Onda de calor ameaça golfinho do Indo-Pacífico, alertam cientistas

Um grupo de cientistas alertou que uma onda de calor marinha em 2011 reduziu a taxa de natalidade e sobrevivência do golfinho do Indo-Pacífico na baía de Shark, na costa oeste da Austrália, ou seja, isso poderia colocar a longo prazo em risco a existência nessa região de um dos animais mais inteligentes do mundo, conforme um artigo publicado na revista científica Current Biology.

Foto: AFP 2019 / Toshifumi KITAMURA

No início de 2011, uma onda de calor marinha produziu uma massa de água quente que elevou as temperaturas das costas ocidentais da Austrália em quatro graus centígrados acima da média. O número destes cetáceos diminui em 12%, enquanto a quantidade de crias por fêmea também foi reduzida devido ao fenômeno natural ocorrido há oito anos.

Com isso, é possível notar que a onda de calor foi devastadora e que ela afetou negativamente as pradarias marinhas e as populações de peixes.

“Nossos resultados sugerem que os fenômenos meteorológicos extremos podem ser demasiadamente prejudiciais […] o que gera um impacto negativo a nível de população”, afirmou Simon Allen, pesquisador associado da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol (Reino Unido) e coautor do artigo.

Allen enfatizou que as ondas de calor geralmente estão relacionadas com a mudança climática, o futuro do “ecossistema em geral” está em risco a longo prazo.

Além disso, o estudo examinou informações demográficas de mais de 5.000 indivíduos deste tipo de golfinho entre 2007 e 2017, sendo que os pesquisadores especificaram que a diminuição da espécie causada pela onda de calor afetou diretamente a alimentação das crias do golfinho do Indo-Pacífico e os expondo aos predadores, já que seus progenitores ficavam mais tempo longe em busca de alimentos, o que contribuiu para o aumento da mortalidade das crias deste animal.

Fonte: Sputnik News

Conheça os dez animais mais ameaçados de extinção pelo apetite humano

Foto: Alamy

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Vítimas de caçadores movidos pela demanda do tráfico internacional, seja por status, decoração ou alimentação, e da extensão de algumas atividades humanas, como enredamentos, tráfego intenso fluvial e perda de habitat, aqui estão alguns dos animais que mais correm risco de extinção.

Se há um único prato que simboliza a disposição dos humanos em comer outros animais, fora da existência, é a espécie de ave conhecida como Sombria (Emberiza hortulana).

Tradicionalmente, esse pássaro canoro pequenino, valorizado desde os tempos romanos, é devorado inteiro, em uma só mordida, com a cabeça escondida debaixo de um guardanapo para ocultar a vergonha em cometer o ato brutal. Embora, afogada em tempero e frita, essa “delicadeza” não passa de um crime contra a natureza.

Na França, onde a caça de sombrias foi banida desde 1999, 30 mil aves ainda são capturadas a cada ano, segundo o RSPB; eles chegam a custar 150 euros cada. Apesar dos esforços de conservação, o número de sombrias caiu 84% entre 1980 e 2012.

No entanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) lista a ave como “uma espécie de menor preocupação”. Existem muitos animais que estão em perigo muito maior, de acordo com o Prof. David Macdonald da Universidade de Oxford, que relatou em 2016 que os nossos hábitos culinários ameaçam 301 espécies de mamíferos terrestres com extinção.

Aqui estão 10 das criaturas que estão em maior risco de extinção, com base no estudo do professor Macdonald, com base em informações da Marine Conservation Society (MCS), lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas e do programa de conservação Edge of Existence da Zoological Society of London (ZSL).

Salamandra gigante chinesa

Antigamente encontrada no centro, no sudoeste e no sul da China, o maior anfíbio do mundo teve uma queda em sua população de 80% desde 1960, de acordo com Olivia Couchman, da ZSL.

Apesar de estar protegida sob o apêndice Cites I (o mais alto nível de proteção dado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres), os espécimes supostamente chegam a valer mais de 1.500 dólares no mercado paralelo, onde são valorizados tanto quanto iguaria gastronômica quanto pelas suas propriedades medicinais (crenças da medicina chinesa).

Em 2015, o Washington Post noticiou que repórteres disfarçados de um jornal chinês, haviam flagrado 14 policiais comendo a salamandra durante um jantar em um restaurante de frutos do mar em Shenzen (China).

Esturjão beluga

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Esses peixes antigos e gigantescos (que podem chegar a pesar até uma tonelada e meia) podiam ser encontrados desde a Rússia central até a Itália e o norte do Irã, mas a intensa pesca realizada tendo a espécie como alvo – impulsionada pela demanda por sua carne e ovas (caviar) – mais o efeito devastador do tráfego intenso de navios nos rios durante os seus padrões migratórios de desova, reduziram sua presença a apenas dois rios, o Ural e o Danúbio, e as bacias que alimentam, o Cáspio e o Mar Negro, respectivamente.

Como diz Jean-Luc Solandt, do MCS, esta espécie é uma das que “definitivamente pode se tornar extinta em uma geração”. Com o caviar Beluga chegando a valores altíssimos por quilo, é fácil entender por que a superexploração continua sendo um problema. E o beluga não é o único esturjão em apuros: das 27 espécies, a IUCN coloca outras 15 na mesma faixa de criticamente ameaçada.

Pangolim

Foto: Alamy

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Desde 2000, acredita-se que mais de um milhão de pangolins, o mamífero selvagem mais traficado do mundo, tenha sido morto por sua carne e osso, e principalmente por suas escamas (usadas na medicina tradicional chinesa).

Quando todas as oito espécies de pangolim entraram para o apêndice I da CITES em 2016, todos na convenção da entidade aplaudiram. No entanto, como ressalta Dan Challender, da Universidade de Oxford, as apreensões alarmantes continuam ocorrendo: 8,3 toneladas de escamas, totalizando 13.800 pangolins, em Hong Kong em janeiro, na interceptação de um embarque da Nigéria destinado ao Vietnã; 30 toneladas de animais vivos e congelados e partes do corpo na Malásia em fevereiro.

Como as espécies asiáticas, particularmente as sunda e as chinesas, não são mais comercialmente viáveis para os traficantes porque restaram tão poucas, a demanda local está sendo suprida pelo comércio intercontinental.

Paul De Ornellas, o principal assessor de vida selvagem do WWF do Reino Unido, descreve isso como “um continente que suga a vida selvagem de outro”.

Tubarão-anjo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

O MCS diz que esta espécie está “a um passo da extinção” na natureza. Seu alcance – que até meados do século XX se estendia da Noruega e Irlanda até o Marrocos e o Mar Negro – sofreu uma queda de 80% e foi declarado extinto no Mar do Norte. Este peixe sedentário que fica no fundo do mar é mais ameaçado pela pesca de arrasto que tem como alvo outras espécies, onde ele acaba sendo capturado acidentalmente.

Tartaruga-gigante gigante do Yangtze (Tartaruga do rio Vermelho)

Uma vez encontrada em extensas populações no Vietnã e na China, esta espécie está agora reduzida a apenas quatro indivíduos conhecidos, graças ao apetite local por sua carne e ovos.

Com dois machos em diferentes lagos vietnamitas e o outro par em um programa de reprodução em cativeiro chinês ainda mal sucedido (o macho tem um pênis danificado, de acordo com o New Yorker), Couchman diz que seria surpreendente se a espécie conseguisse sobreviver.

A situação desta tartaruga de água doce remete a da população de tartarugas no geral: depois dos primatas, eles são o segundo animal mais ameaçado dos principais grupos de vertebrados do mundo.

Gorila da planície oriental ou Gorila de Grauer

Encontrado nas montanhas do leste da República Democrática do Congo, no noroeste de Ruanda e no sudoeste de Uganda, este gorila é particularmente vulnerável à caça por sua carne, associada a campos de mineração ilegais.

Enquanto as outras subespécies de gorilas orientais – como o gorila da montanha – são os únicos grandes primatas que tem aumento em seus números, as populações das planícies do leste estão em constante declínio.

Embora a violência na região tenha impossibilitado a contabilidade exata, estima-se que sua população tenha caído 77% em uma única geração, para 3.800 indivíduos, de acordo com a lista da Edge of Existence.

Enguia europeia

Foto: PicturePartners/Getty Images/iStockphoto

Foto: PicturePartners/Getty Images/iStockphoto

Estes misteriosos peixes migram do Atlântico (acredita-se que sejam gerados no Mar dos Sargaços) para águas frescas e costeiras para crescer, depois voltam para o oceano para se reproduzir.

Embora pouco se entenda sobre qualquer processo, as enguias juvenis (chamadas de vidro por sua transparência) e maduras (da cor prata ou amarelas) têm sido excessivamente exploradas, a ponto de os números da espécie terem caído pela metade desde a década de 1960. A exploração excessiva é apenas uma das muitas ameaças que as enguias enfrentam, o MCS pede aos humanos que “evitem comer enguias europeias em qualquer fase do seu ciclo de vida”.

Colobus vermelho

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Christoph Schwitzer, da Bristol Zoological Society, diz que este grupo de espécies de macacos – que são atualmente 18 – é um excelente exemplo de grandes primatas sendo caçados até a extinção “porque eles dão uma boa refeição em família”.

Eles são encontrados em toda a África subsaariana, onde a degradação do habitat, a construção de rodovias e a comercialização de carne proveniente da caça, causar com efeitos devastadores aos animais. Uma das espécies, o colobus vermelho de Miss Waldron, já esta extinta, não tendo sido vista em estado selvagem desde 1978, enquanto o mais recentemente descoberto, o colobus vermelho do delta do Níger, está prestes a desaparecer nos próximos cinco anos.

Indri ou babakoto

Os lêmures de Madagascar – entre os quais o indri em preto e branco é o maior – são o grupo de primatas mais ameaçado do mundo: 105 das 111 espécies e subespécies conhecidas da ilha estão ameaçadas de extinção.

Embora a degradação do habitat devido à agricultura de corte e queimadas tenha sido um problema (com hábitos alimentares humanos representando uma ameaça indireta), nos últimos 15 anos foi revelado um aumento alarmante na caça a esse animais por subsistência e comércio (demanda causada por restaurantes locais, segundo Schwitzer.

Essa nova ameaça está ligada à crise política e econômica da ilha. Como Couchman mesmo descreve, “as pessoas estão morrendo de fome”.

Saola

Eles podem parecer antílopes, mas esses grandes mamíferos que habitam a floresta, encontrados nas Montanhas Annamite, ao longo da fronteira entre o Laos e o Vietnã, estão mais relacionados com as populações de bois selvagens e os búfalos.

A ciência ocidental só ficou sabendo de sua existência no início dos anos 90, quando chifres foram encontrados nas casas de caçadores vietnamitas.

Pouco ainda é conhecido sobre eles hoje, incluindo quantos ainda restam. A lista da Edge of Existence diz que pode ser de apenas 30.

Para De Ornellas, o saola está ligado à “síndrome da floresta vazia”, uma preocupação real nesta região do sudeste da Ásia, onde quase todos os grandes animais foram caçados para alimentação local.

Governo proíbe soltura de balões a gás em Gibraltar para proteger a vida marinha

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

David E. Gurniewicz/Balloonsblow.org

Balões são comprovadamente prejudiciais ao meio ambiente, à vida selvagem e aos animais marinhos. Além de sujar riachos, lagos e praias, estes artefatos de borracha ainda são a causa da morte de muitos animais marinhos e aves.

Mesmo aqueles que são comercializados como “ecologicamente corretos” demoram anos para se desintegrar na natureza. As cordas “enfeites” que geralmente ficam amarradas a esses balões também podem ficar presas ao redor do pescoço de pássaros levando-os a morte ou as aves podem morrer ao consumir o material do qual eles são feitos.

Da mesma forma, quando os balões são arrastados pelo vento para o oceano, os animais marinhos também não sabem que eles são perigosos, assim acabam comendo o objeto colorido.

Tartarugas marinhas, golfinhos e peixes geralmente confundem pedaços de borracha com alimento e morrem por ingeri-los. Estas são as principais razões que levaram o governo de Gibraltar a proibir completamente a liberação de balões de hélio (gás).

Anualmente, todo dia 10 de setembro, Gibraltar comemora o Dia da Pátria. O pais mantinha uma tradição antiga de lançar 30 mil balões vermelhos e brancos como forma de homenagem a cada pessoa que vivesse no território.

The Sun/Reprodução

The Sun/Reprodução

No entanto, em 2016, essa tradição foi encerrada quando o impacto dos balões no meio ambiente e na vida selvagem foi percebido. Recentemente, autoridades decidiram agir de forma mais efetiva e proibir totalmente a liberação dos balões de gás.

Ao anunciar a medida, o governo de Gibraltar declarou: “Com esta decisão, queremos reiterar nosso compromisso com a limpeza dos mares, mantendo o oceano livre de plásticos e outros materiais não biodegradáveis que causam tanto prejuízo à vida selvagem.”

Este é um movimento importante e espera-se que outros governos pelo mundo sigam o mesmo exemplo. Qualquer tradição, ainda que antiga e culturalmente enraizada, caso se mostre nociva ao meio ambiente ou às criaturas com as quais a humanidade compartilha o planeta, deve ser encerrada imediatamente. É o mínimo a ser feito por estes seres indefesos, mortos muitas vezes, pela simples ação humana, como no caso dos balões.

Poluição e pesca ameaçam sobrevivência de golfinhos no Brasil

Duas espécies amazônicas de água doce são ameaçadas: o peixe-boi amazônico e o boto-rosa — Foto: Rudimar Narciso Cipriani/ TG

Quando o assunto é mamífero, o Brasil se destaca: casa para mais de 700 espécies reconhecidas cientificamente, o País possui uma das maiores riquezas de mamíferos do mundo. Dessas, 51 são marinhas, sendo 19 golfinhos, 24 baleias, sete espécies carnívoras e o peixe-boi-marinho.

Em águas brasileiras, os pintados-do-atlântico se destacam por ser a espécie mais comum no litoral norte paulista, onde também são observados nariz-de-garrafa, dentes-rugosos, golfinho-comum, boto-cinza e toninha.

Dentre as espécies listadas no Livro Vermelho do ICMBio, a toninha, também conhecida como boto-amarelo, é o Cetáceo mais ameaçado da América do Sul.

Tida como “Criticamente em Perigo”, categoria anterior a “Extinto na Natureza”, a espécie é vítima da pesca de emalhe – um tipo de rede -, diminuição do habitat e poluição.

De acordo com pesquisas realizadas em 2002, a espécie pode chegar a 10% do tamanho populacional em 23 anos no Sul do Brasil.

Endêmica do Atlântico Sul Ocidental, a toninha pode ser encontrada nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, no Uruguai e na Argentina. Comum em águas mais rasas, de até 30 metros, ocorre principalmente em ambientes marinhos e em alguns poucos estuários, como a Baía da Babitonga.

Atenção aos rios

De acordo com pesquisas do Livro Vermelho, os golfinhos fluviais são as espécies mais ameaçadas de extinção, resultado do conflito pelo uso dos recursos hídricos, captura direta por pescadores, captura acidental em redes de pesca e encalhes.

O desmatamento e a ocupação humana nas margens do rio também afetam a sobrevivência do boto-vermelho, o maior golfinho de rio, classificado como “Em Perigo” na categoria de risco de extinção.

De acordo com os especialistas, suspeita-se um declínio populacional da espécie de pelo menos 50% nas próximas três gerações, ou cerca de 30 anos.

No Brasil, o boto-vermelho ocorre em rios como o Negro, Solimões, Japurá, Purus, Juruá e Madeira, abrangendo a Amazônia, Acre, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá, além da bacia dos rios Araguaia e Tocantins, podendo ser avistado em Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

A poluição, mineração e a fragmentação do habitat, que resultam no assoreamento dos rios, são outras ameaças à espécie, que na última década foi muito usada como isca na pesca de bagre e piracatinga.

Fonte: G1

Dois elefantes morrem eletrocutados por fio de alta tensão

Não é a primeira vez que elefantes e outros animais morrem por eletrocussão na Índia.

Dois elefantes foram eletrocutados em Gurguripal em Bengala Ocidental, leste da Índia.

Mais de 100 elefantes asiáticos em risco de extinção já foram mortos por linhas de energia e cercas elétricas no estado de Odisha, nos últimos 12 anos. Girafas, leopardos, búfalos do Cabo e rinocerontes brancos também foram eletrocutados em vários países.

Primatas também são vítimas frequentes. Pelo menos 30 espécies e subespécies, metade das quais estão ameaçadas de extinção, são afetadas por este perigo na Ásia, África e América Latina.

Infelizmente, no último fim de semana mais dois animais foram vítimas dessa ameaça à vida silvestre. Elefantes selvagens morreram depois de serem eletrocutados por cabos de energia perigosamente baixos.

Os mamíferos foram encontrados em um campo de arroz na aldeia de Nepura em Gurguripal em Bengala Ocidental, leste da Índia.

Os animais tinham entrado em fios de eletricidade “perigosamente baixos” na vila de Nepura.

Pelo menos 80 elefantes passaram pela vila duas semanas antes de os elefantes entrarem em contato com os fios, que estavam a apenas 60 cm do solo, na manhã do último sábado (19). As informações são do Daily Mail.

Especialistas criticaram o conselho de eletricidade estatal WBSEC e afirmaram que haviam alertado sobre o fio anteriormente.

Pradeep Vyas, principal conservador-chefe do chefe da Divisional Forest, disse: “Os animais ficaram lá por quase três semanas. Dissemos ao WBSEC que eles deveriam consertar o fio porque era uma frequente zona de elefantes”.

“Mas por causa de sua negligência, aconteceu de novo e de novo – no ano passado, outro incidente deste tipo aconteceu”.

Especialistas criticaram o conselho estadual de energia elétrica WBSEC, com um afirmando que eles haviam sido avisados ​​sobre o fio anteriormente, e que isso tinha acontecido antes.

Os animais foram encontrados mortos por moradores locais que informaram o departamento florestal.
Rabindranath Saha, Oficial da Divisão de Florestas, disse: “Os corpos de dois elefantes foram encontrados no campo de arroz da aldeia de Nepura, na área da delegacia de Gurguripal, na manhã de sábado”.

“Parece que eles morreram de eletrocussão. Alguns dos cabos de alta voltagem estão caindo perigosamente na área”.

Estes fios são muito perigosos e podem causar morte e danos a pessoas que trabalham no campo também.

Governo federal autoriza caça a leões-marinhos

O Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Oregon, nos Estados Unidos, conseguiu uma autorização federal para matar 93 leões-marinhos anualmente abaixo de Willamette Falls, ao sul de Portland, para proteger a corrente de inverno dos peixes como truta arco-íris.

Leão marinho da Califórnia sendo transportado por caminhão até o Oceano Pacífico a cerca de 130 quilômetros de distância. O leão-marinho macho foi libertado ao sul de Newport, Oregon, em um programa destinado a reduzir a ameaça a salmão-do-mato selvagem de inverno e salmão chinook no rio Willamette.

A matança de leões-marinhos já começou sob a alegação de que eles ameaçam um tipo frágil e único de truta no rio Willamette, onde os mamíferos aquáticos carnívoros geralmente se reúnem para se alimentar.

Até a semana passada, gerentes da vida selvagem mataram três dos animais usando armadilhas que usaram no ano passado para realocar os leões-marinhos, disse Bryan Wright, gerente de projeto do programa de recursos marinhos do Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Oregon. As informações são do Daily Mail.

Os leões marinhos adultos, que pesam cerca de 1.000 libras (454 quilos) cada, descobriram que podem atravessar as cachoeiras para encontrar alimentos, enquanto os peixes avançam em direção aos riachos onde nasceram.

As trutas viajam para o mar a partir de rios do interior, crescem até a idade adulta no Oceano Pacífico e retornam ao seu rio natal para desovar. Eles podem crescer até 55 libras e viver até 11 anos.

Truta arco-íris

Os leões marinhos se reproduzem a cada verão no sul da Califórnia e no norte do México, depois os machos cruzam a costa do Pacífico para se alimentarem. Caçados pelo seu pelo espesso, o número de mamíferos caiu drasticamente, mas se recuperou de 30.000 no final dos anos 1960 para cerca de 300.000 graças ao 1972 Marine Mammal Protection Act.

Com o crescimento de seus números, os leões-marinhos estão se aventurando cada vez mais para o interior do rio Columbia e seus afluentes em Oregon e Washington – e seu apetite está tendo consequências desastrosas, disseram cientistas.

De acordo com um estudo de 2017 realizado por biólogos da vida selvagem, os leões-marinhos estão comendo tanta truta arco-íris no inverno em Willamette Falls que a espécie corre um alto risco de extinção.

Autoridades da fauna selvagem moveram cerca de uma dúzia de leões-marinhos para a costa perto da pequena cidade de Newport no ano passado mas os animais acabaram nadando de volta para as cataratas em questão de dias.

Assim, o estado solicitou permissão a autoridades federais para começar a matar os animais, que também são listados como uma espécie federal ameaçada de extinção.

A permissão do Serviço Nacional de Pesca Marinha diz que os leões-marinhos foram observados comendo perto de Willamette Falls entre 1º de novembro e 15 de agosto ou foram vistos no mesmo trecho do rio em dois dias consecutivos.

Leões-marinhos individuais são identificados por observadores treinados que olham para as marcas em suas costas ou marcas em suas nadadeiras.

Os animais estão sendo sacrificados por um veterinário por injeção letal da mesma forma que cães e gatos são sacrificados, disse Wright. Sua carne vai para uma usina de processamento.

Antes que um leão marinho seja morto, o estado deve descobrir se existe um zoológico ou aquário que queira o animal. Se assim for, os gerentes da vida selvagem do Oregon devem manter o leão-marinho por 48 horas antes de matá-lo.

Em um programa semelhante, Oregon e Washington já mataram mais de 150 leões marinhos abaixo da represa de Bonneville, no rio Columbia, para proteger o salmão ameaçado e ameaçado de extinção.

Em 2018, um leão marinho da Califórnia que foi preso em Willamette Falls no rio Willamette foi lançado no Oceano Pacífico perto de Newport, Oregon.

Críticas ao programa

Zoológicos e aquários são prisões exploradoras e cruéis para os animais. Retirá-los da vida selvagem e condená-los a uma vida em cativeiro ou à morte é abominável. Essas não são soluções justas e cabíveis para os leões-marinhos que caçam por instinto e sofrem com a perda de seu habitat natural, o que os levam a procurar por comida em locais mais próximos da civilização. A pesca é a maior responsável pelo risco de extinção de inúmeras espécies de peixes e os leões-marinhos estão pagando o alto preço.

A matança de leões-marinhos na represa de Bonneville, no rio Columbia, ano passado, foi chamada de “mal concebida”. Críticos disseram que as ações não iriam resolver o problema do declínio do salmão, que também enfrenta outros problemas, como a perda de habitat e barragens.

“Essa lei muda a natureza protetora do Marine Mammal Protection Act, permitindo a morte indiscriminada de leões-marinhos em todo o rio Columbia e seus afluentes”, disse Naomi Rose, cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, em um comunicado.

Provavelmente, a nova permissão também irá causar revolta nos conservadores da fauna marinha na Califórnia.

Alfândega chinesa prende quadrilha de contrabando de peixe em extinção

A alfândega chinesa anunciou recentemente os resultados de sua repressão à quadrilha de contrabando do peixe totoaba, em 2018.

Foto: Richard Herrmann

As investigações resultaram na prisão de 16 membros de gangues e na apreensão de aproximadamente 980 libras de bexigas de totoaba, o equivalente a um valor estimado em US $ 26,4 milhões .

O caso ainda está sendo apurado, mas descobertas preliminares revelam que a gangue criminosa, que operava em várias províncias chinesas, comprou ilegalmente as bexigas totoabas no Golfo da Califórnia , no México , e as transportou para vários países antes de chegar à China. Esta repressão é um dos casos mais bem sucedidos no combate ao contrabando de espécies ameaçadas de extinção .

Zak Smith , procurador sênior no Programa de Natureza do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) disse em um comunicado, “O governo chinês está trabalhando duro para cumprir o seu compromisso de erradicar o comércio ilegal de totoaba na China. Esperamos que o governo mexicano implemente esforços vigorosos para combater o tráfico de totoaba. Precisamos desesperadamente de cooperação internacional para eliminar o comércio de tototaba, que está colocando em risco a vaquita, que hoje somam menos de 15 animais em todo o mundo.

Vaquita. Foto: Alamy

O pretexto medicinal 

Enfrentando a extinção, o totoaba é listada na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) , o que significa que o comércio internacional do peixe  é proibido. Nativa no Golfo da Califórnia, no México, a totoaba é usada na culinária chinesa sob a falsa suposição de que poderia tratar problemas de saúde ou fornecer outros benefícios, como a fertilidade e vitalidade da pele.

As bexigas de natação de Totoaba são oferecidas para venda em Shantou, China. Foto: EIA

A pesca ilegal deste peixe no México também ameaça a vaquita , uma espécie rara de golfinho criticamente em perigo listada sob o Ato de Espécies Ameaçadas de Extinção, porque a vaquita se emaranha e morre nas redes usadas, originalmente, para capturar totoabas.