Número de orangotangos permanece estável, mas o cultivo do óleo de palma ainda é uma ameaça

Por Rafaela Damasceno

As taxas de sobrevivência dos orangotangos em florestas protegidas de Bornéu, ilha asiática do Arquipélago Malaio, são estáveis. Os números permaneceram praticamente os mesmos nos últimos 15 anos, segundo um estudo da World Wide Fund for Nature (WWF). Infelizmente, o número de orangotangos presentes nas áreas florestais onde o óleo de palma é cultivado caiu nesse mesmo período.

Um bebê orangotando na grama

Foto: Getty

A WWF está emitindo alertas de que a fabricação do óleo de palma pode ter um efeito devastador nos animais. Apesar disso, os esforços para manter os orangotangos protegidos parecem estar tendo um bom resultado: grandes extensões da floresta estão protegidas, e cerca de 70% da espécie vive nas reservas. Em duas áreas do país que foram protegidas, os números aumentaram em 600 animais em 15 anos.

Infelizmente, nas florestas onde se cultiva o óleo de palma, as áreas não são mais grandes o suficiente para abrigar os orangotangos. A Malásia é uma das maiores produtoras de óleo de palma, usado na fabricação de vários produtos (inclusive chocolates e batons). Ele vale muito dinheiro e é o produto agrícola mais exportado no sudeste asiático.

As árvores das florestas são cortadas e muitas vezes queimadas, o que acaba poluindo a área e devastando o habitat dos orangotangos.

É difícil substituir o óleo de palma na fabricação dos produtos, mas a WWF recomenda que as empresas procurem aqueles que são certificados pela Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável. A organização também ajuda empresas a procurarem por óleo de palma que não foi cultivado através do desmatamento das florestas e morte dos orangotangos.


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Ossos de leão: um negócio mortal que está em ascensão

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Esqueletos de leões criados em cativeiro podem ser comercializados em todo o mundo | Foto: Alamy

Um tratado internacional proíbe a compra e venda de produtos feitos a partir de qualquer espécie de felino, exceto um: o leão africano. Se os animais foram criados em cativeiro na África do Sul, então seus esqueletos, incluindo garras e dentes, podem ser comercializados em todo o mundo.

As partes de leão exportadas da África do Sul geralmente acabam na Ásia, onde são freqüentemente comercializadas como partes de tigres. Este negócio lucrativo está em ascensão e, de acordo com pesquisas recentes, uma proibição decretada pelos Estados Unidos pode ter ajudado a promover ainda mais o comércio sujo.

Em 2016, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS) proibiu a importação de troféus de leão criados em cativeiro. Para muitos criadores de leões na África do Sul, as exportações de esqueletos eram uma maneira óbvia de compensar negócios perdidos.

Às vezes, você acha que está fazendo a coisa certa, mas o resultado da sua decisão política é que algo pior que se materializa”, diz Michael ‘t Sas-Rolfes, doutorando na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que estudou o comércio de ossos de leão.

Antes da proibição, as instalações de criação e caça da África do Sul abrigavam mais de 8.400 leões criados em cativeiro. Muitos foram destinados para uso em caçadas, em que um animal cativo, às vezes domesticado, é lançado em um campo de caça cercado para que um caçador possa perseguir e atirar.

Para pessoas sem dinheiro e tempo, essas “caçadas enlatadas”, como são comumente chamadas, podem ser atraentes. Embora ambas sejam atos de covardia e assassinato explícitos, em comparação com as caças tradicionais na natureza, as caças enlatadas leões são mais baratas, costumam durar dias em vez de semanas, e garantem a produção de um “troféu” para levar para casa.

Os americanos já representaram pelo menos metade da clientela para caçadas enlatadas. Mas os defensores dos direitos animais há muito criticam essa indústria bárbara que esta repleta de abusos e nao tem nenhum valor de conservação.

Em dezembro de 2015, os Estados Unidos adicionaram leões à lista de espécies ameaçadas, complicando as regras que envolvem as importações de troféus de leão.

‘T Sas-Rolfes e Vivienne Williams, pesquisadora da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, procuraram determinar como a proibição do troféu nos EUA e outras mudanças na política afetaram a indústria de criação de leões da África do Sul.

Os pesquisadores pesquisaram 117 instalações que criaram, mantiveram ou organizaram caças de leões cativos. Após a proibição, ‘T Sas-Rolfes e Williams descobriram que os preços dos leões vivos despencaram até 50%. Mais de 80% dos entrevistados disseram que a proibição afetou seus negócios, e muitos relataram demitir funcionários.

Embora a maioria dos criadores tenha dito que reduziu as operações, cerca de 30% disseram que decidiram recorrer ao comércio internacional de ossos. Os preços dos esqueletos aumentaram mais de 20% desde 2012.

Esqueletos femininos agora são vendidos por 3.100 dólares, em média, e os do sexo masculino, por 3.700 dólares. As exportações de esqueletos mais do que dobraram no ano após a proibição do troféu nos EUA, de 800 para 1.800 leões.

As exportações de esqueletos já foram limitadas. No final de 2016, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas determinou que a África do Sul estabelecesse uma cota anual de exportação para partes de leões criados em cativeiro. Em 2017, as autoridades definiram uma cota de 800 esqueletos; eles aumentaram o número no ano passado para 1.500.

A maioria dos vendedores acredita que a cota ainda é muito baixa. Metade dos entrevistados da pesquisa disseram que buscariam “mercados alternativos” se as cotas restringissem seus negócios. Vendedores frustrados, em outras palavras, ameaçavam recorrer ao comércio ilegal.

Desde 2016, Kelly Marnewick, uma conservacionista da Universidade de Tecnologia de Tshwane, em Pretória, registrou pelo menos 75 leões criados em cativeiro que foram caçados. “É um pouco como o drive-thru do McDonald’s”, diz ela.

“Você joga carne envenenada sobre a cerca para leões acostumados a comer das mãos das essoas pessoas, o veneno mata-os em silêncio, e então você entra e corta partes do corpo e sai sem que ninguém perceba”.

O aumento nas exportações legais de ossos de leão está ligado à caça, Everatt diz: “Seria coincidência demais para essas duas coisas acontecerem ao mesmo tempo e no mesmo lugar sem um link. Mas o problema é que ninguém realmente investigou isso ”.

Mas “T Sas-Rolfes alerta para não tirar conclusões precipitadas. Os pesquisadores ainda estão examinando se e como a demanda por produtos legais para grandes felinos afeta a caça furtiva de tigres e leões, diz ele. Uma nova proibição das exportações de ossos de leão pode não apenas frear a caça, mas também piorá-la.

Williams acredita que apenas compromissos assumidos com base cientifica produzirão uma solução que realmente beneficie os leões selvagens.

“Diversas partes interessadas afirmarão vigorosamente que há apenas um lado e aqui está o que precisamos fazer, em forma de soluções mágicas, mas esse é um cubo de complexidade da Rubik”, diz ela. “Ele é multifacetado e tudo está interconectado”.

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Wallabies são atingidos por flechas na Tasmânia

Por Rafaela Damasceno

Dois wallabies foram atacados com um arco e flecha na Tasmânia, Austrália. Um deles se afogou e morreu, o outro foi encontrado a 25 km de distância, com uma flecha na cabeça. O Santuário da Vida Selvagem de Bonorong está oferecendo mil dólares (3.750 reais) para qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre o ocorrido.

Um dos wallabies machucados na água, com uma flecha nas costas

Foto: Bonorong Wildlife Sanctuary

Greg Irons, o diretor do santuário, criticou o caçador (ou caçadores) pela prática cruel. “Como alguém pode fazer isso por diversão é algo que está além da minha compreensão”, afirmou à ABC. Segundo ele, mesmo as pessoas que são pegas em flagrante no crime não costumam receber punições sérias.

De acordo com o Departamento de Indústrias Primárias, Parques, Água e Meio Ambiente (DPIPWE), a caça com arco é ilegal dentro da Tasmânia com o objetivo de capturar vida selvagem. A Austrália está investigando os ataques.

Todos os danos causados à vida selvagem são considerados extremamente sérios pelo DPIPWE, com multas de até 50.400 dólares (189 mil reais) ou uma sentença máxima de um ano na prisão.

O Departamento encorajou os habitantes da Tasmânia a entrarem em contato se tiverem qualquer informação sobre os ataques, lembrando que as denúncias são anônimas.

Wallaby é uma designação dada a várias espécies de marsupiais que são menores que os cangurus. Atualmente a maior ameaça destes animais é a caça para a obtenção de suas peles para produção de vestimentas e acessórios. Na Tasmânia, existem duas espécies: wallaby-de-bennet e pademelon.


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Intenção de Bolsonaro de rever taxa para visitar Fernando de Noronha (PE) ameaça o meio ambiente

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que vai rever uma taxa ambiental cobrada para visitar o Parque Nacional Marinho, do qual fazem parte algumas das praias mais famosas de Fernando de Noronha (PE), como a do Sancho e a Baía dos Porcos. A declaração do presidente expõe mais uma ação de desmonte das políticas de proteção ambiental promovida pelo governo. Atualmente, os turistas brasileiros pagam R$ 106 para visitar o local e os estrangeiros desembolsam R$ 212 – valores válidos por dez dias.

Morro dos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: Fábio Seixo / Agência O Globo)

O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, e a taxa cobrada para visitação, além do controle rígido do número de visitantes, para que não exceda o permitido, são ações importantes para garantir a manutenção do local e proteger a fauna e a flora. Além dessa cobrança, para entrar em Fernando de Noronha o turista também paga a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), cobrada e arrecadada pelo Governo Estadual de Pernambuco. O valor, usado para administrar a ilha, varia de acordo com a quantidade de dias que o visitante permanece em Noronha e começa em R$ 73,52, segundo informações do jornal O Globo.

Ao criticar a taxa, Bolsonaro afirmou que o valor dela “explica porque quase inexiste turismo no Brasil”. Os dados divulgados pelo portal oficial do Ministério do Turismo, no entanto, desmentem o presidente. Isso porque, em 2018, os turistas gastaram US$ 5,9 milhões em viagens pelo Brasil.

“Isso é um roubo praticado pelo GOVERNO FEDERAL (o meu Governo). Vamos rever isso”, escreveu o presidente ao criticar a taxa instituída em 2012 por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente.

Projeto Tamar presta atendimento à tartaruga (Foto: Eduardo Vessoni)

Não satisfeito em atacar a medida que visa a proteção do parque, Bolsonaro ainda pediu que a população “denuncie práticas porventura semelhantes em outros locais”, deixando claro que pretende estender o desmonte das políticas ambientais para outras regiões.

O ICMBio e o Ibama foram procurados para comentar a declaração de Bolsonaro, mas não se posicionaram e deram a orientação de que o Ministério do Meio Ambiente fosse consultado. A pasta, por sua vez, não respondeu ao questionamento até a publicação da reportagem. O governo de Pernambuco disse que não se pronunciaria.

Santuário para espécies ameaçadas

Reconhecido e tombado, em 2001, pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PARNAMAR-FN) foi criado em 14 de setembro de 1988 para proteger os animais, os ecossistemas e os demais recursos naturais da região.

Piscina natural na Trilha dos Abreus (Foto: Eduardo Vessoni)

A área, segundo o parque, é considerada uma das mais importantes para a reprodução de aves marinhas do Atlântico e funciona como “um refúgio perfeito para diversos grupos ameaçados de extinção, como cetáceos (baleias), tartarugas, ouriço-satélite, coral-de-fogo e tubarão-limão”.

O parque abriga aproximadamente 230 espécies de peixes e 15 de corais. Também vivem no local golfinhos-rotadores e várias espécies de tubarões e raias.

Suspensão de taxa compromete parque

Ambientalistas denunciam que a suspensão da taxa cobrada para que visitantes acessem o parque comprometeria ainda mais a já insuficiente infraestrutura do local.

De acordo com o professor do Instituto Oceanográfico da USP e responsável pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos, Alexander Turra, o fim da taxa tem caráter populista e pode afetar o meio ambiente de maneira negativa.

“Se há uma taxa de turismo e limitação de acesso de pessoas, é porque esse instrumento de gestão está adequado e dimensionado de acordo com a capacidade de esgoto, de água do local. Sem isso, há risco para o meio ambiente”, disse Turra, em entrevista ao jornal O Globo. “O que compromete o turismo no Brasil não são as taxas, cujas cobranças são feitas em poucos parques. O problema do turismo é a falta de estrutura, saneamento, coleta do lixo, que é o que faz com que as praias percam qualidade e se tornem impróprias”, completou.

Trilha do Piquinho, localizada na ilha de Fernando de Noronha (Foto: Eduardo Vessoni)

Além de prejudicar o parque, a declaração do presidente contraria uma política do próprio Ministério do Meio Ambiente, conforme explicou a diretora Executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação, Angela Kuczach. Isso porque a pasta defende concessões para administração de parques e o ministro Ricardo Salles anunciou, inclusive, que pretende fazer 20 novas concessões até o final de 2019.

“Quando Bolsonaro fala do acesso à Praia do Sancho, está falando do valor pago para chegar naquelas áreas através do serviço prestado por uma concessionária, que é exatamente a agenda que o Ministério do Meio Ambiente vem defendendo”, disse. “Ainda sobre as concessionárias, o valor é este porque foi feito um estudo de viabilidade econômica para determinar que aquela área poderia ser concessionada, foi aberto um edital. Não é algo que saiu da cabeça de alguém. Teve todo um processo que ele parece desconhecer”, acrescentou.

Pousadeiros são contra extinção da taxa

A Associação dos Pousadeiros de Fernando de Noronha criticou a decisão de Jair Bolsonaro de rever a taxa cobrada para acessar o Parque Nacional Marinho e se posicionou contra a declaração do presidente de que “quase inexiste turismo no Brasil”.

Pousada com vista para a Baía do Sueste (Foto: Eduardo Vessoni)

“Não dá pra encher a ilha de visitantes como quer o presidente. Precisamos alertar que é necessário controlar o número de pessoas”, disse Ivan Costa, presidente da Associação dos Pousadeiros, em entrevista à revista Época. “Somos contra cobrar mais caro dos estrangeiros. Deveria ser o mesmo valor para todos. Mas o ingresso garante que a manutenção do parque seja realizada por uma concessionária que cuida, por exemplo, dos acessos às praias”, completou.

O empresário José Maria Coelho, de 63 anos, explicou ainda que o aumento do número de turistas na ilha esbarra também na infraestrutura local.

“Sabe qual é o principal problema de Noronha? É a água. Obtemos por meio de poços artesianos ou pelo processo de dessalinização. É uma capacidade limitada que não daria conta de um aumento repentino do número de pessoas na ilha”, afirmou Coelho.

Morro Dois Irmãos (Foto: Eduardo Vessoni)

De acordo com o empresário, o fornecimento de energia elétrica é outra vulnerabilidade da ilha que impede o aumento do número de visitantes no local. “Quase 95% da energia vem de uma termelétrica existente em Noronha. Um aumento do consumo de energia também precisa ser levado em consideração se a ideia for aumentar a presença de turistas”, disse.

“O governo tem todo o direito de revisar os valores. Não acho que o cancelamento seria a solução ideal. Mas, com taxa ou sem taxa, é preciso ter um controle e dimensionar a entrada de pessoas, porque existe uma limitação na ilha para receber os turistas”, finalizou.


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Restam apenas 250 mil chimpanzés no continente africano

Restam apenas 250 mil chimpanzés na África. O número, quando comparado ao que foi registrado há 10 anos, quando cerca de 2 milhões desses animais viviam em 25 países do continente africano, expõe uma grave queda na população da espécie.

Foto: Pixabay

A diretora adjunta do Instituto Jane Goodall, Laia Dotras, afirmou à agência EFE o declive populacional drástico que os chimpanzés vivenciam é provocado “sobretudo pela perda do habitat” devido à “exploração de madeira e recursos minerais”. A espécie é vítima também da caça.

Segundo Dotras, essa é “uma das maiores crises de biodiversidade” atuais e se não forem tomadas medidas urgentes, os chimpanzés “não tardarão a desaparecer”. As informações são do portal Público.

A diretora afirma que é “essencial educar e fazer entender os problemas socioambientais locais” para evitar a extinção da espécie. Para “assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, Dotras sugere que seja incentivado o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões africanas.

“A pobreza e o desconhecimento induzem muitos africanos a usar os recursos do seu meio ambiente de forma insustentável”, asseverou Dotras, que citou como exemplo o desmatamento, que faz com que áreas fiquem “quase desertas e a terra já não se pode aproveitar para cultivar”.


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Papa Francisco pede ação imediata em relação à crise do clima em reunião no Vaticano

Foto: Twitter

Foto: Twitter

O Papa Francisco falou sobre a atual crise climática durante uma reunião de cúpula com companhias multinacionais de petróleo, alertando que “o tempo está se esgotando”.

O papa disse que a cúpula, intitulada Os Diálogos do Vaticano: A Transição de Energia e o Cuidado para o Lar Comum, está ocorrendo em um “momento crítico”, acrescentando que a mudança climática “ameaça o próprio futuro da família humana”.

Ação urgente

Segundo o Vaticano News, o Papa disse: “Devemos agir de acordo, a fim de evitar a perpetuação de um ato brutal de injustiça contra os pobres e as futuras gerações”.
“São os pobres que sofrem os piores impactos da crise climática.”

O papa Francis levantou três pontos durante a cúpula: “uma transição justa para uma energia mais limpa, precificação de carbono e transparência na notificação do risco climático”.

Esperança

O papa terminou a reunião afirmando: “A crise climática exige” nossa ação decisiva, aqui e agora “e a Igreja está totalmente comprometida em fazer sua parte.

“Ainda há esperança e resta tempo para evitar os piores impactos da mudança climática … desde que haja uma ação rápida e resoluta.”

Greta Thunberg apela ao Papa em prol de ações contra a mudança climática

Em abril deste ano a ativista ambiental vegana, Greta Thunberg, pediu ao papa que se juntasse a luta contra a mudança climática.

Thunberg esteve nas manchetes globais nos últimos meses, em função de seus incansáveis esforços em prol do planeta, que incluem encorajar estudantes a participar de manifestações exigindo ação política sobre mudança climática, enquanto entram “em greve” da escola. Sua influência se espalhou para além de sua terra natal, a Suécia, alcançando toda a Europa e ainda mais além.

Em seu último esforço para chamar a atenção para a questão, a adolescente foi à Cidade do Vaticano e compareceu a uma audiência com o papa. Segundo relatos, Thunberg tomou seu lugar na seção VIP na Praça de São Pedro, segurando uma placa – e o Papa Francisco veio vê-la.

Thunberg tem feito campanhas na intenção de fazer com que os políticos prestem mais atenção à iminente crise climática – e continuará fazendo lobby durante a Páscoa.

“Agora estou no trem a caminho do Parlamento da União Europeia, do Senado italiano, do Vaticano e da Casa do Parlamento em Londres, durante o feriado de Páscoa”, escreveu ela no Facebook no final de semana.

“E na sexta-feira eu vou participar da greve geral das escolas em Roma. Eu sei que é feriado, mas assim como a crise climática não sai de férias, eu também não”.

Reconhecimento

Os esforços de Thunberg não passaram despercebidos – ela se tornou uma figura comum na grande mídia. Além disso, ela foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz e ganhou o primeiro prestigiado Prêmio Liberté.

A ativista disse que ficou “honrada e muito grata por esta nomeação ao Nobel” depois que seu nome foi apresentado por três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista, que disseram “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”. Eles acrescentaram que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Ao escrever sobre o prêmio Liberté, recentemente recebido por ela, Thunberg disse: “A crise climática não está apenas ameaçando as condições de vida de bilhões de pessoas. Está realmente ameaçando toda a nossa civilização como a conhecemos. E são os menos responsáveis que são mais afetados”.

Urso é morto por autoridades americanas por ser amigável demais com humanos

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Autoridades da vida selvagem do estado no Oregon nos Estados Unidos mataram um urso negro, totalmente saudável, na semana passada, alegando como motivo o fato do animal ter se acostumado demais com humanos ao ter sido alimentado por pessoas para que elas pudessem chegar perto o suficiente para tirar selfies com o animal.

Inocente e dócil o urso, que era apenas um filhote, se aproximava das pessoas para receber comida eelas se aproveitavam desse momento para tirar fotos com o animal e postar nas redes sociais.

A polícia foi alertada sobre o urso que estava perto do lago Henry Hagg por meio dessas fotos postadas em diversas redes sociais, informou o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon (ODFW) em um comunicado à imprensa.

Autoridades alegam que tentaram forçar o urso a voltar para a floresta na quarta-feira, mas o animal retornou no dia seguinte e foi descoberto comendo comida que o público tinha deixado para ele.

O urso acabou pagando com a vida pela própria ingenuidade ao ter se aproximado dos seres humanos cuja intenção era se aproveitar disso e tirar fotos com ele. As autoridades optaram pela saída mais fácil – e mais cruel – eliminar o urso que potencialmente poderia oferecer algum risco no futuro.

Tentando justificar a morte do animal em um comunicado à imprensa Kurt License disse: “Este é um exemplo clássico de por que imploramos ao público para que não alimentem os ursos. Enquanto os indivíduos que colocam comida para este urso podem ter tido boas intenções, os ursos nunca devem ser alimentados”.

Os biólogos descobriram mistura de ração para ursos, sementes de girassol, milho quebrado e outros alimentos deixados na área, disse o ODFW. É ilegal “espalhar comida, lixo ou qualquer outro atrativo, de modo a conscientemente constituir uma atração, sedução ou atrativo para a vida selvagem pois pode potencialmente habituar os animais a isso”.

Segundo o argumento departamento responsável pelo assassinato do animal, ODFW, os ursos que se tornam habituados aos seres humanos são mais propensos a ter interações perigosas no futuro e não podem ser realocados. “Se o urso não estivesse habituado, ele poderia ter sido realocado com segurança”, disse a agência ao Salem Statesman Journal.

“Esta foi uma decisão difícil, os especialistas em vida selvagem do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon tiveram que fazer para a segurança de todos”, twittou o Gabinete do Xerife do Condado de Washington. “A realocação não era uma opção neste caso. Os humanos não devem alimentar ursos selvagens”.

Uma criatura saudável teve sua vida tirada por humanos e por causa de humanos. Acreditando-se superior aos demais habitantes do planeta, o homem se julga capaz de decidir sobre o direito de vida e morte dos animais, e os mata conforme julga correto, seja por diversão, comida ou segurança.

A morte do urso, tido como ameaça, é a prova disso. A “interação perigosa” no futuro que as autoridades mencionam no comunicado à imprensa, trata exatamente de colocar em risco a vida de seres humanos em risco no futuro, o direito inato à vida do animal, foi desconsiderado.

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Bolsonaro apoia reabertura de estrada que ameaça Parque Nacional do Iguaçu

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, durante visita ao Paraná, apoio à reabertura da Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu. Com cerca de 18 km, a rodovia foi fechada em 2001, por ordem da Justiça Federal, por “ameaçar a integridade do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná, e a segurança nacional pela proximidade com a tríplice fronteira”. Na época, a estrada era rota de contrabando entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

“Da nossa parte já conversamos com o ministro [do Meio Ambiente] Ricardo Salles e tem também a questão da licença estadual que parece estar bem adiantada lá com o governador Ratinho Junior. Então, se Deus quiser, brevemente teremos essa estrada aberta”, disse Bolsonaro. As informações são do portal Conexão Planeta.

O deputado Nelsi Coguetto (PSD) é o autor da proposta mais recente sobre a reabertura da estrada. O projeto apresentado por ele já foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara e aguarda análise da Comissão de Meio Ambiente. Caso receba nova aprovação, a proposta segue para o Senado, sem necessidade de apreciação em plenário.

Outro projeto de lei sobre o caso foi discutido, em 2013, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O objetivo era criar uma “estrada-parque”. Uma grande pressão da sociedade civil foi realizada na época, com quase mil entidades não governamentais se unindo para enviar uma carta à Unesco e à União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

O Parque Nacional do Iguaçu é uma Unidade de Conservação (UC) e o maior remanescente de Floresta Atlântica na região sul do Brasil. Conforme informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por gerir o parque, o local protege uma riquíssima biodiversidade, com espécies da fauna e flora brasileiras, algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o puma, o jacaré-de-papo-amarelo, o papagaio-de-peito-roxo e árvores como a peroba-rosa e araucária.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

Cerca de 1,6 milhão de visitantes passam pelo parque anualmente. A principal atração do local são as Cataratas do Iguaçu. Apesar do alto número de pessoas circulando pelo local, a administração conseguiu reduzir os impactos na vida selvagem devido ao enfoque na sustentabilidade. A Estrada do Colono, no entanto, ameaça o parque, que se tornou Patrimônio Natural da Humanidade em 1986.

“É mais uma tentativa de reabrir uma estrada destrutiva dentro do Parque Nacional do Iguaçu”, criticou Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação, entidade que trabalha, em conjunto com outras ONGs e pessoas, pela proteção, o fortalecimento e a ampliação das Unidades de Conservação da Natureza no Brasil, especialmente as de Proteção Integral.

“Essa ‘picada’, que um dia virou uma estrada ilegal, está sendo usada novamente dentro de uma artimanha de um projeto para rasgar a floresta. De tempos em tempos, esse assunto vem à tona”, disse.

Após 20 anos do fechamento da estrada, lembrou Angela, o Parque do Iguaçu oferece um serviço de concessões bem estabelecido, que gera milhares de empregos em Foz do Iguaçu e nos municípios vizinhos. As prefeituras das cidades do entorno recebem também ICMS ecológico por estarem na região do parque.

Para Angela, a reabertura da estrada interessa “penas aos políticos da área, que utilizam isso em suas campanhas eleitorais. Mas em nenhum momento, eles deixam claro para a população que os municípios só vão perder dinheiro”.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

A diretora da entidade lembra que se o projeto de lei for aprovado, será aberta uma “ferida no meio do parque”. A ideia de “estrada-parque”, inclusive, está sendo usada de forma distorcida no Brasil. Originária dos Estados Unidos, essa rodovia serviria para estimular o turismo, por meio do qual as pessoas apreciariam a paisagem por meio de mirantes, pontos de parada e outros atrativos. O projeto que visa reabrir a Estrada do Colono, no entanto, não prevê esse tipo de rodovia.

Caso a rodovia seja reaberta, o título de Patrimônio da Humanidade recebido pelo parque pode ser afetado e o turismo impactado negativamente, além de facilitar a presença de caçadores e contrabandistas na região. “Irá fragilizar a sobrevivência da vida selvagem. É abrir a porta para os bandidos entrarem”, lembrou Angela.

Foto: Zig Koch/MTUR/Creative Commons/Flickr

A questão da vida selvagem abordada pela diretora da ONG é, de fato, alarmante. Na década de 90, a onça-pintada foi praticamente extinta no parque. Aos poucos, devido a esforços de conservação, a espécie conseguiu se recuperar. Segundo o último censo, realizado em 2017, o número de onças-pintadas cresceu 70%, entre 2010 e 2016. Apesar desse aumento, a espécie permanece considerada criticamente ameaçada de extinção.

Com a reabertura, a estrada cruzaria o rio Floriano, que tem nascente dentro do Parque Nacional do Iguaçu e é considerado o “mais puro” do Paraná. Diante dessa situação, os animais que vivem nas imediações do rio correriam risco de atropelamento.

“A gente não pode cair nessa falácia de, por um termo que está sendo distorcido – estrada parque não é isso -, acreditar que será bom para o parque. Será péssimo!”, concluiu Angela.

Raro, cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é visto na Amazônia

Por David Arioch

Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas (Foto: Reprodução)

Um animal raro, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas foi visto há alguns meses na Amazônia. Sua aparição foi registrada por uma câmera instalada por pesquisadores que estudam o comportamento animal e a realidade de espécies em extinção.

Quase do tamanho de uma raposa, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas é um animal sobre o qual se tem poucas informações, segundo vídeo publicado pela National Geographic.

“Por ser tão raro, pouco se sabe sobre ele. O comportamento, a população e a distribuição da espécie até hoje são um mistério. Cientistas suspeitam que o número de indivíduos está caindo como resultado do desmatamento e da diminuição de presas”, informa.

Pássaros estão globalmente ameaçados por resíduos plásticos

Foto: iflscience

Foto: iflscience

Muito tem sido dito sobre os riscos sérios que a poluição por plásticos representa para a saúde da vida selvagem em todo o mundo, afetando uma ampla gama de espécies, incluindo baleias, tartarugas, peixes e pássaros.

No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado em 10 de maio, dois tratados de conservação da natureza e conservacionistas da ONU em todo o mundo pedem ações urgentes para impedir a poluição por plásticos, destacando seus efeitos negativos sobre as aves marinhas e outras aves migratórias.

“Um terço da produção mundial de plástico não é reciclável e pelo menos oito milhões de toneladas de plástico fluem ininterruptamente nos nossos oceanos e corpos d’água (rios e afins) a cada ano”, disse Joyce Msuya, Diretora Executiva Interina da ONU para o Meio Ambiente.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

“Este lixo esta acabando nos estômagos dos pássaros, peixes, baleias e em nosso solo e água. O mundo está sufocando em plástico e também são nossos pássaros dos quais depende a vida na Terra. ”

A poluição por plásticos é uma das três maiores ameaças para as aves: o emaranhamento nas redes de pesca e os demais são mais visíveis que o plástico, mas afetam menos indivíduos.

A ingestão de lixo plástico é mais danosa e pode afetar grandes proporções de algumas espécies. Aves confundem pedaços de plástico com alimento, fazendo com que morram de fome, enquanto seus estômagos ficam cheios de plástico indigerível.

Pedaços de plástico também estão sendo usadas como material para que as aves façam seus ninhos. Muitas aves pegam o plástico como material para forrar seus ninhos, confundindo-o com folhas, gravetos e outros itens naturais, que podem ferir e prender os filhotes ainda muito frágeis.

Redes de plástico de pesca descartadas são responsáveis pela maior parte das enredamentos de pássaros no mar, nos rios, lagos e até mesmo em terra. As aves marinhas são particularmente ameaçadas pelas redes de pesca. Muitas aves marinhas enredadas não são detectadas porque morrem longe da terra, longe da vista dos seres humanos.

Foto: ornithology.com

Foto: ornithology.com

“Ficar preso, emaranhado em equipamentos de pesca ou em lixo plástico condena as aves a uma morte lenta e agonizante”, diz Peter Ryan, diretor do Instituto Fitzpatrick de Ornitologia Africana da Universidade da Cidade do Cabo.

Para coletar dados adicionais sobre emaranhamentos remotos, cientistas como Peter Ryan recorreram ao Google Images e a outras fontes baseadas na Web para fornecer uma visão mais abrangente da ameaça, e o número de espécies de aves afetadas foi ajustado para cima.

Das 265 espécies de aves registadas enredadas em lixo plástico, pelo menos 147 espécies eram aves marinhas (36% de todas as espécies de aves marinhas), 69 espécies de aves de água doce (10%) e 49 espécies de aves terrestres (0,5%).

Estes números mostram que quase todas as aves marinhas e de água doce correm o risco de se emaranharem em resíduos de plástico e outros materiais sintéticos. Uma grande diversidade de aves terrestres, de águias a pequenos tentilhões, também é afetada, e esses números tendem a aumentar.

Pesquisas mostram ainda que cerca de 40% das aves marinhas contêm plástico ingerido no estômago. Patos marinhos, mergulhadores, pinguins, albatrozes, petréis, mergulhões, pelicanos, gansos e patas, gaivotas, andorinhas-do-mar, auks e tropicbirds estão particularmente em risco.

A ingestão de plástico pode matá-los ou, mais provavelmente, causar lesões graves, e o acumulo de plástico pode bloquear ou danificar o trato digestivo ou dar ao animal uma falsa sensação de saciedade, levando à desnutrição e à fome.

Aditivos químicos de plástico foram encontrados em ovos de aves em ambientes remotos, como o Ártico canadense.

Para resolver a questão da poluição plástica – e garantir que no futuro menos aves morrerão por ingestão ou enredar-se em plástico – a ONU Environment lançou a campanha Clean Seas em fevereiro de 2017. A campanha, que tem como alvo a poluição por plástico marinho em particular, tem foco amplo e pede a indivíduos, governos e empresas que tomem medidas concretas para reduzir suas próprias pegadas de plástico.

A Convenção sobre Espécies Migratórias e o Acordo Africano sobre Aves Aquáticas da Eurásia trabalham com os países para impedir que itens plásticos entrem no ambiente marinho. Uma recente resolução sobre a conservação de aves marinhas adotada pelos países da AEWA em dezembro de 2018 inclui uma série de ações que os países podem adotar para reduzir o risco causado pelos resíduos plásticos em aves migratórias.

Na Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias em 2017, os países também concordaram em abordar a questão das redes de pesca descartadas, seguindo as estratégias estabelecidas no Código de Conduta para a Pesca Responsável da Organização para a Alimentação e Agricultura.

Esforços para eliminar gradualmente os plásticos de uso único e redesenhar os produtos plásticos para torná-los mais fáceis de reciclar estão em andamento em muitos países.

“Não há soluções fáceis para o problema de plástico. Exigirá os esforços conjuntos dos governos, indústria, municípios, fabricantes e consumidores para resolver o problema. No entanto, como destaca o Dia Mundial das Aves Migratórias deste ano – todos neste planeta podem ser parte da solução e tomar medidas para reduzir o uso de plástico de uso único. Enfrentar este problema globalmente não só será benéfico para nós, mas também beneficiará a vida selvagem do nosso planeta, incluindo milhões de aves migratórias”, disse Jacques Trouvilliez, Secretário Executivo do Acordo Eurasian Waterbird Africano.

A poluição por plásticos é uma ameaça séria e crescente para aves migratórias, o que limitará ainda mais sua capacidade de lidar com a ameaça muito maior enfrentada pelas mudanças climáticas.