Mais de sete mil universidades declaram emergência climática

Por David Arioch

A estratégia para combater a crise climática está estruturada em três frentes (Foto: Reuters)

Organizações que representam mais de sete mil instituições de ensino superior de todos os seis continentes declararam na última quarta-feira (10) uma emergência climática e acordaram um plano para neutralizar as suas emissões de carbono até 2030.

A estratégia para combater a crise climática está estruturada em três frentes: neutralizar as emissões de carbono até 2030; mobilizar mais recursos para a pesquisa e a criação de competências voltadas para ações climáticas; e ampliar a educação ambiental e a educação para a sustentabilidade no currículo escolar, tanto nas universidades como em programas para a comunidade.

Esta é a primeira vez em que organizações de ensino superior se unem para assumir um compromisso coletivo frente às mudanças do clima. A iniciativa é capitaneada pela Aliança para a Liderança Sustentável na Educação (EAUC), pela organização estadunidense Second Nature e pela Aliança para Juventude e Educação, da ONU Meio Ambiente. A carta assinada pelas três instituições será compartilhada com ministros de Estado durante o encontro da Iniciativa por uma Educação Superior Sustentável, em Nova York.

Outras instituições que assinaram o documento incluem a Universidade de Strathmore (Quênia), a Universidade de Tongji (China), a Escola de Comércio KEDGE (França), a Universidade de Glasgow (Escócia), a Universidade do Estado da Califórnia (Estados Unidos), a Universidade de Zayed (Emirados Árabes Unidos) e a Universidade de Guadalajara (México).

O anúncio também foi apoiado pelas principais redes mundiais de educação, como a Aliança Global e a Iniciativa Global de Lideranças Responsáveis, que também se comprometeram com as metas de emissões.

“O que ensinamos molda o futuro. Nós elogiamos o compromisso das universidades para se tornarem neutras em carbono até 2030 e aumentar seus esforços nos campus acadêmicos”, disse a diretora executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

“Os jovens têm liderado cada vez mais os apelos por mais ações endereçando os desafios climáticos e ambientais. Iniciativas que envolvem os jovens diretamente neste trabalho são uma contribuição valiosa para alcançar o desenvolvimento sustentável.”

Algumas instituições já implementam boas práticas de sustentabilidade, como a Universidade de Strathmore, que utiliza energia limpa e instalou seu próprio sistema fotovoltaico de 600 quilowatts. A Universidade de Tongji incorporou a sustentabilidade no currículo e instigou outras instituições a fazerem o mesmo.

Nos Estados Unidos, a Universidade da Califórnia se comprometeu a neutralizar suas emissões de carbono até 2025 e outras instituições, como a Universidade Americana e a Universidade de Colgate, já são neutras em carbono.

“Jovens em todo o mundo sentem que escolas, colégios e universidades têm sido lentos demais em suas reações à crise que recai sobre nós. Celebramos a notícia de que elas estão declarando a emergência climática. Não temos tempo a perder. Iremos convocar as instituições que ainda não apoiam a iniciativa para que se juntem a ela. E, claro, as ações que acompanham o apoio são o elemento mais importante”, afirmou a diretora para Alunos que se Organizam pela Sustentabilidade, Charlotte Bonner.

Leia a carta completa (em inglês) e veja quais redes confirmaram apoio — clique aqui.


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Proposta legislativa exige impressão de informações sobre agrotóxicos junto aos alimentos

Por David Arioch

Carreras: “Diversos estudos, realizados entre 2011 a 2017, comprovam os malefícios para a saúde humana e ambiental da exposição aos agrotóxicos” | Pixabay

Proposta apresentada ontem em Brasília pelo deputado Felipe Carreras (PSB-PE) prevê a proibição da veiculação de propaganda de agrotóxicos aos consumidores e cobra impressão de informações sobre seu uso e possíveis danos nos rótulos dos produtos alimentícios.

Caso os alimentos não sejam comercializados embalados, a exigência é de instalação de banner com todas as informações sobre utilização de agroquímicos ao lado dos produtos.

“Estão inclusos nesta obrigação os hipermercados, supermercados, mercados, mercearias, padarias, açougues, feiras abertas e quaisquer outros estabelecimentos que comercializem estes tipos de produtos”, destaca Carreras.

A justificativa para a criação do PL 3930/2019, é que o na última década o Brasil expandiu em mais de 190% o mercado de agrotóxicos.

Hoje, dez empresas controlam mais de 70% desse mercado no país. Somente na safra de 2010 e 2011, foram consumidas 936 mil toneladas de agrotóxicos – cita Felipe Carreras.

“Diversos estudos, realizados entre 2011 a 2017, comprovam os malefícios para a saúde humana e ambiental da exposição aos agrotóxicos. Há importante interferência dos agrotóxicos no equilíbrio do ecossistema e, consequentemente, na vida animal e humana”, argumenta.

Os impactos referenciados vão desde a alteração da composição do solo, passando pela contaminação da água e do ar, podendo interferir nos organismos vivos terrestres e aquáticos, alterando morfologia e função dentro do ecossistema.

Também há diversos casos de intoxicações e outros agravos à saúde humana. No período de 1999 a 2009, foram registrados quase 10 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Nordeste do Brasil, e Pernambuco foi o estado mais acometido.

“Nesse Estado, entre os anos de 2007 a 2010, foram identificados 549 casos de intoxicações. São 2.052 óbitos por intoxicação por agrotóxicos no período de 2000 a 2009, e, somente no ano de 2005, foram mais de 1,2 mil casos de intoxicações no Nordeste”, acrescenta.


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CEO da Impossible Foods diz que crianças de hoje não se alimentarão de animais no futuro

Por David Arioch

“Prometo que, quando você for adulto, a carne que você come não virá de animais mortos. Você pode vir me encontrar e me bater se eu estiver errado” (Foto: Impossible Foods/Divulgação)

De acordo com a revista online Grist, recentemente a startup Impossible Foods, organizou um evento para crianças com atividades para ensiná-las sobre os benefícios dos alimentos vegetais.

Na ocasião, o CEO Patrick O. Brown falou que quando elas forem adultas já não se alimentarão de animais. “Quem gosta de comer cachorro-quente? Filé de peixe? Hambúrgueres?”, perguntou Brown.

Quando a maioria ergueu as mãos, ele fez outra pergunta. “Quem aqui está realmente feliz por [esses produtos] terem vindo de animais mortos?” As crianças abaixaram as mãos e ficaram em silêncio.

“Prometo que, quando você for adulto, a carne que você come não virá de animais mortos. Você pode vir me encontrar e me bater se eu estiver errado”, declarou. A atitude de Patrick O. Brown faz parte de uma iniciativa da Impossible Foods de criar alternativas a todos os alimentos mais consumidos de origem animal até 2035.

Além disso, Brown aposta que nos próximos três anos o Impossible Burger será oferecido a preços mais competitivos em comparação ao hambúrguer tradicional.


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Foca grávida é encontrada morta com um tiro no coração

Foto: SWNS

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O corpo de uma foca grávida foi encontrado em um banco de lama de um rio na quinta feira última (5), autoridades da vida selvagem apuraram que o animal foi baleado no coração por um rifle.

A descoberta anterior dos corpos de outras duas focas grávidas nos remansos do Canal Walton, em Essex, na Inglaterra no início do ano, provocou indignação e um apelo público pedindo que seus assassinos fossem encontrados.

Suspeita-se que os animais foram mortos por pescadores que estavam com raiva das focas por elas estarem interferindo em sua pescaria.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Uma recompensa de £ 3.000 (cerca de 14 mil reais) também foi oferecida pela Sea Shepherd UK, uma ONG de conservação que visa prevenir e desencorajar a matança de focas.

Agora, o grupo voluntário Essex Marine Mammal Resgate e Pesquisa anunciou as descobertas de um post-mortem – ou necropsia – no corpo de uma das focas.

Um porta-voz do grupo disse: “Em janeiro, duas focas mortas foram encontrados com o que parecia ser ferimentos de bala. “Uma das focas foi levada para o Programa de Investigação de Encalhe de Cetáceos (CSIP) para uma necropsia a ser realizada.

Foi confirmado que todas as suposições sobre a morte das focas estavam de fato corretas.

Um relatório escrito por Rob Deaville da CSIP afirma: “Esta foca adulta estava em muito bom estado nutricional na morte e também estava grávida de um feto de dois a três meses.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

“Foi relatado que ela encalhou no canal junto com outra foca e vários relatórios ligaram as mortes a tiros”.

“O exame constatou que a causa da morte era consistente com tiro, com uma única entrada da bala entre as nadadeiras”.

“A bala penetrou parte do coração e a borda do pulmão esquerdo. A bala foi recuperada durante o exame e parecia estar praticamente intacta”.

“O projétil foi provisoriamente identificado como sendo de uma arma calibre 22 e foi retida para análise”. Tony Haggis, que realiza tours pelos remansos dos canais de agua doce, encontrou as focas mortas na época.

Ele disse: “É tão triste, eu espero 12 meses para ver as mães focas darem à luz”.

“Acreditamos que quatro focas foram vistas mortos na água por pescadores, mas apenas duas foram encontradas mortas.

“Infelizmente eles não têm evidências de quem fez isso e o assunto esfriou.

Foto: Hugh Ryono

Foto: Hugh Ryono

“Mas uma vez que foi tornada pública a morte das focas, quem quer que tenha feito isso sabe que todo mundo está olhando e vigiando”.

Tony disse que atualmente aparecem muitos filhotes de focas mortos nos remansos dos rios, embora ele acredite que alguns nasceram prematuros e morreram, o que ele diz ser causado por pessoas que perturbam e incomodam as mães.

Ele acrescentou: “Eu tento dizer às pessoas para manter distância e não perturbá-las, é muito importante que elas possam descansar.

“É uma atitude de respeito.”

Um porta-voz da RSPCA disse: “Aplaudimos os esforços para tentar descobrir o que aconteceu com as focas e aguardamos que os criminosos sejam pegos o quanto antes”.

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Dia Mundial da Lei: legislações criadas para defender animais são ineficazes

Hoje, dia 10 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Lei. O ordenamento jurídico é um recurso imprescindível na construção de uma sociedade ética, mas é falho e não protege os animais como deveria.

(Foto: ThinkStock)

Atualmente, muitos municípios brasileiros, principalmente as metrópoles, dispõe de legislações que punem maus-tratos a animais. A nível federal, existe ainda a Lei de Crimes Ambientais, que além de punir práticas ilegais promovidas contra o meio ambiente, combate casos de violência e negligência promovidos contra os animais.

No entanto, nenhuma lei brasileira costuma levar para cadeia aqueles criminosos que praticaram maus-tratos a animais. O caso de Dalva Lina da Silva, a serial killer de animais de São Paulo, foi o primeiro a haver condenação de prisão – mas não em regime fechado. Em 2017, ela foi condenada a 16 anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Após ficar cerca de quatro meses foragida, ela foi presa em fevereiro de 2018.

Antes de Dalva, os crimes eram punidos apenas com aplicação de multas e obrigatoriedade do condenado executar serviços comunitários. A condenação da serial killer, no entanto, não mudou o cenário brasileiro e, após a Justiça emitir a decisão de manter Dalva em regime semiaberto por mais de 16 anos, novos casos continuaram a receber penas alternativas que passam bem longe da prisão.

Essas condenações brandas se devem à forma como estão estruturadas as legislações brasileiras relacionadas aos direitos animais. A legislação federal, por exemplo, tem como pena máxima um ano de detenção. Um projeto, que foi aprovado pelo Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, quer aumentar a punição para até quatro anos de detenção. O aumento, porém, não impediria as punições ineficazes. Isso porque, segundo o artigo 44 do Código Penal, a prisão pode ser substituída por alternativas – como multas e prestação de serviços comunitários – se a pena for menor do que quatro anos.

A falta de conhecimento e o descaso das autoridades policiais no combate aos crimes aos quais os animais são submetidos também contribui para este cenário alarmante. É comum que denúncias de maus-tratos a animais não sejam fiscalizadas, assim como a ausência de estrutura do governo, que obrigatoriamente deveria dispor de local, profissionais e insumos para abrigar animais vítimas de violência e abandono, também dificulta a aplicação correta da lei, uma vez que são registrados casos de animais que permanecem em situação de risco devido à impossibilidade de destiná-lo para um lugar adequado.

Todas essas questões favorecem os criminosos e dão força à impunidade, gerando um ciclo vicioso no qual animais são diariamente agredidos, abusados sexualmente, explorados, abandonados, negligenciados e violentados de diversas formas sem que seus algozes paguem por isso.


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Meghan Markle pede aos fãs que se juntem à Greta Thunberg no combate às mudanças climáticas

Foto: Daily Telegraph

Foto: Daily Telegraph

Meghan Markle e o príncipe Harry pediram aos seus seguidores nas mídias sociais que apóiem a ativista vegana sueca de 16 anos, indicada ao Prêmio Nobel da Paz, Greta Thunberg.

A organização da juventude ativista contra a mudança climática, This is Zero Hour, a primatologista e ambientalista Dra. Jane Goodall, a organização focada na mudança climática da Fundação Leonardo DiCaprio, e a organização de conservação da vida selvagem Elefantes Sem Fronteiras estavam entre outras contas do Instagram que Markle e o príncipe Harry estimularam os fãs a seguir e acessar para aprender mais sobre a situação do planeta.

“Há um relógio correndo e o tempo esta acabando para protegermos nosso planeta”, escreveram em sua página no Instagram, Sussex Royal.

“Com a mudança climática, a deterioração de nossos recursos naturais, a ameaça à vida selvagem, o impacto dos plásticos e microplásticos e as emissões de combustíveis fósseis, estamos colocando em risco esse belo planeta que chamamos de lar – para nós mesmos e para as gerações futuras. Vamos salvá-lo. Vamos fazer a nossa parte”.

A influência de Greta Thunberg

Nos últimos meses, Thunberg tornou-se a voz e o rosto dos jovens ambientalistas em todo o mundo. Ela liderou greves e protestos nas escolas, fez discursos poderosos e chamou os líderes mundiais à responsabilidade.

“Esse comportamento irresponsável contínuo será, sem dúvida, lembrado na história como um dos maiores fracassos da humanidade”, disse ela aos parlamentares do Reino Unido em Westminster no início deste ano, informa o jornal The Guardian. Ela estava se referindo ao fracasso das autoridades em tomar uma ação significativa e efetiva em relação à atual crise climática.

“O atual apoio do Reino Unido à nova exploração de combustíveis fósseis, como por exemplo a indústria de extração de gás de xisto do Reino Unido, a expansão dos campos de petróleo e gás do Mar do Norte, a expansão dos aeroportos e a permissão de planejamento para uma nova mina de carvão, é absurdo ”, disse ela.

O príncipe Harry parece concordar com o sentimento da jovem ativista. Ele disse em uma declaração no Instagram, “danos ambientais têm sido tratados como um subproduto necessário do crescimento econômico. Esse pensamento esta tão profundamente arraigado que foi considerado parte da ordem natural que o desenvolvimento da humanidade venha às custas do nosso planeta”.

Ele continuou: “Só agora estamos começando a perceber e entender o dano que estamos causando. Com quase 7,7 bilhões de pessoas habitando a Terra, cada escolha, cada pegada e cada ação faz a diferença”.

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Pesquisa estima aumento de 17% no consumo de produtos veganos até 2020 na China

Foto: Vegan Information

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O crescimento contínuo da população da China, que atualmente é de cerca de 1,5 bilhão de habitantes no país, os hábitos de consumo e as tendências alimentares dos chineses estão evoluindo para novas direções. A indústria de alimentos está agora tendo que atender a uma demanda crescente por alimentos à base de vegetais mais do que nunca.

Usando o GlobalData, a consultoria Verdict Foodservice descobriu que a indústria de alimentos chinesa está mudando rapidamente e que os consumidores estão sendo influenciados pela tendência global de alimentação saudável.

Alimentos orgânicos estão se tornando cada vez mais populares, e à medida que os níveis públicos de conscientização sobre questões de segurança alimentar estão aumentando, a indústria de serviços alimentícios está oferecendo cardápios orgânicos com mais frequência.

Os dados revelaram que o veganismo também se tornou mais popular entre a indústria chinesa de alimentos, de acordo com as estatísticas do South China Morning Post (dados de 2017), o mercado vegano deverá crescer mais de 17% de 2015 a 2020. ”Isto implica uma população vegana de mais de 200 milhões de pessoas em 2020”, diz a pesquisa.

Nesta semana, a KFC lançou um hambúrguer sem carne na China, embora o produto seja vegetariano, e não é totalmente vegano. Um sorvete feito de aveia também foi lançado no país em maio, assim como o ovo feito à base de vegetais, “just egg”.

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Urso abre as portas de carro para procurar comida

Foto: Daily Mail

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As imagens flagram o momento em que um urso apoiado apenas nas patas traseiras desliza e abre as portas da mini-van de uma família e entra no carro para procurar comida.

O curiosa animal pode ser visto caminhando até a van estacionada do lado de fora de uma casa em Gatlinburg, Tennessee, EUA, antes de abrir as portas traseiras e dianteiras do veículo ao mesmo tempo.

Uma mulher que tinha ido fazer uma inspeção na casa disse que viu o urso se aproximando do carro e ligou sua câmera imediatamente.

Foto: Daily Mail

Foto: Daily Mail

Ela disse: “Eu ia fazer uma inspeção de rotina quando vi o urso andando em direção ao carro. Ela abriu a minivan como se fosse uma pessoa, na verdade, duas portas de cada vez.

O episódio ocorreu em 1º de julho em Gatlinburg, uma área conhecida por sua proximidade com o Parque Nacional Great Smoky Mountains, de 520.000 acres, onde vivem aproximadamente 1.600 ursos negros.

Não é inédito que os ursos se aventurem do Parque Nacional até a cidade de Gatlinburg para explorar e procurar acesso fácil à comida, com muitos deles parecendo já ter dominado a abertura de uma porta de carro.

A Tennessee Wildlife Resources Agency alertou o público para não se aproximar ou alimentar os ursos, para que eles não percam o medo natural dos humanos e se mudem para a cidade a partir do parque nacional.

No vídeo, o urso pode ser visto tentando abrir o carro com a boca antes de se levantar sobre as duas patas traseiras e usar as patas.

Foto: Daily Mail

Foto: Daily Mail

A mulher que filmou o animal, que estava em segurança dentro de outro carro, pode ser ouvida dizendo: ‘”Ela está tentando abrir o carro, agora mesmo, lá vai ela, meu deus. Ela acabou de abrir o carro como uma pessoa”.

Muitos ursos negros se tornaram “condicionados” a buscar comida em lugares habitados por pessoas devido a interação humana.

Aqueles que aprenderam que humanos freqüentemente têm comida disponível e passam a depender deles para seu sustento pois entendem que é “comida fácil”.

Esse hábito é nocivo para os animais que abrem mão de seu instinto natural de caça e se colocam em risco ao se aproximar de humanos sem temor.

Muitos deles terminam mortos.

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Sobrevivente de câncer reencontra cão que foi roubado dela há três anos

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Um cão leal finalmente encontra sua tutora amada que nunca parou de procurar por ele, embora Semper tenha desaparecido há três anos.

E a história de como eles conseguiram se encontrar novamente além de real, é épica.

O cão da raça husky siberiano entrou pela primeira vez na vida de Kameroun Mares no momento em que ela mais precisava de amor e companheirismo.

Mares estava fazendo tratamento para leucemia linfoblástica aguda. Foi logo após a quimioterapia no verão de 2013 que ela conheceu o jovem cão e decidiu torná-lo parte de sua família.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Ela o batizou de Semper Fidelis – “Sempre fiel” em latim – e o chamava de Semper.
“Ele sempre foi fiel a mim”, disse Mares ao The Dodo. Mas, por mais fiel que Semper fosse, algo ainda conseguiu separar Mares de seu amado cão.

Em 2016, Mares teve que ir para a Califórnia (ela morava na Flórida) para tratamentos médicos adicionais e sua colega de quarto na época concordou em cuidar de Semper. Mas Mares recebeu um telefonema da amiga que ela nunca esperava. “Ela me disse que ele havia desaparecido”, conta Mares.

Quando ela voltou, procurou por toda parte por Semper. Mesmo quando ela teve que se mudar para a Califórnia no final daquele ano, ela continuou contatando abrigos na Flórida procurando incansavelmente por ele.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

“Durante um ano, continuei procurando mesmo morando na Califórnia, postando em sites de animais perdidos, ligando para as 15 clínicas veterinárias onde eu costumava levá-lo quando morava lá, ligando para ONGs, abrigos”, disse Mares. “[Eu] postei informações sobre ele no Facebook, fóruns de cães perdidos, páginas e grupos. Todos os dias eu esperava por um telefonema de alguém falando que o encontrou. Seu microchip estava registrado em meu nome desde que ele tinha 3 meses, eu ainda não tinha notícia alguma. Eu estava preocupada com ele, e sentia muito sua falta”.

Foi quando Mares decidiu pedir ajuda. Ela contratou uma investigadora particular, Ana Campos, para ajudar a rastrear seu amado cão.

“Ela comprou uma inscrição vitalícia no AKC Reunite (registro de microship)”, disse Campos ao The Dodo.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

“Um ano depois, alguém sugeriu que ela checasse seu chip AKC Reunite novamente.

Então ela foi para a Humane Society em maio de 2017 e eles verificaram on-line. Foi quando ela descobriu que um ano antes, em 11 de abril de 2016, uma mulher adicionou seu nome ao chip de Semper”.

Aparentemente, a outra empresa de chips não verificou se um proprietário já estava registrado no chip de Semper. Campos descobriu que alguém havia colocado Semper na Craigslist à venda por 200 dólares e é por isso que ele nunca apareceu, apesar de toda a busca de Mares.

Finalmente, no outro dia, Semper se reuniu com Mares – e tanto o cachorro quanto Mares ficaram emocionados. Mares começou a chorar de alegria e Semper ficou tão excitado que não conseguia parar de pular.

“Ser capaz de desempenhar um papel nesta reunião tão bonita e estar presente nesse momento foi um dos melhores dias da minha vida”, disse Campos.

Semper está se acomodando muito bem em sua família, fazendo longas caminhadas em torno de seu novo bairro na Califórnia e se divertindo com Mares (cujo câncer está felizmente em remissão).

“Ele ainda se lembra de seus comandos e truques que eu ensinei a ele”, disse Mares.

“Meu favorito especial é o comando ‘vá para casa’ … digo-lhe: ‘Semper, vá para casa. Onde está a casa? Vá para casa'”. E Semper encontra a porta exata.

“Eu o vejo como uma extensão de mim e do meu coração”, disse Mares. “Estou feliz por tê-lo de volta em meus braços”.

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Papa Francisco afirma que Amazônia está sendo dominada por “mentalidade cega e destruidora”

Divulgação

O Papa Francisco disse no último sábado (06), durante uma mensagem enviada aos participantes do 2º Fórum das Comunidades Laudato si’ (nome do livro escrito pelo pontífice que denúncia como o modo de produção industrial e o capitalismo estão destruindo o planeta), que a Igreja não ficará em silencio diante da destruição iminente do planeta causada pela ganância humana. “O homem não pode permanecer um espectador indiferente diante dessa destruição, nem a Igreja deve ficar em silêncio: o grito dos pobres deve ressoar da sua boca”, disse.

Ele denunciou indiretamente o desmonte de políticas de proteção ao meio ambientais brasileiras promovida pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) e afirmou que a situação da Amazônia reflete diversos problemas ambientais e sociais que estão assolando várias partes do mundo. “A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça; coloca em evidência a conduta predatória com a qual o homem se relaciona com a natureza. Por favor, não esqueçam que justiça social e ecologia estão profundamente interligadas”, diz parte da mensagem.

Francisco afirmou ainda que teme a força de “uma mentalidade cega e destruidora que privilegia o lucro sobre a justiça” e está expatriando povos historicamente e culturalmente ligados à Amazônia. O evento foi realizado na comuna italiana de Amatrice, próximo a Roma, e teve como tema “Planeta Amazônia”. Em outro deste ano também será realizado um encontro no Vaticano para debater como a luta por justiça social precisa estar intrinsecamente ligada à preservação do meio ambiente e à uma maior consciência ambiental.


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