BH recebe mais uma edição do Festival Paraíso Veg

Por David Arioch

“Trabalhamos para que cada evento seja único, para que os frequentadores possam acompanhar a evolução do festival a cada edição” (Foto: Divulgação)

No dia 14 (domingo), das 10h às 18h, Belo Horizonte recebe mais uma edição do Festival Paraíso Veg, mas dessa vez no espaço Begreen, no Shopping Boulevard. Entre as opções gastronômicas estão inúmeros pratos, além de kombucha, salgados, molhos, doces, pães artesanais e cerveja artesanal.

Outros atrativos incluem a comercialização de artigos e acessórios, mini-palestras, bate-papo com a nutricionista Grazi Paiva, atrações artísticas e educativas e feira de adoção de cães e gatos. Após a realização da primeira edição, que atraiu mais de mil pessoas, os idealizadores Rodrigo Oliveira e Miguel Rocha se mostram bem otimistas.

“O resultado nos levou a tornar o evento itinerante. Dessa forma, podemos abranger outras regiões [de BH], bem como difundir a cultura vegana”, enfatiza Rodrigo, que também é proprietário da Veggie Roots, fabricante de burgers veganos congelados.

Marcando presença pela segunda vez, a Litta Massas Veganas compartilha do mesmo otimismo e acrescenta que os expositores estarão mais preparados para atender ao público interessado em produtos artesanais de qualidade.

“Vendemos todas as pizzas [na primeira edição], mais que o dobro do que estamos acostumados. Alguns colegas precisaram sair para repor o estoque e continuar atendendo aos visitantes’, revela a responsável pela Litta Massas Veganas, Regina Hamaguti.

Segundo Miguel Rocha, o Paraíso Veg sempre apresentará novidades. “Trabalhamos para que cada evento seja único, para que os frequentadores possam acompanhar a evolução do festival a cada edição, trazer a família, os amigos e seus pets”, enfatiza.

E acrescenta: “E claro, desmistificar essa falsa ideia de que a gastronomia vegana é inacessível, cara, e sem gosto.”

Serviço

O Festival Paraíso Veg, que tem entrada gratuita, vai ser realizado na BeGreen, no Shopping Boulevard – Rua Professor Otaviano Almeida, nº 44, bairro Santa Efigênia – BH


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Prefeitura instala casinhas para proteger cães abandonados do frio em Ponta Grossa (PR)

A Prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, instalou cinco novas casinhas na praça Pôr do Sol, na Vila Estrela, para abrigar cachorros abandonados e protegê-los do frio durante o inverno. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMOSP) que foi executada por equipes do Departamento de Serviços Públicos da Prefeitura de Ponta Grossa.

Foto: Divulgação / Reprodução / Vida Pet News

“São cinco casinhas coloridas, em formato de frutas, que foram destinadas como abrigo para os animais, principalmente nesse período em que estamos esperando temperaturas amenas durante o inverno”, afirmou o secretário municipal de Serviços Públicos, Marcio Ferreira.

Para a construção das casinhas foi reaproveitado um material de um parque desativado. A medida, segundo Ferreira, deve chegar em outras praças da cidade em breve. As informações são do portal Vida Pet News.

“Queremos reaproveitar outros materiais que podem ser utilizados para a mesma finalidade, que são os animais. Vamos instalar mini abrigos também na Praça dos Ferroviários, e logo após nos demais parques”, disse.

Foto: Divulgação / Reprodução / Vida Pet News


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Supermercado substitui embalagem de plástico por folha de bananeira na Tailândia

Um supermercado em Chiangmai, na Tailândia, substituiu embalagens de plástico por folhas de bananeira. A solução encontrada pelo Rimping Supermarket para combater o uso excessivo de plástico para embalar frutas e legumes já é utilizada em outros locais, como na Índia, China, Tailândia, Vietnã e Malásia. A cultura indígena e caiçara também já fez bastante uso das folhas no Brasil.

Foto: Reprodução / Facebook / Perfect Homes Chiangmai.

Grossas, largas e flexíveis, as folhas de bananeira podem ser enroladas e dobradas facilmente, sem que se quebrem, e também suportam variações de temperaturas, sendo ideais para produtos refrigerados.

Por ser orgânica, ela se decompõe naturalmente, ao contrário do plástico, que demora anos para se decompor e polui ecossistemas, matando inúmeros animais, especialmente nos oceanos. Além disso, a compostagem da folha adiciona nutrientes ao solo e o deixa mais rico, além de ser à prova d’água, já que sua superfície não absorve o líquido quando exposta à umidade. As informações são do portal Ciclo Vivo.

Além de sustentável, a folha de bananeira pode ser produzida em larga escala, especialmente em climas tropicais, é viável do ponto de vista econômica e foi bem aceita pelo público do Rimping Supermarket.

Foto: Reprodução / Facebook / Perfect Homes Chiangmai.


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Senador defende projeto que garante proteção dos animais em desastres

Por David Arioch

“As ligações entre os seres humanos e os demais animais, como todos sabem, são laços indissociáveis e inerentes à nossa vida na Terra” (Foto: Agência Senado)

Na última segunda-feira (1), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou o Projeto de Lei 2950/2019, que normatiza a proteção dos animais em situação de desastre.

“As ligações entre os seres humanos e os demais animais, como todos sabem, são laços indissociáveis e inerentes à nossa vida na Terra. Os animais têm agora a tutela jurídica e, como tal, são passíveis de melhorias no seu nível de proteção e também direitos reconhecidos”, disse, segundo informações da Agência Senado.

Intenção é tipificar crimes de maus-tratos a animais relacionados à ocorrência de desastres e incluir os cuidados com animais vitimados por desastres na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334, de 2010).

O texto apresentado determina que os donos de empreendimentos ou de atividades que possam causar significativa degradação ambiental adotem medidas preventivas, treinamento de funcionários para busca, salvamento e cuidados imediatos a esses animais, plano de ação de emergência e restrição do acesso a áreas que apresentem riscos, explicou Wellington, que é médico veterinário.

Wellington é a favor do Dia Nacional do Rodeio

Por outro lado, Wellington Fagundes é o relator e defensor do Projeto de Lei Complementar (108/2018), de que quer tornar o dia 4 de outubro o Dia Nacional do Rodeio. Isso significa que o Dia Nacional do Rodeio pode ser celebrado no Dia Mundial dos Animais, que também é Dia de São Francisco de Assis.

Clínica veterinária tem suíte para garantir a animal direito a acompanhante

Uma clínica veterinária no Rio de Janeiro oferece uma suíte no local para que o responsável pelo animal internado possa ficar com ele na clínica. No cômodo, no qual o tutor pode permanecer 24 horas, tem frigobar, ar-condicionado e TV a cabo.

A ideia de criar a suíte surgiu após a médica veterinária Andréia Rzezinski, responsável pela internação da clínica Intergávea, observar o comportamento dos tutores de animais que estavam internados no estabelecimento.

Foto: Reprodução / Portal Notisul

“Era comum ficarem lá, sentados, aguardando o horário das duas visitas diárias. Me lembro de uma senhora que chegava pela manhã e só ia embora à noite, quando a clínica fechava. Queria estar perto”, conta a veterinária. As informações são do portal Notisul.

A situação dos clientes que levavam animais à clínica comoveu Andréia. Ela é tutora de três cães e de um filhote de gato, resgatado recentemente. E ao pensar em Mel, sua cadela mais velha, de 17 anos, a veterinária notou que também gostaria de estar na companhia dela caso precisasse de internação.

“Eu sabia de algumas clínicas em São Paulo que permitiam ao acompanhante ficar em poltronas, ao lado da ‘gaiolinha’ onde está o animal, mas achava desconfortável”, disse.

Foi então que, em setembro de 2018, quando a clínica onde Andréia trabalha se mudou para um espaço maior, que ela conseguiu colocar em prática o plano de construir uma suíte para os tutores. O ambiente, que fica ao lado da sala de internação – com 26 leitores para cães e 6 para gatos -, é o primeiro do tipo no Rio de Janeiro e, provavelmente, do Brasil.

Outros veterinários alertaram Andréia sobre o risco dos tutores, aflitos, ficarem fazendo solicitações a cada minuto devido à proximidade que a suíte permitiria que eles tivessem com os animais e com a própria veterinária. “Mas não vejo isso. Aliás, o tutor por perto às vezes até facilita o meu trabalho”, explicou.

Um dos casos que obteve sucesso devido à presença da tutora é o de Babi, uma cadela com diabetes e problemas renais que foi levada de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro para que pudesse receber tratamento veterinário adequado. O animal precisava comer a cada três horas e passear na rua diversas vezes ao dia para fazer xixi – o que, na rotina intensa de uma clínica, é complicado.

Durante o tratamento, Babi precisou ser submetida à hemodiálise e foi transferida por três dias para outra clínica, sem a tutora. “Ela se descompensou toda: não comia e, como só aceitava fazer o xixi na rua, prendeu tanto no leito que ficou com pressão alta e aumento da frequência respiratória por dor e desconforto”, contou a veterinária. Depois desse período, a cadela voltou para a Intergávea, recuperou-se e retornou a sua cidade de origem.

Saúde estável

A suíte, no entanto, não é destinada para qualquer animal. Nela, só pode ficar aquele cachorro ou gato que esteja com a saúde estável, sem necessidade de monitoramento constante de pressão ou frequência cardíaca com uso de aparelhos. Ainda assim, mesmo tendo liberação para estar na suíte, o animal precisará ser submetido a alguns procedimentos na sala de internação.

“Por exemplo, tivemos um cachorro que precisou fazer transfusão de sangue. Levamos para dentro da sala de internação no início para acompanhar todos os parâmetros clínicos. Como estava bem, voltou para a suíte e terminou o procedimento ao lado dos tutores”, relatou Andreia.


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Incêndios destroem a natureza e matam animais em Vilhena (RO)

Focos de incêndio estão sendo registrados na cidade de Vilhena, em Rondônia. O fogo tem destruído regiões de mata e tirado a vida de animais silvestres. As chamas atingem principalmente a área rural.

Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Rondônia ao Vivo

Na última semana, parte da área onde funcionava o Polo de Plasticultura, nas proximidades da Unir, foi atingida por um incêndio, assustando moradores e levando animais silvestres a fugir do local para procurar abrigo seguro. As informações são do portal Rondônia ao Vivo.

Uma professora que mora na cidade publicou, em rede social, uma foto de um pássaro que perdeu o ninho para o fogo e, depois, acabou morrendo. Aves, mamíferos e animais peçonhentos buscaram abrigo em casas próximas dos focos de incêndio.

Os casos tendem a aumentar nos próximos dias e, segundo o Corpo de Bombeiros, há o risco de incêndios ocorrerem após serem causados de maneira proposital.


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Fotos mostram as primeiras baleias mortas no recente retorno à caça dos cetáceos pelo Japão

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Imagens das primeiras baleias mortas pelos barcos baleeiros japoneses em mais de três décadas, no recente retorno do país à caça dos cetáceos, foram transportadas de volta ao Japão, foram divulgadas ontem.

O Japão retomou a caça comercial dia 01 de julho depois de 30 anos de abstenção da prática cruel, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Comissão Internacional da Baleia (IWC).

As embarcações comerciais que partiram dia 01, pegaram a primeira baleia minke até as 17h, de acordo com os ativistas defensores das baleias que as seguiram, e uma segunda foi capturada pouco tempo depois, de acordo com o The Washington Post.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Ano passado, o Japão anunciou que se retiraria da IWC para retomar a prática de matar baleias com fins lucrativos. O país retirou-se formalmente no domingo.

A medida foi condenada pelos demais membros da comissão, assim como por grupos ambientalistas e celebridades que assinaram cartas abertas pedindo ao país para reconsiderar a decisão.

Os japoneses têm uma longa história de matar e comer baleias, mas estudos sugerem que a popularidade e a demanda dos consumidores pela carne dos mamíferos estão diminuindo.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Fotos de baleias minke sendo retiradas de barcos em portos no Japão ontem, tomaram as redes sociais, as imagens mostram os animais com os ventres cortados e expostos, enquanto trabalhadores do porto e pescadores se aglomeram em torno das baleias mortas.

Uma baleia enorme foi fotografada sendo descarregada em um porto em Kushiro, na ilha mais ao norte de Hokkaido. Seu corpo era grande demais para o barco em que ela estava sendo carregada, o que fazia com que sua boca ficasse pendurada no final da embarcação.

Outra foto mostra uma baleia minke com o estômago aberto, enquanto os trabalhadores se aglomeram em torno dela, tocando seu corpo e jogando saquê em sua ferida.

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

Foto: Kazuhiro NogiSource/AFP

As cotas do Japão para a caça às baleias incluem a morte de 220 baleias no período de outubro a dezembro deste ano. Isso inclui além das baleias minke, as baleias de Bryde (Balaenoptera brydei), e baleias sei Balaenoptera borealis).

Os baleeiros japoneses concordaram em conduzir suas pescarias nas águas do próprio país.

Governos do mundo todo condenaram a decisão. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, e o ministro do Meio Ambiente, Sussan Ley, deram uma declaração em conjunto falando contra a decisão do Japão de retomar a caça comercial pela primeira vez desde 1988.

Foto: Masanori TakeiSource/AP

Foto: Masanori TakeiSource/AP

“Enquanto o governo australiano dá as boas-vindas ao fim da caça às baleias no Oceano Antártico, estamos desapontados que o Japão tenha se retirado da convenção e esteja retomando a caça comercial”, afirmaram os ministros em um comunicado conjunto divulgado na última terça-feira (02).

“Continuamos a pedir ao Japão a retornar à convenção e à comissão como uma questão prioritária”. O chefe da Associação Baleeira Pequenas do Japão, Yoshifumi Kai, falou aos jornalistas ontem, dizendo que estava “empolgado” com o retorno de seu país à caça comercial de baleias.

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Proposta legislativa quer proibir sacrifício de animais quando houver alternativas de tratamento

Por David Arioch

Proposta deve fazer parte do projeto de lei que cria o Código Federal de Bem-Estar Animal que está tramitando na Câmara dos Deputados (Foto: Shutterstock)

Uma proposta legislativa do deputado Célio Studart (PV-CE) quer proibir o sacrifício de animais por órgãos de Zoonoses quando houver alternativas de tratamento. “Um dos objetivos primordiais é o fortalecimento do direito à vida dos animais”, informa o deputado em referência ao Projeto de Lei 1994/2019.

A iniciativa de Studart se soma a uma proposta (PL 5236/209) do ex-deputado federal Jairo Paes de Lira, que visa proibir o extermínio de “animais excedentes ou abandonados” como forma de controle populacional.

As duas propostas devem fazer parte do Código Federal de Bem-Estar Animal (PL 215/2007), de autoria do ex-deputado federal Ricardo Tripoli, que estabelece diretrizes e normas para a garantia de atendimento aos princípios de “bem-estar animal nas atividades de controle animal, experimentação animal e produção animal”.

Para seguir adiante, desde o mês passado a iniciativa está aguardando a criação da Comissão Temporária pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.


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Quartel do Exército abandona cães que viviam na unidade em Pouso Alegre (MG)

O 14º Grupo de Artilharia de Campanha de Pouso Alegre, em Minas Gerais, abandonou cães em uma estrada e revoltou moradores e protetores de animais da cidade. O abandono foi realizado há quase um mês, mas o caso foi divulgado apenas na noite de segunda-feira (1), quando o protetor Hélio Carlos de Oliveira denunciou a situação. De acordo com ele, dois dos cães abandonados foram encontrados mortos e outros dois estão desaparecidos.

Cachorro abandonado pelo quartel está desaparecido (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

Os animais, que viviam em situação de rua, encontraram abrigo no quartel. No local, eles recebiam cuidados dos militares. Um militar do 14º GAC, que preferiu não se identificar, e o próprio comando do quartel, confirmaram o abandono. As informações são do portal Pouso Alegre.Net.

O militar disse ainda que esta é a segunda vez que um comando ordena que cachorros sejam retirados do quartel. Na primeira vez, quatro cachorros teriam sido abandonados em uma estrada – a testemunha não soube precisar se o abandono foi realizado em 2016 ou 2017.

Ainda de acordo com o militar, uma mobilização foi feita no quartel para buscar adotantes para os cães assim que a hipótese de abandono foi descoberta. Com a ação, três dos cachorros conseguiram lares, o restante tira sido retirado do quartel à noite. O militar afirma que os profissionais do quartel teriam saído do local no fim da tarde e que, ao retornarem no dia seguinte, só encontraram um cachorro na unidade – trata-se do cão Sorriso, que está no quartel há cerca de cinco anos.

Cães foram encontrados mortos após o abandono (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

O militar disse também que os cachorros eram bem tratados pela maior parte dos militares, inclusive pelo comandante Mauro Fernando Rego de Mello Júnior, que confirmou o abandono dos cachorros. Segundo ele, desde que chegou a Pouso Alegre, há 18 meses, vários animais entravam no quartel e alguns ficavam no local, sendo alimentados por uma colaboradora civil, responsável pela cantina, e por soldados.

De acordo com Mello Júnior, o fácil acesso ao local fez com que, com o tempo, entre 15 e 20 cães estivessem no quartel. Quando as fêmeas entravam no cio, os animais causavam alvoroço na unidade, ainda segundo o comandante que completou dizendo que reclamações sobre os animais teriam sido levadas em consideração no momento de decidir abandoná-los.

Cães viviam no quartel em Pouso Alegre (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

O comandante afirmou que pessoas que passavam pela calçada do quartel reclamaram que alguns cães avançaram nelas. Além disso, o início das aulas do Programa Forças no Esporte (Profesp), com 200 alunos da rede municipal de ensino, que participam de atividades nas dependências do 14º GAC, levou à decisão, segundo Mello Júnior, de retirar os cachorros do local para evitar que eles mordessem as crianças, em um instinto de defesa.

Mello Júnior afirmou que acionou a Prefeitura de Pouso Alegre, mas que recebeu a resposta de que a administração municipal não teria um local para levar os cachorros. Questionada, a prefeitura não confirmou o pedido que o comandante alega ter feito, mas afirmou que o Centro de Bem-Estar Animal realmente não abriga animais, apenas provê tratamento veterinário a eles e, em caso de necessidade, os encaminha para ONGs.

Quartel do Exército em Pouso Alegre (Foto: Google Street View)

Diante disso, continuou o comandante, foi dada a ordem para que pouco mais de 10 cachorros fossem colocados em um veículo e abandonados em uma área rural da cidade. Outros cães permaneceram na unidade. Mello Júnior disse que tentou adotar dois deles, mas que os animais não se adaptaram ao ambiente fechado e que, por isso, os levou de volta ao quartel.

Adoção e busca pelos cães

O protetor Hélio Carlos está à procura de pessoas que estejam dispostas a adotar, de maneira responsável, algum dos cachorros abandonados pelo quartel. Ele pediu ainda que a população o ajude a localizar os cães que desapareceram.

Cão desapareceu após ser abandonado pelo quartel (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

“Quem mora próximo ao local do abandono e tiver qualquer informação sobre os dois desparecidos favor segurá-los e entrar em contato comigo pelo 9 9938 8187”, afirmou o protetor.


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Em cinco anos, Prefeitura de Arraial do Cabo (RJ) pretende castrar todos os animais abandonados

Por David Arioch

Projeto de castração faz parte de um projeto da prefeitura para acabar com o abandono animal na cidade (Foto: Reprodução)

Devido ao lamentável episódio ocorrido na última sexta-feira (28) em que 11 gatos foram encontrados mortos nos arredores do Pesqueiro da Praia Grande, a Prefeitura de Arraial do Cabo informa que repudia toda e qualquer ação de maus-tratos contra animais e diz que segue acompanhando o desdobramento do caso. A denúncia ainda não foi oficializada junto à Polícia porque os resultados dos laudos que comprovam envenenamento ainda não saíram.

“Ciente que é função da Saúde realizar um Programa Municipal de Controle de Cães e Gatos, previsto na lei federal nº 13.426 de 30 de março de 2017, a Prefeitura realiza ações desde 2018 para viabilizar a castração gratuita no município”, destacou a prefeitura em comunicado.

No dia 26 de junho ocorreu uma reunião técnica para a apresentação do Projeto Arquitetônico da UCA (Unidade de Castração e Atendimento Veterinário), feito pelos arquitetos Rodrigo Garcia e Natasha Mureb, que terá sua sede estrategicamente posicionada entre os distritos de Monte Alto e Figueira.

A reunião foi sediada na Fundação Municipal do Meio Ambiente, Pesquisa, Ciência e Tecnologia, e o projeto surgiu de uma demanda da população, em especial dos protetores de animais de Arraial do Cabo, que necessitam de uma solução definitiva com relação ao número de animais abandonados e da reprodução descontrolada de cães e gatos.

A iniciativa atenderá a política municipal de controle de natalidade de cães e gatos, que vem sendo desenvolvida sob a coordenação de Thais Fantauzzi, com o apoio técnico na elaboração do projeto por meio da Diretoria de Estudos e Projetos, Ana Nunes. E ainda, com a formação da comissão de Estudos e Gestão da UCA que é composta por Santiago e Tatiana Dantas.

Foi locado um prédio na divisa entre Monte Alto e Figueira, a uma quadra da Avenida Principal. “Estamos em fase final do projeto arquitetônico, desenvolvido por dois urbanistas com grande expressão na região. Há uma enorme sensibilidade do Secretário de Saúde à causa. Esteve sempre aberto, assim como o prefeito, a discutir soluções para este descontrole populacional de animais”, comenta Thais, que também é protetora de animais, mentora do Projeto da UCA e coordena a Comissão de Estudos e Gestão da Unidade. Além disso, é membro da comissão de Proteção Animal da OAB de Cabo Frio e Arraial do Cabo.

E acrescenta: “Também é função precípua da saúde o fortalecimento do combate às zoonoses. Pretendemos que em cinco anos não exista mais nenhum gato ou cão de rua sem estar devidamente castrado. Não permitiremos abandono.”

O Secretário de Saúde, Antônio Carlos (Kafuru), também esteve presente, já que a pasta está com o projeto do Castramóvel em andamento, que visa castrar animais de ruas. O pedido já está na planilha de acompanhamento de processos para pedido dos recursos para duas unidades do Castramóvel junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado desde o final do ano passado. A previsão é que seja licitado ainda este mês e a expectativa é que seja implantado no início de setembro.


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