São Luís terá 1º VegFest no sábado

Por David Arioch

Algumas das opções gastronômicas que serão oferecidas no 1º VegFest no sábado (Fotos: Divulgação)

No sábado (13), das 11h às 20h, São Luís (MA) terá o 1º VegFest, que leva ao Bar Contraponto, próximo à Praça dos Catraieiros, no Centro Histórico de São Luís, muita comida vegana, brechós, lojas sustentáveis, comércio de plantas, bordados, ilustrações, aplicação de piercing, apresentações musicais, palestras e rodas de conversa sobre veganismo.

Entre as opções gastronômicas estão acarajé vegano, bolinho de feijoada, coxinhas de palmito e de coco com vatapá, filé de couve-flor, estrogonofe, sanduíche de falafel e tahine, esfiha de berinjela, casquinha fake de caranguejo com arroz branco, quibes, lasanhas, risoles, tortas, pizzas, pães recheados e not dog. De acordo com uma das organizadoras, Elen Abreu, quem não é vegano ou vegetariano também é muito bem-vindo.

“É uma oportunidade pra conhecer e se informar melhor sobre esse estilo de vida; e quem sabe ajudar algumas ONGs que estarão no evento”, diz Elen Abreu, acrescentando que doações de ração serão bem-vindas para animais resgatados por protetores. A entrada é gratuita.

Para mais informações, siga a página do evento no Instagram – VegFest São Luís (@vegfestslz)


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Startup lança sorvete com “proteína idêntica” à do leite

Por David Arioch

Fundadores da Perfect Day lançaram hoje uma linha de sorvetes nos sabores chocolate ao leite, fudge com baunilha e amora com baunilha | Divulgação

A startup Perfect Day anunciou hoje o lançamento de uma linha de sorvetes nos sabores chocolate ao leite, fudge com baunilha e amora com caramelo e baunilha. O diferencial do produto de origem não animal é contar com “proteína idêntica” a do leite de vaca, criada a partir de levedura e fermentação microbiana.

“O que estamos fazendo aqui é completamente novo para o mundo”, disse Ryan Pandya, CEO e cofundador da Perfect Day. Criadas por meio de um processo de fermentação semelhante ao da fabricação de vitaminas e aminoácidos, as proteínas da Perfect Day imitam o sabor, os nutrientes e a textura do leite de vaca.

“Nosso objetivo sempre foi o impacto – abrir o caminho para um planeta mais amável e mais verde”, afirma Perumal Gandhi, cofundador da Perfect Day. Fundada em San Francisco, nos Estados Unidos, a startup arrecadou no início do ano passado 24,7 milhões de dólares para investir no desenvolvimento de alternativas aos laticínios.

A ideia do projeto surgiu a partir de um desejo pessoal de encontrar um meio de motivar as pessoas a substituírem os laticínios. Pandya e Perumal, que se tornaram vegetarianos na faculdade, contam que assim que se informaram sobre as implicações do processo de produção de carne e laticínios decidiram abdicar desses alimentos de origem animal.

A dupla enfatiza que o leite a partir de levedura e fermentação microbiana tem condições de competir com a indústria de laticínios em um futuro não muito distante, inclusive em relação a preços.


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Acordo na Justiça garante transferência dos ursos Dimas e Kátia para santuário

Um acordo judicial garantiu a transferência dos ursos Dimas e Kátia do zoológico de São Francisco de Canindé, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP).

Kátia e Dimas no zoológico (Foto: Alex Pimentel/SVM)

Em junho, a transferência dos ursos havia sido determinada pela Justiça, mas cabia recurso. No entanto, caso o zoológico recorresse, a instituição teria que enfrentar uma ação que pedia R$ 100 mil de indenização por dano ambiental movida pela associação Viva Bicho, responsável por pedir a transferência dos animais. As informações são do G1.

Com o acordo feito entre as partes ficou determinada a transferência dos ursos, que ainda não tem data para acontecer. A forma como os animais serão transportados também não foi definida ainda.

Essa é a segunda tentativa de acordo. A primeira, feita em 4 de junho, não obteve sucesso.

Recinto foi preparado para Dimas e Kátia (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“A outra parte entendeu que seria melhor para os animais a transferência. Todos agora estão se mobilizando para que estes animais sejam transportados o quanto antes para o rancho”, disse a advogada Tiziane Machado, da associação Viva Bicho.

No Rancho dos Gnomos já vive a irmã de Dimas e Kátia, a ursa Rowena, que ficou conhecida como a “ursa mais triste do mundo” no período em que viveu em um zoológico no Piauí, suportando temperaturas extremas de mais de 40°C, totalmente inadequadas para a espécie.

A parte operacional, que deve ser executada para que Dimas e Kátia possam ser levados para o santuário, já foi iniciada, conforme explicaram os idealizadores e gestores do Rancho dos Gnomos, Marcos e Silvia Pompeu.

Recinto dos ursos no santuário está pronto (Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos)

“O recinto para os irmãos ursos já está pronto, foi construído por meio de doações feitas ao Instituto Luísa Mell, e repassadas para essa construção de 1,9 metros quadrados, piscina com capacidade para 80 mil litros de água, cambiamentos, decks, área de descanso, área de alimentação e amplo espaço de área gramada”, explica Marcos.

Não se sabe ainda como os ursos serão levados até o santuário. No caso de Rowena, uma cabine climatizada foi usada de abrigo para a ursa, que foi transportada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Por não haver nada definido com a FAB para transferência de Dimas e Kátia, os responsáveis pelo Rancho dos Gnomos não descartam a possibilidade de buscar uma empresa aérea para transportar os ursos.

Exames que atestam que o casal de ursos está apto para ser transferido do zoológico para o santuário serão anexados ao processo e encaminhados ao Ibama, que ficará responsável por emitir uma guia de transporte autorizado. Assim que o documento for emitido, a transferência dos animais poderá ser realizada.

À esquerda, Rowena quando chegou ao santuário, logo após o resgate. À direita, a ursa atualmente, recuperada (Foto: Hellen Souza/Arte G1)

Reencontro dos irmãos

Dimas e Kátia ficarão em um recinto que tem um corredor que interliga o abrigo deles ao local onde vive Rowena, irmã dos dois. A reaproximação do trio será avaliada e monitorada por profissionais.

O casal de ursos foi levado ao zoológico de São Francisco de Canindé em caráter provisório pelo Ibama após serem resgatados de uma situação de maus-tratos. Eles eram explorados e maltratados por um circo que se apresentava no Ceará. Na época, segundo a decisão judicial, os ursos chegaram a ser alimentados com rapadura e refrigerante.

Ursa Rowena se refresca em piscina no Rancho dos Gnomos (Foto: Divulgação/ Rancho dos Gnomos)


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Clube vegano estreia uniforme feito de bambu

Por David Arioch

Presidente do Forest Green Rovers diz que o tecido é realmente agradável e macio (Foto: Divulgação)

O clube vegano Forest Green Rovers, do Reino Unido, estreou esta semana o seu novo uniforme feito de bambu. Sobre a justificativa para o uso do material, o presidente do time, Dale Vince, explicou que até recentemente não tinha se dado conta de que todas as camisas dos clubes são feitas de plástico – poliéster.

“Eu queria que mudássemos isso e optássemos por fontes sustentáveis. Então perguntei ao nosso fornecedor de kits se eles poderiam fazer algo com bambu”, declarou em comunicado enviado à imprensa. Vince gostou tanto do resultado que agora quer motivar outras equipes britânicas a trilharem o mesmo caminho – rumo a um futuro mais sustentável.

“Você pode comprar escovas de dente de bambu, óculos de sol, todo tipo de material e é um material realmente sustentável. Além disso, essas camisas melhoram o desempenho. Aqui no Forest Green estamos sempre encontrando coisas no futebol que podem ser mudadas”, destaca e acrescenta que o tecido de bambu é agradável e macio.

Vince também é proprietário da empresa de energia verde Ecotricity e da Devil’s Kitchen, que fornece refeições veganas nas escolas do Reino Unido. Além de não oferecer nada de origem animal, a empresa desenvolveu uma linha de embalagens sustentáveis e toda a energia utilizada para a produção dos alimentos é da Ecotricity, que conta com certificação da The Vegan Society.


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Cavalo sofre fratura exposta durante tourada e é sacrificado em Portugal

Um cavalo, chamado Xeque-Mate, sofreu uma fratura exposta durante uma tourada em Coruche, uma vila portuguesa. Uma ação violenta do cavaleiro João Moura Jr causou o ferimento. Após ser avaliado por um veterinário, o cavalo foi sacrificado. A justificativa para o sacrifício foram os “danos irreversíveis” causados ao animal.

Foto: antonioramalho / Flickr

A tourada aconteceu no último sábado (6) e o cavalo foi sacrificado no dia seguinte. As informações são do portal Correio da Manhã.

Além do cavalo, quatro pessoas ficaram feridas durante a tourada realizada na praça de Coruche, em Santarém. Dois cavaleiros, sendo João Moura Jr e Ana Batista, e dois “forcados” – que são os homens responsáveis por pegar o touro – foram socorridos com ferimentos. Os dois foram levados ao Hospital de Santarém, mas já receberam alta médica e se recuperam dos ferimentos.

Os forcados João Ventura e Luís Fera foram socorridos com ferimentos graves no momento em que lidavam com o quinto touro explorado pelo cruel espetáculo. Ventura perdeu os sentidos na arena, mas foi levado ao hospital, recuperou-se e teve alta hospitalar. Fera, no entanto, encontra-se em coma induzido, como medida preventiva, no Hospital de São José, em Lisboa, para onde foi levado de helicóptero após sofrer uma fratura no maxilar. Exames indicam que ele não sofreu lesões cerebrais de maior gravidade e a manutenção da sedação está sendo avaliada pelos médicos.

Nota da Redação: as touradas são eventos extremamente cruéis que condenam os touros e cavalos a intenso estresse e sofrimento e que caminham na contramão do desenvolvimento ético social e da luta pela garantia dos direitos animais. Além disso, são perigosas também para os seres humanos, já que colocam em risco a vida daqueles que dela decidem participar.


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Filme brasileiro de realidade virtual sobre desastre em Mariana (MG) vence festival internacional

Por David Arioch

Jungle: “Ali, a gente conta uma história de uma saudade ou de uma ausência” (Fotos: Divulgação)

O curta-metragem de realidade virtual “Rio de Lama” — que leva o espectador para dentro do desastre ambiental de Mariana (MG) — venceu o Festival de Filmes da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O brasileiro Tadeu Jungle, diretor da obra, recebe nesta quinta-feira (11) o reconhecimento da mostra, que exibirá todos os filmes ganhadores em Nova York, em meio às atividades do Fórum Político de Alto Nível.

“Rio de Lama” propõe uma imersão em 360º na devastação provocada pela ruptura da barragem do Fundão, em novembro de 2015, quando 62 milhões de metros cúbios de rejeitos de minério e água foram liberados sobre as cidades de Mariana e Bento Rodrigues.

Jungle considera o filme histórico por ter conseguido registrar as comunidades destruídas e seus habitantes pouco tempo depois da catástrofe. “Ali, a gente conta uma história de uma saudade ou de uma ausência. Eu entrevistei os moradores. Eu fiz no calor da tragédia, eu fui para lá fazer o filme e não tinha um roteiro. Eu não tinha um script”, conta o cineasta e videoartista em entrevista à ONU News.

Sobre a premiação nas Nações Unidas, o diretor diz esperar que o reconhecimento fortaleça diferentes demandas sociais.

“Não somente essas causas das [pessoas afetadas por] barragens em si, mas também da luta pelo meio ambiente. Todas as lutas que estão se fazendo hoje que são muito importantes. A demarcação das terras indígenas é muito importante. A questão do extrativismo e da mineração ilegal na Amazônia.”

A obra de Jungle foi escolhida vencedora na categoria realidade virtual/360º do Festival de Filmes ODS em Ação. Mais de mil produções audiovisuais se inscreveram na mostra.


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OAB-AL constata que animais da ONG Pata Voluntária existem e estão recebendo cuidados

Membros da Comissão de Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Alagoas estiveram no abrigo da ONG Pata Voluntária, cujas fundadoras foram presas por suspeita de fraude, e constataram que há animais no local. Médicos veterinários voluntários estão prestando atendimento aos cerca de 200 cães e gatos. O abrigo fica no bairro do Trapiche, em Maceió (AL).

Foto: Reprodução/TV Gazeta

Os integrantes da OAB fizeram fotos e vídeos dos animais no abrigo para comprovar a existência deles. A entidade dispõe de dois abrigos, o segundo está vazio e foi apontado pelas proprietárias da ONG como o local onde um assalto aconteceu.

De acordo com a presidente da Comissão do Bem Estar Animal da OAB, Rosana Jambo, os animais existem. “Existem todos os animais citados. Existe um sistema com a contagem dos animais. Eu fiz várias fotos deles [dos animais]. São animais doentes, que estão sendo devidamente assistidos por médicos veterinários. Não apenas um, mas uma equipe de médicos veterinários, assistentes, funcionários. Eu perguntei sobre a necessidade desses animais. Eles não estão precisando de absolutamente nada, porque estão sendo devidamente mantidos com o que já tem. Mas vai precisar futuramente de pagamento de funcionários, de mais ração, de mais tratamentos. Existem tratamentos que foram interrompidos por conta dessa denúncia apurada pela polícia e hoje na Justiça. Então, vai ser preciso futuramente ajuda para esse abrigo. Eu espero, realmente, que tudo seja resolvido. Se houve crime, que elas paguem pelo crime, mas que os animais em nenhum momento sejam prejudicados pela ação de suas gestoras”, disse Rosana Jambo ao portal G1.

Uma médica veterinária, que preferiu não ser identificada, trabalha de maneira voluntária no abrigo da entidade há três anos. Ela contou que está vivendo momentos de muita aflição desde que as responsáveis pelo Pata Voluntária foram presas.

“A gente recebeu ameaças. Eu, particularmente, como prestadora de serviço também recebi ameaças. As pessoas estão muito revoltadas, indignadas com o acontecido, que é de se esperar. Mas as pessoas precisam entender que também fomos pegos de surpresa. Somos voluntários, prestadores de serviço. E a gente também não imaginava”, disse a veterinária.

De acordo com os delegados Fábio Costa e Leonam Pinheiro, algumas pessoas que fizeram doações à entidade e outras que fazem voluntariado no abrigo estão procurando a polícia. Costa e Pinheiro foram os responsáveis, junto com o delegado Thiago Prado, por prender as três mulheres.

“Essas pessoas estão sendo ouvidas. Até mesmo para tirar o vínculo de algumas que estavam somente de boa fé como voluntárias, mas não tinha acesso ao patrimônio, à gestão daquela ONG”, disse o delegado Leonam Pinheiro.

Doadores de fora do estado de Alagoas também procuraram a polícia. “Nós fomos procurados por um rapaz de São Paulo, que doou sozinho R$25 mil. Ele será ouvido lá mesmo em São Paulo. E através de carta precatória nós iremos colecionar o depoimento deste aos autos”, explicou o delegado Leonam.

“Nós estamos orientando as pessoas que se sentiram lesadas, prejudicadas, com essa situação, que através de um boletim de ocorrência noticiem essa situação e demonstre a pertinência das suas doações com esse suposto assalto”, concluiu o delegado.


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Em Lages (SC), sete mil javalis já foram mortos

Por David Arioch

Em abril deste ano o governo publicou uma nova portaria que permite o uso de cães de qualquer espécie e de armas brancas, como facas, na caça a javalis (Foto: Getty)

De acordo com informações da Polícia Militar Ambiental de Lages (SC), de 2010 a 2019, sete mil javalis já foram mortos somente em Lages. Segundo a PMA, o Oeste catarinense é a região do estado que abriga o maior número de javalis. Só em 2010, 1159 animais foram mortos.

A alegação para o abate do animal originário da Europa e trazido ao Brasil com finalidade comercial, embora mais tarde tenha sido abandonado ao próprio azar, “é de que ele causa danos às plantações e é uma ameaça à saúde e segurança de pessoas e outros animais.”

Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) permite a captura e o abate de javalis. Além disso, em abril deste ano o governo publicou uma nova portaria que permite o uso de cães de qualquer espécie e de armas brancas, como facas, na caça a javalis.

A publicação é resultado de uma atualização nas regras de caça da espécie estabelecidas pelo Ibama, que tem como presidente Eduardo Fortunato Bim, nomeado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que quando concorreu à eleição para deputado federal no ano passado teve como uma das principais bandeiras a defesa da caça.

No mês passado, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a Instrução Normativa Nº 12/2019, defensores dos animais criticaram a permissão para uso de cães na caça de javalis e declararam que a medida pode estimular um mercado clandestino de armas, de munições e de criação de animais com essa finalidade.

Uma proposta do deputado Célio Studart (PV-CE) quer a sustação de norma ambiental estabelecida pelo Poder Executivo que permite caça de javalis com cães e armas brancas.

Por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 137/2019, o deputado argumenta que a caça de javalis já é um método de abate cruel, que causa muito sofrimento aos animais, já que os tiros desferidos contra os javalis, em sua maioria, não levam à morte imediata do animal. Sendo assim, eles sangram muito e agonizam antes de falecer.


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Homem é detido após atirar em cachorro com arma de pressão em MS

Um homem de 24 anos, que não teve a identidade revelada, foi detido pela polícia após atirar em um cachorro na cidade de Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O crime aconteceu no último domingo (7).

Foto: Pixabay

O cachorro estava na rua quando foi alvejado pelo disparo de uma carabina de pressão. As informações são do portal Mídia Max.

O responsável por ferir o animal foi detido por populares. A polícia foi acionada pelo tutor do cão. Não há informações sobre o estado de saúde do cachorro.

O momento em que o cachorro foi alvejado pelo tiro foi testemunhado por uma pessoa que estava no local.

Aos militares, o homem disse que não teve a intenção de atingir o animal e que estava nos fundos da residência de seu tio atirando em latas. Ele foi encaminhado à delegacia.


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Leonardo DiCaprio lança ONG em defesa do meio ambiente

A nova organização, chamada de Earth Alliance, “trabalhará globalmente para proteger os ecossistemas e a vida selvagem, garantir a justiça climática, apoiar a energia renovável e garantir os direitos indígenas para o benefício de toda a vida na Terra”, segundo um comunicado.

A Earth Alliance fornecerá subsídios, oportunidades educacionais e campanhas e filmes para fundos de proteção ao planeta, além de trabalhar com organizações de base e indivíduos nos lugares mais afetados pela perda de biodiversidade e pelas mudanças climáticas, segundo, afirma a nota.

No comunicado, DiCaprio chamou a Earth Alliance de “uma nova plataforma, maior e ágil, que compartilha recursos e conhecimentos, ao mesmo tempo em que identifica os melhores programas para promover mudanças reais em todo o planeta”.

“O lançamento da Earth Alliance marca o próximo passo na evolução do LDF (sigla em inglês para a Fundação Leonardo DiCaprio) à medida que se ela une totalmente sob a nova estrutura de gestão e concessão de doações da Earth Alliance”, disse DiCaprio no comunicado. “Laurene e Brian são líderes cívicos incríveis que compartilham minha paixão e compreensão da urgência e escala dos desafios que enfrentamos”, concluiu ele.

Ainda segundo o comunicado, a Earth Alliance será liderada por uma equipe de gestão independente e recém-nomeada de todo o mundo, com renomados cientistas e conservacionistas.

DiCaprio há muito tempo promove o ambientalismo por meio de sua Fundação Leonardo DiCaprio, com foco na ecologia, oferecendo 100 milhões de dólares em subsídios para tudo, desde a recuperação de leões e a restauração de manguezais até a defesa dos direitos indígenas e melhor acesso à energia solar. Sua fundação funcionará em conjunto com a Earth Alliance.

Brian Sheth, co-fundador e presidente da Equity Partners, é presidente da Global Wildlife Conservation e fundou a The Sheth Sangreal Foundation com sua esposa para apoiar iniciativas ambientais e educacionais. A Sheth Sangreal Foundation financiará os custos operacionais e administrativos da Earth Alliance.

“Nosso planeta está em um ponto de virada crítico e nós temos uma oportunidade de fazer a transição de nossa sociedade em harmonia com toda a vida na Terra”, acrescentou Sheth.

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