PL prevê proibição de sorteio e distribuição de animais como prêmios e brindes

Por David Arioch

Quem infringir a lei terá de pagar multa de cinco mil reais por animal utilizado como “prêmio” ou “brinde” (Foto: PUC Goiás)

Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei do deputado Ricardo Izar (PP-SP) que prevê a proibição de sorteio e distribuição de animais como prêmios e brindes em eventos públicos ou privados.

De acordo com Izar, o projeto contesta o equivocado conceito de que seres vivos, dotados de complexos atributos cognitivos e psíquicos, possam ser reduzidos a meras coisas ou objetos de natureza descartável. “Tal comportamento já não encontra hoje nenhum respaldo moral razoável”, defende.

O deputado cita a Declaração de Cambridge, que a partir de evidências científicas aponta que animais não humanos são dotados de todo o substrato necessário para a manifestação de complexos estados emocionais e conscientes – tal como observado em seres humanos:

“O tratamento moral hoje conferido aos animais não humanos demanda de nós uma urgente readequação prática sob o risco de cristalizarmos abominações éticas hoje socialmente toleradas, que a história e as gerações futuras haverão de nos condenar com ampla razão.”

Caso o PL 9911/2018 seja aprovado, quem infringir a lei terá de pagar multa de cinco mil reais por animal oferecido como “prêmio” ou “brinde”. Os valores recolhidos serão destinados ao custeio de ações e mecanismos de conscientização sobre os direitos animais – ou também destinados a instituições, abrigos ou santuários de animais.

Na última quarta-feira, o deputado Vavá Martins (PRB-PA), relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) deu parecer favorável ao projeto de lei.


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Barulho de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas em animais

O barulho provocado pela soltura de fogos de artifício pode desencadear crises nervosas nos animais, além de convulsões, fugas e da possibilidade de levá-los à morte, em caso de parada cardíaca. O alerta é feito pelo médico veterinário Tito Luiz devido ao aumento da soltura desses explosivos durante este período do ano, graças as festas juninas e julinas.

Os sons dos fogos podem ser ouvidos pelos animais a quilômetros, segundo Tito, já que eles têm uma audição mais aguçada que a humana. O especialista lembra que não é necessário provocar tamanho sofrimento aos animais, já que existem no mercado fogos que não omitem som. As informações são do Portal O Dia.

Foto: Pixabay

“Assim, podemos apreciar apenas as imagens criadas sem o incômodo do barulho, poupando dos transtornos tanto os animais como bebês recém-nascidos, pessoas doentes, entre outros”, comentou. Algumas cidades do país – como Tietê (SP), Araguari (MG), Rio de Janeiro, Vassouras (RJ), Sorriso (MT), Tatuí (SP), Araraquara (SP), entre outras – já proibiram fogos de estampido.

Aos tutores, o veterinário orienta realizar a dessensibilização de longo prazo para acostumar o animal com o barulho dos fogos. “Quanto mais cedo na vida do animal se iniciar esse processo, melhor o resultado. É importante lembrar que essa dessensibilização sempre deve ser acompanhada por um profissional em comportamento animal”, reforçou.

O veterinário recomenda ainda adotar medidas paliativas para reduzir o sofrimento do animal ao ouvir o barulho dos explosivos, como colocar algodão nos ouvidos do animal, deixá-lo em um ambiente fechado e, caso ele esteja acostumado, colocar um som ambiente interno, como música ou TV ligada, para distraí-lo. E nunca deixá-lo sozinho durante a soltura dos fogos.

Quanto à técnica de amarrar uma faixa no corpo do animal, o veterinário afirma que é preciso usa-la associada a outras medidas paliativas para aumentar a chance de sucesso. “Os cães aceitam melhor essa técnica do que os gatos, mas pode ser testada em ambos. O nome da técnica é Tellington Ttouch e consiste em passar uma faixa larga de tecido em volta dos ombros e tórax do animal, de modo que gere uma sensação de proteção”, explicou.

Tito lembra que o comportamento de cada animal diante do barulho dos explosivos terá relação com sua espécie e suas características, o que significa que os animais podem apresentar reações diferentes em situações semelhantes.

“No caso dos cães, eles demonstram mais medo e sentem necessidade de ter alguém por perto para se sentir seguro, enquanto que os gatos, por serem mais independentes, apesar de também sofrerem com o barulho dos fogos, podem apenas procurar um local seguro para se esconder”, finalizou o médico veterinário.


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Vacas grávidas são mortas e fetos são jogados no lixo, denuncia ex-funcionário de matadouro

Os horrores provocados por matadouros foram expostos por um ex-funcionário de um dos maiores matadouros da França. Maurício García Pereira trabalhava retirando as vísceras dos corpos de animais mortos e o gatilho que o fez perceber a crueldade promovida por seu local de trabalho foi encontrar um feto, ainda com vida, entre os órgãos de uma vaca. Naquele dia, Maurício confrontou seu chefe, que ordenou que ele desse ao feto o mesmo destino que todos os outros tiveram: o lixo.

O ex-trabalhador fez as primeiras denúncias sobre o caso em 2016, gerando uma onda de indignação na França. De origem espanhola, Maurício expôs as crueldades promovidas pelo matadouro de Limoges. Durante quase sete anos de trabalho no local, ele filmou e fotografou cenas que comprovam os maus-tratos. A câmera usada por ele foi fornecida pela L214, entidade que luta pelos direitos animais desde que foi fundada, em 2008. As imagens foram divulgadas e repercutiram em todo o mundo. O espanhol também escreveu o livro, em francês, “Maus-tratos Animais, Sofrimento Humano”, que foi lançado em 4 de junho de 2018 na França – não há versão em português.

Fetos são jogados no lixo em matadouro (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

“Quem vem trabalhar para aqui não pode ter escrúpulos”, disse Maurício, em certa ocasião, ao diretor do matadouro.

No entanto, a repercussão do caso não impediu que a crueldade continuasse a ser cometida no matadouro. “Falei com antigos colegas do matadouro e pouco mudou. Fizeram obras para melhorar a maneira de receber e matar os animais, mas a cadência é a mesma e continuam a matar vacas prenhas”, denunciou.

Mauricio afirmou, em entrevista ao jornal Público, que durante os anos em que trabalhou no matadouro entre 20 a 30 bezerros, ainda dentro das placentas de suas mães, eram mortos diariamente. Ter feito essa denúncia lhe custou seu emprego. Ele, no entanto, disse que não se arrepende e que faria tudo novamente.

Em entrevista ao jornal El Mundo, Maurício contou que passou a lutar contra as atrocidades cometidas pelos matadouros. E embora trabalhe em prol da redução do sofrimento dos animais explorados para consumo humano, ele admite que não é possível matar animais de forma ética.

No matadouro em que trabalhava, 35 vacas eram mortas por hora. “Soava um ruído e o tapete avançava. Recordo o som e o odor de sangue seco que te obrigam a aprender a respirar pela boca”, disse. Além de tirar as vísceras dos animais, Maurício também furou a cabeça de bezerros com uma pistola de ar comprimido para que os corpos flutuassem na água fervente.

Animal entra em desespero e tenta fugir ao perceber que será morto (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

Os horrores presenciados pelo ex-trabalhador do matadouro o afetou psicologicamente, fazendo com que ele fosse obrigado a recorrer a remédios para dormir e, quando os medicamentos não funcionavam, a bebidas alcoólicas. “Tinha de tomar remédios e álcool, sobretudo álcool, para poder dormir sem pesadelos durante sete horas seguidas”, contou.

“Nem todos podem trabalhar num matadouro. Você pode tapar os ouvidos, mas acaba sempre ouvindo os gritos dos animais, o ruído das mães a chamar pelos bezerros (…) e os gritos agudos dos porcos”, relatou ao portal Público.

Restaurante vegetariano

Depois de tudo que viveu, Maurício decidiu abrir um restaurante vegetariano em Limoges. No cardápio, não haverá carne. “A Transição” foi o nome escolhido por ele para o local, devido a todo o processo vivido por aquele que um dia trabalhou limpando corpos de animais mortos e que hoje luta contra as atrocidades da indústria alimentícia.

Feto é retirado de placenta (Foto: Reprodução / YouTube / L214)

“A minha mentalidade deu uma volta enorme”, disse ao ser questionado sobre voltar a trabalhar num matadouro – o que, segundo ele, não faria novamente.

Atualmente, Maurício dá palestras pela Europa e se considera otimista em relação às consequências que o consumo desenfreado de carne têm sobre o meio ambiente. “Os jovens têm uma consciência ecológica que não existia antigamente. A sociedade começa a perceber que ou mudamos as coisas ou a este ritmo não veremos o próximo milênio.”

Confira, abaixo, as imagens feitas por Maurício no matadouro. O vídeo contém cenas fortes.


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Conheça os cuidados com os animais domésticos durante as temperaturas mais baixas

Foto: GLADSKIKH TATIANA/SHUTTERSTOCK

Foto: Tatiana Gladskikh/SHUTTERSTOCK

Dia 21 de junho marca a chega oficial do inverno, estação em que as temperaturas normalmente caem, os dias se tornam mais nublados e secos e os cuidados com os animais requerem atenção especial.

Em janeiro de 2016 um cãozinho que morreu congelado na rua em Seaville em Nova Jersey no EUA comoveu o mundo. A foto do animal foi utilizada em uma campanha de conscientização para tutores manterem seus animais dentro de casa no inverno.

Sujeitos ao frio, resfriados e condições de saúde como nós, os animais precisam de cuidados redobrados e atenção especial na estação mais fria do anos pois só tem aos tutores para protege-los e prover-lhes os cuidados adequados em caso de necessidade.

Muitos tutores de cães acreditam equivocamente que, como os animais domésticos têm um “cobertor próprio” de pelo, eles podem tolerar o frio melhor do que os humanos. Este não é necessariamente o caso. Como nós, essas criaturas cobertas de pelos estão acostumadas com o calor do abrigo interno de uma casa e o frio pode ser tão duro para eles quanto é para nós seres humanos. Seja qual for o ponto de vista adotado pelo tutor no inverno, uma coisa é certa: é uma época em que os animais domésticos precisam de um pouco de cuidado extra.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Embora o animal doméstico da família possa amar passear e passar o tempo ao ar livre, no inverno até mesmo o cão mais agitado pode ficar com frio. Orelhas, patas e rabos são suscetíveis ao frio.

É importante levar seu cachorro para passear, fazer exercícios e brincar, mas dê preferencia a sair com ele apenas no sol, quando a temperatura cair, não o deixe ao ar livre por longos períodos de tempo. Uma boa regra é sair com ele e voltar quando você estiver pronto para entrar, ele provavelmente também estará. Se ele estiver sozinho no seu quintal, verifique com frequência para se certificar de que ele não está mostrando sinais de frio.

Alguns cães são abençoados com uma pelagem espessa que os mantém aquecidos naturalmente, mesmo em temperaturas muito baixas, mas cães com pelagem fina podem precisar usar um suéter ou agasalho quando saem para passear no inverno.

Uma boa pelagem deve ir do pescoço até a base da cauda e também proteger a barriga. Mas mesmo os casacos caninos não evitam o frio nas orelhas, nos pés ou da cauda, por isso, mesmo com um agasalho confortável, não mantenha o seu cão de pelo curto por muito tempo exposto a temperaturas muito baixas.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Animais domésticos não devem dormir em um piso frio no inverno. Escolher a cama certa é vital para garantir que seu cão ou gato fique aquecido. Cobertores podem criar um ambiente confortável; camas levemente levantadas podem manter seu cão fora dos pisos frios ou do concreto, e camas aquecidas próprias para pets podem ajudar a manter a rigidez das articulações do envelhecimento. O ideal é colocar a cama do cão ou gato num local quente, longe de correntes de ar, azulejos ou pisos frios, de preferência em seu local favorito onde ele já durma todos os dias, para o animal não se sinta desconfortável em uma área desconhecida.

Se está muito frio para uma pessoa ficar na rua sem casaco, provavelmente está muito frio para um cachorro também, então é importante prestar atenção ao seu comportamento enquanto ele estiver ao ar livre.

Foto: Barkinglotinc

Foto: Barkinglotinc

Ao perceber que o cão está choramingando, tremendo ou aparentando ansiedade, e parou de brincar e parece estar procurando por lugares para cavar, então é hora de trazê-la para dentro.

Cães idosos

O tempo frio freqüentemente agrava condições médicas existentes em cães, particularmente artrite. É muito importante manter um regime de exercícios com o seu cão artrítico, mas tenha em atenção as superfícies escorregadias e certifique-se de que o seu cão tem uma área de descanso quente e suave para recuperar após a atividade.

Se você ainda não deu ao seu cão sênior um suplemento comum natural para lubrificar as articulações e aliviar o desconforto da artrite, talvez seja melhor adicionar uma delas no inverno. Assim como as pessoas, os cães são mais suscetíveis a outras doenças durante o inverno.

Foto: Petradioshow

Foto: Petradioshow

O clima rigoroso do inverno traz uma grande variedade de preocupações aos proprietários responsáveis. O frio intenso, a umidade paralisante ou os ventos cortantes podem causar desconforto para esse cão especial em sua vida. Prestar atenção especial ao bem-estar do seu amigo durante a temporada de inverno irá garantir que ambos aproveitem a temporada ao máximo.

Mantenha estas dicas de cuidados de inverno em mente e aproveite tudo o que o inverno tem para oferecer. E não se esqueça de que o inverno aconchega-se ao seu amigo canino e é uma ótima maneira de todos se aquecerem.

Fonte: Dogs Naturally Magazine

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‘Adote uma Castração’: empresas custeiam cirurgia para animais abandonados

Para diminuir o número de animais submetidos a maus-tratos e ao abandono, uma empresária de Jundiaí, no interior de São Paulo, criou a campanha “Adote uma Castração”. O objetivo é encontrar empresas dispostas a custear castrações de animais abandonados.

Doze empresas da região e uma da capital já apoiaram a causa. O projeto será colocado em prática em julho.

Foto: Arquivo pessoal

“A expectativa é alcançar o número de 200 castrações até o fim da campanha”, disse a idealizadora ao portal G1.

Empresas interessadas em participar da campanha podem fazer inscrições gratuitas, até 7 de julho, na página oficial do projeto.

Para participar, a empresa tem que doar um pacote de ração ou algum objeto de utilidade para os animais, como cobertores e mantas. Cada empresa pode custear uma castração ou mais.

Com a adesão das primeiras empresas, a castração de 15 animais já foi agendada. “Estes animais aguardam em lares solidários até o momento da cirurgia, que será feita por uma clínica apoiadora da causa na cidade”, comentou a empresária.

Após a castração, os animais serão levados para uma feira de adoção em uma pet shop localizada  na Rua Barão de Teffé, 933, no Parque do Colégio, em Jundiaí. Não há, no entanto, data definida para o evento ainda.


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Meghan Markle fala sobre a alegria incomparável de se adotar um animal

Foto: AP

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A duquesa de Sussex revelou na visita anual realizada a ONG de resgate de animais que ela patrocina, a alegria poderosa e transformadora de vidas que ela sentiu ao adotar um animal resgatado.

Meghan de 37 anos, é patrona do The Mayhew Animal Home, em Londres, Inglaterra pode estar naturalmente ocupada com maternidade, cuidando de Archie, seu filho de apenas seis semanas de idade, mas ela ainda tem a caridade como uma de suas maiores prioridades na vida.

“Como tutora orgulhosa de cães resgatados, sei por experiência própria que imensa alegria a adoção de um animal pode trazer a sua casa”, escreveu ela.

A ex-atriz adotou dois cães de resgate, um beagle chamado Guy e uma mistura de pastor de labrador chamado Bogart.

Enquanto Guy veio para o Reino Unido com Meghan quando ela se mudou de Toronto para morar com Harry – e desde então tem sido visto cavalgando com a rainha – Bogart era muito idoso para viajar e teve que ficar para trás com os amigos da duquesa.

Meghan acrescentou: “O papel que nós, como pessoas, desempenhamos no reavivar e resgatar esses animais é vital, mas o papel de organizações como a Mayhew é incomparável”.

“O que inicialmente me impressionou em relação a Mayhew especificamente é a abordagem baseada na comunidade, não apenas em reabilitar os animais, mas nos cuidados preventivos que inibem esses gatos e cachorros de acabar em abrigos”.

Foto: The Mayhew Animal Home

Foto: The Mayhew Animal Home

Mãe de um menino, Meghan passou a incentivar as pessoas a apoiarem a instituição de bem-estar animal de qualquer maneira que puderem – seja através da adoção, do voluntariado, doação ou espalhando mensagens de conscientização.

“A escolha de adotar um animal doméstico é uma grande decisão que envolve muita responsabilidade, mas tem também um retorno infinito sobre o investimento”, acrescentou ela. “Isso, sem dúvida, mudará sua vida.”

A duquesa visitou o abrigo Mayhew Animal Home em 16 de janeiro, quando estava grávida de seis meses de Archie, marcando sua primeira visita oficial à instituição de caridade já em seu papel de patrona.

Foto: Kensington Royal/Twitter

Foto: Kensington Royal/Twitter

De acordo com os espectadores, a amante de animais Meghan ficou particularmente impressionada com uma cachorrinha sem raça definida mas com uma mistura proeminente da raça jack russell, chamada Minnie, que entraria para adoção.

Ela queria levá-la para casa, mas disse: “Não podemos levar outro cachorro antes do bebê, pois nossas mãos estão muito cheias!”

Durante sua visita, Meghan também acariciou um cachorro chamado Roobarb e conheceu Wully Struthers, um antigo frequentador do abrigo, que estava lá com seus dois Staffies, Azzy e Gallis.

Foto: Kensington Palace/Twitter

Foto: Kensington Palace/Twitter

A duquesa perguntou gentilmente sobre a ex-moradora do abrigo Maggie (anteriormente conhecida como Truffle), que vive atualmente com sua nova tutora, Emma. O filhote de jack russell foi resgatado de uma fazenda suspeita de ser uma fábrica de filhotes, em outubro do ano passado.

O filhote que roubou o coração de Meghan, Minnie, é descrito pelos funcionários do abrigo como uma “garota tímida e sensível” que “pode ficar acuada perto de estranhos e se assusta com ruídos altos”.

Meghan se reuniu com funcionários, voluntários e beneficiários durante sua visita hoje, e ouviu mais sobre as várias iniciativas da instituição, desde o envolvimento da comunidade até projetos internacionais.

Ela também aprendeu sobre vários projetos administrados pela instituição, criados para melhorar a vida de animais e pessoas e para melhorar as comunidades tanto em Londres quanto internacionalmente.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Essas iniciativas incluem resgates de animais, trabalho com moradores de rua e seus animais domésticos, programas de bem-estar animal, como o programa Trap, Neuter and Return (castrar, esterilizar e devolver), e projetos internacionais, incluindo vacinação contra a raiva canina em Cabul.

Meghan passou um tempo visitando as instalações, conhecendo membros da comunidade e animais que se beneficiaram diretamente do trabalho da entidade.

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Justiça obriga Prefeitura de Sorocaba (SP) a construir canil para animais em risco

A Prefeitura de Sorocaba, no interior de São Paulo, foi condenada pela Justiça a construir um canil para onde devem ser encaminhados animais em situação de risco. A decisão judicial atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público, mas ainda cabe recurso.

Foto: Divulgação

O promotor responsável pela decisão afirmou que a cidade não dispõe de infraestrutura mínima e políticas públicas voltadas para os animais. As informações são do G1.

De acordo com o MP, o órgão tentou firmar um acordo com a prefeitura antes de condená-la judicialmente, mas não teve sucesso.

A administração municipal recebeu um prazo de 180 dias para a construção do abrigo, que deve ter equipamentos, insumos e infraestrutura para acolher os animais. Caso descumpra a determinação judicial, a prefeitura será punida com multa de R$ 2 mil por dia.

A prefeitura afirmou, por meio de nota enviada à TV TEM, que ainda não recebeu intimação sobre a decisão judicial.

“Diante disso, a Secretaria de Assuntos Jurídicos e Patrimoniais (SAJ) informa que aguarda o inteiro teor da mesma para análise da mesma. Conforme a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins há um projeto sobre o assunto em questão e assim que a Prefeitura for notificada, verificará quais as providências serão tomadas”, diz a nota.


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Reconhecer o sofrimento animal motivou Dez Fafara a se tornar vegano

Por David Arioch

Dez Fafara admite que já foi “o cara do churrasco”, mas há quatro anos sua vida mudou (Foto: Getty)

Em entrevista à Heavy Magazine, da Austrália, o vocalista da banda de metal DevilDriver, Dez Fafara, contou na semana passada que a sua motivação para se tornar vegano foi o reconhecimento e consideração do sofrimento dos animais.

“Se você já viu como uma vaca sofre…sim, você pode amar queijo, e você não deve saber disso, mas um bezerro é roubado de sua mãe para que esse leite seja seu, e eles arrastam esse bebê enquanto ele grita”, disse Fafara.

Segundo o vocalista, desde a forma como os animais são tratados até o processo de abate são indiscutivelmente indignos e nojentos: “Um porco é duas vezes mais esperto que um cachorro, então agora você vai manter milhares deles no escuro até matá-los seis, sete meses depois? A maneira que eu vi esses vídeos [e] como isso tocou meu coração, me destruiu. Eu disse a mim mesmo: ‘Eu não posso estar neste planeta e fazer parte disso’”.

O mais interessante da história de transição de Dez Fafara é que ele narra que “era o cara do churrasco”, e se recorda que em suas turnês com os caras do Pantera, sempre havia churrasco, mas agora ele olha para as costelas de um animal que sofreu tremendamente e por toda a sua vida, conforme suas próprias palavras, e não há como continuar consumindo isso.

“Era um animal senciente que poderia brincar de pegar e sentar, e ter momentos ternos e amorosos”, comentou. O vocalista do DevilDriver comemora o fato de que as pessoas estão começando a ver que os alimentos à base de plantas são bons para a sua saúde e para o meio ambiente:

“Uma mulher tem uma porca de estimação e sai todo dia com ela para passear. Ela [a porca] sabe o nome dela. Ela vem até mim, fica feliz, bufa, toca. Eu tenho o direito de pendurá-la de cabeça para baixo para cortar sua garganta porque gosto de costela? Isso é terrível, nojento. Não posso ser parte do terror, da tortura e do medo que vivem esses animais.”

Embora não tenha pensado nos benefícios para a saúde de uma boa dieta à base de vegetais, Fafara admite que a mudança de hábitos alimentares permitiu que ele perdesse quase 20 quilos e não tivesse mais problemas de colesterol e normalizasse a pressão arterial:

“Fiz um teste na esteira e o médico disse: ‘Você tem o coração de uma pessoa de 25 anos [Fafara tem 53]. […] Meus níveis de energia estão no topo. Eu andei de skate ontem até a meia-noite com meus filhos. Estou na melhor forma da minha vida agora. ”


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Brasil está negociando exportação de animais vivos para o Uruguai

Por David Arioch

Eduardo Barre disse em coletiva à imprensa que nas últimas semanas o acordo para compra de gado vivo do Brasil está em andamento (Foto: Reprodução)

Na semana passada, o diretor de Serviços de Pecuária do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Eduardo Barre, disse em coletiva à imprensa que nas últimas semanas o acordo para compra de “gado em pé” do Brasil está em andamento, e pode ser definido nos próximos dias.

De acordo com o portal Beef Point, os produtores gaúchos estão concentrando esforços para garantir a entrada de “gado em pé” no Uruguai. O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, garante que o ambiente está favorável para uma definição que autorize a comercialização de animais para o país vizinho.

O Rio Grande do Sul já exporta para a Turquia e para outros países árabes cerca de 120 mil animais por ano, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

O secretário da pasta, Covatti Filho, disse que o governo gaúcho tem mantido diálogo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apoiado as tratativas já em andamento para exportação de gado vivo para países do Oriente Médio e da Ásia.

Recentemente o Rio Grande do Sul embarcou no navio Kenoz, com destino ao Egito, 9359 animais, que tiveram de suportar uma viagem marítima com duração de 21 dias até o porto egípcio de Damietta, às margens do Mediterrâneo.

Pouco antes, pouco menos de dez mil animais embarcaram no navio Polaris com destino à Turquia, para onde o Rio Grande do Sul tem enviado a maior parte da sua exportação de gado vivo.

No último dia 14, que marcou o Dia Internacional contra a Exportação de Gado Vivo, defensores dos direitos animais de 12 cidades brasileiras foram às ruas protestar contra a prática.

O argumento é que as viagens são longas, os espaços são apertados e sujos e os animais são obrigados a lidarem com o calor extremo e falta de alimentação e assistência veterinária adequada. Outro apontamento é que não é raro os animais morrerem durante o percurso.


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Namíbia vai leiloar mais de mil animais selvagens para fazendas de caça

Foto: Pixabay

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A Namíbia está vendendo cerca de mil animais selvagens que vivem em seus parques nacionais, enquanto o país do sudoeste da África luta desesperadamente contra a seca.

Mais uma vez classificados como produtos, os animais tem suas vidas precificadas e seus destinos selados de forma covarde e ambiciosa.

O governo da nação africana espera que as fazendas que criam de animais para caça de troféus comprem os animais, mesmo sabendo que os fazendeiros criam animais para caçar.

Stanley Simataa, ministro da Informação da Namíbia, disse que o Ministério do Meio Ambiente sugeriu a venda para reduzir a quantidade de vida selvagem nos parques, que estavam lutando com a seca.

A atual seca da Namíbia é a segunda em três anos e é tão severa que Hage Geingob, o presidente do país, declarou estado de emergência em maio de 2019.

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

Autoridades disseram que os parques nacionais não são capazes de fornecer condições adequadas de alimentação para os animais.

A condição de pastoreio (alimento) na maioria dos nossos parques é extremamente pobre e se não reduzirmos o número de animais, isso levará à perda de vidas devido à fome”, disse Romeo Muyunda, de acordo com a AFP.

Simataa disse que entre 500 e 600 búfalos seriam vendidos do Waterberg Plateau Park e 150 gazelas seriam vendidas nos parques de caça Hardap e Naute, segundo o jornal The Namibian.

O governo vai vender os animais em leilão e espera que eles sejam comprados por produtores de caça, já que o grupo tem instalações para cuidar de animais silvestres.

“Dado que este é um ano seco, o ministério gostaria de vender vários tipos de espécies de caça de várias áreas protegidas para preservar o pastoreio, e para gerar fundos muito necessários para parques e gestão da vida selvagem”, disse Muyunda.

A Namíbia também planeja vender 65 órix, 28 elefantes e 20 impalas, além de 35 elandos, 16 gnus, 60 girafas e 16 kudus.

Autoridades esperam levantar 1,1 milhão de dólares com a venda dos animais.

O país é o lar de algumas das maiores populações remanescentes de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

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