Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

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A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Regras rigorosas para adoção evitam abandono de animais na Alemanha

Ao contrário do Brasil, na Alemanha é comum ver apenas animais acompanhados dos tutores na rua, em ônibus, trens, bares, restaurantes e lojas. No país, é praticamente impossível que um gato ou cachorro viva em situação de rua, como acontece no território brasileiro.

Foto: Clara Rechenberg/Tierheim Berlin/Divulgação

Em Berlim, capital do país, o maior abrigo da Europa estabeleceu regras rigorosas para coibir o abandono. No local, vivem cerca de 1,4 mil animais, que são cuidados por aproximadamente 170 funcionários e mais de 800 voluntários. O Tierheim Berlim é mantido pela ONG Federação pelo Bem-Estar Animal na Alemanha e sobrevive de doações. Para manter os animais, são gastos 9 milhões de euros por ano – o correspondente a R$ 40 milhões.

“Quem escolhe adotar aqui precisa preencher uma longa ficha sobre a sua vida. Depois, o animal passa uma semana na casa da pessoa, em uma espécie de teste. Nós também fazemos visitas regulares à casa dos adotantes”, explica Julia Sassenberg, representante do abrigo. As informações são do G1.

Os cuidados, segundo Julia, são para a vida inteira do animal. “Ninguém pode vender ou abandonar um cachorro ou gato adotado aqui. Se por algum motivo a pessoa não quiser mais ficar com o bichinho precisa trazê-lo para nós. Quando o animal morre, também temos que ser comunicados”, explica.

Foto: Clara Rechenberg/Tierheim Berlin/Divulgação

O Tierheim Berlin abriga cães, gatos, coelhos, pássaros, porcos, cabras, ovelhas e alguns tipos de répteis. Muitos deles, porém, não são disponibilizados para adoção. O local recebe animais abandonados na Alemanha e também que chegaram ao país vindos do leste europeu, atravessando a fronteira ilegalmente.

Ao adotar um animal na Alemanha, o tutor precisa registrá-lo junto ao governo. Assim, o animal recebe um microchip e uma documentação vinculada ao tutor. Para viajar entre países da União Europeia, por exemplo, ele precisa ter até passaporte.

Além disso, animais alemães também pagam imposto anual. O valor varia de cidade para cidade. Em Berlim, os tutores pagam 120 euros anuais – o equivalente a cerca de R$ 531 – para o primeiro cachorro e 180 euros – aproximadamente R$ 797 – para os demais animais.

Criador de porcos é sentenciado a três anos de prisão por crueldade contra animais

Foto: Global News/Reprodução

Foto: Global News/Reprodução

Um proprietário de uma fazenda de criação de porcos foi condenado sexta feira última (15), pela acusação de crueldade contra animais na Cidade de Ulm na Alemanha. A sentença foi de 3 anos de prisão.

As condições de imundice e maus-tratos em que os animais viviam nos estábulos da propriedade do homem, em Merklingem, foram denunciados às autoridades por uma ONG de bem-estar animal que foi até o local e coletou provas em fotos e vídeos.

Centenas de porcos foram encontrados mortos ou tiveram que ser sacrificados, por orientação das autoridades veterinárias, em função da gravidade dos ferimentos que apresentavam, isso tudo serviu de base para a decisão no julgamento. O juiz classificou o local como “um inferno animal em massa”.

No geral, foram encontrados nos estábulos mais de 1.600 porcos. Dois dos animais que já foram encontrados mortos tinham ferimentos correspondentes a marretadas na cabeça e 56 aguardavam o mesmo destino. Esse método é empregado pelos criadores por ser “mais barato” que gastar com munição e armas.

Ativistas pelos direitos animais chamaram o veredito de histórico. “Pela primeira vez, um detentor de animais em nível industrial foi condenado na Alemanha por crueldade e sentenciado com a prisão”, disse o fundador e presidente da Associação de Soko Tierschutz, Friedrich Mülln.

“Finalmente, um juiz ousou quebrar um tabu em relação às más práticas utilizadas pela indústria de criação de animais, e puniu com cadeia o crime, criando um precedente importante.”

As condições no estábulo da fazenda de criação de animais foram reveladas em 2016 pela Associação de Ativistas que filmou o local. O proprietário os processou por invasão de território, porém após o pagamento de uma multa de 100 euros o processo foi encerrado.

Os estábulos foram fechados. Os produtos comercializados pelo criador estavam anteriormente nos mercados da UE (União Europeia) com uma variedade de rótulos, por exemplo, com “qualidade made in Baden-Württemberg”, ou “produzidos com bem-estar animal”.

Estudo científico condena a exploração de baleias e golfinhos em cativeiro

Foto: Reprodução/WAN

Foto: Reprodução/WAN

De acordo com um relatório produzido pelo Animal Welfare Institute (AWI) e WorldAnimal Protection (WAP) a situação dos mamíferos marinhos em cativeiro esta mudando, mas operações de captura ao vivo, shows itinerantes com golfinhos, mares poluídos e mortes de animais desnecessárias continuam a manchar a indústria exploratória desses animais em todo o mundo, especialmente na Ásia.

A quinta edição do relatório “O Caso Contra Mamíferos Marinhos em Cativeiro”, divulgada na conferência da ITB em Berlim (Alemanha), pretende ser material de referência para aqueles que desejam entender porque é inaceitável confinar e explorar mamíferos marinhos em exibições públicas e entretenimento.

Citando evidências científicas sólidas e argumentos éticos, o relatório de 156 páginas investiga a realidade dos bastidores de zoológicos, aquários e parques temáticos marinhos que exibem esses animais, que apesar de garantirem a “segurança e conforto” das instalações, não fornecem informações essenciais ou mesmo precisas a respeito dos recursos de conservação ou educacionais. Mamíferos marinhos sofrem problemas de saúde física e mental como consequência do confinamento em tanques pequenos. A falta de avaliação científica aprofundada e rigorosa sobre o bem-estar desses animais em cativeiro usados nessas operações é uma questão de preocupação global.

“Mamíferos marinhos simplesmente não podem ser mantidos em cativeiro”, disse a dra. Naomi Rose, principal autora do relatório e cientista especializada em mamíferos marinhos da AWI, em um comunicado. “Quase todas as espécies de mamíferos marinhos são predadores de grande alcance e o melhor que esta indústria exploratória faz por eles são tanques de concreto ou pequenos currais marítimos cercados”.

A quinta edição deste relatório – produzido pela primeira vez em 1995 – é especialmente oportuna considerando o recente anúncio feito pelo Dolphinaris Arizona de que encerraria seu show com golfinhos depois que quatro golfinhos morreram em menos de 18 meses. Desde a publicação da última edição em 2009, a controvérsia sobre os mamíferos marinhos em cativeiro se intensificou, em grande parte devido a documentários de alto impacto como “The Cove” e “Blackfish”, garantindo que cada nova proposta para construção de um dolphinário em todo o mundo terá que lidar com maior escrutínio e ceticismo.

“Uma vida em cativeiro para mamíferos marinhos, como os golfinhos, é tão contrária ao seu ambiente natural – que simplesmente não pode ser chamada de vida”, disse Nick Stewart, líder global da campanha sobre turismo na vida selvagem na World Animal Protection. “Os turistas e a indústria global de viagens criam e fornecem demanda por instalações com mamíferos marinhos em cativeiro existentes e novas, e é por isso que escolhemos lançar o relatório em um dos maiores shows de viagens do mundo. Os argumentos e evidências do sofrimento estão aqui em linguagem simples para as empresas de viagens verem”, declara ele.

Outros pontos em destaque do relatório:

• Embora esteja ocorrendo uma mudança de paradigma, com muitos países proibindo a exibição ou criação de cetáceos para entretenimento, ou proibindo e restringindo o comércio de cetáceos vivos, a captura ao vivo de mamíferos marinhos na natureza, particularmente os cetáceos, continua. Os pontos altos de captura em 2019 são a Rússia (belugas e orcas) e o Japão (várias espécies de golfinhos). O principal mercado hoje é a China, onde o número de parques temáticos de vida marinha saltou de 39 em 2015 para 76 no início de 2019.

• Considera-se que os cativeiros marinhos (cercados) de golfinhos na Ásia e no Caribe correm um risco extremo de serem atingidos por furacões e tsunamis. Sua construção também degrada o habitat da costa, destruindo mangues e danificando os recifes de corais. Várias instalações desse tipo foram severamente danificadas durante a temporada de furacões de 2017 no Caribe.

A principal preocupação em relação aos mamíferos marinhos mantidos em cativeiro é a natureza artificial e estéril do ambiente, particularmente a quantidade de espaço fornecido. Na natureza, os cetáceos podem viajar 40-100 milhas por dia cerca de (64 a 160 km), atingir velocidades de 30 milhas por hora (cerca de 48km/h) e mergulhar centenas de metros de profundidade. Mesmo nas maiores instalações, os cetáceos recebem menos de um décimo de milionésimo de 1% do seu habitat natural. Um estudo de 2014 descobriu que uma orca macho em cativeiro passou quase 70% do seu tempo totalmente imóvel. No entanto, os padrões globais para o tamanho do cativeiro não foram revisados ou melhorados.

• As condições inadequadas em que são mantidos os mamíferos marinhos em cativeiro dão origem a uma infinidade de impactos negativos sobre o seu bem-estar. A maioria deles é um predador de larga escala – o confinamento em pequenos tanques ou cercados os leva ao estresse, o que, por sua vez, leva a vários problemas de saúde, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade.

• Golfinhos nariz-de-garrafa enfrentam um aumento seis vezes maior no risco de mortalidade imediatamente após sua captura na natureza e transferência entre as instalações. As taxas anuais de mortalidade de orcas diminuíram ao longo dos anos, mas ainda não correspondem as populações saudáveis na natureza.

• A preocupação com a segurança e o bem-estar dos golfinhos tem levado várias empresas de turismo, incluindo o TripAdvisor e a Virgin Holidays, a acabar ou restringir a promoção de atrações envolvendo nado com golfinhos. Esses animais belos, inteligentes e únicos jamais vão se adaptar ao cativeiro e mantê-los dessa forma é um crime contra a natureza.

Cadela de família que devia impostos é vendida por fiscais na Alemanha

Fiscais da cidade de Ahlen, na Alemanha, cobraram uma dívida de impostos levando uma cadela da família inadimplente e vendendo-a na internet. De acordo com os jornais, a ideia inicial era confiscar uma cadeira de rodas de um membro da família, que era o item mais valioso da casa, mas por fim a cadela, da raça pug, acabou sendo levada.

Foto: BBC News Brasil/Getty Images

Edda, como é chamada, foi colocada à venda no site eBay por 750 euros, o equivalente a R$ 3,2 mil – metade do valor normalmente pago por um cão desta raça na Alemanha. A pessoa que a comprou, inclusive, suspeitou do preço baixo e ligou para o número do anúncio. Ao ser atendida por um funcionário da prefeitura, a policial Michaela Jordan recebeu a explicação de que a cadela havia sido vendida por aquele valor por ter sido retirada de uma família que devia dinheiro à cidade. As informações são do F5, da Folha de S. Paulo.

A cadela foi vendida como um animal saudável. Jordan, no entanto, descobriu que ela tem problemas de saúde. Desde que foi comprada, em dezembro, ela passou por quatro cirurgias devido a problemas oculares, incluindo uma operação de emergência no Natal. Pelos procedimentos, a nova tutora de Edda pagou cerca de 1.800 euros – o equivalente a R$ 7,7 mil. Jordan pede, agora, que o município a indenize.

A venda da cadela, no entanto, fez com que os filhos da antiga tutora de Edda sentissem saudade do animal. “A forma como acabou foi totalmente errada”, disse a primeira tutora da cadela. Ao jornal local Ahlener Tageblatt, ela afirmou que um oficial de justiça e dois fiscais da prefeitura estiveram na casa dela em novembro em busca de objetos com valor correspondente à dívida dela com a cidade.

Segundo ela, os fiscais apenas não levaram a cadeira de rodas de um dos moradores da casa porque o item não pertence à família, já que é de propriedade do seguro de uma associação de trabalhadores. Diante disso, resolveram levar Edda.

A antiga tutora afirma que sabe “que Edda está em boas mãos”, mas lamentou a falta que a cadela faz. Um porta-voz do município disse que levar o cachorro da família para quitar dívidas “não é o procedimento padrão”.

Nota da Redação: a ANDA repudia a atitude dos fiscais por entender que animais não podem ser tratados como objetos passíveis de venda. É inaceitável que uma ação que foi em busca de itens valiosos para abatimento de dívida termine com a comercialização de um ser vivo. Os animais devem ser respeitados como sujeitos de direito e não podem, em hipótese alguma, ser reduzidos a condição de mercadoria.

Rata obesa fica entalada em bueiro e é salva por bombeiros na Alemanha

Uma rata ficou entalada na tampa de um bueiro de esgoto em Bensheim, na Alemanha. O caso comoveu uma garota que encontrou o animal em apuros. Uma equipe de resgate foi acionada e, com a ajuda dos bombeiros, salvou a rata.

Foto: BERUFSTIERRETTUNG RHEIN NECKAR

“Ela tinha engordado no inverno e ficado presa pelo quadril, não tinha como sair ou voltar”, disse à imprensa local Michael Sehr, especialista em salvamento de animais, que participou do resgate. As informações são da BBC.

Após algumas pessoas questionarem os esforços feitos para salvar a rata, Sehr respondeu que “mesmo os animais que são odiados por muitos merecem respeito”.

Quando os bombeiros chegaram ao local, Sehr já estava lá, mas não conseguia libertar a rata. Os bombeiros, então, levantaram a tampa do bueiro e o voluntário soltou o animal, que foi libertado diretamente no esgoto de onde havia vindo.

Foto: BERUFSTIERRETTUNG RHEIN NECKAR

O caso foi divulgado no Facebook e comoveu internautas, que parabenizaram a ação dos bombeiros e dos voluntários de resgate.

A garota que encontrou a rata presa ao bueiro fez um desenho do animal cercado por corações e entregou para Sehr.

Após morte de cachorro, tutor funda cemitério para animais na Alemanha

Após a morte de um cachorro, Ralf Hendrichs decidiu fundar um cemitério para animais na Alemanha. O local, administrado por ele há 16 anos, foi construído em um grande terreno após Hendrichs descobrir que, após deixar o corpo do seu cachorro em uma clínica veterinária, ele foi triturado. Na busca por um destino melhor para os animais após a morte, ele criou o cemitério de Tierhimmel, o único na Alemanha que propõe enterros e cremações para animais e também oferece apoio psicológico para os tutores.

Túmulo de animal no cemitério de animais de Tierhimmel – AFP

“Muitas vezes vemos cenas muito tristes aqui”, reconhece Hendrichs. “As pessoas choram muito […] entram em choque e às vezes têm ideias suicidas”, completa. As informações são da AFP.

Com 10 mil m², o cemitério localizado em Teltow, ao sul de Berlim, oferece lenços de papel, disponíveis em todos os locais do estabelecimento, para os tutores. Na chamada “sala silenciosa”, fotos dos animais que partiram são colocadas na parede.

Quando é preciso, o cemitério também oferece ajuda aos tutores. “O trabalho de acompanhamento no luto é imenso. É preciso ouvir e levar as pessoas a sério”, explica Hendrichs. “Temos uma veterinária com formação em psicologia que organiza discussões em pequenos grupos”, explica.

De acordo com o dono do cemitério, o cachorro ou gato que divide a vida com uma família não é apenas um animal, “mas um companheiro, um membro da família”, que merece ser enterrado com “dignidade”.

“Enorme vazio”

Tutor do gato Hiro, Sebastian Oehlandt, de 27 anos, vai três vezes na semana ao cemitério para visitar o túmulo do animal, que o “acompanhou por quase 15 anos”.

“De repente, houve um enorme vazio”, conta Oehlandt, que é tutor de outro gato.

O vazio também é sentido por Karla Lemke, de 63 anos, que perdeu um cachorro da raça pinscher. O túmulo do animal é o mais decorado e colorido do cemitério. “Há 14 meses ele morreu. Venho aqui todos os dias, duas vezes por dia”, diz.

Censo animal

Os lares alemães contam atualmente com 34,3 milhões de animais domésticos. Cerca de metade das casas tem um animal, em comparação com um terço há 10 anos.

“Um animal doméstico como companheiro social, sobretudo para os solteiros, é cada vez maior em nossa sociedade”, afirma o presidente da IVH Georg Müller em um estudo.

Os serviços prestados pelo cemitério aumentaram de 120, no primeiro ano, para mais de 4 mil atualmente – sendo 3,5 mil cremações e 500 enterros.

Para ter um túmulo individual no cemitério é preciso pagar 180 euros por dois anos renováveis. A cremação custa de 105 a 370 euros, dependendo do peso do animal. O local vende também urnas e objetos personalizados, como a pegada da pata do animal em gesso, um medalhão com cinzas e até um diamante sintético criado a partir das cinzas do animal morto – o último, vendido a partir de 2.500 euros. “Assim, os tutores podem ter seu ex-parceiro sempre perto”, diz Hendrichs.

O sonho de Hendrichs é fundar um cemitério no qual as cinzas dos animais e dos tutores possam ser enterradas juntas. “Temos muitos pedidos há anos”, concluiu.

Documentário vegano será lançado internacionalmente essa semana

O documentário vegano “The End of Meat” será lançado mundialmente essa semana.

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Depois de estreias altamente bem-sucedidas em Nova York e Los Angeles, o documentário inovador que prevê um futuro em que o consumo de carne pertence ao passado estará disponível internacionalmente em 25 de janeiro.

“The End of Meat” foi apresentado para uma platéia de 250 pessoas no Angelika Film Center, em Nova York no final de agosto do ano passado. De acordo com o organizador do evento, o filme atraiu grande interesse e as pessoas continuaram a entrar em contato para comprar ingressos, apesar das apresentações terem esgotado.

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Em 30 de agosto, o filme fez sua estréia na costa oeste em Los Angeles, com celebridades veganas de alto perfil como Moby e Tony Kanal, baixista da banda americana de rock No Doubt, presentes.

“Até agora, o filme foi muito bem recebido internacionalmente e as pessoas parecem apreciar a nova perspectiva de um mundo pós-carne e as seus enormes benefícios”, Pierschel disse ao Live Kindly.

“The End of Meat” imagina um mundo onde comer animais é coisa do passado. Através de entrevistas com inovadores do movimento de comida vegana alemã, líderes e ícones do movimento de santuários , e outros, Pierschel mostra como e por que mais pessoas mais do que nunca estão escolhendo se abster de produtos de origem animal.

Foto: Instagram

De acordo com um relatório divulgado pela empresa global de pesquisa de vendas Nielsen, as vendas de alimentos veganos chegaram a US $ 3,3 bilhões em 2017, representando o início de uma mudança mundial nos hábitos alimentares. Outra pesquisa mostra que o país natal de Pierschel, a Alemanha, liderou o caminho para o lançamento de novos produtos veganos entre julho de 2017 e junho de 2018, especialmente notável em um país famoso por seus pratos pesados .

Você pode pré-encomendar “The End of Meat” on-line . Nos EUA, Canadá, Alemanha, Áustria e Suíça, o filme está disponível em diversas plataformas de streaming, incluindo iTunes, Vimeo e Amazon Prime.

Otto sentado na neve

Urso resgatado aproveita o inverno em seu novo lar na Alemanha

Um urso chamado Otto passou a ser conhecido como um indivíduo alegre e brincalhão desde que foi resgatado de um cativeiro de concreto pela Four Paws International em 2006 e levado a um santuário na Alemanha.

O comportamento naturalmente expressivo de Otto imediatamente sugeriu que ele estava admirado com o novo ambiente no Bear Sanctuary Müritz na Alemanha.

dois ursos deitados na floresta

Foto: Four Paws Sanctuary

Otto e seu amigo Mascha, que dividiram sua jaula e foram resgatados com ele, exploraram sua nova casa juntos, descansando no chão da floresta e nadando nas lagoas luxuriantes. Mas quando chegou o primeiro inverno de Otto no santuário, ele ficou claramente perplexo.

Ursos que são mantidos em circunstâncias antinaturais, como Otto estava antes de seu resgate, muitas vezes perdem seus instintos naturais que lhes dizem que uma queda nas temperaturas significa tempo de hibernação.

Então, quando a neve caiu e chegou o característico frio europeu, Otto tentou descobrir a melhor maneira de atravessar o inverno como o resto de nós. Uma foto tirada do urso resgatado mostra uma de suas soluções inovadoras: afundar na neve fofa debaixo de um raio de sol.

Otto sentado na neve

Foto: Four Paws Sanctuary

“Ele está apenas criando uma cama confortável para aproveitar os raros raios de sol nos dias de inverno”, escreveu Four Paws no Facebook.

Desde então, Otto aprendeu a hibernar, passando o inverno como um urso deveria.

Audiência do caso de crueldade contra macacos explorados em testes é suspensa

Na Alemanha, um processo judicial de crueldade animal contra funcionários do Instituto Max Planck de Cibernética Biológica (MPI) foi suspenso. Os pesquisadores do MPI foram acusados ​​de causar sofrimento a três macacos durante a pesquisa que aconteceu em 2014.

um macaco ensanguentado e encolhido no canto de uma cela

Foto: Cruelty Free International e Soko Tierschutz

Processos criminais foram lançados pelo gabinete do procurador estadual, mas de acordo com a Cruelty Free International, o tribunal distrital de Tübingen anunciou que houve um acordo de um pagamento em dinheiro no valor de quatro a cinco dígitos em vez do julgamento.

As acusações tinham seguido uma investigação secreta conjunta sobre o MPI pela Cruelty Free International e pela organização de bem-estar animal alemã Soko Tierschutz, revelando que os macacos foram submetidos a grandes cirurgias na cabeça, privação de água e contenção física.

“Estamos extremamente desapontados pelo fato da audiência ter sido suspensa e as alegações de crueldade contra animais não serem abordadas agora”, disse a Dra. Katy Taylor, diretora de Ciência e Assuntos Regulatórios da Cruelty Free International – que agora está pedindo pela divulgação de um relatório preparado pela Universidade de Bochum, que foi apresentada pelo advogado de defesa dos pesquisadores.

“Durante nossa investigação no Instituto Max Planck, ficamos chocados com o nível de sofrimento a que os macacos foram submetidos. Os macacos são animais inteligentes e sociais e é absolutamente terrível para eles serem tratados dessa maneira.”

MPI disse que havia acabado com a exploração de macacos nesses experimentos em 2017.