Vídeo flagra jet skis avançando sobre golfinhos que brincavam em rio

Foto: NJC Media

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O vídeo flagra o momento em que dois jet skis aceleram em direção a um grupo de golfinhos que estava brincando na foz do rio Tyne, na Inglaterra.

A Polícia de Northumbria está investigando diversos relatos sobre os jet skis que teriam perseguido os golfinhos perto de North Shields Fish Quay, em Newcastle, por volta das 20h da última quinta-feira (4).

Imagens mostram os golfinhos mergulhando na água antes de dois jet skis passarem em alta velocidade por um deles enquanto a testemunha que esta filmando a cena grita: “Oh, Deus!”.

Cerca de dez segundos depois, um terceiro jet ski passa pelo mesmo trecho de água onde os golfinhos estiveram.

A testemunha afirmou que os três homens pareciam se voltar intencionalmente na direção dos golfinhos.

Ela disse: “A cena foi realmente terrível de assistir e parecia um ato deliberado pata ferir os golfinhos, era muito óbvio”.

“Eles seguiram em direção aos golfinhos e foram direto para eles, onde o último golfinho havia apenas mergulhado segundos antes. Esses pilotos de jet skis demonstraram um comportamento cruel e calculado”.

Foto: NJC Media

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Uma segunda mulher disse que viu o incidente enquanto observava os golfinhos com sua filha.

Ela disse: “Eu tive que parar o vídeo porque minha filhinha estava tão chateada que ela gritou: ‘eles vão bater nos bebês’, pois haviam golfinhos filhotes com os demais”

O especialista em golfinhos, Ivor Clark, que dirige a Newbiggin pelo Sea Dolphin Watch, disse que as imagens o deixaram “furioso”.

“Geralmente os golfinhos são bons em evitar embarcações, o problema com os jet skis é sua manobrabilidade, eles podem girar muito rapidamente e mesmo com sua capacidade os golfinhos nem sempre podem se movem rápido o suficiente para sair do caminho”, disse ele.

Foto: NJC Media

Foto: NJC Media

“Eu poderia prever que isso tinha um sério risco de acontecer porque temos muitos golfinhos aqui agora, e quando você combina isso com o fato de que eles estão chegando cada vez mais perto da costa, há um risco imenso”.

“Os golfinhos têm excelente memória, no final das contas, comportamentos como esse são o tipo de atividade humana negativa que os afasta.

“Isso provavelmente não vai para e tende a piorar até que as autoridades peguem os criminosos e os façam pagar”.

A polícia disse que está investigando “qualquer possível atividade criminosa, incluindo infrações às leis de excesso de velocidade sendo violadas ou leis de proteção à vida selvagem” como resultado do incidente.

Foto: NJC Media

Foto: NJC Media

O sargento interino da Marinha, Paul Spedding, acrescentou: “Todos têm a responsabilidade de proteger nossa vida selvagem e qualquer um que for encontrado em violação de qualquer lei será processado.

“É ilegal assediar, alimentar, perseguir e tocar mamíferos marinhos na natureza e estamos pedindo a todos frequentadores do rio que sejam vigilantes e respeitosos”.

“Se os golfinhos se aproximarem de você, seja em veículo de uso aquático, barco, caiaque ou nado, mantenha uma velocidade lenta e firme e evite se voltar para eles”.

‘Mantenha a distância e nunca fique a menos de 100 metros e se não tiver certeza da direção, pare e coloque o motor em ponto morto”.

“A interação humana pode ter efeitos devastadores sobre a vida selvagem, por isso estamos lembrando o público de desfrutar de uma distância segura e respeitosa para que outros possam apreciá-los também”.

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Célio Studart apresentou mais de 40 projetos em defesa dos animais na Câmara

Por David Arioch

“Eles, como seres sencientes que são, merecem respeito, ter seus direitos tutelados” (Foto: Agência Câmara)

Célio Studart (PV-CE) apresentou mais de 40 projetos em defesa dos animais nos primeiros seis meses de mandato como deputado federal em 2019. As propostas vão desde o endurecimento da lei contra a caça de animais silvestres, tipificação de assassinatos em série contra animais como crime hediondo, até a redução de impostos para empresas que produzem exclusivamente produtos veganos.

Atualmente presidindo a Subcomissão Permanente em Defesa dos Animais, Studart explica que o seu papel na função é tratar dos projetos, requerimentos e audiências públicas que possam valorizar e propor ideias às leis que tratam dos direitos animais, já que hoje em dia há um escopo muito mais amplo envolvendo o tema.

“Muitos projetos são importantes porque tendem a reproduzir o que a sociedade pensa acerca dos animais. Eles, como seres sencientes que são, merecem respeito, ter seus direitos tutelados”, defende o deputado e acrescenta que hoje um dos assuntos mais urgentes é a luta por garantir pena de reclusão em casos de maus-tratos aos animais.

O deputado enfatiza que uma comissão especial foi criada para tratar desse assunto. “Temos a honra de presidir essa comissão, que em uma linguagem mais simples propõe cadeia para quem maltrata animais. Porque hoje o artigo 31 da Lei de Crimes Ambientais permite uma pena muito branda, muito leve. E nossa intenção é majorar essa pena, aumentar e fazer com que o indivíduo criminoso possa cumpri-la até em reclusão”, frisa.

Conheça as propostas já protocoladas na Câmara dos Deputados por Célio Studart:

1) proibição de retirada, por parte de todos os entes federados, de abrigos provisórios de animais em logradouros públicos.

2) Cria o selo “Livre de Crueldade” como forma de certificação oficial aos produtos e marcas que não realizem testes em animais.

3) Cria o Fundo Nacional de Proteção Animal.

4) Criminaliza a conduta de provocar contenda entre animais.

5) Altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, para proibir que pessoas jurídicas que cometam o crime de maus-tratos aos animais possam celebrar contratos com a Administração Pública.

6) Proíbe a adoção de animais por aqueles que forem condenados pelo crime de maus-tratos de animais.

7) Cria aplicativo para dispositivo móvel que facilite a busca por animais domésticos desaparecidos.

8) Permite o ingresso de animais domésticos e de estimação em hospitais para visitação de pacientes internados.

9) Proíbe o sacrifício de animais pelos Centros de Controle de Zoonoses e por Unidades de Vigilância de Zoonoses enquanto existirem outras alternativas de tratamento.

10) Proíbe a criação ou manutenção de animais para fins de extração de pele.

11) Dispõe sobre a entrada e permanência de animais domésticos em repartições públicas federais.

12) Permite, em todo território nacional, a realização de eventos de adoções de cães e gatos em praças, parques e demais logradouros públicos.

13) Institui o Dia Nacional da Adoção Animal.

14) Permite o trânsito de animais de pequeno porte e de cães-guia em toda a rede de transporte público e transporte privado em todo território nacional.

15) Proíbe, em todo território nacional, o Poder Público de realizar a eutanásia de animais em virtude de diagnóstico de Leishmaniose canina (calazar).

16) Cria, em todo território nacional, o selo “Amigos dos Animais” como forma de certificação oficial aos estabelecimentos privados ou públicos que promovam o bem-estar animal.

17) Determina a proibição, em todo território nacional, da comercialização e o uso de coleiras que causem choques em animais.

18) Altera a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, (Lei do Imposto de Renda de Pessoa Física) para incluir os gastos veterinários como dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda.

19) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias e dá outras providências.

20) Dispõe sobre a permissão, em todo o território nacional, da permanência de animais domésticos nas praias.

21) Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas elaborarem plano emergencial de localização, resgate e cuidado dos animais atingidos por desastres ambientais.

22) Altera a Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, e a Lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, para isentar as preparações utilizadas na alimentação de animais domésticos do IPI, e reduzir a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.

23) Altera a Lei 8.072, de 25 de julho de 1990, para definir como crime hediondo o assassinato em série de animais e a reiteração do assassinato de animais pela mesma pessoa ou pelo mesmo grupo de pessoas.

24) Dispõe sobre a obrigatoriedade de todos os municípios com mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes possuírem equipamento de castração e atendimento de animais denominado de “Castramóvel” e dá outras providências.

25) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da utilização de animais para desenvolvimento, experimento e testes de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfumes, limpeza e seus componentes.

26) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da venda de animais pela internet e dá outras providências.

27) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da apresentação, manutenção e utilização de animais em espetáculos circenses.

28) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, do comércio e do uso de fogos de artifício barulhentos.

29) Dispõe sobre a proibição, em todo o território nacional, da comercialização de animais em feiras, parques, ruas, praças, mercados e outras áreas abertas, públicas ou particulares, sem o devido cuidado com a saúde animal.

30) Altera o Código de Trânsito Brasileiro e dispõe sobre a proibição do uso de veículos de tração animal em área urbana e a sua substituição por veículo de propulsão humana.

31) Altera a Lei nº 9.605, de 12 fevereiro de 1998, a fim de agravar a pena do crime de maus-tratos de animais e tipificar o crime de abandono de animais.

32) Garante o direito de ingresso e permanência, em todos os meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público, de animais que acompanhem pessoas com deficiência de qualquer natureza.

33) Permite a permanência de animais nas dependências de shopping centers, supermercados e estabelecimentos congêneres.

34) Veda que convenção condominial proíba condôminos de tutelarem animais em seus imóveis.

35) Proíbe o consumo de carne de cães e de gatos em todo território nacional.

36) Aumenta a pena dos delitos em caso de desrespeito à legislação que proíbe a caça de animais.

37) Estimula a criação de bancos de sangue veterinários para animais domésticos.

38) Proíbe o uso de chicotes em animais

39) Proíbe o sacrifício de aves por meio de trituração, sufocamento, eletrocussão ou qualquer outro método cruel para fins de abate

40) Possibilita que a prestação de serviços à comunidade possa ser realizada em abrigos de proteção animal.

41) Torna inafiançável o tipo penal do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais.


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Demanda por proteína à base de vegetais eleva produção de ervilhas em 20%

Por David Arioch

Embora a verde e a amarela sejam mais conhecidas e consumidas entre as ervilhas disponíveis para consumo, há mais de 200 variedades que podem ser cultivadas (Foto: Shutterstock)

De acordo com a Bloomberg, a demanda por proteína à base de vegetais já elevou a produção de ervilhas em 20% nos Estados Unidos e Canadá, e essa deve ser uma tendência mundial. A justificativa é que a ervilha é um dos ingredientes principais na elaboração de alternativas à carne.

As empresas de maior visibilidade hoje do segmento têm apostado principalmente na proteína isolada de ervilha, que é considerada um produto versátil, que se adapta bem aos mais diferentes tipos de alimentos.

Como consequência, isso tem alavancado o mercado de produção de ervilhas e apresentado boa oportunidade para agricultores que investem em leguminosas ou que pretendem investir.

Comparando o impacto da produção de carne bovina com a proteína baseada em vegetais, um estudo liderado pelo pesquisador Joseph Poore, da Universidade de Oxford, aponta que mesmo a carne orgânica ou considerada sustentável pode requerer 36 vezes mais terra e gerar seis vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que a produção de leguminosas como a ervilha.

Uma pesquisa global de mercado da Persistence Market Research destaca que a previsão é de que somente o mercado de proteína de ervilha orgânica registre uma taxa de crescimento anual composta de 7,2% até 2027.

Além disso, com tantas opções e fórmulas aperfeiçoadas chegando ao mercado, a proteína de ervilha, que até 2018 tinha um valor global de mercado de pouco mais de 32 milhões de dólares, deve valer mais de 176 milhões de dólares até 2025, segundo projeção da Allied Market Research.

No Brasil, mesmo com grande potencial, a produção de ervilhas ainda é pouco difundida, embora seu manejo seja considerado por quem está investindo na cultura como mais fácil do que o do feijão – dependendo da variedade – já que a ervilha registra menor incidência de doenças e pragas.

Segundo o pesquisador Warley Nascimento, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a vantagem da ervilha é que a leguminosa melhora a qualidade do solo ao retirar nitrogênio do ar, por meio de bactérias, em um fenômeno identificado como simbiose.

Embora a verde e a amarela sejam mais conhecidas e consumidas entre as ervilhas disponíveis para consumo, há mais de 200 variedades que podem ser cultivadas.


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Bali proíbe itens de plástico de uso único

Foto: Adobe

Foto: Adobe

A ilha de Bali, ponto turístico da Indonésia, proibiu oficialmente todos os itens de plástico de uso único, incluindo sacolas de compras, isopor e canudos, em uma medida para reduzir a poluição dos oceanos.

Anunciada pelo governador de Bali, Wayan Koster, na segunda-feira, a proibição tem como objetivo diminuir em 70% os plásticos encontrados no mar de Bali em um ano.

Ação

De acordo com o Jakarta Post, Koster disse: “Esta política é destinada a produtores, distribuidores, fornecedores e agentes de negócios, incluindo indivíduos, para suprimir o uso de plásticos de uso único. Eles devem substituir os plásticos por outros materiais.

“Se eles desobedecerem, tomaremos medidas, como não estender sua permissão de negócios.”

Relatos estimam que mais de 240 toneladas de lixo são produzidas a cada dia na parte sul de Bali, com 25% delas provenientes da indústria do turismo.

Proibição de plástico

Bali não é a única ilha a reprimir o consumo de plástico. No início deste ano, Capri anunciou que estava proibindo os visitantes de usarem itens plásticos não recicláveis; e estabeleceu uma multa de 559 dólares para aqueles que violarem a proibição.

O prefeito de Capri, Gianni De Martino, disse ao The Times: “Nós não vamos salvar o mundo sozinho – nós vemos as sacolas plásticas e o poliestireno chegando na corrente marítima vindos de outros lugares, mas vejo que os turistas estão felizes em se unir ao esforço, o que nós começamos está se espalhando”.

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Vaca salva da morte em SP precisa de tratamento

Por David Arioch

Emília, nome que recebeu dos ativistas dos direitos animais que a resgataram, foi encontrada escondida em um terreno da Sabesp (Fotos: ONG Bendita Adoção)

Uma vaca que escapou da morte em São Paulo na semana passada precisa de tratamento urgente. Emília, nome que recebeu dos ativistas dos direitos animais que a resgataram, foi encontrada escondida em um terreno da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na Zona Leste da capital paulista.

A bióloga Beatriz Silva, responsável pela ONG Bendita Adoção, conta que receberam um pedido de resgate, e que a princípio não poderiam atender porque já estão enfrentando dificuldades financeiras por terem sob guarda mais de 200 animais.

“Passei para outras ONGs, mas me falaram que estão na mesma situação. E o vizinho que encontrou a Emília disse que caso ninguém fosse resgatá-la, eles iriam ligar para o Centro de Controle de Zoonoses”, relata.

Como o CCZ tem autorização para realizar eutanásia, Beatriz admite que ficou desesperada em imaginar o destino da vaca. “A gente sabe que eles podem fazer isso. E tomamos a atitude de resgatar mesmo sem condições, e agora estamos com um problema enorme porque ela não está nada bem de saúde e há muita coisa a ser feita”, frisa.

Quando Emília foi resgatada, ela estava deitada e tremendo de frio; sequer conseguia se levantar. “Ela tem quatro marcações a ferro quente no corpo e um brinco de identificação com o número 31. Assim que for sedada para realizar os procedimentos, vou pedir para retirarem também”, enfatiza Beatriz.

Com um tumor em uma das patas, Emília precisa passar por cirurgia o mais rápido possível. “Ela está com bicheira e precisamos remover também o chifre. Provavelmente vai perder um dígito da pata na amputação. Então é um quadro bem complicado. Também está cheia de carrapatos”, revela Beatriz Silva.

E acrescenta: “Já precisamos de recursos para pagar 600 reais de cirurgia, 600 reais de medicamentos, 120 reais de exames e mais as diárias de internação.”

Você pode ajudar realizando uma doação:

Caixa Econômica Federal

Agência: 0326

Conta Poupança: 24090-1

Operação: 013 (para contas Caixa)

Associação Bendita Adoção

CNPJ: 26.306.403/0001-57

Paypal: amazons@ig.com.br

Picpay: benditaadocao

Acompanhe o trabalho da ONG Bendita Adoção:

Instagram: @ongbenditaacao

Facebook: /benditaadocao


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Raposa migra da Noruega para o Canadá em busca de comida

Por Rafaela Damasceno

Uma raposa-do-ártico, monitorada através de uma coleira pelo Norwegian Polar Institute (Instituto Polar da Noruega) desde 2017, intrigou cientistas com sua rapidez ao atravessar o gelo da região entre a Noruega e o Canadá. A fêmea iniciou sua jornada no dia 26 de março do ano passado e chegou em território canadense dois meses depois, percorrendo 3.500 quilômetros andando. Segundo o Daily Mail, não há informações sobre o paradeiro da raposa desde fevereiro deste ano, quando o transmissor parou de funcionar.

Transmissor sendo instalado por cientista do Instituto Polar da Noruega na raposa-do-ártico

Raposa-do-ártico sendo equipada com coleira de monitoramento | Foto: Norwegian Polar Institute

Diversos animais são conhecidos por terem natureza nômade e migrarem para outras regiões ao longo da vida. A raposa-do-ártico, encontrada principalmente na tundra ártica e alpina – região muito afetada pelo aquecimento global -, costuma se adaptar bem ao clima frio e à falta de alimento. De acordo com o site Defensores da Natureza, o animal consegue suportar longos períodos de jejum e digere qualquer tipo de presa, além de resistir a invernos rigorosos de até -50°C. Porém, quando surge a necessidade, se locomove em busca de comida.

Raposa-do-ártico com pelagem clara

A pelagem das raposas-do-ártico muda de cor para se adaptar ao ambiente | Foto: Defensores da Natureza

O trajeto percorrido pela raposa, monitorada via satélite desde um ano de idade, foi interrompido apenas duas vezes devido ao clima inóspito e tempestades de neve. Os cientistas afirmam que essa foi a maior distância já registrada a ser percorrida pela espécie. Em média, a fêmea andou por volta de 46 km por dia, mas chegou a 155 km em apenas um dos dias, enquanto atravessava uma região de mar congelado na Groelândia. Acelerou o ritmo ao perceber a falta de esconderijos na área.

O Ártico sofre mudanças significativas constantemente e está aquecendo duas vezes mais rápido que a média global, ocasionando o derretimento de gelo na região. Com as diversas alterações, é natural que os animais também sejam afetados, tanto pelos padrões climáticos e modificações na vegetação quanto pela redução de alimento.

Sem o gelo, a raposa-do-ártico não teria chegado ao seu destino. “Este é outro exemplo de como o gelo do mar é importante para a vida selvagem no Ártico”, disse o ministro do meio ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, em entrevista ao Daily Mail. Ele afirma que o aquecimento no Norte é alarmante e rápido, e é necessário fazer algo para evitar que o gelo do mar desapareça durante todo o verão. “Quando o degelo ocorre tão rapidamente, devemos proteger ainda mais as espécies e os ecossistemas contra outros impactos ambientais”, completa o ministro.


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UFSC oferece curso de extensão em ética animal

Por David Arioch

“A maior parte de nossas decisões afeta, direta ou indiretamente, os animais não humanos” | Pixabay

O curso de extensão “Uma introdução ao debate sobre a consideração moral dos animais não humanos”, oferecido pela primeira vez na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebe inscrições até 30 de julho. A atividade é gratuita, aberta a todos, e será fornecido certificado de participação. As aulas são presenciais e ocorrem de 6 de agosto a 3 de dezembro, às terças-feiras, das 9h10 às 11h. As inscrições devem ser feitas até o dia 30 deste mês.

“A maior parte de nossas decisões afeta, direta ou indiretamente, os animais não humanos. O objetivo é discutir as implicações disso e introduzir os conceitos centrais sobre ética animal, tanto as abordagens clássicas, quanto as mais atuais”, explica Carlos Roberto Zanetti, um dos coordenadores do curso e professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP/CCB/UFSC). A atividade está sendo organizada em parceria com o pesquisador Luciano Cunha, da ONG Ética Animal, que ministrará as aulas.

Ao longo do semestre serão apresentados os conceitos de especismo e senciência; argumentos a favor da consideração moral dos animais; diferentes perspectivas teóricas éticas em relação aos animais; diferenças entre a consideração pelos animais e o ambientalismo, entre outros tópicos.

As inscrições devem ser feitas aqui.

Mais informações pelo e-mail luciano.cunha@animal-ethics.org ou pelo Facebook.


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Cerca de 30% da população da Suíça está reduzindo o consumo de carne

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Cerca de 2,6 milhões de suíços ou 31% da população estão cortando ou eliminando o consumo de carne. As informações são resultado de uma pesquisa recente realizada pela Swissveg, uma revista suíça de conteúdo vegano e vegetariano.

Veganos na Suíça

Em torno de 14% da população suiça não consome carne – 11% são vegetarianos, enquanto 3% são veganos, o que significa que há atualmente 252 mil veganos na Suíça. Os mais jovens são mais propensos a adotar uma alimentação baseada em vegetais, com 6% daqueles entre as idades de 15 a 34 anos dizendo que não consomem produtos de origem animal.

Outros 17% se identificam como flexitarianos, alegando que estão conscientes de seu consumo de carne. A geração mais jovem também é mais propensa a dizer que é flexitariana, com 22% deles afirmando que come menos carne. Pessoas com idades entre 35 e 56 anos comem mais carne.

As razões mais populares para se deixar de comer carne incluem bem-estar animal (78%), ética (60%), meio ambiente (58%), preocupação com a sustentabilidade do sistema alimentar (45%) e saúde (35%). Quanto àqueles que ainda comem carne, é porque gostam, acreditam que é bom para a saúde, e por hábito.

As pessoas que vivem em cidades com educação superior são as mais propensas a ser veganas, vegetarianas ou flexitarianas.

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Cães abandonados recebem coleiras reflexivas em Xanxerê (SC)

Por David Arioch

Sempre que encontra um cão abandonado, Oliveira se aproxima e coloca a coleira, que ele garante ser confortável (Foto: NSC TV)

Em Xanxerê (SC), cães abandonados que passam a maior parte do dia vagando pelas ruas receberam coleiras reflexivas. A intenção é evitar acidentes e garantir a segurança dos animais e dos motoristas. Mas a iniciativa não é do poder público, mas sim do zootecnista Vagner Pacheco Oliveira, que fabricou as coleiras e carrega o material no porta-luvas do carro.

Sempre que encontra um cão abandonado, Oliveira se aproxima e coloca a coleira, que ele garante ser confortável, já que é feita de tecido e não aperta o pescoço do animal. Questionado se não seria melhor tirar os animais das ruas, Vagner Pacheco Oliveira justificou que os lares temporários em Xanxerê estão cheios de animais e sem condições de receber mais cães. Por isso surgiu a ideia das coleiras reflexivas.


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Porquinha resgatada ganha seu primeiro cobertor e não se separa mais dele

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna, uma porquinha de 11 anos – havia sido comprada como animal doméstico por uma família quando era bebê e depois deixada para trás quando a mesma família se mudou – ela foi encontrada em uma propriedade abandonada em Ontário, Canadá, em um estado lastimável.

“As pessoas com quem ela vivia colocaram a casa em um leilão online”, disse Carla Reilly Moore, fundadora do Santuário de Fazendas Happy Tails em Kingston, Ontário, ao The Dodo. “Eles não levaram Anna e não disseram a ninguém que havia um animal na propriedade. Quando o novo dono foi para a propriedade, mais de duas semanas já haviam se passado”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Por mais de duas semanas, a porquinha já negligenciada ficou sem comida ou água até que funcionários de uma empresa de sucata, enviada para limpar a propriedade, encontraram Anna encolhida e assustada em um galpão abandonado.

“Eles entraram em contato com o ONG de resgate OSPCA, mas eles não vieram por mais de três dias”, disse Moore. “Enquanto isso, o funcionário da empresa de sucata e sua namorada deram comida e água a Anna. A OSPCA disse que, se eles não tivessem feito isso, Anna teria morrido na primeira noite, de tão próxima da morte que a porquinha estava”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Quando Anna chegou ao santuário, ela ainda estava com medo e com dor. Os cascos das patas da porquinha estavam tão crescidos que ela não conseguia ficar de pé sem gritar. Era difícil imaginar que ela alguma vez deixaria alguém se aproximar dela novamente.

Mas Anna surpreendeu a todos. Desde que foi acolhida pelo santuário recebeu amor e conforto, Anna melhorou, física e emocionalmente.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Acontece que Anna adora ser mimada”, disse Moore. “Eu sento com ela pelo menos duas vezes por dia e falo com ela e canto para ela. Ela realmente gosta da música ‘You Are My Sunshine!'”

A porquinha também está inspirando os outros. “Anna tocou a vida de tantas pessoas, e uma dessas pessoas é Jeni”, disse Moore. Jeni vinha acompanhando o progresso de Anna e estava tão inspirada pela resistência da porca que decidiu fazer algo especial e exclusivo para ela.

“Ela tricotou um cobertor feito à mão. Enrolou-o e colocou uma bela nota dizendo que era do Papai Noel”, disse Moore. “Anna adorou o presente! Ela adora se aconchegar sob seu cobertor em seu cantinho, sob seu novíssimo aquecedor radiante, e que cantem e acariciem ela”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna também está se abrindo para outros porcos no santuário. “Ontem à noite, quando fui ver as duas outras porquinhas mais velhas, elas estavam em sua barraca com ela”, disse Moore. “Ela está começando a fazer amigos e já fica mais confortável saindo para a área principal do celeiro.”

Mas há algo um pouco agridoce sobre todo esse progresso positivo. “Ver ela gostar do amor que está recebendo é uma faca de dois gumes. É difícil imaginar o que ela deve ter sentido ao ser negligenciada por 11 anos sem amor”, acrescentou Moore.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Ainda assim, Anna parece feliz em olhar para frente, em vez de para trás.

“Agora ela grunhe alegremente quando me viu”, disse Moore. “Depois da refeição ela se acostumou a se aconchegar ao meu lado enquanto eu a esfrego e coço atrás das orelhas dela e canto para ela. Ela é um verdadeiro testemunho de resiliência, e todo dia me mostra que não importa o quão difícil as coisas possam ser, tudo pode ser superado com um pouco de tempo e amor”.

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