Japão jamais deixou de matar baleias

Por David Arioch

“Nós vemos a retomada da caça comercial no Japão como meramente uma continuação do flagrante desrespeito do governo japonês às leis e tratados internacionais” (Foto: Reuters/Issei Kato)

De acordo com a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd, mesmo com uma moratória global impedindo a caça comercial de baleias em 1986, em 1987 o Japão continuou matando baleias no Oceano Antártico, mas dessa vez como membro da Comissão Baleeira Internacional e sob o pretexto da “pesquisa científica”.

A Sea Shepherd afirma que a caça à baleia praticada pelo Japão no Oceano Antártico sempre foi uma operação comercial permitida apenas pela Comissão Baleeira Internacional.

Inclusive em 2014 os governos da Austrália e da Nova Zelândia levaram o governo japonês à Corte Internacional de Justiça na Holanda, argumentando que a caça às baleias no Hemisfério Sul não é científica e é ilegal.

Ainda este ano a organização de conservação da vida marinha confrontou os navios japoneses, até que o Japão anunciou o fim do seu programa de caça às baleias no Oceano Antártico. No entanto recomeçou ontem (1º de julho) a caça comercial de baleias em seu próprio território.

Japão, assim como Noruega, Islândia e Dinamarca, países que exploram a caça comercial em suas águas, são consideradas pela Sea Shepherd como nações baleeiras piratas que violam leis internacionais e tratados implementados para a proteção dos oceanos para as gerações futuras.

A organização classifica a saída do Japão da Comissão Baleeira Internacional e a retomada da caça comercial como um desrespeito e um ato de arrogância em oposição à Lei Internacional de Conservação.

“Nós vemos a retomada da caça comercial no Japão como meramente uma continuação do flagrante desrespeito do governo japonês às leis e tratados internacionais – uma luta que lideramos há mais de uma década. Se eles quiserem continuar com a caça baleeira, a Sea Shepherd continuará com a comunidade global que quer ver o fim da caça às baleias”, diz o CEO da Sea Shepherd, Alex Cornelissen.

O fundador da Sea Shepherd, capitão Paul Watson, destaca que a caça às baleias no Japão é uma indústria aterrorizante que sobrevive apenas pela injeção de enormes subsídios do governo.

“Nós expulsamos os baleeiros japoneses do Hemisfério Sul, e agora o massacre ilegal continua em suas próprias águas, o segundo maior assassinato de baleias, depois dos noruegueses”, enfatiza Watson.

E acrescenta: “Neste verão, impedimos os islandeses de matarem as baleias-comuns ameaçadas de extinção e estaremos ativamente contra o massacre de baleias-piloto e golfinhos nas dinamarquesas Ilhas Faroe.”

Watson reforça que a oposição à caça às baleias é global e é um dever continuar a pressionar o Japão e outros países até alcançarem o objetivo final – a completa e total erradicação da impiedosa matança de baleias.


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Cresce número de baleias jubarte no litoral brasileiro

Por David Arioch

Baleia realiza mergulho e surpreende banhistas em Santos, SP, no último domingo | Pixabay

No último domingo (30), mais uma baleia jubarte foi flagrada no litoral paulista, próximo de Santos (SP). Uma banhista filmou a baleia dando um salto no mar. A ocorrência de baleias jubarte vem aumentando consideravelmente no litoral do Brasil, principalmente, em São Paulo, desde 2012. A informação é do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem sede em Santos.

Segundo os pesquisadores, elas migram todos os anos da Antártica para a nossa região na temporada de reprodução de maio a novembro. A população já foi quase extinta, mas aumentou nas últimas décadas, graças aos vários esforços de conservação feitos, além da proibição de sua caça (Lei n. 7.643 de 1987). Mas a baleia jubarte ainda é uma espécie na categoria de quase ameaçada de extinção.

Embora as baleias estejam se aproximando da costa, é preciso ter atenção, porque muitas vezes elas podem ser confundidas com cardumes de peixes. No caso de avistamento efetivo de baleias em situação de perigo, como em canais (por exemplo, na entrada do Porto de Santos) ou presas em redes de pesca, ligar para o telefone 0800 – 642 3341 (PMP Bacia de Santos). O CMA alerta que, no caso de enredamentos de baleias, em hipótese alguma, a pessoa deve ajudar, mas avisar as autoridades.

Recomendações gerais ao avistar baleias (e golfinhos), conforme a legislação:

Manter-se afastado a pelo menos 100 metros de cada animal, mantendo o motor da embarcação ligado, em ponto neutro. Mesmo a essa distância, não permanecer mais do que 30 minutos na proximidade dos animais.

Se o motor estiver desligado, só religar quando avistar claramente os animais na superfície.

Não avançar na direção dos animais e não se posicionar por trás deles, permanecer somente em posição lateral.

Não perseguir, interromper ou tentar alterar o curso (movimento) dos animais.

Não penetrar em grupos de animais (não dividi-los ou dispersa-los).

Manter o silêncio (não produzir ruídos excessivos, inclusive música) a menos de 300 metros dos animais.

Jamais nadar ou mergulhar próximo a estes animais, pois um movimento deles pode causar acidentes fatais.

Não despejar qualquer tipo de substância, material ou resíduo no mar.


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Vídeo mostra funcionários de fazenda jogando galinhas em baldes de urina

Foto: AJP

Uma investigação secreta em duas fazendas de criação de galinhas classificadas como “éticas” – uma das quais responsável pelo abastecimento de grandes redes de supermercados – revelou abusos de animais chocantes.

A ONG Animal Justice Project (AJP) realizou as investigações durante três meses nas fazendas Trees Farm e Brome Grange em Suffolk, na Inglaterra. Ambas as fazendas são credenciadas pelo selo Red Tractor (que alguns dizem se tratar apenas de um esquema de marketing), que afirma que oferece alimentos que são ‘produzidos de forma responsável para alguns dos padrões mais abrangentes e respeitados do mundo’. A Trees Farm também é credenciada pela RSPCA.

Mas os vídeos e as imagens obtidas por AJP mostram galinhas sendo chutadas e jogadas com toda força. Os trabalhadores foram documentados quebrando o pescoço de galinhas e deixando uma delas para morrer jogada durante um período de oito horas. Além disso, um trabalhador foi filmado urinando em um balde e depois jogando pássaros vivos, mas seriamente ferido dentro do objeto.

Suspensão

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados, a cadeia de lojas suspendeu como fornecedor a fazenda Brome Grange, e diz que está “investigando caso a caso e continuará comprometida e confiando nas autoridades competentes sobre os padrões de bem-estar na fazenda”.

A RSPCA suspendeu a Trees Farm de seu esquema de credenciamento, dizendo: “Estamos chocados e enojados. Estamos investigando esses incidentes perturbadores”.

O selo da Red Tractor, que estava nas manchetes do mundo todo semana passada, depois que investigações em três fazendas credenciadas de Lincolnshire revelaram abusos, disse que ambas as fazendas de Suffolk foram “suspensas com efeito imediato”, dizendo que leva a sério “alegações de violaçõesde seu código de conduta”.

Abuso, crueldade e sofrimento

“Esta extensa investigação sobre a vida de frangos de crescimento lento e supostamente acima do normal – desde a colocação de pintos até o momento em que aves jovens com nove semanas de idade são mortas – revela que as galinhas criadas ‘por sua carne’ estão sujeitas a abuso, crueldade, dor, e sofrendo imensamente independentemente de qualquer selo ou rótulo”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Nós registramos cenas de aves tendo seus pescoços quebrados por trabalhadores da fazenda e jogados no chão com desprezo ou em um balde cheio de urina, frangos jovens sendo chutados, pisados e tendo seus pescoços esticados ao extremos nas linhas de alimentação, uma violação costumeira de seu bem-estar.

“[Nós documentamos] a potencial quebra da lei, trabalhadores que falham em biossegurança, negligência por parte dos trabalhadores em verificar o bem-estar das aves que resultou em frangos coxos, doentes e moribundos, sendo deixados para sofrer por dias, e uma área livre”, disse a fundadora da AJP.

“O público está sendo enganado pela indústria, pela RSPCA e até mesmo por outras organizações de bem-estar animal. As aves sofrem absurdamente nas fazendas de criação. Elas ainda são submetidas a terríveis abusos nas mãos de equipes que possuem certificados da RSPCA. Animal Justice Project defende uma alimentação vegana para os consumidores como a única solução para realmente proteger os animais”.

A Animal Justice Project levará suas descobertas para seminários e conselhos no centro de Londres em 4 de julho, e fará campanha nas ruas e universidades em toda a Grã-Bretanha para promover uma dieta vegana como parte de sua nova campanha ‘The Foul Truth’ (A verdade dos tolos, na tradução livre).

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Curta de animação usa música para contar história de animais ameaçados de extinção

Foto: WCFF/YouTube

Foto: WCFF/YouTube

Conservacionistas e ativistas dos direitos animais estão sempre tentando encontrar uma maneira de convencer pessoas a ajudar a salvar o mundo. Uma de suas ações mais poderosas foi um incrível vídeo de animação com músicas de Les Misérables.

O vídeo apresenta animais ameaçados de extinção cantando sobre seu destino enquanto a humanidade os leva à extinção.

O vídeo Dream foi criado pela Zombie Studios para o Wildlife Conservation Film Festival. Ele apresenta quatro diferentes animais criticamente ameaçados cantando a música I Dreamed a Dream, com cada pedaço da letra contando a história dos animais.

Desnecessário dizer que o resultado é uma versão poderosa e comovente do solo de Les Misérables.

A baleia azul tenta fazer os caçadores ouvirem sua música

O vídeo é descrito da seguinte forma:

“Em ‘Dream’, um belo vídeo de animação para o Wildlife Conservation Film Festival, quatro animais enfrentando a extinção contam suas histórias através das palavras da canção “I Dreamed a Dream” – uma música que você reconhecerá se for um fã de Les Misérables”.

Foto: WCFF/YouTube

Foto: WCFF/YouTube

O curta-metragem começa com os animais – uma baleia azul (Ryan Merchant), um pelicano marrom (Keenan O’Meara), um rinoceronte (Natalie Bergman) e um foca-bebê (Tal Altman) – cantando como a vida deles foi maravilhosa . No entanto, o tom muda conforme as criaturas são ameaçadas pelas atrocidades cometidas pelo homem, pela caça e pela poluição.

A mãe rinoceronte jaz derrotada enquanto seu filho olha desolado

Dream faz uso de uma das músicas mais poderosas já escritas. I Dreamed a Dream é um solo cantado por Fantine no musical Les Misérables. No primeiro ato, uma Fantine deprimida olha para os dias mais felizes de sua vida antes de tudo dar errado, em um presente em que ela está sem dinheiro e desempregada. Anne Hathaway cantou a música na adaptação cinematográfica de 2012 do musical.

Foto: WCFF/YouTube

Foto: WCFF/YouTube

O vídeo foi feito em 2016, mas ainda é relevante este ano. Todos os quatro animais apresentados na animação ainda estão ameaçados, embora tenha havido grandes esforços para salvá-los. No entanto, há esperança de que o poder do curta de animação alcance mais pessoas e ajude a salvar as espécies.

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Cão resgatado adota potrinho recém-nascido órfão

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Com apenas 9 dias de vida, um potrinho chamado Tye perdeu sua mãe. Mas naquela mesma noite ele ganhou um amigo inesperado – um cão da raça pastor australiano chamado Zip.

Embora todos dividissem o mesmo lar, Zip nunca mostrou muito interesse em seus irmãos cavalos. “Sempre há potros nascendo por aqui todos os anos, ele dava uma espiada rápida para a porta do local onde ficam os animais e apenas olhava para eles e se afastava”, disse Karla Swindle, a mãe de Zip, ao The Dodo.

Mas naquela noite fatídica em março, era como se o cão resgatado, de 5 anos, soubesse que ele era necessário naquela situação.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

A mãe de Tye ficou doente dias após o parto e, apesar do tratamento, ela rapidamente piorou. Quando as coisas pareciam mais tristes para a mãe e o bebê, Karla permaneceu ao lado deles. Como sempre, o Zip acompanhava sua tutora.

“Eu passei a noite toda no celeiro cuidando do cavalo recém-nascido e da mãe, esperando que com minha presença eu pudesse ajuda-la,” Karla disse. “Zip ficou comigo no canto do celeiro a noite toda – o potro estava deitado no ali no cantinho, e ele apenas ficou lá ao lado do potrinho”.

“Ele estava choramingando e ganindo”, acrescentou Karla. “Você poderia dizer que Zip sabia que algo estava errado naquela noite.”

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

Na manhã seguinte, Tye perdeu sua mãe, mas ele não estava sozinho.

Zip insistiu em ficar o tempo todo ao lado do cavalo recém-nascido, confortando o pequeno animal com sua presença. Quando Zip estava por perto, Tye estava relaxado e feliz. “Pareceu-me que o potro sabia que o cão estava tentando ajudá-lo”, disse Karla, “o que é tão bonito e comovente de se ver”.

Por seis semanas, Zip não deixaria Tye fora de sua vista. Sempre que Karla ia alimentar o potro, Zip era o primeiro na fila para saudar o pequeno cavalo. “Toda vez que eu ia para o celeiro, Zip corria e ficava na frente da porteira esperando que eu chegasse lá”, disse Karla. “Ele me batia e chegava primeiro ao celeiro primeiro todas as vezes”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

“Assim que eu abria a porta, ele quase me derrubava antes que eu pudesse entrar”, ela acrescentou. “Se o potro estivesse deitado, ele ia até lá e deitava a cabeça nele carinhosamente”.

Com o passar dos meses, Tye engordou rapidamente, tornando-se um jovem e saudável cavalo – em parte graças ao pai adotivo.

Agora, Tye passa a maioria dos dias no pasto com sua irmã mais velha, que está ensinando-lhe os prós e contras de ser um cavalo. E enquanto Zip ainda acompanha Karla até o celeiro, ele não implora mais para ir ao estábulo para ver Tye.

“O potro está um pouco rude agora”, disse Karla, “exaltado, tentando brincando, então Zip meio que fica longe dele agora”.

Foto: Facebook/Karla Swindle

Foto: Facebook/Karla Swindle

O pai orgulhoso entende que Tye precisa testar sua independência, e isso não torna o relacionamento deles menos especial.

“Você pode ter certeza que quando o potro precisava do Zip, o cão estava lá para ele o tempo todo”, disse Karla. “E agora que Zip sabe que o potro está bem, então eles seguiram caminhos separados”.

Mas parece que o pequeno cavalo abriu um espaço no coração do cachorro mais velho – espaço que ele já encheu com outro bebê.

“Ele ama minha neta”, disse Karla. “Sempre que ela vem aqui, ele vai diretamente para ela. Ele a trata como ele fez com o potro. Ele só gosta de estar perto dela”.

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Tutores colocam placa de aviso na porta para prevenir escapadas de gatinho fujão

Foto: Laci Reamer

Foto: Laci Reamer

Quando a família de Hubert o adotou de um abrigo local há três meses, eles perceberam imediatamente que o gatinho era cheio de personalidade e coragem.

“Nós sempre descrevemos sua personalidade como a de um velho rabugento que secretamente ama e precisa de atenção”, disse Laci Reamer, a mãe de Hubert, ao The Dodo.

Foto: Laci Reamer

Foto: Laci Reamer

O gato de 8 anos de idade se estabeleceu em sua nova casa imediatamente – e fez todos saberem, desde o início, que ele é absolutamente obcecado em tentar ir para a rua.

Apesar do abrigo ter dito que ele sempre foi um gato de interior (dentro de casa), Hubert tem um fascínio intenso em ficar ao ar livre, e mesmo que ele ame tanto sua nova vida confortável e sua família, isso não o impediu de fugir e ir brincar na rua cada oportunidade que aparece.

Foto: Laci Reamer

Foto: Laci Reamer

“Ele tenta escapar diariamente”, disse Reamer. “Ele até conseguiu uma vez fugie. Nós não notamos nada até que vimos ele andando pela calçada! Como você pode não perceber um gato de 14 quilos escapando pelas suas pernas na porta? Sim, você leu certo! Ele tem 14 quilos. Ele é corpulento, mas corajoso (ele está de dieta)”, diz sua tutora.

"Por favor não deixe o gato sair, não importa o que ele faça" | Foto: Laci Reamer

“Por favor não deixe o gato sair, não importa o que ele diga” | Foto: Laci Reamer

Chegou a um ponto em que, a cada vez que alguém novo chegava à porta, Hubert tentava convencê-los de que Hubert podia sair – e, por fim, sua família teve que colocar uma placa no quintal.

“Nós fizemos a placa porque para que qualquer pessoa que ele olhe com aqueles olhos grandes e pidões como se dissesse: ‘Por favor, me ajude. Eu tenho coisas para ver e fazer lá fora. Se você abrir a porta, eu vou passar por você’, a pessoa vai cader”, disse Reamer. “Ele é muito bom em implorar, então queríamos conscientizar as pessoas. Nós vivemos em uma rua movimentada e não queremos que ele se machuque”.

Foto: Laci Reamer

Foto: Laci Reamer

Até agora, a placa tem feito maravilhas em manter Hubert em segurança dentro de casa, e como um bônus, todos que a vêem ficam muito contentes e admirados com o aviso.

Graças à placa e a atitude amorosa de sua família, os elaborados planos de fuga de Hubert não são mais bem sucedidos – mas, para ajudar com seu intenso amor por sair às ruas, sua família está trabalhando em uma surpresa divertida que lhe permitirá explorar o mundo de uma maneira muito mais supervisionada e segura.

“Acabamos de mandar fazer para ele uma guia com coleira para começar suas grandes aventuras ao ar livre”, disse Reamer. “Dedos cruzados para que tudo dê certo!”

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Homem salva vida filhote de urso usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar

Ronnie Dean Harris | Foto: Angelina Hopkins Rose

Ronnie Dean Harris | Foto: Angelina Hopkins Rose

Quando Ronnie Dean Harris viu uma ursa negra enorme morta ao longo da rodovia em British Columbia, no Canadá, ele nunca pensou que dali a poucos minutos ele estaria salvando a vida de um filhote inconsciente da mesma ursa.

Graças aos esforços de Harris, voluntários de um comitê local especializado em ursos negros e de oficiais de conservação da região, dois filhotes órfãos foram salvos e estão a caminho de um centro de reabilitação em Langley.

“Estou feliz que eles [os filhotes] estejam sendo ajudados e tenham uma chance de sobrevivência”, disse Harris.

Depois de ver pela primeira vez o cadáver da ursa adulta na quarta-feira, Harris inicialmente continuou dirigindo. Mas sua consciência começou a corroê-lo por dentro.

Ele então parou o carro e começou a colocar um pouco de tabaco em seu corpo.

Foto: Ronnie Dean Harris

Foto: Ronnie Dean Harris

“Em nossas culturas indígenas, ajuda o espírito desses animais a ter uma transição melhor”, disse ele.

Quando Harris parou, viu uma pequena ponta de pelo negro sobre a mureta de proteção da rodovia e que correu para longe. O motorista saiu do carro para dar uma olhada melhor e viu um segundo filhote de urso numa árvore próxima. O primeiro filhote correu e subiu na árvore também.

Harris fez uma série de chamadas para as sociedades de proteção da vida selvagem locais e para o Serviço de Conservação do Estado. Enquanto ele esperava pelo retorno do contato das entidades, os filhotes começaram a descer a árvore. Ele notou que um deles tinha algo preso em volta do pescoço.

“Ele estava lutando e tentando se desvencilhar de algo”, disse Harris, que voltou ao seu carro para pegar uma faca para liberá-lo.

Mas quando ele voltou, ele viu o urso bebê inconsciente na árvore.

“Quando eu o vi pendurado lá achei que estava morto e fiquei pensando ‘eu tenho que fazer alguma coisa'”, disse Harris.

Foto: Ronnie Dean Harris

Foto: Ronnie Dean Harris

Ele cortou e desatou o que parecia ser um fino cordão de borracha de um pneu queimado preso no pescoço do pequeno. Mas o filhote não respondeu.

Harris conta que então colocou o ursinho de lado e começou a fazer compressões ritmadas no seu peito usando técnicas de ressuscitação cardiopulmonar, ao mesmo tempo que implorava para que ele ficasse bem. Depois de meia dúzia de compressões, o filhote soltou um pequeno suspiro.

“Foi apenas uma reação”, disse ele. “Eu nunca fiz CPR [antes]”.

Assim que fizeram contato visual, Harris diz que o filhote fugiu.

Encontrando os filhotes

Harris finalmente recebeu o retorno do BC Conservation Officer Service (Centro de Conservação de Britsh Columbia), que lhe disse para ligar de volta se houvesse outro avistamento.

Através de um post no Facebook, Lydia Koot da ONG Hope Mountain Black Bear Committee entrou em contato com Harris e se ofereceu para ajudar. Seu grupo resgata animais órfãos e possui armadilhas para filhotes de urso. Geralmente eles trabalha com oficiais de grupos de conservação.

Foto: Angelina Hopkins Rose

Foto: Angelina Hopkins Rose

No sábado, Koot e Harris viram um dos filhotes voltar para o local onde estava o corpo de sua mãe para tentar mamar, então eles colocaram uma armadilha e alertaram os policiais.

“Às vezes as armadilhas podem levar semanas para capturar os bebês”, disse Koot, mas, em poucas horas, eles pegaram o primeiro filhote. “Nós tivemos sorte”.

Sozinhos na natureza sem a mãe os bebês provavelmente morreriam.

Mais tarde, eles também conseguiram pegar o segundo filhote.

Koot diz que os filhotes pesavam em torno de seis quilos e provavelmente não tinham mais de quatro meses de idade.

O primeiro filhote estava extremamente agitado e assustado dentro da armadilha “gritando como um louco”. Mas quando abriram a gaiola para permitir que o irmão do filhote ficasse junto com ele, os dois se aconchegaram e instantaneamente se acalmaram.

“Toda essa história foi simplesmente desoladora”, disse Koot. “Mas todos nós nos unimos e salvamos aqueles dois filhotes.”

Ela disse que não tem dúvidas de que se Harris não tivesse parado quando viu o cadáver da ursa mãe, os filhotes teriam o mesmo destino que ela.

Os filhotes estão agora a caminho da Critter Care Wildlife Society, em Langley, onde Harris afirma que serão reabilitados e preparados antes de eventualmente serem devolvidos à natureza.

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Metade dos filhotes de tartaruga mortos encontrados por cientistas tinham o estômago cheio de plástico

Foto: Getty Images

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As tartarugas marinhas filhotes são particularmente vulneráveis aos efeitos nocivos da poluição plástica, de acordo com um estudo que descobriu que cerca de metade dos répteis recém-nascidos tinham estômagos cheios de plástico.

Nos últimos anos, os cientistas perceberam que os animais que vão do plâncton às baleias consomem regularmente plástico, já que cerca de 10 milhões de toneladas chegam ao mar todos os anos.

As tartarugas foram algumas das primeiras criaturas já observadas a consumir plástico, com relatos de bolsas sendo encontradas em seus estômagos que remontam aos anos 80.

Apesar da atenção que o problema recebeu, ainda há muito pouco conhecimento sobre o efeito geral que o plástico tem sobre nos animais oceânicos.

Enquanto algum plástico pode até passar inofensivamente através dos sistemas digestivos dos animais, ele também pode acumular no organismo deles e matá-los ao bloquear ou rasgar suas entranhas.

Há também algumas evidências que sugerem que o plástico pode liberar substâncias químicas tóxicas em seu entorno, embora o impacto que isso cause nos animais ainda seja amplamente especulativo.

Um estudo publicado na revista Nature tentou quantificar o dano que o plástico está causando na população de tartarugas do leste da Austrália.

Em sua pesquisa, uma equipe liderada pela Dra. Britta Denise Hardesty, da Organização de Pesquisas Científicas e Industriais da Commonwealth (CSIRO), examinou dados de quase mil tartarugas mortas para entender o papel que o plástico desempenhou em suas mortes.

Eles descobriram que as tartarugas mais jovens pareciam ser mais suscetíveis à poluição por plásticos.

Pouco mais da metade dos indivíduos, logo após o nascimento, havia ingerido plástico, e cerca de um quarto daqueles um pouco mais velhos foram afetados pelo material também, em comparação a cerca de 15% dos adultos.

Enquanto o número de peças de plástico nas entranhas dos répteis variou muito de um até mais de 300 (detritos de plástico), os cientistas foram capazes de deduzir que as tartarugas têm uma probabilidade de 50% de morte depois de consumir 14 peças.

O trabalho surge quando outro estudo documenta o declínio global de tartarugas marinhas e tartarugas terrenas que deixou mais de 60% das espécies do mundo extintas ou em extinção.

Dois séculos atrás, estima-se que as tartarugas marinhas no Mar do Caribe eram estimadas em dezenas de milhões, enquanto, mais recentemente, estima-se que seu número esteja nas dezenas de milhares.

Juntamente com seus parentes que vivem em terra, essas criaturas desempenham papéis fundamentais na formação dos ecossistemas globais.

“Precisamos dedicar um tempo para entender as tartarugas, sua história natural e sua importância para o meio ambiente, ou arriscamo-las a uma nova realidade onde elas não existem”, disse Mickey Agha, pesquisador da Universidade da Califórnia, em Davis, que contribuiu para o estudo.

“As pessoas nascidas em um mundo sem um grande número de répteis de vida longa, como as tartarugas, podem aceitar isso como a nova norma”.

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Homem oferece um terreno e uma casa para quem encontrar sua cachorrinha perdida

Foto: KVOA

Foto: KVOA

O amor que nasce da relação entre um ser humano e seu cachorro é um dos mais belos sentimentos que podem ser experimentados. Capazes de um amor incondicional e incomparável, os animais oferecem lealdade e afeto sem pedir nada em troca. E ao perder esses companheiros, o vazio deixado por eles, muitas vezes é desesperador.

Inspirado por esse amor e pela falta de sua cachorrinha querida, é que um homem que vive em Arizona, nos Estados Unidos está oferecendo tudo o que ele possui para recuperar sua melhor amiga.

Eddie Collins tem procurado por sua cachorrinha “Jenny” todos os dias nos últimos dois meses desde que Chihuahua, de 2 anos de idade, desapareceu em abril. Infelizmente sua oferta de recompensa em dinheiro não retornou nenhuma pista sólida.

“Eu preciso de sua ajuda Tucson”, disse ele. “Eu realmente vou ficar feliz se vocês a trouxerem de volta para mim.”

Sexta-feira, ele aumentou a aposta, oferecendo um pedaço de terra com uma casa de um quarto para qualquer um que o ajude a encontrar Jenny.

“Estou disposto a dar a terra, o trailer, a oficina, tudo de forma clara e livre, sem perguntas. Eu só quero ter a Jenny de volta”, disse ele à KVOA-TV.

Ele espera que o gesto de desprendimento não passe despercebido para que ele consiga sua cachorrinha de volta.

“Para mim, isso não se trata de coisas materiais, é sobre ela”, disse Collins.

Casos semelhantes

Em Portugal, um homem identificado como Milton Alves, foi em diversos veterinários para tentar salvar a vida de sua cadela, Myna, da raça dogue alemão.

Milton Alves colocou à venda o carro, um volkswagen Golf, para conseguir o dinheiro da cirurgia, mas quando alguns de seus amigos souberam o que ele tinha feito, criaram uma conta solidária, para que ele pudesse salvar a cadela e manter o carro que tanto gosta.

Myna foi operada do coração, numa cirurgia que durou mais ou menos três horas. A cachorrinha ainda teve de ser operada duas vezes. Milton explica que quando foi busca-la, viu que alguma coisa não estava bem com ela, e mais tarde vendo que ela não melhorava voltou à clínica. O quadro de saúde da cadela se complicou e o veterinário aconselhou levar o animal para a cidade do Porto, contatando antes o hospital, para estarem preparados para receber Myna.

Milton confessou que já teve problemas com ela, pois quando Myna era mais nova, nem tinha forças para se segurar nas patas traseiras. Mas o seu amor pela amiga de quatro patas nunca diminuiu, apenas cresceu, Milton até esta pronto a se desfazer do carro para ajudar a cadela.

O carro já tem um comprador e o negócio está em vias de ser fechado, mas está ele está aguardando por uma eventual solidariedade vinda de terceiros, para ver se consegue manter o carro, mas afirma em relação isso: “Meus amigos sabem que gosto do carro, mas gosto ainda mais da Myna”.

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Nova investigação da PETA expõe crueldade contra vacas na produção leiteira

Por David Arioch

As imagens foram registradas na Reitz Dairy Farm, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos (Foto: PETA/Divulgação)

Um vídeo disponibilizado pela organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no último dia 28 expõe a crueldade contra vacas na produção leiteira. As imagens foram registradas na Reitz Dairy Farm, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

A PETA decidiu investigar a Reitz depois de receber denúncias sobre violência contra animais na instalação. O vídeo mostra vacas passando o dia entre fezes e urina – e até mesmo dormindo sobre excrementos.

Alguns animais aparecem mancando e com graves ferimentos nas pernas, e que vão piorando no decorrer dos dias. O cenário também surpreende pela imundície. Os animais são expostos à umidade o dia todo e recebem golpes para se levantarem ou mudarem de lugar.

Mas talvez o registro mais chocante seja de vacas que antes doentes aparecem mortas e abandonadas na propriedade. O proprietário da Reitz, Lloyd Reitz, assim como seu filho, já havia sido julgado por crueldade contra animais em 2010, mas acabou inocentado sob a alegação de “evidência em vídeo inconclusiva”.

Segundo a PETA, depois que o vídeo foi encaminhado às autoridades, a polícia apenas ordenou que a Reitz cuidasse dos ferimentos dos animais. A organização defende que o único caminho para evitar situações como essa é abdicando do consumo de laticínios, já que não há justiça para esses animais quando eles são submetidos a algum sistema naturalizado de exploração.

“Cada pedaço de queijo representa uma vida de miséria para as vacas em instalações miseráveis como a Reitz Dairy Farm”, disse a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman, acrescentando que o ideal é que as pessoas busquem por opções à base de vegetais.

Procurado por diversos meios de comunicação para comentar sobre a denúncia, Lloyd Reitz declarou apenas à agência Associated Press que não tinha nada a dizer sobre o assunto.


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