‘Foi porque roí o chinelo?’, diz slogan de campanha contra abandono de animais

Frases emotivas foram utilizadas pelo Hospital Veterinário (UPVet) da Universidade do Porto, em Portugal, como meio de sensibilizar a população para o abandono de animais, um problema que aumenta durante os meses de verão, devido ao período de férias, quando tutores de cães e gatos os descartam na rua para viajar.

Foto: UPVet – Hospital Veterinário da Universidade do Porto

“Não me deixes sozinho!”, “Foi porque roí o chinelo?”, e ainda “Podes esquecer-te de mim, mas eu nunca vou esquecer-me de ti!” foram os slogans escolhidos pela campanha.

Para atingir a população, cartazes foram colocados nos diversos campi da Universidade do Porto. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Além de conscientizar as pessoas para que elas não abandonem animais, a campanha também tem o objetivo de alertar sobre o aumento no número de animais resgatados da rua. Dados da Ordem dos Veterinários indicam que, entre janeiro e agosto de 2018, foi registrado o resgate de aproximadamente 14 mil animais.

Em Portugal, abandonar animais é crime punido com pena de prisão de até seis meses, além de multa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mais de 130 mil animais vivem em situação de rua em Fortaleza (CE)

Estimativas da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (Coepa) de Fortaleza (CE) indicam que 132 mil animais, entre cachorros e gatos, vivem em situação de rua na cidade. Outros 425 mil têm lares.

Foto: Thiago Gadelha

“Quem abandona os animais são os tutores que não levam para vacinar ou para consulta. Quando o animal envelhece, adoece ou procria, eles abandonam”, analisa a titular da Coepa, Toinha Rocha, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

Segundo ela, dentre os locais onde esses animais vivem, em situação de total negligência, estão universidades, cemitérios e lagoas como a da Parangaba e da Messejana.

De acordo com Heloísa Andrade, moradora do bairro Vila Velha, basta colocar ração em um pote na rua que “aparecem vários animais, que não são cuidados”. Abrigos são feitos por moradores comovidos com o sofrimento dos animais. No entanto, outros se incomodam com as casinhas colocadas nas calçadas – embora elas não atrapalhem em nada no dia a dia das pessoas. No entanto, os que se solidarizam, segundo Heloísa, fazem o que podem, inclusive alimentando e oferecendo água aos animais usando parte de seus orçamentos pessoais.

“A solução que eu acho que deveria ter é a construção de espaços que possam receber esses animais e aumentar as castrações”, aponta.

Crimes contra a natureza

Fortaleza dispõe, há quase um ano, de uma Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). De acordo com o titular da unidade, o delegado Hugo Linard, “o abandono de animais pode repercutir no âmbito penal. A Lei de Crimes Ambientais, no artigo 32, prevê duas condutas de maus-tratos”, detalha.

As denúncias, segundo Linard, podem ser feitas de maneira presencial ou encaminhadas, anonimamente, por telefone ou e-mail. O próximo passo é executado por uma equipe da delegacia, que apura a informação e, caso necessário, encaminha à Justiça. Os profissionais da equipe, de acordo com o delegado, recebem formação ambiental e contam, inclusive, com biólogos.

O delegado considera que o abandono animal precisa ser uma preocupação da sociedade e tem que abranger vários setores, desde a saúde pública até o trânsito, já que o atropelamento de um animal pode não só feri-lo ou matá-lo, como prejudicar também o motorista do veículo.

“Quem se propõe a cuidar de um animal tem de estar ciente das suas necessidades”, ressalta Linard.

Programa de castração

Aproximadamente 4 mil animais foram castrados, entre junho de 2018 e julho deste ano, pelo VetMóvel, da Prefeitura de Fortaleza. Trata-se de um caminhão que, além da castração, faz vacinação, palestras e campanhas de adoção em bairros da cidade.

“Todos os dias surgem novos pontos de abandono. Tem de ter educação e fiscalização”, finaliza Toinha Rocha.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cachorro encontrado agonizando em casa vazia morre após ser resgatado

Um cachorro morreu após ser resgatado pela Polícia Militar Ambiental em Cassilândia, no Mato Grosso do Sul. Ele foi deixado em uma casa vazia pela tutora, que estava viajando, junto de um papagaio. Os dois animais estavam sem água e alimento e foram resgatados no sábado (28). Devido ao estado grave do cão, que estava agonizando quando foi encontrado pelos policiais, não foi possível garantir sua sobrevivência.

Foto: Pixabay

A mulher, de 28 anos, foi multada em R$ 6 mil e autuada pelos crimes de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, e de cativeiro de animal silvestre, com pena de seis meses a um ano de detenção. As informações são do G1.

O caso foi descoberto após a polícia receber uma denúncia, feita por uma ONG de proteção animal, que relatou aos agentes que um cão estava debilitado, sem água e sem alimento em uma casa da cidade. Ao chegar no local indicado, os militares confirmaram a denúncia. Eles encontraram o cachorro deitado no chão, extremamente fraco, agonizando em meio a fezes, num ambiente insalubre.

O papagaio estava em uma área dos fundos da casa, também sem água e alimento. Ele foi resgatado e ficou sob a responsabilidade do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), com sede em Campo Grande. O cão também chegou a ser resgatado, mas morreu, devido à desnutrição, logo ao chegar em uma clínica veterinária.

Foto: Divulgação/PMA


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Projeto voluntário garante qualidade de vida a animais abandonados

Há pouco mais de um ano, o estudante do 6º período do curso de medicina veterinária João Sarmanho, 33, começou a realizar um sonho: o de salvar a vida de animais em situação de rua, que são os que mais precisam de ajuda, principalmente quando sofrem algum acidente.

Foto: Reprodução / Amazonas1

Atualmente, como estagiário da clínica PetHouse, que fica no Parque 10, zona Centro-Sul em Manaus (AM), o estudante desenvolve um projeto voluntário cujo foco é a proteção de animais em estado de total vulnerabilidade.

O projeto ‘Protetor dos Animais’ funciona com uma equipe de profissionais qualificados e que toparam o desafio feito por João. O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, o anestesista Diogo Costa, a médica veterinária, Steffany Mourão e mais alguns estudantes do curso de medicina veterinária participam do projeto de forma voluntária e ainda informam que é fácil colaborar.

“A causa principal do projeto é a proteção do animal em situação de rua que não tem acesso aos procedimentos médicos-veterinários. Se o animal sofre algum acidente e alguém vê e o socorre, nós oferecemos ajuda com um trabalho voluntário, realizando vaquinhas online”, destaca o estudante.

O estudante conta que o projeto conseguiu uma parceria com a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), que ajuda a conscientizar a população para que não machuquem os animais, e na realização do Boletim de Ocorrência (BO) contra atos de maus-tratos aos animais.

Prestação de Contas

O projeto, além de oferecer qualidade no serviço de proteção aos animais, é realizado com total transparência, pois, segundo João, garante mais segurança aqueles que querem ajudar, mas que não se sentem seguros na hora de realizar alguma transferência bancária ou ajuda em dinheiro.

“A prestação de contas é uma questão muito importante em nossos projetos, pois é por meio dela que conseguimos conquistar a confiança de quem nos oferece ajuda. Funciona da seguinte forma: um animal precisa de ajuda e tem que realizar uma cirurgia, então vamos às redes sociais fazer uma vaquinha; deixamos a conta bancária à disposição para quem quiser nos ajudar. Feito isso e conquistado a meta de arrecadação, realizamos a cirurgia do animal e todos os gastos que tivemos passamos a informar com notas fiscais que comprovem o valor”, relata o estudante que diz que muitas vezes é preciso tirar do próprio bolso para tentar salvar a vida de um animal.

Banho legal

A preocupação com o animal abandonado não envolve somente a questão de abandono, como também o bem-estar. Para isso, o projeto Banho Legal é desenvolvido pelo estudante em parceria com a distribuidora de shampoo Batistella, que beneficia animais em situação de rua.

“O Banho Legal é um projeto que visa os animais com problema de pele, principalmente os que vivem em locais próximos a feiras, como uma forma de evitar a proliferação de doenças infectobacteriosas”, disse o estudante que também planeja ir à luta para que os animais tenham acesso a vacinas contra doenças virais.

“Trabalhar com os animais é a realização de um sonho”

O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, que é responsável técnico da clínica veterinária PetHouse, relembra a importância que a causa voluntária representa, principalmente se tratando de animais abandonados, que não costumam ter o que comer.

Para o veterinário, o trabalho precisa ser de qualidade. “Os animais em situação de rua necessitam e precisam de um serviço com qualidade. Não é aquele que é feito de qualquer jeito só porque é um animal abandonado. Eles merecem tratamento igual aos outros e é por isso que prezamos”, disse.

Marcio, que também é professor universitário na Universidade Nilton Lins, enfatiza como é gratificante quando ele vê um animal com o estado de saúde melhor depois de uma cirurgia sua ou por simplesmente ter sido medicado por ele e sua equipe.

“Eu sempre quis isso na minha vida toda. Se eu não puder estar oferecendo um serviço de qualidade e de bem-estar para o animal, eu não deveria estar nesta profissão. Estar ajudando eles é o que mais me motiva. Fazer um animalzinho voltar a andar através do meu trabalho é uma realização”, finalizou.

Fonte: Amazonas1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Tutor justifica abandono de cão doente dizendo que ‘não tinha tempo para cuidar’

Um cachorro doente foi abandonado ao relento em Amambai, no Mato Grosso do Sul. Segundo a presidente de uma ONG de proteção animal, que resgatou o cão, o tutor disse a ela que abandonou o animal porque não tinha tempo para cuidar dele. O cachorro foi resgatado na quinta-feira (25).

Foto: PMA/Divulgação

A mulher, que preferiu não ser identificada, contou que localizou o tutor do cão e o questionou sobre o abandono. “Tenho dois empregos, chego em casa depois de meia-noite, não tenho tempo para cuidar”, teria respondido o homem.

Segundo ela, o tutor afirmou que duas irmãs deram paracetamol ao animal. O remédio combate dores e febre, mas não trata nenhuma doença específica. As informações são do portal G1.

Após resgatar o cão, a mulher o encaminhou para receber atendimento veterinário e acionou a Polícia Militar Ambiental (PMA).

O tutor do cachorro foi multado pela polícia em R$ 500 e responderá pelo crime ambiental de maus-tratos a animais, com pena de até um ano de detenção, além de multa. Os agentes efetuaram um auto de infração administrativo.

Após ser levado para receber os cuidados de um veterinário, o cachorro foi sacrificado por estar com uma doença em estágio avançado. De acordo com o especialista, o animal não sobreviveria e, por isso, o sacrifício foi optado como forma de por fim ao seu sofrimento.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Filhotes de cachorro são abandonados dentro de micro-ondas no DF

Cinco filhotes de cachorro foram encontrados dentro de um micro-ondas no Distrito Federal. Os animais foram abandonados nas proximidades de um condomínio rural no Incra 9, em Ceilândia, e estavam sem água e ração.

Foto: Walace Gomes/Arquivo pessoal

Trata-se de quatro machos e uma fêmea. Todos foram resgatados e três deles ainda aguardam por um lar. Os outros dois já encontraram adotantes.

A estudante Plínia Evely contou ao G1 que foi o irmão dela, de 26 anos, quem encontrou os cães na última segunda-feira (22). “Meu irmão estava indo dar comida a outros cachorros de rua, quando viu os filhotes”, disse. “Eles estavam largados no frio. A gente montou um cercadinho e depois deu água, comida e aplicou o vermífugo”, completou.

O abandono de animais na região é comum e deixa Plínia indignada. “A gente faz o que pode, o restante dos seres humanos que não estão colaborando”, afirmou.

Os irmãos decidiram disponibilizar os filhotes para adoção porque já são tutores de cinco animais, o que os impede de adotar os filhotes. Interessados em adotá-los devem procurar membros do grupo “Resgates em Brasília”, no Facebook.

Punições mais severas

Uma nova legislação, que entrou em vigor no ano passado no Distrito Federal, estabelece multa de até 40 salários mínimos a quem cometer maus-tratos a animais – o que corresponde a mais de R$ 38 mil.

Foto: Walace Gomes/Arquivo pessoal

O texto, que altera uma lei de 2007, define com mais clareza as situações que configuram maus-tratos. O abandono está entre os casos de violência contra animais que podem ser punidos.

A nova lei considera maus-tratos todos os atos que “atentem contra a liberdade psicológica, comportamental, fisiológica, sanitária e ambiental”.

No Distrito Federal, é possível denunciar casos de crueldade contra animais através dos telefones 197 ou (61) 3207-4856.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Disque-denúncia contra maus-tratos e abandono de animais é lançado em Cubatão (SP)

Um disque-denúncia contra maus-tratos e abandono de animais foi lançado na quarta-feira (24) em Cubatão (SP). O lançamento foi realizado no gabinete do prefeito Ademário Oliveira. As denúncias devem ser feitas através do número 0800-1216246.

Foto: Marcus Cabaleiro/PMC

O serviço contará com uma médica veterinária da prefeitura, que irá atender às denúncias, que poderão ser feitas das 9h às 12h e das 13h às 16h, de segunda a sexta-feira. Foi estabelecido um prazo de até 48 horas para que a fiscalização seja feita. Os responsáveis pelos casos de maus-tratos poderão ser punidos com notificações, multas e até prisão.

“A pessoa que comete abuso animal fatalmente comete ou cometerá uma agressão a outro ser humano, geralmente um parente”, afirmou o prefeito ao lembrar que os casos de maus-tratos são alarmantes não só pela crueldade promovida contra os animais, mas também pela relação entre a violência promovida contra animais e humanos. Ademário embasou sua fala num estudo, feito com dados da Polícia Militar, que mostra que um terço das pessoas autuadas após terem maltratado animais também possui outros registros criminais, principalmente envolvendo violência contra pessoas.

Além disso, o disque-denúncia também é uma ferramenta de política pública de saúde, conforme lembrou a secretária de Saúde do município, Andréa Pinheiro Lima. “Um animal maltratado provavelmente também não é vacinado e, assim, poderá se tornar vetor de doenças para os humanos. Esse é um grande passo para a Saúde Pública”, explicou ao portal Sistema Costa Norte Comunicação.

Autor da lei que cria o disque-denúncia, o vereador Anderson de Lana considera a implementação do serviço um “marco importante para a causa animal em Cubatão”. O parlamentar elogiou o empenho do Serviço de Zoonoses ao montar a estrutura do disque-denúncia e lembrou que as feiras de adoção promovidas pelo setor garantiram que o número de animais abrigados na unidade caísse de 188 para 88 desde janeiro, quando o incentivo à adoção começou a ser promovido através desses eventos.

O prefeito falou ainda sobre uma parceria feita pela administração municipal, com recursos de emendas parlamentares, para a instalação de dois castramóveis no município.

As denúncias poderão ser feitas sob sigilo e apenas por meio do 800, não sendo aceitas denúncias via redes sociais. Após denunciar, a pessoa receberá um número de protocolo para acompanhar o caso.

O serviço levará em consideração a classificação de maus-tratos definida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. No município, já existe uma lei que proíbe práticas cruéis cometidas contra animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cavalo em situação de abandono e maus-tratos é resgatado após denúncias

Por Rafaela Damasceno

Um cavalo abandonado mobilizou habitantes da região de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. Ele se encontrava em estado grave de desidratação e desnutrição, e uma arrecadação foi feita para pagar seus cuidados veterinários.

Duas pessoas resgatam o cavalo, sujo e machucado

Foto: Katito Carvalho

“Está é a terceira denúncia de abandono de cavalos que chegou até nós em um período de duas semanas”, afirmou Milena Costa, gerente da Coordenadoria Especial de Proteção Animal. A instituição esteve presente no atendimento de Chiclete, como o cavalo é conhecido, doando soro e apoiando o atendimento.

Milena ainda falou sobre a questão da violência a que os cavalos são submetidos, explorados como meio de transporte para pessoas e cargas.

“Normalmente, esses animais são explorados puxando carroças e deixados quando não podem mais fazer isso”, informou, em entrevista ao Eu, Rio!, um jornal do estado. “Se o tutor for identificado, será feito o registro da ocorrência”.

O esforço para resgatar Chiclete foi um trabalho coletivo. As donas de casa Valéria Oliveira e Erica Sampaio criaram uma grande rede de apoio, arrecadando o dinheiro que pagou a internação do cavalo na clínica do veterinário Márcio Struminski.

“Somente após seis litros de soro ele conseguiu levantar”, contou o veterinário, afirmando que o animal se encontrava em um estado grave de desidratação.

Segundo dados do programa Linha Verde, em dezembro de 2018 o número de denúncias de maus-tratos contra os animais aumentou e chegou a registrar 3.600 casos – um aumento de 24% em relação a dezembro de 2017. As denúncias mais comuns incluem falta de alimentação e espancamento. Segundo o programa, cachorros, gatos e cavalos estão entre os animais mais abandonados pela população.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.