados em registros do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) (Foto: Getty)

De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), somente no mês de junho as áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia Legal somaram 2.072,03 km².

Os dados são baseados em registros do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do INPE, que se baseia em imagens de satélite para orientar a fiscalização em campo.

“Considerando somente os alertas do tipo desmatamento, onde já houve remoção da cobertura florestal, as áreas mapeadas em junho somam 920,21 km²”, informa o instituto.


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Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Empresas veganas de carne à base de vegetais contribuem para salvar o planeta

Foto: Impossible Foods

Foto: Impossible Foods

O sucesso sem precedentes de empresas veganas como a Impossible Foods e a Beyond Meat foram noticiados e comentados no mundo todo. Um artigo recente no Independent discute a rápida ascensão de mercado das alternativas à base de vegetais para a carne de origem animal, citando as duas companhias como exemplo e comprovando em números que as opções veganas se tornaram uma tendência sólida de mercado.

O texto diz ainda que com esse potencial cresce continuamento o movimento vegano “poderia impulsionar um rápido declínio em relação a contribuição da carne para a crise climática”.

O pesquisador de consumo sustentável Malte Rödl escreve no artigo, originalmente publicado no The Conversation, que “a carne vegana pode reduzir massivamente a pesada carga de emissões e o sofrimento dos animais causados pela agropecuária”.

A agricultura animal libera mais emissões que todo o transporte mundial combinado; a criação de animais para consumo humano é responsável por mais de 51% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, sendo sua principal emissão o metano animal, que é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o CO2 em um período de 20 anos.

Com esta urgência ambiental, não há desculpa para os consumidores não experimentarem a imensa gama de produtos recém-disponíveis, que têm o mesmo gosto que carne de origem animal, mas sem seu impacto ambiental devastador. E de acordo com os dados acumulados, o público está fazendo exatamente isso – com o GrubHub afirmando que o veganismo é a principal tendência e o líder de pedidos no horário noturno nos EUA é o Impossible Burger.

Além disso, o CEO da Impossible, Pat Brown, falou à New Scientist na semana passada, argumentando que os governos deveriam introduzir impostos sobre carnes para encorajar os consumidores a ficarem atentos às suas compras e perceberem a importância de reduzir seu impacto nas mudanças climáticas.

Brown afirmou à publicação que seu objetivo é acabar com a produção mundial de carne bovina até 2035. Seu produto, o Impossible Burger, gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa do que as produzidas a partir de vacas.

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Elefantes jovens formam grupos para se proteger de caçadores e fazendeiros

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção estão formando “gangues” para se proteger de caçadores e fazendeiros quando procuram por comida, dizem especialistas.

Os animais, que em sua maioria são adolescentes, estão formando grupos exclusivamente de elefantes do sexo masculino para entrar em áreas onde o risco de contato com humanos é alto – como em áreas de cultivo de colheitas ou de desmatamento.

Além de se protegerem, o extraordinário desenvolvimento evolucionário também ajuda a garantir sua capacidade reprodutiva, afirmam os pesquisadores.

Os cientistas dizem que os corpos dos elefantes mais jovens são mais atraentes para as elefantas do que para os seus pares mais velhos, e que o agrupamento em grupos os torna mais visíveis.

Foto: FEP/Vinod Kumar

Foto: FEP/Vinod Kumar

O estudo inovador, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos Avançados em Bengaluru, na Índia, foi baseado em uma análise de 1.445 fotografias de 248 indivíduos do sexo masculino.

As imagens – coletadas no sul da Índia durante dois anos – mostram os jovens animais formando grandes grupos de machos ao entrar em áreas não-florestais e fazendas.

Os jovens sexualmente imaturos viviam principalmente em grupos mistos, enquanto os machos adultos eram em sua maioria solitários – de acordo com a reputação dos elefantes machos como solitários e anti-sociais.

O biólogo especialista em elefantes Nishant Srinivasaiah, doutorando no instituto, é o responsável pela da pesquisa.

Ele disse: “Os elefantes asiáticos machos são conhecidos por adotar uma estratégia de busca por alimento (forrageamento) de alto risco (e alto retorno), aventurando-se em áreas agrícolas e alimentando-se de colheitas com itens nutritivos, a fim de melhorar sua aptidão reprodutiva.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

“formulamos uma hipótese com os altos riscos para a sobrevivência causados pelo aumento da urbanização e, muitas vezes, as paisagens imprevisivelmente transformadas em campos de produção de alimentos podem exigir o surgimento de estratégias comportamentais que permitam que os elefantes machos persistam em tais lugares”.

Srinivasaiah disse que os maiores grupos de elefantes adolescentes foram encontrados onde havia abundância de culturas e água.

“Esses indivíduos tendem a ter melhor condição corporal em comparação com homens adultos solitários”, disse o biólogo.

“Isso indica que a formação de grupos em jovens do sexo masculino pode ser um comportamento adaptativo para melhorar a aptidão reprodutiva em áreas com ótimos recursos, mas com alto risco de contato humano”.

“Também descobrimos que esses machos, quando não estão em risco, permanecem em grande parte solitários em habitats florestais, o que está de acordo com estudos anteriores sobre elefantes asiáticos”, disse Srinivasaiah.

Na sociedade dos elefantes, ao atingir a adolescência, os machos normalmente deixam a família em busca de fêmeas sem vínculo consanguíneo para se relacionarem sexualmente em áreas ricas em comida e bebida, onde possam se estabelecer.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Mas isso está mudando, devido à atividade humana. O estudo foi realizado em uma região próxima das principais cidades e vilas, como Bangalore – apelidada de “Vale do Silício da Índia”.

O local sofreu grandes alterações no uso da terra com o aumento da população, agricultura, construção de estradas e expansão urbana – tudo em detrimento da cobertura florestal e dos habitats naturais de elefantes.

A engrenagem social dos elefantes também foi encontrada em gangues que buscavam por alimento em terras cultivadas. Esta “estratégia” de gerenciamento de risco melhora a chance de sobrevivência.

Compreender a evolução do comportamentos dos animais pode ajudar nos conflitos entre humanos e elefantes – e consequentemente evitar a perda dos animais ameaçados, disseram eles.

Srinivasaiah disse: “Nós mostramos que os elefantes asiáticos exibem um comportamento sensível à socialização, particularmente a formação de grupos masculinos estáveis e de longo prazo, tipicamente em áreas que não possuem presença de florestas ou que sofreram modificação pela ação humana ou são altamente fragmentadas.

“Eles continuam solitários ou associados em grupos mistos, no entanto, dentro de habitats florestais”.

Esses novos e grandes grupos exclusivamente masculinos podem constituir uma estratégia única de história da vida para os elefantes machos nas paisagens de alto risco, mas também de excelentes recursos do sul da Índia.

Isso pode ser especialmente verdadeiro para os adolescentes, que pareciam efetivamente melhorar sua condição corporal ao explorar cada vez mais os recursos disponibilizados pelo homem, quando reunidos em grupos masculinos.

“Essa observação reforça nossa hipótese de que tais comportamentos emergentes provavelmente constituem uma estratégia adaptativa para os elefantes asiáticos machos que podem ser forçados a enfrentar cada vez mais ambientes intrusivos provocados pelo homem”.

O elefante asiático é encontrado em todo o subcontinente indiano e sudeste da Ásia – incluindo Nepal, Sumatra e Bornéu.

Ele foi declarado em perigo pela Lista Vermelha da IUCN desde 1986. A população da espécie diminuiu em pelo menos 50% nas últimas três gerações devido à perda de habitat e à caça.

O elefante asiático é menor do que o seu homólogo africano, que é classificado como vulnerável.

As conclusões completas do estudo foram publicadas na revista científica Scientific Reports.

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Evento internacional em Salvador vai discutir ações de combate às mudanças climáticas

Por David Arioch

Atualmente 195 países reconhecem as mudanças climáticas como um problema sério que exige grande redução das emissões de gases do efeito estufa | Foto: Pixabay

De 19 a 23 de agosto, o centro de eventos Salvador Hall será transformado em uma “Cidade do Clima” para sediar a Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019 (LACCW), organizada para impulsionar a resposta da região à atual emergência climática.

Sediada pelo governo brasileiro, a Semana do Clima é organizada em parceria com organizações internacionais e regionais e por Salvador (BA).

As conclusões da LACCW irão alimentar os resultados da Cúpula sobre a Ação Climática organizada pelo secretário-geral da ONU em 23 de setembro em Nova Iorque com o objetivo final de impulsionar a ambição e acelerar a implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A agenda do evento está disponível online (clique aqui), apresentando um cronograma dinâmico de atividades que demonstrarão a crescente ambição climática em toda a região, desde discussões técnicas até diálogos temáticos. Atualmente 195 países reconhecem as mudanças climáticas como um problema sério que exige grande redução das emissões de gases do efeito estufa.

As inscrições para a Semana do Clima da América Latina e Caribe estão abertas aqui.

Todas as informações de logística sobre o LACCW, incluindo detalhes sobre o Salvador Hall, estão disponíveis em inglês, espanhol e português aqui.

Oportunidades de demonstração de ações na região

Em paralelo à agenda de eventos, atores climáticos de toda a região são convidados a demonstrar soluções climáticas inovadoras através das seguintes possibilidades de engajamento:

Side Events (Eventos Paralelos) dão a oportunidade às organizações para conduzir uma sessão sobre temas alinhados com a agenda de 2019 do LACCW. O prazo para se inscrever vai até o dia 14 de julho.

Action Hub (Hub de Ação) proporciona uma plataforma para demonstração de ideias e soluções climáticas inovadoras com duração de 15 a 30 minutos em um palco no centro do espaço de exibição. O prazo para se inscrever vai até o dia 21 de julho.

Exhibition Booths (Estandes de Exposição) oferecem oportunidades às organizações para apresentar seus trabalhos durante o LACCW. O prazo para inscrição através de parceiros comerciais vai até o dia 11 de agosto.

Esquina do Conhecimento (Knowledge Corner) proporciona às organizações não governamentais, organizações juvenis e também instituições de educação a possibilidade de exibir seus trabalhos em um estande compartilhado. O prazo para a inscrição vai até o dia 21 de julho. Organizações interessadas podem se inscrever aqui.


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Caçador tira fotos ao lado dos cadáveres de animais ameaçados de extinção

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Além de caçador, Carl Knight, de 45 anos, é dono de uma empresa de “turismo” que recebe hóspedes e proporciona caçadas a animais em extinção lucrando em cima da morte de elefantes, girafas, leões, leopardos, rinocerontes, crocodilos e demais espécies.

Acredita-se que ele seja o único caçador britânico conhecido por matar pelo menos um de cada espécie de animal em extinção pertencente ao grupo conhecido como “Big Five” (Cinco Grandes) da África.

Assim como leopardos e elefantes, Knight admite orgulhoso ter matado rinocerontes e búfalos ameaçados de extinção – cuja população está em declínio.

O leão, o leopardo e o elefante africanos são todos classificados como vulneráveis – enquanto o rinoceronte negro está criticamente em perigo segundo da classificação da IUCN.

Ativistas dizem que ele é o único caçador britânico a ter completado a lista de animais “Dangerous Seven” – que inclui ainda crocodilos e hipopótamos.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Surrey que é nascido Knight (Reino Unido) foi acusado esta semana de ajudar a conduzir “espécies ameaçadas ao extermínio”, relatou o Mirror.

Crise da extinção

A Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu disse que, em face de uma “crise de extinção”, matar animais por diversão era “um dos últimos males sociais”.

A indignação vem em seguida ao evento parlamentar na quarta-feira (03) no Reino Unido, que é um dos maiores importador de troféus de caça junto com os Estados Unidos, pedindo novas leis contra a indústria de troféus.

Knight, que é pai de dois filhos, insiste que ele e seus clientes ricos estão ajudando a salvar espécies em risco, caçando animais para se divertir.

Ele disse no site da empresa Take Aim Safaris que participou de mais de 400 caçadas na África.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Em uma foto, Knight, que vive hoje em Johanesburgo, é visto posando ao lado do corpo de um leão morto.

Outra foto mostra Knight com dois homens agachados atrás de um cadáver de leopardo – enquanto um terceiro é visto segurando sua arma ao lado de um elefante do sexo masculino morto.

Ele supostamente cobra até £ 30.000 para ajudar clientes ricos a rastrear feras em viagens pela África do Sul, Zimbábue e Namíbia.

Os “hóspedes” ficam em alojamentos luxuosos de cinco estrelas e podem até caçar rinocerontes, chitas, girafas, zebras e macacos.

E Knight se orgulha de seus assassinatos: “Eu tenho caçado os Big Five e Dangerous Seven como um cliente, a maioria das espécies desses grupos algumas vezes, sem mencionar os guiá-los muitas vezes mais”

Seu catálogo on-line acrescenta que os hóspedes podem “relaxar com um copo de vinho”, enquanto suas mortes são “preparadas profissionalmente pelo taxidermista”.

Matança patrocinada

Eduardo Gonçalves, da Campaign To Ban Trophy Hunting (Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu), criticou ferozmente o negócio do caçador que ele diz estar “encharcado de sangue”.

Ele disse ao Mirror: “Knight não só mata animais selvagens raros por diversão, ele faz milhares de dólares dessas expedições doentias. Ele está literalmente fazendo uma matança patrocinada.

“As pessoas no Reino Unido ficarão com o coração partido ao saber que ele organiza caças de chitas, e indignados ao entender ele ganha a vida ajudando a matar rinocerontes ameaçados de extinção”.

“Knight organiza caçadas para matar girafas e zebras e guia os caçadores para atirarem em macacos, avestruzes e porcos-espinhos”.

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Aplicativo incentiva crianças a preservar as espécies ameaçadas de extinção

Foto: Sky News

Foto: Sky News

O aplicativo Seek ajuda os usuários a identificar uma espécie da vida selvagem, ao filmá-la em um smartphone.

Espera-se que a tecnologia incentive os jovens a se envolverem mais com a natureza e descobrirem mais sobre os insetos, plantas e animais que vivem ao seu redor.

As informações coletadas no aplicativo podem ser enviadas para um banco de dados global para ajudar os cientistas a mapear espécies diferentes em todo o mundo.

Imogen, de 9 anos, encontrou bichos-de-conta, bicha-tesoura e aranhas em seu playground da escola usando o aplicativo.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ela disse: “É realmente emocionante porque se você tirar uma foto de uma flor, o app diz que tipo de flor é aquela.

“Você aprende o que as espécies são, passa a saber mais sobre elas, para que você possa tentar protegê-las caso elas sejam raras ou ameaçadas de extinção.”

Mais de um milhão de espécies de animais e plantas estão em risco de extinção, segundo um importante relatório da ONU divulgado recentemente.

A pesquisa, publicada no mês passado, descobriu que a natureza está em um declínio contínuo a uma velocidade nunca antes vista.

O professor Alexandre Antonelli, diretor de ciência da Kew Gardens, diz que envolver crianças “será essencial para proteger nosso planeta”.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

Ele acrescenta: “A biodiversidade é essencial para medicamentos, a comida que comemos, os materiais que usamos.

“É muito importante expor as crianças à natureza desde a mais tenra idade, porque se os pais e educadores fizerem isso, elas também entenderão não apenas a natureza como um todo, mas também as diferentes espécies.

“Ao fazer isso, as crianças também se envolvem mais na biodiversidade e com a natureza e também trabalharão para proteger o fauna e a flora, porque eles serão os tomadores de decisão no futuro.”

Colin Buttfield, da WWF, diz que a tecnologia será fundamental para envolver os jovens nas questões que afetam o planeta.

Foto: Sky News

Foto: Sky News

“Somos a primeira geração de pessoas a saber o impacto do que estamos criando no planeta e a última que tem a chance de fazer algo a respeito”, disse ele.

“Os jovens estão exigindo cada vez mais que nossos líderes tomem medidas para proteger a Terra”.

“Recursos como o aplicativo Seek são vitais para ajudá-los a aprender mais sobre as maravilhas do nosso mundo natural e fazer parte dos esforços científicos para entender o impacto e a responsabilidade que teos em relação ao meio ambiente”.

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