Campanha mundial vai promover os benefícios do leite vegetal

Por Rafaela Damasceno

Desde 2017, o dia 22 de agosto vem sendo o Dia Mundial do Leite Vegetal. A iniciativa foi idealizada por um ativista vegano e co-fundador do Plant based News, Robbie Locke. Ela se tornou possível devido a colaboração da organização internacional de conscientização alimentar Proveg.

Um cartaz da campanha incentivando o dia mundial do leite vegetal

Foto: PBN

Depois de ver a indústria de laticínios celebrando o Dia Mundial do Leite, Locke decidiu criar uma data para destacar os benefícios do leite vegetal.

Milhões de pessoas de todo o mundo estão optando por bebidas vegetais. Entre as razões para se fazer isso estão: salvar o planeta, melhorar a saúde e ajudar a impedir a exploração das vacas na indústria dos laticínios.

A indústria dos laticínios é uma das maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A produção do leite também exige muita terra e água, excedendo recursos naturais.

O leite também interfere diretamente na saúde humana. Diversos estudos comprovam que o consumo de produtos lácteos pode causar diarreias, dores musculares e articulares, dores de cabeça, acne, até mesmo depressão.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, a indústria de laticínios causa a morte das vacas. Elas são engravidadas forçadamente, depois separadas de seus filhotes. A prática é extremamente traumática para a mãe e seu bebê.

Essas razões – e muitas outras – influenciam nas escolhas alternativas das pessoas. Por isso os restaurantes e mercados estão oferecendo cada vez mais opções de leite vegetal.

O Dia Mundial do Leite Vegetal lançará uma campanha chamada Desafio dos 7 Dias Livres de Leite. A iniciativa de uma semana incentiva as pessoas a se afastarem dos produtos lácteos.


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Pesquisadores desenvolvem clara de ovo à base levedura de cerveja

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Pesquisadores da startup holandesa FUMI desenvolveram uma alternativa baseada em vegetais para claras de ovos utilizando resíduos de levedura usada de cervejarias locais.

O produto livre de animais, criado por Edgar Suarez Garcia e Corjan van den Berg durante um projeto de quatro anos na Universidade de Wageeningen, possui funcionalidades “muito comparáveis” a da clara de ovo segundo seus criadores.

Poder excepcional de formar espuma

“Nosso produto rico em proteínas pode ser usado para fazer merengues, mostrando seu excepcional poder espumante”, afirma o site da FUMI.

“As proteínas FUMI apresentam um excelente comportamento de gelificação (proteína aglutinadora) e são capazes de formar géis de calor, que são semelhantes às proteínas de clara de ovo.”

“Um passo enorme”

A dupla também observou uma “redução extrema nas emissões de CO2” em comparação com os ovos de galinha – afirmando que 4 kg de CO2 são emitidos para cada quilograma de clara de ovo que é produzida.

“Se você comparar isso com o nosso processo, você alcançará mais de 95% de redução de CO2 equivalente. É um passo enorme”, disse van den Berg à Food Navigator.

Ele também sugeriu que várias empresas estavam interessadas no produto da FUMI – acrescentando: “Se você olhar para o mercado holandês de produtos que representam alternativas à base de vegetais, estamos em contato com mais da metade de todos os produtores”.

Aquafaba

No ano passado, a antiga marca de laticínios, Elmhurst, lançou um substituto vegano ao ovo de galinha feito a partir de aquafaba – a água viscosa que sobra do cozimento de grão-de-bico.

A inovadora culinária Cheryl Mitchell, Ph.D disse ao VegNews: “Com nosso foco em alimentos vegetais mais sustentáveis, parecia natural procurar uma fonte primária de alimento como solução: grão-de-bico.

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Amigos criam método livre de crueldade para a prática de laçar bois

Por Rafaela Damasceno

Laçar bois é uma prática comum e considerada um esporte. Infelizmente, os animais são machucados e maltratados em nome do entretenimento cruel. Buscando reproduzir a paixão pelo esporte, sem causar dano aos animais, um grupo de amigos teve a ideia de criar uma alternativa livre de crueldade.

Um boi de madeira sendo laçado

Foto: Reprodução/Internet

O 1° Circuito Laço do Boi Parado estreou na Praça de Eventos Leandro Corrê, na cidade Terenos (MS), no último domingo (4). A festa foi minuciosamente planejada, e a organização levou cerca de sete meses até finalmente ser anunciada. A competição laço de boi parado, que consiste em laçar um boi de madeira, pôde ser disputada por pessoas de todas as idades.

As regras básicas são laçar perfeitamente o boi de madeira a uma distância de três metros. Os vencedores receberam prêmios, mas o importante é a diversão, segundo o Campo Grande News.

Os três finalistas ganharam um cavalete personalizado, onde poderão continuar praticando. Segundo os organizadores da festa, o evento resgata a paixão pelo esporte, sem maltratar os animais.


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Mudanças climáticas prejudicam indústria de sorvetes veganos

Por Rafaela Damasceno

Os sorvetes veganos são um produto em alta. Infelizmente, tempestades cada vez mais violentas no sudeste da Ásia ameaçam um de seus melhores ingredientes: o coco.

Um homem mexendo em caixas cheias de coco

Foto: Dario Pignatelli

Grande parte da fruta vem da região, que enfrenta um aumento na frequência e intensidade das tempestades por causa do aquecimento dos mares. A cremosidade natural do coco é considerada uma das melhores maneiras de substituir os laticínios, e os produtores de sorvetes veganos estão agora em busca de outras alternativas.

“Continuaremos apoiando os produtores de coco e as comunidades durante todo o tempo que pudermos, mas percebemos que há uma ameaça climática séria nessas áreas”, declarou Kim Gibson Clark, diretora da Coconut Bliss, empresa americana produtora de sorvete vegano.

Os sorvetes sem produtos de origem animal estão em ascensão, considerando que a demanda por alimentos veganos está aumentando cada vez mais. Os produtos baseados em vegetais são mais saudáveis, além de causarem menos dano ao meio ambiente (os produtos de origem animal emitem uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera).

Em 2018, 29 tempestades tropicais atingiram o noroeste do Oceano Pacífico, acima da média anual de 26, segundo a Divisão de Pesquisa de Furacões dos Estados Unidos.

A Coconut Bliss usa o coco como base de seus sorvetes desde 2005. Entretanto, com a ameaça da perda do produto, começou a desenvolver um leite à base de vegetais que seja mais denso.

“Há um desafio pela frente”, disse Tyler Malek, co-fundador da Salt & Straw, empresa de sorvete que vende produtos veganos. “Mas talvez isso seja uma porta de entrada para experimentos divertidos no futuro”, concluiu, otimista.


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Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitas vezes

Por Rafaela Damasceno

Na realidade atual, muitos plásticos não podem ser reciclados de maneira eficaz. Como consequência, são descartados indevidamente e acabam em aterros sanitários ou nos oceanos, onde representam uma séria ameaça ao meio ambiente e à vida marinha.

Um macaco segurando uma garrafa de plástico

Foto: Livekindly

Recentemente, pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram o que parece ser a solução.

Eles projetaram uma nova forma de plástico, chamada polydiketoenamine (PDK). Ele se decompõe em nível molecular, pode ser desmontado e remontado de maneiras diferentes, com texturas e cores distintas. Esse processo pode ocorrer infinitas vezes, o que anima os cientistas com a possibilidade de ser devidamente reciclado, e não descartado na natureza.

“A maioria dos plásticos não foi feita para ser reciclada”, afirmou à Forbes o principal autor do projeto, Peter Christensen. “Nós descobrimos uma maneira de juntar o plástico levando em conta a reciclagem de uma perspectiva molecular”.

A poluição plástica é um dos maiores problemas da atualidade. Estima-se que, em 2050, haverá mais lixo plástico no mar do que peixes. Diversos países estão se movendo para tentar diminuir a poluição: o Panamá, recentemente, se tornou o primeiro país da América Central a banir as sacolas plásticas, e o Canadá declarou que irá impor uma proibição do uso único do material até 2021.

“Esse é o momento exato para pensar em projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir a reutilização do plástico”, afirmou Brett Helms, o líder da equipe de pesquisa.

Os pesquisadores planejam incorporar materiais a base de plantas no PDK futuramente, tornando o novo plástico ainda mais sustentável.


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Consumidores de carne de origem animal estão migrando para os hambúrgueres veganos

Foto: Istock

Foto: Istock

Uma nova pesquisa recentemente divulgada no Estados Unidos mostra que consumidores tradicionais de carne de origem animal foram responsáveis pelo consumo de 216 milhões de hambúrgueres este ano, representando 95% de todos os pedidos.

Duzentos e vinte e oito milhões de hambúrgueres foram encomendados em restaurantes de fast food, um aumento de 10% em relação ao ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado NPD Group. Os hambúrgueres de carne bovina ainda são o pedido mais popular, mas o crescimento dos hambúrgueres veganos é estável. Cerca de 18% dos consumidores adultos dizem que estão tentando comer mais alimentos à base de vegetais, enquanto 60% declararam que querem comer mais proteína.

A crescente popularidade dos hambúrgueres vegetais é atribuída ao aumento da disponibilidade em cadeias de fast food como Burger King, White Castle e Carl’s Jr. O White Castle lançou o Impossible Burger no verão passado, enquanto Whoppers, que não usa carne, estará nos cardápios do Burger King em todo o país até o fim do ano. Carl’s Jr. lançou o Beyond Burger no início deste ano.

Quem está dirigindo o mercado de comida vegana? 

A comida vegana não é mais uma representação da contracultura hippie – celebridades como Snoop Dogg, a estrela da NBA Kyrie Irving, Jaden Smith e o líder do Black Eyed Peas will.i.am todos promoveram os hambúrgueres sem carne. Os analistas observaram que, embora os veganos e vegetarianos estejam comprando hambúrgueres veganos, eles não são a força motriz por trás do crescimento do mercado.

“Os hambúrgueres à base de vegetais permitem que os consumidores substituam os de origem animal sem sacrifício. Eles tem a mesma experiência de comer “hambúrgueres tradicionais” enquanto atenuam sua necessidade de mais preocupações sociais e de proteína “, disse Darren Seifer, analista do setor de alimentos e bebidas da NPD, em um comunicado. Os consumidores americanos não desistiram dos hambúrgueres, mas estão dispostos a misturar as coisas de vez em quando”.

Os resultados refletem as tendências de estudos anteriores. De acordo com a Dining Alliance, a maior organização de compras de restaurantes nos EUA, as vendas de carne vegana aumentaram 268% no ano passado, principalmente devido a opções mais realistas da Beyond Meat e da Impossible Foods.

Supermercados estão mostrando uma tendência similar. Um estudo da DuPont Nutrition revelou que 65% dos consumidores estão comprando alimentos à base de vegetais em uma tentativa de adotar hábitos alimentares flexitários.

“Há uma mudança sísmica nos hábitos alimentares em todo o mundo, criando uma oportunidade de mercado significativa. Mais importante, nossa pesquisa revela que, para a maioria dos consumidores, isso foi além da experimentação e se transformou em uma mudança permanente causada por fatores sociais, estilo de vida e saúde ”, disse Greg Paul, líder de marketing da indústria de bebidas da DuPont Nutrition & Health.

A Beyond Meat – que comercializa o Beyond Burger ao lado do hambúrguer de carne de origem animal em alguns supermercados, diz que 93% dos clientes produtos baseados em vegetais são onívoros.

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Rede de fast food sueca lança a sua própria imitação de carne

David Arioch

“Desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne” (Foto: Divulgação/Max Burgers)

Com 135 unidades na Escandinávia, a rede de fast food sueca Max Burgers lançou recentemente sua própria imitação de carne baseada em vegetais. O produto que recebeu o nome de “Delifresh Plant Beef” foi desenvolvido ao longo de três anos pelo chef Jonas Mårtensson.

“Começamos a buscar por uma opção que se encaixasse no cardápio do Max, mas rapidamente percebemos que nenhum dos produtos que encontramos poderia atender aos nossos requisitos de bom gosto. Então desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne”, informou Mårtensson em comunicado da Max Burgers enviado à imprensa.

Segundo o chef, a prova de que o resultado foi satisfatório é que seu filho que gosta muito de carne não foi capaz de perceber a diferença. A opção está disponível como substituta de carne em qualquer lanche disponível no cardápio do Max Burgers.

A diretora de inovação e desenvolvimento da rede, Claes Petersson, disse que a proteína à base de vegetais é a proteína do futuro. “Nosso objetivo é mostrar a todos os consumidores de carne que eles podem ter um bom hambúrguer sem carne”, disse Claes.

O Max Burgers começou a oferecer opções sem carne em 2016, e desde então viu suas vendas quadruplicarem em apenas um ano. Hoje há opções de lanches e milk-shakes sem ingredientes de origem animal. A meta é alcançar 50% de vendas em 2022 baseadas em opções sem carne.

Fazendeiros de laticínios se tornam cultivadores de amêndoas para escapar da crise

A Banyan Hill, uma fonte on-line de informações sobre ações e investimentos, comentou sobre o contínuo e muito comentado declínio da indústria de laticínios, apontando que o mercado de bebidas à base de amêndoas (leite) vem crescendo na mesma medida e citando especificamente o leite de amêndoas como a “tendência número 1 em alternativas ao produto de origem animal”.

O artigo de Banyan Hill dá o exemplo de um vídeo postado nas mídias sociais na semana passada, mostrando um produtor de leite de Minnesota (EUA), falando de forma honesta sobre as dificuldades financeiras enfrentadas em uma fazenda leiteira moderna.

O vídeo recebeu mais de 400 mil visualizações até agora, a publicação vem de encontro ao declínio acentuado que o site de investimentos descreve como o “desmantelamento” da indústria de laticínios. Em 2017, a renda média de um produtor de leite era de 43 mil dólares e agora esse produtor ganha menos de 15 mil dólares.

A indústria de laticínios está em declínio constante há anos; de acordo com a Dairy Farmers of America (DFA), as vendas de leite caíram cerca de 1,1 bilhão de dólares no ano passado. Ao mesmo tempo, estima-se que o mercado de alternativas lácteas ultrapasse 37,5 bilhões de dólares até 2025, de acordo com um novo relatório de pesquisa da Global Market Insights.

Vários produtores de leite no estado da Califórnia (EUA), por exemplo, estão aparentemente se adaptando a esse “desmantelamento” do setor, ao fazer uma transição para a produção de amêndoas, de acordo com o artigo.

O Presidente e CEO da Almond Board of California, diz que os produtores de leite estão agora “diversificando-se e investido em amêndoas” como o caminho mais lucrativo.

Startups veganas de produção de alimentos atraem investidores

Foto: Beyond Meat

Foto: Beyond Meat

Carne obtida de cultura de celular, foie gras à base de plantas, leite de algas e caviar de algas marinhas são apenas algumas das possibilidades cada vez mais sofisticadas de proteínas alternativas que inundam o mercado e aguçam o apetite dos investidores.

Somente no ano passado, dezenas de empresas foram iniciadas e muitas estão atraindo grandes investidores, de acordo com os pioneiros da indústria em desenvolvimento.

“Para cada empresas que esta à procura de dinheiro, há dois ou três investidores. Nunca vi isso no Vale do Silício”, disse Olivia Fox Cabane, fundadora da startup Kind Earth e presidente da International Alliance for Alternative Protein.

Fox Cabane diz que precisa atualizar sua lista a cada duas semanas, e compara o dinamismo do mercado alternativo de proteínas ao burburinho das redes sociais quando começaram a monopolizar a atenção.

Além da Califórnia, a primeira leva de inovadores vem da Holanda, o berço da carne e de outras alternativas a produtos animais, e também de Israel.

A demanda dos consumidores está impulsionando o interesse do mercado por alternativas a carne, de acordo com participantes do Festival South by Southwest desta semana em Austin, Texas (EUA), que se vê na vanguarda das novas tendências.

A nova tecnologia tem refinado produtos alternativos a base de proteína para um público mais amplo, de acordo com Dan Altschuler Malek, sócio do grupo de investimento de risco New Crop Capital.

“A comida vegana existe há décadas, desde o final dos anos 60, início dos anos 70. No início, era para os consumidores éticos que estavam dispostos a se sacrificar”, disse Altschuler Malek.

“Tivemos que esperar pelos anos 90 para que esses alimentos se tornassem mais palatáveis. Mas agora estamos entrando na terceira geração de produtos veganos, com novas tecnologias, o consumidor não precisa mais sacrificar seu paladar: as pessoas estão gostando porque realmente é bom, não porque é comida vegana”

Para os investidores, o gosto tem sido o maior fator na decisão de apoiar um produto. Preço, diz Altschuler Malek, vem em segundo lugar.

Liderando o mercado em cinco anos?

Para garantir que eles não sejam deixados de lado, a maioria dos grandes grupos de agronegócios começou a investir em novas proteínas.

Até mesmo a Tyson Foods – o segundo maior produtor de carne nos Estados Unidos e o maior exportador mundial de carne bovina americana – aderiu à disputa.

A Impossible Foods está entre as várias empresas, incluindo sua rival da Califórnia, Beyond Meat, que desenvolve substitutos de carne à base de plantas ou de laboratório que alegam oferecer produtos iguais ou melhores que os produtos produzidos a base de animais.

A empresa usa proteína de trigo, proteína de batata e óleo de coco, e seu “ingrediente especial” chamado heme, que possui elementos da hemoglobina na proteína animal, mas é desenvolvido a partir da soja.

Há ainda muito progresso a ser feito, incluindo o desenvolvimento da logística para oferecer esses produtos em grande escala e fornecer substitutos para outros produtos de carne comumente adquiridos.

Altschuler Malek, por exemplo, gostaria de poder vender “costeletas de porco” vegetarianas.

Ele diz que um novo substituto à base de tomate para a carne de atum vermelho tem a mesma textura e sabor que a “coisa real” usada no sushi japonês.

Malek acredita que os novos alimentos não serão mais vistos como alternativas em cinco anos, mas sim a norma, encontrada “em todas as geladeiras”.

A maioria das alternativas à carne é feita principalmente com soja, ervilha, grão-de-bico e glúten de trigo, mas as algas e os cogumelos também são promissores.

Insetos, embora favorecidos por algumas startups, não foram um sucesso entre os investidores em Austin.

Além dos problemas de regulamentação sanitária, seria um grande salto para a população geral de consumidores adquirir o gosto por qualquer coisa com seis pernas.

Proteína à base de insetos “pode ser mais aceitável em algumas partes do mundo, mas eu não acho que o consumidor médio ocidental vá comprar em massa esse tipo de produto”, disse Andrew Ive, diretor de gestão da Big Idea Ventures.

foguete

Índia se recusa a enviar animais para o espaço e opta por robô humanoide

A Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) abandonou os testes em animais e disse que vai enviar um robô humanoide para o espaço antes de realmente enviar seres humanos até 2022 como parte do projeto Gaganyaan.

O objetivo desse projeto é transportar uma tripulação de três membros para uma órbita terrestre baixa e devolvê-los com segurança a um destino pré-definido na Terra.

foguete

Foto: My Nation

“Nosso robô será como um humano, e será capaz de fazer o que qualquer humano pode fazer, embora não tão extensivamente. Queremos mostrar que mesmo o primeiro voo não ficará vazio e também garantimos que aproveitaremos esta oportunidade ao máximo. Nós desenvolvemos nosso próprio modelo humanoide que será usado na viagem,” disse o presidente da ISRO, K Sivan.

Durante várias décadas, vários animais foram enviados ao espaço para os testes de sobrevivência aos voos espaciais.

Nós todos sabemos sobre Laika, uma cadela explorada em uma missão espacial e passou a ser o primeiro ser vivo a orbitar o planeta terra. Ela morreu poucas horas após decolar, a bordo do satélite russo Sputnik 2. Assim como Laika, vários outros animais foram explorados em missões espaciais e a grande maioria deles não sobreviveu às torturas.