Quando John C. Reilly desistiu de filme por ser contra a morte de um burro

Por David Arioch

Insistindo contra a prática, o ator abandonou o filme lançado em 2005 e acabou substituído pelo ator esloveno Zeljko Ivanek (Fotos: Getty)

Há 15 anos, o ator John C. Reilly estava em Trollhättan, na Suécia, participando das filmagens do filme “Manderlay”, do controverso cineasta dinamarquês Lars Von Trier, quando afirmou que não continuaria na produção ao saber que um burro seria morto durante as gravações.

À época, o produtor executivo Peter Aalbaek justificou à agência de notícias Ritzau que “o animal já estava velho e doente e que o sacrifício seria um gesto humano”.

“Todo o processo foi monitorado por um veterinário. Estávamos muito conscientes disso porque não queríamos 70 mil grupos de direitos animais nas nossas costas”, disse. E polemizou: “Poderíamos matar seis crianças em um filme sem que ninguém fizesse essa confusão.”

A preocupação de John C. Reilly, conhecido por filmes como “Boogie Nights”, “Chicago” e “Precisamos Falar Sobre Kevin” era também com o fato de que no contexto de “Manderlay” o animal seria morto e reduzido a pedaços de carne entre os moradores do lugarejo.

Insistindo contra a prática, o ator abandonou o filme lançado em 2005 e acabou substituído pelo ator esloveno Zeljko Ivanek. A cena da morte do burro foi gravada, embora não tenha entrado na edição final para evitar mais problemas com ativistas dos direitos animais.

Em 2018, Lars Von Trier também gerou alvoroço com a cena de um patinho que teve suas pernas arrancadas com um alicate em “A Casa que Jack Construiu”. Em defesa do filme, ele explicou que o patinho não era de verdade e recebeu o apoio da PETA.

Outros animais usados como meio de transporte de humanos ou de cargas também tiveram a morte decretada no cinema. Em “Andrei Rublev”, de 1966, Andrei Tarkovsky mostra um cavalo levando um tiro no pescoço e sendo empurrado escada abaixo.

Trinta anos antes, em “A Carga da Brigada Ligeira”, de 1936, pelo menos 25 cavalos foram mortos na obra de Michael Curtiz. Já em 1939, um cavalo quebrou a espinha depois de cair de uma altura de pouco mais de 20 metros durante a filmagem de “Jesse James”, de Henry King. E há muitos outros exemplos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Menino de sete anos salva cão que estava sendo abusado por outras crianças

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Um menino de sete anos chamado Nicolás foi considerado um verdadeiro herói. Graças a sua coragem, um filhote de cachorro foi salvo da crueldade de um grupo de crianças.

O evento aconteceu no bairro Las Heras, na Argentina.

Nicolás conta como ficou aterrorizado quando viu quatro crianças mais velhas que ele, entre 8 e 12 anos, machucando e abusando do animal indefeso.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

O menino não podia acreditar no que via. Preocupado, ele pediu que os outros parassem de bater no filhote e foi rapidamente buscar ajuda de sua mãe.

Felizmente, sua mãe Gisela, conseguiu resgatar o cachorro das mãos das crianças cruéis.

“Eles estavam dispostos a matá-lo!”, Disse a mãe de Nicolás.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Com este gesto nobre, Nico se tornou um herói depois que sua história se tornou viral nas redes sociais.

Depois de ser resgatado, o cão tomou um banho e recebeu todos os cuidados necessários. Além disso, o menino comprometeu-se a cobrir todas as despesas veterinárias com suas economias.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

A mãe de Nicolás conta que o menino tem um coração de ouro e desde a infância tem sido um fervoroso amante dos animais.

Nicolás está feliz por poder ajudar o cão, que já foi batizado de Esteban.

Foto: Zoorprendente

Foto: Zoorprendente

Imediatamente, o heroísmo de Nico se espalhou pelas redes sociais e centenas de pessoas aplaudiram sua coragem.

Felizmente, a família tomou a decisão de ficar com o cachorro para sempre. Histórias como essa enchem nossos corações de alegria e esperança.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Projeto de lei prevê até quatro anos de prisão para crime contra animais silvestres

Por David Arioch

A pena se volta não apenas para quem caçá-los, mas também para quem persegui-los, captura-los e utilizá-los ilegalmente | Pixabay

Apresentada ontem na Câmara dos Deputados, proposta de Juninho do Pneu (DEM-RJ) prevê ampliação de pena para crimes contra animais silvestres – que pode variar de dois a quatro anos de reclusão. A pena se volta não apenas para quem caçá-los, mas também para quem persegui-los, captura-los e utilizá-los ilegalmente.

O Projeto de Lei (PL) 3994/2019 destaca que, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil aparece como responsável por 15% do tráfico mundial de animais silvestres.

“E o mais assustador é que este número corresponde a quase o mesmo índice de biodiversidade que o país tem, levando em conta que cerca de 15% de todos os seres vivos catalogados estão em terras brasileiras”, afirma Juninho do Pneu.

De acordo com o Ibama, 38 milhões de animais silvestres já foram retirados do seu ambiente natural, gerando lucro de U$S 2,5 bilhões aos que os venderam de modo ilícito.

“Na maioria das vezes as pessoas adquirem um desses animais para simplesmente se darem ao deleite de tê-lo em casa, ignorando as consequências negativas que isso pode ter para o animal e para o meio ambiente”, critica o deputado.

E acrescenta: “Há casos em que o sujeito realmente acredita estar fazendo um bem ao próprio animal ao criá-lo perto de si, achando que isso é uma demonstração de amor pelo mesmo. Algumas estatísticas apontam que noventa por cento dos animais traficados morrem antes de chegarem ao seu destino.”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Galo acompanha tutora diariamente até o ponto do ônibus escolar

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Todas as manhãs, O galo Frog acompanha a pessoa que ele mais ama no mundo, sua tutora Savannah, de 13 anos, até o ponto de ônibus para ir a escola.

“Ele fica com ela no final da entrada da garagem até que ela entre no ônibus”, Holley Burns, a mãe de Savannah, disse ao The Dodo. “Ele então volta para casa e passa seu dia normalmente conosco e com participando de nossas rotinas diárias até a hora de encontrá-la quando ela volta para casa”.

Quando o ônibus da escola traz Savannah de volta para casa, Frog corre tão rápido quanto as pernas de frango conseguem para levá-lo até ela.

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

“Ele ouve o ônibus parar há algumas casas na estrada do condado”, disse Burns. “E então ele sai correndo até o final da estrada antes do veículo de chegar lá. Todo dia.”

Em fevereiro de 2017, Frog veio morar com a família Burns em Atlanta, no Texas (EUA). Todos imediatamente notaram que ele era diferente. Por um lado, ele tinha penas em seus pés, o que todos achavam que era um pouco estranho. Ele também tinha uma maneira incomum de se mover, o que lhe valeu seu nome (Frog quer dizer sapo).

“Ele não andou – ele pulou”, disse Burns. “Meu filho ficou tipo: ‘Está pulando como um sapo. Devemos chamá-lo de “sapo”(Frog).

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Uma coisa mais incomum sobre Frog foi com quem ele escolheu se socializar. Em vez de sair com outras galinhas, ele preferia passar seu tempo com as pessoas – Savannah em particular.

“Ele foi muito atencioso”, disse Burns. “Ele não estava interessado no que as galinhas estavam fazendo, ele estava interessado no que os humanos estavam fazendo.”

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Quando Frog era um franguinho apenas, Savannah começou a carregá-lo para todo lado enquanto fazia suas tarefas, e o vínculo entre eles cresceu.

“Ela o levava para a lavanderia e ele a observava atentamente”, disse Burns. “Ela ia lavar a louça e colocava-o no balcão e ele a observava lavar a louça.”

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Logo, o par era inseparável. “Tudo é Frog e Savannah”, disse Burns. “Ela o puxa em uma carroça. Onde quer que ela vá, ele está logo atrás dela. Ele vai a até cama para dormir e acordar com ela. Ele se senta e assiste TV com ela.

Burns não fica tão surpresa que Frog tenha se unido à sua filha. “Ela é o que eu chamo de uma encantadora de animais”, disse Burns. “Ela pode fazer qualquer coisa ou ir a qualquer lugar, é instantâneo – todos os animais são atraídos para ela.”

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Mas ela nunca conheceu um galo como o Frog. “Eu não acho que ele saiba que é um galo”, disse Burns.

Frog até tem um melhor amigo canino – um cachorro chamado Casper que havia sido abandonado em um estacionamento do McDonald’s. No ano passado, a família Burns encontrou-o e levou-o para casa para morar com eles.

“Casper ficava realmente aterrorizado com as tempestades, e Frog o viu e aninhou-se com ele na lavanderia”, disse Burns. “Então o galo se aconchegou ao lado do cachorro. Era como se ele dissesse: “Ei, tudo bem. Não se preocupe com isso. Nada vai acontecer com você aqui em casa”.

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

Desde então, Frog e Casper são os melhores amigos. “Eles brincam muito juntos”, disse Burns. “Frog vai pular em cima de Casper, e Casper deita em cima dele, como se disse: hey, o que você está fazendo?'”

Enquanto a família Burns está acostumada com as formas incomuns de Frog, as pessoas que conhecem Frog pela primeira vez às vezes não têm certeza sobre ele.

“Quando as pessoas veem um galo correndo para elas, o primeiro instinto de todo mundo é: ‘Oh meu Deus, ele vai me atacar'”, disse Burns. “Mas ele vai cumprimentá-lo na entrada de casa e dizer: ‘Ei, estou aqui! Como vai você?'”

Depois disso, todo mundo acaba se apaixonando por Frog, incluindo o motorista do ônibus que Savannah pega.

Foto: Holley Burns

Foto: Holley Burns

“Chegou ao ponto de que, se eles [Savannah e Frog] não saírem do ônibus da escola a tempo, ele [Frog] vai com ela no ônibus escolar”, disse Burns. “Nosso motorista de ônibus é muito bom – ele sabe que deve tomar cuidado com Frog. Ele garante que eles estejam seguros antes de partirem.

Mas é Savannah quem o galo mais ama – e o sentimento é claramente mútuo.

“Eu não sei o que eles fariam sem um ao outro, sinceramente”, disse Burns. “Ele é um membro muito importante da nossa família”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Lei que limita soltura fogos de artifício com estampido é sancionada em São Pedro (SP)

Divulgação

O projeto de lei complementar que limita a distribuição, comercialização e soltura de fogos de  artifício e artefatos pirotécnicos na região urbana de São Pedro (SP) foi sancionado na última semana e já está em vigor. A partir de agora, é proibido o manuseio, queima e soltura de fogos com estampidos acima de 65 decibéis.

A lei, que vale tanto para pessoas físicas como instituições, determina ainda que pontos de comércios que vendem fogos e artefatos pirotécnicos tenha o texto da lei fixado e claramente exposto aos clientes. Em caso de descumprimento, há multa. A fiscalização e a aplicação de multa estão a cargo de órgãos municipais.

Para o ator e ativista ambiental Haroldo Botta, a nova lei vai proteger principalmente a população mais indefesa e sensível. “Os maiores beneficiados pela lei que regulamenta fogos de artifício na cidade São Pedro, serão os animais domésticos e também os silvestres, assim como idosos, e crianças”, disse em entrevista à ANDA.

E completa: “A importância dessa lei aprovada, que tramitou por quase dois anos, é de extrema relevância ao processo de reconhecimento dos animais como seres sencientes, ou seja, que também têm seus direitos enquanto compartilham seus sentimentos, desejos, e alegria na convivência pacífica com seus tutores humanos”, afirma.

Botta reforça ainda que a luta pela aprovação da nova lei foi grande. Ele acredita que o mérito é da população que pressionou o poder pública pela sanção do projeto. “A aprovação da lei que protege os animais, idosos e crianças, foi conquistada pela manifestação ativa dos munícipes, que lotaram as sessões da Câmara Municipal para que o projeto fosse aprovado”, salientou.

O ativista acredita que São Pedro deu um importante passo na conscientização dos direitos animais, mas ainda há muito trabalho a ser feito. “Ainda há muito por fazer em termos de uma política voltada especificamente aos animais, como guarda responsável, abrigo, cuidados veterinários e educação ambiental,etc, direcionada aos nossos irmãos menores. Esse é um passo importante na relação amorosa que desejamos usufruir com todos aqueles que vivem em nossa cidade, e que projetos de lei como esse sejam aprovados em todos os municípios brasileiros”, concluiu.

Nenhum deputado de 13 estados votou contra a vaquejada

Por David Arioch

Votos de obstrução somaram 29. Recurso normalmente é utilizado para tentar adiar uma votação no plenário | Foto: Pixabay

Na última terça-feira (09), além de apenas 34 deputados terem votado “não” em Brasília pela aprovação do texto-base do projeto de lei que visa a regulamentação da vaquejada, rodeio e prova de laço, 13 estados do Brasil não tiveram nenhum parlamentar votando contra a proposta que garantiu 402 votos favoráveis.

Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins são os estados que contaram, em alguns casos, com obstrução à votação, mas não voto contrário ao texto do PL.

No total, os votos de obstrução somaram 29. Recurso normalmente é utilizado para tentar adiar uma votação no plenário.

Quem são os deputados que recorreram à obstrução:

Alagoas

Paulão (PT)

Amazonas

José Ricardo (PT)

Goiás

Rubens Otoni (PT)

Mato Grosso

Professora Rosa Neide (PT)

Minas Gerais

Margarida Salomão (PT)

Padre João (PT)

Patrus Ananias (PT)

Reginaldo Lopes (PT)

Pará

Airton Faleiro (PT)

Edmilson Rodrigues (PSOL)

Paraná

Gleisi Hoffmann (PT)

Rio de Janeiro

Glauber Braga (PSOL)

Marcelo Freixo (PSOL)

Talíria Petrone (PSOL)

Rio Grande do Sul

Bohn Gass (PT)

Fernanda Melchionna (PSOL)

Henrique Fontana (PT)

Paulo Pimenta (PT)

Santa Catarina

Pedro Uczai (PT)

São Paulo

Alexandre Padilha (PT)

Arlindo Chinaglia (PT)

Carlos Zarattini (PT)

Luiza Erundina (PSOL)

Nilto Tatto (PT)

Paulo Teixeira (PT)

Rui Falcão (PT)

Sâmia Bomfim (PT)

Sergipe

João Daniel (PT)

Tocantins

Célio Moura (PT)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Aumenta em 469% o interesse dos consumidores britânicos na alimentação vegana

Os consumidores britânicos estão mais curiosos sobre o veganismo do que nunca. Uma nova pesquisa revelou um aumento de 469% no número de pessoas interessadas em estilos de vida livres de crueldade.

O Ceuta Group, uma empresa de serviços que mapeia marcas e consumidores, reuniu dados do Google para descobrir que o número de britânicos pesquisando produtos veganos cresceu 469%. O Ceuta Group também descobriu que o Reino Unido é o quarto maior país europeu para aqueles que procuram alimentos e bebidas à base de vegetais e produtos de saúde e cuidados pessoais sem crueldade, precedidos pela Holanda, Grécia e Portugal.

Por que as pessoas estão se tornando veganas?

Embora o bem-estar animal tenha sido há muito tempo um motivador para aqueles que abandonam produtos de origem animal – sendo esta a principal razão pela qual 79 mil consumidores de carne participaram no Veganuary no ano passado – as preocupações com saúde e meio ambiente estão agora liderando os motivos de mudança entre os britânicos.

O Ceuta Group descobriu um aumento de 159% no número de pessoas pesquisando o impacto ambiental de uma vida vegana. A agropecuária é uma das principais causas do uso (e exaustão) da terra, da água, poluição, extinção de espécies e emissões de gases de efeito estufa.

A análise mais abrangente do impacto da agropecuária no planeta revelou que os alimentos à base de vegetais são a escolha mais eficaz para combater as mudanças climáticas. O pesquisador da Universidade de Oxford e autor do estudo, Joseph Poore, disse que a adoção de uma alimentação vegana é “a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra”.

A pesquisa do Ceuta Group descobriu que o número de britânicos explorando os benefícios de saúde do veganismo aumentou em 61%, tornando-se o segundo motivo mais popular entre a população para abandonar os produtos de origem animal. Pesquisas sobre o veganismo e o bem-estar animal tiveram um aumento de 30%.

Ficar à frente da curva

O Grupo Ceuta, desde então, tem motivado as empresas a expandir a sua gama de produtos para acompanhar as mudanças nas preferências dos consumidores.

Annette D’Abreo, diretora do Grupo Ceuta, disse a Bdaily: “Os consumidores estão prestando mais atenção ao que colocam sobre seus corpos e dentro de em seus corpos quando pensam em saúde, beleza, comida e bebida. Essa mudança sísmica está forçando os donos de marcas a pensar de maneira diferente ”.

“A sustentabilidade, os ingredientes de origem ética, a redução de plástico e a pegada de carbono são temas importantes para as marcas e as escolhas mais saudáveis estão agora na vanguarda das mentes dos compradores”, continuou D’Abreo. Ela acrescentou que é responsabilidade dos varejistas “ficar à frente da curva”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Recorde mundial de natação é quebrado por atleta vegano de 59 anos

Foto: Rip Esselstyn

Foto: Rip Esselstyn

Esselstyn, apresentador do podcast Plant-Strong e fundador da dieta Engine 2, bateu o recorde na faixa etária masculina de 55 a 59 anos, com nado costas de 200 metros, com o tempo de 2 minutos, 21 segundos e 72 centésimos.

O atleta descreveu o recorde como um objetivo “grande, assustador e intimidante bem a sua frente” – que ele foi capaz de conquistar, e acrescentou ainda que comer alimentos veganos com forte teor nutritivo, o impulsionou a alcançar este recorde mundial, superando o recorde anterior 2015.

*Alimentação baseada em vegetais*

Uma alimentação baseada em vegetais é definitivamente a chave para manter uma vida inteira de desempenho máximo. Os vegetais são o combustível mais limpo que existe. Elas reduzem a inflamação, diminuem o tempo de recuperação e melhoram a função cardiovascular”, disse Esselstyn, produtor executivo do documentário The Game Changers, ao Plant Based News.

“Estou certo de que minha capacidade de bater um recorde mundial nesta fase da vida está 100% diretamente ligada ao modo como eu me alimento. Primeiro, os vegetais são realmente, e de muitas maneiras, a fonte da juventude. Em segundo lugar, os vegetais me permitem estar meu peso de corrida ideal para me mover de forma muito mais rápida e eficiente através da água.

“Em terceiro, a alimentação a base de vegetais me ajuda a treinar de forma mais consistente durante os treinos nos quais estou intencionalmente me “quebrando todo” e reconstruindo a força e a resistência para ficar mais rápido e em forma durante minha fase de recuperação.

Em quarto lugar as plantas permitem que 65.000 milhas de meus vasos se liguem ao óxido nítrico” um dos melhores vasodilatadores (eles permitem dilatar os vasos). “Isso equivale a mais fluxo sanguíneo para todos os meus músculos em atividade quando estou realizando o esforço máximo”.

“Os vegetais são um combustível inteligente, limpo e forte! Sou movido a vegetais!”, conclui o atleta.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Quem são os 34 deputados que votaram contra projeto que regulamenta a vaquejada

Por David Arioch

Na vaquejada, dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo (Foto: Reprodução)

Na última terça-feira (09), na Câmara dos Deputados, apenas 34 parlamentares votaram contra o texto-base do projeto de lei 8240/2017, do senador Raimundo Lira (MDB-PB), que prevê a regulamentação da vaquejada, rodeios e provas de laço no Brasil. Alguns deputados chegaram a contrariar a orientação do partido.

A direção dos partidos MDB, PTB, PP, PSL, PL, PSD, PSB, PRB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade, PROS, PCdoB, PSC e Novo recomendaram que seus deputados votassem a favor do texto do projeto de lei. Podemos e Cidadania liberaram seus representantes para votarem tanto a favor quanto contra.

O Patriota e o Partido Verde sugeriram voto contra. PT e PSOL optaram pela obstrução da votação do texto-base do projeto de lei. Já o presidente Jair Messias Bolsonaro e a base governista também recomendaram voto favorável. Vale lembrar que na vaquejada dois homens montados em cavalos perseguem um boi com o objetivo de derrubá-lo puxando-o pelo rabo.

Deputados que votaram contra:

Acre

Jéssica Sales (MDB)

Amapá

Professora Marcivania (PCdoB)

Ceará

Célio Studart (PV)

Distrito Federal

Erika Kokay (PT)

Professor Israel Batista (PV)

Espírito Santo

Felipe Rigoni (PSB)

Goiás

Elias Vaz (PSB)

Minas Gerais

André Janones (Avante)

Aúrea Carolina (PSOL)

Charlles Evangelista (PSL)

Dr. Frederico (Patriota)

Fred Costa (Patriota)

Marcelo Álvaro Antônio (PSL)

Rogério Correia (PT)

Weliton Prado (PROS)

Pará

Celso Sabino (PSDB)

Vavá Martins (PRB)

Paraíba

Frei Anastácio Ribeiro (PT)

Paraná

Boca Aberta (PROS)

Rubens Bueno (Cidadania)

Pernambuco

Daniel Coelho (Cidadania)

Rio de Janeiro

Alessandro Molon (PSB)

Delegado Antônio Furtado (PSL)

Marcelo Calero (Cidadania)

Pedro Paulo (DEM)

Roraima

Joenia Wapichana (Rede)

Shéridan (PSDB)

São Paulo

Alencar Santana Braga (PT)

Alex Manente (Cidadania)

Luiz Flávio Gomes (PSB)

Marco Bertaiolli (PSD)

Ricardo Izar (PP)

Rodrigo Agostinho (PSB)

Tabata Amaral (PDT)


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Deputados aprovam PL que considera vaquejada, rodeio e prova do laço patrimônios culturais

A Câmara dos Deputados aprovou, por 402 votos a 34, o texto-base do projeto de lei 8240/17, de autoria do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que regulamenta a vaquejada, o rodeio, a prova de laço e outras atividades equestres como manifestações culturais, elevando-os à condição de “bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro”. A aprovação representa um retrocesso para a luta pelos direitos animais.

A votação da proposta gerou discussões no plenário da Câmara entre os defensores dessas práticas que submetem animais à crueldade e os parlamentares que condenam a exploração e o sofrimento animal promovidos por rodeios, vaquejadas e similares.

(Foto: Reprodução / Portal Amazonas Atual)

A proposta estabelece regras para garantia do bem-estar animal nestas atividades, o que, na teoria, não há como ser aplicado. No rodeio, por exemplo, é impossível realizar a montaria sem usar apetrechos como o sedém, que aperta a barriga do animal, gerando desconforto e dor a ponto de fazê-lo pular. Na vaquejada, um boi é solto em uma arena. Desesperado, ele foge enquanto é perseguido por dois vaqueiros, montados em cavalos, que tentam derrubar o boi puxando-o pelo rabo, o que lhe causa dor. No caso da prova do laço, o objetivo é laçar um bezerro pelo pescoço – o que além de causar dor ao animal, pode provocar lesões graves.

É impossível que essas atividades sejam realizadas de maneira diferente, já que retirar o sedém, parar de puxar um boi pelo rabo ou de laçar um bezerro pelo pescoço impediria que as provas fossem executadas. E manter essas práticas impede a garantia do bem-estar animal, já que todas elas causam intenso sofrimento físico e psicológico aos animais. Portanto, o trecho da proposta que estabelece a garantia do bem-estar animal é impraticável, tendo sido colocado no projeto provavelmente apenas para passar uma boa imagem diante das denúncias recorrentes de maus-tratos contra animais explorados em rodeios, vaquejadas e similares.

Além disso, o texto-base prevê que serão aprovados regulamentos específicos relacionados ao bem-estar animal, com sanções em caso de descumprimento, para cada uma dessas atividades por meio de suas respectivas associações ou entidades legais reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Essas instituições não têm qualquer compromisso com a proteção animal e visam apenas explorar animais para gerar entretenimento humano e lucro para os realizadores dos eventos. Dessa forma, ao colocar nas mãos dessas entidades a responsabilidade pela aprovação de regulamentos de bem-estar animal sobre rodeios, vaquejadas e afins, o projeto condena os animais a viver situações cada vez mais cruéis.

Ao tratar especificamente da vaquejada, a proposta diz que os organizadores devem: assegurar aos animais água, alimentação e local apropriado para descanso; prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados e da prestação de assistência médico-veterinária; utilizar protetor de cauda nos bovinos; garantir quantidade suficiente de areia na faixa onde ocorre a pontuação, respeitada a profundidade mínima de 40 (quarenta) centímetros. Nenhuma dessas regras, no entanto, impede a crueldade imposta ao animal, que continuará suportando dor física e sofrimento psicológico ao ser perseguido em uma arena e derrubado ao ser puxado pelo rabo.

Além das crueldades relacionadas ao rodeio, à vaquejada e à prova do laço, a proposta também considera modalidades esportivas equestres tradicionais atividades como o adestramento, o polo equestre e a cavalgada. Todas essas práticas tem um ponto em comum: a crueldade e os maus-tratos cometidos contra os animais, que são reduzidos a meros objetos a serem explorados para garantir entretenimento e lucro às pessoas, tendo suas condições de sujeitos de direito e seres sencientes completamente ignoradas.

Para que a análise do projeto seja concluída, os deputados precisam apreciar os destaques – isso é, propostas de alterações ao texto original – apresentados. Após a apreciação, a proposta seguirá para avaliação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, devido ao seu histórico de defesa de práticas que exploram e maltratam animais e a sua presença em rodeios durante à campanha eleitoral, certamente sancionará o projeto, tornando-o lei.

Emenda à Constituição

Em 2017, uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso Nacional viabilizou a prática da vaquejada no Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado a atividade inconstitucional.  Na época, a maioria dos ministros do STF acompanhou o voto do relator, ministro Marco Aurélio, que considerou haver “crueldade intrínseca” aos animais na vaquejada.

No ano anterior, uma lei que tornou a vaquejada manifestação cultural já havia sido aprovada pelo Senado.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.