Elefante que chorou ao ser resgatado celebra cinco anos de liberdade

Raju se diverte no santuário | Foto: Wildlife SOS

Raju se diverte no santuário | Foto: Wildlife SOS

Após sofrer por 50 anos vítima de maus tratos nas mãos de um tutor abusivo, Raju conheceu finalmente a liberdade, e em julho é o aniversário de cinco anos desse momento emocionante e inesquecível.

Cinco anos atrás, na noite de 4 de julho, uma equipe da Wildlife SOS, de Nova Délhi (Índia), cortou as imensas e dolorosas algemas de perna de Raju e conduziu-o a um caminhão de transporte para levá-lo ao santuário de elefantes.

Raju chorou quando percebeu que estava sendo resgatado.

“A equipe ficou impressionada e emocionada ao ver as lágrimas rolarem pelo rosto do elefante durante o resgate”, disse Pooja Binepal, porta-voz da Wildlife SOS, na época. “Foi incrivelmente emocional para todos nós. Nós sabíamos em nossos corações que ele percebeu que estava sendo libertado.

Agora, Raju está comemorando seu aniversário de cinco anos de liberdade.

“Os últimos cinco anos com Raju foram uma jornada incrível para todos nós”, disse Kartick Satyanarayan, co-fundador da Wildlife SOS, ao USA Today/For The Win Outdoors. “Sua determinação em melhorar acelerou sua recuperação de uma forma que ninguém tinha certeza de que seria possível.

Raju comendo livremente | Foto: Wildlife SOS

Raju comendo livremente | Foto: Wildlife SOS

“Às vezes é difícil imaginar a quantidade de dor e solidão que ele suportou por tantos anos. Assistir Raju desfrutar de sua aposentadoria em paz enche nosso coração de felicidade e nos mantém motivados para ajudar outros elefantes que continuam a ser tratados com tanta crueldade como ele. ”

Acredita-se que Raju tenha sido caçado e afastado definitivamente de sua mãe quando era ainda um bebê, ele foi espancado e largado sangrando por um tutor abusivo que fez o elefante implorar por comida e sobreviver comendo plástico e papel na falta de outra coisa.

O tutor também arrancou os cabelos da cauda de Raju para vender como amuletos de boa sorte, disse o fundador da Wildlife SOS, Kartick Satyanarayan.

Raju ganhando guloseimas | Foto: Wildlife SOS

Raju ganhando guloseimas | Foto: Wildlife SOS

Um ano depois de saber da situação de Raju, a Wildlife SOS liderou uma equipe de 10 veterinários e funcionários da vida selvagem, 20 oficiais do departamento florestal e seis policiais, e resgatou o elefante abusado da área de Uttar Pradesh, na Índia, depois de receber uma ordem judicial.

O algoz de Raju supostamente tentou impedir o resgate, acrescentando mais correntes ao redor das pernas do elefante, bloqueando a estrada e gritando ordens para tentar provocá-lo (Raju) à violência. Mas a equipe de resgate se manteve firme e libertou o animal. Nesse ponto, as lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Raju.

Correntes sendo cortadas das pernas de Raju | Foto: Wildlife SOS

Correntes sendo cortadas das pernas de Raju | Foto: Wildlife SOS

“Incrivelmente, ele saiu do caminhão e deu seu primeiro passo para a liberdade exatamente um minuto após a meia-noite de 4 de julho, o que parecia tão extraordinariamente adequado”, disse Satyanarayan na época (no dia 04 de julho comemora-se a independência dos Estados Unidos).

“A primeira vez que eu coloquei os olhos em Raju, fiquei pasmo ao vê-lo vivendo em condições tão nocivas”, disse o Dr. Yaduraj Khadpekar, veterinário da Wildlife SOS, ao For The Win Outdoors. “Ele tinha correntes enormes cravadas ao redor de seus pés, que estavam se afundando e ferindo sua carne, seu corpo estava cheio de cicatrizes e abscessos dolorosos.

Raju se diverte com sua boia | Foto: Wildlife SOS

Raju se diverte com sua boia | Foto: Wildlife SOS

“Remover aquelas correntes cravadas em Raju foi bastante simbólico. Para nós, significava que tínhamos essa grande oportunidade e responsabilidade de dar a Raju uma segunda chance e a liberdade. Para Raju, foi um momento simbólico de ele entrar em uma vida nova e feliz”.

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Vídeo mostra funcionários de fazenda jogando galinhas em baldes de urina

Foto: AJP

Uma investigação secreta em duas fazendas de criação de galinhas classificadas como “éticas” – uma das quais responsável pelo abastecimento de grandes redes de supermercados – revelou abusos de animais chocantes.

A ONG Animal Justice Project (AJP) realizou as investigações durante três meses nas fazendas Trees Farm e Brome Grange em Suffolk, na Inglaterra. Ambas as fazendas são credenciadas pelo selo Red Tractor (que alguns dizem se tratar apenas de um esquema de marketing), que afirma que oferece alimentos que são ‘produzidos de forma responsável para alguns dos padrões mais abrangentes e respeitados do mundo’. A Trees Farm também é credenciada pela RSPCA.

Mas os vídeos e as imagens obtidas por AJP mostram galinhas sendo chutadas e jogadas com toda força. Os trabalhadores foram documentados quebrando o pescoço de galinhas e deixando uma delas para morrer jogada durante um período de oito horas. Além disso, um trabalhador foi filmado urinando em um balde e depois jogando pássaros vivos, mas seriamente ferido dentro do objeto.

Suspensão

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados, a cadeia de lojas suspendeu como fornecedor a fazenda Brome Grange, e diz que está “investigando caso a caso e continuará comprometida e confiando nas autoridades competentes sobre os padrões de bem-estar na fazenda”.

A RSPCA suspendeu a Trees Farm de seu esquema de credenciamento, dizendo: “Estamos chocados e enojados. Estamos investigando esses incidentes perturbadores”.

O selo da Red Tractor, que estava nas manchetes do mundo todo semana passada, depois que investigações em três fazendas credenciadas de Lincolnshire revelaram abusos, disse que ambas as fazendas de Suffolk foram “suspensas com efeito imediato”, dizendo que leva a sério “alegações de violaçõesde seu código de conduta”.

Abuso, crueldade e sofrimento

“Esta extensa investigação sobre a vida de frangos de crescimento lento e supostamente acima do normal – desde a colocação de pintos até o momento em que aves jovens com nove semanas de idade são mortas – revela que as galinhas criadas ‘por sua carne’ estão sujeitas a abuso, crueldade, dor, e sofrendo imensamente independentemente de qualquer selo ou rótulo”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Nós registramos cenas de aves tendo seus pescoços quebrados por trabalhadores da fazenda e jogados no chão com desprezo ou em um balde cheio de urina, frangos jovens sendo chutados, pisados e tendo seus pescoços esticados ao extremos nas linhas de alimentação, uma violação costumeira de seu bem-estar.

“[Nós documentamos] a potencial quebra da lei, trabalhadores que falham em biossegurança, negligência por parte dos trabalhadores em verificar o bem-estar das aves que resultou em frangos coxos, doentes e moribundos, sendo deixados para sofrer por dias, e uma área livre”, disse a fundadora da AJP.

“O público está sendo enganado pela indústria, pela RSPCA e até mesmo por outras organizações de bem-estar animal. As aves sofrem absurdamente nas fazendas de criação. Elas ainda são submetidas a terríveis abusos nas mãos de equipes que possuem certificados da RSPCA. Animal Justice Project defende uma alimentação vegana para os consumidores como a única solução para realmente proteger os animais”.

A Animal Justice Project levará suas descobertas para seminários e conselhos no centro de Londres em 4 de julho, e fará campanha nas ruas e universidades em toda a Grã-Bretanha para promover uma dieta vegana como parte de sua nova campanha ‘The Foul Truth’ (A verdade dos tolos, na tradução livre).

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Gangue de motociclistas se une para salvar animais vítimas de abuso

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Uma gangue de motoqueiros normalmente é acompanhada de muitos estereótipos negativos. Barulhentos, briguentos ou arruaceiros e chamarizes ambulantes de confusão só para citar alguns deles. No entanto, esse não é sempre o caso.

Como na maioria dos casos envolvendo estereótipos, isso simplesmente não é verdade. Ouvimos histórias sobre gangues de motoqueiros ajudando crianças vítimas de bullying, prestando tributo aos veteranos de guerra e muito mais. No entanto, esta gangue de motoqueiros se destaca por realmente amar os animais.

Apesar de suas tatuagens pelo corpo, motocicletas enormes e vestuário de roqueiro, a Rescue Ink é diferente. Eles são uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de salvar animais vítimas de abuso.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

O grupo varia em idade, sexo e profissão. Alguns são motociclistas em tempo integral, mas outros são levantadores de peso, veteranos, ex-policiais e advogados.

Eles invadem ringues de luta de cães para salvar os animais indefesos, mas não é só isso, a gangue entra em qualquer situação onde eles vêem um animal sendo abusado. E tem mais eles não salvam apenas cães. No passado, a gangue de motoqueiros Rescue Ink resgatou cavalos, porcos, peixes, galinhas e até mesmo uma jiboia.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Se eles têm evidências suficientes para ter certeza de que um animal está sendo ferido ou maltratado, eles o colocam sob seus cuidados pra receber amor e ser reabilitado. No entanto, às vezes eles vão além da jurisdição da polícia, e alguns têm um problema com isso (quebrar a lei para salvar os animais).

Mesmo que eles estejam fazendo isso pelas razões certas, para salvar os animais, a justiça legal é o curso correto de ação, dizem os policiais.

“A Rescue Ink faz o que for necessário dentro dos limites da lei – é o que nossos advogados nos dizem para dizer – para combater o abuso e a negligência de todos os tipos”, diz a declaração de sua missão.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

“Algumas pessoas gostam de pensar em nós como super-heróis”, dizem eles. “A verdade é que somos super amantes de animais (e protetores). Ao longo dos anos, e através de muitos casos, obstáculos e desafios complicados, continuamos fortes e dedicados à nossa missão”.

E o trabalho deles fez maravilhas. Eles invadiram ringues de luta de cães, impediram que um gato em situação de rua fosse morto e muito mais. Eles até ajudam aves em situação de perigo e entraram no esgoto para salvar os patinhos. A gangue de motoqueiros recebe cerca de 250 chamadas por dia para ajudar animais maltratados.

Eles podem parecer intimidantes, mas estão amando e se importando com o anos mais que muitos membros da sociedade tidos como “normais” e sua dedicação tem salvado muitas vidas.

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Tigre é acorrentado e forçado a posar para fotos com turistas em zoo

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Ativistas afirmam que as imagens divulgadas nas mídias sociais mostrando o tigre acorrentado no zoológico de Phuket na Tailândia, mostram as reais condições do sofrimento e crueldade em que os animais são mantidos nas instalações do local.

Uma cena angustiante mostra um tigre majestoso do sexo feminino, incapaz de se mover de um pódio por causa de uma enorme corrente colocada em volta de seu pescoço, posta ali para que os turistas pudessem tirar fotos dela.

Agora, milhares de pessoas estão pedindo que o animal covardemente preso seja libertado, classificando o tratamento dado ao animal de “cruel e bárbaro”.

Ativistas dos direitos animais pediram aos turistas que evitem atrações “bárbaras e brutais” para acabar com cenas angustiantes como essas.

Uma investigação foi iniciada depois que o vídeo foi compartilhado online, junto com alegações de que o tigre foi drogado para que os visitantes pudessem tirar fotos dele, cobrando cerca de 10 dólares por cada foto.

Uma petição pedindo ao zoológico para libertar o tigre, filmado incapaz de sair do pódio por causa de uma corrente de 3 pés (em torno de 90 cm) presa ao pescoço, atraiu mais de 10 mil assinaturas.

Os responsáveis pelo zoológico reconheceram que alguns dos 15 tigres foram acorrentados, mas negaram tê-los drogados – e disseram que os animais não são tratados de maneira cruel.

Mas indignado Rob Osy, que criou a petição, escreveu: “Um tigre é acorrentado no zoológico de Phuket para que você possa tirar fotos dele por 300 baths (cerca de 10 dólares)”.

Um defensor dos animais postou: “Isso é cruel e bárbaro, nem deveria estar preso mas no mínimo, já que esta, não deveria ser acorrentando assim, o tigre deveria se mover livremente”.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Depois de ver o vídeo, Elisa Allen, diretora da PETA, disse ao Mirror Online: “A miséria documentada no Zoológico de Phuket não é única nem isolada, mas ela reflete as condições dos zoológicos em geral.

“Imagens recentes da PETA Ásia da fazenda de criação de crocodilos Samutprakarn Crocodile Farm e do zoológico na Tailândia mostram elefantes acorrentados com ferimentos sangrentos, tigres perseguidos e usados como adereços em fotos, e primatas mantidos em gaiolas extremamente lotadas, sem qualquer estimulação mental ou física”.

“Esses ‘lugares infernais’ permanecerão nos negócios enquanto as pessoas os apoiarem com suas carteiras (dinheiro), e é por isso que a PETA incentiva todos, em todos os lugares, a evitar qualquer estabelecimento que mantenha animais selvagens cativos para o chamado ‘entretenimento’”, disse a ativista.

De acordo com relatos na Tailândia, inspetores do departamento do governo responsável pela vida selvagem foram ao ao zoológico depois que as filmagens surgiram no fim de semana.

O gerente do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse que defendeu as imagens para o Phuket News, afirmando: “A maioria dos clientes que vêm aqui querem tirar fotos com vários animais”.

“Aqueles que gostam de tirar fotos com animais, em sua maioria, não consideram acorrentar os animais como crueldade, mas sim como uma medida de segurança para proteger os turistas, especialmente dos tigres, porque os tigres são perigosos, instáveis e imprevisíveis”, disse Sakunsorn.

“É uma maneira de evitar que o animal prejudique os turistas”, afirmou o gerente do zoológico.

Os tigres não foram feitos para viver em cativeiros, e só oferecem “perigo” por estarem em locais inadequados servindo de entretenimento. Eles possuem seu habitat natural, na selva, onde podem viver como seu instinto permite e livres da exploração ambiciosa dos seres humanos.

Foto: Mirror Online

Foto: Mirror Online

Mas ele negou que os funcionários do zoológico drogassem animais.

O jornal relata ainda que os oficiais que foram até o zoológico depois de ver o vídeo não encontraram “evidências” de crueldade com animais.

A Mirror Online informa que entrou em contato com o zoológico de Phuket no sábado para comentar, mas ainda não recebeu uma resposta.

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ONG acusa a Grécia de acobertar tratamento cruel contra burros em Santorini

A organização internacional de proteção animal PETA acusou autoridades da Grécia de acobertarem o tratamento cruel ao qual burros são submetidos na ilha de Santorini e de impedir os esforços da entidade para chamar atenção para o sofrimento dos animais.

Foto: Reprodução / CNN

A ilha atrai milhares de turistas por ano. No local, burros e mulas são explorados para o transporte das pessoas. De acordo com a ONG, os animais são forçados a carregar visitantes e bagagens em colinas íngremes. As informações são da Reuters.

Imagens feitas em 2018 mostram animais sendo açoitados com varas e carregando pesos extremos. A PETA acusa as autoridades de barrar sua campanha em ônibus e táxis que expõe um burro exausto ao lado das palavras “Burros sofrem pelos turistas. Não os montem”.

“As autoridades gregas deveriam estar reagindo e impedindo que os burros sejam usados até a exaustão em Santorini, não acobertando a crueldade de forçá-los a carregar cargas pesadas de turistas”, disse Elisa Allen, diretora da Peta, em um comunicado.

Segundo a ONG, cerca de 100 dos 2 mil burros e mulas que vivem na ilha estão sendo explorados em passeios turísticos.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, afirmou que as autoridades se importam com o bem-estar dos animais, respeitam as leis gregas de proteção animal e que a municipalidade não tem jurisdição sobre campanhas em ônibus e táxis.


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Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News

Foto: CBS News

Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissao de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “esporte” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives

Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a corrrer 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebês potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento em sua crina e o sol em seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere

Foto: Wallhere

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Vídeo secreto revela abuso sofrido por galinhas em fazenda de produção ovos

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Uma filmagem contendo imagens fortes de crueldade contra os animais surgiu nas redes sociais mostrando funcionários de uma fazenda de criação torturando e abusando de galinhas nas instalações dessa que é uma das maiores produtoras de ovos da Austrália.

Vídeos secretamente gravados por ativistas dos direitos animais, da ONG Liberação Animal, flagraram a forma repugnante que os trabalhadores tratam as galinhas na fazenda de aves de Bridgewater, em Victoria na Austrália.

Na filmagem, um grupo de funcionários da fazenda manipula brutalmente centenas de galinhas que estão sendo enviadas para serem mortas por gas após serem consideradas não mais valiosas (lucrativas financeiramente, com apenas 18 meses de idade).

Os rótulos Loddon Valley Eggs, Ovos Frescos Vitorianos e Ovos Frescos Caseiros vêm todos da Bridgewater Poultry e foram vendidos anteriormente em Woolworths e Coles.

As galinhas da fazenda foram filmadas sendo chutadas, jogadas no chão e tendo seus pescoços quebrados por diversão enquanto os funcionários riam.

“Eu odeio quando suas cabeças caem desse jeito”, diz uma funcionária em um momento no vídeo.

“Sim, parece bom, olha”, responde um trabalhador do sexo masculino.

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

Galinhas demoram mais de dois minutos pra morrer em câmara de gás | Foto: Animal Liberation/Facebook

“Oh, você é cruel”, a mulher diz enquanto uma galinha se contorce no chão. Os outros trabalhadores podem ser ouvidos rindo enquanto todos assistem a galinha sofrer.

“Oh, o que você está fazendo esticando sua cabeça para fora pra quê?”, Diz outro homem.

Em outro ponto, um trabalhador puxa violentamente as galinhas de uma fileira de minúsculas gaiolas e parece jogá-las no chão de forma agressiva, neste momento seus cacarejos se calam.

“Ela pulava de um lado para o outro, com a cabeça quebrada”, diz o trabalhador.

“Pequena desgraçada”, acrescenta ele, antes de atirar o animal no chão.

Muitas das galinhas são gravemente feridas e tem os ossos quebrados antes mesmo de chegarem à sala da morte por gás.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

Libertação Animal NSW afirma que esta é a primeira vez que imagens do abuso contra galinhas poedeiras sendo gaseificadas (mortas por gás) em uma fazenda de ovos da Austrália.

Matar animais é um ato injustificável, porém, em uma medida paliativa perante a indústria de ovos, especialistas consideram a gaseificação com CO2 é considerada uma das formas mais humanas de morte das galinhas, embora o vídeo mostre que os animais podem levar mais de dois minutos para todas as aves asfixiarem.

Este vídeo conta a história, praticamente invisível, da prática padrão da indústria de ovos de morte de galinhas poedeiras “gastas” (também conhecido como “despovoamento”), disse o grupo de defesa dos animais em um comunicado.

“O despovoamento é realizado quando as galinhas atingem aproximadamente 18 meses de idade (12 meses de postura de ovos), pois a produção de ovos diminui e, portanto, não ela não são consideradas mais viáveis economicamente”.

“Essa realidade é a mesma para rótulos de ovos orgânicos, produzidos em gaiolas ou livres de gaiolas/celeiros, aprovados pela RSPCA. Todos podemos ajudar a interromper este ciclo, deixando ovos e produtos de ovos fora de seu prato. ”

Em resposta ao vídeo, a fazenda Bridgewater Poultry disse que ficou “entristecida e profundamente chocada” com a filmagem, alegando que os trabalhadores do vídeo eram funcionários de um terceiro contratado.

Foto: Animal Liberation/Facebook

Foto: Animal Liberation/Facebook

“Essa conduta aparente não foi aceita, aprovada ou permitida de qualquer forma pela gerência ou pela equipe da Bridgewater Poultry Farm”, diz o comunicado.

“A Bridgewater Poultry Farm pede à Animal Liberation e à pessoa ou pessoas na posse do vídeo que forneça imediatamente a filmagem bruta, não editada e não modificada para a polícia ou às autoridades responsáveis, para que os indivíduos envolvidos nesta conduta possam ser investigados e se as autoridades relevantes considerarem apropriado, punidos.”

Maltratar, explorar, matar animais, aves ou qualquer vida é um crime, se não previsto na legislação de todos os países é um crime moral contra o direito de todo e qualquer ser de viver e ser livre, assim como nasceu.

Ao explorar animais e o meio ambiente por dinheiro e ambição e dispor deles quando bem entende, a humanidade apenas se cobre de vergonha e culpa enquanto assiste ao planeta caminhar para o colapso de seus recursos.

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Filhotes de urso dão os primeiros passos na grama após serem resgatados de circo

Foto: Animals Asia

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O vídeo capta o momento em que duas irmãs filhotes de urso dão seus primeiros passos na grama depois de serem resgatados de uma vida de crueldade, abuso e sofrimento no circo.

Os ursos da lua, também conhecidos como ursos negros asiáticos (Ursus thibetanus), são classificados atualmente como espécie em extinção pela IUCN e foram caçados na natureza e obrigados a andar de moto em um palco em circo no Vietnã.

Imagens terríveis de dentro do circo mostram um dos filhotes amordaçados caindo de uma bicicleta antes de serem pegos pela nuca.

Os filhotes são irmãs e foram nomeados Sugar and Spice. Eles foram resgatados após uma investigação da ONG Animals Asia.

A entidade diz que os ursos de circo podem passar suas vidas inteiras em pequenas gaiolas ou celas de concreto, sem nunca verem árvores e grama ou escolherem por onde querem caminhar.

Sarah van Herpt, que está cuidando dos filhotes, disse que o momento em que pisaram na grama pela primeira vez foi “mágico e emocionante”.

Foto: Animals Asia

Foto: Animals Asia

Ela disse: “Eles estavam curiosos e encantados com o mundo exterior, mas ao mesmo tempo com medo também.

“Sem a mãe deles para protegê-los, eles se sentem vulneráveis e sabem (sentiram na própria pele) quão terrível a exploração pode ser, mas com o tempo eles perceberão que estão seguros em nosso santuário”.

“Ninguém mais pode machucá-los”. Os ursos da lua deveriam ser protegidos de caçadores sob a lei vietnamita, mas os filhotes foram encontrados sendo explorados abertamente no palco do Circo Central em Hanói.

Como eles nunca aprenderam habilidades essenciais de sobrevivência de sua mãe, como seria o natural, os filhotes terão que crescer no santuário de ursos da Animals Asia.

Foto: Animals Asia

Foto: Animals Asia

Eles serão eventualmente integrados a uma comunidade existente de quase 200 ursos resgatados. A Animals Asia está pedindo ao governo vietnamita que proíba as apresentações circenses com ursos e envie os animais para centros de resgate e santuários.

A CEO da Animals Asia, Jill Robinson, acrescentou: “É inconcebível que ursos tão jovens ainda confusos e assustados estejam sendo explorados e forçados a se apresentar no palco de circos no Vietnã”.

“Estes animais estão ameaçados, protegidos pelas leis nacionais e profundamente traumatizados pelo que está sendo feito a eles. As condições em que elas são mantidas são horríveis e não há consideração pelo seu bem-estar enquanto estão no palco”. “Felizmente, a crueldade acabou para Sugar e Spice, mas não vamos desistir de outros animais que sofrem o mesmo destino terrível.”

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Ursos andinos estão ameaçados de extinção pela demanda por seus órgãos genitais

Foto: Reddit

Foto: Reddit

A caça ao pênis do urso-da-montanha (Tremarctos ornatus), também conhecido como urso dos Andes ou, urso-andino-da-cara-pequena, pode resultar na extinção da espécie se a demanda pela “poção sexual” que é feita com seus genitais continuar a crescer no atual ritmo.

O amado urso personagem de desenho animado na Grã-Bretanha, chamado de “Paddington Bear”, é inspirado nos ursos-da-montanha, mas a população não sabe que a espécie responsável por seu querido personagem, pode estar sob ameaça devido ao comércio de partes do corpo desses animais.

De acordo com a National Geographic, alguns povos na América do Sul afirmam que a “bebida sexual” pode curar problemas de desempenho sexual se contiver apenas uma raspagem do osso do pênis de um urso-da-montanha.

Foto: Newsroom

Foto: Newsroom

Algumas pessoas também acreditam que a bebida pode lhes dar a “força de um urso” se o osso inteiro do pênis for colocado na mistura.

A “bebida sexual” chamada de Seven Roots (Sete Raízes), segundo a crença popular é feita de rum branco, sete tipos de casca de árvore, mel, pólen, cabeça de cobra, planta macho huanarpo e osso do pênis de urso-da-montanha.

Os curandeiros tradicionais vendem essa bebida para os clientes no Peru.

O fotojornalista investigativo Eduardo Franco Berton viajou pelo Peru para investigar o comércio de partes de corpos desses ursos.

Foto: Maymie Higgins

Foto: Maymie Higgins

Também chamado em muitos locais de urso andino, a espécie é morta na América do Sul muitas vezes apenas por seus órgãos genitais, porque muitas pessoas pagam fortunas por poções “medicinais” feitas com esses órgãos.

A gordura, os dentes e os ossos dos ursos estão em alta demanda entre curandeiros tradicionais e Berton encontrou parte de um osso do pênis a ser vendido por pouco mais de 750 dólares.

Uma mulher que dirige uma loja de remédios tradicionais no Peru teria dito a Berton que não se sentia mal com a possibilidade de os ursos se extinguirem porque estavam ganhando muito dinheiro com eles.

Atualmente existem apenas cerca de 5 mil ursos-da-montanha no Peru e esta é a única espécie nativa de urso ainda viva na América do Sul.

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Embora o comércio de partes de ursos em toda a América do Sul, o problema é considerado mais grave no Peru.

Multas de valor elevado foram postas em prática no país para tentar impedir o comércio e os caçadores de ursos andinos, com penas que envolvem, inclusive, prisão.

Há também várias ONGs de proteção aos animais que foram criadas especialmente para proteger e salvar os ursos-da-montanha.

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Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

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Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

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Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

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“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

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