Startup que desenvolve fórmula infantil vegana recebe US$ 7,5 mi em investimentos

Por David Arioch

A fórmula infantil da Else Nutrition é produzida a partir de amêndoas e trigo-sarraceno por meio de um processo natural, que não inclui misturas de óleos purificados (Foto: Else Nutrition/Divulgação)

A startup israelense Else Nutrition, fundada em Tel Aviv, conseguiu arrecadar no mês passado 7,5 milhões de dólares em investimentos para a produção de fórmula infantil vegana.

“Estamos entusiasmados com a calorosa recepção que recebemos do mercado e da comunidade de investimentos”, diz Hamutal Yitzhak, cofundador e CEO da empresa. Os recursos foram arrecadados junto à Cannacord Genuity, do Canadá.

A fórmula infantil da Else Nutrition é produzida a partir de amêndoas e trigo-sarraceno por meio de um processo natural, que não inclui misturas de óleos purificados. “A fórmula é livre de laticínios, soja, hormônios, antibióticos, glúten e organismos geneticamente modificados (OGM). Tem uma pequena pegada ambiental e ajuda a reduzir o abuso animal e ambiental”, informa a startup.

Segundo Yitzhak, em mais de 100 anos desde que surgiram as primeiras fórmulas infantis, tudo que as pessoas encontram no mercado ainda se resume massivamente às formulas baseadas em laticínios e em pequena proporção a algumas opções baseadas em soja.

Considerando que o mercado mundial de alimentos para bebês deve ultrapassar os 120 bilhões de dólares até 2025, com taxa de crescimento anual composta de 7,3%, e isso em resposta à crescente demanda, há grande espaço para fórmulas veganas, segundo a empresa de pesquisa de mercado Adroit Market Research.

“Os pais estão buscando alternativas aos produtos lácteos e procurando outras opções além da soja. Nosso objetivo é libertar o mercado de sua dependência excessiva de produtos lácteos. Faremos parte da solução de longo prazo”, garante o CEO.

Com os 7,5 milhões de dólares, a empresa já está iniciando a produção para disponibilizar fórmulas infantis líquidas e em pó até o segundo trimestre de 2020 – atendendo às necessidades de crianças com até três anos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Noivos fazem ensaio fotográfico com animais para incentivar adoção

Ao escolher o tema do ensaio fotográfico de casamento, os noivos Karina e Renato decidiram que o cenário perfeito seria o Instituto Luísa Mel, um abrigo para animais resgatados do abandono e de maus-tratos.

Foto: Reprodução/Instagram/ @triade.imagem

“Não sabíamos o que fazer na sessão de fotos porque somos tímidos e não gostamos de posar para fotos. Como o casamento se aproximando tivemos a ideia de fazer algo com propósito”, escreveu Karina no portal Bored Panda.

O ensaio ainda serviu para incentivar a adoção de animais.”Eu sempre amei os animais e apoiei a causa, então sugeri que as fotos fossem um incentivo para a adoção”, disse. As informações são do portal Canal do Pet.

Segundo Karina, o ensaio fluiu tão bem que, apesar da timidez, o casal se sentiu confortável. De acordo com ela, nem parceria que eles estavam posando para fotos.

Ao final da produção das fotografias, Karina e Renato decidiram adotar um gato para fazer companhia para outro gato que eles já tutelavam.

Foto: Reprodução/Instagram/ @triade.imagem


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


“Dominion” ganha versão dublada por ativistas brasileiros

Por David Arioch

Narração é feita por Beatriz Silva, Bruna Dias, Chris Cordovil, Fábio Chaves, George Guimarães e Kaz JS (Foto: Reprodução)

O documentário australiano pró-vegano “Dominion”, de Chris Delforce, ganhou uma versão dublada por ativistas brasileiros e disponibilizada no YouTube na semana passada pela Aussie Farms. Em português, a narração é feita por Beatriz Silva, Bruna Dias, Chris Cordovil, Fábio Chaves, George Guimarães e Kaz JS, além de produção de Fábio Bustamante.

Lançado no ano passado, “Dominion” é a continuação do documentário de longa-metragem “Lucent”, de 2014. Embora “Lucent” se concentre principalmente na indústria australiana da suinocultura, “Dominion” é bem mais abrangente – mostrando relatos e registros das mais diferentes formas de uso e abuso dos animais.

O documentário que tem aproximadamente duas horas de duração explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

“Dominion”, que conta com produção de Shaun Monson, do documentário “Terráqueos”, conta com imagens bastantes atuais e registradas a partir de investigações e uso de drones. Todos os recursos arrecadados com o filme são destinados à Aussie Farms, organização em defesa dos direitos animais que se dedica a expor a crueldade da agricultura animal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

 

Professor dá aula com cadela no colo e o caso viraliza na internet

Um professor deu aula segurando uma cadela no colo e a cena repercutiu na internet. Nesta segunda-feira (1), a foto do professor com o animal já tinha alcançado 18 mil compartilhamentos e 97 mil curtidas, ultrapassando 2 milhões de visualizações. O caso aconteceu no Cursinho Comunitário Caiçara, em São Vicente (SP).

Foto: Arquivo Pessoal/Amanda Pessoa

A aluna Amanda Pessoa, de 17 anos, foi quem fotografou o professor com o animal nos braços e divulgou o registro. “Todo mundo achou a cena muito engraçada. Foi muito espontâneo”, disse ao G1. “Ele levou a cachorrinha dele para a aula e, depois de um tempo, ela passou a ficar agitada. Então ele abaixou, pegou ela no colo e continuou com a aula normalmente. Todos ficaram muito surpresos, começaram a gritar e a tirar foto. Foi muito fofo”, acrescentou.

A repercussão do caso assustou Amanda. “Fiquei bem chocada. Raramente uso minha conta, inclusive tenho há pouco tempo. Aproveitei para reforçar a importância da adoção. Está sendo muito legal a forma como as pessoas acolheram a ideia”, afirmou.

O professor também não esperava que a foto viralizasse. “É uma coisa natural para a gente. Na faculdade, os alunos levam os animais de estimação e é muito tranquilo, então como estávamos na última semana de aulas do cursinho, decidi levar a minha cachorrinha, até para criar uma dinâmica diferente com os alunos”, disse Jorge Fernando Jacob, de 21 anos, que além de professor é coordenador do cursinho.

“Eu sempre quis ter um cachorro, mas era difícil por conta da correria da faculdade. Agora que tive a oportunidade, adotei a Inca, ela tem quatro meses e vai comigo para todos os lugares. Como ela tinha que passear e eu precisava dar aula, levei ela comigo para o cursinho. Os alunos adoraram e acabou sendo uma aula muito boa, mas achei que ficaria por aí”, afirmou.

Segundo ele, a presença da cadela foi benéfica para a aula porque atraiu a atenção dos alunos. “Esses pequenos atos agregam aos alunos, fazem com que eles absorvam o conteúdo, acabam tornando as aulas muito mais divertidas e dinâmicas, ainda mais numa fase de desgaste tão grande quanto é a época de vestibular”, explicou.

“Acho toda essa repercussão sensacional, não só pelo ‘meme’, mas por levantar uma discussão de que os alunos da universidade estão dispondo do próprio tempo para dar aula no cursinho, ajudando outros alunos que buscam o sonho de ingressar na universidade, e de como essa colaboração é importante”, completou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Homem é preso por morder cachorro nos Estados Unidos

Matthew Williams, de 35 anos, foi preso após morder um cachorro na última sexta-feira (29) na cidade de Nashua, no estado norte-americano de New Hampshire.

Foto: Manchester Police Department via AP

Williams mordeu um cachorro enquanto policiais tentavam contê-lo em um quarto do hotel La Quinta. Ele gritava e atirava objetos, segundo testemunhas. As informações são do G1.

Explorado em operações policiais, um cachorro foi levado ao local e acabou sendo mordido por Williams, que atacou o cão na região da cabeça e, em seguida, foi controlado pelos agentes.

Preso, Williams está sendo processado por morder o cachorro, também por agressão simples e por ter resistido à prisão.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Mortes de porcos com peste suína na China podem ser o dobro do número oficial

Estimativas de quatro fontes ligadas a grandes produtores rurais indicam que até metade dos porcos explorados para reprodução na China morreu devido à peste suína ou foi morta por causa da disseminação da doença. O dado divulgado é o dobro do que mostram os números oficiais.

Foto: Pixabay

“Algo como 50% das porcas está morta”, disse o veterinário Edgar Wayne Johnson, que viveu 14 anos na China e fundou a empresa de  serviços agrícolas Enable Agricultural Technology Consulting. As informações são da Reuters.

Com base na queda da venda de produtos e no conhecimento sobre a extensão da peste suína, três executivos de empresas produtoras de vacinas e aditivos para ração e genética estimaram que o percentual de mortes dos porcos esteja entre 40% e 50%.

Desde que a China reportou o primeiro caso da doença em agosto, o vírus se espalhou, atingindo todas as províncias e ultrapassando as fronteiras do país. Uma cepa semelhante foi encontrada nos últimos anos na Rússia, na Georgia e na Estônia.

Foram relatados pelo governo 137 surtos da doença até o momento. Muitos, no entanto, não são informados, principalmente os ocorridos em províncias ao sul da China, como Guangdong, Guangxi e Hunan.

A peste suína africana não tem cura ou vacina e mata quase todos os porcos infectados. A doença não afeta seres humanos.

Além dos porcos mortos de maneira induzida ou através da doença, outros foram enviados ao matadouro mais cedo após criadores decidirem casos da doença nas proximidades do local onde vivem o animais, segundo produtores e fontes da indústria.

Procurado, o Ministério da Agricultura da China não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Em 24 de junho, a pasta tinha afirmado que a peste suína havia sido “efetivamente controlada”, segundo a agência de notícas Xinhua. Em março, o país tinha 375 milhões de porcos – 10% que o registrado um ano antes – e 38 milhões de porcas exploradas para reprodução, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Esquilo preso em trilho de trem se agarra à perna de homem para pedir ajuda

Um esquilo que estava preso em um trilho de trem se agarrou a perna de um homem para pedir ajuda. Nick Allen passava pela ferrovia quando percebeu que o animal não estava conseguindo sair sozinho do local. Decidido a ajudá-lo, ele se aproximou e acabou sendo surpreendido pela atitude do esquilo, que pulou nele.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

“Eu absolutamente queria ajudar o rapaz sobre o trilho”, disse Allen ao portal The Dodo. “Eu estava um pouco cauteloso, já que não tinha certeza de quão seguro era tentar tocar o carinha ao tentar ajudá-lo”, completou.

Com medo de estressar ainda mais o esquilo ao pegá-lo na mão, Allen foi se aproximando. Neste momento, o animal começou a subir na perna dele.

“Quando ele subiu na minha perna, eu pensei: ‘isso não pode ser real de verdade’”, disse Allen. “Este animal selvagem apenas rastejou sobre mim. Eu tenho que estar sonhando ou algo assim”, acrescentou.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

Com o esquilo agarrado a sua perna, Allen andou pelo trilho até encontrar um local adequado para deixá-lo. “Ele acabou de saltar e foi direto para cima de uma árvore!”, disse Allen após o esquilo pular de sua perna.

“Isso me fez sentir tão puro e amado que esse carinha precisava de ajuda e acabou de entrar nesse humano aleatório. Eu me senti confiante. Foi tão puro”, concluiu.

Confira o vídeo:


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Grupo formado por 40 ONGs vai criticar retrocessos ambientais do governo em evento da ONU

Um grupo formado por 40 ONGs brasileiras vai fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante um fórum internacional que será promovido pela ONU, em julho, em Nova York, nos Estados Unidos.

(Foto: AP/Andre Penner)

O grupo monitora a Agenda 2030 – uma plataforma que estabelece medidas transformadoras a serem seguidas pelos países signatários para promoção do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

De acordo com as entidades, as políticas públicas promovidas pelo governo de Bolsonaro contrariam as metas definidas pela Agenda 2030. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O grupo irá denunciar os retrocessos ambientais articulados pelo governo, dentre eles o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e a liberação recorde de novos agrotóxicos. Além da questão ambiental, as ONGs vão criticar também os cortes na educação.

Como o governo brasileiro adiantou que não vai entregar o Relatório Nacional Voluntário sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) durante o fórum, as entidades afirmaram que pretendem apresentar também um estudo sobre o assunto.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Sumaré (SP) vai ganhar Departamento de Proteção e Bem-Estar dos Animais

O Departamento Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais de Sumaré (Dembeas), antes vinculado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), terá estrutura própria a partir de 30 de julho. O espaço, que está em fase final de construção, receberá animais vítimas de maus-tratos, abandono e doenças.

Sede do Departamento está em obras (Foto: Prefeitura de Sumaré)

O Dembeas atenderá gratuitamente não só animais em situação de rua, mas também aqueles que forem tutelados por famílias de baixa renda. Os que estiveram abandonados, serão abrigados no local e disponibilizados para adoção.

Além de atender e abrigar os animais, o departamento ficará responsável pela fiscalização de casos de maus-tratos. Denúncias poderão ser feitas através de um contato telefônico que será disponibilizado. Ao receberem uma ocorrência, os agentes irão notificar o tutor do animal e, em caso de não cumprimento da determinação, aplicarão uma multa e disponibilizarão o animal para adoção.

O Dembeas ficará localizado ao lado do CCZ, na região central da cidade. De acordo com a legislação, o local recolherá animais em casos de atropelamento, debilidade motora, estado precário de saúde, vítimas de maus-tratos, que apresentem agressividade ou os que estejam na rua. Todos eles só serão doados após serem castrados.

Os veterinários da prefeitura irão compor o quadro de funcionários do Departamento, que contará também com estudantes do último ano de medicina veterinária da Faculdade Anhanguera de Campinas (SP), por meio de uma parceria feita pela administração municipal.

“O bom é que sendo legalizado você consegue fazer os convênios com faculdades, trazer os profissionais pra cá, tanto o departamento, e assim atuar com mais segurança, dentro da lei, porque o departamento de zoonoses não pode ficar junto com o tratamento de bem-estar”, disse o superintendente do Bem Estar Animal, Bruno Crema ao jornal LIBERAL.

Enquanto a Zoonozes atua no combate a doenças que podem ser transmitidas dos animais para as pessoas, o Dembeas irá proteger os animais, entre eles cachorros, gatos e cavalos.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Elefante mais famoso da Namíbia é morto por caçador de troféu

Foto: Christin Winter

Foto: Christin Winter

O mais famoso elefantes da Namíbia, conhecido como Voortrekker (“Pioneiro”), foi morto na semana passada por um caçador de troféus, dez anos depois de ter escapado da morte pela primeira vez.

O elefante foi morto pela liberação de uma permissão especial pelo governo, que o classifica como “elefante problemático”, no entanto, relatos alegam a classificação era falsa, como denuncia uma carta escrita por três centros de conservação em conjunto, em oposição à caçada, enviada ao Ministério do Meio Ambiente e Turismo (MET) no início da semana.

“Não é correto que elefantes sejam mortos dessa forma, é um absurdo”, observaram as ONGs, alertando que os elefantes assustados representam uma ameaça exatamente por estarem acuados por terem seus habitats invadidos.

“Esses elefantes são nossos tesouros, e nós nos opomos a que eles sejam caçados por problemas causados por atos dos próprios seres humanos”, protestaram as comunidades de Otjimboyo, Sorris Sorris e Tsiseb.

Então, por que caçar o mais famoso e último elefante do sexo masculino, ignorando a enorme publicidade negativa que resultaria?

O porta-voz do ministério de meio ambiente e turismo, Romeo Muyanda, disse que a caçada foi permitida “para gerar fundos para as comunidades afetadas”. Muyanda ainda diz que eles “tiveram o elefante caçado como um troféu”. Colocado dessa forma, parece que a vida de um magnífico elefante, a qual não pode ser atribuido valor algum, mas que atraía uma quantia incalculável como atração turística, foi vendida por meros 120 mil dólares.

Muito desse valor irá para o MET, com pouco chegando até até o comunidades, conforme informações do Independent On Line.

Com poucas ou nenhuma chuva desde 2014 e eleições nacionais que se aproximam no final deste ano, os elefantes parecem estar pagando o preço da seca e, no caso Voortrekker, duas vezes.

A EHRA, uma ONG que ajuda a administrar conflitos entre elefantes e humanos na área, em 2008 tinha levantado 12 mil dólares para comprar o título para Voortrekker como um ‘troféu vivo’ do Ministério do Meio Ambiente e Turismo (MET) impedindo sua morte.

A natureza dócil de Voortrekkers provavelmente fez dele o elefante mais fotografado na Namíbia – e sua morte como elefante problemático é especialmente pungente.

Oficialmente, o grupo de elefantes adaptado ao deserto que vagueia entre os raros sistemas fluviais da região é considerado uma população anômala que, na opinião do MET, não pertence a eles.

Indefesos e com seus habitats naturais invadidos pelos humanos, os animais são considerados uma grande dor de cabeça para se gerenciar pelas autoridades locais – e declará-los como animais problemáticos e tê-los assassinados tem sido historicamente o método oficial preferido para lidar com eles.

Historicamente, no início da década de 1980, todos eles haviam desaparecido da área, expulsos por caçadores e por antigos ministros do gabinete da era do apartheid – e, claro, os pecuaristas, criadores de animais, decidiram expulsá-los de “suas” terras e enviá-los ao Parque Nacional Etosha.

Voortrekker, no entanto, foi o pioneiro que começou a frequentar a área novamente no final dos anos 80, e mais tarde liderou um grupo maior que vinha do Parque Reserva de Etosha nas áreas dos rios Brandberg e Ugab, onde eles eventualmente se estabeleceram.

Embora houvesse conflitos iniciais entre os fazendeiros rurais locais e a manada de Voortrekker, eles se tornaram uma característica permanente do local e atração turística única.

Um geólogo que freqüentemente trabalha na área e sabia da existência dos dois grupos, suspeitava que a manada menor, agressiva e amedrontada por agricultores atirando neles, pode ser a causa real das queixas da população de Omatjete que levaram à emissão da sentença de morte de Voortrekker.

O alvo parece estar apontado para este pequeno grupo de sobreviventes resistentes: restam agora apenas 26 animais e, dos três machos deixados no rio Ugab, o Voortrekker era um dos dois únicos elefantes do sexo masculino reprodutores. Todos os nove filhotes nascidos desde 2014 morreram em uma semana, sinal de uma população em dificuldade.

Então, como o Voortrekker de repente se tornou um animal problemático – e depois um troféu de caça – depois de 30 anos? Essa parte permanece um mistério.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.