Amazonas decreta situação de emergência por conta de queimadas e desmatamento

Queimadas e desmatamento na Região Metropolitana de Manaus e no Sul do Amazonas levaram o governo a decretar situação de emergência.

Foram registrados 1.699 focos de calor nos primeiros sete meses do ano, sendo que 80% aconteceram em julho, quando a seca teve início.

(Foto: iStockphotos)

O governador em exercício, o vice-governador Carlos Almeida (PRTB), assinou na sexta-feira (9) o decreto que ficará em vigor por 180 dias. As informações são da Revista Planeta, do portal Terra.

“A medida que estamos adotando tem por objetivo conter desmatamentos e queimadas, que degradam a floresta, o nosso maior ativo, como as queimadas, mais comuns nesse período do ano, que chamamos de verão amazônico”, declarou o governador em nota.

O decreto estabelece que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) deve coordenar a articulação com os demais órgãos públicos para definir e executar estratégias de combate ao desmatamento e às queimadas. A operação das estratégicas fica sob a responsabilidade do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Em julho, o desmatamento na Amazônia cresceu 278% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram compilados pelo Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).


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Macaco mantido em cativeiro é resgatado em Manacapuru (AM)

Um macaco barrigudo foi resgatado em Manacapuru (AM) na terça-feira (6). Ele vivia aprisionado em uma casa no bairro da Liberdade e foi salvo pela Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão Ambiental (BPAMB).

Foto: Divulgação/PM-AM

Os policiais foram até o local, na companhia de uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros, após receberem uma denúncia. As informações são do G1.

Após o resgate, o macaco foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para receber os cuidados necessários.

O Batalhão Ambiental lembra que criar, guardar, transportar, capturar ou caçar animais silvestres configura crime ambiental.


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Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Projeto voluntário garante qualidade de vida a animais abandonados

Há pouco mais de um ano, o estudante do 6º período do curso de medicina veterinária João Sarmanho, 33, começou a realizar um sonho: o de salvar a vida de animais em situação de rua, que são os que mais precisam de ajuda, principalmente quando sofrem algum acidente.

Foto: Reprodução / Amazonas1

Atualmente, como estagiário da clínica PetHouse, que fica no Parque 10, zona Centro-Sul em Manaus (AM), o estudante desenvolve um projeto voluntário cujo foco é a proteção de animais em estado de total vulnerabilidade.

O projeto ‘Protetor dos Animais’ funciona com uma equipe de profissionais qualificados e que toparam o desafio feito por João. O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, o anestesista Diogo Costa, a médica veterinária, Steffany Mourão e mais alguns estudantes do curso de medicina veterinária participam do projeto de forma voluntária e ainda informam que é fácil colaborar.

“A causa principal do projeto é a proteção do animal em situação de rua que não tem acesso aos procedimentos médicos-veterinários. Se o animal sofre algum acidente e alguém vê e o socorre, nós oferecemos ajuda com um trabalho voluntário, realizando vaquinhas online”, destaca o estudante.

O estudante conta que o projeto conseguiu uma parceria com a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), que ajuda a conscientizar a população para que não machuquem os animais, e na realização do Boletim de Ocorrência (BO) contra atos de maus-tratos aos animais.

Prestação de Contas

O projeto, além de oferecer qualidade no serviço de proteção aos animais, é realizado com total transparência, pois, segundo João, garante mais segurança aqueles que querem ajudar, mas que não se sentem seguros na hora de realizar alguma transferência bancária ou ajuda em dinheiro.

“A prestação de contas é uma questão muito importante em nossos projetos, pois é por meio dela que conseguimos conquistar a confiança de quem nos oferece ajuda. Funciona da seguinte forma: um animal precisa de ajuda e tem que realizar uma cirurgia, então vamos às redes sociais fazer uma vaquinha; deixamos a conta bancária à disposição para quem quiser nos ajudar. Feito isso e conquistado a meta de arrecadação, realizamos a cirurgia do animal e todos os gastos que tivemos passamos a informar com notas fiscais que comprovem o valor”, relata o estudante que diz que muitas vezes é preciso tirar do próprio bolso para tentar salvar a vida de um animal.

Banho legal

A preocupação com o animal abandonado não envolve somente a questão de abandono, como também o bem-estar. Para isso, o projeto Banho Legal é desenvolvido pelo estudante em parceria com a distribuidora de shampoo Batistella, que beneficia animais em situação de rua.

“O Banho Legal é um projeto que visa os animais com problema de pele, principalmente os que vivem em locais próximos a feiras, como uma forma de evitar a proliferação de doenças infectobacteriosas”, disse o estudante que também planeja ir à luta para que os animais tenham acesso a vacinas contra doenças virais.

“Trabalhar com os animais é a realização de um sonho”

O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, que é responsável técnico da clínica veterinária PetHouse, relembra a importância que a causa voluntária representa, principalmente se tratando de animais abandonados, que não costumam ter o que comer.

Para o veterinário, o trabalho precisa ser de qualidade. “Os animais em situação de rua necessitam e precisam de um serviço com qualidade. Não é aquele que é feito de qualquer jeito só porque é um animal abandonado. Eles merecem tratamento igual aos outros e é por isso que prezamos”, disse.

Marcio, que também é professor universitário na Universidade Nilton Lins, enfatiza como é gratificante quando ele vê um animal com o estado de saúde melhor depois de uma cirurgia sua ou por simplesmente ter sido medicado por ele e sua equipe.

“Eu sempre quis isso na minha vida toda. Se eu não puder estar oferecendo um serviço de qualidade e de bem-estar para o animal, eu não deveria estar nesta profissão. Estar ajudando eles é o que mais me motiva. Fazer um animalzinho voltar a andar através do meu trabalho é uma realização”, finalizou.

Fonte: Amazonas1


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Cachorro pede carinho com a pata e vídeo da cena viraliza na internet

Um cachorro usou a pata para pedir mais carinho a estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) logo após os jovens pararem de fazer cafuné no animal. A cena foi registrada em um vídeo (veja abaixo), que viralizou na internet.

Foto: Reprodução / Twitter / @mazolha

Nas imagens, três garotos fazem carinho no cachorro. Eles param quando a professora pede para que prestem atenção na aula. Insatisfeito, o cachorro levanta a pata para um dos jovens para mostrar que quer mais cafuné.

O vídeo, publicado no Twitter, foi visto por mais de 1,43 milhão de pessoas e compartilhado 30 mil vezes. As informações são do Portal do Animal.

“Esse vídeo é muito perfeito, a cara que o doguinho faz de que ‘ok prof, vou prestar atenção mas coleguinha só coça aqui rapidinho’”, disse uma internauta. “Essa reação [dos estudantes] é o mínimo que eu espero das pessoas quando um cachorro respira. Amo demais!”, comentou outra ao se referir ao carinho dos jovens com o cão.

Usuários do Twitter aproveitaram a publicação para relatar casos semelhantes que presenciaram. “Este doguinho apareceu na minha sala. Alguns o apelidaram de Dentinho, outros de Serotonina porque ele traz felicidade”, disse um internauta ao publicar a foto de um cachorro. “Esse é o cachorrinho que mora lá na minha escola, super carente, uma gracinha”, afirmou outro.

Confira o vídeo abaixo:

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Câmara de Manaus (AM) aprova PL que prevê multas para maus-tratos a animais

A Câmara Municipal de Manaus (AM) aprovou, na terça-feira (16), o projeto de lei 160/2018, que estabelece punição para maus-tratos a animais, com multas que variam de R$ 3.056 a R$ 4.110, dependendo da gravidade do crime. A proposta segue agora para análise do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que optará pela sanção ou pelo veto.

Foto: Pixabay

O projeto é de autoria do então vereador João Luiz (PRB), atualmente deputado estadual, e foi subscrito pelo presidente da Casa, o vereador Joelson Silva (PSDB). As informações são do portal Amazonas Atual.

“Iniciamos essa luta ainda no ano passado, quando eu ocupava o cargo de vereador na CMM. E hoje, com a sensibilidade do presidente da Casa, que subscreveu a proposta, e dos demais vereadores, conseguimos avançar nesta questão. Essa lei chegou para impor limites aqueles que desrespeitam, maltratam e abandonam esses animais indefesos”, disse João Luiz.

O deputado acredita que, com a lei, as pessoas vão pensar antes de maltratar animais, já que a medida fará com que o agressor tenha prejuízo financeiro. “Além das multas previstas, o infrator também deverá arcar com todos os custos do tratamento veterinário e recuperação do animal maltratado”, explicou.

Caso o infrator reincida no crime, a pena da multa será aplicada em dobro em relação à última aplicada.


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Denúncias de maus-tratos a animais no AM aumentam 110% no início de 2019

Os casos de violência e abandono de animais no Amazonas tiveram aumento de 110% de janeiro a março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No início deste ano foram registrados 84 casos de maus-tratos contra animais em delegacias da Polícia Civil.

Foto: ONG SOS Animais Primavera do Leste

Neste ano, 126 inquéritos foram instaurados e estão em investigação pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). Em 2018, foram registradas 156 ocorrências de maus-tratos que geraram 171 inquéritos policiais. Só entre janeiro e março, foram 40 ocorrências.

Para a titular da Dema, delegada Carla Biaggi, o aumento também reflete maior engajamento da sociedade no combate à violência contra os animais. “As pessoas agora já estão sabendo onde denunciar e como denunciar, e passam a vir até a Dema para registrar o boletim de ocorrência”, disse.

São características de maus-tratos a animais abandonar, espancar, manter preso permanentemente em correntes, manter em locais pequenos e anti-higiênicos, não abrigar do sol, chuva e frio ou, até mesmo, explorar o animal em shows, explica a delegada.

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais pode ser preso por um período de três meses a um ano, além de ter que pagar uma multa. A penalidade é aumentada se a violência resultar na morte do animal.

“Quem presenciar a prática de maus-tratos a animais deve procurar a Delegacia do Meio Ambiente trazendo provas que podem ser fotos, vídeos ou testemunhas. É importante comparecer a Delegacia para registrar o boletim de ocorrência porque só assim poderemos dar início às investigações. Se a pessoa não quiser se identificar, preservamos sua identidade”, recomenda a delegada Biaggi.

Fonte: G1


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Jacaré-açu passará a ser morto para consumo humano no Amazonas

Uma população de jacaré-açu, que vive no lago da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas, passará a ser explorada e morta para consumo humano. No local, vivem pelo menos cinco mil animais considerados em idade adequada para serem mortos, além das fêmeas e dos filhotes.

Jacarés no lago da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá (Foto: Marcelos Ismar Santana/Instituto Mamirauá)

Mais de cem pessoas estão envolvidas na contagem dos animais na comunidade São Raimundo do Jarauá. Os animais devem começar a ser mortos no final deste ano e a carne deles deve passar a ser comercializada em 2020. As informações são do portal Amazonas Atual.

De acordo com o pesquisador Robinson Botero-Arias, que coordena o projeto de manejo experimental de jacarés no Instituto Mamirauá, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), inicialmente até cem animais devem ser mortos.

“Cumprimos as etapas de contagem da população saudável e identificação dos locais onde jamais faremos extração de jacaré, como aqueles pontos onde os animais colocam ovos, para garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo”, explica Botero-Arias. Segundo ele, a carne provavelmente será vendida a R$ 15 o quilo para hotéis, supermercados e pousadas. A chamada Planta de Abate Remoto (Plantar) já foi instalada em São Raimundo do Jarauá.

Além da carne, o couro dos jacarés também será comercializado. A iniciativa partiu do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacaré, que visa gerar informações biológicas e ecológicas das quatro espécies de jacarés amazônicos: Melanosuchus niger (jacaré-açu), Caiman crocodilus (jacaretinga), Paleosuchus palpebrosus (jacaré-paguá) e Paleosuchus trigonatus (jacaré-coroa).

Nota da Redação: a ANDA lamenta que um programa que se denomina como responsável pela conservação de espécies decida matar animais sencientes, desrespeitando o direito deles à vida. A solução para o crescimento populacional de uma espécie não pode, nunca, passar pelo extermínio. É preciso que todos os seres vivos sejam respeitados e possam viver de forma digna, sem que sejam objetificados e tratados como alimento para a população.

‘Cemitério’ clandestino com ossos de bois é encontrado em Manaus (AM)

Uma espécie de “cemitério” clandestino com ossos de bois foi encontrado no sábado (4) no bairro Distrito Industrial II, em Manaus, no Amazonas. O local está em via pública e tem, além dos ossos, bastante lixo, o que gera bastante mau-cheiro.

Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Ao final da avenida Bambuzinho, que é rodeada de fábricas, é possível ver diversos urubus em cima do lixo, no meio da passagem. As informações são do portal G1.

Grandes quantidades de ossos de animais foram deixadas na avenida. Devido às ossadas e ao lixo no local, os motoristas que transitam pela região precisam reduzir a velocidade do automóvel para passar.

Um industriário reclamou da situação do local. “Tá vendo como é? O ser humano é desprezível. Todo dia que passo aqui me deparo com isso. É lamentável”, disse.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) afirmou, através de nota, que ainda não foi notificada sobre o caso.

Cadela comunitária morre após ser agredida a pauladas em Manaus (AM)

Uma cadela comunitária morreu na terça-feira (23) após ter sido espancada no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte do município de Manaus, no Amazonas. Pretinha, como era conhecida, foi brutalmente agredida a pauladas por um morador do bairro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi denunciado pelo Grupo de Protetores dos Animais e pela Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) e é investigado pela Polícia Civil. As informações são do portal G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A OAB-AM informou que o Grupo Protetores dos Animais de Manaus recebeu no último sábado (20), por meio das redes sociais, uma denúncia de que um animal havia sido espancado e estava gravemente ferido. Membros do grupo foram até o local e encontrou a cadela, que estava bastante debilitada. A maior parte dos golpes de madeira foi dada na região da cabeça do animal.

“Um amigo nosso que é membro do grupo foi até lá e encontrou a cadela. Ela estava muito mal e havia sido muito agredida. No momento, ele nos informou sobre a situação e pedimos para que ele a levasse para uma clínica”, disse Marinete Moura, fundadora do Grupo de Protetores dos Animais.

Levada para uma clínica veterinária, Pretinha apresentava muita dor decorrente de um trauma na cabeça e tinha uma fratura no membro posterior direito.

Apesar de ter recebido todos os cuidados necessários, pouco mais de 50 horas após a internação, a cadela morreu. Um exame de necrópsia indicou que Pretinha sofreu traumatismo craniano grave com perda de conteúdo cefálico, fratura do fêmur direito e edema pulmonar.

“Ela tinha apenas 7kgs e foi agredida com uma ‘perna manca’. Não conseguimos imaginar como uma pessoa pode fazer uma coisa dessas. Buscamos primeiro a saúde dela mas, infelizmente, ela morreu e buscamos tomar as providências para que outros animais não sofram esta maldade. Vamos fazer justiça pela Pretinha”, finalizou Moura.

Depois que a cadela morreu, o Grupo Protetores dos Animais de Manaus e a Comissão da OAB-AM registraram o caso na Delegacia Especializa em Crimes contra Animais e o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema).

“Eu vi o caso nas redes sociais e nos solidarizamos em ajudar o Grupo, com a Comissão Especializada em Proteção aos Animais (CEPA), da OAB. Decidimos levar o caso adiante e registramos o Boletim de Ocorrência na Dema, para que a investigação seja feita”, disse o advogado Carlos de Campos Neto.

Segundo a delegada titular da Dema, Carla Biaggi, o caso passou a ser investigado na terça-feira (23). “Vamos juntar todas as provas que trouxeram e ouvir as testemunhas para identificarmos o suspeito. Depois disso, vamos reunir todos os elementos e encaminhar para a vara do meio ambiente. Lá, o caso deve ser processado e julgado”, explicou.

A delegada informou que o agressor pode ser condenado a detenção de três meses a um ano e pagamento de multa. Devido à morte da cadela, a pena pode sofrer aumento. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, a condenação não costuma levar o criminoso à prisão, com substituição da pena, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

De acordo com Biaggi, 171 casos de maus-tratos a animais foram efetuados na delegacia em 2018. Neste ano, em menos de quatro meses, já foram 119 casos, segundo dados registrados até a terça-feira (23).

“Podem nos procurar aqui na delegacia, para investigarmos. Preservamos as pessoas que não desejam aparecer. Isto é preciso para que tenhamos todas as informações necessárias para investigar estes crimes”, finalizou a delegada.