Unesco lista área de proteção das últimas vaquitas no México

Foto: WAN

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O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO aprovou uma designação “em perigo” para uma área do México que é o último refúgio remanescente das vaquitas ameaçadas de extinção e do peixe também ameaçado totoaba. Uma equipe internacional de cientistas especialistas concluiu recentemente que apenas 10 vaquitas restaram vivas em 2018.

A designação “em perigo” para as ilhas e áreas protegidas do México e do Golfo e da Califórnia veio em resposta a uma petição de 2015 apresentada pelo Centro de Diversidade Biológica e pelo Animal Welfare Institute. Depois de adiar uma decisão por vários anos, o Comitê do Patrimônio Mundial decidiu listar o local. Para que a área seja removida da lista “em perigo”, o México deve trabalhar com a UNESCO para desenvolver medidas corretivas para salvar a vaquita da extinção. Especialistas afirmam que talvez já seja tarde demais.

“Esta designação é um passo crucial para salvar as últimas vaquita sobreviventes da ameaça que as redes de pesca representam”, disse Alejandro Olivera, representante do Centro no México, que está participando da reunião do Comitê no Azerbaijão, em um comunicado. “A comunidade internacional acaba de enviar uma mensagem clara de que o México deve fazer mais pelas vaquitas, mas a decisão também abre oportunidades para o financiamento de um verdadeiro programa de conservação para evitar a extinção da vaquita. O governo mexicano terá novos incentivos e novos recursos para deter a pesca que está matando o mamífero marinho mais ameaçado do mundo”.

A principal ameaça que a vaquita enfrenta é emaranhamento dos animais em redes de pesca que são colocadas no mar para capturar camarões e várias espécies de peixes, especialmente o totoaba, também ameaçado. As bexigas natatórias do totoaba são exportadas do México para a China e outros países (mesmo com proibição legal) por organizações criminosas, onde são altamente valorizadas por suas chamadas “propriedades medicinais”.

A pesca é extremamente agressiva no norte do Golfo da Califórnia, no México. Entre outubro de 2016 e abril de 2019, organizações de proteção à vida selvagem, o governo mexicano e pescadores locais coletaram cerca de 1.200 redes de pesca do habitat da vaquita. A grande maioria dessas redes, 721, estava ativa e pronta para captura, e não como equipamento fantasma (descartada).

“A decisão do WHC (World Heritage Committee) é um apelo urgente para que o México receba assistência, inclusive financeira, de governos em todo o mundo para evitar que a vaquita se torne outro exemplo de extinção causada pelo homem”, disse Kate O’Connell, consultor de fauna marinha do Instituto de Bem-Estar Animal. “O México deve agir de forma decisiva para acabar com a pesca no habitat da vaquita e um esforço global liderado pelo México, China e Estados Unidos é necessário para erradicar o comércio, já proibido por lei, de partes de totoabas”.

Após vários anos de forte oposição a uma designação “em perigo” (o que significaria mais proteção para a espécie), as autoridades mexicanas que participaram da reunião do Comitê aceitaram a classificação. Os 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial reconheceram que, com tão poucas vaquitas remanescentes e um histórico pobre do México aplicando seus regulamentos para salvar a vaquita e do totoaba, a designação era necessária, segundo informações do site World Animal News.

“A pesca no norte do Golfo da Califórnia está empurrando a vaquita para o penhasco da extinção”, disse Zak Smith, advogado sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Trabalhando com o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, a nova administração mexicana agora tem uma pequena janela de oportunidade para mudar de rumo e tomar as ações ousadas porém necessárias para salvar a espécie nos próximos seis meses”.

A decisão do Comitê da Unesco abre a possibilidade de apoio adicional para salvar a vaquita. A região pode ser removida da Lista do Patrimônio Mundial com a classificação de “em perigo” se a vaquita não estiver mais sob ameaça. Por outro lado, a extinção da vaquita poderia levar o Comitê do Patrimônio Mundial a considerar a exclusão da propriedade da Lista do Patrimônio Mundial. O México deve evitar esse resultado a todo custo.

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Cão é ameaçado de morte após se recusar a participar de caçada

Foto: Schenley Hutson Kirk

Foto: Schenley Hutson Kirk

Uma jovem estava em um evento em Ohio, nos Estados Unidos, quando ouviu um homem conversando com um grupo de pessoas sobre um de seus cães. O caçador estava dizendo que o jovem beagle não caçava – e como ele estava planejando matar o cachorro por causa disso.

Ao saber dos planos do homem e decidida a ajudar o cachorrinho, a jovem imediatamente foi até o caçador e perguntou se ela poderia tentar encontrar uma ONG de resgate para levar o cachorro. O homem concordou, e a jovem rapidamente ligou para sua mãe, que é uma protetora ativa no mundo dos resgates, e fez com que ela fizesse um post no Facebook na esperança de que alguém visse e pudesse ajudar.

Foto: Schenley Hutson Kirk

Foto: Schenley Hutson Kirk

Schenley Hutson Kirk, fundadora da ONG de resgate e santuário HOUND Rescue and Sanctuary, viu o post no Facebook e imediatamente respondeu, dizendo que se o homem estivesse disposto a entregar o cachorro, mais tarde chamado Jeffrey, então ela e seu grupo resgate o aceitariam.

A jovem então foi em seguida, foi até a casa do homem para pegar Jeffrey e encontrou o filhote de 14 meses de idade vivendo do lado de fora em um barril azul cheio de palha, sofrendo de uma grave alergia a pulgas. O pobre cachorro estava assustado e ainda assim mostrou doçura, e ansiedade para ser ia para o colo de sua salvadora.

Jeffrey foi transferido para as instalações do HOUND Rescue and Sanctuary no dia seguinte. Ele foi examinado por um veterinário e, além de sua alergia a pulgas, foi constatado que ele estava em boa saúde, considerando que ele passou toda a sua vida vivendo do lado de fora de casa.

Foto: Schenley Hutson Kirk

Foto: Schenley Hutson Kirk

Após ele ter sido examinado e tratado, Kirk levou-o para casa. Apesar de tudo o que ele passou, Jeffrey foi tão doce quanto poderia ser desde o início, e não queria nada além de ser abraçado e amado por todos ao seu redor.

“Sons altos o assustam – ele obviamente nunca tinha estado em uma casa antes – então apenas o som da cafeteira funcionando ou o som de uma torradeira, sons que ele nunca tinha ouvido antes, já provocam medo nele”, Kirk disse ao The Dodo. “Ele está saindo de sua concha – e descobrimos que ele é muito brincalhão. Ele é a coisinha mais fofa que eu já vi”.

Jeffery adora brincar com outros cães, e correr com todos os seus novos amigos em seu lar adotivo. Ele claramente nunca teve muita oportunidade de apenas se divertir e ser um cão antes, e está vivendo intensamente cada momento agora. Kirk garante que ele sempre tenha muitos brinquedos – algo que ele nunca teve antes.

Foto: Schenley Hutson Kirk

Foto: Schenley Hutson Kirk

“Jeffrey adora seu brinquedo de pelúcia e o leva com ele em todos os lugares”, disse Kirk. “É triste pensar que este é o primeiro brinquedo que ele já teve. Ele nem sabia o que era um brinquedo até agora”.

A cada dia, Jeffrey parece um pouco mais corajoso e brincalhão do que antes, e todos ao seu redor estão tão gratos que conseguiram salvar sua vida e dar a ele a chance de finalmente ser apenas um cachorrinho.

Tudo o que ele precisava era um pouco de amor, carinho e compreensão.

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Leões e tigres estão nascendo com deformidades graves em fazendas de reprodução

Foto: Getty

Foto: Getty

Leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

Foto: Terrence McCoy/The Washington Post via Getty Images

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

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Prefeitura de Taubaté (SP) aumenta multa para abandono de animais em vias públicas

A Prefeitura de Taubaté, no interior de São Paulo, aumentou as multas para tutores que abandonarem animais de grande porte em vias públicas e tornou as regras sobre o tema mais rígidas. As mudanças foram aprovadas pela Câmara Municipal, sancionadas e promulgadas pelo Executivo Municipal no final de junho. As novas normas entraram em vigor neste mês de julho.

Foto: Divulgação/PMT

O artigo 444-A da Lei Complementar 442, de 28 de junho de 2019, proíbe o abandono de animais de grande porte – equinos, muares, bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos, suínos – nas vias públicas, em áreas verdes, nos logradouros públicos ou em locais de livre acesso ao público. Soltos nesses locais, os animais podem se envolver em acidentes de trânsito que podem ferir e tirar a vida deles e dos motoristas. As informações são do portal O Vale.

No que se refere à rigidez das novas regras, a lei estabelece, em parágrafo único do artigo 565, que o tutor terá que comprovar a tutela do animal, mediante apresentação do registro do animal nos órgãos competentes, carteira de vacinação ou outro documento que possa comprovar a tutela para poder retirar o animal do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para onde ele será levado após ser resgatado pela administração municipal. Além de comprovar a tutela, o animal só sairá do CCZ se o tutor pagar a taxa de resgate, no valor de cinco UFMTs (R$ 973,35) e a taxa de permanência, no valor de uma UFMT (R$ 194,67) a cada três dias.

Em 2018, 31 animais de grande porte foram resgatados pelo CCZ. No primeiro semestre de 2019, foram 9.

Ao encontrar um animal de grande porte abandonado em via pública, o morador deve acionar a Secretaria de Mobilidade Urbana da cidade, para que medidas de reforço à segurança no trânsito sejam tomadas, e o CCZ. A Secretaria deve ser comunicada através do telefone 156. O contato do CCZ, que funciona das 8h às 17h, é o 5704-8048, e o endereço é Estrada Particular dos Remédios, nº 2.764, Bairro dos Remédios.


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Lojas que exploram animais para venda em mercado são autuadas em MG

Dez lojas que exploram animais para venda no Mercado Central de Belo Horizonte (MG) foram autuadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG), na quarta-feira (10), por violarem normas de bem-estar animal.

Foto: CRMV/Divulgação

O comércio de animais no Mercado Central fere a lei municipal n°7852, que proíbe a entrada de animais em ambientes onde é realizada a venda de alimentos. Apesar disso, a manutenção do comércio de animais no local foi mantida por uma liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), emitida em 2018.

O fato do comércio ocorrer de maneira legal no mercado reforça o argumento de ativistas pelos direitos animais, que frequentemente alertam que a única solução para por fim aos maus-tratos a animais no comércio é colocando fim a prática da venda de seres vivos. Estabelecer normas para que os animais não sejam maltratados não impede que eles sejam vítimas de negligência e de violência – se impedisse, as lojas do Mercado Central não teriam sido autuadas.

Os proprietários das lojas têm até 30 dias para se adequarem a exigências feitas pelo CRMV-MG. Em caso de descumprimento das determinações, eles terão que pagar multas que variam de R$ 3 mil a R$ 24 mil. O mercado não se posicionou sobre o caso. As informações são do portal O Tempo.

As irregularidades encontradas nos estabelecimentos autuados vão desde falta de médico veterinário como responsável técnico pelo local a descumprimento de normas básicas. Os fiscais orientaram os proprietários das lojas a garantir abrigos adequados e seguros aos animais.

“Os comerciantes foram muito solícitos, o que contribuiu com o sucesso de nossa ação fiscalizatória”, avalia a médica-veterinária e chefe do setor de Fiscalização do CRMV-MG, dra. Rafaela Luns.

A legislação que autoriza que animais sejam explorados para a venda exige a presença de um veterinário nos estabelecimentos para que o profissional assegure conforto, segurança e higiene aos animais, que devem estar vacinados e vermifugados.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra o comércio de qualquer espécie de animal por entender que seres vivos não devem ser tratados como mercadorias. Precificar uma vida e disponibilizá-la para venda é uma prática antiética que contraria os status de sujeito de direitos e de ser senciente – isso é, capaz de sofrer – do animal. Como defensora dos direitos animais, a ANDA recomenda aos leitores que sempre optem pela adoção e que não comprem animais em hipótese alguma.


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Mais de 45 cães são encontrados em situação de maus-tratos em MG

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) flagrou, na quinta-feira (11), 48 cachorros de grande e médio porte em situação de maus-tratos na zona rural da cidade de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O acusado estava sendo investigado desde novembro de 2018.

(Foto: MP/Divulgação )

O responsável pelos animais, um policial civil que não foi identificado, compareceu à sede do Ministério Público, prestou depoimento, comprometeu-se a adotar medidas emergenciais, sob a orientação de um veterinário, para garantir o bem-estar animal. Esse comprometimento foi registrado em um termo de ajuste de conduta preliminar, assinado pelo policial.

Os cachorros receberam cuidados emergenciais e foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais para que o quadro de saúde deles fosse verificado. O tutor dos animais concordou em entregá-los para adotantes indicados pelo MP, que em breve divulgará quais cães estão disponíveis para adoção. As informações são do Estado de Minas.

De acordo com nota do MP, a ação foi organizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Sabará, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) e da Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG, e contou com a participação da Polícia Militar de Meio Ambiente e da Corregedoria da Polícia Civil, devido à condição de policial civil do acusado.

Participaram da ação 40 policiais civis e militares, quatro auxiliares de veterinária, duas promotoras de Justiça, quatro médicos veterinários do MPMG e três da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Dos 48 cachorros, três foram encaminhados ao Hospital Veterinário da UFMG e o restante ficou sob a tutela do acusado.


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UnB oferece disciplina “Mobilização Pública e Direitos Animais” com atividades abertas a não alunos

Por David Arioch

Todas as atividades serão ofertadas das 19h às 22h na Faculdade de Comunicação da UnB | Pixabay

No segundo semestre, a Universidade Nacional de Brasília (UnB) vai oferecer a disciplina “Mobilização Pública e Direitos Animais” aos alunos regulares da instituição. Quem não é estudante da instituição também será contemplado com uma programação aberta ao público em geral e com certificado de participação.

De 21 de agosto a 9 de outubro, serão oferecidas as aulas “Direitos (para todos) Animais”, “O Direito Achado na Rua (Direitos Animais)”, “Ambiente Legislativo Nacional e Internacional”, “Ambiente Jurídico Nacional e Internacional”, “Direitos Animais e Lutas Ambientais”, “Direitos Animais e Lutas Sociais” e “Mobilização Pública pelos Direitos Animais”.

De 16 de outubro a 30 de outubro, alunos e não alunos da UnB podem participar das oficinas “Redes Sociais para Ativismo Animal”, “Filmagem Tática para Ativismo Animal” e “Edição de Vídeo Tática para Ativismo Animal”. A programação se encerra no dia 4 de dezembro com o Cine Direitos Animais, que inclui mostra e debate.

“O reconhecimento da senciência animal coloca em evidência um campo do conhecimento que cresce a cada dia: os Direitos Animais. A comunicação é um importante instrumento do ativismo animal para mudança cultural, introduzindo novos valores à sociedade”, informa o grupo O Direito Achado na Rua.

Na perspectiva do grupo, esses direitos são construídos a partir de embates sociais, em que visões de mundo estão em disputa. Um enfrentamento que se dá também na criação de significados e simbolismos por meio da comunicação.

“Em diálogo com a perspectiva de que a exploração animal tem a mesma base que sustenta outras formas de opressões – como o machismo, o racismo, a lgbttqifobia, o capacitismo – a disciplina ‘Mobilização Pública e Direitos Animais’ está aberta a todos e todas que desejam contribuir para a construção de um mundo em que os direitos de todos animais (humanos e não humanos) sejam reconhecidos e respeitados”, acrescenta.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o grupo O Direito Achado na Rua, faculdades de Direito e Comunicação da UnB e do Grupo de Estudos Sobre Direitos Animais e Interseccionalidade (GEDAI). E conta com apoio da Frente de Ações pela Libertação Animal (FALA), Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal (ProAnima) e Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPA).

Saiba Mais

Todas as atividades serão ofertadas das 19h às 22h na Faculdade de Comunicação da UnB, no Campus Darcy Ribeiro – ICC Norte. Para mais informações, envie e-mail para gedaidireitosanimais@gmail.com.


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Projeto instala comedouros para animais abandonados em Mogi das Cruzes (SP)

O projeto “Bom Pra Cachorro” está garantindo alimentação e água para animais abandonados em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, por meio da instalação de comedouros e bebedouros feitos de PVC.

Foto: Reprodução / Notícias de Mogi

A iniciativa é da vereadora Fernanda Moreno (PV), em parceria com a entidade de proteção animal Grupo FERA. As informações são do portal Notícias de Mogi.

O projeto é realizado com o apoio de comerciantes que, ao serem contatados pela parlamentar e pela ONG, aceitam colocar um comedouro e um bebedouro na frente de seus estabelecimentos comerciais.

Os comerciantes não pagam pelos equipamentos feitos de canos de PVC, mas têm que arcar com o custo da ração que será colocada no comedouro para os animais, além de abastecer, limpar a retirar os canos no período da noite para protegê-los da ação de vândalos.

A vereadora decidiu implementar o projeto em Mogi das Cruzes após conhecer uma ação semelhante feita em Praia Grande, no litoral de São Paulo, pelo parlamentar Cadu Barbosa.

Os primeiros comedouro e bebedouro instalados foram colocados em frente a uma casa de ração no distrito de Jundiapeba. O estabelecimento foi um dos primeiros a se interessar em participar do projeto. No total, sete kits de canos de PVC já foram feitos e serão instalados em comércios mapeados da cidade.

Comerciantes interessados em participar do projeto devem preencher um formulário disponibilizado no site oficial e aguardar contato para uma entrevista.


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CMA aprova projeto de lei que classifica animais como sujeitos de direitos

Por David Arioch

Caso seja aprovado, o projeto de autoria de Ricardo Izar altera à Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998), determinando que os animais não sejam mais considerados bens móveis | Pixabay

Ontem a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou o projeto de lei que classifica os animais como sujeitos de direitos, garantindo tutela jurisdicional.

A proposta de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP) quer assegurar aos animais o direito de não serem mais tratados como objetos, assim ganhando natureza jurídica sui generis, como sujeitos de direitos despersonificados, conforme o PLC 27/2018.

Além disso, a proposta prevê o reconhecimento dos animais como seres sencientes, dotados de natureza biológica e emocional passíveis de sofrimento.

“Para o reconhecimento pleno dos direitos dos animais há de se repensar e refletir sobre as relações humanas com o meio ambiente. O movimento de ‘descoisificação’ dos animais requer um esforço de toda a sociedade, visto que, eles próprios não podem exigir sua libertação”, justifica Izar.

E acrescenta: “Como seres conscientes, temos não só o dever de respeitar todas as formas de vida, como o de tomar providências para evitar o sofrimento de outros seres.” Relator do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) diz que o projeto é uma elevação de status civilizatório.

“Não há possibilidade de pensarmos na construção humana se a humanidade não tiver a capacidade de ter uma convivência pacífica com as outras espécies. Eles devem ser tratados com dignidade”, enfatiza. O projeto segue para ser votado no plenário em regime de urgência.

Caso seja aprovado, o projeto altera à Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998), determinando que os animais não sejam mais considerados bens móveis.


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Cãozinho sofre com sequelas neurológicas após tentativa de assassinato

Divulgação

O cãozinho da imagem é carinhosamente chamado de Vitório. Ele foi resgatado após ter sido arremessado de um muro de 3 metros de altura para dentro de um terreno baldio completamente cercado no município de Mairiporã, na Região Metropolitana de São Paulo.

Felizmente, o crime foi presenciado por uma moradora do local que acionou uma protetora de animais, que com a ajuda de escadas e uma equipe de voluntários, conseguiu salvar o cãozinho. Vitório foi encaminhado para um hospital veterinário onde recebeu cuidados emergenciais.

Vitório tem aproximadamente dois anos e sofre com sequelas neurológicas, provavelmente causadas pela queda. Sem ter para onde levá-lo e sem poder adotá-lo, a protetora recorreu a um lar temporário pago enquanto o cãozinho está em reabilitação.

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Além dos custos do abrigo, Vitório também precisa de alimentos, medicação e ser submetido frequentemente a consultas e internações. Os gastos são muitos e para ajudar a salvar o cãozinho está sendo realizada uma campanha em diversas frentes.

Para ajudar o Vitório é possível realizar uma doação com cartão de crédito através do Mercado Pago (clicando aqui), através da plataforma Vakinha (clicando aqui) ou através de doação direta na conta corrente:

Caixa Econômica
Ag 2898
Cp 28021-7
Op 013
CPF 47316157801
Beneficiário: Ângelo Gabriel dos Santos Pacheco

Para mais informações entre em contato com a Claudia Chamas através do telefone (WhatsApp): 11 – 11 98277-1558.