Administração Trump anuncia plano de expandir acesso para caça e pesca nas reservas americanas

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Tentando camuflar-se sob a bandeira da tradição de caça americana, o governo pretende abrir partes das reservas da vida selvagem àqueles que tem intenção de matar os animais, que ali estão justamente para serem protegidos desse tipo de investida covarde.

Em mais uma de seus diversos movimentos contra os animais a administração Trump agora anuncia um plano para ampliar ainda mais o acesso para caça e pesca às terras federais protegidas. O plano visa aumentar o acesso a 1,4 milhão de acres de terras públicas em 74 refúgios de vida selvagem e 15 incubadoras protegidas de peixes.

O governo também alega que planeja atualizar os regulamentos de caça e pesca em refúgios nos EUA para adequar-se melhor às regulamentações estaduais, disse o secretário do Interior dos EUA, David Bernhardt, em um comunicado semana passada.

Bernhardt tenta defender a iniciativa covarde alegando que a medida trata-se de um compromisso do governo em dar às pessoas mais acesso a “atividades esportivas”, segundo Bernhardt, a falta de acesso às reservas é uma das razões mais comuns pelas quais as pessoas não participam de atividades ao ar livre.

O departamento do interior do país disse que caça, pesca e outras atividades ao ar livre contribuíram com mais de 156 bilhões para a economia em 2015, evidenciando espontaneamente a importância do lucro na tomada da decisão.

É preocupante e triste que chefes de estado como Bernhardt e a vice-diretora-chefe do departamento, Margaret Everson, defendam a caça e da pesca como uma tradição a ser transmitida entre as famílias de geração em geração. Foi graças a esse tipo de valores que o planeta chegou ao estado de exaustão em que se encontra atualmente.

Valores como compaixão, conscientização, amor a toda vida, respeito e igualdade sejam relegados ao segundo plano em comparação com os lucros que a morte pode trazer aos cofres públicos.

O anúncio porém segue uma crescente de ofensivas contra o meio ambiente e acontece na esteira das medidas que administração Trump tem revertido em relação às políticas de conservação da era Obama.

No mês passado, o governo anunciou planos para substituir as barreiras por 100 milhas da fronteira sul da Califórnia e do Arizona, inclusive por meio de um monumento nacional e um refúgio de vida selvagem, que os ambientalistas alertam severamente prejudicial à vida selvagem.

No verão passado, funcionários do governo anunciaram planos para limitar algumas proteções a espécies ameaçadas e propuseram uma nova regra para reduzir o número de áreas úmidas sob proteção federal, que são vitais para a qualidade da água do país.

Em maio, as Nações Unidas divulgaram seu primeiro relatório abrangente sobre a biodiversidade, que descobriu que o risco de extinção atualmente se aproxima de mais de 1 milhão de espécies de plantas e animais.

De acordo com o relatório, a perda de espécies está acelerando a uma taxa dezenas ou centenas de vezes mais rápida do que no passado, com a pesca sendo uma das cinco principais maneiras pelas quais as pessoas estão reduzindo a biodiversidade.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Festival de música anuncia shows dentro das instalações de zoológico

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Lêmures em cativeiro | Foto: Tayto Park Zoo

Grupos de defesa dos direitos animais condenam o zoológico e parque temático Tayto Park, na Irlanda, pelo impacto que os shows do festival que o parque irá abrigar, terão nos animais que vivem em cativeiro na instalação.

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e serem mantidos presos em cativeiros contra a sua vontade, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

A ISPCA e a Born Free Foundation disseram que o evento no local, “anunciado como um festival de diversão para a família”, não seria “divertido para o os animais de maneira nenhuma”.

O evento está previsto para os dias 29 e 30 de junho, com apresentações ao vivo de artistas como Key West, Nathan Carter e Hudson Taylor.

Os grupos de defesa dos direitos animais disseram que o evento incluirá música alta nas duas noites do festival em “momentos em que os animais normalmente não são perturbados e estão descansando”.

Eles acrescentaram que é “irresponsável” que o evento continue, uma vez que “é muito provável que os animais sofram estresse considerável”.

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Propaganda do Festival de música | Foto: Tayto Park Zoo

Os grupos disseram que levantaram suas preocupações ao conselho regional, Meath County Council, que emitiu a permissão para o festival, mas que nenhuma exigência adicional de bem-estar em relação aos animais presentes no local foi acrescentada.

O porta-voz da ISPCA, Andrew Kelly, disse estar “muito desapontado” com o conselho “ignorar as preocupações dos especialistas em bem-estar animal e dar o aval para este tipo de evento”.

Ele acrescentou: “No mínimo, acreditamos que uma condição para a emissão da licença deveria incluir a presença de um veterinário especializado no zoológico para monitorar o bem-estar dos animais durante a realização do evento”.

O porta-voz da ONG Born Free, o Dr. Chris Draper, disse que uma vez que o festival comece, “haverá pouco que possa ser feito para proteger qualquer animal que esteja estressado”.

Ele acrescentou: “Os zoológicos e os conselhos locais devem pensar mais nos eventos que permitirem no futuro e priorizar o bem-estar animal em detrimento do lucro”.

Em resposta, um porta-voz do Tayto Park disse que “os guardiões e cientistas comportamentais monitoram os animais durante todos os nossos eventos para garantir seu bem-estar”.

O parque disse que seu plano de proteção ao beme-star animal garantirá que nenhum distúrbio aos animais do zoológico e que ele será fechado às 19h, sem mais acesso ao público.

O porta-voz disse que o palco não estava localizado no zoológico, mas fora do perímetro do parque e que os recintos mais próximos da área ficavam a pelo menos meio quilômetro de distância.

Ele acrescentou: “Os auto-falantes vão ficar pendurados para cobrir o público e reduzir o barulho no zoológico e nas áreas residenciais”.

Eles disseram que os níveis de ruído não excederiam seus protocolos e os níveis seriam monitorados com a assistência de veterinários e funcionários.

Shows dessa proporção, com palco, iluminação e projeção de som para platéia imensas podem ser ouvidos a quilômetros de distâncias, como mostram os eventos de cantores e andas famosos realizados em estádios.

Estrelas como os artistas convidados atraem multidões e com certeza os animais ficarão incomodados não só pelo som, como pelas luzes e o excesso de pessoas, males dos quais, em seus habitats naturais jamais encontrariam.

O irrefreável sede de lucro dos seres humanos triunfa uma vez mais sobre os animais indefesos perante sua ambição desmedida.

Zoológicos de Londres realizam festas noturnas chamadas de “Zoo nights”

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração pelo animais

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.

O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Mais de 60 cachorros são resgatados de matadouro dias antes do início do Festival de Yulin

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Mais de 60 cães que aguardavam a morte trancafiados em gaiolas superlotadas e sujas foram resgatados de um matadouro em Yulin, na China, dias antes da cidade receber seu festival anual de carne de cachorro.

Os 62 cães, alguns ainda usando coleiras, estavam aterrorizados, exaustos e desnutridos quando foram encontrados em um matadouro escondido por ativistas chineses em 12 de junho, segundo relatos.

Eles foram levados imediatamente para um abrigo temporário para receber atendimento de emergência, comida e água, disseram que os ativistas estão no processo de organizar os animais para serem enviados para os centros de resgate em todo o país.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos moradores de Yulin durante o festival realizado no solstício de verão.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Imagens comoventes e fortes, divulgadas pela organização Humane Society International (HSI), mostram dezenas de cachorros indefesos sendo mantidos em uma pequena sala vazia. Muitos deles espremidos em gaiolas enferrujadas.

Wei, um dos ativistas chineses, disse à HSI: “Estava quente demais dentro do matadouro quando chegamos lá, os cães estavam exaustos e ofegantes, alguns se apertando contra a parede em um esforço para não serem notados”.

“Outros nos perseguiram se enrolando em nossas pernas, ansiosos por atenção”.

Esses animais provavelmente vieram em um dos últimos caminhões de cães que entraram em Yulin antes do festival porque o governo local provavelmente impediria a entrada de mais caminhões na cidade, acrescentou Wei.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O ativista continuou: “Queremos que o mundo veja os horrores que é o comércio de carne de cachorro da China, entre os quais Yulin é o típico exemplo, e também para que os amantes de cachorros, de todos os lugares do mundo, ergam suas vozes contra esta terrível crueldade”.

“Por favor, não desperdice sua saliva dizendo que comer carne de cachorro faz parte da cultura chinesa. Não é nossa cultura roubar os animais domésticos das pessoas. Não é nossa cultura comer cachorros”.

Embora o festival de carne de cachorro de Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Segundo o Dr. Peter Li, especialista em políticas da HSI na China, Yulin se torna um “lugar muito tenso” agora, com os comerciantes de cães e matadouros em alerta máximo à medida que o festival se aproxima.

“Por isso, foi difícil para esses ativistas chineses conquistarem a confiança dessa instalação para liberar os cães”, disse Li.

Ele acrescentou: “Pedimos ao governo chinês que mostre que não tolerará as gangues de ladrões de cães que perpetuam esse comércio e que acabam indo parar no comércio brutal de carne de cachorro e gato”.

A HSI está atualmente ajudando os cães resgatados a serem transportados para um abrigo de longo prazo no norte da China. A organização disse que também procuraria famílias adequadas no exterior, para adotar os animais.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

O Yulin Dog Meat Festival, realizado no solstício de verão, é um festival de comida altamente controverso na província de Guangxi, no sul da China.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

O popular restaurante de carne de cachorro Yulin No. 1 Crispy Dog Meat preparou 12 mesas ao longo da calçada do lado de fora com mais 20 mesas próximas para as festas do ano passado, informaram fontes locais na época.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente. Pessoas de outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, também têm a tradição de comer cachorros.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três abatedouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias

A ONG afirma que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças ao protesto do público.

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Foto: HSI (Humane Society Internacional)

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente faltam leis para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.

Em setembro de 2009, ativistas dos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção de animais e em 2010, outro projeto de lei sobre a prevenção de crueldade com animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com a Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily. No entanto, até hoje, nenhum progresso foi feito.

Embora a primeira legislação do país que protege o bem-estar animal ainda tenha que ser adotada, os casos crescentes de abandono de animais e séria crueldade contra animais como a morte de cães e a queima de gatos levaram a um sério ressentimento espalhado pela sociedade.

Toureiro perfurado por chifre de touro em arena diz que “tourada é assim mesmo”

Foto: EPA

Foto: EPA

Touradas são um dos exemplos mais cruéis e vexatórios de crueldade contra os animais. Transformar a dor, o sofrimento e a morte sob tortura de um animal, em espetáculo de divertimento público é um sinal do anestesiamento humano perante a vida a falta de compaixão que consome a sociedade.

Verdadeiras arenas de morte, onde são martirizados e torturados durante uma lenta e pérfida dança mortal, os touros são provocados, feridos, humilhados para ao final serem mortos inequivocamente.

Foto: EPA

Foto: EPA

As imagens fortes apresentadas no vídeo são testemunhas silenciosas da insensatez humana e suas consequências, elas flagram o momento em que um toureiro espanhol é ferido pelo touro que tentava matar durante uma apresentação cruel em Madri.

Roman Collado, de Valência (Espanha), foi jogado no chão e perfurado pelo chifre do touro de 1.200 kg na feira de San Isidro, na capital espanhola, no domingo último.

Um relatório médico mostrou que ele havia sofrido um ferimento de 12 polegadas (cerca de 30 cm) em sua coxa e danificou seus músculos, veias e artérias.

No entanto, o toureiro sobreviveu ao ataque e um tweet postado em sua conta disse: “A tourada é assim mesmo”.

As filmagens do evento mostram o touro atacando Collado em defesa própria, após toda a provocação e sofrimento que sofreu por longos momentos, na Praça de Touros de Las Ventas, uma praça de touros em Madri.

Segundo o jornal espanhol El Pais, o animal já tinha uma espada alojada no nariz naquela tourada.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Collado e o touro são vistos no vídeo em um breve impasse quando o toureiro, brandindo outra espada, segura uma capa vermelha antes que o touro acuado e ferido atacasse suas pernas.

O lutador foi suspenso ficando quase de cabeça para baixo quando o touro acertou-o com seus chifres antes dele finalmente cair no chão.

Duas outras pessoas imediatamente entram correndo na arena, usando suas próprias capas vermelhas para atrair o touro – chamado Santonero I – para longe do toureiro ferido.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Três homens vieram ao auxílio de Collado e carregaram para fora do local o homem ferido em a frente a uma platéia repleta de espectadores chocados.

De acordo com sua conta no Twitter, o toureiro teve duas operações desde o ataque no domingo último.

Uma das operações seria para tratar a trombose e restaurar o fluxo de sangue na perna de Collado.

A declaração disse que ele permanece em uma unidade de terapia intensiva e agradeceu aos amigos por suas “expressões de afeto”.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os festivais de touradas continuam sendo defendidos como parte popular da cultura espanhola, mas os ativistas dos direitos animais e as pessoas de bom senso afirmam o quanto estes espetáculos de horror são cruéis e querem que eles sejam proibidos.

No início deste ano, um homem de 74 anos de idade foi ferido até a morte por um touro de 1.150 libras no tradicional evento Toro Embolao, em Vejer, Cádiz.

A vítima, identificada como residente local, Juan José Varo, tentou subir em um muro procurando segurança e escalando uma parede próxima, mas foi derrubada no caminho pelo touro desesperado.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os touros são soltos pelas ruas da cidade nesses festivais e provocados pela multidão, ao animais correm assustados sem destino enquanto os expectadores gritam e atiram objetos neles.

Confusos e desesperados os pobres animais atacam tudo que veem pela frente, as verdadeiras vítimas desses ataques são os touros e não os seres humanos, que criaram por si mesmos essas formas de tortura que chamam de “entretenimento” e que terminam em perdas de ambos os lados, touros e pessoas.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Urso é morto por autoridades americanas por ser amigável demais com humanos

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Autoridades da vida selvagem do estado no Oregon nos Estados Unidos mataram um urso negro, totalmente saudável, na semana passada, alegando como motivo o fato do animal ter se acostumado demais com humanos ao ter sido alimentado por pessoas para que elas pudessem chegar perto o suficiente para tirar selfies com o animal.

Inocente e dócil o urso, que era apenas um filhote, se aproximava das pessoas para receber comida eelas se aproveitavam desse momento para tirar fotos com o animal e postar nas redes sociais.

A polícia foi alertada sobre o urso que estava perto do lago Henry Hagg por meio dessas fotos postadas em diversas redes sociais, informou o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon (ODFW) em um comunicado à imprensa.

Autoridades alegam que tentaram forçar o urso a voltar para a floresta na quarta-feira, mas o animal retornou no dia seguinte e foi descoberto comendo comida que o público tinha deixado para ele.

O urso acabou pagando com a vida pela própria ingenuidade ao ter se aproximado dos seres humanos cuja intenção era se aproveitar disso e tirar fotos com ele. As autoridades optaram pela saída mais fácil – e mais cruel – eliminar o urso que potencialmente poderia oferecer algum risco no futuro.

Tentando justificar a morte do animal em um comunicado à imprensa Kurt License disse: “Este é um exemplo clássico de por que imploramos ao público para que não alimentem os ursos. Enquanto os indivíduos que colocam comida para este urso podem ter tido boas intenções, os ursos nunca devem ser alimentados”.

Os biólogos descobriram mistura de ração para ursos, sementes de girassol, milho quebrado e outros alimentos deixados na área, disse o ODFW. É ilegal “espalhar comida, lixo ou qualquer outro atrativo, de modo a conscientemente constituir uma atração, sedução ou atrativo para a vida selvagem pois pode potencialmente habituar os animais a isso”.

Segundo o argumento departamento responsável pelo assassinato do animal, ODFW, os ursos que se tornam habituados aos seres humanos são mais propensos a ter interações perigosas no futuro e não podem ser realocados. “Se o urso não estivesse habituado, ele poderia ter sido realocado com segurança”, disse a agência ao Salem Statesman Journal.

“Esta foi uma decisão difícil, os especialistas em vida selvagem do Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon tiveram que fazer para a segurança de todos”, twittou o Gabinete do Xerife do Condado de Washington. “A realocação não era uma opção neste caso. Os humanos não devem alimentar ursos selvagens”.

Uma criatura saudável teve sua vida tirada por humanos e por causa de humanos. Acreditando-se superior aos demais habitantes do planeta, o homem se julga capaz de decidir sobre o direito de vida e morte dos animais, e os mata conforme julga correto, seja por diversão, comida ou segurança.

A morte do urso, tido como ameaça, é a prova disso. A “interação perigosa” no futuro que as autoridades mencionam no comunicado à imprensa, trata exatamente de colocar em risco a vida de seres humanos em risco no futuro, o direito inato à vida do animal, foi desconsiderado.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Camelo é vestido com roupas extravagantes e obrigado a circular em festival musical

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Foto: LEAH INGHAM/FACEBOOK

Um festival musical conhecido como Land Beyond Festival – que tem como tema os instrumentos bateria e baixo – e acontece na Inglaterra anualmente, foi classificado como “nauseante” por vestir e enfeitar um camelo e obrigá-lo a desfilar pelo local.

Imagens do festival, realizadas em Brighton, Sussex, mostraram o animal vestido com uma capa vermelha brilhante e repleto de enfeites pelos rosto e corpo enquanto era conduzido através de um campo barulhento e lotado.

Daniel James, que participou do festival no domingo, descreveu que viu claramente o camelo se incomodar e demonstrar sofrimento por causa da música alta.

Ele disse: “O animal foi exposto a pessoas bebendo álcool e a música estava extremamente alta, como seria de esperar aliás de um festival de Drum and Bass (bateria e baixo).

Foto: soroat6/ Instagram

Foto: soroat6/ Instagram

“Havia pessoas que estavam noriamente bêbadas correndo e tirando fotos com seus telefones pra lá e pra cá, que assustaram o camelo algumas vezes”, conta um expectador do festival.

“Ele (o camelo) estava cercado por seis seguranças, então eles claramente sabiam que estavam colocando o animal em risco.”

Daniel, um expectador que do festival que trabalha com eventos, disse que ele e seu parceiro saíram do local assim que viram o camelo, acrescentando: “Eu nunca vi nada como na minha vida”.

Ele twittou um pequeno vídeo do animal com a seguinte legenda:“Por Deus, por que trazer um camelo para o festival e explorá-lo dessa forma é nojento. Crueldade animal nos dias modernos”.

Outros usuários das mídias sociais responderam ao vídeo com surpresa e revolta, um dos comentários dizia: “Absolutamente repugnante e vergonhoso! Os animais não estão aqui para entretenimento”.

Outro disse: “Abuso e exploração animal repugnantes por si mesmos. Por favor, não use os camelos dessa maneira”.

“Eles têm que ter sua vontade quebrada com espancamentos para se submeterem e estarem a salvo”.

Um terceiro acrescentou: “Estamos em 2019. Por que apoiar a crueldade contra os animais com o uso de um camelo em seus eventos?”.

“Certamente o evento e a música ja se bastam, o animal não deveria jamais ser usado para entretenimento. Que vergonha!”.

O camelo foi alugado da empresa Joseph’s Amazing Camels em Warwickshire.

A companhia disse que os camelos foram “domesticados por mais tempo que os cavalos” e enfatizou que o animal foi colocado em uma cela protetora durante seu tempo no festival.

Mas um porta-voz da RSPCA disse que a entidade ficaria preocupada com qualquer animal que aparecesse em um festival e questionaram a “necessidade” de trazer o camelo para o evento.

Eles disseram: “A grande multidão de pessoas festejando, dançando e bebendo e a música alta em tais eventos, como também o transporte de ida e volta, causam muito stress ao animal”.

“Nós questionamos a necessidade de levar um camelo para um evento como este. Além disso, animais como os camelos são naturalmente sociais, portanto, ser exibido sozinho, sem um animal de companhia adequado, aumenta o estresse”.

Um porta-voz do festival alegou em sua defesa que o animal tem uma licença de performance e foi visto em filmes como Aladdin e uma série de outras produções.

Como se uma exploração previamente realizada fosse permissão ou justificativa para que novas explorações aconteçam.

“Land Beyond é um festival de nome e um de nossos objetivos é nos esforçar para levar experiências incomuns para nossos eventos”.

“Nunca foi nossa intenção ofender ninguém e gostaríamos de agradecer a todos pelo feedback”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com

Foto: Earth.com

Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 


 

Islândia cancela a temporada de caça às baleias de 2019

Baleia-comum | Foto: LifeGate

Baleia-comum | Foto: LifeGate

A Islândia não caçará baleias-comuns (Balaenoptera physalus) este ano, poupando a vida de mais de cem mamíferos marinhos.

A Hvalur hf., única companhia na ilha nórdica que caça baleias-comuns, anunciou que não vai matar os cetáceos neste verão. A empresa recebeu sua licença de caça às baleias muito tarde para terminar de consertar seus barcos a tempo para a temporada.

“Não haverá temporada de caça às baleias”, disse Ólafur Ólafsson, o capitão do navio baleeiro Hvalur 9, disse ao Stöð 2. “Assim [as baleias] poderão nadar em paz pelo país. Nós vamos ‘pegar mais leve’ nesse meio tempo”.

“A permissão chegou tão tarde”, disse ele. “Não havia chegado até o final de fevereiro, e peças de reposição precisam ser encomendadas. Isso leva de seis a oito semanas, até dez semanas, e os navios precisam receber manutenção. Naquela altura, a temporada de caça já havia acabado”.

Os dois navios baleeiros operados pela empresa Hvalur, que mataram cerca de 146 baleias em 2018, permanecerão no cais durante a temporada. Algumas baleias ainda serão mortas por barcos na Islândia este ano; Hrafnreyður está autorizado a caçar baleias-anãs nesta temporada e planeja fazê-lo no final deste mês, segundo a Iceland Review.

Por que as baleias-comuns são caçadas?

A segunda maior espécie de baleias da Terra depois da baleia azul, a baleia-comum foi comercialmente caçada no século passado por petróleo, carne e barbatanas. As baleias-comuns no Atlântico Norte estão listadas como ameaçadas de extinção, segundo o World Wildlife Fund (WWF).

A organização não-governamental acrescentou que a perda de habitat, o lixo tóxico no oceano e a mudança climática também estão diminuindo os números da população da espécie.

A caça comercial de baleias ainda é uma ameaça para as baleias-comuns. A Islândia retomou a caça comercial à baleia em 2013 depois de um hiato de dois anos, anunciando que permitiria que mais de 2 mil baleias fossem mortas durante um período de cinco anos.

A medida foi tomada apesar do declínio do interesse da população em comer carne de baleia – a maior parte da carne vai para os mercados japoneses – e do fato de a Comissão Internacional da Baleia proibir a caça comercial de baleias desde 1987.

Mais pessoas estão se voltando para os frutos do mar baseados em vegetais para evitar a crueldade aos animais e os danos ecológicos.

A exploradora da National Geographic, bióloga marinha e oceanógrafa, Dra. Sylvia Earles, afirma que os frutos do mar livres de crueldade e vegetarianos poderiam ajudar a salvar nossos mares.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Relatório revela que a civilização humana pode chegar ao fim em 2050

Foto: Maja Hitij/Getty Images

Foto: Maja Hitij/Getty Images

A civilização humana como a conhecemos pode já ter entrado em suas últimas décadas, adverte um novo e preocupante relatório que analisa o provável futuro da habitabilidade do planeta.

Os impactos cada vez mais severos e graves da crise climática, combinados com a falta de ação para enfrentá-la, estão empurrando o planeta para uma situação cada vez mais caótica que pode sobrecarregar as sociedades em todo o mundo, afirmam os autores do relatório.

O artigo, produzido pelo think tank de Melbourne, o Breakthrough National Center for Climate Restoration, é apresentado pelo ex-chefe das Forças de Defesa Australianas e pelo almirante aposentado da Marinha australiana, Chris Barrie.

Em sua introdução, ele diz que os autores do relatório “revelaram a verdade nua e crua sobre a situação limite em que os humanos e o nosso planeta estão, apresentando um quadro perturbador da possibilidade real de que a vida humana na Terra possa estar em extinção, da maneira mais horrível, segundo o Independent.

O documento argumenta que “a mudança climática representa agora uma ameaça existencial de curto e médio prazo para a civilização humana”, e pede uma reavaliação na forma como os governos respondem a cenários climáticos estimados para levarem as projeções das piores possibilidades mais a sério.

O relatório também argumenta que os impactos nocivos da crise do clima, como a crescente escassez de alimentos e água, serão um catalisador das instabilidades sócio-políticas existentes para acelerar a desordem e o conflito nas próximas três décadas.

Para preparar-se para esse impacto, o relatório pede uma revisão na gestão de risco dos países “que precisa ser fundamentalmente diferente da prática convencional”.

“Ela (gestão de risco) teria que se concentrar nas possibilidades sem precedentes dos piores cenários possíveis, em vez de avaliar as probabilidades “do meio do caminho” com base na experiência histórica da humanidade”.

A pesquisa foi de autoria de David Spratt, diretor de pesquisa da Breakthrough, e Ian Dunlop, ex-executivo da indústria internacional de petróleo, gás e carvão, que trabalhou para a Royal Dutch Shell e foi presidente da Australian Coal Association.

O artigo oferece o que eles dizem ser um cenário plausível que fornece “um vislumbre de um mundo de caos total”.

Com base na falta de uma ação global significativa para extinguir rapidamente todas as emissões de gases de efeito estufa na próxima década, os autores esboçam um cenário em que as emissões globais atingem o pico em 2030.

Neste caso, usando vários estudos existentes, eles apresentam uma hipótese em que as temperaturas globais médias podem chegar a 3ºC acima dos níveis pré-industriais até 2050.

O efeito disso seria perceber o cenário “Terra pós efeito-estufa”, no qual o planeta estaria caminhando para pelo menos outro grau de aquecimento.

O gelo do mar em efeito reflexivo derreteria, aquecendo mais os oceanos e elevando os níveis do mar rapidamente. Haveria “perda generalizada de permafrost (pergelissolo, tipo de solo encontrado no Ártico) e seca com perda florestal (ressecamento das árvores até a morte) da Amazônia em larga escala”.

O artigo diz: “A desestabilização do Jet Stream (correntes de ar sinuosas, estreitas e de fluxo rápido nas atmosferas de alguns planetas, incluindo a Terra) afetou significativamente a intensidade e distribuição geográfica das monções da Ásia e da África Ocidental e, juntamente com a desaceleração adicional da corrente do Golfo, está interferindo nos sistemas de suporte à vida na Europa.

“A América do Norte sofrerá (neste cenário) de extremos climáticos devastadores, o que inclui incêndios florestais, ondas de calor, secas e inundações. As monções de verão na China teriam fracassado, e a água fluirá para os grandes rios da Ásia que serão severamente reduzidos pela perda de mais de um terço da camada de gelo do Himalaia.

“A perda glacial chegará a 70% nos Andes e a chuva no México e na América Central cairá pela metade.” Este cenário também colocaria o mundo no caminho para 5ºC de aquecimento até 2100.

O documento observa que os cientistas já alertaram que o aquecimento da 4°C é incompatível com uma comunidade global organizada, seria devastador para a maioria dos ecossistemas e tem uma alta probabilidade de não ser estável. O Banco Mundial disse que o planeta pode estar “além da adaptação” a tais condições.

“Mesmo para o 2°C do aquecimento, mais de um bilhão de pessoas podem precisar ser realocadas e em cenários de alto impacto, a escala de destruição está além da nossa capacidade de projeção, com uma alta probabilidade de civilização humana chegar ao fim”, afirma o estudo.

Os autores dizem que “o mundo está completamente despreparado para encarar, e menos ainda, lidar com as conseqüências de uma mudança climática catastrófica”, mas também apresentam recomendações políticas que poderiam ajudar a mitigar os piores efeitos.

“Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração para um clima seguro.

“Isso seria semelhante em escala à mobilização emergencial realizada na Segunda Guerra Mundial”.

O almirante Barrie acrescentou: “Um futuro previsto no “juízo final” não é inevitável. Mas sem uma tomada de ação drástica e imediata, nossos prospectos são os piores. Nós devemos agir coletivamente. Precisamos de uma liderança forte e determinada no governo, nos negócios e em nossas comunidades para garantir um futuro sustentável para toda a humanidade”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA