Empresas veganas de carne à base de vegetais contribuem para salvar o planeta

Foto: Impossible Foods

Foto: Impossible Foods

O sucesso sem precedentes de empresas veganas como a Impossible Foods e a Beyond Meat foram noticiados e comentados no mundo todo. Um artigo recente no Independent discute a rápida ascensão de mercado das alternativas à base de vegetais para a carne de origem animal, citando as duas companhias como exemplo e comprovando em números que as opções veganas se tornaram uma tendência sólida de mercado.

O texto diz ainda que com esse potencial cresce continuamento o movimento vegano “poderia impulsionar um rápido declínio em relação a contribuição da carne para a crise climática”.

O pesquisador de consumo sustentável Malte Rödl escreve no artigo, originalmente publicado no The Conversation, que “a carne vegana pode reduzir massivamente a pesada carga de emissões e o sofrimento dos animais causados pela agropecuária”.

A agricultura animal libera mais emissões que todo o transporte mundial combinado; a criação de animais para consumo humano é responsável por mais de 51% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, sendo sua principal emissão o metano animal, que é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o CO2 em um período de 20 anos.

Com esta urgência ambiental, não há desculpa para os consumidores não experimentarem a imensa gama de produtos recém-disponíveis, que têm o mesmo gosto que carne de origem animal, mas sem seu impacto ambiental devastador. E de acordo com os dados acumulados, o público está fazendo exatamente isso – com o GrubHub afirmando que o veganismo é a principal tendência e o líder de pedidos no horário noturno nos EUA é o Impossible Burger.

Além disso, o CEO da Impossible, Pat Brown, falou à New Scientist na semana passada, argumentando que os governos deveriam introduzir impostos sobre carnes para encorajar os consumidores a ficarem atentos às suas compras e perceberem a importância de reduzir seu impacto nas mudanças climáticas.

Brown afirmou à publicação que seu objetivo é acabar com a produção mundial de carne bovina até 2035. Seu produto, o Impossible Burger, gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa do que as produzidas a partir de vacas.

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Websérie brasileira destaca os benefícios de uma alimentação à base de vegetais

Por David Arioch

Publicado no YouTube na última quarta-feira (26), o episódio “Da escassez ao alimento”, o primeiro da websérie documental “O que você vai comer amanhã?”, da Urban Farmcy, destaca os benefícios de uma alimentação à base de vegetais. O episódio aponta que entre evidências e novas linhas de pesquisas os estudos reforçam cada vez mais o poder de cura do alimento de verdade.

(Foto: Reprodução/Vegazeta)

“As dietas baseadas em plantas trazem esperança no combate à hipertensão e podem contribuir para a redução de doenças cardíacas em mais de 15%. A preferência por alimentos íntegros pode colaborar para a redução de alguns tipos de câncer em 40% e o risco de diabetes é capaz de cair em até um terço”, informa.

Além de apontar falhas na alimentação de grande parte da população hoje e enfatizar as grandes consequências desses maus hábitos associados a inúmeras doenças, o episódio defende que a qualidade de vida hoje é indissociável da importância em substituir uma dieta pobre por alimentos de verdade. “Uma melhora é rapidamente notada”, frisa o narrador enquanto são exibidos alimentos de origem vegetal.

Em “Da escassez ao alimento”, o médico especialista em nutrologia Eric Slywitch diz que vivemos em uma sociedade em que o consumo é instigado para além das nossas necessidades. “Então a gente acha que precisa de coisas que não realidade a gente não precisa. Então essas mudanças que a gente faz baseadas no esforço pessoal trazem uma sensação de bem-estar que ninguém tira”, comenta Slywitch.

A série também afirma que nas comunidades ao redor do mundo que se destacam pela longevidade as pessoas têm uma dieta com pelo menos 95% de alimentos de origem vegetal. “Sem fórmula mágica, apenas uma alimentação que funciona de acordo com o seu propósito – nutrir.” E destaca ainda que o Brasil é privilegiado por ter um dos ambientes mais férteis do mundo para a produção de vegetais.


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Confeitaria fundada há 150 anos se torna totalmente vegana

Foto: Ladurée

Foto: Ladurée

A cadeia de confeitarias francesa Ladurée está transformando sua loja em Beverly Hills (EUA) em um estabelecimento 100% vegano.

Fundada em Paris em 1871 por Louis Ernest Ladurée e sua esposa Jeanne Souchard, a Ladurée já foi um centro de encontro para mulheres na alta sociedade parisiense.

Atualmente, a cadeia tem lojas em todo o mundo, atendendo aos amantes de Macaron (doce francês), de Luxemburgo às Filipinas e à Califórnia.

A culinária francesa é tradicionalmente carregada de produtos de origem animal – manteiga, leite e ovos, em particular, representam grande peso nas receitas. De acordo com a Bloomberg, quando a co-presidente Elisabeth Holder – que herdou a cadeia junto com seu irmão David Holder – solicitou que uma salada de couve fosse adicionada ao cardápio em Paris, o chef foi cínico, informando que aquilo era “comida de coelho”.

Mas ela persistiu. A salada foi adicionada, tornando-se rapidamente um best-seller no estabelecimento. Agora, Elizabeth está levando as coisas um passo adiante.

A filial da confeitaria Ladurée, em Beverly Hills, deixará de lado os produtos de origem animal do menu. Em seu lugar disso, uma nova seleção vegana de alimentos será oferecida, feita com manteiga de amêndoas e óleo de coco

Foto: Ladurée

Foto: Ladurée

A cadeia de confeitarias teve uma pequena ajuda na criação do novo cardápio, de um dos chefs e donos de restaurante de maior sucesso da indústria de alimentos veganos, Matthew Kenney.

O famoso chef e autor de livros de receitas tem 35 restaurantes de comida baseados em vegetais – ou já abertos ou em andamento – em todo o mundo, e recentemente abriu um estabelecimento com conceito de salão de alimentos, totalmente baseado em vegetais em Providence, Rhode Island.

Macarons veganos para Todos

As opções veganas na Ladurée não serão exclusivas para os clientes de Los Angeles. A partir de setembro, juntamente com suas ofertas normais, os parisienses também poderão colocar em suas mãos macarons veganos e outros pratos à base de vegetais, o que é uma surpresa de muitos, diz Holder.

Ela explicou à Bloomberg: “quando eu lhes disse em Paris, que teríamos o macaron vegano e o croissant vegano, eles me olham como ‘O que ela está dizendo?’. É uma revolução”, diz Elizabeth.

Após o lançamento de Paris, as opções veganas estarão disponíveis em 80 filiais da confeitaria ao redor do mundo.

“Não pretendemos desviar-nos do espírito que tornou a Ladurée um sucesso global”, continuou Holder. “Em vez disso, nosso foco será a reinterpretação da essência de Ladurée enquanto emprega alimentos veganos em direção a esse objetivo”.

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Cientista e empresário afirma que a criação de animais para consumo pode acabar até 2035

Foto: Adobe

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O fundador da Impossible Foods diz que é sua missão remover definitivamente os animais do sistema alimentar até 2035.

Pat Brown, que além de empresário é cientista biomédico e trabalhou na Universidade de Stanford antes de começar a Impossible Foods, falava na conferência EAT Food Forum, em Estocolmo, quando ele fez o anúncio.

Segundo Brown, é imperativo que a criação de animais para consumo termine devido ao “impacto catastrófico dos alimentos de origem animal” no meio ambiente

Acabando com a criação de animais para consumo

“Nossa missão é substituir completamente os animais no sistema alimentar até 2035. As pessoas riem, mas nós falamos absolutamente sério sobre isso e é factível”, disse ele na conferência.

“Desde o momento em que a primeira câmera digital de baixa qualidade chegou ao mercado até que a Kodak basicamente encerrou seu negócio de filmes, demorou cerca de 10 anos. Se você pode fazer algo que supere o que os consumidores querem, o mercado pode funcionar rápido”.

Falando sobre o impacto da pecuária no planeta, ele acrescentou: “Eu percebi que o problema era o impacto ambiental catastrófico do uso de animais como uma tecnologia de alimentos. Nada chega nem remotamente próximo”.

Missão

Esta não é a única vez que Brown falou publicamente sobre sua missão. Ele falou pela primeira vez sobre seus grandes planos em uma coletiva de imprensa em 2017, anunciando: “Queremos substituir completamente os animais como alimentos até 2035. Estamos trabalhando na produção de alternativas à todos os alimentos que consumimos de origem animal”.

Rachel Konrad, diretora de Comunicação da Impossible Foods, acrescentou: “Não somos uma empresa de hambúrgueres. Somos uma plataforma tecnológica para alimentação. Nosso primeiro produto foi uma ‘prova de conceito’. Podemos ter produtos de diversas categorias depois disso comprovado”.

Impossible Burguer

A Impossible Foods teve um ano excelente até agora, lançando a versão 2.0 do seu hambúrguer de vegetais há vários meses. Em abril, foi revelado que a gigante do fast food Burger King estaria usando o produto em uma versão sem carne de seu principal sanduíche, The Whopper.

O Whisper Impossible apresenta a mesma compilação de hambúrgueres da tradicional opção de carne bovina da loja, substituindo a carne de origem animal pelo hambúrguer à base de vegetais da Impossible Foods. O lanche também possui tomate, alface, maionese, picles e cebola branca em fatias no pão de gergelim. A mionese pode ser removido para tornar a opção totalmente livre de ingredientes de origem animal.

Inicialmente, a cadeia de fast-food experimentou o Impossible Whopper em 59 localidades em St. Louis, Missouri (EUA). Agora, a marca tem planos de disponibilizá-lo em mais regiões durante o verão e nacional até o final de 2019.

Controvérsia

A trajetória da Impossible Foods não ocorreu sem controvérsias. A empresa descreve sua carne como baseada em vegetais, em vez de vegana, porque um de seus ingredientes – leghemoglobina de soja, também conhecido como “heme” – era usado em ratos para testar sua segurança. Mais de 180 ratos foram mortos como resultado do teste.

Quando o teste se tornou de conhecimento público, Pat Brown, CEO da Impossible Foods, um vegano de mais de 16 anos, publicou um comunicado intitulado “O Dilema Agonizante dos Testes em Animais”.

Nele, Brown disse que o núcleo da missão de sua empresa é “eliminar a exploração de animais no sistema alimentar”, bem como reduzir o impacto da pecuária no meio ambiente.

“Entre as milhares de espécies de animais pesquisadas a cada década pelo World Wildlife Fund, o número total de animais silvestres vivos hoje é menos da metade do que era 40 anos atrás”, escreveu ele.

“Esta perda de vida selvagem é esmagadoramente devida à exploração de animais para alimentação, incluindo a caça, a pesca e especialmente a substituição do habitat da vida selvagem pela criação de animais”.

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Empresa líder de venda de carne se torna 100% vegana

Foto: Loud/Reprodução

Foto: Loud/Reprodução

A Vivera Foodgroup é uma das primeiras empresas de carnes do mundo a remover a carne de origem animal de sua linha de produtos trocando-a por alimentos à base de vegetais.

A empresa acaba de vender a Enkco, especializada em carnes congeladas e ultra congeladas, para o grupo holandês Van Loon. A Vivera Foodgroup agora tem apenas empresas veganas sob o seu nome, incluindo Vivera, Culifrost e Dutch Tofu Company.

A mudança que o abandono da venda de produtos de origem animal permitirá que a empresa se concentre nas “fortes oportunidades de crescimento” apresentadas pelo mercado de alimentos vegano da Europa, informou a Vivera em um comunicado à imprensa.

A empresa detém uma “forte posição de mercado” em grandes regiões da Europa e é um dos três maiores “players” do continente, graças à sua marca Vivera, que produz refeições à base de vegetais e carne vegana, como o bacon sem gordura.

Willem van Weede, CEO da Vivera, disse em um comunicado: “Somos uma das primeiras empresas do setor de carnes do mundo a dizer o adeus final à carne. De agora em diante, nos concentraremos apenas em alimentos à base de vegetais que estão realmente conquistando o mundo”.

Van Weede continuou: “Cada vez mais consumidores estão descobrindo que os produtos à base de plantas podem ser tão saborosos quanto a carne real e têm muitos benefícios para a saúde pessoal, o impacto ambiental e o bem-estar animal”.

O CEO acrescentou que ao livrar a carne, a Vivera Food Group poderá promover sua presença internacional.

A Vivera a comida vegana

No ano passado, a Vivera lançou o primeiro bife vegano comercialmente disponível no mundo em 400 supermercados Tesco. A criação sem carne é feita com ingredientes como soja e proteína de trigo, óleo de girassol e beterraba.

A primeira remessa de Vivera de 40 mil itens esgotou quase imediatamente. Gert Jan Gombert, gerente comercial da Vivera, disse que os bifes à base de vegetais estavam “voando das prateleiras do mercado”.

Mais de um milhão de bifes veganos foram comprados desde o lançamento.
A Vivera criou uma série de outros itens desde então, incluindo o Pulled Veggie, o Shawarma Kebab e o Veggie Quarter Pounder, em uma tentativa de tornar a alimentação baseada em vegetais mais acessível para o público.

“A Vivera acredita que a vida é melhor quando você come menos carne”, diz a empresa em seu site, acrescentando que seus produtos veganos fazem dela uma “escolha fácil: mais vida, menos carne”.

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Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

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Estudo revela que 20% dos mexicanos são veganos ou vegetarianos

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

De acordo com um artigo publicado pelo jornal Excelsior, 20% dos consumidores mexicanos “reduziram ou eliminaram completamente o consumo de carne ou alimentos derivados de animais como parte das novas tendências vegetarianas ou veganas”, que são predominantes entre os jovens.

A pesquisa de dados foi encomendada por um dos principais festivais gastronômicos do México, o The Gourmet Show, e demonstra que as gerações mais jovens, especialmente as mulheres, não consomem mais carne ou produtos de origem animal.

Alfredo Cordero, diretor de criação da Tradex, principal empresa de exposições e eventos mexicana que traz para o México a 12ª edição do Gourmet Show, explicou aos leitores mexicanos que agora existem diferentes tipos de consumidores gastronômicos, enquanto anteriormente existiam apenas duas categorias – vegetarianas e onívoras.

No entanto, nos dias atuais, “a classificação se diversificou em regimes muito rigorosos e especializados, e há números que indicam que 20% dos mexicanos já estão em uma classificação vegetariana ou similar”. Ele lista flexitariano, vegano, frugívoros e vegano cru, entre outros.

María Fernanda Villalobos, gerente do restaurante mexicano Vegano Inc, diz que a tendência vegana está se tornando moda no país, e de 60% a 70% das pessoas que praticam a alimentação à base de vegetais são mulheres que buscam uma dieta mais rica em nutrientes por razões de saúde.

No México, os problemas com alimentação são predominantes; por exemplo, uma em cada três pessoas é declaradamente intolerante à lactose.

No Brasil

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE e encomendada pela SBV (Sociedade Vegetariana Brasileira) em 2018 revela que o Brasil tem 14% de vegetarianos e 81% de adeptos à dieta com carne. Sendo que 49% dos entrevistados disseram que acham que não se cuidam como deveriam.

Os adeptos da alimentação vegetariana, aqueles que excluem a carne do cardápio, somam 30 milhões (14% da população brasileira), diz a pesquisa. O levantamento foi feito em 102 municípios brasileiros.

Nas regiões metropolitanas, houve um crescimento no índice de vegetarianos. Pesquisa feita pelo Ibope em 2012 só nessas áreas apontava para 8% de adeptos da dieta. Hoje, esse índice é de 16% (um pouco maior que a média nacional).

De olho na demanda crescente

De olho na mudança de hábitos dos consumidores brasileiros as empresas tem investido na produção de alimentos à base vegetais, recentemente a maior empresa de carne do mundo, a companhia brasileira JBS S.A. lançou seu primeiro hambúrguer à base de vegetais.

O novo produto será vendido sob a marca Seara e é feito de uma mistura de soja, trigo, cebola, alho e beterraba.

À medida que a popularidade dos hambúrgueres à base de vegetais feitos por empresas como a Beyond Meat e a Impossible Foods continua a crescer, várias marcas tradicionalmente centradas na carne de origem animal estão se focando no desenvolvimento de produtos veganos concorrentes.

No início deste ano, a Nestlé estreou seu Incredible Burger na Europa e planeja lançar uma opção similar (chamada “Awesome Burger”) nos Estados Unidos por meio de sua marca Sweet Earth.

A gigante da carne Tyson Foods – que anteriormente detinha uma participação de 6,5% na Beyond Meat – pretende lançar seu primeiro produto de carne à base de vegetais até o final deste verão.

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Cofundador do Twitter investe mais em carne vegana do que em sua empresa

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Dados diários publicados pela Bloomberg Billionaire’s Index na semana passada indicam que a participação de Williams, na Beyond Meat, vale cerca de 414 milhões de dólares, 10 milhões a mais do que sua participação no Twitter.

Williams, juntamente com seu amigo, o também cofundador do Twitter Christopher Isaac Stone, foram os primeiros investidores na indústria de carnes à base de vegetais. Williams investiu através de seu fundo de capitais, Obvious Ventures, que afirma que empreendimentos saudáveis e sustentáveis como um de seus focos.

Existem várias razões pelas quais esse pode ser o caso. A diferença poderia estar na intenção de Williams de vender suas ações na empresa que ele co-fundou. A Forbes relatou em dezembro de 2018 que ele havia “descarregado quase metade de suas ações do Twitter desde abril do mesmo ano”.

No entanto, provavelmente a causa se deve ao incrível sucesso que Beyond Meat alcançou recentemente. Assim como várias novas parcerias com restaurantes e cadeias de fast-food, a avaliação da empresa disparou após o lançamento do IPO no início deste mês.

A Obvious Ventures detinha pouco menos de 10% da empresa antes dela se tornar pública.

Williams comentou sobre o sucesso da empresa. Ele disse em um evento em Toronto, no Canadá: “A resposta ao IPO da Beyond Meat, que tem sido tão gratificante, é a prova de que as pessoas estão prestando mais atenção a essa empresa de proteína vegetal, que a maioria delas não teria previsto que faria um sucesso tão grande”.

Ele também credita suas experiências passadas como um vegano, para o investimento. Williams e Stone já seguiam uma alimentação baseada em vegetais e queriam “penetrar no mercado de carne”.

Empreendedor neozelandês investe pesado na produção de frango à base de vegetais

Foto: PETA

Foto: PETA

Lienhard é o fundador da Blue Horizon Corporation. O grupo procura as empresas veganas em ascensão para seus investimentos.

O investidor recentemente reuniu-se com a Bloomberg News na Alemanha para discutir o crescente mercado de alimentos veganos.

“É sobre o hambúrguer no momento”, disse ele à Matt Miller da Bloomberg. Especificamente, são duas marcas que despontam no momento: a Beyond Meat e sua rival Impossible Foods, nas quais a Blue Horizon investiu.

As duas empresas estão obtendo grande sucesso com os hambúrgueres veganos que competem com a carne bovina; os hambúrgueres se parecem, cozinham e têm gosto de carne de origem animal. E comedores de carne aprovaram e tem consumido o produto em abudância.

A Beyond Meat foi intensamente aclamada e virou notícias nos principais veículos de economia e mercado no início deste mês, quando se tornou a primeira empresa de carne vegana a abrir o capital. Os preços de suas ações dispararam mais de 160% no dia da abertura, tornando-se um dos maiores IPOs nos EUA nas últimas duas décadas.

O Beyond Burger, da Beyond Meat, é vendido em cadeias de supermercados enormes como A & W, TGI Fridays e Carl’s Jr. A empresa também produz salsichas e carne moída de forma realista à bse de vegetais.

A Impossible Foods chegou no cardápio do Burger King no mês passado.O “Impossible Whopper” foi lançado em 1º de abril com uma campanha temática do Dia da Mentira, em que os “comedores de carne” ficaram agradavelmente surpresos ao saber que seus Whoppers eram livres de carne. As lojas do Burger King que vendem sanduíches sem carne registraram aumentos de dois dígitos nas vendas desde o lançamento.

Lienhard diz que é apenas o começo em relação ao potencial da carne vegana. Ele prevê que o produto vai seguir os mesmos passos dos lançamentos livres de laticínios no mercado. “A interrupção no consumo de produtos lácteos já ultrapassa 15% nos EUA”, disse ele a Miller.

As vendas de leite feito à base de vegetais e sem laticínios explodiram na última década. Entre 2012 e 2017, o mercado cresceu mais de 60%, enquanto as vendas de laticínios tradicionais diminuíram de forma substancial.

Um quarto dos britânicos será vegano em 2025 e metade será flexitariano

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

A gigante britânica de supermercados Sainsbury lançou um estudo sobre o futuro dos alimentos para comemorar seu aniversário de 150 anos. O relatório de 34 páginas faz previsões sobre os próximos 150 anos de alimentos, incluindo leite com leite de algas e carne de celular como um “concorrente genuíno de mercado para a carne de criação”.

O “Relatório sobre o Futuro da Alimentação” discute quais hábitos de consumo, “impulsionados por uma consciência sem precedentes sobre bem-estar animal, preocupações com a saúde e eco-ansiedade”, serão adotados em 150 anos, oferecendo cenários nos anos 2025, 2050 e 2069, com base em análises de tendências de compras e estatísticas e oferecendo uma visão de vários especialistas em alimentos.

“Espera-se que um quarto de todos os britânicos sejam vegetarianos em 2025 (de um em cada oito britânicos hoje) e metade da populção se identifique como flexitarianos (acima do quinto de hoje). Só a Sainsbury já notou um aumento de 24% nos clientes que pesquisam produtos veganos on-line e um aumento de 65% nas vendas anuais de produtos vegetais, já que os consumidores consideram cada vez mais um estilo de vida vegano, vegetariano ou flexitário”.

Proteína à base de vegetais em ascensão

Com relação as proteínas alternativas, o relatório diz que entre “2016 a 2019, dezenas de empresas foram lançadas, com muitas delas atraindo investimentos de alto perfil.” Segundo esses resultados, o “mercado de proteínas não tradicionais ou alternativas (4,2 bilhões de dólares em 2016) espera-se que cresça mais de 25% até 2025”.

O Sainsbury’s cita a jaca como um exemplo de uma proteína baseada em vegetais que tem obtido enorme sucesso nos últimos três anos e discute suas próximas inovações neste campo, incluindo flor de banana, leite de alga e vários produtos derivados de cogumelos.

Carne cultivada em laboratório (agricultura celular)

Em termos de carne cultivada, a Sainsburys antecipa o ano de 2050 e prevê que esses produtos sejam uma parte normal da vida do consumidor, e apresenta ao leitor leigo o conceito de “proteínas celulares”, tecido carnudo “cultivado independentemente de animais usando células-tronco”, afirmando que “em 2050, não há dúvida de que este será um genuíno concorrente de mercado para a carne proveniente de animais de criação”.

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

“Em vez de obter um corte de carne no supermercado, os consumidores podem obter seus próprios ingredientes para carne, peixe, ovos, leite ou gelatina cultivados em casa, por uma fração do custo que existe hoje. A proteína celular pode ser uma ferramenta para nos ajudar a atender às necessidades de proteína, de uma população global que cresce continuamente, no futuro”.