Gata idosa morre após ter sido atacada com spray de tinta

Foto: CEN/@sina.hermann

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Uma gata idosa morreu depois de agonizar durante três dias, após ter sido atingida com spray de tinta à prova d’água por um torturador de animais covarde e desumano que já atacou três vezes nos últimos dias.

Miggeli tinha 13 anos e era um alvo fácil para o torturador de gatos que supostamente já havia abusado de vários outros animais domésticos na região de Biel-Benken, no noroeste da Suíça.

Acredita-se que o agressor quebrou a mandíbula de um gato e raspou a pele de outros dois na área nas últimas semanas.

Foto: CEN/@sina.hermann

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A tutora de Miggeli, Sina Kunz, disse ao Daily Mail: “Seu corpo inteiro e especialmente seu rosto foram borrifados com tinta amarela à prova d’água, ela estava irreconhecível”.

A gata morreu três dias depois de entrar em estado de saúde crítico e nunca mais se recuperar.

Kunz acrescentou que estava convencida de que um torturador de gatos que vem fazendo vítimas felinas na área era responsável pelo ataque e denunciou o incidente à polícia.

Outros incidentes envolvendo abuso de animais que foram denunciados incluem um ataque envolvendo um gato do sexo masculino de um ano de idade chamado Gringo, que havia tido to seu pelo raspado e além de ter sua mandíbula e pernas quebradas.

Foto: CEN/@sina.hermann

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Seu tutor em choque disse que parecia que as pernas tinham sido quebradas coma ferramenta de construção tipo um alicate.

Uma gata de seis anos de idade chamada Haxli também foi encontrada com a maior parte de seu pelo raspada, e suas garras e bigodes cortados.

Um veterinário que a examinou disse que a pele parecia ter sido cortada por uma tesoura e depois raspada com algum tipo de navalha.

O veterinário disse à mídia local: “Uma pessoa normal não faria algo assim. Acho que quem fez isso realmente precisa de ajuda psicológica séria”.

Um porta-voz da polícia disse que o departamento estava investigando se os três incidentes tinham ligação, embora tenham notado que o ataque fatal com tinta aconteceu a cerca de 7 quilômetros de onde os dois gatos foram raspados.

Burrinhos gêmeos nascem em santuário na Inglaterra

Ronnie e Reg | Foto: Daily Mail/Reprodução

Ronnie e Reg | Foto: Daily Mail/Reprodução

Em um evento raro e pouco registrado na literatura veterinária, um burro do sexo feminino deu à luz os únicos burrinhos gêmeos vivos conhecidos da Grã-Bretanha, os irmãos foram nomeados em homenagem aos famosos gangsteres gêmeos: os Kray.

John Stephenson, 77 anos, ficou chocado quando a burrinha Violet inesperadamente entrou em trabalho de parto e trouxe ao mundo dois potros saudáveis em sua fazenda, em Stanley, County Durham (Inglaterra), no último fim de semana.

Ele não tinha ideia de que ela estava esperando gêmeos, uma ocorrência incrivelmente rara e pouco documentada em burros e os nomeou de Ronnie e Reg, em homenagem aos Kray, dupla de irmãos famosos em Londres durante as décadas de 1950 e 1960.



O sr. Stephenson conta: ‘Eu estava sentado tomando meu chá e recebi um telefonema avisando que Violet estava entrando em trabalho de parto. Larguei o chá imediatamente e fui direto para baixo, no alojamento dos animais.

“Eu mal pude acreditar quando percebi que ela estava tendo gêmeos e ambos estavam vivos – é algo único e muito difícil de acontecer”.

“Normalmente, quando os burros ou jumentos têm gêmeos, um deles morre ou é muito fraco. Eu sabia que ela estava grávida, mas não fazia ideia de que eram gêmeos. Eles são inacreditáveis”.

“Isso é realmente muito, muito incomum. Tenho 77 anos e nunca vi isso na minha vida. Eu tenho um santuário de burros desde que eu tinha sete anos – por 70 anos – mas nunca vi nada assim antes”.

“Até onde sei, eles são os únicos burros gêmeos do país. Estou surpreso e ao mesmo tempo muito orgulhoso de poder fazer essa afirmação”.

“Devo admitir que estou simplesmente encantado por esses dois bebês, eles são animais especiais. Me sinto abençoado”.

Ele acrescentou: “Eu tive um par de cavalos por um longo tempo chamados de Ronnie e Reg também, foi apenas uma ideia que veio à minha cabeça”.

“Se eu deixasse que as crianças escolhessem os nomes deles, elas escolheriam nomes ´fofos´. Eu não queria nomes assim, queria algo marcante.”

“Achei que eram dois meninos no começo, mas depois que já havíamos escolhido os nomes Ronnie e Reg é que descobrimos que um deles era uma garota: Ronnie.”

“Violet é uma mãe muito protetora e carinhosa, eles realmente estão cercados de amor e atenção por todo lado”.

A família agora tem sete burros na fazenda, incluindo Ronnie e Reg.

Ele disse: “Vamos mantê-los dentro de casa por algumas semanas, só para deixá-los fortes, então poderemos deixá-los sair para correr por aí”

“Pessoas de todo os lugares querem vir visitá-los, mas por enquanto eles não estão recebendo visitas, pois são muito jovens”.

Um porta-voz do The Donkey Sanctuary disse: ‘É muito raro um jumento dar à luz gêmeos.

Em 2003, dois burros gêmeos, Bill e Ben, foram entregues aos cuidados do The Donkey Sanctuary.

“Ben, agora na casa dos 20 anos, ainda está vivendo uma vida muito feliz em nossa sede internacional em Sidmouth, infelizmente seu irmão faleceu, Bill , faleceu há alguns anos”.

Mais de 28 mil kg de carne com suspeita de contaminação por bactéria é recolhida das prateleiras

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Preocupações com a saúde, assim como o futuro do planeta e o bem-estar dos animais tem motivado consumidores do mundo todo a rever seus hábitos alimentares, agora, diante das recentes informações sobre a insustentabilidade do mercado de carne, é mais importante do que nunca preencher o prato com opções saudáveis e satisfatórias.

Enquanto os estoques da Beyond Meat continuam a subir, refletindo o crescente apetite por refeições à base de vegetais e os muitos benefícios inerentes a comê-los, chega também outro lembrete sobre os sérios riscos associados ao consumo humano de alimentos feitos de animais ou subprodutos de animais ou de origem animal.

De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA (FSIS), estima-se que 62.112 libras (cerca de 28 mil kg) de carne bovina crua, que já foram enviadas para distribuição e processamento, podem estar contaminadas com a bactéria E. coli.

Os produtos de carne crua que estão sendo retirados foram embalados em 19 de abril de 2019 na Aurora Packing Company, Inc., em North Aurora, Illinois (EUA).

Uma planilha com a lista dos produtos que estão sujeitos ao recolhimento doi divulgada. Todos incluem o número do estabelecimento “EST. 788 ”dentro da marca de inspeção do depto de vgilância sanitária USDA.

O departamento avisa que a E. coli é uma bactéria potencialmente mortal que pode causar desidratação, diarréia sanguinolenta e cólicas abdominais por 2 a 8 dias (3 a 4 dias, em média) após a exposição.

Enquanto a maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana, algumas desenvolvem um tipo de insuficiência renal chamada síndrome urêmica hemolítica (SHU).

Esta condição pode ocorrer entre pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças menores de 5 anos e adultos mais velhos.

A doença é identificada por fácil contusão, palidez e diminuição da produção de urina. Pessoas que experimentam esses sintomas devem procurar atendimento médico de emergência imediatamente.

O ato de se alimentar não deve vir com tais riscos e sempre que houver carne crua ou cozida de animais usados para consumo humano, a ameaça existe.

Esta é mais uma razão para eliminar permanentemente carne e quaisquer subprodutos animais da alimentação. É melhor para a sua saúde, para o planeta, para o meio ambiente e, igualmente importante, para os animais inocentes mortos para que sua carne seja consumida por humanos.

Prefeito institui Semana da Consciência Vegana em cidade canadense

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Lienhard, Plcolin Basran, o prefeito de Kelowna, na Colúmbia Britânica (Canadá), proclamou primeira Semana da Consciência Vegana atendendo um pedido dos organizadores do Kelowna VegFest (festival anual vegano).

Os organizadores encorajaram o prefeito a fazer o anúncio como parte de seu boicote ao Ribfest Weekend (Festival da Costela), que foi anunciado em setembro último.

A Global News informou que o evento acontece na semana de 19 a 26 de maio na preparação para o segundo VegFest da cidade que aconteceu em 26 de maio.

Empresas locais criaram uma variedade de ofertas diferentes para comemorar a inauguração da primeira Vegan Awareness Week. Variando de pizzas veganas grátis a brindes oferecidos junto com as compras, a cidade está entusiasticamente envolvida na promoção da Semana da Consciencia Vegana.

Kelowna está se tornando conhecida por ser uma opção aos veganos. Muitas empresas locais aumentaram suas opções veganas, e o restaurante vegano, Naked Cafe, geralmente tem filas de espera para conseguir uma mesa davido a grande procura.

Os proprietários Olivia e Teghan Gordey dizem que isso é em parte porque “agora é moda ser vegano”. Eles acrescentaram que “as pessoas se tornam veganas por diferentes razões, como saúde ou especificamente pelos animais”.

O site do restaurante fala sobre o orgulho que p estabelecimento sente em poder estar envolvido com a comunidade local. A publicação diz: “Nossa equipe está profundamente comovida ao ver uma comunidade vegana se unindo diante de seus olhos, desde que a Naked se tornou realidade em 2015”.

De acordo com o site do VegFest, cerca de 70 fornecedores estarão presentes no festival deste ano. Além da enorme variedade de barracas disponíveis, haverá palestras e outros eventos. Os visitantes podem participar de aulas de ioga, ouvir concertos com os músicos locais ou participar de uma demonstração ensinando como fazer queijo vegano.

Os apresentadores também falarão sobre assuntos com os temas: “Tornar-se um empreendedor vegano”, “Nutrição no esporte” e “Jornada rumo ao desperdício zero”.

Festivais Veganos

O Canadá tem muitas versões do VegFest acontecendo a cada ano. FairSquare descreve como os ontarienses são “presenteados pela escolha” quando se trata de encontrar eventos e festivais veganos.

Bem como grandes cidades como Toronto, Ottawa e Vancouver também hospedam vários eventos, muitas províncias estão criando seus próprios VegFests. Diversos eventos veganos ocorrem no país da Colúmbia Britânica até Quebec e em diversas outras cidades.

Os EUA também estão se tornando conhecidos por seus festivais veganos. A Eat Drink Vegan celebra seu aniversário de 10 anos este ano, e o SoCal VegFest acontece em dois dias em outubro deste ano.

Os organizadores do segundo Kelowna VegFest doarão todo o dinheiro arrecadado aos santuários de animais.

Como a África se tornou líder mundial na eliminação de resíduos plásticos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A África está liderando o caminho para a eliminação de resíduos plásticos por meio de várias proibições ao uso de sacos e sacolas plásticas em todo o continente, incluindo países como Tanzânia e Quênia.

A Tanzânia implementou a primeira etapa de sua proibição de sacolas plásticas em 2017, que proibia a fabricação e a “distribuição no país” de sacolas plásticas de qualquer tipo.

A segunda fase, que entrará em vigor em 1º de junho, limita o uso de sacolas plásticas para os turistas. Em um comunicado divulgado em 16 de maio, o governo da Tanzânia estendeu a proibição original aos turistas, alegando que “um balcão especial será designado em todos os pontos de entrada para a entrega de sacolas plásticas que os visitantes possam trazer para a Tanzânia”.

A proibição reconhece a necessidade de sacolas plásticas, por enquanto, em alguns cenários, como por exemplo nas indústrias médica, industrial, de construção e agrícola, bem como por razões sanitárias e de gestão de resíduos.

Sacos “Ziploc” usados para transportar produtos de higiene pessoal através da segurança do aeroporto também estão isentos da proibição, desde que os viajantes os levem de volta para casa.

África livre de plástico

A Tanzânia não é o único país africano a introduzir tal proibição. Mais de 30 países africanos adotaram proibições semelhantes, principalmente na África subsaariana, de acordo com a National Geographic.

O Quênia teve um sucesso diversificado com sua proibição, implementada em 2017. O país introduziu as mais severas punições, com os culpados enfrentando “até 38 mil dólares em multas ou quatro anos de prisão”.

No entanto, o governo não considerou alternativas à medidas, levando aos chamados “cartéis de sacolas”, grupos que negociavam e traziam sacolas plásticas de países vizinhos. A National Geographic também informou que o cumprimento da proibição não podia ser considerado totalmente confiável.

“A proibição teve que ser drástica e dura, caso contrário, os quenianos a teriam ignorado”, disse o ativista Walibia à publicação. Embora novas tentativas de ampliar a proibição não tenham sido bem-sucedidas, o país está ciente de sua responsabilidade em fazer mais.

Geoffrey Wahungu, diretor-geral da Autoridade Nacional de Meio Ambiente do Quênia, disse: “Todos estão observando o Quênia agora por causa do passo ousado que demos. Nós não estamos olhando para trás”.

Ruanda também está trabalhando duro na questão ambiental. O objetivo é ser o primeiro país livre de plástico e seus esforços estão sendo reconhecidos.

Quartz informou que as Nações Unidas nomearam a capital Kigali como a cidade mais limpa do continente africano, “graças em parte à proibição de plástico não biodegradável em 2008”.

Empreendedor neozelandês investe pesado na produção de frango à base de vegetais

Foto: PETA

Foto: PETA

Lienhard é o fundador da Blue Horizon Corporation. O grupo procura as empresas veganas em ascensão para seus investimentos.

O investidor recentemente reuniu-se com a Bloomberg News na Alemanha para discutir o crescente mercado de alimentos veganos.

“É sobre o hambúrguer no momento”, disse ele à Matt Miller da Bloomberg. Especificamente, são duas marcas que despontam no momento: a Beyond Meat e sua rival Impossible Foods, nas quais a Blue Horizon investiu.

As duas empresas estão obtendo grande sucesso com os hambúrgueres veganos que competem com a carne bovina; os hambúrgueres se parecem, cozinham e têm gosto de carne de origem animal. E comedores de carne aprovaram e tem consumido o produto em abudância.

A Beyond Meat foi intensamente aclamada e virou notícias nos principais veículos de economia e mercado no início deste mês, quando se tornou a primeira empresa de carne vegana a abrir o capital. Os preços de suas ações dispararam mais de 160% no dia da abertura, tornando-se um dos maiores IPOs nos EUA nas últimas duas décadas.

O Beyond Burger, da Beyond Meat, é vendido em cadeias de supermercados enormes como A & W, TGI Fridays e Carl’s Jr. A empresa também produz salsichas e carne moída de forma realista à bse de vegetais.

A Impossible Foods chegou no cardápio do Burger King no mês passado.O “Impossible Whopper” foi lançado em 1º de abril com uma campanha temática do Dia da Mentira, em que os “comedores de carne” ficaram agradavelmente surpresos ao saber que seus Whoppers eram livres de carne. As lojas do Burger King que vendem sanduíches sem carne registraram aumentos de dois dígitos nas vendas desde o lançamento.

Lienhard diz que é apenas o começo em relação ao potencial da carne vegana. Ele prevê que o produto vai seguir os mesmos passos dos lançamentos livres de laticínios no mercado. “A interrupção no consumo de produtos lácteos já ultrapassa 15% nos EUA”, disse ele a Miller.

As vendas de leite feito à base de vegetais e sem laticínios explodiram na última década. Entre 2012 e 2017, o mercado cresceu mais de 60%, enquanto as vendas de laticínios tradicionais diminuíram de forma substancial.

Bezerros machos são mortos cruelmente na frente uns dos outros

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

Uma investigação secreta realizada pela ONG suíça PEA (Pour l’Égalité Animale) no matadouro de Moudon, no Cantão de Vaud, na Suíça, revela como os filhotes de vacas estão sendo mortos de forma cruel, na frente uns dos outros.

De acordo com a PEA, esta instalação de morte abastece empresas como a HappyMeat, que afirma ser uma “solução ética” para os consumidores de carne (abate humanitário).

Por que eles estão matando bebês?

Matar bezerros parece cruel demais para a maioria das pessoas, afinal, eles são apenas bebês. No entanto, matar bezerros do sexo masculino é uma parte essencial da produção de laticínios, uma medida assassina que todas as fazendas leiteiras praticam.

Isso ocorre porque as vacas, como todos os mamíferos, só podem produzir leite após o parto (para amamentar seus bebês). Assim como os humanos ou os cães, as vacas mães acabam parando de produzir leite e só voltam a amamentar se derem à luz mais uma vez.

Bezerros do sexo masculino são inúteis para fazendas leiteiras.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Fazendas de laticínios, incluindo fazendas pequenas e familiares, têm que rotineiramente deixar as vacas grávidas para que o leite continue a fluir.

Para evitar que os bebês sejam amamentados, eles levam os filhotes para longe de suas mães logo após o nascimento. Isso é feito para que os bebês não bebam o leite que as fazendas estão interessadas em vender.

Metade dos bebês que nascem em fazendas de leite são do sexo masculino.

Infelizmente, os bezerros do sexo masculino são mortos ainda muito novos, já que não serão capazes de produzir leite e deixá-los viver por mais de alguns meses não é lucrativo.

Foto: L’association PEA - Pour l’Égalité Animale

Foto: L’association PEA – Pour l’Égalité Animale

O que pode ser feito para ajudar essas vacas?

A fim de ajudar mais animais a escapar de um destino de morte ou uma vida de sofrimento, o veganismo é a solução mais ética e compassiva possível. Ao abrir mão do consumo de produtos e origem animal, estamos poupando animais ao mesmo tempo que melhoramos nossa saúde e ainda contribuímos para a conservação do planeta.

Denúncias nos Estados Unidos

Um vídeo filmado pela The Humane Society dos Estados Unidos mostrou um dos métodos cruéis usados pelas fazendas leiteiras para matar bezerros machos.

A filmagem denunciou operários em uma fazenda na Flórida que atiram na cabeça dos bezerros e os deixam morrendo lentamente e sangrando em uma vala.

De acordo com a fazenda, cada bezerro recebe apenas uma bala para economizar custos.

Os bezerros machos, de apenas um dia de idade, são mortos já que nunca produzirão leite e são assim considerados inúteis na indústria de laticínios.

Algumas fazendas deixam os bezerros viverem por alguns meses para matá-los e consumir carne de vitela.

Como as vacas só podem produzir leite após o parto, elas são constantemente forçadas a engravidarem.

Dessa forma, enquanto as fêmeas são destinadas a uma vida de exploração, um número alto de bezerros machos também nascem e são mortos diariamente na indústria.

Festas noturnas em zoos são flagrantes de mais crueldade contra os animais

ZSL London Zoo | Foto: secretldn

ZSL London Zoo | Foto: secretldn

Como se não bastasse serem privados de sua liberdade e presos em cativeiros, distantes de seus habitats naturais e de suas famílias, sendo obrigados a servir de entretenimento humano, os animais agora tem que suportar barulho, bagunça e intrusos em sua hora de descanso noturna.

“Zoo nights”- um evento apenas para adultos, onde o SLZ London Zoo (zoológico de Londres) serve álcool e toca música alta – foi criticado e acusado de representar um “flagrante crueldade contra animais”.

A vegana e ativista pelos direitos animais, Abbie Andrews, criou uma petição pedindo que o zoológico cancele o evento, que recebeu quase 500 assinaturas em menos de 24 horas.

Sem consideração pelos animais

“Este é um evento recorrente onde o zoológico é basicamente transformado em uma boate noturna, com música tocando alto e álcool sendo vendido, sem nenhum cuidado com os animais como mostram os incontáveis incidentes que ocorreram nos anos anteriores”, disse Andrews.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A petição afirma que incidentes anteriores ocorridos no zoológico incluem pessoas tentando entrar em locais cercados e protegidos, pessoas derramando cerveja sobre os tigres, pinguins sendo perseguidos e supostamente feridos, e borboletas sendo esmagadas.

Absolutamente nenhuma consideração

“Não há absolutamente nenhuma consideração pelos animais que já são mantidos no zoológico contra sua vontade, é tudo para os consumidores e visando lucro e dinheiro”, diz o texto da petição.

“A última coisa que esses animais precisam é estar cercados de pessoas bêbadas e música alta. Esse evento foi renomeado várias vezes sem nenhuma indicação de que seja cancelado de uma vez por todas.”

Convite do evento | Foto: ZSL Zoo

Convite do evento | Foto: ZSL Zoo

Andrews está pedindo ao público para assinar a petição antes de junho, quando o evento ocorrerá todas as sextas-feiras do mês.

O ZLS London Zoo disse: “Temos medidas rigorosas em vigor e bem-estar animal é sempre uma prioridade ao planejar nossos eventos. Em todos os eventos Zoo Nights, temos um oficial de bem-estar animal junto com nossos tratadores especialistas que cuidam de nossos animais. Nós também monitoramos os níveis sonoros para garantir que sejam cumpridas todas as políticas relevantes.

“No Zoológico ZSL de Londres, nossos animais vêm em primeiro lugar. Durante o dia, ou em eventos especiais, nossos especialistas veterinários, funcionários do zoológico dedicados e especialistas em bem-estar animal são dedicados a garantir que fornecemos tudo o que precisam para se manter saudáveis, estimulados e em forma”.
O zoológico também alegou que os supostos incidentes foram “reportagens altamente sensacionalistas” e que “nenhum visitante jamais feriu um animal nem entrou em um cercado de animais”.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Um quarto dos britânicos será vegano em 2025 e metade será flexitariano

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

A gigante britânica de supermercados Sainsbury lançou um estudo sobre o futuro dos alimentos para comemorar seu aniversário de 150 anos. O relatório de 34 páginas faz previsões sobre os próximos 150 anos de alimentos, incluindo leite com leite de algas e carne de celular como um “concorrente genuíno de mercado para a carne de criação”.

O “Relatório sobre o Futuro da Alimentação” discute quais hábitos de consumo, “impulsionados por uma consciência sem precedentes sobre bem-estar animal, preocupações com a saúde e eco-ansiedade”, serão adotados em 150 anos, oferecendo cenários nos anos 2025, 2050 e 2069, com base em análises de tendências de compras e estatísticas e oferecendo uma visão de vários especialistas em alimentos.

“Espera-se que um quarto de todos os britânicos sejam vegetarianos em 2025 (de um em cada oito britânicos hoje) e metade da populção se identifique como flexitarianos (acima do quinto de hoje). Só a Sainsbury já notou um aumento de 24% nos clientes que pesquisam produtos veganos on-line e um aumento de 65% nas vendas anuais de produtos vegetais, já que os consumidores consideram cada vez mais um estilo de vida vegano, vegetariano ou flexitário”.

Proteína à base de vegetais em ascensão

Com relação as proteínas alternativas, o relatório diz que entre “2016 a 2019, dezenas de empresas foram lançadas, com muitas delas atraindo investimentos de alto perfil.” Segundo esses resultados, o “mercado de proteínas não tradicionais ou alternativas (4,2 bilhões de dólares em 2016) espera-se que cresça mais de 25% até 2025”.

O Sainsbury’s cita a jaca como um exemplo de uma proteína baseada em vegetais que tem obtido enorme sucesso nos últimos três anos e discute suas próximas inovações neste campo, incluindo flor de banana, leite de alga e vários produtos derivados de cogumelos.

Carne cultivada em laboratório (agricultura celular)

Em termos de carne cultivada, a Sainsburys antecipa o ano de 2050 e prevê que esses produtos sejam uma parte normal da vida do consumidor, e apresenta ao leitor leigo o conceito de “proteínas celulares”, tecido carnudo “cultivado independentemente de animais usando células-tronco”, afirmando que “em 2050, não há dúvida de que este será um genuíno concorrente de mercado para a carne proveniente de animais de criação”.

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

“Em vez de obter um corte de carne no supermercado, os consumidores podem obter seus próprios ingredientes para carne, peixe, ovos, leite ou gelatina cultivados em casa, por uma fração do custo que existe hoje. A proteína celular pode ser uma ferramenta para nos ajudar a atender às necessidades de proteína, de uma população global que cresce continuamente, no futuro”.

Pesquisadores dão início a projeto para salvar mico-leão-de-cara-preta

Por David Arioch

Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo (Foto: Celso Margaf)

Eles são pequenos, ágeis e têm pelos de um dourado vívido. Só é possível encontrar o mico-leão-de-cara-preta no Norte do Paraná e em São Paulo. Ainda assim, suas aparições são raras, afinal a mais otimista estimativa é de que haja, no máximo, 900 indivíduos desta simpática espécie de primata.

Um Projeto liderado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) quer mudar esse panorama. A iniciativa é apoiada pelo ICMBio e tem foco especial no Parque Nacional do Superagui (PR), que corresponde a 70% do território ocupado por este animal.

O Projeto deve durar 18 meses. Em março deste ano, foram iniciadas as atividades de campo no Ariri, área de ocorrência da espécie no litoral sul de São Paulo. Para esta fase, foram contratados dois moradores da comunidade do Ariri que já possuem experiência com a espécie em trabalhos anteriores com ações de pesquisa e conservação.

“Esta é a fase de localização dos grupos em toda a área de distribuição – ilha de Superagui, área continental e nas duas áreas protegidas no Parque Nacional de Superagui e Parque Estadual do Lagamar de Cananeia”, informa o ICMBio.

Como o mico é uma espécie bastante carismática, tem um grande potencial para a sensibilização ambiental. Também serão realizados trabalhos de ações de educação ambiental com foco nos moradores da região, gerando engajamento e alertando para a importância da conservação da espécie.

Estima-se que cerca de metade da população está protegida no Parque, o restante está na parte continental. Esta, inclusive, é uma ameaça à conservação da espécie, porque, com a construção do canal que separou o continente da Ilha de Superagui, as populações também ficaram isoladas, culminando na diminuição de variabilidade genética.

Além disso, a longo prazo, o aquecimento global também pode comprometer a sobrevivência do mico-leão-de-cara-preta. O aumento do nível do mar prejudica o território da espécie que é próximo da cota zero do nível do mar, tanto no continente quanto na ilha.

As estimativas de adultos com condições de reprodução não passam de 250 indivíduos. A maturidade sexual deste animal gira em torno de 1,5 a 2 anos e eles são em geral, monogâmicos, ainda que haja alguns registros de poligamia. A gestação da fêmea dura aproximadamente quatro meses e geralmente com dois filhotes por vez.