Homens matam ave rara ameaçada de extinção e são espancados por moradores da região

Foto: David Palmer

Foto: David Palmer

A ave morta pertencia a espécie tetraz-grande e segundo a polícia de Titisee-Neusdart, o vilarejo na Floresta Negra onde o incidente ocorreu, ela foi morta com uma garrafa por dois homens bêbados que retornavam para casa depois de assistirem a um festival de música.

Após serem questionados, os dois homens, disseram que estavam apenas se defendendo da ave os teria atacado. O tetraz-grande tem aproximadamente o tamanho de uma galinha grande.

Christian Sütfeld, guarda florestal voluntário responsável pela área de Feldberg da Floreste Negra, acredita que embora a ave possa ter investido contra os dois rapazes, ela não representaria um perigo real para eles.

Segundo o guarda florestal o tetraz-grande, assim como o cisne, é territorialista, e protege o local onde vive: “Se os rapazes tivesse se afastado, nada teria acontecido, ele não são uma ameaça”, explica ele.

A população da espécie, considerada ameaçada de extinção na Alemanha, vem diminuindo rapidamente tanto pela perda de habitat como pela ação de caçadores e do stress natural causado na ave quando em contato com humanos.

Ainda existem cerca de mil casais de tetrazes-grandes na Alemanha, espalhadas por uma área grande demais para poder garantir a continuidade natural da população. A maior concentração delas é na Floresta Negra, onde ainda se encontram algumas centenas delas.

O guarda florestal foi chamado ao local do incidentes para examinar o corpo da ave, ele disse que o tetraz foi espancado com força. “Havia penas faltando de seu peito e pescoço”, explicou. A causa da morte foi pescoço quebrado.

O guarda acrescentou ainda que os dois rapazes, que tem 20 e 22 anos e não foram identificados, filmaram o enfrentamento com o tetraz.

Alguns moradores locais, cerca de 10 pessoas, que assistiram a morte da ave de longe avançaram sobre os rapazes e deram socos e pontapés nos assassinos do tetraz, chamando a polícia e segurando-os até a chegada das autoridades.

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Alemanha anuncia o fechamento de todas as usinas de carvão em prol do meio ambiente

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A Alemanha fechará todas as suas 84 usinas de carvão. A nação – um dos maiores consumidores mundiais de carvão – contará com energia renovável.

O anúncio foi feito no início deste ano, quando a Alemanha revelou sua luta para cumprir suas metas de emissões de dióxido de carbono (CO2). O carvão respondia por 40% da eletricidade da Alemanha no início do ano, de acordo com o Los Angeles Times.

“Esta é uma conquista histórica”, disse Ronald Pofalla, presidente da comissão de 28 membros do governo, em uma entrevista coletiva em Berlim em janeiro passado. “Foi tudo menos uma coisa certa. Mas nós fizemos isso. Não haverá mais usinas de queima de carvão na Alemanha até 2038. ”

A indústria de carvão alemã

O carvão é o maior combustível da economia da UE. A Alemanha responde pela maior parte, responsável por cerca de um terço das emissões de CO2 relacionadas à eletricidade, segundo a Carbon Brief. O país gera cerca de metade da electricidade da UE a partir de carvão castanho (lignite), que emite níveis mais elevados de CO2.

As nações que fazem uso do carbono estão sendo encorajadas a se afastar do combustível fóssil devido ao seu impacto no planeta. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump tem sido criticado por suas promessas de reviver essa indústria falida. Alguns estão agindo – em dezembro passado, mais de mil instituições globais se comprometeram a se acabar com o uso do gás, carvão e petróleo, removendo efetivamente quase 8 trilhões de dólares em apoio.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Em 2019, a produção alemã de carvão caiu em um quinto, em grande parte substituída por energias renováveis, como parques eólicos e energia solar. O vento está a caminho de se tornar a maior fonte de eletricidade do país, superando o lignite que é ambientalmente hostil. A Alemanha também prometeu fechar suas 19 usinas nucleares desde o desastre de Fukushima Daiichi em 2011. As energias renováveis serão responsáveis por 65% a 80% da eletricidade da Alemanha até 2040, segundo as autoridades.

“É um grande momento para a política climática na Alemanha que poderia tornar o país um líder mais uma vez no combate à mudança climática”, disse Claudia Kemfert, professora de Economia de Energia do DIW Berlin, Instituto Alemão de Pesquisa Econômica. “É também um sinal importante para o mundo mostrando que a Alemanha está voltando a levar a sério a mudança climática: uma nação industrial muito grande, que depende tanto do carvão, está desativando suas usinas”.

A Alemanha gastará mais de 45 milhões de dólares para mitigar as perdas nas regiões carboníferas, mas alguns acreditam que a nação não está agindo com rapidez suficiente. No fim de semana passado, ativistas do clima ficaram no caminho da entrada da usina do Bloco 9 em Mannaheim, considerada a usina mais suja do país, a Clean Techicareports. O grupo, chamado End of Terrain, atrasou o fornecimento dos novos suprimentos de carvão.

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Ministério alemão anuncia suspensão de R$ 155 milhões para proteção da Amazônia

O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha anunciou que vai suspender o financiamento de projetos para a proteção da Amazônia. O motivo é a política desastrosa de Bolsonaro e do ministro Ricardo Salles, que têm promovido um verdadeiro ataque ao meio ambiente.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A ministra responsável pela pasta, Svenja Schulze, concedeu entrevista ao jornal “Tagesspiegel” no sábado (10) e explicou que, num primeiro momento, 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 155 milhões) não serão mais investidos no Brasil. Os valores são provenientes de uma iniciativa para proteção climática do Ministério do Meio Ambiente em Berlim. Desde 2008, 95 milhões de euros (cerca de R$ 425 milhões) foram entregues ao Brasil para execução de projetos de preservação ambiental.

“A política do governo brasileiro na região amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”, declarou a ministra. Segundo ela, os investimentos poderão voltar a ser feitos apenas quando houver clareza sobre a política do governo brasileiro.

“Embora o governo do presidente direitista, Jair Bolsonaro, esteja comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e de iniciar o reflorestamento maciço, a realidade é outra”, escreveu o jornal alemão. “Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário”, completou.

“A região amazônica é amplamente utilizada para o cultivo de soja para ração animal e para criação de gado. Por volta de 17% da Floresta Amazônica desapareceu nos últimos 50 anos, alertam os pesquisadores, uma perda de 20% a 25% poderia fazer com que o pulmão verde da Terra entrasse em colapso – ameaçando transformar a região numa vasta savana”, explicou o “Tagesspiegel”.

A Alemanha é uma das apoiadoras do Fundo Amazônia, que combate o desmatamento florestal. Já foram injetados 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 245 milhões) no fundo. A suspensão de projetos abrange apenas o financiamento do Ministério do Meio Ambiente em Berlim.

A maior parte do Fundo Amazônia é financiada pela Noruega – quase 800 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 3,5 bilhões. A Alemanha é responsável por uma pequena parte dele. O recurso é destinado a ações de reflorestamento, contenção do desmatamento e apoio à população indígena.

A reportagem publicada pelo jornal alemão informou ainda que o Ministério do Meio Ambiente em Berlim defende também que a participação da Alemanha no Fundo Amazônia seja revista.


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Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News

Foto: World Animal News

Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Cachorro encontra sua tutora que não via há três anos e transborda de emoção

Foto: Kennedy News and Media

Foto: Kennedy News and Media

As imagens do vídeo abaixo mostram o momento comovente que um cão que não via sua tutora há três anos se reencontra com ela, pulando de alegria e enchendo-a de beijos.

Inu Stark se jogou cheio de felicidade sobre sua tutora, Mariana Weiss, quando ela voltou para casa depois de estudar por um período no exterior, na Alemanha.

No adorável vídeo, o rabo de Inu pode ser visto abanando freneticamente enquanto ele pula emocionado na direção da garota de 24 anos, até mesmo a derrubando em um momento, antes de rolar de costas implorando por uma deliciosa massagem na barriga.

Mariana, que é analista financeira de Curitiba, abraça e afaga o cão sem raça definida de quatro anos e chora de alegria junto com ele. Fica claro que ambos aguardaram ansiosamente por este momento.

Ela disse: “Eu esperava que ele estivesse excitado, como ele é sempre aliás, mas não tanto assim”.

“Ele definitivamente me surpreendeu. Não seu se pode ser visto no vídeo, mas eu estava chorando o tempo todo”.

“Esses animais têm um amor tão puro e desinteressado por nós que eu não poderia ter pedido um cachorro melhor, eu o amo muito.”

Mariana ligava via Facetime para sua mãe e Inu diariamente enquanto estudava Negócios Internacionais e Economia na universidade da Alemanha – e quando ela falava ao telefone com os dois, as orelhas do cachorro se levantavam e ouviam atentamente a tudo.

Seu irmão Vinicius Weiss decidiu filmar o momento especial em dezembro, antecipando que Inu ficaria animado e emocionado em se reunir com ela.

Mariana disse: “Inu sempre foi super ativo e brincalhão, meu irmão pensou – e ele estava certo que Inu ficaria louco quando me visse”.

“Meu irmão decidiu então gravar o encontro, no momento em que chegamos à garagem já podíamos ouvir Inu chorando no pátio. Eu sinceramente amo esse cachorro mais do que eu pensava ser possível”.

“Enquanto eu estava na Alemanha, eu fazia chamadas de vídeo para minha mãe todos os dias e pedia para falar com ele. Ele sempre levantava as orelhas e prestava atenção, ele reconhecia minha voz”.

“Minha mãe também me disse que ele se recusava a entrar no meu quarto a todo custo enquanto eu estivesse fora. Ele nem mesmo passava pela porta”.

“Mas no dia em que voltei, ele pulou direto para a minha cama e dormiu a tarde toda lá”.

Mariana conta que o vídeo sempre traz um sorriso, e até lágrimas de felicidade, às pessoas que o assistem.

Ela acrescentou: “Não dá pra ver no vídeo, mas meus pais estavam chorando naquele momento. Todo mundo que assiste as imagens instantaneamente começa a sorrir e a dizer como Inu estava feliz!”.

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Países que injetam verba no Fundo Amazônia são contra uso de recursos para indenizar proprietários rurais

A Alemanha e a Noruega, dois países que mais injetam dinheiro no Fundo de Preservação da Amazônia, posicionaram-se contra a intenção do governo brasileiro de usar parte dos recursos do fundo para indenizar proprietários rurais em unidades de conservação e ao aumento da participação do governo nas decisões relacionadas à aplicação da verba.

(iStock/Thinkstock)

Maior meio de transferência de recursos do mundo, entre nações, para preservar florestas, o Fundo Amazônia foi criado há mais de dez anos e depende basicamente da Noruega e da Alemanha que, juntas, são responsáveis por mais de 99% dos recursos doados, que representam mais de R$ 3 bilhões. A verba já financiou projetos de pesquisa, gerou empregos e renda na floresta, além de ter sido usada em ações de redução do desmatamento.

Os ministros do Meio Ambiente e da Secretaria de Governo apresentaram, em maio, a embaixadores da Noruega e da Alemanha, a proposta de mudança. Os embaixadores responderam ao anúncio feito pelo governo por meio de uma carta que defende o modelo atual de gestão do fundo. No documento, os embaixadores afirmaram que futuros projetos devem respeitar os acordos já estabelecidos. As informações são do Jornal Nacional.

Enviada aos ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, Santos Cruz, da Secretaria de Governo, com cópia para Tereza Cristina, da Agricultura, Paulo Guedes, da Economia, para o embaixador Ruy Carlos Pereira e para o presidente do BNDES, Joaquim Levy, a carta lembra que o principal objetivo do fundo é apoiar a redução das “emissões de gases estufa que vêm do desmatamento e da degradação da floresta”. Segundo os embaixadores, como a experiência brasileira tem mostrado, governos sozinhos não são capazes de diminuir o desmatamento.

O documento elogia a estrutura e o modelo de governança do Fundo Amazônia, no qual decisões são feitas partindo da união entre governos, empresas privadas, ONGs e comunidades locais. A carta expõe ainda a competência e a independência do BNDES na gestão do fundo e ressalta que esse modelo tem funcionado há mais de uma década.

Ainda de acordo com os embaixadores, nenhuma irregularidade foi constatada nas auditorias realizadas. Por isso, Alemanha e Noruega defendem a manutenção do BNDES na gestão do fundo e na aprovação de projetos.

Sem apresentar qualquer denúncia ou fato, o ministro Ricardo Salles criticou a gestão do fundo há cerca de um mês. Um dia antes da crítica feita por ele, a chefe do departamento de Meio Ambiente do BNDES e gestora do Fundo Amazônia, Daniela Baccas, foi afastada do cargo.

Segundo auditoria do TCU feita em 2018, a verba destinada ao fundo foi aplicada corretamente. Os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Santos Cruz, da Secretaria de Governo, não se posicionaram sobre o caso até o fechamento da reportagem.


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Justiça permite que pintinhos machos continuem a ser triturados vivos

A Justiça da Alemanha autorizou que a indústria permaneça matando milhões de pintinhos machos até que exista um método que permita diferenciar o sexo desses animais na produção de ovos em larga escala. Assim como ocorre no Brasil, o setor agropecuário alemão tritura esses animais vivos. A decisão judicial foi emitida nesta quinta-feira (13).

Foto: Pixabay

O caso foi julgado pela Corte Administrativa Federal, que analisou se seria possível continuar matando estas aves em conformidade com o primeiro artigo da lei sobre proteção animal do país, que considera que “ninguém tem o direito de infligir aos animais dores, sofrimentos, ou danos sem motivos razoáveis”. As informações são do portal O Tempo.

“A prática atual (de eliminar os pintos machos) se baseia em um motivo razoável até o surgimento, em um prazo próximo ‘a priori’, de métodos para determinar o sexo no ovo”, declarou a juíza Renate Philipp, sem levar em consideração que triturar pintinhos vivos, causando-lhes intensa dor, fere a lei de proteção animal alemã.

Para a Justiça, os interesses econômicos dos criadouros de galinhas exploradas para botar ovos são considerados prioridade. A indústria considera os pintinhos machos inúteis e caros demais para se reproduzirem e, por isso, mata 45 milhões deles por ano, de forma extremamente cruel.

Em 2013, o Ministério da Agricultura da região de Renânia do Norte-Westfália tentou proibir a matança de pintinhos, mas fracassou após criadouros acionaram a Justiça e ganharam jurisdições do estado regional e, agora, em nível federal.

Na Alemanha, o extermínio de pintinhos tem gerado polêmica. Entre as pessoas que são contrárias a essa prática cruel está a ministra da Agricultura, Julia Klöckner.

“Matar os animais depois de seu nascimento por causa de seu sexo não é possível”, disse a ministra ao jornal regional “Rheinische Post”. Segundo Klöckner, oito milhões de euros foram liberados para buscar alternativas a essa prática.
A Alemanha e a Holanda têm testado atualmente métodos de diferenciação de sexo no ovo, que permitem matar os machos antes da eclosão. No entanto, não há, ainda, como aplicá-los em larga escala.

Nota da Redação: o único caminho ético em relação a esse tema é o fim da exploração de galinhas e seus filhotes. Isso porque, além da crueldade relacionada aos pintinhos, a indústria condena, também, as galinhas a uma vida miserável. Tratadas como máquinas produtoras de ovos e não como seres vivos dignos de respeito, essas aves são exploradas a vida inteira e, muitas vezes, são mortas já exaustas e adoecidas. É comum que elas sejam mantidas em gaiolas minúsculas ou granjas superlotadas, sem espaço sequer para esticar as asas, e que tenham seus bicos cortados, sem anestesia, para evitar situações de mutilação causadas por estresse – inclusive no Brasil. Explorar galinhas, condenando-as ao sofrimento, e depois impedir o nascimento de pintinhos ou matá-los depois de nascidos, são práticas que devem ter fim em todo o mundo.

Universidade de Berlim abre primeira cantina 100% vegana

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

A Universidade de Berlim inaugura sua primeira cantina totalmente vegana, construída na universidade técnica da capital. O sindicato estudantil anunciou que o estabelecimento começou oficialmente as operações em 23 de abril.

Devido à crescente demanda por alternativas veganas nos refeitórios nos últimos anos, um local 100% baseado em vegetais foi solicitado.

A abertura do restaurante reflete um interesse crescente em comer apenas alimentos à base de vegetais na Alemanha.

Em uma pesquisa recente com 14 mil estudantes de Berlim, 13,5% disseram que eram veganos, em comparação com apenas 1,6% da população em geral.

A oferta diária da “Veggie 2.0 – a Mensa profundamente verde”, incluirá entradas, uma sopa, vários pratos principais, bem como sobremesas e bolos.

O estabelecimento também será equipado com uma fábrica de massas com paredes de vidro para a produção de massas frescas todos os dias.

Para o projeto, a antiga cafeteria da Hardenbergstrasse 34 foi convertida em cantina. Desde 2010, a FU em Dahlem tem uma cantina vegetariana (“Veggie No. 1”), à qual a organização de bem-estar animal PETA novamente premiou com quatro estrelas no ano passado em sua avaliação das cantinas mais veganas da Alemanha.

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Além disso, pelo menos uma oferta de prato vegano está disponível diariamente nas outras cantinas da Universidade de Berlim.

Mas como a cantina – conhecida comumente em alemão como “mensa” – também está aberta a membros do público, a expectativa é que o interesse se espalhe.

Jana Judisch porta-voz da Studierendenwerk Berlin, a organização estatal que rege os assuntos estudantis disse: “Esperamos 500 clientes por dia”, disse ela ao Berliner Zeitung. Cerca de 4.500 pessoas freqüentam a cantina no mesmo edifício, que serve pratos de carne e peixe – tipicamente schnitzel, linguiça e almôndegas.

Os pratos, preparados pela qualificada chef de cozinha vegana, Nicole Graf, incluem rissóis de sementes de abóbora e lentilhas e curry de mix de grãos. Não menos do que duas entradas, quatro pratos principais, uma variedade de acompanhamentos e saladas e três sobremesas estão no menu todos os dias.

“O mais interessante sobre a culinária vegana é que há muito para descobrir, estou aprendendo o tempo todo e aqui podemos experimentar coisas novas”, disse a chef.

A cantina não é a primeira na Alemanha – Nuremberg abriu uma para estudantes em 2017, mas em uma escala muito menor. Os criadores do Veggie 2.0 disseram que terão prazer em compartilhar suas ideias e descobertas com outras iniciativas semelhantes.

Empresa alemã oferece cruzeiros veganos pelo mundo

                  Foto: Facebook / Vegan Travel

Já existem hotéis e resorts 100% veganos em todo o mundo mas agora, os viajantes também podem optar por uma aventura em alto mar totalmente livre de crueldade animal.

A empresa alemã Vegan Travel organizou o primeiro cruzeiro vegano do mundo, que partiu de Londres para a Noruega em 2017, com mais de 1800 passageiros a bordo. Depois disto, ela opera cruzeiros a partir de vários destinos internacionais a cada ano.

Os cruzeiros programados para este ano incluem um cruzeiro de 7 noites pelo Rio Rhone no Sul da França, um cruzeiro de 7 noites no fiorde do Chile, um cruzeiro de 7 noites ao longo do Delta do Mekong do Camboja ao Vietnã e um cruzeiro de 6 noites cruzeiro da Hungria para a Alemanha.

Os cruzeiros da Vegan Travel garantem que a comida, os coquetéis e até os produtos de higiene pessoal são veganos. A empresa leva inclusive um de seus chefs veganos da Europa a bordo do navio para trabalhar com a tripulação dos navios de cruzeiro, já que eles normalmente não são treinados em culinária vegana. As informações são da Vegan News.

Dirk Bocklage, ex-diretor de cruzeiros, disse à Forbes que acredita que há uma grande demanda por viagens veganas, e viajantes não-veganos também estão interessados ​​em experimentar um cruzeiro vegano.

“O primeiro cruzeiro vegano que fizemos teve apenas alemães a bordo. Agora, há 50% de hóspedes que falam inglês da América, Reino Unido e Austrália.”

Foto: Facebook / Vegan Travel

Bocklage acrescentou que sua empresa vê entre 90 a 95% de taxa de ocupação para cada cruzeiro.

A Vegan Travel espera poder usar navios ecologicamente corretos que funcionam com eletricidade ou gás no futuro, mas, por enquanto, eles só fretam embarcações que não utilizam combustíveis pesados ​​para minimizar seu impacto ambiental.

Alemanha fecha sua última fazenda de extração de peles de animais

De acordo com informações da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), a Alemanha fechou a sua última fazenda de extração de peles de animais. A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Oposição à indústria de peles está crescendo no mundo todo (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022. No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles está definitivamente banida do país.

A decisão já era bastante esperada, considerando que a Lei de Bem-Estar Animal criada em 2009 deu um prazo de dez anos de transição para quem atua ou atuava nesse ramo. Agora, quem for flagrado insistindo nesse mercado vai responder criminalmente.

“A imposição da proibição é o resultado bem-sucedido de uma década de luta decisiva e persistente de cidadãos, especialistas e ativistas dos direitos animais”, informou a organização Fur Free Alliance, lembrando que a indústria de peles fez lobby para reverter a proibição, mas ainda assim foi derrotada.

Esta semana a fotojornalista Jo-Anne McArthur lançou o documentário “The Farm in My Backyard”. Com duração de pouco mais de 15 minutos, o filme mostra os impactos éticos e ambientais da criação de animais silvestres com a finalidade de extrair suas peles e comercializá-las.

Segundo o documentário, é importante que o público saiba que além do mal causado aos animais, a cadeia que envolve a produção de artigos baseados em peles também prejudica os ecossistemas ao interferir no ciclo de vida dos animais silvestres.

“The Farm in My Backyard” tem como mote a realidade da Nova Escócia, no Canadá, onde quem atua no mercado de peles se recusa a migrar para outra atividade. E para piorar, a prática tem o apoio do governo da província.